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Sem candidatura de Lula, PT pode apoiar Ricardo para presidente, revela Haddad

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), negou, nesta quinta-feira (05), durante coletiva de imprensa antes de sua exposição no “Seminário Cidades Democráticas”, no Espaço Cultural, em João Pessoa (PT), que o PT esteja trabalhando para que ele seja o candidato a presidente do partido em 2018.

“Não estamos trabalhando com essa hipótese. Estamos convencidos de que Lula será o candidato”, comentou.

Ele ainda lembrou que seu nome não é o único que pode ser utilizado como opção para o comando executivo nacional em 2018. Dentre os citados, está o governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB).

“Está cheio de bons colaboradores, eu não sou o único. Muito governador bacana, não só do PT. O governador da Paraíba, que é uma pessoa próxima ao presidente Lula, em Pernambuco, o governador do PSB, tem o Ciro Gomes. O brasil tem quadros”, disse.

Haddad enfatizou a importância do Legislativo municipal no processo de escutar as demandas das camadas sociais na hora de pensar em políticas para a cidade.

“Os vereadores têm uma importância fundamental, representam e colaboram com a municipalidade e para o bom debate. Eles são reféns do interesse social das cidades”, destacou.

Organizado pelo vereador Tibério Limeira e parte das comemorações de 70 anos da Câmara Municipal de João Pessoa, o seminário começou na manhã desta quinta e teve como objetivo mobilizar a sociedade sobre a importância de participar do processo de revisão do Plano Diretor da Capital.

wscom

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Vital Filho aparece como suspeito de receber dinheiro para garantir apoio ao PT

A denúncia apresentada pelo Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot, sobre a existência de uma suposta organização criminosa, que seria comandada pelo presidente Michel Temer, traz o nome do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Vital do Rêgo Filho, como um dos beneficiários do esquema que pagou propina a senadores para garantir apoio do PMDB ao PT em 2014. Na época, Vitalzinho era senador pelo PMDB. A citação pode ser conferida na página 53, da peça acusatória do inquérito 4483.


De acordo com a denúncia, em 2014 havia um risco de o PMDB não apoiar o PT, o que fez o então ministro Guido Mantega a acionar o empresário Joesley Batista para tentar comprar o apoio do PMDB por meio de pagamentos feitos a senadores do partido.

Ainda segundo a denúncia feita por Janot, esses pagamentos foram retirados da conta-corrente da propina para o PT, que seria oriunda decorrente de negócios conseguidos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) por intervenção de Mantega.

A denúncia também traz o nome do vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior, que na época era deputado federal, como um dos beneficiários do esquema. A citação do peemedebista aparece na página 7, na íntegra da cota do inquérito de nº 4483. No documento, Janot elenca todas as razões que o motivaram a apresentar a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Portal Correio

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Odebrecht indica doação de R$ 100 milhões ao PT

foto: Abr
foto: Abr

Em tentativa de delação premiada, executivos da Odebrecht disseram que a empresa pagou R$ 100 milhões em propinas ao PT, intermediadas pelo ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (foto), revela o jornal O Globo.

A maior parte dos pagamentos foi feita em troca de benefícios obtidos com projetos como a desoneração da folha de pagamentos e a redução de Imposto de Renda sobre o lucro de empresas brasileiras no exterior.

*fonte: oglobo

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PT anuncia intervenção em municípios por apoio a ‘golpistas’ na PB

bandeira-ptO PT intervirá em diretórios que tenham contrariado a resolução da executiva nacional e firmado aliança com partidos considerados pela legenda como golpistas para a disputa das eleições deste ano na Paraíba. A informação foi confirmada pelo secretário de Organização da sigla, Jackson Macedo, durante contato com o Portal MaisPB, nesta sexta-feira (5).

De acordo com Jackson, a resolução da nacional é bem clara e veta qualquer tipo de aliança com as legendas que defenderam o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele lembrou que o PT já comunicou ao TRE sobre a existência dessa orientação política e intervirá em caso de descumprimento.

Jackson Macedo citou, por exemplo, o caso da cidade de Conceição, onde o PT fechou apoio à reeleição do prefeito Nilson Lacerda, do PSDB. “Já notificamos o TRE e encaminharemos a intervenção para vetar essas coligações onde já foram feitas as convenções”, comentou.

