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Em nota, PSB nacional diz que declaração de Bolsonaro “beira o racismo”

As declarações feitas pelo presidente da República Jair Bolsonaro na última sexta-feira (19) durante um café da manhã com jornalistas continuam ecoando. A repercussão negativa fez com que políticos, artistas e líderes partidários, além da população, se avaliasse com preconceituosa a fala do Chefe do Executivo Nacional.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, usou as redes sociais para expor uma nota de repúdio da sigla contra as declarações do presidente da República.

No café da manhã com jornalistas, sem saber que seu microfone estava ligado, Bolsonaro, em conversa com o ministro Onyx Lorenzoni afirmou: “Daqueles governadores de ‘paraíba’, o pior é o do Maranhão. Não tem que ter nada com esse cara”.

Em nota, o PSB disse que Bolsonaro mostrou “desapreço pelo povo nordestino como um todo” e que sua declaração “beira o racismo”.

Confira nota do Partido Socialista Brasileiro na íntegra:

NOTA DE REPÚDIO | O Partido Socialista Brasileiro – PSB externa o mais amplo repúdio em relação aos recentes comentários do Exmo. Sr. presidente da República, que demonstraram não apenas desapreço pelo povo nordestino como um todo, mas especialmente uma sorte de preconceito que beira o racismo, algo completamente incompatível com a função que exerce. Nesse contexto, que só pode entristecer um país tão acolhedor como é o Brasil, em que pesem as imensas e históricas dificuldades sociais e econômicas, cabe desagravo particular ao Exmo. Sr. governador do Maranhão, Flávio Dino, que foi alvo de uma tentativa de desqualificação, que o brilhantismo de seu governo afasta por completo. O PSB observa que à democracia e aos democratas não interessa em absoluto o divisionismo, que envenenou a história de muitos povos na história contemporânea e que, consequentemente, deve ser combatido onde ele se apresente entre nós. Carlos Siqueira, presidente nacional do Partido Socialista Brasileiro – PSB

 

PB Agora

 

 

Ministra diz que alta mortalidade de jovens negros é reflexo do racismo

negroA ministra da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Nilma Lino Gomes, afirmou há pouco que a mortalidade dos jovens negros demonstra o racismo existente no Brasil. Segundo ela, uma média de cinco jovens negros são assassinados a cada duas horas. Gomes participa de audiência pública promovida pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Violência contra Jovens Negros.

De acordo com a ministra, as denúncias históricas que os movimentos negros fizeram de combate ao racismo, hoje, podem ser comprovadas pelos números. Gomes informou que, em 2012, das 56 mil pessoas que morreram no Brasil, 67,9% das vítimas eram negras. “A violência é um assunto complexo, multicausal e demanda esforços coletivos e articulados para sua superação”, disse.

A ministra também explicou que, nos próximos quatro anos, a gestão da Secretaria vai priorizar projetos para a juventude negra, a valorização de mais ações afirmativas, a defesa dos povos e comunidades tradicionais e a divulgação internacional das ações da secretaria.

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Nilma Lino Gomes ressaltou que o governo tem estimulado diagnósticos para buscar soluções para preservar a vida dos jovens e que as políticas públicas precisam ser construídas com estados e municípios. “Todos nós somos responsáveis pelo futuro dos nossos jovens. A pergunta é: que juventude é essa que o mundo adulto tem ajudado a construir?”, questionou.

A ministra criticou a PEC 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. “A gente já sabe quem vai ser atingido com essa proposta”, disse, reforçando que há muitas causas para a violência.

Gomes afirmou que o reconhecimento público da violência letal contra a juventude negra como uma questão de Estado representa um avanço no combate ao racismo.

Plano nacional
O presidente da CPI, deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), afirmou que um dos objetivos da comissão é apresentar um Plano Nacional de Enfrentamento a Homicídios e Violações de Direitos de Jovens Negros e Pobres, estabelecendo programas, ações e metas que possam ser acompanhadas de dez em dez anos e fiscalizadas pela sociedade civil.

