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Promotor pede reabertura de escolas fechadas na zona rural de Areia, PB

O Ministério Público entrou com ação civil pública pedindo a reabertura de escolas fechadas no ínicio do ano letivo na zona rural de Areia, no Brejo paraibano. No entanto, de acordo com o promotor de Justiça Nilton Chagas, a medida foi tomada devido ao não cumprimento de requisitos para o fechamento das escolas na zona rural do município.

A prefeitura fechou as escolas alegando que a quantidade de alunos não seria suficiente para formar turmas. Segundo o Prefeito de Areia, João Francisco, o fechamento das escolas faz parte de um processo da Secretaria Municipal de Educação para acabar com o sistema de ensino multiseriado, onde alunos de séries diferentes estudam juntos numa mesma sala de aula.

“Estamos guiados em indicações do Ministério da Educação, no pedido de fechamento das escolas multiseriadas pela Câmara Municipal, Conselho Municipal de Educação e também por documentos da Associação Municipal dos Professores. Todos esses orgãos nos deram indição que a escola multiseriada não é uma escola justa, quando podemos oferecer aos nossos alunos uma educação seriada, onde cada aluno tem sua condição apropriada com colegas de mesmo nível intelectual”, explicou o prefeito.

Nove escolas da zona rural de Areia já passaram pelas medidas da Secretaria de Saúde, desde o ano passado. Após o fechamento das escolas, a prefeitura ofereceu a transferência dos alunos para uma escola e para uma creche na zona urbana, com cerca de 2 km de deslocamento, mas os pais dos alunos não aceitaram a mudança. Por isso, cerca de 49 alunos estavam assistindo aulas nos fundos da escola Maria Emília Maracajá, em barracos improvisados com lonas.

Caso o pedido de liminar do promotor Nilton Chagas seja aceito, as escolas fechadas devem ser abertas imediatamente, até que a Juíza apresente o parecer final sobre a situação.

Ministério Público pede reabertura das escolas da zona rural de Areia

Ministério Público pede reabertura das escolas da zona rural de Areia

 G1

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Procurador-geral adjunto do RN e promotor de Justiça são baleados na sede do MPF

procuradoriaO procurador-geral adjunto do Rio Grande do Norte, Jovino Pereira Sobrinho, e o promotor de Justiça Wendell Beetoven Ribeiro Agra – lotado no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) – foram baleados por volta das 11h da manhã desta sexta-feira (24) na sede do Ministério Público Federal (MPF) do estado, em Natal.

Segundo a assessoria do MPF , o autor dos disparos é Guilherme Wanderley Lopes da Silva, de 44 anos, servidor concursado do órgão que trabalhava como assessor de uma procuradoria. A assessoria não soube informar se Silva estava de serviço ou não. O suspeito fugiu em um automóvel Polo de cor prata.

Até o momento, nem o Ministério Público nem a Polícia Militar sabem explicar o que teria motivado o crime.

De acordo com relato de testemunhas, Guilherme Wanderley Lopes da Silva ingressou na sala onde o procurador-geral adjunto do Estado e o promotor de Justiça participavam de uma reunião administrativa e, bastante exaltado, sacou a arma e disparou.

Baleados

A equipe médica do Walfredo Gurgel informou que Jovino Pereira Sobrinho foi atingido por um tiro no abdômen e que Wendell Beetoven Ribeiro Agra foi alvejado no tórax.

O procurador-geral e o promotor foram inicialmente levados para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho e, de lá, transferidos para o hospital público Monsenhor Walfredo Gurgel, onde foram operados e permanecerão no Centro de Recuperação até que possam ser transferidos para o hospital particular São Lucas.

Apontado como um dos alvos do atirador, o procurador-geral de Justiça, Rinaldo Reis, disse em entrevista coletiva no início da noite desta sexta-feira, que Silva nunca respondeu a nenhum procedimento administrativo e era considerado um funcionário “normal e simpático”, jamais tendo apresentado qualquer “anormalidade”.

Segundo informações da “Globo News”, na fuga, Guilherme Wanderley Lopes da Silva também efetuou disparos no estacionamento do MPF. Pelo menos cinco tiros foram ouvidos, mas não houve novos feridos. A Polícia Militar está fazendo buscas pela região, mas ainda não encontrou o servidor.

