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Escola é invadida e vândalos promovem quebradeira e roubo, na Paraíba

Reprodução/Noticiando PB
Reprodução/Noticiando PB

Vândalos arrombaram e invadiram a Escola Municipal Elça Carvalho da Fonseca, que fica no município de Cuité, no Agreste paraibano, a 225 km de João Pessoa. Na ação, realizada na tarde dessa segunda-feira (14), os bandidos destruíram cadeiras, mesas, e outros objetos, além de roubarem computadores da escola.

De acordo com a Polícia Militar em Cuité, os vândalos conseguiram arrombar uma das portas que dá acesso ao interior da escola e, depois, arrombaram portas de salas, da secretaria e da direção.

Além de roubar, os bandidos reviraram armários e destruíram equipamentos usados na educação das crianças. Ainda segundo a PM, os vândalos conseguiram fugir antes da chegada dos policiais.

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Bandidos promovem arrastão no Hospital Napoleão Laureano

laureanoUm trio de assaltantes promoveu um arrastão no estacionamento do Hospital Napoleão Laureano, no bairro de Jaguaribe, em João Pessoa. O ato ocorreu nesta quarta-feira (24).

De acordo com testemunhas que estavam no local, o grupo chegou ao Hospital em um veículo modelo Fiat Pálio, de cor azul. Um deles esperou a ação de dentro do veículo, enquanto os outros dois assaltantes realizaram roubo dos pertences de funcionários e familiares de pacientes do hospital.

A Polícia esteve no local fazendo busca e investigação, porém os bandidos já haviam fugido e ainda não foram localizados.

Por Redação – WSCOM

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Agevisa e Anvisa promovem treinamento em controle e prescrição do medicamento Talidomida

agevisa-pbA Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa/PB), em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), está realizando, nesta terça-feira (27) e quarta-feira (28), um treinamento em controle e prescrição do medicamento Talidomida, no auditório da Empresa Paraibana de Turismo (PBTur), bairro de Tambaú, em João Pessoa.

O medicamento é utilizado no tratamento de doenças como hanseníase e ficou mais conhecido pelos grandes males que pode causar às pessoas, dentre os quais a má formação fetal quando consumido por mulheres grávidas.

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Segundo a diretora geral da Agevisa/PB, engenheira de alimentos Glaciane Mendes, o treinamento “Talidomida: Prescrição, Dispensação e Controle – RDC nº 11, de 22 de março de 2011”, ministrado por técnicos da Anvisa, tem por objetivo capacitar os profissionais envolvidos com o controle e prescrição do medicamento, reforçar o conhecimento sobre o risco inerente a esta substância, bem como discutir e esclarecer as dúvidas sobre o tema, visando a prevenção do desvio do produto e as graves consequências que ele pode causar.

O evento tem a participação de médicos prescritores, farmacêuticos da Assistência Farmacêutica, responsáveis pelo armazenamento, transporte, distribuição e dispensação do medicamento à base de Talidomida, enfermeiros, profissionais da Coordenação Estadual de Hanseníase, inspetores e técnicos em Vigilância Sanitária, além de profissionais que atuam no Sistema Único de Saúde.

Sobre o medicamento – Parte integrante da Relação de Medicamentos Essenciais do Ministério da Saúde (Rename), a Talidomida é uma substância que, apesar de ser bastante eficaz no tratamento de algumas doenças, como a hanseníase, por exemplo, foi a responsável pelo nascimento de mais de dez mil crianças com má formação em todo mundo, entre as décadas de 1950 e 1960.

“A Talidomida é usada no tratamento de algumas doenças e causa efeitos teratógenos, ou seja, formação e desenvolvimento de deformidades físicas ou deficiências funcionais nos fetos em desenvolvimento”, explica ogerente técnico de Inspeção e Controle de Medicamentos e Produtos da Agevisa, Sérgio de Vasconcelos Brindeiro. Segundo ele, é imprescindível realizar o controle sanitário da substância e do medicamento por meio da publicação de normas, notas técnicas e inspeções sanitárias para verificar o cumprimento, bem como promover ações de educação sanitária junto a todos os profissionais envolvidos e aos usuários.

O uso da Talidomida é proibido para mulheres grávidas ou que não estejam utilizando dois métodos contraceptivos, sob um rigoroso acompanhamento médico, pois este medicamento causa os seguintes efeitos colaterais nos fetos: ausência ou hipoplasia (desenvolvimento incompleto ou defeituoso) de membros; defeitos no fêmur e na tíbia; má formação no coração, intestinos, útero e vesícula biliar; polegar com três juntas; efeitos nos músculos dos olhos e da face; ausência de aurículas e surdez.

 Secom/PB

Ativistas promovem atos em favor do parto humanizado e pela redução de cesáreas

TÂNIA REGO/ABR
TÂNIA REGO/ABR

Gestantes, pais, mães e especialistas da área da saúde fizeram nessa sábado (19) marchas pela humanização do parto em 34 cidades brasileiras. O objetivo é chamar a atenção para questões como o crescimento da violência obstetrícia e o número de cesarianas no país. Em São Paulo, o movimento reuniu 300 pessoas na avenida Paulista.

