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Fake news avançam sobre verbas de publicidade digital

Páginas com conteúdo inautêntico capitalizam em cima de publicidade sem trazer benefícios para marcas. Cliques falsos chegam a 20%.

Enquanto o Congresso Nacional discute a CPI das Fake News com o objetivo de determinar o impacto desse tipo de prática nas eleições de 2018, um dos aspectos que garante o retorno financeiro de quem publica conteúdo inautêntico acaba pouco discutido. Esse esquema aproveita o ecossistema utilizado para a oferta automática de anúncios online e suga o investimento de grandes empresas em páginas com alto tráfego, mas baixa confiabilidade.

Nesse sentido, o mesmo aparato e tecnologias utilizados para influenciar o debate público de forma danosa é usado para lucrar de forma indevida com o dinheiro gasto por pequenas e grandes empresas em anúncios digitais, que remuneram o publisher por clique.

Os cliques são gerados de diversas formas. Há, como exemplos, o uso de fazendas de cliques na Ásia, em que trabalhadores contratados por salários baixíssimos passam dias clicando em anúncios de forma ininterrupta ou tráfego automatizado gerado por bots ou programas de computador.

Como um todo, a indústria de clicks enganosos causou um prejuízo de US$ 35 bilhões em 2018, de acordo com a Juniper Research.

Inteligência artificial contra o mundo fake

“Podemos dizer que isso tipo de prática é uma das formas encontradas para praticar golpes em publicidade digital”, explica Michel Primo, da ClickCease (www.cliquefalso.com.br), martech israelense especializada na identificação e bloqueio automático de fraudes do tipo.

Por meio de inteligência artificial e análise de tráfego, a ClickCease identifica problemas do tipo e bloqueia a origem dos cliques para dificultar ações fraudulentas. É uma maneira das empresas preservarem seu investimento e ajudarem a desestimular a propagação de notícias falsas na internet. Segundo a martech, os cliques falsos correspondem, na média a 20% do total de cliques de uma campanha digital.

A Clickcease atende tanto empresas quanto agências que produzem e intermedeiam campanhas para terceiros. Para demonstrar o quanto esses ads são explorados, há um demo grátis de 14 dias. No Brasil desde meados de 2019, a expectativa da martech é chegar ao fim do ano com mais de mil clientes.
Sobre o Clickcease
Martech israelense de proteção a cliques fraudulentos. A partir de uma solução própria que incorpora machine learning e monitoramento de tráfego, o Clickcease identifica cliques inautênticos em anúncios e bloqueia a origem deles, além de contestar e recuperar o valor gasto junto à plataforma de anúncios de Google e Microsoft. www.cliquefalso.com,br

 

Fake clique: fraudes em publicidade digital geram prejuízos de US$ 42 bi

Malware e bots geram cliques falsos e transformam investimento de anunciantes em desperdício