“Temos que construir um pacto contra a violência. Sabemos que as vítimas da violência têm cor, idade e gênero: são negros, jovens e homens”, disse. Lopes também defendeu a revisão do Plano Juventude Viva, do governo federal, para que tenha ações mais efetivas na prevenção para reduzir a vulnerabilidade dos jovens negros.

 

congressoemfoco

Couto denuncia práticas de tortura, estupro e racismo nas escolas

Luiz CoutoO deputado Luiz Couto (PT-PB) ocupou a tribuna da Câmara Federal para denunciar o número crescente de violência praticada nas escolas públicas e particulares do Brasil. Couto frisou que trotes escolares já fizeram vítimas fatais; chamou de irresponsáveis os atos de ódio praticados contra novatos que ingressam nas universidades; e relatou que alguns alunos se expressam da seguinte forma: “se eu sofri o trote ele também tem que sofrer”.

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Luiz Couto ressaltou que casos de abuso sexual, drogas, torturas em trotes e racismo foram constatados antes mesmo de uma audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, que discutiu o que vem ocorrendo dentro de estabelecimentos universitários a exemplo da USP, onde já chegaram ao Ministério Público oito ocorrências de abusos sexuais no curso de Medicina.

O petista afirmou que os crimes não param por aí. Discorreu que uma aluna narrou que estupradores cantavam nas festas da universidade: “estupro sim, o que que tem? Se reclamar eu estupro você também”.

Couto destacou, ainda, recentes fatos envolvendo professores e alunos, e ressaltou que alguns docentes têm distorcido a política de liberdade, de conceito e de democracia entre cor e raça. “Por fim existem as violências físicas e morais, o que também socialmente acarretam revoltas dentro das universidades e fora delas”, completou.

O deputado salientou que a situação e, sobretudo, a impunidade, incomodam organizações sociais locais, que estão mobilizadas para exigirem das autoridades competentes proteção às crianças, aos adolescentes aos jovens e punição aos acusados.

Luiz Couto disse ser necessário tomar medidas que previnam e eliminem qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes nas escolas e universidades, bem como assegurar todos os direitos garantidos na Convenção sobre os Direitos da Criança; Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e na Convenção Interamericana para Prevenir, Sancionar e Erradicar a Violência contra a Mulher e a tortura.


Redação com Assessoria

Luiz Couto denuncia práticas de tortura, estupro e racismo nas escolas do Brasil

Luiz CoutoO deputado Luiz Couto (PT-PB) ocupou a tribuna da Câmara Federal, segunda-feira (24), para denunciar o número crescente de violência praticada nas escolas públicas e particulares do Brasil.

 

Couto frisou que trotes escolares já fizeram vítimas fatais; chamou de irresponsáveis os atos de ódio praticados contra novatos que ingressam nas universidades; e relatou que alguns alunos se expressão assim: “se eu sofri o trote ele também tem que sofrer”.

 

Luiz Couto ressaltou que casos de abuso sexual, drogas, torturas em trotes e racismo foram constatados antes mesmo de uma audiência pública, realizada na Assembleia Legislativa de São Paulo, que discutiu o que vem ocorrendo dentro de estabelecimentos universitários a exemplo da USP, onde já chegaram ao Ministério Público oito ocorrências de abusos sexuais no curso de Medicina.

 

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O petista afirmou que os crimes não param por aí. Discorreu que uma aluna narrou que estupradores cantavam nas festas da universidade assim: “estupro sim, o que que tem? Se reclamar eu estupro você também”.

 

Couto destacou, ainda, recentes fatos envolvendo professores e alunos, e ressaltou que alguns docentes têm distorcido a política de liberdade, de conceito e de democracia entre cor e raça.

 

“Por fim existem as violências físicas e morais, o que também socialmente acarretam revoltas dentro das universidades e fora delas”, completou.

 

O deputado salientou que a situação e, sobretudo, a impunidade, incomodam organizações sociais locais, que estão mobilizadas para exigirem das autoridades competentes proteção às crianças, aos adolescentes aos jovens e punição aos acusados.

