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Polícia prende suspeito de manter casa de prostituição em Belém

Policiais da 3ª Companhia do 4º BPM (Batalhão de Polícia Militar) prenderam, durante a madrugada desta segunda-feira (15), o proprietário de um bar localizado na cidade de Belém, onde estaria funcionando uma casa de prostituição. A guarnição tomou conhecimento do caso através de uma denúncia anônima e, ao chegar até o local, encontrou várias mulheres. Durante uma busca pelo estabelecimento comercial, que funciona em uma residência, uma mulher foi flagrada fazendo “programa” e informou aos policiais que o valor seria pago ao proprietário do bar. Outras mulheres que se encontravam na casa confessaram que estavam ali para fins de prostituição e, diante da denúncia, todos os envolvidos foram conduzidos à delegacia.

OUTRAS OCORRÊNCIAS – Durante a manhã, no centro da cidade de Guarabira, duas mulheres foram presas por vias de fato e relataram aos policiais que o desentendimento teria sido causado porque uma teria roubado a outra alguns dias atrás. As duas foram conduzidas à delegacia. No Conjunto Santo Amaro, em Araçagi, durante a realização de rondas, os militares se depararam com um albergado e, durante a abordagem, encontraram com ele uma quantidade de uma substancia semelhantes à maconha e o levaram para a delegacia.

Em Pirpirituba, um homem com mandado de prisão expedido pela Comarca de João Pessoa foi detido por policiais militares que, em seguida, os conduziram para a delegacia. Na noite de domingo (14), no Bairro Santa Terezinha, em Guarabira, policiais da Rádio Patrulha prenderam em flagrante um homem que estaria na casa da mãe, com visíveis sinais de embriaguez alcoólica e praticando desordem. De imediato, a guarnição se dirigiu ao local e teve que imobilizar o suspeito, que foi conduzido à delegacia.

 

Assessoria 4º BPM

 

 

“Ganho R$ 10 mil com shows em casas de prostituição”, confessa Fani

fani-pachecoA ex-BBB Fani Pacheco sempre esteve envolvidas em polêmicas quando o assunto ésexualidade. Sem papas na língua, a loira afirmou a um site nacional que tem feito vários shows em casas de prostituição pelo Brasil inteiro e que tem recebido bem com esse trabalho.

Atualmente noiva de Leandro Dias, a musa diz que sempre viaja acompanhada de uma secretária e que não ocorre nada demais nesses eventos. “É um trabalho como qualquer outro, eu subo no palco, grito meu bordão – Uhu, Nova Iguaçu – e chamo alguns rapazes para dançar comigo, geralmente sempre escolho os mais gordinhos. Danço 40 segundos consertados no relógio com cada um deles e só. Não tiro a roupa em nenhum momento. Consigo R$ 10 mil por essas apresentações”, relatou ela.

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Por marcar presença nesse tipo de festa a ex-BBB sempre recebeu convites para fazer programa. “Já recebi muitos convites mas nunca fiz programa, não seria agora que vou fazer. Sou muito feliz com o que tenho, não preciso de mais”, disse.

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FONTE:

  • Com informações do Extra

Grupo protesta contra desvios da Petrobras para prostituição

protestoUm grupo de feministas protestou nesta segunda-feira em frente à sede da Petrobras em São Paulo contra o uso indevido de dinheiro público para pagar “festas de luxo e prostituição” a diretores e políticos envolvidos no suposto escândalo de corrupção da empresa.

“É uma grande falta de respeito que políticos eleitos gastem dinheiro com isso, havendo prioridades como saúde, educação, segurança e políticas públicas para as mulheres”, criticou em declarações à Agência Efe a ativista Sara Winter.

A manifestante citou como exemplo de políticas reivindicadas pelas mulheres “um parto mais humano no sistema público de saúde” e zelar pelo “cumprimento da Lei Maria da Penha”, que combate a violência contra as mulheres no país.

As denúncias de pagamento a serviços de prostituição com dinheiro desviado da Petrobras surgiram há uma semana com a delações premiadas do doleiro Alberto Youssef e de seu assessor, Rafael Angulo Lopez.

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Segundo eles, parte do dinheiro desviado foi usado para o pagamento de “prostitutas de luxo” em festas com empresários e políticos envolvidos no escândalo de corrupção investigado pela Operação Lava-Jato.

