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Governo de Solânea entrega kits de trabalho e equipamentos de proteção individual aos agentes de saúde e de combate a endemias

O Governo investiu cerca de R$ 28 mil para a melhoria dos serviços a população.

Foram entregues hoje (17) pelo Governo de Solânea, através da Secretaria de Saúde, 80 kits de trabalho para Agentes Comunitários de Saúde e 15 kits para os Agentes de Combate a Endemias que trabalham na promoção à saúde do município. Cerca de R$ 28 mil foram investidos nos Kits e Equipamentos de Proteção Individual  (EPIs) para serem utilizados pelos Agentes de Endemias.

“Sabemos da grande importância do trabalho dessas equipes para a qualidade de vida e saúde da nossa população. Para isso, temos que priorizar oferecer melhores condições de trabalho e segurança”, disse o Prefeito Kayser Rocha durante a entrega dos kits. O Secretário de Saúde João Rocha chamou a atenção para o investimento que estava sendo colocado nos materiais e agentes. Reforçando a importância do trabalho das equipes de saúde. “Todos os dias vocês fazem a diferença nos nossos serviços de saúde, por isso a importância desse momento”, falou.

Material dos agentes

Nos kits entregues aos Agentes de Saúde estavam uma mochila, boné de proteção, camisa de proteção UVA/UVB, colete identificador, protetor solar e camisa de mangas curtas. Os Agentes de Combate a Endemias receberam uma bolsa adaptada para o trabalho com boné, camisa de proteção UVA/UVB, colete, protetor solar, camisa de mangas curtas, lanterna e trena. Além dos EPIs: roupa protetora para dedetização, óculos perfurado, respirador facial, luvas, filtro respirador. E os materiais de trabalho como estojo de análise e sacos de amostra.

        

 Assessoria de Comunicação

 

Paiva Netto: Proteção aos pequeninos

O Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil é sempre lembrado em 12 de junho, data que nos remete ao que de mais belo o ser humano pode exteriorizar: o Amor.

Para mim, não se trata de simples coincidência. Na verdade, realça o anseio de todos os que lutam por também ver no campo social o mesmo cuidado, respeito, proteção, solidariedade; sentimentos próprios de casais que verdadeiramente se amam.

Durante solenidade na Câmara dos Deputados, ocorrida na quinta-feira, 9/6/2011, foi lançada a mobilização nacional para o Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil. O evento contou com a presença de deputados e senadores da Frente Parlamentar Mista dos Direitos Humanos da Criança e do Adolescente, de representantes de diversos Ministérios, do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPETI), da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e entidades ligadas ao tema.

No dia seguinte, a OIT divulgou relatório sobre o trabalho infantil perigoso. A Agência Brasil publicou estatísticas do documento: “Os dados mostram que há no mundo 115 milhões de crianças (7% do total de crianças e adolescentes) nesse tipo de atividade. Segundo o relatório, esse número é quase metade dos trabalhadores infantis (215 milhões). É considerado trabalho perigoso qualquer tipo de atividade que possa ser prejudicial à saúde e à integridade física e psicológica da criança”.

Flash Mob

Renata Tabach de Paiva, de São Paulo/SP, informa-me que a LBV participou, a convite de Sérgio de Oliveira, coordenador do Fórum Paulista de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FPPETI), do Flash Mob, realizado em comemoração ao Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil: “Flash Mob é uma ação que promove aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação inusitada previamente combinada. O Coral Ecumênico Infantojuvenil Boa Vontade abrilhantou o evento com belas composições. A Praça da República foi o local escolhido, mas, por causa do tempo chuvoso, o evento ocorreu na Secretaria de Educação do Estado de São Paulo. Após a feliz tarde, Sérgio de Oliveira encaminhou-nos o seguintee-mail: ‘Parabéns pelo trabalho. A LBV sempre fazendo a diferença pela qualidade das ações e do envolvimento de sua equipe’”.

O ser humano, em especial a criança, é celeiro de realizações incessantes. É a verdadeira fortuna da civilização. Não pode permanecer cruelmente explorado, submetido à servidão e ao desprezo. Para ele devem ser criadas condições, por mínimas que sejam, de viver com dignidade, qualquer tempo que haja vivido.