O Brasil tem a mais alta taxa de cesarianas do mundo: o número de cirurgias aumentou de 37,8% para 52,3% entre 2000 e 2010. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que essa taxa seja 15%, tanto na rede pública, quanto na privada.

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Segundo a advogada Ana Keunecke, uma das organizadoras da marcha, o movimento exige agilidade no julgamento da ação civil pública de 2010 sobre o número excessivo de cesarianas realizadas pelos convênios.

Entre as manifestantes, estava a gestante Manoela Mitre, com 37 semanas de gravidez. Ela será mãe pela segunda vez e afirma que a manifestação é necessária para alertar a população sobre os riscos de uma cesariana para a mãe e para o bebê.

“Antigamente era corriqueiro ver gestantes dando a luz em casa com a ajuda de familiares. Hoje optar por um parto sem intervenções cirúrgicas virou algo incomum e mal visto aos olhos do modelo obstétrico vigente”, afirmou.

Outra manifestante, a secretária Luciana Carla de Lima de 26 anos contou que sofreu preconceito de um hospital por querer ter seu primeiro filho de parto normal.  Além disso, Luciana diz que foi vítima de uma série de violências ao parir o seu bebê e teve depressão. Ela está processando a Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro por negligência médica, descumprimento da lei do acompanhante e pelo parto violento.

Simone Diniz, professora da Faculdade de Saúde Pública da USP, ressaltou que muitas vezes, as mulheres recorrem à cesárea para fugir da violência em partos vaginais.

O movimento denunciou  durante o ato a perseguição que profissionais humanizados como doulas, obstetrizes e enfermeiras obstetras em maternidades do país.

A marcha foi encerrada em frente ao prédio da Justiça Federal na Avenida Paulista, onde as mulheres entregaram um documento com mais de 300 assinaturas pedindo o julgamento da ação sobre o alto número de cesarianas.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, houve um ato silencioso no Hospital Maternidade Maria Amélia Buarque de Hollanda, no centro da capital.

“O nosso ato é para apoiar nesse local todos os profissionais que lutam para que a mulher seja protagonista do seu trabalho de parto e, isso faz com que as cesáreas feitas por conveniências médicas não aconteçam”, destacou a funcionária pública Paula Inara, de 38 anos, uma das coordenadoras do Movimento pela Humanização do Parto.

Segundo a médica e pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Maria do Carmo Leal, o número de cesarianas está aumentando a cada ano, na contramão do que acontece em países desenvolvidos, como na Europa, onde não ocorre a prática indiscriminada de partos cirúrgicos. “Nos Estados Unidos, que têm um modelo de atenção um pouco parecido com o nosso, eram 33% de cesáreas e agora estão com 31%, porque estão fazendo um imenso esforço para diminuir essa taxa.”

Em março de 2014, Maria do Carmo lançará a pesquisa Inquérito Nacional sobre Parto e Nascimento, realizada nos últimos três anos em todo o país.

O documento vai descrever como é a assistência ao parto; quais são as intervenções que vêm sendo feitas sobre o parto vaginal; qual é a aprovação de cesáreas; como a decisão pela cesárea está sendo feita no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada.

“É uma pesquisa muito grande, que também vai contemplar os resultados sobre como o parto é realizado, sobre a mãe e o recém-nascido.”

O Movimento pelo Parto Humanizado também se solidariza com as mães que perderam quatro bebês de cesariana no início do ano na Maternidade Maria Amélia e pede que as causas sejam apuradas rapidamente.

O movimento afirma ainda que não é contra a realização de cesarianas. Apenas considera que elas devem ser feitas quando há indicação clara e real para mãe ou para o bebê e não de forma indiscriminada, como tem sido feita no país.

Segundo a enfermeira obstétrica Mara Libertad, que acompanha partos normais em casa e trabalha junto ao Movimento pela Humanização do Parto, o que a maternidade faz é o recomendado pelo Ministério da Saúde como mais adequado para as mulheres em trabalho de parto. “Ela tem acompanhamento em uma sala individual, com recursos para o alívio da dor, e direito ao acompanhante, reconhecido por lei.”

Com informações da repórter Anelize Morerira, da Rádio Brasil Atual, e da Agência Brasil.

Entidades na PB aderem ao “Fora Feliciano” e promovem ato neste sábado

felicianoDiversas entidades ligadas à luta dos direitos humanos na Paraíba realizam neste sábado, a partir das 10h, no Parque Solon de Lucena, um ato de protesto contra a indicação do pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) para presidência da Comissão dos Direitos Humanos da Câmara dos Deputados.

 

O protesto reforça o movimento nacional contra o deputado, que é evangélico e acusado de defender bandeiras contra as minorias, entre elas a homofobia. Além de João Pessoa, o ato será promovido simultaneamente em 12 outras capitais brasileiras. “A indicação deste deputado representa um retrocesso à luta dos direitos humanos no Brasil e não podemos permitir isso”, declarou Renan Palmeira, presidente do Movimento do Espírito Lilás (MEL).