De acordo com os delatores, cerca de R$ 150 mil foram usados em 2012 na contratação de serviços de prostituição, incluindo celebridades brasileiras.

Como protesto, duas integrantes do coletivo “Bastardas” ficaram parcialmente nuas em frente à sede da companhia, com os corpos pintados com símbolos que faziam referência à estatal, uma simulando ser um político e a outra uma prostituta.

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Durante a manifestação, as ativistas representaram a realização do ato sexual, a ingestão de bebidas alcoólicas e o gasto de dinheiro, além de levarem cartazes com frases que satirizavam dirigentes políticos.

“Segurança, educação e saúde: investimento = R$ 0,00. Prostituição = R$ 150 mil”, dizia um dos cartazes.

De acordo com Winter, o objetivo da ação era “ridicularizar” os políticos envolvidos no escândalo com uma representação satírica para informar e chamar a atenção das pessoas. Para Winter, tirar a roupa foi uma maneira de impressionar as pessoas e fazê-las ver o que está sendo reivindicado.

“É uma maneira de mostrar ao povo que o movimento feminista não se cala. Vimos o que aconteceu, pensamos uma ação e aqui estamos mostrando o que queremos para o Brasil com um protesto pacífico”, explicou.

Fonte: Com informações da Exame.com

Câmara cria comissão para analisar projeto que regulamenta prostituição

Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas
Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas

O deputado Carlos Manato (SD-ES) leu nesta terça-feira (31) atos de criação de comissões especiais para analisar 13 propostas em tramitação na Câmara. Entre os assuntos que serão debatidos, está o projeto do deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) que regulamenta a atividade dos profissionais do sexo (PL 4211/12).

A proposta garante a esses profissionais o acesso à saúde, ao direito do trabalho, à segurança pública e, principalmente, à dignidade humana. O projeto já tinha sido encaminhado a uma comissão especial na legislatura passada, mas o colegiado não chegou a ser instalado.

Maioridade penal

Também nesta terça-feira, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, leu o ato de criação da comissão especial que vai analisar a Proposta de Emenda à Constituição 171/93, que reduz a maioridade penal de 18 anos para 16 anos.

Todas as comissões criadas terão 26 titulares e igual número de suplentes, reservada uma cadeira adicional para os partidos pequenos, não contemplados pela regra da proporcionalidade partidária. Agora, as lideranças precisam indicar os integrantes de cada comissão, para que elas possam ser instaladas.

No caso da comissão sobre a PEC da Maioridade Penal, a reunião de instalação já está prevista para a próxima quarta-feira (8).

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Comissões criadas

As outras comissões especiais criadas nesta terça-feira vão discutir as seguintes propostas:

– PEC 7/11, do ex-deputado Lourival Mendes, que cria o Tribunal Regional Federal (TRF) da 6ª Região, com sede em São Luís (MA). O novo tribunal terá jurisdição no Maranhão, no Piauí e no Pará.

– PEC 42/11, da ex-deputada Sueli Vidigal, que torna a qualificação profissional um direito dos trabalhadores urbanos e rurais.

– PEC 131/11, do deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que prevê a destinação de recursos orçamentários para financiar o trabalho dos agentes comunitários da terra.

– PEC 179/07, do ex-deputado Jilmar Tatto, que destina recursos da Cide para o transporte coletivo.

– PEC 193/12, do deputado Esperidião Amin (PP-SC), que obriga os governos a instituir programas de recuperação ambiental de áreas degradadas a partir de ação ou omissão do poder público.

– PEC 206/12, do Senado, que torna obrigatória a exigência de diploma de curso superior de jornalismo para o exercício da profissão.

– PL 225/15, do deputado Ricardo Tripoli (PSDB-SP), que cria o sistema nacional de redução de emissões por desmatamento e degradação, conservação, manejo florestal sustentável, manutenção e aumento dos estoques de carbono florestal.

– PL 1476/07, do Senado, que isenta da contribuição previdenciária os gastos de empresas com a formação superior de seus funcionários.

– PL 2671/89, do Senado, que cria o Código de Combustíveis.

– PL 3680/08, do deputado Pedro Eugênio (PT-PE), que limita o plantio da cana-de-açúcar às propriedades localizadas em áreas com zoneamento agroecológico que assegurem espaço para a produção de alimentos.

– PL 3899/12, da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), que institui a Política Nacional de Estímulo à Produção e ao Consumo Sustentáveis.

