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Governo vai providenciar carros-pipas para abastecer cidades de Belém, Caiçara e Logradouro


Diretores da  Cagepa,  Defesa Civil estadual e Companhia de Desenvolvimento de Recursos Minerais (CDRM) estiveram reunidos nessa quinta-feira (27), na Gerência Regional da companhia, em Guarabira. A reunião serviu para adotar medidas que visam minimizar o desabastecimento de água das populações  das cidades de Belém, Caiçara e Logradouro, além dos distritos de Rua Nova, Cachoeirinha e Braga. O manancial de Lagoa do Matias, que abastece esses municípios, entrou em colapso total.

Durante a reunião ficou acertado que a Defesa Civil utilizará água da estação de tratamento da Cagepa, localizada na cidade de Pirpirituba, para abastecer as áreas atingidas por meio de carros- pipa. “O governador determinou que todas as providências que estão ao alcance do governo sejam adotadas. Para isso, é fundamental o apoio das prefeituras para firmar parcerias. Estamos com técnicos da CDRM e Defesa Civil fazendo visitas às cidades para nos  reunirmos  com os prefeitos e, de imediato, começar a agir”, disse o diretor de Operação e Manutenção da Cagepa, engenheiro Marco Túlio Zírpolo.

De acordo com o presidente da Cagepa, Deusdete Queiroga, por determinação do governador, técnicos da companhia estão elaborando um projeto que possa viabilizar a construção de uma adutora de água bruta no açude de Canafístula I visando reforçar o volume de água da barragem de Lagoa do Matias.  “O governador determinou que a companhia  apresente  uma solução para resolver esse problema a médio prazo. Além do projeto de construir uma adutora no açude de Canafístula I, estaremos realizando um estudo técnico para diagnosticar a possibilidade de ampliação da própria barragem de Lagoa do Matias”, disse o presidente.

Perfuração de poços – O diretor da CDRM, Marcelo Falcão, assegurou que a prioridade do Governo do Estado será a perfuração de poços artesianos para atender emergencialmente os moradores que sofrem com o desabastecimento. “Queremos apenas o compromisso dos prefeitos para disponibilizar um local público para a perfuração do poço. Depois testaremos a qualidade água e a consequente instalação de equipamentos para colocar a água à disposição das pessoas”, explicou Falcão.

Os chefes das agências locais da Cagepa de Belém, Caiçara e Logradouro ficaram encarregados de fazer um levantamento dos poços já existentes, mas que estão desativados, para que a Defesa Civil desloque seus técnicos para reativá-los.

Assessor de Imprensa Jota Alves para o Focando a Notícia

Municípios tem até agosto para providenciar coleta seletiva

As 223 cidades paraibanas têm menos de quatro meses para implementar o Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos Urbanos e promover a coleta seletiva de lixo (conforme estabelece a Lei Federal 12.305/2010, que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos).

A proximidade do prazo levou o promotor de Justiça José Farias de Sousa Filho a solicitar a adesão dos promotores de Justiça que atuam na região de João Pessoa ao projeto “Construção da Cidadania Socioambiental nas Comarcas”.

Segundo Farias, os municípios que descumprirem a lei não receberão mais recursos federais para empreendimentos e serviços relacionados à limpeza urbana, ao manejo do “lixo” e ao saneamento básico. Os prefeitos também poderão responder por ações de improbidade administrativa.

O promotor de Justiça que coordena o projeto comparou a eficiência do gerenciamento integrado de resíduos sólidos com medidas como os aterros sanitários e “lixões”. Segundo ele, os aterros são caros e não são a resposta ambiental e social mais adequada.

“A Funasa aprovou R$ 2,6 milhões para a construção de um aterro sanitário e com R$ 60 mil é possível implantar o gerenciamento integrado de resíduos sólidos, que vai criar postos de trabalho, gerar renda e promover o reaproveitamento dos materiais. Metade dos resíduos que vão para aterro sanitário na Paraíba é areia e areia não é lixo! Estamos pagando caro por isso”, criticou.

Para Farias, o gerenciamento integrado dos resíduos sólidos é a solução socioambiental e econômica mais adequada para o “lixo”. “A destinação correta do material orgânico é a compostagem; do material inorgânico, a reciclagem. Apenas o rejeito tem como destino o lixo”, explicou.

As cidades de Nazarezinho e Aparecida iniciaram, este ano, o processo de implementação do Plano Municipal de Gerenciamento de Resíduos Sólidos. “Já foram criados 25 postos de trabalho com remuneração superior de um salário mínimo. A quantidade de material para reciclagem triplicou”, comemorou o promotor de Justiça.

Farias também destacou a importância da atuação do MPPB na recuperação de áreas degradadas por lixões. “Na maioria dos municípios, é fácil e de custo baixíssimo recuperar a área degradada”, avaliou.

MPPB