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ORIGEM DOS RAMALHO DO BREJO DA PARAÍBA

Por volta do ano de 1755, o casal Pedro Leite Ferreira e Isabel Gomes de Almeida chegou à Parahyba. Veio da Bahia e se fixou no vale do rio Piancó, no lugar denominado Tapera, à margem direita do rio Genipapo onde se dedicou à criação de gado. Os oito filhos desse casal, quatro homens e quatro mulheres se espalharam pelos municípios de Conceição, Piancó e Teixeira formando três ramos genealógicos a começar de cada uma dessas áreas conforme estudo do padre Florentino Barbosa Leite. Segundo o mesmo historiador, que presidiu o Instituto Histórico e Geográfico Paraibano por vários anos, o braço dos Ramalho estabelecido no brejo da Paraíba é oriundo do ramo de Conceição.

Para não voltarmos muito ao passado, partimos dos irmãos Francisco Pinto Ramalho, casado com Alexandrina Leite Ramalho e Antônio Pinto Ramalho, casado com Constância Ramalho. Francisco, comerciante em Misericórdia (Itaporanga) viria a ser pai de Isidro Pinto Ramalho e de Clotilde Pinto Ramalho, entre outros nascidos da sua união com Alexandrina. Por sua vez, seu irmão Antônio Pinto Ramalho, agricultor em Manguenza, na mesma região, foi o pai de Luiza Pinto Ramalho. Os primos Isidro e Luiza, unidos em matrimonio, foram pais de Leonor Pinto Ramalho.

Como Clotilde Pinto Ramalho chegou ao brejo para se casar com o tenente da guarda nacional José Rodrigues da Costa Neto, senhor do engenho Poço Escuro? Clotilde era sobrinha de Águeda Rodrigues Ramalho casada com o coronel José Amâncio da Silva que migrou do sertão para Tacima, distrito de Araruna. Eram os pais de José Amâncio Ramalho, tido como fundador do lugar que denominou Boa Vista e depois, vila de Camucá e cidade de Borborema. Essa ligação familiar deve tê-la trazido ao brejo onde conheceu seu futuro marido. Desse casal nasceram os filhos Elísio, Maria do Carmo, Olindina, Euclides, Dalva, José Rodrigues Filho e Conceição. É poss& iacute;vel que o vigário colado de Bananeiras, padre José Euphosino de Maria Ramalho, tio Agueda e tio avô de Clotilde tenha facilitado esse conhecimento. Clotilde não se recuperou do último parto e, após breve enfermidade, veio a falecer, ainda jovem.

Leonor Leite Ramalho, filha de Isidro e de Luzia, ficou órfã muito jovem e foi trazida pelas mãos do padre Euphosino para a Casa de Caridade de Santa Fé para se educar e sobreviver, fugindo de uma seca que levara seu pai a migrar para o Maranhão, onde perdeu a vida, vítima de beribéri. Clotilde, primeira esposa do tenente José Rodrigues, como vimos, era tia de Leonor, a segunda esposa, esta levada para o engenho Poço Escuro para ajudar sua tia enferma a cuidar das crianças, algumas de berço, como a pequena Conceição. Leonor apegou-se às primas e não quis mais voltar à casa de caridade fundada pelo Mestre Ibiapina. “Uma moça solteira na casa de um viúvo, não pode dar certo”, teria dito o padre Euphosino ao sugerir o casamento de sua pupila com o viúvo de sua tia. Essa versão, proclamada em família, porém, foi desmentida pela certidão de óbito do vigário colado de Bananeiras. Este faleceu em 1º de agosto de 1905 e a última filha de Clotilde nascera em 1910. O casamento de Leonor, ocorreu em 1911 e a sugestão atribuída a Euphosino teria partido do seu sobrinho e adjunto, padre Severino Leite Ramalho, irmão de Águeda. Dessa  nova vida conjugal  do tenente Zé Rodrigues   nasceram os descendentes que receberiam o sobrenome Rodrigues Ramalho.