 

Luiz Couto disse ser necessário tomar medidas que previnam e eliminem qualquer tipo de violência contra crianças e adolescentes nas escolas e universidades, bem como assegurar todos os direitos garantidos na Convenção sobre os Direitos da Criança; Convenção para a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher e na Convenção Interamericana para Prevenir, Sancionar e Erradicar a Violência contra a Mulher e a tortura.

 Assessoria

Nordestinos são alvo de racismo nas redes sociais após vitória de Dilma na região

dilma_wf2Dilma Roussef e Aécio Neves vão disputar a Presidência da República no seguno turno das eleições 2014. Mas a vitória esmagadora do petista sobre o tucano nas regiões Norte (onde ela teve 50,52% dos votos e Aécio, 28,26%) e Nordeste (onde Dilma ganhou com 59,58% dos votos e o tucano, 15,40%), gerou uma onda de comentários preconceituosos nas redes sociais contra os moradores da região.

Um Tumblr foi criado na madrugada desta segunda-feira para reunir as mensagens ofensivas. A página “Esses nordestinos” critica e ironiza a postura dos internautas que usaram o racismo para reclamar dos resultados.

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Nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste, Aécio manteve-se à frente da petista. Ele venceu com margem apertada no Sudeste, onde terminou com 39,4% e Dilma com 32,43%; no Sul, com 47,21 contra 36,32 para a presidente e no Centro-Oeste, onde obteve 40,99 das intenções e a candidata do PT, 32,55% dos votos válidos.

O racismo é crime previsto na Lei nº. 7.716/89, que pune a prática e a incitação de discriminação de raça, cor, religião e também procedência nacional. A pena varia de dois a cinco anos de prisão e multa. O racismo também é crime inafiançável.

Confira as postagens preconceituosas feitas pelos internautas:

 

Foto: Reprodução/Tumnlr

 

 

Foto: Reprodução/Tumblr

 

 

Foto: Reprodução/Tumblr

 

 

Foto: Reprodução/Tumblr

 

 

Foto: Reprodução/Tumblr

 

 

Foto: Reprodução/Tumblr

 

 
Extra

STJD vai investigar por crime de racismo auditor que colaborou com a expulsão do Grêmio da Copa do Brasil

stjdDurante o julgamento do caso de racismo contra o goleiro Aranha, do Santos, na partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, um integrante do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) chamou a atenção de quem acompanhava a sessão, na quarta-feira, no Rio de Janeiro, por não largar do smartphone. Encerrado o julgamento, em que o Grêmio foi condenado, por unanimidade, pelo comportamento de sua torcida, o advogado Ricardo Graiche reconheceu que “estava no Facebook” enquanto a sessão, exibida ao vivo por sites esportivos e canais de TV a cabo, discutia a culpa do clube gaúcho no episódio. “Um monte de gente me adicionou no meio da sessão”, contou Graiche. Horas depois, porém, o auditor do STJD, um dos cinco responsáveis pela decisão que eliminou o Grêmio da Copa do Brasil, já não tinha mais perfil na rede social mais popular do planeta. Graiche deletou sua conta no Facebook depois que a Rádio Gaúcha divulgou que o auditor já tinha postado e compartilhado imagens com temática preconceituosa. Agora, num desdobramento inusitado do caso, o STJD investiga um de seus próprios integrantes por comportamento racista. O tribunal confirmou que Graiche agora deverá responder sobre as imagens que ele publicou ou curtiu enquanto ainda estava no Facebook.

