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Servidores da UFPB em greve devem radicalizar e prometem fechar a Reitoria nesta quarta

ufpb-300x137O Comando Local de Greve do SINTESPB pretende, nesta quarta-feira (28) pela manhã, através de ações de sensibilização e convencimento fechar a Reitoria da UFPB. A atividade de mobilização começa logo cedo, a partir das 06:00 horas, com uma café da manhã e ato público.

Um arrastão por vários setores do campus I da UFPB, na última segunda-feira, deu início ao calendário de luta desta semana dos servidores técnico-administrativos das universidades federais na Paraíba, que estão com suas atividades paralisadas há quase 70 dias, sem conseguir avanços nasnegociações com o Governo Federal.

Já nesta terça-feira e amanhã(quarta-feira), a intenção é radicalizar o movimento com ações de repercussão em setores estratégicos da UFPB. Hoje pela manha, foi realizado um ato público em frente ao portão de entrada do Centro de Tecnologia, com panfletagem. Nesta quarta-feira, será a vez da Reitoria, onde os grevistas estarão realizando uma atividade de mobilização de maior impacto.

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Na quinta-feira, haverá uma assembleia geral, na sede do SINTESPB, pela manhã, para avaliar a repercussão do movimento. A semana se encerra com a reunião do CLG, na sexta-feira, para planejar a programação das próximas atividades.

A orientação do Comando Nacional de Greve da FASUBRA é que a partir da negativa do Governo em não apresentar proposta que atenda aos anseios da categoria o movimento paredista se intensifique com o desenvolvimento de ações que deem visibilidade à greve em todas as universidades do país e mostre o seu poder de força.

Segundo o CLG, o objetivo é chamar a atenção da população para a greve e denunciar a intransigência do Governo em não apresentar nenhum avanço na pauta de reivindicações, alegando falta de recursos financeiros.

Ascom

Contra corte de ponto, servidores prometem radicalizar greve

Brasília – Os servidores públicos federais decidiram radicalizar a greve, em resposta à autorização do governo para o corte de ponto dos servidores paralisados, anunciada pelo Ministério do Planejamento (MP), na última sexta (6). “É inadmissível que um governo do Partidos dos Trabalhadores prefira ameaçar os servidores do que estabelecer uma negociação efetiva”, disse à Carta Maior o secretário-geral do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal (Sindsep-DF), Oton Pereira.

Segundo ele, a autorização para desconto dos salários soou como provocação para os grevistas. “Este anúncio acirrou ainda mais os ânimos. Várias assembleias e protestos foram marcados, e deverão resultar em uma adesão ainda maior. Há uma percepção geral de que o governo está obrigando os servidores a protagonizar a maior paralisação já vista no serviço público brasileiro, inclusive para defender nosso direito de fazer greve”, acrescentou.

O secretário-geral do Sindsep-DF afirma que, historicamente, os servidores conseguiram reverter todas as tentativas de corte de ponto dos servidores em greve, seja por meio da justiça ou pela própria pressão dos servidores. Em 2007, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou atrás e suspendeu o corte anunciado, em função da pressão social. “O governo se baseia em uma lei de greve imposta pela ditadura militar para descontar os salários. E isso, politicamente, é insustentável para um governo de base populares, porque vai de encontro ao próprio direito de greve”, avalia.

Marinalva Oliveira, presidenta do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES-SN), primeira entidade a entrar em greve, também acredita que a medida só resultará em mais desgaste para o governo. “As universidades públicas, têm, por lei, autonomia universitária. Em 2001, quando o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso determinou um corte de ponto de grevistas, os reitores se recusaram a fazê-lo. O governo, então, cortou o ponto de todos os docentes, e nós conseguimos reverter a medida judicialmente”, lembra.

Segundo ela, a comunidade universitária está indignada com a autorização e promete intensificar ainda mais a paralisação. “Estamos com quase dois meses de greve e ainda não conseguimos estabelecer uma negociação com o governo. Nossa pauta de reivindicações foi protocolada em abril do ano passado e ainda não tivemos resposta. Aliás, desde o início da greve, a única vez que o Planejamento nos recebeu foi para pedir uma trégua e agendar uma nova reunião de negociação, que acabou sendo desmarcada. E o governo ainda vem com ameaças”, critica.

Segundo ela, é por isso que o anúncio do corte de ponto provocou a indignação da base da categoria. “Enquanto os professores leem, todos os dias, nos jornais, que o governo autorizou mais investimentos em recursos para as grandes obras e novas isenções fiscais para empresas, percebem que os investimentos na área social, que engloba saúde e educação, ficam apenas no discurso. Parece que a crise econômica é só para a área social”, acrescenta.

O secretário-geral do Sindsep concorda que greve desvela uma disputa de projeto para o país. “Os servidores não estão lutando apenas por maiores salários. Também pleiteamos uma melhoria dos serviços públicos, que não atendem às demandas da população. Em todas as áreas, falta estrutura, faltam servidores. E nós queremos um governo que tenha, de fato, o social como prioridade. E isso não vai acontecer enquanto o governo destinar metade do seu orçamento para o pagamento dos juros da dívida pública”, afirma.

Os docentes entraram em greve no dia 17/5, seguidos pelos servidores administrativos e estudantes. Hoje, estão paradas 56 das 59 universidades públicas do país, além de institutos tecnológicos, escolas técnicas e colégios de aplicação. Somaram-se a eles, a partir de 18/6, mais doze categorias representadas pelo Sindsep: funcionários dos ministérios da Saúde, Planejamento, Integração Nacional, Agricultura, Justiça, Trabalho e Emprego e Desenvolvimento Agrário, além dos do Itamaraty, Funai, Funasa e Arquivo Nacional.

Carta Maior