– PL 4842/98, do Senado, que dispõe sobre o acesso a recursos genéticos e seus produtos derivados e dá outras providências.

iG

Creche abandonada, orçada em R$ 600 mil, vira ponto de drogas e prostituição na Paraíba

Reprodução/MPF
Reprodução/MPF

Um prédio totalmente abandonado, sem portas, cercas ou segurança. Fezes humanas e de animais, ponto de consumo de drogas e também de prostituição. Esse foi estado encontrado em uma das creches em construção do programa Proinfância durante uma inspeção realizada na última sexta-feira (19), pelo Ministério Público Federal (MPF) em Sousa, Sertão paraibano. A obra orçada em pouco mais de R$ 612 mil e realizada com recursos federais, já foram gastos mais de R$ 400 mil.

A inspeção teve como objetivo coletar subsídios, no âmbito de inquérito, instaurado pelo MPF, em 2013, para apurar as irregularidades na construção da Escola Infantil Proinfância Tipo C – Escola de Educação Infantil. O Inquérito Civil segue duas diretrizes: a busca pela conclusão da obra e a responsabilização dos agentes públicos responsáveis pelos visíveis prejuízos causados ao erário.

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A obra teve valor orçado de R$ 612.507,69 de recursos federais do TC PAC2 00125/2011, dentro do Programa Nacional de Reestruturação e Aquisição de Equipamentos para a Rede Escolar Pública de Educação Infantil – Proinfância. No entanto, somente foram construídos 64% do prédio e, ainda assim, fora das especificações do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). A obra está abandonada desde novembro de 2012.

Logo após a inspeção desta sexta, o Ministério Público Federal expediu ofício ao FNDE solicitando informações sobre as condições de celebração de um compromisso de ajustamento de conduta entre o FNDE, o Município de Sousa e o MPF para viabilizar o término das obras da creche, seja com recursos remanescentes do convênio ou com recursos do próprio município.

Até o final de janeiro, ainda em data a ser definida, o Ministério Público se reunirá com o prefeito de Sousa para discutir as opções disponíveis à prefeitura para conclusão da obra.

 

Portal Correio

‘Disque 100’ leva Polícia Civil a prender aliciador de menores em Casa de Prostituição

disque_100Uma ação conjunta das Delegacias da Infância e Juventude (DIJ) e de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude (DRCCIJ), como parte da ‘Operação Infância Segura’, culminou com a prisão em flagrante do gerente do Drink’s Bar, Josenildo Nascimento Coelho, acusado de aliciamento de menores. O fato aconteceu no estabelecimento comercial, que funciona como Casa de Prostituição.

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Após receber denúncia através do ‘Disque 100’, a equipe de policiais, comandada pela Alba Tânia, titular da Delegacia de Crimes Contra a Infância e Juventude, compareceu ao local, onde flagrou dois irmãos adolescentes, um do sexo masculino e outro do feminino, ‘fazendo programas’ e prendeu o gerente do estabelecimento.

Conduzido para a Central de Polícia, Josenildo Coelho foi autuado em flagrante, pelos crimes de indução de criança e adolescente à prostituição (art. 218-B), e exploração de Casa de Prostituição (art. 229, do CPB).

A delegada Nercília Dantas, da Infância e Juventude assegurou que a operação, intensificada nos últimos dias, em razão dos festejos juninos, vai continuar, inclusive no Parque do Povo, com o objetivo de coibir a venda e o consumo de bebidas alcoólicas, além de outros ilícitos envolvendo menores.

O delegado da 10ª seccional de Polícia Civil, Iasley Almeida ressaltou o trabalho dos policiais, que vem realizando importantes ações no combate ao crime envolvendo crianças e adolescentes e destacou a importância da colaboração da sociedade, utilizando o Disque 100 e o 197, que muitotem contribuído para a elucidação de delitos.

O Disque 100 é um serviço nacional de denúncia anônima, ligado à Presidência da República. Quem liga não precisa se identificar, porque a violência sexual contra criança e adolescente é um problema que justifica o sigilo das informações. O anonimato protege quem faz e quem recebe a denúncia.

Qualquer cidadão ou cidadã, através deste serviço, pode livrar uma criança da violência. A ligação para o número 100 é gratuita, e pode ser feita de qualquer tipo de telefone. Quem disca 100, encontra do outro lado da linha uma pessoa preparada para ouvir e fazer o devido encaminhamento aos órgãos de proteção.