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Além do MEL, participarão do ato representantes do Cunhã, do Conselho Regional dos Assistentes Sociais, da Comissão dos Direitos Humanos da OAB, movimento dos negros, entre outras.

Luís Tôrres

Revista Fórum e Fundação Banco do Brasil promovem o 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais

Professores da rede pública de todo o Brasil podem se inscrever no 3º Concurso Aprender e Ensinar – Tecnologias Sociais, até o dia 5 de outubro. Seis serão premiados, um de cada região do Brasil (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte), e um de Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia.

Além disso, serão selecionados 64 finalistas, que irão a Brasília participar de seminário sobre tecnologia social na educação, nos dias 9 e 10 de novembro, com todas as despesas pagas pelo concurso. Os finalistas ainda receberão um tablet e um troféu. Todos os professores que se inscreverem no concurso ganharão assinatura da Revista Fórum até fevereiro de 2013, o livro sobre Geração de Trabalho e Renda, e passarão a integrar a rede de educadores Aprender e Ensinar. Podem se inscrever professores da Educação Básica, vinculados à rede pública,

institutos federais, escolas técnicas públicas e espaços não formais de educação, como EJAs e ONGs.

Vencedores rumo à Tunísia

Os seis vencedores serão anunciados nos dias 9 e 10 de novembro, no final do evento em Brasília. Eles vão participar do Fórum Social Mundial de 2013 e lá divulgarão suas tecnologias premiadas, em um seminário organizado pela revista Fórum e pela Fundação Banco do Brasil.

Esta é a terceira edição do concurso que busca reconhecer, apoiar e disseminar o uso de tecnologias sociais na educação. O 1º Concurso Aprender e Ensinar foi realizado em 2008 e recebeu 2.640 inscrições de todo o Brasil. Os vencedores foram ao FSM de Belém (PA). Na segunda edição, em 2010, foram 3.075 inscritos, e os cinco educadores premiados viajaram a Dacar, no Senegal, em 2011.

Nas duas primeiras edições do concurso, eram premiados cinco educadores de escolas públicas, um de cada região do País. Neste ano, foi criada a categoria para professores de institutos federais.

Tecnologia Social

As tecnologias sociais são soluções simples, de baixo custo, capazes de promover transformações sociais. Seu objetivo é justamente o desenvolvimento local. São iniciativas onde a comunidade é protagonista e que podem ser reaplicadas em qualquer lugar. Entre as premiadas nas edições anteriores estão a construção de um forno solar; uma horta de ervas medicinais feita por alunos, professores e comunidade; a criação de uma moeda verde para troca de materiais recicláveis; um programa de inclusão de crianças surdas por meio da Língua Brasileira de Sinais (Libras).

Inscrições

As inscrições podem ser feitas até 5 de outubro de 2012, no site do concurso, através do link:

http://www.aprenderensinarts.com.br/conteudo/cadastre_se.php

Adital

Planos agrícolas promovem concentração de terra e especulação financeira

 

O governo federal fez o lançamento dos planos agrícolas para a safra de 2012/2013, tanto para a agricultura comercial quanto para a familiar. O Plano Safra consiste em uma política de crédito para os produtores agrícolas e programas de investimento nos modelos agrários empresarial e familiar.

O pacote destinado à agricultura familiar recebeu um total de R$22,3 bilhões, sendo R$ 18 bilhões para crédito de custeio e investimento à agricultura familiar e R$ 4,3 bilhões para programas voltados à assistência técnica e aquisição de alimentos.

“O plano é fraco”, avalia Guilherme Delgado, doutor em economia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisador aposentado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea)

De acordo com o economista, crédito não é suficiente para atender as demandas do campesinato. “Há uma timidez do governo de apresentar um plano diferente. Os camponeses precisam mais que sobreviver e precisa existir incentivos à cooperação. Se for somente dar crédito aos pequenos agricultores, não há necessidade em se fazer dois planos distintos”, critica.

“Para existir um plano efetivo, seria necessário um pacote de medidas de caráter estrutural, que fomentassem a cooperação, a agroecologia, a agricultura familiar e a infraestrutura das propriedades. Nada disso está no plano porque não se pensa que essas medidas possam fazer um diferencial”, acredita Delgado.

Segundo o dirigente do MST, Alexandre Conceição, o principal problema do plano é que ele reforça a estrutura fundiária concentrada. “A agricultura familiar só existe porque houve desconcentração de terra e o surgimento de pequenos produtores capazes de produzir. Nesse sentido, a Reforma Agrária está completamente esquecida no plano. O agronegócio, graças ao investimento do governo, continua avançando e expulsando os produtores do campo”, afirma.

“O número de pequenos produtores diminui ano a ano graças à política de fortalecimento do agronegócio. Se o governo não trabalhar na desconcentração de terras, o crédito vai beneficiar cada vez menos pessoas. As 186 mil famílias acampadas poderiam dar volume à agricultura familiar e obter os recursos do plano safra para produzir. Novas famílias precisam ser assentadas para fortalecer a pequena agricultura”, propõe o dirigente do MST.