A indústria de cliques fraudulentos em publicidade digital deve causar um prejuízo de US$ 42 bilhões em 2019, de acordo com a consultoria Juniper Research. O número é 21% maior do que os US$ 35 bilhões registrados no ano passado, o que deixa claro como esse filão tem se tornado sofisticado. Por meio de uma série de técnicas que envolvem desde bots até fazendas de cliques em países pobres, os criminosos faturam em cima de empresas que veem seu orçamento de marketing ser desperdiçado.
“O Brasil é um dos principais mercados mundiais na publicidade digital, então é natural que seja um alvo valioso para esse tipo de golpe”, diz Michel Primo da Clickcease (www.clickcease.com.br), martech israelense especializada na defesa contra ações desse tipo. Não há dados sobre o prejuízo com problemas do tipo no Brasil, mas a estimativa é de que as perdas correspondam a 20% do orçamento total dos anunciantes.
Como os fake cliques acontecem
De modo geral, as fraudes se dividem em duas categorias. As chamadas Click Frauds envolvem ações que forçam o anunciante a gastar com cliques que não foram feitos por consumidores reais. Nesse caso, robôs, por exemplo, clicam de maneira consecutiva em anúncios e fazem o responsável por ele pagar por visualizações que não atingiram potenciais clientes verdadeiros – ou seja, não há ganho direto para o responsável pelo golpe. “É comum que isso seja feito por concorrentes, por exemplo”, afirma Primo.
Ad Frauds, por outro lado, são estratégias que fazem com que as empresas paguem por visualizações e interações com anúncios em sites maliciosos sem obter qualquer retorno publicitário com isso. Um exemplo são páginas com conteúdo fake que recebem um volume alto de tráfego por redirecionamento de links automáticos, mas que não entregam qualquer retorno para o anunciante – aqui sim os fraudadores lucram.
Segundo a Clickcease, as Click Frauds têm crescido a uma taxa de 50% ao ano. No que tange às Ad Frauds, para se ter uma ideia do quanto eles movimentam, o FBI desmontou em 2017 a quadrilha especializada 3ve, cujo faturamento foi estimado em US$ 250 bilhões. “É um panorama preocupante, que exige de empresas que investem em marketing digital que tenham cuidado e tomem medidas de proteção”, explica Primo.
Entre as melhores estratégias para evitar golpes na publicidade digital, estão softwares que monitoram o tráfego e identificam comportamentos anormais, assim como a escolha adequado dos parceiros que fazem parte do ecossistema de marketing da empresa. Por conta própria, o problema não irá embora. Ainda de acordo com a Juniper Research, o prejuízo causado por cliques fraudulentos deve bater a marca dos US$ 100 bilhões anuais em 2023.
Foto: divulgação / Clickcease.
Press Works

 

Lei na PB prevê punição para publicidade com teor misógino ou de apologia ao estupro

Justificativa do projeto de lei na Paraíba se refere à sociedade do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

Justificativa do projeto de lei na Paraíba se refere à sociedade do Rio de Janeiro — Foto: Reprodução

Foi publicada nesta quinta-feira (27) uma lei estadual que prevê a penalização da veiculação de peças publicitárias com conteúdo misógino, sexista ou que estimule a violência contra a mulher em todos os meios de comunicação e de divulgação da Paraíba. A lei n° 11.205, de autoria de Nabor Wanderley (PRB), foi sancionada pelo governador Ricardo Coutinho sem vetos.

A lei especifica as peças publicitárias como exposição, divulgação ou estímulo à violência sexual ou estupro, à violência física contra as mulheres, e fomento à misoginia e ao sexismo. Ainda de acordo com o texto, o Poder Público deve aplicar a pena em caso de descumprimento.

Os veículos de comunicação que desrespeitarem a pena podem ter o Cadastro de Contribuintes do ICMS do veículo de comunicação cassado e o fim da operacionalização da mídia utilizada. A lei entrou em vigor na data da publicação no Diário Oficial do Estado da Paraíba.

Justificativa

No projeto que deu origem à lei, o parlamentar justifica que a norma “infringe ‘perdas econômicas’ àqueles contratantes de veículos midiáticos que insistirem em levar ao público mensagens publicitárias apontadas como ofensivas contra as mulheres”. O objetivo é restringir e denunciar a publicidade misógina e sexista que não promove a equidade de gênero.

“Pretende-se com o presente projeto de lei onerar as empresas que veiculem campanhas publicitárias que incitem a violência de gênero, bem como incentivar a participação e a sensibilização da cidadania, para formação de uma sociedade fluminense que combata a violência de gênero em todas as suas nuances”, diz o projeto.

Cópia

O projeto de lei apresentado por Nabor Wanderley tem trechos na íntegra copiados de um outro projeto de lei, apresentado na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. A cópia foi identificada no texto da justificativa do projeto que deu origem a lei 11.205/2018 da Paraíba no trecho em que se refere às pessoas naturais do estado do Rio de Janeiro.

“É imprescindível o debate do estereótipo da mulher nas mídias audiovisuais e nas redes sociais, visto que também é por meio dessas mídias que a misoginia, o machismo e o incentivo à violência contra a mulher, em especial, a sexual, se dispersa na sociedade fluminense”, consta na justificativa do texto do projeto de lei paraibano.

