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Artesão quilombola Donainesense terá peças expostas em Bananeiras-PB

Sérgio Teófilo - Comunidade Quilombola Cruz da MeninaEm parceria com a Funarte (Fundação Nacional das Artes), Fic (Fundo de Investimento à Cultura Augusto dos Anjos, da Paraíba) – a Prefeitura de Bananeiras, por intermédio da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo abre na noite desta sexta-feira, 09 de outubro, às 19h30, no Espaço Cultural Oscar de Castro, a exposição “Negrargila: A Arte Que Nasce do Barro”, do artesão Sérgio da Silva Teófilo, da Comunidade Quilombola Cruz da Menina, do município de Dona Inês, a 155 km de João Pessoa.

Peças variadas em cerâmica, como pratos e panelas, e ainda esculturas inspiradas nos animais e na paisagem do agreste paraibano, estarão expostas.

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O projeto em argila, de Sérgio Teófilo fica à mostra em Bananeiras até 23 de outubro, quando segue em itinerança para a cidade de Dona Inês, onde ficará em exposição de 6 a 27 de novembro.

O artesão já participou das principais feiras do País como; Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Fenafra), expôs sua arte em salões de artesanato promovidos pelo Governo da Paraíba, em João Pessoa e em Campina Grande e suas peças são encontradas em outros grandes eventos.

Herança dos antepassados

Sérgio herdou do bisavô e do pai José Francisco Teófilo, a tradição de transformar a argila em utensílios domésticos e em arte, e, assim como seus antepassados, vende o que cria na feira livre do município de 10 mil habitantes. A produção é queimada em um pequeno forno a gás, adquirido com recursos próprios, que alcança até 850 graus e tem capacidade para até 120 peças pequenas a cada vez.

Sérgio se dedica ao trabalho com a argila, coletada na própria comunidade.

Assessoria

 

Dia da consciência negra será celebrado com evento cultural na comunidade quilombola cruz da menina em Dona Inês

 

A Prefeitura de Dona Inês preparou uma programação especial para celebrar o dia da consciência negra, que ocorre nesta quinta-feira, 20 de novembro. O evento será realizado na comunidade quilombola cruz da menina, há dois quilômetros da cidade.

 

A programação começa às 09h00 da manhã e vai até as 15h00, e conta com exposição religiosa e cultural, apresentações artísticas com dança e música, roda de capoeira, desfile temático, artesanato, oficinas e a oferta de serviços na área de saúde.

 

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O objetivo, segundo os organizadores do evento, é dá destaque para a grande contribuição da comunidade negra para o município, “evidenciando os costumes e as tradições”.

programação dia da consciência negra

Assessoria

Articulação das Pastorais do Campo exige que governo federal desaproprie área já reconhecida com quilombola

 

quilombolaNa quarta-feira, 06 de março, a Articulação das Pastorais do Campo divulgou nota exigindo ação imediata do governo federal pela desapropriação da área já reconhecida como território quilombola, da comunidade de Brejo dos Crioulos, em Minas Gerais, para que, enfim, os quilombolas possam viver em seu território livre. Leia a nota na íntegra.

Brejo dos crioulos: sem mais adiamentos e protelações

A Articulação das Pastorais do Campo, formada pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Cáritas, Serviço Pastoral dos Migrantes (SPM), Conselho Pastoral dos Pescadores (CPP) e Pastoral da Juventude Rural (PJR), vem a público manifestar sua indignação contra a morosidade no reconhecimento e na efetivação dos direitos das comunidades quilombolas e de outras comunidades tradicionais sobre os seus territórios, acarretando, com isso, sérios prejuízos às famílias.

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Em janeiro deste ano, o Juiz federal da 2ª Vara de Montes Claros (MG) expediu mandado de reintegração de posse contra os quilombolas do Povoado de Araruba, que faz parte do território Quilombola BREJO DOS CRIOULOS, em São João da Ponte (MG). A decisão foi em benefício de Miguel Véo Filho, proprietário da Fazenda São Miguel. O advogado dos quilombolas entrou com recurso de contestação, mas o juiz, no final de fevereiro, manteve a decisão.

A fazenda São Miguel faz parte da área quilombola Brejo dos Crioulos, de 17.302 hectares, e onde vivem 512 famílias. Nove fazendeiros têm 12 propriedades e ocupam 13.290 hectares desta área, 77% do território. Durante 12 anos tramitou nos órgãos governamentais o processo de reconhecimento e titulação da área quilombola e, mesmo já concluído, não era assinado. No final de setembro de 2011, duzentas famílias acamparam em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, exigindo a desapropriação da área, de ocupação centenária. Alguns se acorrentaram em frente ao Palácio, gritando que enquanto não tivessem a área, continuavam presos à escravidão. Só depois desta manifestação é que, no dia 29 de setembro de 2011, a presidenta Dilma Rousseff assinou o decreto de desapropriação.