Alexandre Freire – MaisPB

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PT da Paraíba mantém proibição de alianças com o PSDB, DEM, PPS e SD

bandeira-ptSeguindo a orientação nacional do Partido dos Trabalhadores, a Executiva Estadual do PT da Paraíba esteve reunida na noite desta segunda-feira, 25, para deliberar sobre o caso de algumas cidades e suas possíveis alianças para a participação nas Eleições de 2016.

Na Resolução aprovada pelos membros da Executiva foram vetadas alianças do PMDB nas seguintes cidades: Teixeira, Pedras de Fogo e Cabedelo. Na justificativa foi colocado que nessas cidades o PMDB recebe forte influência de personagens que atuaram ativamente no Golpe contra a Democracia e contra a presidenta eleita Dilma Rousseff, neste caso, em Teixeira o Dep. Hugo Mota faz parte da chamada “tropa de choque” de Eduardo Cunha; Pedras de Fogo recebe uma forte influência do Dep. Manoel Júnior, que também possui relações pessoais com Eduardo Cunha e é um dos grandes adversários do PT no estado e nacionalmente; e finalizando, em Cabedelo o PMDB local possui vínculos com figuras estaduais do partido que foram signatários e apoiadores do Golpe.

Outra determinação é que está impedido o apoio do PT a candidatura do PSC na cidade de Araçagi, e continuam proibidas alianças com PSDB, DEM, PPS e Solidariedade por estes serem partidos que fazem parte do bloco histórico de adversários do PT nacionalmente, e que desde o 4º Congresso Nacional do PT tais alianças estão vetadas.

Segue abaixo a Resolução na sua íntegra:

RESOLUÇÃO POLÍTICA DO PT DA PARAÍBA

A Executiva Estadual do PT da Paraíba, reunida nesta data, por deliberação da Direção Nacional do partido, que conforme determina a Resolução Política de 17 de Maio de 2016 que:

“dado o conjunto de compromissos defendidos pelo PT ao longo de suas administrações públicas, é indispensável o esforço de diálogo com os partidos do campo democrático-popular e estendê-lo, caso a caso, a setores e partidos que, mesmo fora deste espectro, defendam conosco pontos programáticos para as eleições municipais. O PT não apoiará candidatos (as) que votaram e/ou apoiaram publicamente o impeachment.”

Ainda, por entender que o cenário e a conjuntura nacional terá forte influência nas eleições municipais de 2016, pois, como sabemos a votação final do golpe contra a democracia e o governo legitimamente eleito da presidenta Dilma, deverá acontecer durante o pleito municipal deste ano;

Também por entender que esta crise no país serviu para esclarecer definitivamente o mapa político brasileiro: hoje, podemos dizer que os partidos se dividem em três blocos específicos, entre conservadores e liberais, partidos de centro que vinham se acomodando no governo nos últimos anos e que assumiram seu caráter conservador e golpista no cenário nacional e por fim um bloco de partidos vinculados às lutas sociais e o campo progressista que de várias formas vêem defendendo a democracia e as conquistas do nosso povo;

Este desenho político terá forte influência nos municípios em especial nas eleições 2016;

DESTA FORMA ESTA EXECUTIVA ESTADUAL, ANALISANDO CASO A CASO AS ALIANÇAS NOS MUNCÍPIOS DA PARAÍBA, DETERMINA:

1 – VETAR o apoio do PT aos candidatos a Prefeito do PSDB, DEM, PPS e Solidariedade por entender que estes partidos fazem parte do bloco histórico de adversários do nosso projeto nacional e que desde o 4º Congresso Nacional do PT (instância máxima do partido) tais alianças estão vetadas. Assim, NÃO AUTORIZAMOS o apoio do PT a candidatos do PSDB nas cidades de: Areial, Boqueirão, Belem do Brejo do Cruz, Camalaú, Conceição, Marcação e Riachão do Bacamarte; do DEM nas cidades de Piancó, Riachão do Poço, São Bento, São Sebastião do Umbuzeiro e São Mamede e do SD na cidade de Juarez Távora;

2 – Ainda que nos municípios em que apoiamos candidatos a Prefeito do PMDB, um dos principais articuladores do golpe contra o nosso governo, depois de analisada a realidade política de cada cidade, entendemos a necessidade de conforme a Resolução da Direção Nacional, VETAR o apoio do PT nos seguintes casos, com as suas devidas justificativas:

Teixeira

Pela forte influência que a família MOTA tem no PMDB local. É publico que o Dep. Hugo Mota faz parte da chamada “tropa de choque” de Eduardo Cunha, sendo este grupo político um dos principais espaços de articulação contra o nosso governo e nosso projeto nacional.