* Com informações da Agência Brasil

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Promotor diz que Joás foi subserviente a empresário e pede: “entregue a toga”

MarinhoO promotor de Justiça do Ministério Público Marinho Mendes publicou artigo em que lamenta o atropelamento do agente da Operação Lei Seca, Diogo Nascimento de Souza, de 34 anos, que faleceu na tarde deste domingo, por morte encefálica. Diogo foi atropelado por um Porsche de cor branca, conduzido por Rodolpho Gonçalves Carlos.

Leia texto na íntegra: 

Estava eu ainda dormindo quando fui avisado do acidente terrível que quase levava a vida de um agente de trânsito, o qual estava em uma blitz da lei seca, isto por um motorista que guiava um automóvel caríssimo e é ligado a um sobrenome poderoso do Estado.

Mais tarde, fui ao Fórum de Mangabeira, onde estava de plantão e lá chegou a comunicação do flagrante delito e escrevemos sete páginas opinando pela decretação da prisão temporária, pelo prazo de 30 dias para o criminoso atropelador, mas já sentindo a presença de alguns advogados falando em apresentação do matador, todavia, tínhamos uma verdadeira Juíza de Direito no comando do plantão e o nosso parecer foi aprovado com a decretação da prisão do matador ou quase.

O pior de tudo, que uma autoridade que não tem tempo para nada, foi despachar pela madrugada a liberação desse matador do volante, às três horas da manhã. Olha eu sou da Justiça, sou Promotor de Justiça e aposto que um Desembargador acorde essas horas para atender uma pessoa do povo, nunca, Eu mesmo tenho provas disto e mais, experiência com o desembargador prolator da decisão.

A uns dois anos um amigo meu teve um desentendimento com a esposa, e ela mesma me procurou dizendo que já tava tudo bem e queria seu marido solto. Um habeas-corpus tinha sido impetrado no Tribunal e o Desembargador que soltou o dono do carro caro e membro de família abastada às 03h00 da madrugada era o titular e o mesmo negou, mesmo diante do choro daquela mãe que já passava necessidades, em razão do marido encontrar-se preso á dois meses e ter duas mocinhas para alimentar.

O certo é que o Desembargador negou o pedido, porém, dois dias depois, em audiência, o Juiz de Cabedelo decretava a soltura do réu, um homem de bem, apesar de ser um serralheiro, que não é dono desses carros e nem pertence a uma família poderosa do nosso Estado. Eu dei logo o meu parecer, pois duvido que um rico faria dar um parecer a favor de um atropelador perigoso e covarde, tão covarde que foi embora deixando a pobre vítima a sofrer quase morta.

Dr. Desembragador, a Justiça está em crise, pois as pessoas não acreditam e com razão mais nela, pois se fosse o filho de um pobre, de uma pessoa comum o Senhor nunca teria se acordado às 03h00 da madrugada para soltá-lo não, e isto quem paga é a instituição, que por estas e outras vai ficando sem fé senhor, pois quem manda é o dinheiro, somente o dinheiro e o poder, e o senhor mereceria uma saraivada de agressões, mas não o fazemos porque sabemos que o respeito à pessoa é o que deve nos orientar sempre. Mas dessa vez, eu choro triste e só me resta me solidarizar com essa família, cujo filho estava prestando um serviço à comunidade, E o senhor, quero lhe pedir uma coisa: Entregue essa toga, pois o que é moral e ético deixou de existir em sua profissão, ao praticar um ato covarde e para atender uma família rica, isto faz engasgar de nojo quem é direito e sofre tentando fazer justiça.

MARINHO Mendes Machado

paraibaja

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Em crise financeira, Ministério Público cancela realização de concurso público para promotor

mppbQuem esperava a realização de concurso público para promotor de Justiça teve os planos frustrados e vai precisar aguardar mais um pouco para ingressar como membro do Ministério Público da Paraíba (MPPB). Alegando dificuldades financeiras, o Conselho Superior do MP decidiu, por maioria, não lançar o XV concurso público de provas e títulos para ingresso na carreira do MP.

A decisão será comunicada à Ordem dos Advogados do Brasil e à Fundação Carlos Chagas. A decisão ocorreu no mês de setembro, contudo, só foi publicada nesta semana no Diário Oficial.

