Arquivo da tag: quadrinhos

Bananeirense ilustra HQ que ‘traz’ Mulher-Maravilha para João Pessoa

É natural de Bananeiras o paraibano que ilustrou a edição mais recente da revista anual da Mulher-Maravilha (Wonder Woman Annual #4), lançada no último dia 18 nos Estados Unidos, e que ‘trouxe’ a heroína para a cidade de João Pessoa. A edição está disponível para ser comprada digitalmente pela internet.

A revista foi escrita por Steve Orlando e ilustrada pelo paraibano Jack Herbert, que, com base no roteiro, decidiu ambientar a aventura da super-heroína em vários pontos da capital paraibana.

“O editor entrou em contato comigo e me passou o e-mail do roteirista. A gente conversou e o roteiro dizia que a história ia se passar em uma cidade no litoral do Brasil. É uma cidade fictícia, porque nela só moram mulheres, mas o editor disse que teria que ser uma cidade crível, com cara mesmo de cidade brasileira, e me passou umas referências na Bahia. Como eu tive liberdade de escolher a ambientação, resolvi fugir do clichê de Rio de Janeiro e Salvador e resolvi ambientar em João Pessoa, que é a cidade onde moro”, diz Jack, que é natural de Bananeiras, no Brejo, mas mora na capital paraibana desde os 10 anos.

Na história, a Mulher-Maravilha é convocada para uma reunião com o conselho das amazonas por ordem da própria mãe. Uma cidade misteriosa, com uma nova tribo de guerreiras amazonas, surgiu do nada no litoral brasileiro e ninguém sabe explicar de onde veio. A cidade está cercada por uma bolha de energia e, dentro dela, as moradoras sofrem de estresse e tensão psicológica por lidar com uma realidade distorcida.

Diana Prince descobre que o feitiço é mais um trabalho das bruxas dos Dark Fates e parte para a cidade em uma missão de resgate. A luta vai moldar o futuro do Universo DC, segundo a descrição da revista no site da DC.

O nome da cidade não é mencionado na trama, mas quem conhece João Pessoa vai reconhecer os pontos onde acontecem as cenas. “A Mulher-Maravilha chega justamente onde fica o Hotel Tambaú, e durante a história passa pelo Mercado de Tambaú, pelo Edifício Caricé, a Igreja do Carmo e até o Liceu Paraibano”, diz.

As principais cenas de ação da história acontecem no Centro da capital e ainda é possível ver trechos do litoral em outra parte da revista, que tem outras referências como a ciclofaixa da Avenida Epitácio Pessoa e um DDD 83 em um telefone de frigorífico ao lado do Mercado de Tambaú.

Jackson Herbert atua pela DC Comics desde 2014, onde desenhou, além da Mulher-Maravilha, heróis como Batman e Superman. O ilustrador atua profissionalmente desde 2005, quando ficou conhecido pela série “Kirby Genesis”. Ele começou a se interessar por ilustração após ver uma entrevista com Mike Deodato, ilustrador paraibano reconhecido pelos trabalhos na Marvel e DC.

*Com G1

Quadrinhos podem ajudar a formar leitores e na educação de crianças e adolescentes

quadrinhosA gerente executiva de Projetos do Instituto Pró-Livro (IPL), Zoraia Failla, disse nessa segunda (9), em entrevista à Agência Brasil, que as histórias em quadrinhos (HQ) podem ser uma ferramenta para formar leitores e auxiliar na educação de crianças e adolescentes. “Eu penso que dentro de um espaço de mediação, todo tipo de leitura é importante, especialmente para a gente tirar aquela imagem que se cria em relação a um livro que é oferecido em uma sala de aula e que se transforma em obrigação, em tarefa”.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Zoraia acredita que o trabalho com quadrinhos dentro da escola pode quebrar um pouco a seriedade do livro, contribuindo para trazer a criança e o jovem para a leitura de uma forma mais prazerosa e interessante. “Eu acho que pode ser um meio, nunca um fim. Porque o quadrinho pode até trabalhar algum conteúdo, mas o faz de forma superficial. Como incentivo à leitura, ele pode ser um mobilizador”, disse.

Para a gerente do IPL, a HQ pode desenvolver habilidades na escola, entre as quais a concentração e o interesse pela leitura em geral. “Sem dúvida, deveria ser melhor trabalhada para conseguir que, a partir dali,  o aluno se interesse por uma leitura um pouco mais complexa, com mais conteúdo”.  Zoraia avaliou que é preciso se usar hoje todos os meios para conseguir conquistar as crianças e jovens para a leitura.