G1

Carro de som que fazia publicidade política pegou fogo no Município de Tacima-PB

combeUm veículo Kombi pegou fogo quando era usado para publicidade política no Município de Tacima-PB. De acordo com as informações o veículo estava no povoado de Cachoeirinha quando tiveram início as chamas. O motorista identificado como Bacural, teria percebido o início das chamas e saído do carro. O motorista não teria se ferido.

Como mostram as imagens, o carro que pertence ao grupo político do candidato a Prefeito, Xató, foi totalmente destruído pelas chamas.

Blog do Mago

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Publicidade para jovens faz apelo sexual e empresa é punida

Foto: Instagram / Reprodução
Foto: Instagram / Reprodução

A marca britânica de roupas American Apparel foi obrigada a retirar uma campanha de publicidade do ar, após receber a acusação de que as imagens davam apelo sexual a meninas em idade escolar. As informações são do Daily Mail.

Segundo a publicação, a campanha era relacionada à nova coleção da marca, chamada de “School Days”, direcionada a jovens. Na peça publicitária, apareciam fotos de uma mulher usando uma saia curta e mostrando sua calcinha, enquanto estava debruçada sobre a janela de um carro vermelho ou abaixando durante um passeio.

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Para a Advertising Standards Authority (ASA), que regula as campanhas publicitárias no Reino Unido, o foco da campanha estava “em suas nádegas e virilha, e não na saia”. Além disso, a empresa também foi acusada de estimular a prática ilegal de tirar fotos por debaixo das saias, sem o consentimento das mulheres.

A marca lançou sua nova coleção no início desta semana, mas as imagens censuradas pela ASA já saíram do ar. “Nós consideramos que os anúncios tiveram o efeito inapropriado da sexualização das meninas em idade escolar e, portanto, a campanha é ofensiva e irresponsável”, concluiu a agência reguladora.

A American Apparel possui 10 mil funcionários em todo o mundo. Ao todo, são 249 lojas em 20 países. No Brasil, existe uma filial da loja na rua Oscar Freire, conhecida via de comércio de roupas, na capital paulista.

 

Terra

Ministério da Saúde defende maior restrição à publicidade de cerveja

cervejaAs vésperas de uma Copa do Mundo que exigiu mudar as leis nacionais para permitir o consumo de álcool nos estádios e uma ampla publicidade, o ministro da Saúde, Arthur Chioro, afirmou nesta segunda-feira, 19, que é favorável a uma maior regulamentação das propagandas de cerveja e que vai apoiar propostas de prevenção em relação ao consumo.

O Brasil proíbe o consumo de bebidas nos estádios, mas, como um dos patrocinadores da Fifa é uma marca de cerveja, o governo foi obrigado a rever a lei durante o torneio. A marca estrangeira é uma das maiores financiadoras da Fifa e tem como garantia da entidade que apenas seus produtos serão vendidos nos 64 jogos da Copa.

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O consumo de álcool no Brasil supera a média mundial e apresenta taxas superiores a mais de 140 países. Os dados são da Organização Mundial da Saúde (OMS), que, em um informe publicado na semana passada, alertou que 3,3 milhões de mortes no mundo em 2012 (5,9% do total) foram causadas pelo consumo excessivo do álcool. O volume é superior a todas as vítimas de aids e tuberculose.

A OMS avaliou dados de 194 países e chegou à conclusão de que o consumo médio mundial para pessoas acima de 15 anos é de 6,2 litros por ano. No caso do Brasil, os dados apontam que o consumo médio é de 8,7 litros por pessoa por ano.

Prioridade. Chioro, em declarações em Genebra durante a Assembleia Mundial da Saúde, deixou claro que o consumo excessivo da bebida é uma de suas prioridades e quer que o tema entre com força na agenda internacional. “O que nos preocupa é que muitas vezes damos uma super ênfase no crack e subdimensionamos o impacto que o alcoolismo tem na saúde, particularmente quando vemos o apelo para as crianças e adolescentes para se introduzir na dependência”, declarou o ministro.