 

Assessoria

Cartilha “Prostituição: uma abordagem feminista” será lançada na próxima semana

Divulgação
Divulgação

Na próxima terça-feira (18) a Sempreviva Organização Feminista realizará em São Paulo o lançamento da cartilha “Prostituição: uma abordagem feminista”. O intuito, segundo a integrante da organização Tica Moreno, é abordar essa questão sem nenhum moralismo.

A ideia é aproveitar que a regulamentação da prostituição está em debate na Câmara para discutir como esse ponto interfere na vida das mulheres,na luta feminista e como ele é utilizado pelo capitalismo e pelo patriarcado.

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Junto com a publicação será lançado um vídeo chamado “Nosso corpo nos pertence?” que foi feito junto com o MAB (Movimento dos Atingidos pelas Barragens) e mostra como se dá a prostituição nas grandes obras no Brasil.

Tica chama a atenção para a aproximação da Copa do Mundo e das Olimpíadas no Brasil como chamarizes de turismo sexual, mas aponta que o problema não ocorre só nesses eventos.

“Há no país uma estrutura do turismo sexual. Basta ver na época do verão o tanto de turista vem pra cá em busca de prostitutas. A Copa, pelo fato de atrair pessoas com dinheiro, teria que ser alvo de campanhas pelo governo abrindo o olho pra essa realidade”, finalizou Tica.

Brasil de Fato

Vida fácil atrai jovens para a prostituição

Kleide TeixeiraRaquel trabalha em um bar na rua da Areia, onde estão localizados 12 dos 30 pontos de prostituição da capital
Kleide Teixeira
Raquel trabalha em um bar na rua da Areia, onde estão localizados 12 dos 30 pontos de prostituição da capital

Já faz 12 meses que Raquel (nome fictício) tomou uma decisão que mudou o rumo da própria vida. Ela tinha 17 anos quando decidiu ingressar na prostituição, após ser influenciada pela irmã, que já fazia programas sexuais. A possibilidade de ganhar dinheiro rápido, sem precisar cursar faculdade ou enfrentar longas jornadas de trabalho, chamou a atenção da jovem.
Com um jeito despojado e roupas sensuais, ela começou a ajudar no sustento da casa com o lucro dos programas, mas se deparou com uma realidade de sacrifícios e perigos, impostos pelo preconceito e discriminação.

“A gente não tem apoio de nada e nem de ninguém. Eu não gosto dessa vida, não. Tenho sonho de arrumar um homem que goste de mim e me tire dessa vida. Estudo. Faço o segundo grau e quero arrumar um emprego melhor. Mas, enquanto isso não acontece, vou ficando por aqui mesmo”, conta.

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Raquel está entre as quase 450 profissionais do sexo que atuam na Grande João Pessoa, segundo estimativa da Associação de Profissionais do Sexo da Paraíba (Apros-PB), entidade que representa as garotas de programa do Estado. Elas trabalham em bordéis, boates e em vias públicas espalhadas na capital e nos municípios de Santa Rita, Bayeux e Cabedelo.

Apesar das conquistas femininas, essas mulheres ainda sofrem preconceitos idênticos aos encontrados séculos atrás.

Considerada uma das profissões mais antigas do mundo, a prostituição é citada em relatos bíblicos como a causa do apedrejamento de muitas mulheres.

Apesar dos mais de dois mil anos que já se passaram, as chamadas “garotas de programa” ainda são vítimas de violência, como relata a presidente da Apros-PB, Luza Maria Silva.

“Ocorrem muitos casos de clientes que não querem pagar pelo programa; que contratam um tipo de serviço e, quando a gente chega no local, querem nos obrigar a fazer o que não foi acordado. É uma luta diária. A prostituta acaba dialogando com seu parceiro, tentando resolver tudo na conversa, por causa mesmo do sentimento de insegurança que existe entre nós”, disse.

Em João Pessoa, ainda de acordo com a Apros-PB, existem cerca de 30 pontos de prostituição. Destes, 12 ficam apenas na rua da Areia, localizada no Centro de João Pessoa, e que se destacou pela presença de bares e prostíbulos.