No início deste ano, o procurador-geral de Justiça, Bertrand Asfora, afirmou que iria retomar, ainda no primeiro semestre de 2016, os estudos e preparativos para a realização do concurso público para dez vagas de promotores de Justiça da instituição.

paraiba.com.br

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Padrasto de Rebeca é preso temporariamente e promotor revela: ‘não cometeu os crimes sozinho’

caso-rebecaO promotor do 1º Tribunal do Juri de João Pessoa, Marcus Leite, informou que o padrasto da adolescente Rebeca, o cabo da Polícia Militar, Edvaldo Soares, teve a prisão temporária decretada. A prisão ocorreu na manhã desta sexta-feira (22), em João Pessoa. A adolescente foi assassinada há cinco anos na Capital.

O promotor Marcus Leite, que assumiu o caso desde o dia 1º de março deste ano, requereu a prisão temporária, em harmonia com o delegado Glauber Pontes. Ele havia determinado a realização de algumas diligências, das quais foram levantadas fundadas suspeitas sobre a participação do padastro no caso Rebeca.

“Identificamos que o padastro vinha obscurecendo as investigações, eis que, sendo um dos principais suspeitos já deveria ter fornecido outros elementos para a elucidação do crime, e até mesmo, apontar a participação de terceira pessoa. Acreditamos que ele não cometeu os crimes sozinho, se autor intelectual ou material, ele foi auxiliado. E isso é motivo, segundo a lei, para decretação de prisão temporária”, disse o promotor.

Ainda segundo o promotor, se chegou ao desfecho que o padrasto tem envolvimento direto no crime. “Há várias contradições, como álibis do padrasto que se não se confirmaram, aliado ao seu perfil voltado para crimes de natureza sexual, fundamentando ainda mais o decreto da prisão temporária, objetivando o aprimoramento das investigações”, disse o promotor.

O promotor informou ainda que, nesta quinta-feira (21), o juiz exercício do 1º Tribunal do Juri, Antônio Majora deferiu a propositura ministerial e representação policial, decretando a prisão temporária do padrasto por 30 dias. “E hoje foi cumprido o mandado de prisão do suspeito que, após 30 dias, de acordo com a lei, se não atingir a finalidade prevista, a medida cautelar constritiva pode ser prorrogada por igual período, sendo, ao final, avaliado todo o contexto probatório objetivando o oferecimento da denúncia”, finalizou.

O caso

Rebeca Cristina, de 15 anos, foi estuprada e assassinada em 11 de julho de 2011, no trajeto entre a casa da família e o Colégio da Polícia Militar, em Mangabeira VIII, Zona Sul de João Pessoa. O corpo da estudante foi encontrado com diversos tiros em um matagal na Praia de Jacarapé, Litoral Sul da Paraíba, na tarde do mesmo dia do crime.

Assessoria

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Responsáveis pela falta de combustível serão punidos, diz promotor do MP-Procon

promotorO diretor-geral Ministério Público da Paraíba, através do Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (MP-Procon), promotor Glauberto Bezerra, concedeu entrevista à Rádio Arapuan, nesta quinta-feira (7), para informar sobre os últimos acontecimentos do desabastecimento de combustível no Estado. “As responsabilidades por esse erro estão sendo apuradas, não só com relação a Petrobras, mas também em relação à Agência Nacional de Petróleo, que deverá ser investigada”.

Na ocasião, ele disse que o MP-Procon está ouvindo as distribuidoras e que segundo as informações, o navio chegará para abastecer, “muito embora com uma quantidade ainda não máxima necessária mas pelo menos já temos. Se os representantes da Petrobras autorizarem o Tecab poderá trabalhar no sábado e domingo e os terminais da Paraíba serão abastecidos até o final da próxima semana”.

No entanto, de acordo com Bezerra, a empresa Total Combustíveis recebeu uma informação da Petrobras de que não tem combustível. “Isso é grave, uma empresa pública tem que se preocupar com a sociedade. As responsabilidades por esse erro estão sendo apuradas, não só com relação a Petrobras, mas também em relação à Agência Nacional de Petróleo, que deverá ser investigada e dependendo da apuração deverá ser responsabilizada do ponto de vista administrativo e civil, porque houve um dano civil, um desrespeito à sociedade”, frisou o promotor.

