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Estudo revela que Brasil eleva escolaridade e qualidade do ensino na educação básica

todos_pela_educacao-Os brasileiros têm estudado e aprendido mais. A conclusão faz parte do relatório Indicadores de Desenvolvimento Brasileiro 2001-2012, lançado nesta terça-feira, 27, em Brasília.

O diretor de estatísticas educacionais do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Carlos Eduardo Moreno, explicou que os indicadores educacionais resumem os avanços sociais conquistados pelo Brasil desde 2001. “Os dados são resultado da decisão estratégica do governo federal de articular políticas públicas para garantir o acesso à educação e melhorar a trajetória regular e o desempenho dos alunos na educação básica”, disse. De acordo com ele, os dados refletem os avanços e os desafios que estão sendo enfrentados para garantir o direito à educação.

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O secretário nacional de avaliação e gestão da informação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), Paulo Jannuzzi, afirmou que a publicação “apresenta um conjunto mais amplo de indicadores que de forma sensível e expressiva dão conta de refletir todo o esforço e investimento do governo brasileiro em sofisticadas políticas públicas de inclusão social, aliadas ao crescimento econômico”.

Hoje, segundo o secretário, o governo brasileiro investe 25% do Produto Interno Bruto (PIB) em políticas sociais. O relatório apresenta também dados sobre o aumento da renda e redução de desigualdades, mercado de trabalho, saúde e acesso a bens e serviços.

 

Gráfico 1

Qualidade – Em todas as faixas etárias, os dados apontam crescimento constante nas taxas de frequência, com destaque na faixa de 4 e 5 anos, de 55% em 2001 para 79,1% em 2012. Também indicam a universalização do acesso, com 98,3% das crianças de 6 a 14 anos frequentando a escola.

A permanência na escola também aumentou no período, em todas as faixas. O dado revela que está cada vez maior a proporção de estudantes com escolaridade adequada para sua idade. Nos anos iniciais do ensino fundamental, por exemplo, 77,4% das crianças de 12 anos têm, pelo menos, quatro anos de estudo. Em 2001, essa proporção era de 68,8%.

 

por Davi Lambertine

Gráfico 2

O aumento nos anos de estudo, a queda no analfabetismo e a melhoria na qualidade do ensino também receberam destaque na publicação. Para aferir a qualidade, o Inep criou o índice de desenvolvimento da educação básica (Ideb). O indicador é calculado a cada dois anos, levando em conta o desempenho do estudante em avaliações nacionais e as taxas de aprovação. “O Brasil avançou com destaque para os anos iniciais do ensino fundamental”, apontou Moreno.

O relatório foi elaborado pela Assessoria Econômica do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, com a participação do MDS e dos ministérios da Educação, Saúde e Comunicações; Inep, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e Secretaria de Planejamento e Investimentos Estratégicos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

Cuidado: óculos escuros de má qualidade colocam sua saúde em risco

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Eles são objeto de desejo de muita gente e dão uma graça para qualquer look. Mas na hora de escolher os óculos escuros o cuidado não deve ser apenas se o modelo está na moda ou se fica bem para o tipo de rosto. Muito mais importante do que isso é checar se eles são de boa procedência, mesmo que isso signifique gastar mais. Do contrário, são os seus olhos que vão pagar caro.

 

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“Assim como acontece na pele, a radiação solar acelera o processo de envelhecimento ocular, o que pode levar ao desenvolvimento precoce de catarata e degeneração macular”, contou a oftalmologista Lara Murad Bichara, do Serviço de Oftalmologia da Policlínica Naval de Niterói, no Rio de Janeiro. A mácula é a parte central da retina, responsável pela percepção das cores, das formas e de detalhes das imagens.

 

“Pode acontecer ainda um processo inflamatório crônico na superfície ocular facilitando o aparecimento de pterígio, um tecido carnoso que cresce sobre a córnea, normalmente na área próxima ao nariz, e que pode atrapalhar a visão”, acrescentou.