É nesse local, em um bar, ainda em reforma, onde Raquel trabalha. Ela e outras garotas ficam à porta, esperando por clientes. Quando eles chegam, são levados para os fundos do estabelecimento, onde ficam os quartos. A música alta e a pouca iluminação do local também cedem espaço para episódios de brigas e confusões.

“No último domingo, eu quase morri. Um cliente se negou a pagar pelo programa e ainda me ameaçou. Foi preciso chamar o dono do bar, que obrigou o cara a pagar. A polícia nem foi chamada”, disse uma profissional do sexo, que não quis se identificar.

Mulheres fazem ‘ponto’ na orla para obter lucro
Em João Pessoa, a orla do Cabo Branco, distante cerca de oito quilômetros da rua da Areia, concentra outros pontos de prostituição. Por ser uma área considerada nobre, margeada pela praia e refúgio de turistas, o local é escolhido por prostitutas que desejam ganhar mais. Na localidade, as garotas de programa ficam de prontidão, à espera de clientes até durante o dia. Algumas permanecem por até cinco horas, na calçada de uma rua, vestidas apenas por biquínis.

Segundo uma garota de programa que atua no local há mais de dois anos, e que não quis se identificar, o local foi escolhido pela questão financeira. “O programa custa R$ 100 e dura mais ou menos meia hora. Por dia, pego até três clientes. Faz dois anos que trabalho aqui, mas minha família não sabe”, diz outra mulher, de 20 anos, que frequenta o local.

Para a professora doutora da Universidade Federal da Paraíba, Nádja Carvalho, que reside na área próxima ao Cabo Branco, onde as garotas de programas fazem “ponto”, a situação é motivo de tristeza. “Muitas delas vieram de camadas sociais mais excluídas da sociedade; têm histórias de vida marcadas por abusos sexuais e chegaram a esse ponto por falta de oportunidades de vida”, lamenta.

Apesar de trabalharem em locais diferentes, as prostitutas sofrem da discriminação, que é causada até por órgãos públicos. Luza explica que a Apros se articula com órgãos públicos de saúde e organizações não governamentais para levar diversos tipos de assistência às prostitutas. No entanto, encontra dificuldades quando pede ajuda à área de segurança pública.

“O preconceito existe até mesmo entre algumas autoridades públicas. Há um tempo atrás, organizamos um evento, composto por várias mesas redondas, para tratar assuntos ligados às prostitutas. Representantes de diversos órgãos públicos participaram. Mas ninguém da Secretaria de Segurança compareceu”, lamentou.

“Até um tempo atrás, eram muitos comuns casos de prostitutas que eram abordadas nas ruas, de forma agressiva, por policiais.

Mesmo proibido por lei, eram revistadas por homens, que as apalpavam. Ainda havia casos de policiais que prendiam prostitutas e as obrigavam a fazer sexo com eles, para serem liberadas”, denunciou.

“Isso hoje é mais raro. Se acontece, as prostitutas não denunciam, porque têm medo de sofrer represálias. Afinal, estamos expostas, nos locais onde trabalhamos. Quem vai nos dá segurança?”, indaga.

Profissionais têm medo e vergonha

Mesmo exercendo uma das práticas mais antiga dos mundo, muitas são as profissionais do sexo que sentem medo ou vergonha de assumir a atividade. Segundo a professora doutora da Universidade Federal da Paraíba Glória Rabay, isso ocorre por causa de uma questão cultural, que começou há mais de dois mil anos.

Com experiência de quem pesquisa há mais de 20 anos as questões envolvendo conquistas femininas, ela explica que a prostituição surgiu numa época em que as mulheres eram proibidas de fazer sexo antes do casamento. “A virgindade das filhas de famílias tradicionais eram guardadas para o casamento e era condição primordial para comprovar a santidade, a inocência e moral dessas mulheres”, diz a pesquisadora.

O problema surgiu, segundo a professora, porque os homens, por seu extinto, não ficaram sem relação sexual e começaram a pagar para ter sexo com as mulheres que aceitavam essa transação. “Com isso, as prostitutas, por não seguirem o que a sociedade pregava, eram apedrejadas, expulsas de casa, consideradas como um lixo, uma escória da sociedade. Isso já existia antes de Cristo”, completou.

“O sexo também era visto como algo pecaminoso, sujo, e quem o pratica também é visto assim. Só que a sociedade esquece que só existe prostituição porque existem clientes. Mas os homens não sofrem preconceito. Ainda é preciso muita luta para mudar isso”, observa.