Do segundo casamento do tenente Zé Rodrigues nasceram Maria (Lica), Diomedes, Elpídio, Anatilde, Edite, Clotilde, ARLINDO, Elvídio, Maria de Lourdes e Maria Elita. Arlindo Rodrigues Ramalho é portanto, o décimo quarto filho dos dezessete que o senhor do Engenho Poço Escuro botou no mundo. O tenente era bom de espada. (Para o livro “ARLINDO RAMALHO, A CANDEIA ESPEVITADA DA UDN” )

 

 

Ex-prefeita de Bananeiras Marta Ramalho tem contas de 2011 aprovadas pelo TCE

marta 2TCE reprova as contas anuais de quatro gestores públicos

O ex-prefeito de Cruz do Espírito Santo Rafael Fernandes de Carvalho Júnior teve as contas de 2011 reprovadas pelo Tribunal de Contas da Paraíba que a ele determinou a devolução aos cofres públicos de R$ 273.840,14 em razão, notadamente, de gastos não comprovados com recursos do Fundeb. A decisão, da qual cabe recurso, deu-se conforme voto do relator do processo, conselheiro Arnóbio Viana.

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O ex-prefeito de Algodão de Jandaíra Isac Rodrigo Alves, que teve a reprovação das contas de 2009, deve restituir aos cofres municipais, em razão de gastos não documentalmente comprovados, a importância de R$ 34.280,56, conforme proposta do relator Antonio Gomes Vieira Filho

 

Despesas sem licitação e o não recolhimento de parte das contribuições previdenciárias ajudaram na reprovação das contas de 2010 do prefeito de Riachão do Bacamarte José Gil Mota Tito, conforme propôs o relator Renato Sérgio Santiago Melo.

 

O TCE também emitiu parecer contrário à aprovação das contas de 2010 da ex-prefeita de Pedras de Fogo Maria Clarice Ribeiro Borba, decisão para a qual contribuíram aplicações insuficientes em Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE), despesas sem licitação e contratação de servidores sem concurso público, como entendeu o mesmo relator. Cabem recursos de todas essas decisões.

 

Em grau de recurso, o ex-prefeito de Alhandra Renato Mendes Leite livrou-se do débito de R$ 115,2 mil que lhe fora anteriormente imputado quando do julgamento, em abril de 2011, de processo decorrente de denúncia de irregularidades em gastos com serviços de limpeza urbana. Após exame de nova documentação, o TCE desconstituiu esse débito, conforme entendimento do relator Umberto Porto.

 

APROVAÇÕES – Tiveram suas contas aprovadas os ex-prefeitos de São José de Espinharas (Ricardo Vilar Wanderley Nóbrega, 2011), Jacaraú (Maria Cristina da Silva, 2011), Bananeiras (Marta Eleonora Aragão Ramalho, 2011), Lagoa de Dentro (Sueli Madruga Freire, 2011), Cajazeirinhas (José Almeida Silva, 2011)

 

Também, os atuais prefeitos de Serraria (Severino Ferreira da Silva, 2011), São José do Sabugi (Iracema Nelis de Araújo Dantas, 2011),

 

O Tribunal aprovou as contas das Câmaras de Cabedelo (2010), Bananeiras (2011, com ressalvas), Ingá (2011, com ressalvas),

 

Foram aprovadas, ainda, as contas de 2009 da Secretaria de Estado da Juventude, Esporte e Lazer e as do exercício de 2001, da Polícia Militar do Estado, ambas conforme voto do relator Umberto Porto. Na sessão plenária desta quarta-feira, o TC examinou processos que, em sua totalidade, representaram movimentação de recursos públicos da ordem de R$ 727.138.217,87.