Crédito burocrático para os camponeses 

A burocracia para conseguir recursos é um dos problemas do Plano Safra. Além de licenças ambientais e jurídicas da propriedade, a obtenção do crédito passa pelos bancos, que fazem diversas demandas aos agricultores, sendo a principal delas não estar endividado.

De acordo com Conceição, “há milhares de famílias que estão impedidas de acessar recursos, inclusive desse plano, por conta das dívidas passadas, que não foram renegociadas. É um crédito de difícil acesso para a realidade dos assentados”.

A maior parte do crédito do plano é destinada ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que não atende as necessidades de grande parcela dos camponeses e não altera a estrutura agrária brasileira.

Segundo Delgado, “o Pronaf é uma peça de fomento para setores do campesinato que tem uma produção mercantil estruturada. É uma tentativa de integração deste campesinato no modelo de produção do agronegócio”.

A presidenta Dilma Rousseff anunciou, junto com o lançamento do plano, a criação de uma Agência Técnica e Extensão Rural para desenvolver pesquisa e tecnologia para a pequena agricultura.

Conceição considera a medida importante e cobra a participação dos movimentos. “A construção dessa agência deve ser feita com o conjunto da sociedade e dos movimentos sociais. Queremos uma assistência técnica continuada e com recursos, elaborada de acordo com a dinâmica de cada comunidade”.

O dirigente do MST pondera que ainda não existe nada de concreto e coloca a necessidade da formação de técnicos agrícolas, agrônomos e engenheiros florestais dentro de uma matriz tecnológica distinta do agronegócio. “É um debate que está no começo e que deve ser feito a partir das necessidades dos trabalhadores rurais do campo. Essa agência não pode ser uma assistência com técnicos formados com a lógica do agronegócio, que chegam para produzir com alta quantidade de veneno e compra de sementes das transnacionais”.

Facilidades para a agricultura empresarial 

O plano para a agricultura comercial, cujos beneficiários são majoritariamente o setor do agronegócio, recebeu R$ 115,25 bilhões. Houve um aumento de 7% do montante recebido ano passado. Do total, R$ 28,25 bilhões serão destinados para investimentos e R$ 86,95 para financiamento de custeio e comercialização.

De acordo com Delgado, “o Plano Safra da agricultura comercial vem para fazer com que o setor primário, caracterizado pela exportação das commodities agrícolas e majoritariamente ligado ao setor privado, cresça por meio do investimento público. O crédito rural cresceu muito nos últimos anos e as políticas de preços mínimos expandiram o setor primário do agronegócio.”

O pesquisador observa, no entanto, que apesar do orçamento ser o maior de todos os tempos, há uma queda no ritmo de crescimento. “O incremento no crédito deste ano apresenta desaceleração. De 2000 até o ano passado, o crescimento da quantidade de crédito era no mínimo de 9%. Em 2011, o aumento foi de 13%. Isso mostra que embora a prioridade do setor primário na economia seja forte, há desaceleração devido ao aumento dos preços da commodities”.

Dinheiro para especulação

Conceição avalia que não há restrições burocráticas para que os latifundiários obtenham o crédito, enquanto os camponeses enfrentam diversas restrições. “O plano do agronegócio tem uma estrutura jurídica e bancária pronta para os produtores pegarem os recursos e utilizarem da forma que querem, inclusive renegociando as suas dívidas com os bancos”, afirma.

Grande parte do crédito alimenta o mercado financeiro, com medidas como a compra e venda antecipada de safras por terceiro nas bolsas de valores. Ou seja, recursos públicos entram na ciranda da especulação financeira.

“É uma política lamentável do governo, que trata alimentos como mercadoria, fortalecendo o modelo especulativo. Vai ser uma farra para os ruralistas durante toda a safra a especulação do eucalipto, da soja, da cana, do etanol”, prevê Conceição.

“A produção brasileira se baseia em commodities, que servem justamente para especulação financeira nas bolsas e para enriquecer as empresas do agronegócio. Depois do anúncio do crédito, é provável que as próximas safras já tenham sido vendidas, sem que a plantação tenha sequer começado”, complementa. Para ele, “o Brasil precisa de capital produtivo para desenvolver o país, e não investimentos no financeiro. É a produção que faz o país crescer”.

Sem agrotóxicos

O plano destinado aos grandes produtores também conta com programas que incentivam a produção de produtos orgânicos. O texto do plano afirma que “é crescente a preocupação da população com a qualidade dos alimentos e os impactos sociais e ambientais dos sistemas de produção convencionais. Tem ocorrido um grande aumento na demanda por produtos considerados limpos, de maior valor nutritivo e produzidos com respeito ao meio ambiente e com justiça social”.

Para Delgado, a baixa das commodities leva setores do agronegócio a ocupar esse filão do mercado. “Há uma busca de nichos alternativos devido à queda dos preços nas commodities. O setor do agronegócio que prega a produção de orgânicos começa a ganhar força”, avalia o economista.

Dados do plano apontam que o mercado mundial da agricultura orgânica supera 80 bilhões de dólares anuais. No Brasil, a comercialização anual de produtos orgânicos é de R$ 500 milhões.