A pesquisadora observa que a prostituição deve ser reconhecida como profissão, porque as praticantes precisam ter direitos essenciais. “Aposentadoria, auxílio-doença”, cita.

Criada em 2001, a Apros-PB surgiu com a finalidade de lutar pela regularização da prostituição como profissão. A proposta ganhou o apoio do projeto de Lei 4.211/12, de autoria do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), mas ainda tramita no Congresso.

Apesar da atividade ainda não ser profissão, as prostitutas lembram que a prática também não é crime e exigem respeito. “Se não é crime, não podemos ser discriminadas”, destaca Luza, na “profissão” há 25 anos.

Ela acrescenta que a questão financeira é o principal motivo que leva muitas mulheres a ingressarem na prostituição. “ Algumas poucas estão na vida porque gostam mesmo. Mas a maioria está por questão econômica”, ressalta.

Paula (nome fictício) ingressou na prostituta há quatro anos, quando tinha 31 anos. Todos os dias, ela faz “ponto” na praça Venâncio Neiva, Centro de João Pessoa. “Eu coloco meu sobrinho no colégio e vou para o Centro. Ao meio-dia, volto para casa para pegar a criança da escola. Depois de almoçar, volto para o ‘ponto’, onde fico até as 16h. É com esse dinheiro que sustento minha casa”, conta.

 

 

jornaldaparaiba

À noite, agenda de prefeitos em Brasília dá lugar a casas de prostituição

Durante o dia, as reuniões com representantes do governo federal no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, em Brasília, tomaram a agenda de milhares de chefe de Executivos municipais reunidos no Encontro Nacional com Novos Prefeitos, organizado pela presidenta Dilma Rousseff, entre a segunda e a quarta-feira desta semana. À noite, os prefeitos aproveitaram a estadia na capital federal para conhecer boates e casas de strip-tease.

 

Alguns deles não tomaram sequer o cuidado de esconder o bóton do evento, no qual estava escrito em verde e amarelo “prefeito”. Foi assim que a reportagem do iG flagrou cerca de 15 deles em uma boate de strip-tease na noite da última terça-feira e mais 5 na quarta-feira. Um deles também deixava exposta a estrela vermelha do PT que levava na lapela do terno.

Alan Sampaio / iG Brasília

Prefeitos garantiram movimento intenso na Apple´s Night Club em plena terça-feira; ‘Nem quando o Congresso está funcionando a casa fica tão cheia’, disse uma das garotas

Até as 22h45, aquela era para ser uma terça-feira de movimento normal na Apple´s Night Club, uma boate instalada em ponto estratégico e discreto no Setor de Indústrias Gráficas de Brasília. Inicialmente, três seguranças estavam na porta – um deles distribuía comandas de consumo aos proprietários de poucos carros estacionados em frente ao estabelecimento, que divide um prédio de dois pisos com a Igreja Apostólica Renascer.

Mas a movimentação de táxis começou a ficar acima do normal após as 23 horas, embalada pela presença de cerca de 4 mil prefeitos que estavam na cidade. “Isso aqui está uma loucura”, diria um pouco mais tarde um dos garçons, feliz com as gorjetas em noite de movimento atípico. “Nem quando o Congresso está funcionando a casa fica tão cheia”, comparou Nicole, uma das garotas de programa da Apple’s.

 

O Encontro de Prefeitos movimentou também o Alfa Pub, onde a reportagem esteve na noite da quarta-feira. Logo na entrada, Daniela foi direta: “Você também é prefeito?”, disse sem rodeios. Segundo ela, os homens à frente de cidades brasileiras não gostam de gastar muito. “Eles são mão fechada”, afirmação corroborada pela colega Fabiana. “Prefiro deputado e senador”, comparou.

Negócio

Alan Sampaio / iG Brasília

Discrição também é um dos atrativos da casa

O negócio do sexo voltado aos políticos na capital federal envolve até taxistas, que recebem R$ 70 por cliente levado até a Apple’s. Por R$ 100 de entrada na Apple’s, valor que podia ser consumido integralmente em bebidas, os prefeitos era recebidos por “colegiais”, “mulheres fatais” e “enfermeiras”, que se revezavam em apresentações nas quais os trajes curtos eram tirados e arremessados à plateia– alguns dos homens públicos ali presentes participaram subindo ao palco. “Faz tempo que eu não vejo tanta mulher gata”, comentou um deles.