Pedras de Fogo

Pela forte influência que o Dep. Manoel Júnior tem no PMDB local. Sendo inclusive a cidade de origem política do Deputado. Manoel Júnior é outro integrante da tropa de choque de Eduardo Cunha e tem se apresentado como um dos grandes adversários do PT no nosso estado e em nível nacional.

Cabedelo

O PMDB de Cabedelo tem fortes relações com figuras estaduais do partido que foram signatários e apoiadores do Golpe contra a Presidenta Dilma

3 – Ainda, VETAR o apoio do PT a candidatura do PSC na cidade de Araçagi. E Orientar o Diretório Municipal a juntamente com a Direção Estadual proceder a melhor tática eleitoral para as eleições 2016 que fortaleça nosso projeto político Nacional e local;

4 – Que continuaremos a analisar e acompanhar as alianças políticas do PT nos municípios e juntamente com as direções locais discutiremos a construção de palanques vinculados a nossa história e projeto político. Caso qualquer outra cidade apresente possibilidade de apoio a candidatos que não tenham relação programática com nosso partido, esta Executiva Estadual deliberará contraria tal aliança;

5 – Nos municípios em que o PT não apresentar candidatos para as eleições majoritárias ou proporcionais, caberá a Executiva Estadual juntamente com os filiados nestas cidades à construção de candidaturas petistas nas eleições de 2016;

6 – O não cumprimento desta determinação por parte das instâncias municipais implicará nas sanções previstas em nosso Estatuto e Regulamentos do partido.

Assessoria

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PT de Solânea confirma apoio a pré-candidatura de Júnior Viana

sindicatoEm encontro na noite dessa quinta-feira (19) a base do Partido dos Trabalhadores (PT) do município de Solânea confirmou apoio a pré-candidatura do advogado Júnior Viana (PSL).

O encontro foi realizado com a presença do presidente do Sindicato dos Trabalhadores da cidade Josenildo Cadete, filho do vereador petista Antônio Cadete (PT). Josenildo surge também como um dos possíveis nomes para compor a chapa ao lado de Júnior Viana.

Sobre o nome do seu filho como pré-candidato a vice o vereador Antônio Cadete preferiu manter a cautela e afirmou, na manhã desta sexta-feira (20), que o Partido dos Trabalhadores ainda está dialogando sobre o nome de Josenildo na chapa de Júnior Viana e que até as convenções não se pode afirmar que nenhuma chapa está garantida.

“Na política o que vale é quando está registrado, então até as convenções não podemos afirmar nada ainda.” Disse o vereador.

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Focando a Notícia

Prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo anuncia troca do PT por PSD

(Foto: Jhonathan Oliveira/G1)
(Foto: Jhonathan Oliveira/G1)

O prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, anunciou no início da tarde desta quinta-feira (17) que está deixando o Partido dos Trabalhadores (PT) e se filiando ao Partido Social Democrático (PSD), presidido nacionalmente pelo ministro Gilberto Kassab e na Paraíba pelo deputado federal Rômulo Gouveia. O anúncio foi feito durante uma entrevista coletiva, a um ano das novas eleições para prefeito.

O presidente do diretório municipal do PT em João Pessoa, Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito da capital, também deixa o partido e informou que entregou o cargo de presidente da da Companhia Docas, que ocupava, ao governador Ricardo Coutinho (PSB).

Segundo Luciano Cartaxo, a motivação para a saída do partido é o cenário de crise nacional e os “escândalos políticos”. “Temos a clareza de que não podemos ser penalizados pelos erros de terceiros, por questões que acontecem em âmbito nacional”, disse Luciano Cartaxo. “Esta é uma decisão, acima de tudo, pra quem tem coragem”, disse o prefeito ao explicar sua saída do partido ao qual era filiado desde 1996, o que, segundo ele, “foi muito bem pensada”. “Conseguimos fazer uma leitura clara do cenário para tomar uma decisão segura”, acrescentou.