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.

paivanetto@lbv.org.br — www.boavontade.com

 

 

 

Deputado Chió condena licenciamento recorde de novos agrotóxicos e propõe leis de proteção ao meio ambiente 

Em demonstração prática do quanto cada brasileiro consome de agroquímicos, por ano, através de alimentos, o deputado Estadual Chió (REDE) realizou duro pronunciamento na Assembleia Legislativa, sobre a atual política de liberação de agrotóxicos no país, propondo leis para disciplinar a aplicação em território paraibano.

“O brasileiro ingere, por ano, 7,3 litros de agroquímicos através dos alimentos. O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo. Diversos problemas de saúde, sejam neurológicos, motores e mentais, estão diretamente associados ao consumo de agrotóxicos, além de vários tipos de câncer”, explicou o Chió.

O parlamentar criticou a liberação em larga escala de agroquímicos no país, sobretudo, pelo impacto ambiental. “Em menos de seis meses de gestão, o Ministério da Agricultura e o Governo Federal já liberaram 166 tipos de agroquímicos. Um movimento oposto ao que acontece em todo o mundo, quando países buscam eliminar completamente o uso deste recurso”, ponderou Chió.

Meio Ambiente   

O parlamentar alertou o fato de que os agrotóxicos representam a segunda maior causa de contaminação de rios no Brasil. “Além de alcançar nossos lençois subterrâneos, a aplicação desenfreada de agroquímicos é responsável pela matança de diversas espécies da nossa fauna e flora, pela infertilização do solo e intoxicação do ar”, completou Chió.

Contribuição Parlamentar

Na tribuna, o deputado relacionou Projetos de Lei pela preservação do meio ambiente e controle do uso de agroquímicos em território paraibano. “Estamos propondo uma proibição à pulverização aérea de agrotóxicos e químicos em geral em todo o estado. Estamos propondo também, a obrigação da procedência legal da madeira nativa utilizada em obras, serviços e aquisições da administração pública Estadual, além da proibição da distribuição gratuita de sacos plásticos descartáveis em supermercados, entre outros projetos”, destacou o parlamentar.

Fonte: Ascom Deputado Estadual Chió (REDE) 

 

 

4º BPM reforça policiamento para garantir proteção de usuários de estabelecimentos financeiros

O policiamento nas áreas próximas aos estabelecimentos financeiros está sendo reforçado pelo 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar). Nesta quinta-feira (11), por determinação do major Gilberto, policiais da guarnição do Comando e dos Destacamentos locais reforçaram a segurança nos municípios de Pirpirituba, Sertãozinho, Duas Estradas e Serra da Raiz.

O reforço no policiamento, de acordo com o comandante do 4º BPM, visa garantir a proteção dos usuários que utilizam os serviços das casas lotéricas, agências dos Correios e agências bancárias e, consequentemente, impedir a prática de delitos contra estes estabelecimentos financeiros.

O incremento do policiamento faz parte das atividades da Operação Cidade Segura, que vem sendo realizada nas zonas urbanas e rurais dos municípios que integram a área do 4º BPM.

Assessoria 4º BPM

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Dilma rebate Marcelo e aponta proteção da mídia aos “artífices do golpe”

dilmaEm nota oficial divulgada nesta quinta-feira (2), a ex-presidente Dilma Rousseff rebate as acusações do empresário preso Marcelo Odebrecht, que prestou depoimento dentro das investigações da Operação Lava Jato. Dilma nega que tenha pedido recursos a Marcelo ou a outros empresários e autorizado qualquer tipo de pagamento por meio de caixa dois nas campanhas presidenciais de 2010 e 2014.

“Também não é verdade que Dilma Rousseff tenha indicado o ex-ministro Guido Mantega como seu representante junto a qualquer empresa tendo como objetivo a arrecadação financeira para as campanhas presidenciais. Nas duas eleições, foram designados tesoureiros, de acordo com a legislação. O próprio ex-ministro Guido Mantega desmentiu tal informação”, diz a nota.

O comunicado de Dilma também critica a mídia golpista. “Estranhamente, são divulgadas à imprensa, sempre de maneira seletiva, trechos de declarações ou informações truncadas. E ocorrem justamente quando vêm à tona novas suspeitas contra os artífices do Golpe de 2016, que resultou no impeachment da ex-presidenta da República”.