 

Nunca ouviu falar sobre essa questão? Pois você não está sozinho. Estudos já mostraram que menos de 1% dos brasileiros têm a visão nítida de que os raios UVA e UVB podem ofuscar as imagens do mundo ao seu redor. E mesmo as pessoas que desconfiavam que o sol pode ser prejudicial aos olhos não têm consciência do tamanho do problema. Estima-se que a radiação ultravioleta aumente em 60% o risco de catarata e 20% dos casos dessa doença são desencadeado por esse fator, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Outro fato que a maioria ignora é que usar lentes que não barram os raios solares é mais perigoso do que não usar nada. “Isso porque a pupila, que é a estrutura ocular responsável pela coloração dos olhos e que controla a quantidade da entrada de luz, se dilata por causa da diminuição da  luminosidade provocada pelos óculos, abrindo caminho para a penetração de mais radiação, aumentando os riscos”, explicou Erika Yasaki, oftalmologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

 

Os efeitos prejudiciais do sol sobre olhos são cumulativos. Por isso o ideal é lançar mão dos óculos com filtro solar mesmo que você vá apenas até a padaria na esquina de casa. “Quanto maior o tempo de exposição pior, por isso o indicado é não abrir mão do acessório em nenhuma situação e nunca é tarde para começar a se preocupar com esse cuidado”, afirma Lara Murad Bichara.

 

A olho nu, não dá pra saber se eles oferecem ou não essa proteção aos olhos, pois o filtro que barra os raios solares pode ser colocado em qualquer tipo de lente, mesmo nas transparentes e nas de contato. Na dúvida, leve o seu par ao oculista. Esse tipo de médico costuma ter em seu consultório um aparelho chamado fotômetro que calcula a porcentagem de radiação que é bloqueada. “Mas comprar os óculos em lojas e óticas confiáveis e optar sempre por aqueles que tenham o selo que atesta a presença do filtro contra a radiação ultravioleta é uma boa forma de evitar esse risco”, disse Erika Yasaki.
 

 

 

Especial para Terra 

LEI: Operadoras de telefonia têm até sexta para entregar mapas da qualidade do sinal de celulares na Paraíba

celularAté a próxima sexta-feira (27), todas as operadoras de telefonia móvel que atuam na Paraíba deverão apresentar ao Procon-PB mapas e relatórios sobre a qualidade de sinal em cada municípios paraibano. O prazo foi definido nesta sexta-feira (20), durante reunião realizada no órgão de defesa do consumidor com representantes das empresas prestadoras do serviço de telefonia móvel.

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A exigência, segundo o secretário executivo do Procon-PB, Marcos Santos, observa o disposto na lei estadual 10.058/2013, que estabelece que as empresas operadoras do serviço de telefonia móvel ficam obrigadas a disponibilizar ao consumidor, quando solicitado pelo interessado, informações sobre a área de cobertura e a qualidade de sinal. “A lei entra em vigor em outubro e nós nos antecipamos em convocar as empresas de telefonia para garantir que o consumidor tenha acesso às informações corretas de imediato”, comentou.

O secretário executivo do Procon-PB acrescentou ainda que as informações serão uma forma de oferecer ao consumidor segurança no momento das compras. “De posse dos dados sobre a cobertura e a qualidade no sinal, o consumidor poderá escolher a operadora de acordo com a localidade onde vive”, ressaltou. “Além disto, acredito que estas informações sobre a área de cobertura irão despertar uma competitividade mais nas empresas, gerando aumento nos investimentos para a melhoria do sinal”, acrescentou.

A lei estadual 10.058/2013 foi publicada no último dia 16 de julho e prevê ainda que a área de cobertura do sinal da operadora, em todo o Estado, deverá ser indicada em painel nas lojas, exposto em local visível.

MaisPB com Secom PB 

“Medicina cubana ensina a atender o povo com qualidade e humanismo”

Augusto-César-e-Andreia-CampigottoA saúde no Brasil tem sido tema de grandes debates nas últimas semanas, provocados tanto pelas manifestações das ruas, que exigem melhoras e mais investimentos na área, quanto pelas propostas recentes do governo em trazer médicos de outros países para trabalhar em regiões mais carentes.

Essas propostas, assim como a obrigação dos estudantes de universidades públicas em cumprir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido alvo de fortes críticas das associações de médicos, que afirmam que essas não seriam as soluções para os problemas.