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As imagens de cunho racista eram antigas. Uma delas, de agosto de 2012, mostrava um bebê negro envolvido num rótulo do refrigerante Pepsi, com uma tampa plástica em sua cabeça. “Quer um gole?”, dizia a mensagem que acompanhava a foto no perfil de Graiche. Outra imagem mostrava a mão de um negro e uma embalagem do chocolate Twix, comparando dois dedos do homem às barras do doce. Graiche ainda compartilhou uma foto em que um homem negro estava pendurado num poste de energia. “Deve ser aberto um auto para apurar isso, pois arranha a nossa imagem”, disse outro auditor do STJD, Décio Neuhaus, sobre o comportamento do colega, em entrevista à Rádio Gaúcha. “Eu vi os absurdos que ele tinha no Facebook. Se for comprovado, é algo altamente condenável, essa pessoa não teria condição de julgar ninguém por racismo.” Logo depois que a rádio descobriu as imagens no perfil do auditor, Graiche – que usou a câmera de seu smartphone para registrar cenas do julgamento de quarta – apagou as fotos com temática racista. Em seguida, ele excluiu seu perfil da rede. Ele não falou publicamente sobre as imagens. O Grêmio já tinha dito que recorreria da decisão do STJD que o responsabilizou pelo comportamento racista de seus torcedores na partida.

Veja

Após atos de racismo, Grêmio é excluído da Copa do Brasil

torcedoraOs atos de injúria racial sofridos pelo goleiro Aranha, do Santos, decretaram a eliminação do Grêmio da Copa do Brasil. Essa foi a decisão da 3ª Comissão Disciplinar do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), em julgamento de mais de três horas e meia realizado na tarde desta quarta-feira, no Rio. Como cabe recurso, o caso ainda terá uma decisão final no Pleno do tribunal (última instância), provavelmente em até duas semanas.

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O clube gaúcho, comandado por Felipão, ainda foi multado em R$ 50 mil, e os torcedores identificados estão proibidos de frequentar estádios por 720 dias. “O preconceito é uma erva daninha que tem se espalhada pelo Brasil e tem de ser eliminada”, afirmou o relator do processo, Francisco Pessanha Filho, ao abrir os votos pedindo a exclusão do Grêmio da Copa do Brasil. Ele disse também que “não é este tribunal que está manchando a história do clube, e sim aqueles torcedores”.

 

Também julgado, o árbitro da partida, Wilton Pereira Sampaio, foi suspenso por 45 dias e multado em R$ 800. Os auxiliares Kleber Lúcio Gil e Carlos Berkenbrock, por sua vez, receberam pena de 30 dias de suspensão e R$ 500 de multa. Eles são acusados de não terem relatado na súmula, em seu primeira versão, os atos racistas contra o goleiro.

Fábio Motta/Estadão
Julgamento do caso durou mais de três horas e meia

 

TESTEMUNHOS

Dentre as provas em vídeo apresentadas no julgamento, a procuradoria do STJD exibiu imagens e reportagens de programas de TV que mostravam os insultos ao goleiro Aranha. Um vídeo da torcida Geral do Grêmio chamando a torcida do rival Internacional de “macacada” no jogo de domingo, contra o Bahia, também foi mostrado, e serviu de argumento. Já a defesa apresentou imagens de campanhas contra o racismo promovidas pelo clube ainda no ano passado, bem como reportagens mostrando as medidas tomadas para identificar os atos da quinta-feira passada.

“A decisão desta tarde tem uma importância histórica para o Grêmio como instituição”, afirmou o presidente do Grêmio, Fábio Koff, o primeiro a testemunhar para os auditores. “Atinge a história do clube, que desfila com uma estrela em sua bandeira do primeiro atleta do Grêmio campeão mundial”, continuou, em referência a Everaldo, campeão com a seleção em 1970 e que era negro. “A pena aqui aplicada, se ocorrer de fato, deve ter um sentido pedagógico. Ela não pode ultrapassar o limite do razoável”, pediu.

Na sequência, o árbitro Wilton Pereira Sampaio depôs na condição de acusado – a arbitragem foi denunciada por não relatar os atos na súmula, apenas num adendo enviado horas mais tarde. E, ao fazer sua defesa, acabou ajudando também à defesa do Grêmio. “Não presenciamos nada (injúria racial). Foi o relato do Aranha. Achamos que o goleiro queria ganhar tempo, já que o jogo se encaminhava para os acréscimos”, alegou Sampaio. “Deixei para relatar no hotel porque durante o jogo e, ao final, não foi nos informado (pelo restante da arbitragem) nada”, continuou. “Fiquei assustado com o fato ocorrido (visto pela imprensa) e fiz o adendo”, explicou o árbitro.