 

 

FOCANDO A NOTICIA COM ASCOM/TCE-PB

 

Prefeitura de Guarabira divulga programação oficial da Festa da Luz 2013; Elba Ramalho será atração

Festa-da-luzCom o slogan “Do Tamanho da Sua Alegria”, a Prefeitura Municipal de Guarabira divulga a programação Oficial da Festa da Luz 2013. São quatro noites de festa no palco principal e seis noites no espaço dedicado ao ‘Brega’, sendo ambos com grandes atrações e novidades para os visitantes de uma das maiores festa do interior do Nordeste.

As atrações de destaque são a cantora reconhecida internacionalmente Elba Ramalho; o grupo baiano “Marreta You Planeta”, que toca o melhor do samba-axé baiano; além da banda de forró estilizado “Garota Safada” e das eletrizantes irmãs Simone & Simária – “As Coleguinhas”.

Confira a relação completa das atrações logo abaixo

No “Palco Luz” serão três atrações por noite, começando no dia 30 até o dia 02. Já o Palco “Brega Luz” iniciará no dia 29 indo até o domingo dia 03. Em todas as noite no espaço Brega Luz se apresentarão grandes nomes do Brega nacional, como, por exemplo, Paulo Márcio, Augusto César e Carlos André, além dos artistas locais, que serão 18 apresentações.

Novidades

Visando implantar cada vez mais uma administração moderna, o Prefeito Zenóbio Toscano junto aos órgãos da Saúde e Segurança Pública e a organização do evento definiram algumas diferenças que tornarão as noites de festividade mais seguras e confiáveis para toda a família guarabirense e visitantes.

O acesso à área da festa será fechado em sete pontos onde haverá detector de metais e distribuição de garrafas pets para substituição dos recipientes de vidro.

O Palco Brega Luz será instalado na Praça de Gama, no Bairro Novo, deixando a Rua Manoel de F. Pessoa (que liga o Bairro Novo a São Manoel) livre para as viaturas de apoio dos órgãos de Saúde e Segurança Pública.

O Corpo de Bombeiros estará em pontos estratégicos da festa em todas as noites, e ficou acertado com a Polícia Militar a monitoração do evento através de câmeras em tempo real.

O parque de diversões que virá este ano terá brinquedos modernos e mais estruturados no intuito de proporcionar maior segurança.

Pela primeira vez as crianças terão um dia dedicado a elas na Festa da Luz – o “Criança Espaço Luz”. No domingo, dia 03, três atrações estarão se apresentando no final de tarde no Palco Luz para toda a garotada. O prefeito Zenóbio, em recente entrevista disse que dedica esta edição da festa às crianças da “Terra da Luz”.

Confira as atrações da Festa da Luz 2013:

 

#Palco Luz

Dia 30: Garota Safada, Banda Encantu´s e Essência do Samba

Dia 31: Marreta You planeta, Dorgival Dantas e Ramon Schanyder

Dia 01: Bonde do Brasil, As Coleguinhas e Forro da Curtição

Dia 02: Forró do Bom, Elba Ramalho e Paulo Sérgio e Daniel

#Palco Brega Luz: Paulo Márcio, Augusto César, Roberto Miller, Carlos André, Marcelo reis, Elder Reis

#Palco Criança Espaço Luz: Grupo Los Iranzi, Mestre Clóvis dos Babaus, Imaginart Festas e Fantasias

Codecom-PMG

Planalto convida Marta Ramalho para expor sucesso de Bananeiras

 

A Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da Republica, através do subchefe Olavo Noleto Alves, Dos Assuntos Federativos comunicou por oficio a ex- prefeita Marta Ramalho que o seu nome fora selecionado para realizar palestra sobre as políticas publicas de sucesso empreendidas no Município de Bananeiras e que resultaram em Inclusão, Trabalho e Renda.

A Presidência da Republica vai reunir em Brasília nos dias 28,29 e 30 do corrente, prefeitos e prefeitas de todo o Brasil  e abrira espaço para alguns ex-prefeitos contarem suas experiências. Segundo o jornal Folha de São Paulo, os selecionados foram os ex-prefeitos de Niterói (PT), de Vitoria (PDT) e Marta Ramalho (DEM), de Bananeiras, PB.