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Página do MST conversou sobre o tema com Augusto César e Andreia Campigotto, ambos militantes do movimento e formados em medicina em Cuba.

Nascido em Chapecó (SC) e com 25 anos de vida, Augusto César ainda não exerce a profissão. Está estudando para fazer a prova de revalidação do diploma cubano e, assim, poder atuar no Brasil. Quando conseguir seu registro, pretende trabalhar na área rural, atendendo os Sem Terra e os assentados da Reforma Agrária.

Andreia Campigotto tem 28 anos e nasceu em Nova Ronda Alta (RS). Trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano, como residente em medicina da família em uma unidade básica de saúde, que atende uma comunidade de 4 mil pessoas.

Formato

O curso de medicina cubano dura seis anos. Para estudantes de outros países, ele se inicia na Escola Latinoamericana de Medicina, localizada em Havana. Depois de um período inicial de dois anos, os estudantes são enviados para as diversas universidades do país. Augusto e Andreia foram para a universidade da província de Camaguey.

O curso de medicina cubano não se difere muito do brasileiro, do ponto de vista curricular.

“Os dois primeiros anos trabalham com as ciências médicas. Estudamos fisiologia humana, anatomia humana e desde o primeiro ano temos contato com os postos de saúde. Quando somos distribuídos para as universidades, vivenciamos o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior”, afirma Augusto.

“Um estudo do governo federal mostra a compatibilidade curricular dos cursos de medicina de 90% entre Brasil e Cuba. Então, não há grandes diferenças teóricas”, conta Andreia.

A diferença principal entre os dois cursos está na concepção de medicina e de saúde na formação dos médicos. “O curso brasileiro é voltado para as altas especialidades. Tem essa lógica de que você faz medicina, entra numa residência e se especializa. Já em Cuba o curso se volta à atenção primária de saúde, para entendermos a lógica de prevenção das doenças e o tratamento das enfermidades que as comunidades possam vir a ter”, diz Augusto.

Em contrapartida, “saúde” e “medicina” no Brasil são sinônimos de pedidos de exames e tratamento com diversos medicamentos, calcados em sua maioria na alta tecnologia. Com isso, a medicina preventiva fica em segundo plano, alimentando uma indústria baseada na exigência destes procedimentos.

“No Brasil, temos uma limitação na formação do profissional, pois ela é voltada ao modelo hospitalacêntrico, que pensa só na doença e no tratamento. Em Cuba isso já foi superado. Lá eles formam profissionais para tratar e cuidar com qualidade, humanismo e amor cada paciente; aprendemos de verdade a lidar com a saúde do ser humano”, analisa Andreia.

Ela destaca que os médicos formados na ilha são capazes de atender a população sem utilizar somente a alta tecnologia, condição que não necessariamente limita um atendimento com qualidade à população que mais carece.

“É mais barato fazer promoção e prevenção de saúde. No entanto, isso rompe com a ditadura do dinheiro. Com isso, os médicos aguardam o paciente ficar doente para pedir um monte de exames e dar um monte de medicamentos”, afirma Augusto

De acordo com ele, essa estrutura fortalece o complexo médico-industrial, que se favorece sempre que há alguém internado ou que precise tomar algum medicamento.

“Não negamos a necessidade de medicamentos e equipamentos, porque precisamos dar atenção a esse tipo de paciente. Mas não precisamos esperar que todas as pessoas fiquem doentes para começar a trabalhar a questão da saúde”, acredita Augusto.

(Foto: Página do MST)

José Coutinho Junior

da Página do MST

Queda na qualidade do esperma pode ser causada por fumo na gravidez

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Os filhos de mulheres que fumaram durante a gravidez possuem maior risco de terem baixa produção de espermatozoides, afirma novo estudo. Os pesquisadores descobriram ainda que o uso de drogas durante a gestação também afeta a fertilidade do bebê. Segundo o jornal Daily Mail, estudos dos últimos 20 anos têm apontado uma queda da qualidade do sêmen e uma queda geral do índice de esperma.