ACUSAÇÃO

Em sua explanação, o subprocurador geral do STJD, Rafael Vanzin, lembrou que o Grêmio é reincidente – o clube foi denunciado em razão a xingamentos contra o zagueiro Paulão, do Inter, na partida de ida das finais do Campeonato Gaúcho, em março. O clube foi punido com multa pelo Tribunal de Justiça Desportiva gaúcho e o caso ainda terá uma decisão final no Pleno do STJD.

Vanzin também afirmou que as medidas que vêm sendo tomadas pelo Grêmio não têm surtido efeito. “Elas não têm trazido o caráter pedagógico à torcida”, disse, pedindo aplicação de multa elevada e exclusão do time da Copa do Brasil, o que aconteceu. Ele ressaltou que o artigo 243-G, no qual o clube foi denunciado, não prevê isenção de pena caso sejam identificados os autores.

O subprocurador também citou postagens de um dos vice-presidentes do Grêmio, Adalberto Preis, que na segunda-feira publicou em uma rede social que o goleiro Aranha estaria encenando. “Daqui a pouco ele vai alegar que o atleta Aranha não é afrodescendente”, ironizou.

DEFESA

Um dos advogados do clube gaúcho disse que “o Grêmio não nega o fato”, mas ressaltou que todas as medidas possíveis foram tomadas. “O Grêmio agiu preventivamente, agiu durante o jogo e agiu repressivamente tentando identificar os torcedores envolvidos”, afirmou Gabriel Vieira.

O defensor afirmou que a denúncia tentava fazer do clube um bode-expiatório. “O que me parece aqui é uma caça às bruxas: encontra o Grêmio, encontra a menina (identificada por imagens te TV) e joga na fogueira”, discursou. O advogado criticou o preconceito e a discriminação, e fez uma observação. “Não temos um auditor negro neste tribunal”, ressaltou. No plenário, um representante de um movimento negro balançou a cabeça positivamente nesse momento.

Michel Assef Filho, que também atuou na defesa do Grêmio, foi mais técnico em sua explanação. “Se existe um dispositivo específico para punição, que é a aplicação de multa, não pode passar disso”, afirmou, alegando que o clube não poderia ser excluído da Copa do Brasil. Ele chegou a pedir a absolvição do time, afirmando que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) apenas “sugere” a aplicação de multa.

Estadão

Em noite contra racismo, Grêmio faz 1 a 0 e encerra série invicta do Bahia

(Foto: Diego Guichard)
(Foto: Diego Guichard)

Não eram poucos os desafios do Grêmio na noite deste domingo na Arena. Precisava se recuperar em campo e fora dele. No primeiro duelo após as injúrias raciais de torcedores contra o goleiro santista Aranha, o Tricolor conseguiu boa parte de seus objetivos. Venceu o Bahia por 1 a 0, gol de Barcos, pela 18ª rodada do Brasileirão, e deu exemplo de conscientização com campanhas institucionais e cartazes erguidos espontaneamente pelos torcedores. Porém, nem tudo foi festa: o time de Felipão não convenceu e parte, mesmo que pequena, da torcida insistiu com cânticos polêmicos, como o que chama os colorados de “macacos”. A minoria acabou vaiada.

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Alheio a tudo isso, o Bahia fracassou na tentativa de embalar o oitavo jogo sem conhecer a derrota. O time de Gilson Kleina não atuou mal, pelo contrário. Inclusive chegou a ser superior em parte do primeiro tempo. Mas passará mais uma rodada na zona de rebaixamento – é vice-lanterna, com 16 pontos.