Veja a nota completa abaixo:

NOTA À IMPRENSA

Sobre as declarações do empresário Marcelo Odebrecht em depoimento à Justiça Eleitoral, a Assessoria de Imprensa de Dilma Rousseff afirma:

1. É mentirosa a informação de que Dilma Rousseff teria pedido recursos ao senhor Marcelo Odebrecht ou a quaisquer empresários, ou mesmo autorizado pagamentos a prestadores de serviços fora do país, ou por meio de caixa dois, durante as campanhas presidenciais de 2010 e 2014.

2. Também não é verdade que Dilma Rousseff tenha indicado o ex-ministro Guido Mantega como seu representante junto a qualquer empresa tendo como objetivo a arrecadação financeira para as campanhas presidenciais. Nas duas eleições, foram designados tesoureiros, de acordo com a legislação. O próprio ex-ministro Guido Mantega desmentiu tal informação.

3. A insistência em impor à ex-presidenta uma conduta suspeita ou lesiva à democracia ou ao processo eleitoral é um insulto à sua honestidade e um despropósito a quem quer conhecer a verdade sobre os fatos.

4. Estranhamente, são divulgadas à imprensa, sempre de maneira seletiva, trechos de declarações ou informações truncadas. E ocorrem justamente quando vêm à tona novas suspeitas contra os artífices do Golpe de 2016, que resultou no impeachment da ex-presidenta da República.

5. Dilma Rousseff tem a certeza de que a verdade irá prevalecer e o caráter lesivo das acusações infundadas será reparado na própria Justiça.

6. Por fim, cabe reiterar que todas as doações às campanhas de Dilma Rousseff foram feitas de acordo com a legislação, tendo as duas prestações de contas sido aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.
ASSESSORIA DE IMPRENSA
DILMA ROUSSEFF

Brasil 247

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Empregos na crise oferecem renda menor e sem proteção

empregoPara conseguir um emprego hoje no Brasil, em geral é preciso ter menos de 24 anos de idade, aceitar ganhar menos e se conformar com um regime de trabalho frágil, sem a proteção oferecida por vagas que têm carteira assinada.

Análise feita pela Folha em estatísticas do Ministério do Trabalho mostra que os contratados com carteira assinada estão recebendo, em média, 21% menos do que os demitidos da mesma ocupação.

Essa desvantagem também foi observada em anos anteriores, mas a diferença atual é o dobro da verificada nos anos dourados do mercado de trabalho no início da década, quando a taxa de desemprego despencou e a economia brasileira gerava milhões de empregos por ano.

As novas vagas, segundo as estatísticas do IBGE, estão predominantemente no mercado informal, sem carteira de trabalho assinada. No mercado formal, conforme os registros do Ministério do Trabalho, as contratações só superam as demissões entre trabalhadores com até 24 anos.

A retração da atividade, que abateu a economia em meados de 2014, começou a pesar no mercado de trabalho em 2015, quando 1,5 milhão de vagas com carteira assinada foram destruídas. O prolongamento da recessão, no ano passado, abateu mais 1,3 milhão de empregos.

Isso afetou a remuneração oferecida aos que conseguem trabalho. “Quando o mercado está bombando, aumenta a disputa pelos melhores trabalhadores, e as pessoas saem de seus empregos para ganhar mais. Hoje, se uma pessoa é demitida ganhando R$ 1.000, fica feliz da vida em conseguir uma vaga por R$ 800”, afirma Hélio Zylberztajn, professor da USP e coordenador do Salariômetro, da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica).

Em 2013, antes de o país mergulhar na atual recessão, quase metade das 2.465 ocupações monitoradas pelo Ministério do Trabalho geraram postos de trabalho. No ano passado, foi verificada criação de vagas em um quinto das 2.497 ocupações analisadas.

SOBRANDO GENTE

Mas o achatamento salarial atingiu até as que geraram empregos. Entre as 30 ocupações que mais criaram vagas em 2016, quem foi contratado recebeu em média 4,5% menos do que os trabalhadores demitidos. Para operadores de telemarketing, por exemplo, a diferença chegou a 12%.

“Estamos vivendo o oposto do que aconteceu lá atrás, quando as empresas tinham que contratar até pessoas que não tinham qualificação adequada. Agora está sobrando gente”, afirma Zylberztajn.