 

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Esse tipo de problema estaria relacionado a diversos fatores, como a exposição de homens a toxinas e o hábito do fumo. Porém, o que esse novo estudo, divulgado na reunião anual da Sociedade Europeia de Reprodução Humana e Embriologia, aponta é que a queda do número de espermas pode estar ligada também a fatores anteriores ao nascimento e aos primeiros anos de vida.

 

A pesquisa descobriu que o crescimento fetal lento, o fumo durante a gestação e o lento crescimento infantil estão associados com um declínio subsequente na produção de espermatozoides. O estudo foi baseado em relatórios do Western Australian Preganancy Cohort, iniciado em 1989, que acompanhou cerca de 3 mil mulheres grávidas. Os filhos das voluntárias também foram acompanhados após o nascimento.

 

Na faixa etária de 20 a 22 anos, os filhos passaram por uma avaliação testicular, que incluiu a medição do volume do testículo, análise da qualidade do sêmen e da produção hormonal. Os resultados mostraram que um a cada seis possuía parâmetros de esperma abaixo do considerado normal pela Organização Mundial da Saúde (OMS), enquanto mais de um quarto possuía espermatozoides com aparência fora do considerado aceitável pela OMS.

 

Quando os resultados foram comparados com as avaliações de crescimento fetal os pesquisadores observaram uma associação entre o baixo crescimento e a baixa contagem de espermatozoides. Segundo Roger Hart, professor de medicina reprodutiva na Universidade da Austrália Ocidental, o fraco crescimento fetal, a exposição ao tabagismo materno e o baixo padrão de crescimento infantil se somam ao aumento de gordura durante a adolescência, tabagismo e uso de drogas na idade adulta como fatores de risco para uma produção reduzida de espermatozoides.

 

Terra

SUS amplia controle sobre qualidade de sangue doado

 

Bolsa de SangueNeste 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue. O Ministério da Saúde incorporou o teste ácido nucleico (Nat) na triagem sorológica do doador do Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi publicada no Diário Oficial da União e passa valer em 180 dias. O teste detecta agentes químicos capazes de desenvolver doenças, sobretudo dos vírus HIV e da hepatite C, em períodos menores do que testes convencionais.

O sangue recebido dos doadores passa por testes. São exames relacionados a doenças infecciosas possíveis de serem transmitidas via transfusão. Esta etapa tem o objetivo de garantir a segurança do paciente que vai receber o sangue. O objetivo do ministério é analisar até 3,5 milhões de bolsas de sangue anualmente, cobrindo integralmente a hemorrede pública brasileira.

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De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Hematologia, Hemoterapia e Terapia Celular, Carmino Antonio Souza, o teste adotado na Europa Ocidental, América do Norte e Ásia encurta o prazo de detecção no sangue doado dos vírus HIV de 22 para sete dias e, da hepatite C, de 70 para 11 dias em média. “Um dos maiores desafios da hemoterapia em todo o mundo é encurtar cada vez mais a janela imunológica, período em que vírus permanece indetectável em um indivíduo”, comentou ele. A associação comemorou a incorporação do teste ao SUS, mas cobra do Ministério da Saúde a obrigatoriedade do teste Nat em todo o país, inclusive na saúde complementar (planos e operadoras de saúde particulares).

O gerente do Programa de Reativos para Diagnósticos de BioManguinhos, Antônio Gomes Pinto Ferreira, explicou que o Nat brasileiro, produzido desde 2010, está em permanente aperfeiçoamento. “Nosso Kit identificou mais de dez janelas imunológicas [bolsas de sangue contaminadas com o vírus da aids ou da hepatite C] de 2,5 milhões de bolsas de sangue triadas. É um dado muito robusto, que mostra que o Nat brasileiro cumpre com o papel a que se propõem de contribuir e ampliar a segurança transfusional no Brasil”, disse ele. O gerente da BioManguinhos informou que atualmente o Nat brasileiro detecta HIV e hepatite C. Os vírus da hepatite B e da dengue serão os novos alvos do teste.