No convite do Planalto dirigido a Marta Ramalho, diz o missivista que V.Excelencia foi selecionado para apresentar experiência de seu município na área do Desenvolvimento Econômico relativo da Inclusão, Trabalho e Renda. A intenção e promover um bate-papo, no qual a senhora fará  seu  depoimento acerca das dificuldades e soluções na implementação desta política publica de excelência.

As políticas publicas de inclusão desenvolvidas em favor da criança e do adolescente renderam ao Município de Bananeiras o Selo UNICEF por três vezes consecutivas e o incremento ao turismo resultou na oferta de mais emprego e garantia de renda a população local com o surgimento de condomínios, hotéis e restaurantes.

 Assessoria para o Focando a Notícia

Ramalho Leite – O espírito de Egídio

 

 

Houve um tempo na Assembleia  da Paraíba  que nenhuma lei era concluída sem o aprovo do deputado Egidio Madruga. Foi assim também na  Constituinte de 1989 quando tornou-se relator geral, comissão de sistematização e revisor, sozinho, pois o que os outros faziam ele encontrava sempre um jeito de alterar ao seu modo. Àquela altura, o espírito das leis se confundia com o espírito de Egidio.

Quando passou a ser o orientador de uma aguerrida bancada de oposição ao Governo Burity, o texto constitucional começou a ganhar alguns adendos que destoavam da Carta Federal e pretendiam garrotear os passos do governador de então. De nada adiantavam minhas advertências de líder da minoria governista: Burity não é eterno…

Foi assim que nasceu a diminuição do quorum de dois terços para processar o governador, a obrigação de aprovação previa da Assembléia para nomeação de dirigentes de órgãos da administração  indireta e ate o Voto de Desconfiança, pelo qual a AL destituiria Secretários de Estado. Estava implantado um regime semi-parlamentarista, imposto contra o governante da ocasião.

Foi o saudoso Romero Nóbrega, Procurador do Estado, que bateu às portas do Supremo Tribunal Federal e através de ADINs, conseguiu a declaração da inconstitucionalidade dos dispositivos que pretendiam ser, não uma norma permanente, mas uma espada na cabeça do ocupante do Palácio da Redenção.

Flavio Satyro, em Histórias das Constituições da Paraíba, conta detalhes das demarches que envolveram a tentativa de se fazer uma Constituição duradoura e a ação de uma maioria de eventual que pretendia golpear o Executivo e desalojar seu ocupante ou pelo menos, mantê-lo sob controle.

Como a historia sempre se repete, mesmo mudando os  personagens, acompanhei o noticiário que envolvem alterações de quorum para rejeição de Contas Anuais do Executivo. Das explicações  publicadas, as opiniões  podem divergir de acordo com a posição política de cada um. De minha parte, cheguei a uma única conclusão: alguém incorporou o espírito de Egidio…

Ramalho Leite

O texto é de inteira responsabilidade do assinante

Ramalho Leite – Quero a minha mulher de volta!

 

Não pensem que sou machista. Mas confesso, tenho  saudade do tempo em que minha mulher acordava dando ordem na cozinha, acertando o cardápio do dia e juntando roupas para mandar lavar. Levar os filhos à escola, isso já está mais distante… Mas ir buscar um neto, comparecer às festinhas de sua escola ou participar de suas férias, é um doce encargo que ela tem dificuldade de realizar… O destino mudou a nossa vida familiar.

Meu pai era candidato a prefeito de Bananeiras e faleceu no meio do caminho. Substituí-lo por alguém de casa era empreitada que exigia, entre outras coisas, filiação partidária, àquela altura, com os prazos vencidos. Mas meu pai, político experiente, parece que tivera uma premonição e filiou as filhas e a  nora ao seu partido. Sobre esta recaiu a escolha e Marta foi candidata pela primeira vez a prefeita, em 1982.  Cumpriu a missão, perdeu por poucos votos, mas ajudou a me eleger deputado. Tomou gosto pela política, mostrou que tinha vocação para a lide e seis anos depois era a primeira mulher a governar  sua terra.