De acordo com Conceição, a preocupação dos grandes produtores não está na preservação ambiental, e sim no lucro. “O agronegócio não se preocupa com o meio ambiente. Estão preocupados com o lucro que a produção de alimentos saudáveis vai trazer, pois o produto orgânico é vendido mais caro. É para ter mais lucro e ter o discurso para a sociedade de que eles produzem de forma sustentável que eles começam a adotar essas estratégias”, diz o dirigente do MST.

Ele avalia que o agronegócio quer ter um “discurso sustentável”, mas não tem condições de mudar estruturalmente seu modo de produção desmatador, como demonstra a pressão pelas mudanças no Código Florestal. “Basta ver como o agronegócio produz: grandes extensões de terra, expulsão dos trabalhadores, monocultivos, veneno e máquinas. Essa produção não é nada ecológica”, acredita.


Por José Coutinho Júnior/MST

Focando a Notícia

Seis cidades do Brejo paraibano promovem ‘Rota Cultural Caminhos do Frio’

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Na região serrana do Brejo da Paraíba, as cidades de Areia, Bananeiras, Serraria, Pilões, Alagoa Nova e Alagoa Grande movimentam a cultura e o turismo paraibanos, entre os meses de julho e agosto. No período é realizada a ‘Rota Cultural Caminhos do Frio’, oportunidade em que são apresentadas manifestações culturais regionais. De 16 de julho e até o dia 26 de agosto, a Rota Cultural vai oferecer aos turistas apresentações culturais, festivais gastronômicos, oficinas de artes, atividades de ecoturismo e esportivas, feira de artesanato, exposições culturais, entre outras atrações.

A expectativa, segundo os organizadores do evento, é de que cerca de 30 mil turistas devem participar das atividades do projeto que chega este ano a sua sétima edição. Um dos diferenciais do roteiro é o clima frio, já que o inverno na Paraíba tem início em junho e se prolonga até setembro. Em julho, a temperatura na região do Brejo fica em torno de 12° graus, um fenômeno atípico no Nordeste. Outro fator positivo é a sua localização estratégica, próxima de duas principais cidades-pólos: João Pessoa e Campina Grande.

A rota cultural Caminhos do Frio é uma realização Fórum do Turismo Sustentável do Brejo, entidade que atua na promoção da cadeia do turismo na região. O projeto tem parceria do Sebrae Paraíba, apoio do Governo do Estado, Banco do Nordeste e das prefeituras dos municípios que fazem parte da ação.

Rota cultural – Cada uma das seis cidades que integram o ‘Caminhos do Frio’ tem uma rota cultural específica para oferecer aos turistas e à comunidade local. Areia é o município que inicia as atividades do projeto com a programação “Areia: Frio, Cachaça e Arte”, de 16 a 22 de julho. A abertura acontecerá com apresentação da Filarmônica Abdón Milanez, no dia 16, a partir das 17h, no Adro do Solar José Rufino. Na cidade serão oferecidas oficinas, apresentações culturais, como o espetáculo de dança do grupo Tradições Folclóricas Moenda (Areia), shows, entre eles, o das ‘Bastianas’, corrida de bike, Encontro de Capoeira e Troca de Cordéis, visitação à casa de doce ‘A Bagaceira’, entre outras atividades.

O município de Bananeiras vai oferecer a programação “Aventuras e Arte na Serra”, entre os dias 23 e 29 de julho. Na cidade, os turistas poderão participar do ‘Festival Gastronômico’ (26 de julho), de trilhas ecológicas, de apresentações teatrais e musicais, como a orquestra Sanfônica e show da banda Cabruêra.

Já entre os dias 6 e 12 de agosto, a rota cultural será realizada em duas cidades: Serraria (Natureza, Seresta e Engenhos) e Pilões (Festa das Flores, Banana e Artes). Em Serraria serão realizadas oficinas culturais, apresentações artísticas e shows, como o dos 3 do Nordeste, do ‘Paraíba Sim Sinhô’, além de sanfoneiros e seresteiros da região. O roteiro da cidade conta ainda com espetáculo de circo, com a Cavalgada da Fé e visita a engenhos.

Em Pilões, também serão realizadas oficinas artísticas, apresentações de culturais de grupos de dança Caetés e Acauã da Serra (UEPB), da orquestra ‘Sanfônica do Cariri’ e literatura de cordel “Gilberto Baraúna”, além de trilhas ecológicas na Pedra do Espinho, Cachoeira do Ouricuri e na área de floricultura.

Tributos a Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro – Em Alagoa Nova, as atividades têm inicio no dia 13 de agosto e seguem até o dia 19 de agosto, com a “Festa da Civilização do Açúcar”. Na abertura, no teatro municipal, a partir das 19h, será realizado um “Tributo aos 100 anos do Rei do Baião”.  A rota de Alagoa Nova vai contar com oficinas, como a de Berimbau Terapia, apresentações culturais, exibição de filmes, espetáculo circense, festival gastronômico, visita ao Engenho Vaca Brava, shows do Clã Brasil, de Vinicius e Sobral, Forró e Gastronomia entre outros. Estão programadas ainda a realização do VII Salão de Artesanato e o Encontro de Quadrilhas.