Flávia Villela, da Agência Brasil

Frei Betto: ‘Crime maior é o Estado não assegurar educação de qualidade’

Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Foto: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O escritor Frei Betto, assessor de movimentos sociais e comentarista da Rádio Brasil Atual, disse hoje (19) reprovar o debate que prevê redução da maioridade penal para 16 anos. Ele afirmou que a maioridade fixada como é hoje, aos 18 anos, não é o motivo dos grandes índices de criminalidade no país. “A responsabilidade recai sobre o Estado, que sempre prefere investir nos efeitos e não nas causas.”

O debate sobre a maioridade ganhou fôlego depois da morte do universitário Victor Hugo Deppman, de 19 anos, em frente à sua casa, no Belém, na zona leste paulistana, por um adolescente de 17 anos.

Como mostrou reportagem da Rede Brasil Atual, defensores dos direitos da criança e do adolescente consideram ineficiente e retrógrada a proposta do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), de alterar o Estatuto da Criança e do Adolescente, ampliando o tempo de internação de adolescentes em situação de conflito com a lei de três para até oito anos. O projeto prevê também a criação de unidades de atendimento diferenciado para casos considerados graves ou para jovens que atinjam 18 anos enquanto cumprem a pena.

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Frei Betto lembrou que os índices de criminalidade cresceram no estado de São Paulo em 2012, em relação a 2011, e o fato de grande parcela da população que não ter escolaridade. Dados da Secretaria estadual de Segurança Pública (SSP) publicados em janeiro mostram que os números de homicídios cresceu 34%. “Em supostos conflitos com a polícia militar, foram mortas 547 pessoas.”

“Deveria haver legislação capaz de punir descaso do poder público quando se trata da inclusão das crianças e jovens. São 19, 2 milhões de jovens, o que equivale a quase 10% da nossa população, sem qualquer escolaridade, ou frequentaram menos de um ano de escola. São 12, 9 milhões com mais de sete anos de idade que não sabem ler nem escrever”, complementou.

A exclusão de crianças e adolescentes da educação de qualidade é a maior causa da escolha destes jovens pela criminalidade, de acordo com Frei Betto. “O Brasil conta com 5,3 milhões de jovens que não trabalham nem estudam. Mas não estão fora dos desejos de consumo, como ter tênis de grife, ter celular 3G, vestir-se segundo a moda e frequentar baladas etc. Muitos escolhem o crime. Crime maior, entretanto, é o Estado não assegurar a todos os brasileiros educação de qualidade em tempo integral.”

Frei Betto também ressaltou que, ao reduzir a maioridade para os 16 anos, o Estado escolhe investir em construção e manutenção de cadeias, em vez de assegurar qualidade na educação. “Se aprovada a redução, haverá que multiplicar investimentos em manutenção e construção de cadeia.”

Segundo a organização não-governamental Centro Internacional para Estudos Prisionais (ICPS, na sigla em inglês), o Brasil só fica atrás em número de presos para os Estados Unidos (2,2 milhões), China (1,6 milhão) e Rússia (740 mil).

De acordo com os dados mais recentes do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), de 2010, o Brasil tem um número de presos 66% superior à sua capacidade de abrigá-los. Há um déficit de 198 mil vagas e são 500 mil presos.

“Nosso sistema carcerário é meramente punitivo, ou seja, sem nenhuma metodologia corretiva que vise a reinserir socialmente o detento. Como analisou o filósofo Michel Foucault nossas elites políticas pouco interesse têm em reeducar os presos, preferem mantê-los como mortos vivos e tratá-los como dejetos humanos”, finalizou.

 

 

redebrasilatual

Cirurgia melhora qualidade de vida de pessoas com Parkinson

Brain ElectrostimulationQuando recebeu o diagnóstico de mal de Parkinson, há seis anos, a advogada Juliana Torres, 59 anos, disse que achou que a sua vida tivesse perdido o sentido. “Sabia que era uma doença degenerativa. Com o passar do tempo, os sintomas só foram piorando. Meu corpo ficou rígido, mal mexia o pescoço. A gente também sofre de solidão, porque perde o convívio social”, relatou. Em fevereiro deste ano, no entanto, uma cirurgia de alta tecnologia mudou a perspectiva de vida dela. O implante de um eletrodo no cérebro, feito pela equipe de neurocirurgia funcional da Santa Casa de São Paulo, fez com que ela recuperasse os movimentos e, com eles, a qualidade de vida.