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O presidente do comitê estadual do PT, Charlinton Machado, informou que recebeu uma ligação de Cartaxo por volta das 12h desta quinta-feira informando a saída. Segundo ele, a conversa ao telefone foi rápida  e Cartaxo não teria dado detalhes sobre as motivações para a decisão. “Eu lamento a saída do prefeito do PT. Ninguém se elege sozinho. A candidatura foi um produto de um sonho partidário e ele está abrindo mão desse sonho. É lamentável”,  afirmou.

Com relação à declaração de Luciano Cartaxo de que a saída do PT foi motivada pelos “escândalos políticos”, Machado afirmou que considerou a justificativa foi “equivocada”. “Não somos corruptos, o PT não é um partido corrupto, temos que ter uma postura de lealdade com a nossa história”, disse, acrescentando que a conjuntura política vai ser avaliada durante uma reunião do diretório estadual na manhã da sexta-feira (18).

Segundo a presidente do diretório municipal do PSD em João Pessoa, a vereadora Raíssa Lacerda, informou que o convite tinha sido feito ao prefeito há dois meses. “Acho que na época ninguém deu credibilidade, mas depois as articulações se fortaleceram com o diretório nacional”, disse.

Cartaxo foi eleito prefeito de João Pessoa pelo PT em 2012, quando obteve 68,13% dos votos válidos (246.581 votos), vencendo o candidato Cícero Lucena (PSDB) no segundo turno. Luciano Cartaxo Pires de Sá nasceu em Sousa, no Sertão da Paraíba, e tem 48 anos. Formado em Farmácia pela Universidade Federal da Paraíba, ele é casado e tem dois filhos. Antes de ser prefeito da capital, ele era deputado estadual, mas sua carreira política começou em 1996, quando foi eleito vereador em João Pessoa.

Na Câmara Municipal conseguiu a reeleição por mais três mandatos, nas eleições de 2000, 2004 e 2008. Em 2006 concorreu como candidato a vice-governador de José Maranhão (PMDB), mas a chapa acabou sendo derrotada pela do então governador Cássio Cunha Lima (PSDB). No ano de 2009, Cássio e seu vice, José Lacerda Neto (PSD), tiveram os mandatos cassados e Maranhão e Cartaxo assumiram a administração estadual.

Em 2010, após um impasse entre PMDB e PT, Cartaxo deixou a chapa de Maranhão, que concorreu à reeleição, e se lançou como candidato a deputado estadual. Ele foi eleito com 24.296 votos.

 

G1

PT nacional posta matéria contra Cássio

cassioO site do PT Nacional postou uma matéria criticando a postura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e destacando problemas do tucano com a Justiça Eleitoral. O paraibano é líder do PSDB no Senado Veja:

Tucano cassado e com passado “ficha suja” estimula golpe contra Dilma
“Não tem respeito e nem moral”, diz Sibá Machado (PT-AC), em resposta aos ataques de Cássio Cunha Lima à presidenta Dilma Rousseff

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) é um dos responsáveis por encampar uma campanha ferrenha contra a presidenta Dilma Rousseff. A tentativa de instaurar um golpe contra o governo do PT está cada vez mais acirrada; e inclui ameaças na internet. A postura do tucano em pedir a destituição de Dilma do poder é questionada no meio político, que relembra o passado manchado por condenações na Justiça.
Cunha Lima teve o mandato de governador da Paraíba cassado em 2009 pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na época, pesou contra o tucano acusações de compra de votos. O senador foi responsabilizado pela distribuição de 35 mil cheques de R$ 150 e R$ 200 para pessoas carentes durante o período das eleições de 2006. Os valores distribuídos somavam aproximadamente R$ 3,5 milhões, segundo a denúncia.
O deputado Luiz Couto (PT-PB), o tucano é imprudente ao atacar a presidenta. “Na realidade, quem entende de cassação é Cássio”.
“Não existe nada com relação a nossa presidenta! Eles estão tentando agora encontrar um boi de piranha, mas não vão conseguir. Podem falar, porque é um direito que cada um tem, agora a Justiça não vai nessa conversa fiada da oposição”, assegurou.
Devido à cassação, Cunha Lima entrou para a lista dos candidatos “fichas suja”. Entretanto, conseguiu se eleger ao senado em 2010 porque o Supremo Tribunal Federal (STF) entendeu, à época, que a Lei da Ficha Limpa não teria validade para aquelas eleições.
Em 2014, mais uma vez sua candidatura ao governo da Paraíba foi questionada pela Justiça Eleitoral. O tucano, no entanto, conseguiu novamente o direito de disputar as eleições, sendo derrotado por Ricardo Coutinho (PSB).
Em pesquisa da “Revista Veja”, divulgada no final de 2014, sobre o “Ranking do Progresso”, uma avaliação do desempenho dos senadores e deputados que atuam com seriedade, apontou que os tucanos Cássio Cunha Lima e Aécio Neves foram os piores legisladores do ano. Cunha Lima ocupou a 73ª posição, na sequência veio Aécio Neves com 74ª.
O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), foi categórico e pediu o fim da “hipocrisia” os discursos de Cunha Lima. “Ele teve o nome sujo por compra de votos. Foi cassado. Não tem respeito e nem moral. Não é digno de tocar em assuntos dessa natureza”, declara.