O Caminhos do Frio será encerrado com a rota cultural de Alagoa Grande, com a programação do “Festival de Artes Populares Jackson do Padeiro”, entre os dias 20 e 26 de agosto. Na cidade serão realizadas apresentações culturais, como a “Um olhar Jacksoniano” do grupo Outros; teatro infantil, shows com Boby e Amanda, Márcio Jr e Robério, desfile da banda marcial Paraybana. Vai acontecer ainda a abertura oficial do ‘Festival de Artes Populares Jackson do Pandeiro’ com Oliveira de Panelas, apresentações da Orquestra Cônego Firmino Cavalcante ,”A Maravilhosa Música de Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga” e das Cirandeiras do Povoado Caiana dos Criolos, além do show com a banda Jackson Envenenado.

Alagoa Grande ainda vai promover a apresentação do Coco de Embolada de Manoel Batista, o Encontro dos Filhos e Amigos de Alagoa Grande, oficinas de Xilogravura, de Hip Hop e de elaboração de Projetos, a 6ª Trilha de Moto dos Engenhos, 1º Passeio Ciclístico, 1ª Exposição de Agronegócios, 12ª Cavalgada de Alagoa Grande, 2º Encontro dos Blogueiros e o VI Encontro de Dança de Rua.

Secom-PB

Rezadeiras promovem a cura pela fé nos postos de saúde

Já imaginou ir a uma unidade hospitalar básica e, além da receita médica, receber também a indicação de procurar uma rezadeira? Se isso pode parecer estranho para alguns, já é, no entanto, rotina no Centro de Saúde da Família (CSF) Rebouças Macambira, no Jardim Guanabara, em Fortaleza. No local, um grupo de quatro ´curandeiras´ se revezam, todas as terças e quintas-feiras, para tentar levar a cura através da imposição das mãos, do poder da fé e das raízes. É o desafio diário de unir o saber médico ´oficial´ com a tradição da reza.
Com a presença das terapeutas espirituais tradicionais auxiliando no tratamento, os pacientes passaram a visitar as unidades médicas para se consultar com o clínico e depois receber uma reza, unir, assim, os dois saberes existentes fotos: Lucas de Menezes
Ainda presentes, mas, muitas vezes restritas ainda às periferias da Capital, as rezadeiras sobrevivem prometendo o fim de enfermidades como o ´mal olhado´, a febre repentina, a desinteria que não cessa, a temida ´espinhela caída´, doenças de pele, mazelas do corpo e até da alma.
Com o olhar bem sereno e as mãos próximas ao coração, a rezadeira Raimunda Gomes da Silva, 67, recebe sua primeira paciente do dia no Posto de Saúde do Jardim Guanabara: a pequena Lívia Rodrigues, 5. A menina tem tido constantes quedas de cabelo. O motivo disso? Nenhum médico descobriu, relata a mãe, a doméstica Lidiane Costa, 29. Elas vão na fé de que a ´curandeira´ possa ajudar a menina. A ideia é unir pomadas e cremes ao poder que emana das palavras e gestos da rezadeira.
A senhora Raimunda Gomes impõe as mãos, fecha os olhos e diz oferecer suas melhores energias. Não usa galhos e ramalhetes, apenas dizeres. “Eu faço isso há mais de 40 anos e vejo as pessoas saírem melhor, bem mais calmas. De mim só emana amor. Unindo a espiritualidade com os medicamentos sei que os doentes podem ficar bons”, diz.
A fila para o atendimento espiritual é grande. Alice Maria Mesquita, 42, doméstica, leva o garoto, de apenas quatro anos, para rezar. O menino apresenta quadro de desinteria há dias. Tudo muito repentino e aparentemente sem motivos. Prato cheio para a reza. Será o tal do ´ventre caído´, um susto que ele tomou?
A rezadeira Rosa Ferreira da Silva, 86, oferece apoio, mas reforça: só a oração não vai adiantar, o bom-senso pede reforço na hidratação. “Somos orientadas a entregar também os pacotes de soro para melhorar a saúde. Mas ainda tem muita gente que só acredita na rezadeira e não quer levar o doente ao posto”, afirma.
Trabalhando há mais de 50 anos com as mãos, Rosa teme o fim das rezadeiras, diz que uma outra geração não está sendo formada e que o saber tradicional estaria com legado comprometido. “Nós estamos ficando velhas e não estou vendo gente nova se interessar. O que mantem a tradição viva é a crença, é o fato das pessoas, mesmo com os médicos, ainda estarem com a gente. Mas ainda há perseguição e preconceito contra nós”, relata.
Cultura
Para a coordenadora do Posto de Saúde Rebouças Macambira, Maria da Conceição de Angelo, a ideia de levar essas mulheres que trabalham com rezas para dentro da unidade foi algo bem natural. Segundo a gestora da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), a presença delas é muito forte no bairro. Vez ou outra, as agentes de saúde narravam que um doente estava deixando de se consultar com um médico, apesar da gravidade da enfermidade, apostando apenas na fé.
“Estamos dialogando com a cultura e a tradição da comunidade. Sentimos que isto está melhorando, inclusive, a humanização e o relacionamento entre as partes. Esse intercâmbio de saberes está gerando bons efeitos”, narra a coordenadora Conceição.
Conflitos
A contadora Débora da Rocha Marques, 26, moradora do bairro Ellery, conta que foi criada indo, quando criança, às rezadeiras. Hoje, em virtude da falta de tempo, deixou de frequentar os espaços, mas ainda vê isso muito forte na sua família, apesar da ´ditadura´ do tal saber médico.
“Acho o trabalho delas muito importante e deve sim ser mantido para as próximas gerações. O que me motivava a ir era a crendice que por sua vez dominava os mais idosos e passavam de geração em geração. E era a única solução que se usava, pois médico antigamente era muito caro e de difícil acesso. Mas, a opinião clínica hoje é bem mais aceita, apesar de eles nem sempre acertarem o diagnostico e não darem a devida atenção”, finaliza.
PROTAGONISTA
“Antigamente a reza era a nossa única opção”
A dona-de-casa Valdenir Cardoso, 60, conta, com emoção, como criou os seus filhos. Todos, segundo ela, à base de lambedores caseiros, chás de boldo, emulsões de alfavaca, banhos de aroeira e eucalipto. Imaginem, então, os cheiros que exalavam na casa de Valdenir, erva pura!