Saindo da prefeitura de Bananeiras foi candidata a deputada. Traída pelo tamanho da legenda e por alguns compromissos não honrados, não se elegeu, mas chegou a assumir o mandato. Por uns tempos trocou a bancada das taquigrafas da Assembléia pela dos deputados. Em 2002 compôs, como suplente, a chapa do senador Efraim Morais e em 2004 voltou à Prefeitura, sendo reeleita em 2008.

Suas preocupações deixaram há muito tempo a cozinha,  passaram pela sala e ganharam a rua. No seu universo está o bem estar de uma população superior a vinte mil habitantes. Professores, garis, médicos, enfermeiros, motoristas, pedreiros e eletricistas  a ajudam no cumprimento  da tarefa. Agora é acordada pelo celular e as ordens que dá, ficam longe da panela e do tempero: mandem passar a maquina na estrada! Terminem primeiro o barreiro, que as chuvas vão chegar!  Apressem a  reforma da escola durante as férias! É o que eu escuto logo cedo. E quanto pergunto do que se trata, descubro que estou atrapalhando.

Semana passada, o Tribunal de Contas  aprovou a sua oitava conta anual como gestora municipal. Ter contas aprovadas não deveria ser mérito, mas obrigação. Todavia, está cada vez mais difícil escapar dos rigores da lei. Se numa licitação tem só três participantes, pode se alegar favorecimento de um deles. É um arrumadinho! Dizem censores apressados. Se o dinheiro não deu para honrar os compromissos da previdência e se atrasa o recolhimento, a acusação é de apropriação indébita… Os erros, muitas vezes, são mais produtos de insuficiência de recursos ou da incapacidade técnica   do que, propriamente, da prática de  improbidade. E como tem gente, ( isso é bom por que educa) de olho bem aberto fiscalizando os gestores públicos e suas ações. Diante da prevaricação de muitos, todos pagam, gerando uma desconfiança generalizada dos órgãos fiscalizadores. Atuam nessa área, além do TCE, o TCU e a CGU; o MPE, MPU e MPT . E tem ainda o FDP, o adversário irresponsável que abastece todos esses órgãos com denuncias sem provas, apenas para aparecer. Ainda bem que prevalece a garantia  da ampla defesa e do contraditório. Sem duvida,  escapar de tudo isso e ter as contas aprovadas, é motivo de regozijo, sim.

Recentemente, na qualidade de assessor afetivo da prefeita, fui consultado sobre uma notificação do MPT. Era preciso responder rapidamente  se os garís do município eram efetivos ou contratados, percebiam adicional de  insalubridade,  recebiam farda, luvas, botas  e máscaras contra poeira. Dever-se-ía ainda  informar  quantas vezes era distribuído protetor solar com os agentes da limpeza urbana.

Vi que ela vinha cumprindo  essas  exigências e resolvi dosar sua apreensão  com o meu costumeiro bom humor:

– Você está preocupada com isso? Pois você deveria agradecer a esse procurador pela suavidade da sua determinação.  E diante do seu espanto, completei:

– Já pensou se a ordem fosse para você mesma aplicar, todos os dias,  o protetor solar nos garis?…

Por essa e outras é que estou torcendo ardentemente para que dona Marta conclua o seu mandato. Quero a minha mulher de volta! (Publicado no livro Em Prosa e no Verso)

PS. Na ultima segunda feira Marta terminou sua tarefa e voltou para casa. Foram doze anos de prefeita. Diminuiram suas preocupações e aumentaram as minhas. Agora ela não tem mais centenas de servidores para dar ordens. Coitado de mim….