Uma das formas de incrementar a prevenção seria justamente limitar os horários de publicidade de cervejas. Hoje, a restrição se refere a bebidas com maior grau de álcool, o que deixa a cerveja fora das limitações. “Esse é um debate que a sociedade está fazendo. Há um grande movimento liderado pelo Ministério Público, Conselho Nacional de Saúde e Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) de ampliar a regulamentação da publicidade, no sentido de ver o que é bebida alcoólica. A nossa legislação deixa de fora algumas bebidas e cerveja”, disse.

Debate. Chioro apontou que o governo ainda não tem uma posição fechada em relação à proposta de uma maior limitação de publicidade. “O governo está discutindo internamente como vai lidar com isso”, declarou. Mas afirmou que seu ministério é favorável a novas medidas. “Não podemos desconsiderar o tema. Como ministro da Saúde, eu seria absolutamente inconsequente. Se na agenda internacional queremos discutir a dependência, o conjunto de medidas, que inclui prevenção, que puder ser considerado, merece da parte do Ministério da Saúde um tratamento muito especial”, disse.

Já para a Copa do Mundo, o fato de as leis terem mudado para abarcar a venda de bebidas não é considerado pelo ministro como um problema. “A Copa é temporal”, afirmou.

Estadão

Tom Zé lembra sua relação com a publicidade e conta por que desistiu de ser dono de jornal

Entre artistas, intelectuais, jornalistas nacionais e estrangeiros e simplesmente amantes da música brasileira, Tom Zé é quase unanimidade. Em março deste ano, porém, o músico e compositor, natural da cidade baiana de Irará, foi vítima de críticas no Facebook. Não pelo fato de uma composição ter desagradado fãs ou seguidores, mas por ter emprestado a voz para um comercial da Coca-Cola sobre a Copa do Mundo. “Vendido”, “traidor”, “rendido ao capitalismo” e outras expressões foram utilizadas contra um dos ícones da Tropicália.

A revolta vinda das redes sociais lançava sobre o cantor a culpa por representar uma marca, segundo alguns, símbolo do capitalismo. Inicialmente, ele achou que as críticas e comentários eram “uma maneira esportiva de levar a situação”. Mas quando se deu conta do teor das mensagens e do desconforto que foi criado, admite ter perdido o sono. Marcus Preto, jornalista que escreve sua biografia, lembra que Tom Zé ficou muito mal com a situação. “Ele se comove com a opinião das pessoas. O que aconteceu o afetou diretamente.”

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Quando o jornalista soube da repercussão, o cantor já tinha postado na rede social um “meã culpa”, o que só piorou a situação. Para responder com classe às críticas, que, mesmo sendo minoria, foram pesadas, Preto sugeriu a Tom Zé que utilizasse o episódio como inspiração para um disco, o que gerou o compacto “Tribunal do Feicebuqui”, que será lançado no meio do ano. Nele, com a ajuda de músicos como Emicida, Daniel Maia, Tatá Aeroplano e as bandas O Terno, Filarmônica de Pasárgada e Trupe Chá de Boldo, o artista responde a quem falou bem e a quem falou mal, fazendo a analogia da rede social com um tribunal.
Luiz Gustavo Pacete

Com vídeo e comunicado, ONU e OMS cobram fim da publicidade de cigarro

Fiocruz
Fiocruz

A Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização Mundial da Saúde aproveitaram nessa sexta (31), Dia Mundial Sem Tabaco, para lançar uma ofensiva contra a publicidade de cigarro em todo o mundo. As duas organizações divulgaram um comunicado pedindo aos governos que sejam proibidas todas as formas de publicidade, promoção e patrocínio do tabaco. Além disso, a OMS divulgou globalmente uma campanha audiovisual que trata do tema (assista o vídeo abaixo).

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Segundo o comunicado, a medida ajudará a reduzir esta ameaça à saúde global, que todos os anos mata cerca de 6 milhões de pessoas em todo o mundo. “O uso do tabaco é uma das principais ameaças para a saúde humana, matando metade das pessoas que o utilizam”, disse o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. “Quando a gente reduzir a exposição das pessoas à publicidade do tabaco, podemos reduzir a probabilidade de que elas comecem a usar o tabaco”, disse.