Ela narra que a sua mãe, de 87, raramente procura um médico, diz não confiar muito no tal “doutô”. Os remédios fariam mais mal do que bem ao corpo, de tão cheio de efeitos colaterais. Dona Valdenir lembra com saudade as batidas na porta da rezadeira em plena madrugada, agoniada pedindo ajuda. “Antigamente a reza era a nossa única opção”.
OPINIÃO DO ESPECIALISTA
Medicina ´Oficial´ e Popular se complementam
Cristiane Pimentel
Jornalista e pesquisadora
Consideradas como um misto de farmacêutica e médica pelas comunidades nas quais atuam – com a particularidade de não cobrarem por seus serviços – as rezadeiras atuam na proteção e cura de males de origem física ou espiritual. Numerosas em comunidades rurais e de baixa renda, possuem, no entanto, um público que extrapola essa esfera. É importante perceber que um doente que procura uma rezadeira não o faz, primeiramente, por fatores sociais e econômicos, mas por aquela prática possuir respaldo cultural para tanto. De fato, todo aquele que opta pela cura na Medicina Popular o faz de acordo com as concepções de enfermidade e saúde inseridas em sua cultura. Por exemplo, se um determinado indivíduo crê que o chamado “cobreiro” (herpes zoster) é uma enfermidade não passível de ser curada pelo médico, mas sim pela rezadeira; ou se outro acredita que a apatia de seu filho não é outra coisa senão “quebranto”, então ambos irão procurar a rezadeira. Não há fatores de dúvida, pois, para aquele paciente, a Medicina Popular é a única apta a curar os chamados “males de reza”, e a Medicina “Oficial”, os “males de dotô”. Obviamente que a dificuldade de acesso a recursos e informações de saúde tem seu peso quando se pensa em um suposto distanciamento da chamada Medicina “Oficial” por parte desse paciente. Porém, sem dúvida, é equivocado definir que o ofício de rezadeira persista até os dias de hoje, mesmo em ambientes urbanos, por conta da ineficiência do sistema de saúde. É a cultura que age como fator decisivo na opção entre ir ao médico ou a rezadeira. A cultura impele a crer que aquela é a única opção, o único caminho pelo qual ele obterá a cura. Por isso mesmo que não é difícil encontrar entre os clientes das rezadeiras pessoas de elevado grau de informação ou poder aquisitivo. É com essa acertada percepção de que não há conflito, mas complementaridade, entre Medicina Popular e “Oficial”, que municípios vêm aliando suas equipes de saúde a rezadeiras, em programas de saúde preventiva, como ocorreu no município de Rebouças, no interior do Paraná. Lá foi sancionada, em fevereiro deste ano, uma lei inédita no País, que confere às rezadeiras o status de profissionais de saúde.
Desafio é romper com a centralidade no médico
Em meio a toda essa discussão sobre quem tem o poder de curar – médicos, rezadeiras (ou ambos), as práticas ditas complementares e alternativas tentam se misturar, em um verdadeiro caldeirão de saberes, com as técnicas formais, medicamentosas, ditas ´oficiais´. E como encontrar, em um mesmo espaço, clínicos gerais indicando remédios alopáticos e outros profissionais tentando curar através de massagens, rezas, lambedores, ervas, conversas, pelo toque ou afeto.
Uma das rezadeiras mais conhecidas de Fortaleza, a Mãe Mocinha, uniu os seus conhecimentos da reza junto às técnicas de massoterapia
   Apesar de o Ministério da Saúde já preconizar e até estimular o uso dessas diversas práticas terapêuticas complementares dentro das unidades médicas, o desafio ainda é conciliar, tentar mediar os conflitos de quem concorda e discorda dos mil interesses.
“O que queremos hoje é romper com essa centralidade do cuidado apenas no médico. Acabar com a ´desmedicalização´. Fazer com que todos compreendam que a cura vem de um trabalho conjunto, multidisciplinar que conta, inclusive, com a presença do clínico e da rezadeira”, explica a médica, educadora popular e atual coordenadora pedagógica do Sistema Municipal de Saúde e Escola, Vera Dantas.
Na rede pública de Fortaleza, Vera Dantas enumera diversas ações já existentes na área. Ainda são poucas, segundo ela, mas bem expressivas. Existem hoje, na Capital, conforme Vera, duas Ocas Comunitárias geridas pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), o programa ´Cirandas da Vida´, trabalhos conjuntos com o Projeto Quatro Varas, terapeutas em postos de saúde e nos Centros de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (CAPSAD).
Capacitação
“Além de reconhecer a importância das rezadeiras, por exemplo, temos a consciência também de que elas devem renovar seus saberes. Daí, oferecermos cursos de capacitação em outras áreas como massoterapia e técnicas de reiki. Tudo sem imposição, com respeito à todos as culturas e à diversidade religiosa. Estamos fazendo um trabalho pequeno ainda, de formiga, mas torcendo sim e lutando muito por uma universalização da saúde de qualidade e mais humanizada”, afirma a médica Vera Dantas.
E não faltam exemplos de rezadeiras que, junto com o trabalho tradicional da fé, têm aprendido novas práticas. A mãe de santo e rezadeira, Maria Perpetua Meneses, 68, conhecida como ´Mãe Mocinha´, é famosa na cidade com a cura pelas mãos. Moradora do Pirambu, já rezou em muita gente. Hoje, trabalha também como massoterapeuta no CAPSAD da Secretaria Executiva Regional (SER) IV.
Para a Mãe Mocinha, o momento agora é de fortalecer essas técnicas tradicionais e garantir que elas, cada vez mais, estejam dentro dos espaços formais.
“A gente trabalha com muito amor. Esse é o nosso diferencial com relação aos demais. O que me motiva a rezar nas pessoas é a caridade, a vontade de ajudar. Penso com otimismo, acredito que as rezadeiras nunca vão se acabar. Sempre vai existir gente fazendo o bem”, relata Mocinha.
IVNA GIRÃO
REPÓRTER