Outro prefeito, que carregava a estrela do PT junto com um forte sotaque mineiro, acompanhado por três assessores comemorava no banheiro o desconto oferecido por uma das prostitutas, que cobrou R$ 150 por uma hora de programa.

Entre os presentes com os quais a reportagem do iG conversou, estavam prefeitos de cidades do Amazonas, Minas Gerais, Tocantins e Santa Catarina. Havia integrantes do PT, PR, PMDB. Os catarinenses foram em comitiva de 10 prefeitos.

A segurança do local foi reforçada por um carro da Polícia Militar do Distrito Federal, que ficou posicionado no estacionamento da Apple’s com as luzes apagadas. Por volta das 2 horas da madrugada, dois policiais fardados e armados chegaram a entrar para ver parte de um show das dançarinas.

A discrição também é um dos atrativos da casa. O consumo é registrado em nota fiscal pelo F.F. Bar e Restaurante LTDA, razão social da Apple´s Nigth Club. O estabelecimento toma alguns cuidados legais, como não ter quartos para realização de programas. As garotas são levadas pelos clientes para hotéis ou motéis brasilenses.

O sigilo também é moeda forte da Alfa Pub, onde a entrada custa R$ 35. A casa funciona como um bar anexo ao Hotel Bonaparte, no setor hoteleiro sul da capital federal, emitindo nota fiscal com a razão social de Semensato Bar e Café LTDA-ME. Lá não há apresentações de strippers, apenas um tecladista cantando MPB ao vivo.

O local funciona como uma espécie de agência. As garotas de programa circulam entre as mesas distribuindo cartões de visita e negociando programas que variam entre R$ 300 e R$ 400 por duas horas, a se realizar fora do bar.

O Alfa recebeu cinco prefeitos na noite desta quarta-feira, último dia do Encontro Nacional de Novos Prefeitos. Movimento fraco perto da segunda e da terça-feira. “Esta semana foi quente, teve muito prefeito”, disse um porteiro.

A estratégia de colocar esse tipo de casa em local discreto também ocorre no Hotel Nacional, complexo pertencente a Wagner Canhedo Filho, herdeiro do ex-proprietário da Vasp. Em uma das alas dos prédios funciona o Nacional Music Hall.

O modelo do Nacional é similar ao Alfa: as garotas oferecem os serviços. A movimentação na boate foi mais agitada nas noites da segunda e terça-feira, de acordo com seguranças, em função da presença de prefeitos hospedados no hotel.

Prêmio

Entre um copo e outro de uísque 12 anos, cuja dose em média custava a R$ 40 na Apple’s, prefeitos gritavam a cada strip-tease. O ápice da festa foi uma apresentação de sexo explícito entre duas garotas, efusivamente aplaudidas pelos homens presentes. Vários prefeitos ficaram em pé tentando acompanhar cada detalhe da cena. Depois, houve até chefe do Executivo municipal que parabenizou as duas garotas pelo “espetáculo”.

Nos intervalos de cada show erótico, os prefeitos aproveitaram para afinar as ideias com colegas e assessores sobre os problemas locais de seus municípios no início desta gestão. Houve até alguns que comemoraram o pacote de R$ 66,8 bilhões anunciado por Dilma como uma “mão na roda” .

Os prefeitos começaram a deixar a boate por volta das 3h. Na saída, eles receberam uma senha para participar de um sorteio. O prêmio? Uma noite grátis com uma das garotas de programa da boate.

 

 

Wilson Lima e Nivaldo Souza , iG

SBT Repórter desvenda o universo da prostituição nesta segunda – feira, 28

Divulgação SBT

SBT Repórter desta segunda – feira, 28 de janeiro, à meia – noite, revela o universo da prostituição. César Filho  mostra a rotina dos profissionais do sexo durante o dia e desvenda os prazeres à noite.

A equipe do SBT Repórter entrevista a modelo Viviane Brunieri, que namorou o jogador Ronaldo fenômeno e vivia uma vida de luxo. Conhecida como Vivi Ronaldinha, resolveu largar tudo e hoje vive como missionária, pregando a palavra de Deus.

E ainda, com uma câmera escondida os repórteres mostram como funciona uma casa do prazer para quem tem uma carteira recheada.

SBT Repórter vai ao ar toda segunda – feira, à meia noite, logo após Amigos da Onça.