O tabaco é um fator de risco importante para doenças não transmissíveis, como câncer, doenças cardiovasculares, diabetes e doenças respiratórias crônicas. Até 2030, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que ele vai matar mais de 8 milhões de pessoas a cada ano, com quatro em cada cinco dessas mortes ocorrendo em países de baixa e média rendas.

“O uso do tabaco está no topo da lista de ameaças universais à saúde e, no entanto, é totalmente evitável”, disse a diretora geral da OMS, Margaret Chan. “Os governos devem fazer do tema a sua principal prioridade de modo a dar um fim à manipulação sem pudor que a indústria do tabaco promove para jovens e mulheres, em particular, para recrutar a próxima geração de viciados em nicotina.”

Uma pesquisa da OMS demonstrou que a proibição da publicidade de tabaco é uma das maneiras mais eficazes de reduzir o tabagismo, com os países que já introduziram essas medidas apresentando redução de 7% no consumo de tabaco, em média. Entre os beneficiários estão os jovens, principais alvos da publicidade do cigarro, já que a maioria dos fumantes começou antes dos 20 anos. Em todo o mundo, 78% dos jovens entre 13 e 15 anos relatam exposição regular a alguma forma de promoção do tabaco.

A OMS destacou que a legislação precisa ser abrangente, uma vez que existem várias maneiras de alvejar os potenciais fumantes — incluindo a inserção de produtos do tabaco em filmes e na televisão, o envolvimento de formadores de opinião para influenciar as pessoas, a distribuição de produtos de marca que atraem os jovens, além do amplo uso da mídia, tais como aplicativos móveis pró-tabaco e discussões online com os membros da indústria do tabaco que se apresentam como consumidores para influenciar conversas.

Controle do tabaco

Por meio de um comunicado, Ban Ki-moon e Margaret Chan pediram aos países para que atuem de acordo com seus compromissos no âmbito das Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) e implementem proibições abrangentes de toda e qualquer promoção, publicidade e patrocínio da indústria do tabaco.

A convenção exige que as partes introduzam uma proibição abrangente de todas as formas de publicidade, promoção e patrocínio dentro de cinco anos a contar de sua entrada em vigor em cada um dos países que são parte. Adotada em 2003, a CQCT possui atualmente 176 partes, cobrindo 88% da população mundial.

Relatório da OMS sobre a epidemia global do tabaco de 2011 mostra que apenas 19 países atingiram o mais alto nível de resultados na proibição da publicidade, promoção e patrocínio de tabaco. Segundo o estudo, mais de um terço dos países possuem restrições mínimas ou não possuem qualquer tipo de restrição.

Assista à campanha divulgada pela OMS:

 

por Redação da Rede Brasil Atual

Eduardo Campos aumenta gastos com publicidade em PE

eduardo camposO governador Eduardo Campos (PSB-PE) aumentou em R$ 7 milhões os gastos com publicidade do governo em 2012, alta de 11% em relação ao ano anterior.
Foram R$ 70,7 milhões na “divulgação governamental em todos os meios de comunicação” ante R$ 63,5 milhões em 2011 (já corrigidos pelo IPCA).