Mas entre a desapropriação e sua efetiva execução há um longo caminho a ser percorrido. Um ano depois, os fazendeiros continuavam na área desmatando, aumentando o número de animais nas pastagens e mantendo jagunços. Para pressionar o Incra, em setembro de 2012, 350 famílias ocuparam três fazendas de um mesmo proprietário, que abrangem aproximadamente 2.100 hectares. Houve confronto com os pistoleiros e um deles acabou morrendo. Imediatamente cinco quilombolas foram presos e continuam presos até hoje, mais de 150 dias depois, sem qualquer prova concreta do seu envolvimento na ação. Neste entremeio, os quilombolas voltaram a Brasília, quando o Incra lhes garantiu que até dezembro de 2012 seriam desapropriadas seis fazendas, entre as quais a São Miguel, ficando as demais para 2013.

Às vésperas do Natal, como o Incra não havia encaminhado nada de concreto, os quilombolas do povoado de Araruba ocuparam a fazenda São Miguel. O juiz federal, sem tomar conhecimento do Decreto de Desapropriação da presidenta da República, desengavetou um processo de 2009 e emitiu a ordem de despejo contra os quilombolas.

Esta decisão é mais um capítulo de uma longa e conhecida história de como o direito dos quilombolas, dos indígenas e de outras comunidades tradicionais são tratados neste país. São inúmeros os obstáculos a vencer para se chegar ao reconhecimento dos direitos destas comunidades sobre seus territórios. Mas, entre o reconhecimento deste direito e sua efetiva realização, um novo e penoso caminho tem que ser percorrido em confronto com os mais diversos interesses e com a cobertura de diversos órgãos públicos.

Diante disto, a Articulação das Pastorais do Campo exige do poder Judiciário que  garanta os direitos previstos em lei aos cinco quilombolas presos. Por que o instituto do habeas corpus não é aplicado a estas pessoas, como se aplica normalmente a quem tem recursos econômicos?

Ao mesmo tempo exige que o Incra execute imediatamente a desapropriação da área do Brejo dos Crioulos, assinada pela presidenta da República, retirando todos os que ilegalmente a ocupam, para que os quilombolas possam desfrutar em segurança e paz de seu território, como lhes garante a Constituição Federal. Não se pode aceitar, de forma alguma, a qualquer título, adiamentos e protelações que só alimentam a violência.

Brasília, 6 de março de 2013.

Articulação das Pastorais do Campo
CPT, CPP, SPM, Cáritas, CIMI e PJR

 

 

Fonte: CNBB

Entra no ar a primeira rádio comunitária quilombola da Paraíba

 

 

Dalmo Oliveira (centro) e Beto Palhano recebem artistas locais na inauguração da rádio Mituaçu
Depois de anos de luta pela implementação de sua rádio comunitária, a comunidade localizada no sítio Mituaçu, zona rural do município do Conde, Paraíba, inaugurou domingo (10)  a rádio comunitária Mituaçu FM na frequência 87.9 A emissora entra no ar para atender uma população estimada em 2 mil  pessoas. Na estréia, o comunicador Dalmo Oliveira, do Movimento Negro da Paraíba e da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, comandou as entrevistas e participações de lideranças e artistas locais.

Os estúdios da rádio ficam no prédio que serve também de telecentro, onde funcionou uma estação de telefonia da antiga Telpa. Todos os aparelhos são novos e foram conseguidos em parcerias com ONGs e através de arrecadações na comunidade. O raio do alcance da antena ultrapassa 1 quilômetro, o suficiente para abranger toda a extensão da comunidade, atingindo parte do bairro Valentina Figueiredo, em João Pessoa.

No começo, serão transmitidas 15 horas de programação diária (das 5h às 20h). “Temos planos de ter programas jornalísticos, esportivos, defesa dos direitos das mulheres, saúde, cultura”, disse a diretora da rádio, Tatiana, que também dirige a Associação de Moradores. Além disso, será transmitido pelo menos um programa produzido por pessoas que não são moradoras de Mituaçu, o “Alô Comunidade”, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, irradiado todos os sábados às 14 horas pela Rádio Tabajara da Paraíba AM. Até agora, a emissora conta com três locutores, moradores voluntários. “Nossa luta agora é para criar meios de subsistência, disse Geilza, uma das lideranças da comunidade.

Por radiozumbijp
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Mutirão prepara primeira rádio comunitária quilombola da Paraíba

 

 

Técnicos e dirigentes das rádios comunitárias Araçá e Zumbi montam emissora quilombola na zona rural de João Pessoa
No domingo, 26/8, radialistas comunitários se encontraram na comunidade quilombola de Mituaçu, na zona rural do Conde (PB), num verdadeiro mutirão para colocar no ar a rádio FM comunitária daquela comunidade. Eles testaram o transmissor, na frequência 89.7 megahertz, a antena e a mesa de som. Os equipamentos foram instalados pelo eletrotécnico Firmino Nino, da Rádio Comunitária Araçá de Mari.