O Grêmio subiu, é sexto, com 28 pontos e, no sábado, enfrenta o Flamengo, no Rio de Janeiro. Antes, jogaria a partida da volta da Copa do Brasil contra o Santos, mas ela foi suspensa pelo STJD até que o clube seja julgado pelas ofensas a Aranha – o que ocorrerá na quarta. O meio de semana será agitado em campo para o Bahia. Na quinta, recebe o Inter, após vencer o Colorado em Porto Alegre por 2 a 0, e tem grandes chances de avançar na Sul-Americana. No domingo, recebe o Coritiba, pelo nacional, em confronto direto contra o fantasma do Z-4.

Vitória minguada na Arena

Grêmio e Bahia entraram em campo com astral bem diferente. O Tricolor tentava se refazer da polêmica partida contra o Santos, de derrota e episódio de injúrias raciais de torcedores contra o goleiro Aranha. Antes de a bola rolar, a primeira parte foi feita, com campanhas, faixas e cartazes de repúdio ao racismo. Quando o jogo começou… passou a prevalecer o embalo baiano, vindo de vitória diante do rival gremista, o Inter, pela Sul-Americana.

A melhor chance do primeiro tempo foi do Bahia, bem liderado por Emanuel Bianchucci. Aos 15 minutos, Rhodolfo perdeu a bola e Guilherme Santos finalizou fraco, com boa defesa de Marcelo Grohe. Sobraram ao Grêmio posse de bola e insistências. Faltou, no entanto, a tão cobrada eficácia. Isolado, Barcos conseguiu um arremate perigoso, aos 17 minutos, que passou perto da meta. Quem também tentou Lomba foi Dudu, mas suas finalizações foram fracas. O 0 a 0 no intervalo deixou a torcida inquieta.

Por falar em torcida, a maioria presente na Arena vaiou os cânticos que surgiram do setor da Geral do Grêmio, que se referiram aos colorados como “macacos”. Numa noite de pouco futebol, alguma tensão e muito a se falar extracampo, o gremista conseguiu sorrir apenas aos 13 minutos do segundo tempo. Giuliano cruzou, Dudu, na raça, escorou, e Barcos, com o gol vazio, abriu o placar: 1 a 0. Depois, os mandantes se recolheram e trataram de manter o resultado. O importante era vencer. E, claro, melhorar a própria imagem.

 

Globoesporte.com

Racismo e extermínio: dominicanos caçam, matam e expulsam haitianos

haitianosUma verdadeira caçada humana com requintes de perversidade está acontecendo na República Dominicana. Esta semana, uma discussão entre o haitiano conhecido como Tikiki e o dominicano Cheling Betre, que foi vice-prefeito da cidade de Las Maltas, na República Dominicana, desencadeou uma caçada que provocou incêndios e mortes, incluindo a decapitação de uma criança.

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Uma discussão acalorada sobre o pagamento de um serviço a menor ao haitiano Tikiki, que deveria receber 1.000 pesos e só lhe foi pago 450 por Betre, culminou com o político sacando uma arma e disparando contra o haitiano que revidou simultaneamente com um golpe de facão. Ambos feridos, foram socorridos, mas o vice-prefeito morreu no dia seguinte, na quarta-feira, 19 de março.Desde então, os haitianos estão sendo caçados naquela região. Relatos dos refugiados dão conta de uma mãe que fugiu com seu bebê, foi alcançada e o bebê decapitado na sua presença.

A xenofobia dos dominicanos perdeu o controle depois da publicação da decisão racista do Tribunal Constitucional Dominicano, a TC 168/13, que expatriou, em outubro do ano passado, haitianos e seus descendentes. Episódios violentos têm acontecido cada vez com mais frequência contra os cerca de 210 mil haitianos e seus descentes atingidos pela decisão retroativa, que alcança, indiscriminadamente, milhares de pessoas nascidas naquele país e retiraram-lhes a nacionalidade dominicana a que têm direito. Uma caçada insana que vai de encontro a todos os tratados internacionais e que pode se tornar equivalente do que o holocausto dos judeus pelos nazistas.