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O procedimento, custeado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), consiste em estimular, por meio de um dispositivo, as regiões do cérebro responsáveis pela manifestação dos principais sintomas da doença, como tremor e rigidez. “A ideia de tratar cirurgicamente essa doença vem há mais de 50 anos, mas antes cauterizavam-se pedaços que estavam doentes”, explicou o neurocirurgião Nilton Lara, que coordena a equipe. O método com o eletrodo é considerado pouco invasivo, tendo em vista que o dispositivo é instalado por um pequeno furo e o risco de sangramento diminui de 2% para 0,05%.

Logo depois de passar pela cirurgia, Juliana retomou atividades simples que há anos não fazia. “Conseguir escrever foi muito impactante para mim. Antes, eu só conseguia digitar e, ainda assim, com muita dor”, descreveu. Aos poucos, a advogada está conquistando outros movimentos. “Voltei a viver. Senti um bem-estar como nunca”, relatou. Estima-se que 200 mil brasileiros, assim como ela, sofram com a doença, especialmente pessoas a partir dos 50 anos, segundo dados do Ministério da Saúde. A perspectiva é que esse número aumente nos próximos 30 a 50 anos com o envelhecimento da população.

Essa cirurgia que pode custar até R$ 150 mil na rede particular é feita gratuitamente na Santa Casa desde janeiro deste ano e quatro pacientes já receberam o implante. “Esperamos atender até quatro pacientes por mês”, disse o neurocirurgião. De acordo com o médico, a entidade é a única da rede pública a fazer a cirurgia. “As informações que temos é que o Hospital das Clínicas fez alguns implantes com o viés de estudos. Fora isso, somente hospitais privados [fizeram] e, ainda assim, em poucas capitais, como o Rio de Janeiro, Curitiba, Goiânia, Recife e Belo Horizonte”, informou.

Nilton Lara explicou que o perfil dos pacientes selecionados para receber o eletrodo são os que já não apresentam melhoras com o uso do medicamento ou que desenvolveram efeitos colaterais. “No começo, a dopamina [substância utilizada no tratamento] funciona muito bem, mas depois começa a apresentar efeitos colaterais, que são movimentos involuntários. Algumas vezes, eles são mais incapacitantes do que os próprios sintomas da doença de Parkinson. Fica uma coisa sem saída.” A perda de funcionalidade do remédio ocorre depois de cinco a dez anos de uso.

Era assim que Juliana se sentia antes de fazer o procedimento. “Estava no fundo do poço. A cirurgia para mim foi uma luz no fim do túnel. Tomava a medicação de duas em duas horas e, para evitar que perdesse o efeito, não podia me alimentar. Estava para definhar de fome”, relatou. O neurocirurgião destacou que estão sendo feitos estudos para avaliar o uso precoce do eletrodo, já quando aparecem os primeiros sintomas. Mas ele concorda que, por enquanto, seja mantido o perfil de paciente que já não apresentam resposta ao medicamento. “Se você toma a medicação e se sente bem, porque se submeter a um procedimento cirúrgico? A cirurgia não altera a evolução da doença, o remédio também não”, disse.

Apesar de não significar a cura do mal de Parkinson, o implante possibilita que, até que apareçam sintomas de comprometimento cognitivo e comportamental, o paciente tenha uma vida normal, por meio do controle dos sintomas motores. “No estágio avançado, começam a aparecer complicações cognitivas. Aí não há mais nada a fazer, mas eles podem demorar de 20 a 30 anos para aparecer”, destacou.

Depois de instalado, o eletrodo não precisa mais ser substituído. Somente a bateria, colocada no mesmo local do marcapasso da cirurgia cardíaca, é que precisa ser trocada quando apresentar desgaste. “Após a alta, que ocorre cerca de quatro dias após o procedimento, o paciente retorna semanalmente ao hospital para que a gente faça regulagem da estimulação por meio de telemetria”, explicou o médico. Depois a regulação fica mais espaçada, até que não sejam mais necessárias idas mensais ao hospital. “A gente passa a alterar a estimulação caso o paciente relate alguma piora”, disse.

