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Faltam medicamentos para quimioterapia no Hospital Laureano

O Hospital Napoleão Laureano, referência no tratamento de câncer na Paraíba, está com medicamentos para quimioterapia em falta. Um paciente relatou, em vídeo compartilhado nas redes sociais nesta semana, que o problema se estende por mais de 20 dias. 

“Hoje, dia 20 de agosto, mais uma vez chego no hospital e ele se encontra assim, vazio, por falta de quimioterapia. Não por falta de funcionários, médicos ou enfermeiros. Mas por falta de medicação”, diz o homem, de 31 anos, que se identifica como Cícero Tiago de Sousa.

“Somos brasileiros, pagamos nossos impostos. Pedimos socorro. Divulguem esse vídeo para que ele chegue nas autoridades, não podemos passar por uma humilhação dessa”, completa o paciente.

Em abril deste ano, o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) já havia constatado a falta de medicamentos orais e intravenosos para quimioterapia, antibióticos, além de insumos como luvas e soro fisiológico no Hospital Napoleão Laureano. O diretor de fiscalização do CRM-PB, João Alberto Pessoa, afirmou que o hospital vem enfrentando um sério problema financeiro. O CRM-PB chegou a mencionar risco de falência.

Nesta quinta-feira (22), a Mix Comunicação, responsável pelo atendimento do hospital à imprensa, atestou a veracidade do relato e disse que a unidade de saúde irá apresentar dados da situação em coletiva nesta sexta-feira (23).

Assista ao vídeo divulgado pelo paciente:

 

portalcorreio

 

 

Sem remédio, pacientes com câncer estão sem fazer quimioterapia na PB

laureanoOs pacientes com linfoma estão sem poder fazer quimioterapia no Hospital Napoleão Laureano, que é referência no tratamento contra o câncer na Paraíba, devido à falta de um medicamento. Segundo o diretor técnico da unidade hospitalar, Fernando Carvalho, uma parte do lote do medicamento ciclofosfamida estava contaminada e não pode ser usada no tratamento.

A dona de casa Josefa Ferreira descobriu o linfoma no ano passado. Ela mora em Aguiar, no Sertão do estado, e precisa ir ao Hospital Laureano, em João Pessoa, uma vez por mês. Quando foi fazer a terceira sessão, ela descobriu que o remédio, que segundo a médica dela é essencial para o tratamento, estava em falta.

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“Quando eu perguntei algumas coisas sobre a medicação, disseram que estava em falta. E disseram que eu não era a primeira e foi ali que eu me choquei mais ainda, eu vi que o negócio era sério”, comentou a paciente. Agora, Josefa está sentindo dores no abdome e responsabiliza a interrupação no ciclo de quimioterapias. “Pra mim tá, eu não vou dizer o fim porque a gente tem que ter fé em Deus, mas não tá fácil. De jeito nenhum”.

Segundo o diretor técnico da unidade hospitalar, existem 700 doses do medicamento ciclofosfamida no hospital, mas todas elas estão contaminadas. Fernando Carvalho explicou que o próprio laboratório reconheceu o problema e avisou ao hospital da contaminação.

“Eles se dispuseram a vir ao hospital pra fazer a substituição. Acontece que, por alguns problemas do laboratório, eles não chegaram a nós para fazer essa substituição. Mas, esta semana, eles devem estar chegando trazendo o lote não contaminado e nós vamos devolver o lote contaminado e a partir daí vamos fazer a quimioterapia em nossos pacientes”, explicou o diretor técnico.

O laboratório falou com a TV Cabo Branco e informou que o lote está em análise e por isso está sendo recolhido em todo país. A reposição no Hospital Laureano está prevista para a primeira semana de abril.

 

G1

Câncer infantil: diagnóstico precoce e quimioterapia permitem cura de até 80%

Foto: ABR

Dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca) indicam que, todos os anos, cerca de 9 mil casos de câncer infantil são detectados no país. Os tipos mais comuns são a leucemia (doença maligna dos glóbulos brancos) e os linfomas (que se originam nos gânglios). A boa notícia é que o diagnóstico precoce e a quimioterapia, juntos, representam a principal arma contra a doença e permitem índices de cura que chegam a 80%.

No Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantojuvenil, lembrado hoje (23), a onco-hematologista e diretora técnica do Hospital da Criança de Brasília, Isis Magalhães, lembrou que a doença em crianças é diferente da diagnosticada em adultos. Nas crianças, as células malignas são geralmente mais agressivas e crescem de forma rápida. Os tumores dificilmente são localizados e o tratamento não pode ser feito com cirurgia, destacou a especialistas, em entrevista à Agência Brasil.

Outra peculiaridade do câncer infantil é que não há forma de prevenção, uma vez que não é possível explicar a razão do surgimento dos tumores. Isis alertou que os sinais da doença podem ser facilmente confundidos com os de quadros bastante comuns em crianças, como infecções. Alguns exemplos são o aparecimento de manchas roxas na pele e anemia. Os sintomas, entretanto, devem se manifestar por um período superior a duas semanas para causar algum tipo de alerta.

“É preciso saber identificar quando aquilo está passando do limite e quando é normal. Afinal, qual criança não tem uma mancha roxa na canela de vez em quando? Dependendo da situação, a lista de sinais causa mais desespero nos pais do que ajuda”, explicou. A orientação, segundo ela, é levar as crianças periodicamente ao pediatra.

Isis também defende que os próprios oncologistas pediátricos orientem profissionais de saúde da rede básica sobre os sinais de alerta do câncer infantil. A ideia é que o pediatra geral e o agente de saúde, por exemplo, sejam capazes de ampliar seu próprio grau de suspeita, prescrever exames mais detalhados e, se necessário, encaminhar a criança ao especialista.

“A doença não dá tempo para esperar. É preciso seguir o protocolo à risca, porque essa é a chance da criança. O primeiro tratamento tem que ser o correto”, disse. Isis destacou também a importância de centros especializados de câncer infantil, já que a doença precisa ser combatida por equipes multidisplinares, compostas por oncologistas, pediatras, neurologistas, cardiologistas, infectologistas e mesmo psicólogos, odontólogos e fisioterapeutas, além do assistente social.

Luziana Alves de Carvalho, de 29 anos, conhece bem essa rotina de especialistas e exames oncológicos. O filho Madson foi diagnosticado com leucemia pela primeira vez quando tinha apenas 3 anos. Enfrentou sessões de quimioterapia, ficou livre da doença, mas, aos 7 anos, ela voltou. Durante os quatro anos de luta contra o câncer, o menino só conseguiu frequentar o primeiro ano da pré-escola.

Antes de iniciar o tratamento na capital federal, a família morava no município de Santa Maria da Vitória (BA). “Nunca tinha ouvido falar em leucemia. Nem sabia muito bem o que era o câncer. No interior, não temos essas coisas. Os médicos diziam que ele tinha uma infecção na garganta ou uma virose”, contou Luziana. Os sintomas iniciais apresentados pelo menino eram manchas roxas no corpo, dor de estômago e muito cansaço.

Atualmente, Madson está bem de saúde. A próxima sessão de quimioterapia está prevista para o dia 4 de dezembro e a última deve se ser em janeiro de 2013. Os planos de Luziana para o Ano-Novo da família incluem voltar para a Bahia com o filho curado e matricular o menino na escola. “Ele sente muita falta de casa e chora pedindo para assistir à aula. Se Deus quiser, vai dar certo.”

Fonte: Agência Brasil