O cenário revelado pelos números foi encontrado pela analista de recursos humanos Ceciliana Gomes de Andrade, 29, na sua busca por trabalho. Mesmo com formação superior, ela não conseguiu mais do que bicos de garçonete desde que ficou desempregada, há oito meses.

“O piso de um assistente de recursos humanos é R$ 1.200, mas estou fazendo entrevistas para operadora de telemarketing, que paga de R$ 880 a R$ 917”, diz. “Nem isso estou conseguindo”.

Andrade conta que, à medida que as vagas se escassearam, os empregadores aumentaram as exigências. “Querem contratar o melhor dos melhores candidatos pagando menos”, explica. “No meu caso, exigem experiência, e não trabalho com telemarketing desde 2009, quando entrei na faculdade e consegui um emprego melhor.”

O marido dela também perdeu o emprego que tinha registrado na carteira. Trabalhava como chapeiro numa padaria e agora faz bico para um restaurante popular, tentando atrair clientes nas ruas.

Folha de São Paulo

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PSOL da Paraíba se declara contra vaquejadas e propõe frente de proteção animal

tarcio-teixeiraTárcio Teixeira, presidente do PSOL paraibano, declarou em nota o posicionamento contrário diante da Frente Parlamentar pela Vaquejada.

 

Ele falou que a Frente que deveria ser criada seria a de Proteção Animal, afirmando ser incoerente que parlamentares apoiem violência e confundam ela com cultura.

O supremo decidiu por 6 votos a 5 pela não regulamentação da vaquejada como esporte sob a alegação de evitar maus-tratos aos animais, após julgar inconstitucional a lei cearense 15.299/2013, que regulamentava os espetáculos de vaquejada no Estado.

Com o entendimento da Corte Máxima do país, a vaquejada passa a ser considerada uma prática ilegal, relacionada a maus-tratos a animais e, portanto, proibida.

Assessoria

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Luiz Couto volta a ser ameaçado e Comissão pede proteção

coutoDepois de receber denúncia de ameaça de morte perpetradas contra o deputado Luiz Couto (PT-PB), o presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, deputado Padre João (PT-MG), encaminhou dois ofícios, ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e ao ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, para solicitar providências de garantia da segurança do parlamentar.

O deputado Luiz Couto, membro da CDHM, recebeu no dia 22 de setembro um aviso, através de um e-mail, sobre um plano orquestrado com a finalidade de assassiná-lo, a mando de um ex-policial militar.

O próprio deputado enviou pedidos de informações a órgãos de segurança do estado da Paraíba, bem como ao governador Ricardo Coutinho, para investigar a procedência do e-mail e a veracidade das denúncias enviadas.

A CDHM seguirá acompanhando o caso, por meio de sua assessoria técnica.

Assessoria

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Cássio diz que não vai se intimidar com ameaças e rejeita proteção da PF; ‘quero investigação’

cassio-cunha-limaO senador Cássio Cunha Lima (PSDB) confirmou nesta quinta-feira (11), que sofreu ameaças de morte por causa de seu posicionamento sobre o impeachmet da presidente afastada Dilma Roussef (PT).

Em contato, exclusivo, com o blog do Anderson Soares, na manhã de hoje, Cássio revelou que duas cartas foram postadas de Fortaleza. Uma foi enviada para o escritório dele em Brasília e a outra para João Pessoa.

Para o Tucano, está claro a tentativa de intimidação por parte dos adversários políticos, mas ressaltou que não recuará de suas posições. Ele destacou ainda, que não pediu proteção à Polícia Federal, apenas investigação.

” Nas duas cartas a ameaça é exatamente pelo voto no impeachment. A PF abrirá inquérito para apurar. Não pedi proteção mas sim apuração. As cartas foram postadas de Fortaleza, uma enviada para Brasília e outra para João Pessoa”, afirmou.

Anderson Soares

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Sindicatos querem evitar mudanças em Programa de Proteção ao Emprego

carteira de trabalhoDirigentes de centrais sindicais começaram a se articular para evitar alterações no Programa de Proteção ao Emprego (PPE) por parte dos parlamentares. Segundo a secretaria do Congresso Nacional, já foram apresentadas 175 emendas parlamentares, propondo mudanças à medida provisória (MP 680/15) que trata do assunto e que será analisada por uma comissão mista de deputados e senadores a partir de agosto. O programa permite a redução temporária da jornada de trabalho e de salário em até 30%.