 

 

Agência Brasil

A chamada mídia técnica versus a nossa qualidade democrática

Há um debate em curso acerca dos critérios adotados pela Secom da presidência da República em relação à compra de publicidade que parecem ser técnicos, mas que na realidade têm alto conteúdo político. Sem ser exatamente político.

No final de 2009, mais precisamente no dia 16 de dezembro, a Secom- PR publicou uma instrução normativa de nº 2 e a partir daquele momento o governo federal e seus órgãos passaram a ser regidos por essa norma em conjunto com o que prevê o decreto 6555/2008.

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Essa legislação é baseada num conjunto de critérios que, na opinião da diretoria da Altercom, estão sendo interpretados a partir de uma lógica mercadista que não atende ao espírito público no que diz respeito ao comprometimento com a multiplicidade informativa necessária para o fortalecimento da democracia.

Um dos pontos que tem prejudicado sobremaneira as pequenas empresas de comunicação é a redação e a interpretação do artigo 6o, inciso III, alinea c, da norma que dispõe sobre a “tática de mídia”. Ele diz que:“a apresentação de critérios de distribuição dos investimentos por meio, considerados os objetivos da ação; indicação dos períodos de veiculação; defesa da programação de veículos e respectiva distribuição de peças, de acordo com os objetivos de alcance e audiência”.

Atualmente a Secom-PR tem se pautado demasiadamente sua ação pelos “objetivos de alcance e audiência”, o que favorece os grandes veículos em todos os segmentos, incluindo aí a internet, onde se poderia fazer uma ação muito mais forte de valorização dos pequenos empreendimentos de comunicação.

Mas não é só isso. A Secom também passou a interpretar a partir desse artigo que a compra de espaço publicitários deve comparar como iguais os desiguais. Ou seja, que o valor relativo da publicidade nos pequenos veículos tem que ser semelhante ao dos grandes. Trocado em miúdos, que mil page views num grande portal tem de ter o mesmo valor ou preço semelhante a mil page views num blogue. Ou que o custo relativo da página de uma revista segmentada deve ser semelhante para 1 mil exemplares ao que Veja oferece ao governo.

Nem tecnicamente isso se justifica, porque sabemos que na grande audiência a dispersão é muito maior. Além do que, se esse critério vier a ser o principal, sempre os grandes serão favorecidos porque terão mais condições de barganha.

É a mesma lógica da concorrência entre o grande hipermercado e a pequena quitanda. Quem tem escala sempre tem vantagem.

Para que isso não amplie ainda mais a concentração no setor, a Altercom defende que se estabeleça uma nova regra para compra de publicidade governamental. A de que 30% de todos os recursos publicitários governamentais sejam destinados às pequenas empresas de comunicação. E que esse novo regramento conviva com a norma de 2009 com algumas adequações.

Isso precisa ser considerado até porque os grandes grupos recebem muito mais recursos do que sua força ponderada nos hábitos de comunicação do brasileiro. Há muita gente se informando pela longa cauda do processo informativo. E isso tem sido desprezado em nome das facilidades de operação com os chamados players do mercado.

Hoje, aliás, são as pequenas empresas que asseguram boa parte do contraponto informativo no país. Sem elas, teríamos um processo de uma só voz em favor de interesses muito mais privados do que públicos. Não é novidade dizer que os grandes grupos informativos brasileiros representam os grandes grupos econômicos.

No Brasil, já há legislações em alguns setores que utilizam critérios próximos aos que a Altercom defende. Como na compra de alimentos para a merenda escolar, onde se estabeleceu um percentual para a agricultura familiar. Ou como na lei do audiovisual, onde há também critérios regionais para distribuição dos recursos.

Mas não fosse só essa distorção que vem prevalecendo a partir da interpretação da norma publicada no final de 2009, nos últimos tempos um outro componente passou a fazer parte do rol de critérios para o que se convencionou chamar de mídia técnica.