MaisPB

PT diz agora que expulsará filiado que for condenado

pt-estrelaEm seu programa em cadeia nacional de rádio e TV, na noite desta terça-feira (5), o PT dirá que vai expulsar de suas fileiras qualquer petista que, ao final de um processo judicial, for julgado culpado; promessa que diverge do tratamento dado aos dirigentes da sigla condenados no caso do mensalão.

Segundo a Folha apurou, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirma na peça que o filiado que cometer malfeitos e ilegalidades não continuará no partido.

“Por isso também, o PT não aceita que alguns setores da mídia queiram criminalizar todo partido por causa de erros graves de alguns filiados”, diz. Em seguida, um ator contratado reitera: “Você ouviu. Qualquer petista que ao final do processo for julgado culpado será expulso”.

 

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Editoria de Arte/Folhapress

Apesar da fala de Falcão, o PT mantém entre seus filiados o ex-ministro José Dirceu e o ex-presidente da sigla José Genoino, ambos condenados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) no mensalão.

Na época das condenações, Falcão descartou as expulsões ao classificar a punição do STF como política.

O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, também condenado no mensalão, chegou a ser expulso do PT no auge do escândalo, em 2005. Mas sua refiliação foi aprovada pelos próprios petistas em 2011.

Com dez minutos de duração, o programa do PT deve de ir ao ar às 20h30. A peça não cita diretamente a Operação Lava Jato, que apura corrupção na Petrobras. O apresentador afirma, porém, que ”precisamos ter consciência” de que há membros de vários partidos sendo investigados, ”inclusive de oposição”; e que a Justiça deve ser para todos, ”não apenas para quem está no PT”.

Em uma das fases da Lava Jato neste ano, o então tesoureiro do PT, João Vaccari, foi preso pela Polícia Federal e só então se afastou do cargo. O nome dele já havia aparecido em vários momentos da investigação sem que a sigla tivesse tomado providências.

Como solução para combater a corrupção, o PT vai defender na TV o fim do financiamento privado e dizer que seus diretórios não receberão mais doações desse tipo, decisão tomada pela cúpula da sigla em 17 de abril, dois dias após a prisão de Vaccari.

TERCEIRIZAÇÃO

Como a Folha antecipou, o programa não terá a participação da presidente Dilma Rousseff. Ela aparece de relance nas imagens, mas não há mensagem da petista.

Auxiliares de Dilma defendem que ela só se exponha em agendas positivas enquanto estiver passando pelo processo de recuperação de imagem junto à população. Com medo de um novo panelaço, Dilma também não fez o tradicional pronunciamento do Dia do Trabalho.

No programa do PT, só Falcão e o ex-presidente Lula aparecem falando. Lula critica o projeto da terceirização, matéria aprovada na Câmara no mês passado que seguiu para análise do Senado.

Segundo o ex-presidente, o projeto representa um retrocesso e faz o Brasil retornar ao que era no começo do século passado, “voltar ao tempo em que o trabalhador era cidadão de terceira classe sem direitos, sem garantias e sem dignidade”, diz. “Não vamos permitir o retrocesso”, completa.

Lula já havia atacado o projeto que libera a terceirização da atividade-fim –aquela considerada a principal de uma empresa. Atualmente, essa possibilidade é vedada pela jurisprudência do TST (Tribunal Superior do Trabalho), que só permite terceirização da atividade-meio.