O caso de Las Maltas

Na última segunda-feira, o Grupo de Apoio a Repatriados e Refugiados (GARR) financiou a volta de 63 refugiados de Las Maltas às suas cidades-natal, entre eles 21 crianças entre 11 meses e 14 anos, que haviam chegado a cidade de Thomassique (na fronteira Central), entre os dias 22 e 23 deste mês. Originados de Cabo Haitiano, Petite Rivière de l’Artibonite, Léogâne, l’Estère, Hinche, Cerca Cavajal e da própria Thomassique, os haitianos expatriados relataram que não conseguirão recuperar as propriedades e pertences deixados na República Dominicana, pois temem ser vítimas da violência dos dominicanos, que agem às vistas das autoridades sem que contenham a onda de violência.

“Eu não vou me deixar ser morto pelos dominicanos, que não têm nenhum respeito pela vida dos haitianos. Eu escapei de mãos vazias com minha esposa e seis filhos. Felizmente, estamos aqui em nosso país”, disse ao GARR Cineus, que teve a casa queimada com tudo dentro. A haitiana Edith foi outra que deixou tudo pra trás e fugiu com um bebê de colo através das áreas montanhosas para salvar a vida do filho.

Jean Robert Pierre, vice-prefeito de Thomassique, cidade fronteiriça que recebe centenas de haitianos expatriados, reclamou da falha na administração da fronteira comum, que não ajuda financeiramente os haitianos expatriados ou expulsos abruptamente do país vizinho. “Lamentamos não sermos capazes de acomodar adequadamente os nossos irmãos e irmãs haitianos, porque nós não temos os meios para oferecer-lhes a assistência necessária”, disse, elogiando as entidades que ajudam a reconduzir essas pessoas às suas cidades, como faz o GARR.

Caçadas freqüentes

 

Não é a primeira caçada a haitianos registrada. No final de novembro de 2013, cerca de 1.283 haitianos também foram perseguidos pelos dominicanos depois de um duplo assassinato na localidade de Neiba (Jimani). Por medo de represálias, os migrantes fugiram para a cidade fronteiriça de Cornillon/Grand Bois (oeste do Haiti) através das regiões montanhosas. Alguns deles foram repatriados na fronteira de Jimani/Malpasse.

Ainda por medo de represálias, muitos cidadãos haitianos cruzaram a fronteira por Saltadère, Tilori e Savane Cloux,na mesma situação dos foragidos de Thomassique. Em Savannah en Cloux, o GARR já recebeu 34 pessoas, incluindo 14 crianças e um bebê de 15 meses, alguns feridos durante o trajeto, que receberam os primeiros socorros no Hospital São José de Thomassique. Por lá, souberam do caso do haitiano Pierre Onel, de Petite Rivière de l’ Artibonite, que foi queimado junto com sua casa, conforme denunciou a esposa Editha Elie.

 

Adital

Templos, igrejas e terreiros disputam espaços; religiosos convivem com racismo, homofobia e intolerância

Líderes religiosos promovem '‘guerra santa’
Líderes religiosos promovem ‘‘guerra santa’

O primeiro dia de culto de uma igreja evangélica ao lado de um terreiro de candomblé, no bairro Cuiá, em João Pessoa, terminou em caso de polícia, com denúncias de intolerância religiosa, racismo, homofobia e ameaça de morte.

Fazer o bem é o que pregam todas as religiões. Mas é justamente em nome da fé que seguidores de diversas crenças promovem uma “guerra santa” e, ao invés de amor ao próximo, geram discórdia, preconceito e violência. Para líderes das igrejas católica e evangélica, e das religiões espírita e afro-brasileiras, os ataques partem de uma fé clandestina, exercida por seguidores despreparados ou ‘falsos profetas’ que deturpam o verdadeiro significado de cada crença.

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No Estado, a fé se discute entre os 94% que possuem religião e os 5,6% que não são religiosos, são ateus ou agnósticos.

 

Por Álisson Arruda/ Jornal Correio