RAMALHO LEITE

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Ramalho Leite – De Coronel, só o chapéu


O jornalista José Euflávio não me deixava em paz. Toda vez que ia a Bananeiras acompanhando o governador Cássio Cunha Lima, insistia no pedido. Queria por que queria que eu lhe presenteasse um quadro de Ariano Suassuna que pendia meio torto na parede da minha sala. O quadro do Movimento Armorial e pintado a bico de pena me fora ofertado por um gerente de banco, não me lembro qual. Um dia me rendi ao assédio cultural do jornalista e mandei que levasse o quadro antes que Marta notasse a sua ausência. Até hoje ele me goza pelo feito.

Na realidade ele caçoa da minha ignorância pictórica ao  “desconhecer” o valor do quadro de Suassuna que lhe doei. Mas ele mesmo só descobriu seu valor quando foi mandar trocar a moldura e recebeu proposta de compra. Daí em diante ele não perde uma ocasião para contar a todos que conseguiu me levar um patrimônio valioso, por minha pura ignorância cultural, sempre naquele seu estilo chistoso.

Esta semana ele investiu no facebook a pretexto de elogiar o meu pai, mostrado em uma foto que permanecia há trinta anos agregada à porta do guarda-roupa de uma saudosa eleitora: “ O Sr Arlindo Ramalho era um homem de bens e de bem, zelador do que era dele. Já sobre um certo coronel,Ramalho Leite,que anda em Bananeiras de chapéus panamá, esse não.Esse não cuida nem do patrimônio de casa, né não doutora Marta Ramalho?”

De pronto, respondi: “ De coronel, só o chapéu Ze Euflávio. Quanto a defender meu patrimônio confesso que posso ser vitima de um certo esperto jornalista que sente o cheiro de obra de arte onde eu só vira um enfeite kkk”

Geraldo Bezerra Veras que é outro “facebuqueiro” inveterado julgou que Euflávio  com o seu humor mal explicado estava me destratando e me acusando de dilapidar meu patrimônio. Aliás, essa é a grande piada pois patrimônio mesmo eu  nunca fiz e, meu pai, referido como homem de bens, deixou muito pouco além da educação que proporcionou aos filhos.

As redes sociais, com os espaços curtos que põem à disposição dos seus frequentadores, às vezes deixam as histórias em pedaços, daí por que, fui obrigado a contar a historia da tela de Ariano Suassuna, agora fazendo parte do acervo cultural do jornalista Ze Euflávio.

Por outro lado, devo explicar que o uso do chapéu veio em virtude da alva pele com que nasci, pouco resistente ao sol e já motivo de algumas pequenas intervenções do meu dermatologista preferido, dr. Otavio Sérgio. A minha ação política no interior nunca foi parecida com a prática coronelista que predominou nos primórdios do  século passado. Na minha forma de fazer política, de coronel, só o chapéu…

RAMALHO LEITE

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Caso Ramalho: réu é condenado a 32 anos pelo crime, mas cumprirá 15 anos de reclusão

João Paulo Guedes Meira, acusado de matar três integrantes da ‘Família Ramalho’ em maio de 2007, no trânsito de João Pessoa, foi condenado a 32 anos e seis meses de prisão, após 16 horas de julgamento no Tribunal do Júri da Capital paraibana. De acordo com a família, o condenado só poderá recorrer após quinze anos de reclusão.

João Paulo sendo algemadoFoto: João Paulo sendo algemado
Créditos: Foto: Mayara Ramalho

A determinação do juiz Marcos William de Oliveira de João Paulo cumprir 15 anos em regime fechado no Presídio do Roger, na Capital, foi baseada no júri popular que entendeu que o acidente automobilístico se enquadra no crime doloso. Ele pegou a 10 anos por cada pessoa morta e ainda 2 anos e seis meses por lesão corporal a

De acordo com Nina Ramalho, parente da vítima, essa é a primeira na história da Paraíba que um réu é condenado por crime de trânsito.