O programa do PT também cita o ajuste econômico do governo e defende que os cortes não atinjam os mais pobres e os direitos dos trabalhadores, mas sim quem tem mais recursos. Por isso, a legenda diz ser favorável à aprovação de impostos sobre grandes fortunas.

 

 

ANDRÉIA SADI

Ex-ministro de Lula e Dilma diz que PT ‘roubou demais’

lula_e_lupi_thumb1Ex-ministro dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff e um dos “faxinados” do mandato passado, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, disse que os petistas “roubaram demais” e que o partido deles “se esgotou”. “O PT exauriu-se, esgotou-se. Olha o caso da Petrobrás. A gente não acha que o PT inventou a corrupção, mas roubaram demais. Exageraram. O projeto deles virou projeto de poder pelo poder”, disse Lupi um dia após a Petrobrás divulgar que a perda da estatal com a corrupção chegava a R$ 6,2 bilhões.

A declaração foi feita durante um encontro com correligionários na quinta-feira, em São Paulo. O Estado teve acesso à fala de Lupi, que foi confirmada pelo próprio dirigente pedetista.

 

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Na conversa, o presidente do partido fez ressalvas a programas simbólicos dos governos petistas, como o Bolsa Família. “Tirou milhões da miséria, isso é bom para caramba. O Nordeste é outro (avanço), é verdade. Quem não vê isso é mentiroso, nojento. Eu tenho raiva deles. Mas (o governo) criou também uma dependência. Eu vejo gente que não quer trabalhar para manter o Bolsa Família, isso está errado. O programa tem que ser instrumento para tirar da miséria, não para manter na miséria.”

Aos correligionários, Lupi também reclamou do tratamento dado pelo PT ao PDT desde que as duas legendas formalizaram a aliança em 2006, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva disputava a reeleição. “A conversa com o PT, com o meu amigo Lula e com a presidente Dilma, é qual o naco de poder que fica com cada um. Para mim, isso não basta. Eu não quero um pedaço de chocolate para brincar como criança que adoça a boca. Eu quero ser sócio da fábrica, eu quero ajudar a fazer o chocolate.”

Em um momento de autocrítica, o presidente do PDT disse que o partido se “acomodou” por estar no poder, mas que, diante da insatisfação demonstrada pela população nas ruas, o partido precisa começar a buscar novos caminhos ou sofrerá as consequências no futuro.

“Se a gente não acordar para isso, daqui a pouco a população vai fazer como juiz de futebol: vai dar cartão vermelho para gente. Para muitos, já está dando”, disse Lupi. De acordo com aliados do dirigente pedetista, esse tem sido o tom usado por ele durante as reuniões com as Executivas estaduais do PDT desde o início do ano.

Segundo Lupi, o fato de nas últimas eleições candidatos como o palhaço Tiririca (PR-SP) e o ex-jogador Romário (PSB-RJ) terem sido eleitos para cargos no Legislativo demonstram o descontentamento das pessoas com a figura do político tradicional. “O povo está fazendo isso para sacanear a gente. Está dizendo: ‘Seus babacas, me respeitem, porque senão olha o que eu vou fazer com vocês. Em vez de votar em vocês, eu vou votar no Tiririca, vou votar no Romário’.”

Planos

Procurado pelo Estado, Lupi confirmou o teor do discurso feito na quinta-feira. Ele nega que o PDT pense em deixar a base aliada neste momento. Acomodado no Ministério do Trabalho – cujo atual titular é Manoel Dias –, o partido conta hoje com 19 dos 513 deputados da Câmara e 6 dos 81 senadores.

Ex-ministro do Trabalho, Lupi deixou o governo Dilma em dezembro de 2011, após uma série de denúncias de irregularidades envolvendo integrantes da pasta. Apesar de o partido continuar no comando do ministério até hoje, a relação entre PDT e PT está a cada dia mais estremecida. Parte dos senadores do partido defende a saída imediata da base do governo. Na Câmara, a bancada da sigla não tem mais seguido a orientação do Palácio do Planalto na hora das votações.

Até agora, Lupi era apontado como o que mais resistia à ideia de deixar a base aliada. Hoje, no momento em que o PT passa pela sua maior crise desde que assumiu o governo, em 2003, o dirigente trabalhista resume assim o seu sentimento: “A gente não quer ser um rato, que foge do porão do navio quando entra a primeira água, mas também não queremos ser o comandante do Titanic, que ficou no barco até ele afundar”.

Estadão