Mães promovem 1º bazar/brechó especializado em produtos infantis

 

A vontade de deixar os filhos sempre lindos e estilosos, muitas vez provoca uma situação que as mamães não conseguem lidar: o que fazer com as roupas e utensílios que não são mais utilizados pelos pequenos? Para solucionar esse problema, o Espaço de Desenvolvimento Infantil Baby’s Cool e o Blog Mãe do Ano realizarão o 1º Bazar/Brechó Infantil, no próximo dia 17 (domingo da próxima semana),das 9h às 17h, na loja Gui e Marie, em Manaíra.

Além de incentivar o sentimento de generosidade das crianças e a troca de experiência entre os participantes, o evento ainda será uma oportunidade de gerar um “dinheirinho” extra para as mamães que decidirem repassar os produtos.

“A prática de bazar é muito interessante, mas pouco difundida aqui em João Pessoa. Por outro lado, é uma boa maneira de repassar para outras pessoas aquilo que não nos serve mais, além de ser uma excelente opção para dar uma renovada no guarda-roupa dos filhos, afinal, tudo se perde muito rápido, não é?”, ressaltou Nicolle Nery, proprietária do Baby’s Cool e uma das organizadoras do bazar.

Todas as pessoas podem oferecer produtos no Bazar. Podem ser comercializados produtos infantis novos e usados (roupas, carrinhos, berço, brinquedos, entre outros), desde que estejam em bom estado de conservação.

Para tanto, basta entregá-los lavados e higienizados, até a próxima quarta-feira (13), na agência de publicidade CaféCom, no Cabo Branco, das 9h às 17h. Durante a inscrição, os produtos serão organizados e etiquetados com o nome da participante vendedora e o valor estipulado por ela.

O evento conta com o apoio da loja Gui e Marie e da Com açucar, com afeto, empresa especializada em cupcakes.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones 9677 1164 e 8844 5628, ou pelo e-mail contato@maedoano.com.br.

Informações sobre inscrição:

– Quem pode participar: todas as pessoas que desejam repassar produtos infantis em bom estado de conservação
– Data para entrega dos produtos: até 13 de junho
– Local da entrega: Agência CaféCom, Rua Edvaldo B. Cavalcanti Pinho, Cabo Branco (entra à direita após a Fundação Casa de José Américo; rua paralela à da praia),

– Horário de atendimento: 9h às 17h

– Telefones para informações e agendamento: 9677 1164 ou 8844 5628

Informações sobre o evento:

– Data: 17 de junho
– Local: loja Gui e Marie, Avenida Guarabira, 963, Manaíra
– Horário: 9h às 17h
– Valor da inscrição: 1 kg de alimento não-perecível (exceto sal e fubá)

– Telefone da loja Gui e Marie: 3356-6733

Assessoria de Imprensa para o Focando a Notícia