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Campos investiu mais em propaganda em 2012 do que, por exemplo, em “fornecimento de transporte escolar” (R$ 42,5 milhões) e em “manutenção dos imóveis da rede estadual de ensino” (R$ 37,5 milhões).
Sob responsabilidade da Secretaria da Casa Civil, os gastos com publicidade representaram 0,3% de todas as despesas do governo de Pernambuco em 2012.
VÍDEOS
A publicidade do governo incluiu campanhas de combate à violência contra a mulher e de incentivo à leitura, mas também peças de promoção da gestão, como o vídeo “Governo de Pernambuco: Um novo jeito de governar”.
O aumento dos gastos se deu a dois anos da provável candidatura do governador pernambucano à Presidência e no ano em que apoiou a candidatura vitoriosa de Geraldo Julio (PSB) à Prefeitura do Recife.
“Esse gasto não foi feito para informar a população sobre o que aconteceu no Estado. Ele foi abertamente feito para influenciar nas eleições que estavam em curso”, disse o líder da oposição na Assembleia, Daniel Coelho (PSDB), derrotado no pleito do Recife por Geraldo Julio.
A Casa Civil de Pernambuco atribuiu o aumento dos gastos em 2012 à alta de preços da atividade publicitária.
RECORDE
Este ano, segundo o Portal da Transparência estadual, publicidade e propaganda institucional já custaram quase R$ 8 milhões, 0,1% das despesas liquidadas.
O gasto recorde do governo Campos foi em 2009, um ano antes da reeleição. Foram R$ 79,8 milhões, em valores atualizados.
A Folha solicitou ao governo do Estado, via Lei de Acesso à Informação, o detalhamento das despesas com publicidade desde 2006.
A Casa Civil recusou o pedido sob justificativa de que a solicitação “foi feita sem qualquer justificativa plausível, nem tampouco demonstração específica da necessidade da informação”.
Para solicitar informações pela Lei de Acesso não é necessário apresentar justificativa, mas o órgão deve justificar uma possível recusa de acesso aos dados.
OUTRO LADO
A Secretaria da Casa Civil de Pernambuco atribuiu o aumento de 11% nos gastos com publicidade aos maiores custos relacionados à atividade.
“Além disso, a consolidação das políticas públicas que norteiam o trabalho do governo trouxe a necessidade de novas abordagens de comunicação”, informou a pasta.
O governo diz que as peças publicitárias servem para informar, promover o turismo e atrair investimentos.
Também avaliou a elevação como “inteiramente necessária” por considerar que o Estado “gasta pouco com publicidade” e nunca ultrapassou, na atual gestão, limites de gastos previstos em lei.
Folha Online

Comentarista da rádio CBN lança livro sobre jornalismo e publicidade no rádio

Apesar de serem áreas irmãs e correlatas, a publicidade e o jornalismo compartilham de uma rixa histórica que ninguém sabe ao certo como surgiu. Enquanto um busca a tão sonhada imparcialidade jornalística, livre da interferência do departamento comercial, o outro reafirma seu espaço, mostrando que sem o respaldo dos anúncios é difícil que um veículo de comunicação consiga se sustentar.
Crédito:Divulgação
Roseann Kennedy é repórter da CBN Brasília e comentarista do quadro “Crônica do Planalto”

No rádio, o cenário não é diferente. Para justamente quebrar esse paradigma e mostrar que essas duas áreas podem (e devem) conviver em harmonia, a jornalista Roseann Kennedy, repórter da CBN Brasília e comentarista do quadro “Crônica do Planalto”, em parceria com o publicitário Amadeu Nogueira de Paula, lança no mês de abril o livro “Jornalismo e Publicidade no rádio: como fazer”.