Em nome dos trabalhadores, os sindicatos reconhecem que o programa é uma medida paliativa, mas, assim como a indústria, consideram o programa necessário para estancar o aumento de demissões que vem sendo registrado no país. “Estamos diante de um momento de crise.

Alguns setores estão com dificuldades e estão pedindo socorro. Se isso vai mesmo garantir os empregos, a gente vai medir com a quantidade de empresas que vai aderir ao programa”, avaliou Nailton Francisco de Souza, diretor nacional de Comunicação da Nova Central de Trabalhadores.

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Em junho, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) registrou a maior taxa de desemprego para o mês desde 2010. O desemprego chegou a 6,9%, 2,1 pontos percentuais superior ao registrado em junho do ano passado (4,8%).

A análise do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, para o mesmo mês, apontou mais de 1,5 milhão de desligamentos de trabalhadores, contra pouco mais de 1,4 milhão de admissões.

Souza alertou que algumas emendas parlamentares descaracterizam “totalmente” o programa.

“Tem sugestões mirabolantes que não vão resolver o problema do desemprego que já é um fantasma que está batendo na porta de muitas famílias. Algumas [emendas] querem deturpar a medida tornando o programa permanente e isso desregulamentaria a lei trabalhista do Brasil”, alertou.

Segundo ele, o encontro com os parlamentares deve ocorrer no dia 12 de agosto, uma semana depois do retorno do recesso, para dar tempo para a escolha dos nomes que vão compor a comissão mista.

Na contramão do esforço sindical, alguns trabalhadores parecem não estar satisfeitos com a proposta enviada pelo Executivo. A última pesquisa divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT/MDA) revelou que 51% de mais de 2 mil pessoas entrevistadas não estão dispostas a aceitar redução salarial para manter o emprego. O mesmo levantamento mostrou que metade das pessoas ouvidas teme o desemprego e que quase 70% delas conhecem alguém que perdeu o emprego nos últimos seis meses.

“A maioria da população recebe informações distorcidas de meios de comunicação que tentam colocar tudo o que o governo anuncia como algo ruim”, explicou Nailton de Souza.

Professor do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da Universidade de Brasília (UnB) e membro do Conselho Regional de Economia (Corecon-DF) Newton Ferreira Marques também estranhou o resultado divulgado pela CNT.

“É lamentável para o trabalhador que não aceitar porque vai acabar perdendo o emprego. A atividade econômica do país está em baixa e no capitalismo, quando não vende, quando não há lucro, a indústria demite.”

Marques não é entusiasta do programa, mas avalia que o governo ficou sem alternativa e precisou dar uma resposta aos movimentos sindicais e aos empresários.

“O governo está, de novo, fazendo a política anticíclica para desonerar o empresário dos encargos e manter empregos. No fundo está ajudando as empresas e dando uma resposta às revindicações dos trabalhadores. Mas é mais uma resposta do que uma política de eficácia para reverter a situação.”

Segundo ele, os resultados poderiam ser melhores se o uso de recursos públicos fosse direcionado para atrair investidores e tirar da responsabilidade do governo o custo de investimentos em áreas prioritárias.

“Se tentasse pelos investimentos públicos acelerar essas concessões para se livrar do gasto com infraestrutura e tomasse medidas para recuperar a credibilidade seria mais eficaz.”

Com posicionamento diferente do economista e ao lado dos empresários, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) considerou positivo o PPE. Para a instituição, a medida tem sim efeito na mitigação do desemprego por contribuir para a recuperação de empresas.

“A manutenção de trabalhadores qualificados é fator de grande relevância para a retomada da economia, e a indústria considera positiva a definição de um mecanismo que estimule a retenção de mão de obra em tempos de adversidade econômica”, destacou a CNI em nota.

Um levantamento divulgado pela confederação mostrou que a queda da produção e as dificuldades financeiras provocaram demissões, nos últimos seis meses, em 60% das indústrias extrativas e de transformação, 78% do setor de veículos automotores e 73% das indústrias que produzem outros equipamentos de transporte, como aviões, navios, reboques.

Fonte: Agência Brasil