A nova gestão da Secom estabeleceu uma regra de categorização dos veículos. Regra que não é clara e que nem foi publicizada, mas que, segundo alguns agentes da publicidade nos ministérios e empresas públicas, tem levado a Secom-PR a rejeitar várias sugestões de programação em veículos. O argumento seria o de que se o órgão vier a fazer publicidade num veículo teria de fazer nos outros da categoria a que ele pertence. Quem está pagando o preço dessa categorização novamente têm sido as pequenas empresas.

Do ponto de vista prático, a partir do momento em que esse critério de categorização passou a ser usado, quase todas as pequenas empresas representadas pela Altercom tiveram sua receita de publicidade via Secom reduzida. Em alguns casos, houve uma diminuição de quase 50% de 2011 para 2012 e sem que o veículo tivesse diminuído seu alcance.

É disso que se trata quando se fala que houve mudança de rota nos investimentos de publicidade governamental. É disso que reclamam diretores de muitos produtos de comunicação.

Enfim, parece um debate técnico. Mas não é somente técnico. Parece um debate político. Mas também não é somente político. É também um debate sobre o país que desejamos construir. A pluralidade informativa de um lugar está diretamente conectada à sua qualidade democrática. E hoje o Brasil tem aberto mão de melhorar sua democracia em nome de um mercadismo pouco eficaz e, além de tudo, injusto.

A Folha de S. Paulo (vejam bem, a Folha) registrou em recente matéria que 70% das verbas da Secom no período do governo Dilma foram destinadas a apenas 10 veículos. Os outros milhares de veículos ficaram com apenas 30%. Certamente desses, muitos ainda eram grandes empresas. Se a concentração em outros setores no Brasil é absurda, na comunicação ela é indecente. E isso também guarda relação com a distribuição das verbas públicas de publicidade.

 

 

revistaforum

Contag vai cobrar compromisso de Dilma com reforma agrária de qualidade

 

Contag vai cobrar compromisso de Dilma com reforma agrária de qualidade Alberto Broch, durante o congresso em que foi reeleito presidente da Contag (Foto: Sérgio Lima/Folhapress)

Brasília – A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) vai cobrar da presidenta Dilma Rousseff e seus ministros o compromisso com a “reforma agrária de qualidade”, anunciado por ela na abertura do 11º Congresso da entidade, na terça-feira (5), em Brasília.

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A afirmação é de Alberto Ercílio Broch, reeleito nessa sexta (8) presidente da Contag, em chapa única, com o voto de 1.902 dos 1933 delegados do encontro. Ele cumprirá mais um mandato de quatro anos. A posse é no dia 26 de abril.

Na terça, Dilma falou também em aumentar o crédito e melhorar a assistência técnica ao produtos. Na véspera, o ministro do Desenvolvimento Agrário, Pepe Vargas, já havia discursado sobre as ações e limites do Executivo. “Entendemos isso com uma posição que compromete o governo. Vamos pautar o governo na reforma agrária, na assistência técnica e na melhoria dos assentamentos”, disse Broch.

Segundo ele, o congresso reafirmou politicamente várias questões, como a necessidade de fortalecimento da agricultura familiar, a melhoria das políticas públicas e a defesa de um novo modelo tecnológico. “Que a nossa Embrapa possa pesquisar modelos mais sustentáveis, durante a transição para a agroecologia. É preciso discutir não só a produção, como a comercialização.”

O dirigente disse não se iludir quanto a uma possível mudança de modelo no país, com prioridade à agricultura familiar, em vez do agronegócio, mas disse que é preciso “disputar” os investimentos públicos. “O Estado tem de investir seus recursos para priorizar a agricultura familiar. Se o agronegócio é tão bom assim, não precisa tanto desses recursos”, afirmou o gaúcho de Alto Alegre, ele mesmo um agricultor familiar, em condomínio com os irmãos, cultivando soja, trigo, leite e cultura de subsistência.

Entre as decisões do congresso, ele destacou a aprovação da paridade de gênero. Na próxima gestão, homens e mulheres terão o mesmo número de cargos da direção. Havia aproximadamente 45% mulheres no encontro.

Além de Broch, a chapa tem Willian Matias, de Tocantins, como primeiro vice, Carmen Foro, do Pará, como segunda vice, e Dorenice Cruz, de Mato Grosso, como secretária-geral.

Vitor Nuzzi, Rede Brasil Atual