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“Quando começamos a fazer esse trabalho conjunto percebemos que ainda esbarramos muito no preconceito, naquela coisa de jornalista e publicitário não conversarem muito. É fundamental que haja essa comunicação, não dá para haver jornalismo sem publicidade”, defende a repórter.
Com exemplos práticos, o livro trata dos bastidores, da técnica e da conduta ética dos profissionais. Também expõe, sem preconceitos, como publicidade e jornalismo podem colaborar entre si, sem gerar interferências indevidas.
Confira a seguir a entrevista:
IMPRENSA: Como surgiu a ideia de escrever um livro sobre a publicidade no rádio?
Roseann Kennedy – Eu sempre trabalhei com radiojornalismo. Até que fui convidada para dar a disciplina de linguagem radiofônica para publicidade depois que o professor responsável por ela saiu da instituição. Quando comecei a me aprofundar no assunto para conseguir passar o conteúdo previsto na grade do semestre, me dei conta de um problema. Não existia praticamente bibliografia nacional sobre linguagem radiofônica em publicidade. Existe muita coisa voltada para TV, impresso, mas não especificamente para rádio. À medida que os alunos começaram a demonstrar dúvidas práticas, isso foi me servindo de base para fazer um roteiro de um livro.
A partir daí desenvolvi o projeto de um livro que, à principio, era de publicidade mesmo. Mas daí pensei: ‘ai que ousadia a minha. Jornalista querer fazer um livro sobre publicidade’. Por uma coincidência do destino tive contato com o diretor da ESPM, que me indicou o publicitário Amadeu Nogueira de Paula, professor ideal para escrever o projeto comigo.
O que você entende por rádio multimídia? Como é atuação da publicidade nesse cenário?
Rádio multimídia é a ideia de você poder hoje ter o rádio em diversas plataformas ao mesmo tempo, você não precisa ter um aparelho na sua casa ou no carro para ouvir notícias ou músicas. Você pode ouvir pela internet, montar a sua própria programação, ouvir a hora que você quiser as entrevistas e programas favoritos. Como exemplo, temos o caso da plataforma de internet da CBN.
Você tem a área dos comentaristas, um espaço que deixa a programação acessível durante sete dias. Então, se o ouvinte quiser assistir o programa tal, mas por algum motivo perdeu, ele recorre a esse acervo. Isso é fantástico. É o rádio novo, dando a volta por cima, se adequando às novas realidades.
Quando permitimos que o ouvinte monte a própria programação, a publicidade acaba excluída. Isso não é perigoso do ponto de vista financeiro?
Além de ter a publicidade no dial, você cria na internet um novo ambiente de publicidade na internet, então, não há perdas, muito pelo contrário. Para quem busca o material em podcast no site vai encontrar a publicidade trabalhada de uma outra forma. Além disso, o conteúdo na web agrega valor. Além de simplesmente ouvir um spot no rádio, ele poderá visualizar a publicidade de outra forma na web.
Sem falar que a presença do rádio para a internet traz benefícios também para o jornalista, uma vez que cria novas funções profissionais para os que trabalham no rádio. Hoje você tem um jornalista vinculado ao rádio que na verdade está fazendo conteúdo exclusivo para o site, ou seja, esse tendência criou um universo novo de atuação, essa possibilidade de expansão do mercado de trabalho.
Como avalia a importância que a publicidade dá ao rádio nas faculdades?
Nem na área de publicidade, nem do jornalismo o rádio é valorizado. O meio acadêmico não dá a importância que o rádio tem. É muito comum a gente entrar na faculdade e ver pessoas superfascinadas em querer trabalhar em online, jornal e revista ou TV. Mas, ao longo desses meus 20 anos de profissão, poucas pessoas dizem quero trabalhar no rádio, sonho trabalhar no rádio. Lembro que no meu primeiro ano de faculdade eu falava isso e naquela época as pessoas já pensavam que era loucura minha.
O que podemos fazer como profissionais de comunicação para que esse cenário mude e incentivar as novas gerações a apostarem no rádio?
Trabalhar mostrando o universo de atuação que o rádio tem. Mostrar a importância do veículo. É um trabalho de formiguinha mesmo. Mostrar como o veículo é mais viável financeiramente, prático. Com qualquer aparelho celular você consegue entrar ao vivo e dar a notícia. É mostrar que o rádio é feito como muita seriedade. É quebrar alguns paradigmas de quem trabalha com rádio não sabe escrever, por exemplo. Afinal, temos que ter o poder da síntese de forma didática e com linguagem simples a notícia, o que faz essa tarefa ser bem difícil. Romper os preconceitos do dia a dia é um grande passo para mostrar a importância do veículo.
Como a publicidade dialoga nos dias de hoje com o rádio, principalmente nas rádios de notícia? Há uma cobrança maior por peças que não interfiram na credibilidade jornalística?
A cobrança que eu percebo é muito mais no sentido contrário. Tenho muita sorte de trabalhar em uma empresa como a CBN em que os jornalistas não sofrem nenhum tipo de interferência do tipo: você não vai dar essa notícia porque vai contra o nosso anunciante’. Mas conversando com alguns profissionais de rádio vejo muita pressão em rádio pequena. Da direção chegar e dizer que não é bom dar determinada notícia porque tem um anunciante que é do mesmo grupo, então o departamento comercial interfere.
Nunca vivi essa realidade em nenhum lugar que passei, mas com base nas pesquisas que fizemos para estruturar o livro a gente percebe que essa interferência existe, mas em veículos que a dependência do anunciante é muito maior.
Danubia Guimarães