“Foi feita Justiça. Foi muito duro presenciar durante todo o julgamento o João Paulo dizer que Francisco de Assis, de 46 anos, e Antônio Ramalho, de 56 anos, além do filho de Francisco, Mateus Ramalho, de 16 anos, estavam embriagados”, lamentou Ramalho.

Ao prestar depoimento, a todo tempo João Paulo negou ter ingerido bebida alcoólica e ultrapassado semáforos vermelhos. Sobre o tempo em que ficou foragido, ele revelou que recebeu ameaças anônimas.

Pollyana Sorrentino e Nayanne Nóbrega

Ramalho Leite – Um povo de muita fé

Quando a barragem de Sobradinho foi construida, pela sua gigantesca dimensão, houve quem acreditasse que estava se concretizando a profecia do Padre Cícero Romão Batista: “o sertão vai virar mar”. “ Aquele povo tem muita fé…” disse a ministra de Dilma, desdenhando da ingenuidade de um povo que, mais recentemente, também acreditou em outro profeta, o retirante Lula: ” vai  acaba a miséria no nordeste”. Se a primeira predição pretendia se perder na eternidade, a segunda tinha prazo fixo, 2012, quando as águas do Velho Chico chegariam a estas plagas para saciar a sede dos moradores do semiárido.

Quem não acreditaria? O novo profeta era um fugitivo da seca e trilhou o mesmo caminho de milhões de famintos que foram buscar a sua sobrevivência no sul maravilha. Aboletado num pau-de-arara, conheceu como ninguém o sofrimento dos seus patrícios desta parte do País.E pôs mãos à obra. Botou força na transposição das águas do São Francisco. Agora o Brasil toma ciência de que as obras estão paradas, o que foi feito precisa ser restaurado, o custo do investimento duplicou, o prazo foi esquecido, e estamos novamente na fila do carro-pipa.

E ninguém pense que foi fácil para  Lula começar aquelas obras. Na Bahia, e principalmente, em Sergipe, levantaram-se vozes egoístas que se diziam donos daquelas águas.Tal qual o Rio de Janeiro e o Espírito Santo que não querem abrir mão dos royalites do petróleo, nossos vizinhos abençoados  pelo “rio da integração nacional”, preferiam nos ver desintegrados e sem água nem para beber.E nem é preciso lembrar que o volume de água que se quer redirecionar para leitos de  rios secos, não passa de dois por cento do que se perde no mar…

Os cariocas  foram à ruas dizer que a Copa do Mundo e as Olimpíadas estão ameaçadas se dividirem com o restante desse imenso Brasil o dinheiro do petróleo. O dinheiro é somente deles desde que furaram o primeiro poço no oceano. Não sei quem é mais egocêntríco: quem pensa ser dono do rio e não quer dividir suas águas com quem tem sede; ou quem pensa ser dono do mar, e não quer repartir suas riquezas com quem tem fome…

E gritam a uma só voz: Veta Dilma! Nós deveríamos estar também nas ruas a proclamar: Sanciona Dilma! Nós precisamos dessa lei que divide com todos a maior riqueza nacional. Desde os anos cinquenta “o petróleo é nosso”, de todos os brasileiros e não apenas de cariosas e capixabas. Sanciona Dilma! Para cobrir as perdas dos municípios brasileiros, contribuintes permanentes da manutenção dos empregos no sul e sudeste, graças às isenções de impostos conferidas a produtos industrializados. Sanciona Dilma! Para compensar o não cumprimento da promessa de que beberíamos ainda esse ano, a água do São Francisco.Sanciona Dilma! Para que, aquele povo que tem muita fé, como diz a ministra, volte a acreditar no futuro e esqueça essa ideia equivocada de que, no Brasil de hoje, a prioridade é o FULECO, o mascote da Copa, e não o homem com um caneco, à procura de um pote com água…

PS. Soube depois do escrito acima que a Presidenta Dilma vetou a distribuição dos royalites de petróleo com os não produtores na forma preconizada pela Câmara e Senado. Tenho certeza de que se ela tivesse lido meus argumentos, o resultado seria outro…eu sou daquele povo que tem fé!