Zoraia indicou que a HQ pode ser um instrumento eficiente para passar conteúdos de disciplinas curriculares, como história, ciências e geografia,  para os estudantes. “É uma forma talvez mais agradável, mais interessante, para a garotada de hoje, de levar o conhecimento”. Como as crianças, em geral, sentem uma atração forte pelos quadrinhos, que são considerados uma forma de entretenimento, ela avalia que “seria inteligente usar essa ferramenta como uma forma de trazer a garotada seja para a leitura, seja para conteúdos mais complexos”.

O diretor comercial da Comix Book Shop, uma livraria especializada em histórias em quadrinhos, Jorge Rodrigues, destacou a qualidade, inclusive literária, das histórias em quadrinhos feitas no Brasil. “Hoje, a gente tem crescido bastante na produção de quadrinhos nacionais. O mercado independente, onde o autor mesmo produz o seu livro, edita e lança,  aumentou muito de uns anos para cá e há gráficas que imprimem com demanda menor.  Com isso,  há muitos projetos e ideias muito boas sendo lançadas que, de repente,  não encontraram respaldo nas editoras”, disse.

Rodrigues ressaltou que muitas editoras têm investido em adaptar literatura clássica para quadrinhos. “É uma vertente que tem crescido muito no mercado”. O objetivo, conforme enfatizou, é que o governo compre e as escolas venham a consumir esse produto, visando que seja uma ferramenta na parte da educação.  O estande da Comix na 16ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, encerrada ontem (8), foi um dos mais frequentados durante os 11 dias do evento, com filas extensas na porta que reuniam público de todas as faixas etárias.

O Programa Nacional Biblioteca da Escola (PNBE) supre as escolas de ensino público das redes federal, estadual, municipal e do Distrito Federal de obras e materiais de apoio à prática da educação básica, incluindo HQs. Em 2013, serão atendidas as escolas dos anos finais do ensino fundamental e ensino médio, informou a assessoria de imprensa do Ministério da Educação. O programa vai distribuir cerca de 6,7 milhões de obras literárias a mais de 68,8 mil escolas de todo o país. Os investimentos na compra dos livros alcançam em torno de R$ 66 milhões.

Em 2006, por exemplo, o Ministério da Educação incluiu livros de histórias em quadrinhos e de imagens na coleção do PNBE. Dom Quixote em Quadrinhos, de Caco Galhardo; Toda Mafalda , de Quiño; Na Prisão (mangá – quadrinho japonês), de Kazuichi Hanawa; Santô e os Pais da Aviação, de João Spacca de Oliveira; e Café Van Gogh, de Ana Maria Machado Mello & Mayer Design, foram alguns dos HQs incluídos na lista.

Com licenciatura em desenho pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denis Mello tem experiência na aplicação de oficinas em salas de aula da rede pública de ensino, inclusive em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Sesc), utilizando a HQ e o desenho como ferramenta principal. Falando à Agência Brasil, ele disse que consegue ver como os quadrinhos despertam a curiosidade dos alunos. “Eles tendem a colaborar mais, a se interessar mais pelo assunto”

Mello salientou que a HQ é uma forma de arte. “Do mesmo jeito que as outras formas de arte podem colaborar como ferramenta de educação, a HQ também funciona. Da mesma forma que você pode usar música, literatura e pintura, você pode usar história em quadrinhos”, manifestou.

Denis Mello está desenvolvendo agora, com um grupo de amigos, um projeto voltado à produção de quadrinhos educativos, que será efetuado em parceria com secretarias municipais de educação do estado do Rio de Janeiro. O projeto deverá ser iniciado em Magé. “Foi a primeira secretaria a se interessar pelo projeto”. Pretende-se suprir a carência de material didático onde ela exista, nas escolas, por HQ. “Na educação ambiental,  por exemplo, a gente chegaria com a história em quadrinho para suprir essa necessidade e com um material didático que vai conversar mais com os jovens do que o material burocrático tradicional”.

 

Agência Brasil

Festival francês expõe quadrinhos de autores paraibanos

 

Na rubrica off do Lyon BD Festival, a Maison de l’Amérique Latine en Rhône-Alpes apresenta, de 21 de junho a 31 de julho de 2012, uma exposição de histórias em quadrinhos de autores latinoamericanos. Estão expostas as pranchas de quadrinistas argentinos, costarriquenhos e chilenos, além dos brasileiros Henrique Magalhães, Marcos Nicolau e Shiko, todos da Paraíba. O convite para a participação da trupe paraibana partiu da promotora cultural Jane Lessa, que atua na Maison de l’Amérique Latine en Rhône-Alpes, na cidade de Lyon, França.