“Infelizmente faltaram alguns cabos para ligarmos o transmissor à mesa de som, mas conseguimos verificar o sinal da FM que pode ser sintonizado pelos aparelhos de rádio dos nossos automóveis”, diz Geilsa Paixão, que adquiriu parte da aparelhagem semana passada na cidade de Campina Grande.

Segundo a líder comunitária, a intenção da associação é de fazer a inauguração oficial e festiva da nova emissora nos próximos 15 ou 20 dias. “Mandamos convite até para o governador”, diz animada. Geilsa acrescenta que essa será a primeira rádio comunitária a ser instalada, com licença do Ministério das Comunicações, dentro duma comunidade quilombola.

Durante toda a manhã, Severino Ramos, da Rádio Araçá, de Mari, José Moreira, atual presidente da ABRAÇO-PB, Rodolfo Crea, da Rádio Alquimista, da Comunidade de Monsenhor Magno, Fabiana Veloso e Dalmo Oliveira, da Sociedade Cultural Posse Nova República e da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, do Ernesto Geisel, se debruçaram sobre os equipamentos disponíveis, montando minimamente aquilo necessário para colocar a emissora no ar.

“Além da parte técnica, estamos dispostos a repassar nossas experiências na formatação de conteúdos, dos programas e também na composição do conselho comunitário que deve definir a grade de programação e os marcos regulatórios para o funcionamento da rádio”, comenta Oliveira.

A anfitriã ofereceu aos convidados um típico almoço da região, com feijão verde e galinha.

Por radiozumbijp
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Comunidade dos 40, em Triunfo, luta pelo reconhecimento como remanescente de Quilombola

O ano de 1952 marca o início da história da “Comunidade dos 40”, na cidade de Triunfo (PB), com a chegada de parte da família Pereira, oriunda de Pombal (PB), após vários conflitos registrados naquela cidade. Questões internas, como brigas, ameaças, disputas por terras, incêndios em plantações, fizeram com que quarenta integrantes de uma mesma família resolvesse procurar outro local para se estabelecerem, por conta da violência instalada, resultando, inclusive, em mortes.

Em 2008, foi inaugurada a “Praça dos 40”, em homenagem aos 50 anos da chegada da família a Triunfo

 

Desta forma, em 1952, os moradores de Triunfo viam entrar na cidade um grupo de quarenta negros, entre homens, mulheres e crianças, procurando um local tranquilo para viver. Após ter passado por São José de Piranhas (PB) e Quixeramobim (CE), o grupo foi orientado pelo místico José de Moura, muito conceituado e procurado na época, a se estabelecer em Triunfo, ainda pertencente ao município de São João do Rio do Peixe.
Recebidos pela família Teodoro, os quarenta negros, que descobriu-se recentemente serem remanescentes de uma comunidade quilombola de Pombal, se estabeleceram inicialmente no Sítio Gamela, onde passaram a trabalhar na agricultura e na produção de farinha de mandioca. Já na vila, os homens passaram a realizar serviços braçais e as mulheres foram trabalhar nas casas das famílias locais.
Atualmente, a luta dos descendentes dos pioneiros, estimados em mais de 150 pessoas, mantendo tradições como uma banda cabaçal, é pelo reconhecimento oficial da Comunidade dos 40 como remanescente de um Quilombola, passando a usufruir dos benefícios assegurados às várias comunidades descobertas no Brasil nos últimos anos.
Lenilson Oliveira (Revista Destaque 81, Jun/2012)

Fonte: DestaquePB, com Lenilson Oliveira (Revista Destaque 81, Jun/2012)
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Rádio comunitária quilombola vai ao ar neste mês na Paraíba

 

 
Radialista Dalmo Oliveira divulga cultura afro em rádios comunitárias
A Rádio Comunitária Mituaçu entrará no ar em 29 de julho, conforme informou Geilsa, uma das componentes da diretoria executiva da emissora que fica em área de quilombo, na zona rural de João Pessoa, capital do Estado.
A Rádio Comunitária Mituaçu FM teve sua autorização homologada, ganhando o direito de funcionar com licença provisória até licença definitiva através do Congresso Nacional.
Dalmo Oliveira, diretor de finanças da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares e membro do movimento negro da Paraíba, disse que a rádio é um instrumento importante para as comunidades, e que a Zumbi decidiu auxiliar a co-irmã com empréstimo de equipamentos além de oficinas de formação e capacitação. “A rádio será uma espécie de redenção dessas comunidades, que terão autonomia comunicacional” garante Oliveira.
“A comunidade Mituaçu será um centro de irradiação da cultura afro e das comunidades quilombolas, onde nossa emissora será conectada para irradiar seus programas culturais” disse Geilsa.
Uma oficina de capacitação dos radialistas comunitários dos quilombos está sendo gestada para os radialistas que se preparam para cuidar da programação da emissora.
radiozumbijp