 

RAMALHO LEITE  (Ex-deputado e jornalista )

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Ramalho Leite – Missão cumprida

Comecei fazendo política em uma região onde predominavam os coronéis. Vinham da época em que o voto era de cabresto e honrado  pelo compadrio ou pelo regime da chibata…Eu comecei em outro cenário. Não havia mais a imposição da força e o voto era secreto e universal, menos para os analfabetos, depois incluídos. Existia ainda uma espécie de coronelismo  urbano que falava pela voz obediente do delegado de policia, do coletor de impostos,  da justiça omissa e da cumplicidade da igreja. Lutar contras essas forças era ato de heroísmo e representava uma corrida de revezamento que atravessavam várias gerações, um cansava e passava o bastão para o seguinte, até chegar ao pódio.

Meu pai, quando reagiu ao poder local, iniciou em Bananeiras sob o slogan: “quem não é doutor, nem major, tem que ser o melhor”.Venceu o doutor, apoiado pelos majores. Tres eleições depois, ganhamos a prefeitura e Marta Ramalho foi a primeira mulher eleita para dirigir os destinos daquela cidade. Conseguimos sair do ciclo poderoso dos senhores de engenhos que dominavam a terra e os votos, mas permaneceu o mesmo sangue. Eu e Marta éramos oposição mas ela era prima das lideranças adversárias.

Se analisarmos detidamente as origens políticas daquela cidade brejeira, antes formada por Moreno (Solânea), Camucá (Borborema )e Dona Ines veremos que passam os tempos e permanecem as raízes. A começar da eleição estadual de 1934, Bananeiras manda  para a Assembleia o coronel José Antonio Ferreira da Rocha, que Renato Cezar coloca como oriundo de Cajazeiras em sua “Bagaceira Eleitoral” e Severino de Albuquerque Lucena, pai de Humberto. Na eleição para a Constituinte de 1947, de Bananeiras chegam Clovis Bezerra Cavalcanti, Pedro Augusto de Almeida e Odon Bezerra Cavalcanti. Em 1950 voltam Clovis e Pedro Almeida, e com o falecimento deste, assume Humberto Lucena que ficara na suplência da Coligação Democrática Paraibana. Por algum tempo, Clovis fez dupla com outro bananeirense, Orlando Cavalcanti de Melo. Fora do ramo familiar destes ilustres representantes do povo,nascido em Borborema, apenas  este escrevinhador, mas assim mesmo, casado com uma sobrinha-neta do major Augusto.

Afrânio Bezerra foi o ultimo representante de Bananeiras a ter assento na Assembleia. Solânea marcou presença com Arnobio Alves Viana. Era aquele pedaço do brejo das bananeiras sempre presente à Casa de Epitácio Pessoa, hoje contando, apenas, com um sobrinho de Odon Bezerra, o líder Hervázio, politicamente forjado no litoral.

Dentro de um cenário mais moderno e sem as características do coronelismo do passado foi que conseguimos a hegemonia na gestão municipal de Bananeiras. Marta Ramalho conclui seu terceiro mandato de prefeita e será sucedida por Douglas Lucena, neto de Henrique, ex-prefeito.O seu vice é Matheus Bezerra, neto de Mozart, ex-prefeito e irmão de Clovis, por sua vez, filhos de Major Augusto, primeiro prefeito eleito após a reconstitucionalização do País.

Ao encerrar essa etapa de minha missão política, agradeço com carinho aos que contribuíram para alguns sucessos eleitorais e tantos outros insucessos que amargamos juntos. A história registra com louvor a participação de Bananeiras no cenário político estadual e se espera que, em honra aos nomes daqueles que construíram essa historia, os novos condutores da política local possam se fazer lembrados no futuro. É nisso que acredito e confio.

RAMALHO LEITE

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