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Quando indagado sobre como ficará os preços quando normalizarem a distribuição dos combustíveis, Bezerra afirmou que, “os “aproveitadores” dessa situação poderão ser presos por estocagem indevida e aumento abusivo de preços. O secretário de Segurança já está com o pedido para investigar e punir todos os envolvidos. Nós estamos investigando o que causou esse dano a população”, ressaltou.

Reunião nesta tarde (7)

De acordo com a Secretaria de Comunicação do Estado da Paraíba, o procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro da Gama, se reúne nesta quinta-feira (7), às 17h, na sede da Procuradoria Geral do Estado da Paraíba (PGE-PB), em João Pessoa, com o diretor-geral do MP-Procon, promotor Francisco Glauberto Bezerra, para fazer a entrega do documento da Petrobras garantindo a manutenção do abastecimento de combustível na Paraíba e o atendimento dos pedidos de combustíveis das companhias distribuidoras localizadas no Porto de Cabedelo.

Por Fabrícia Oliveira

Promotor e presidente da Abrasel divergem sobre fechamento de bares na PB

Marcos Santos/USP Imagens
Marcos Santos/USP Imagens

O Secretário de Segurança e Defesa Social da Paraíba, Cláudio Lima, defendeu, nessa segunda-feira (25), em entrevista ao programa Rede Debate, da RCTV (canal 27 da Net Digital), que seja estabelecido um horário para fechamento de bares no estado. Nesta terça-feira (26), o Portal Correio ouviu entidades para saber quais impactos o comércio paraibano sofreria caso a medida fosse adotada e qual o reflexo disso para a população.

Para o promotor Glauberto Bezerra, da Promotoria de Justiça do Consumidor do Ministério Público da Paraíba, a regulamentação de um horário para funcionamento de bares iria ser muito boa para a população.

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“Essa medida de segurança pública já foi adotada em vários países. Nesses lugares, foi verificada a redução no número de acidentes. Então acredito que aplicada à realidade paraibana isso traria muitos benefícios. Somos testemunhas constantemente uma violência silenciosa. Os veículos são armas tão perigosas quanto às de fogo e muitas pessoas são vítimas da imprudência e irresponsabilidade alheia”, opinou.

Já o presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) na Paraíba, Paulo Amaral, não acredita que a medida contribuiria para a redução de acidentes.

“A partir do momento em que proibimos a venda depois de um determinado horário e estamos dizendo que antes disso as pessoas não se embriagam. O problema das mortes no trânsito é uma questão de educação. As pessoas precisam entender que não devem dirigir após beber. Diminuir o tempo de comercialização de álcool não vai adiantar de nada se não houver uma conscientização por parte dos consumidores”, argumentou.

O debate sobre um horário para fechamento de bares foi levantado após o acidente que envolveu um médico em uma bicicleta e um motociclista, que, segundo testemunhas, teria apresentado indícios de embriaguez. A batida ocorreu nesse sábado (23), no bairro do Bessa, Zona Leste de João Pessoa.

O presidente da Abrasel-PB também culpou a falta de fiscalização pelo número de acidentes de trânsito registrados no estado. “Se esse motociclista tivesse sido parado por uma blitz ele não teria machucado o ciclista. Isso é óbvio. O problema é que as pessoas fecham os olhos para um problema claro, que é a falta de conscientização e de fiscalização”, completou.

Paulo Amaral também defendeu que a regulamentação de um horário limite para o comércio de bebidas alcoólicas influenciaria negativamente o turismo.

“Já recebi reclamações de que os restaurantes e bares de João Pessoa param de funcionar depois das 2h. Muita gente chega à Capital de madrugada e não tem onde comer. Isso já pesa negativamente para a gente. Agora imagina se tivermos que parar de vender bebidas mais cedo? É óbvio que diminuiria o faturamento dos negócios daqui”, concluiu.

O presidente da Federação do Comércio de Bens e Serviços da Paraíba (Fecomércio-PB), Marconi Medeiros, concorda que reduzir o tempo de funcionamento dos bares pode prejudicar o turismo do estado, mas disse que a entidade também se preocupa com a segurança no trânsito paraibano.

“Bares e restaurantes são importantes atrativos e nesse momento em que João Pessoa e a Paraíba em geral se coloca como grande destino turístico limitar o funcionamento desses estabelecimentos pode prejudicar nosso turismo. E se há prejuízo, há redução na geração de renda e emprego. No entanto, compartilhamos da preocupação do secretário com a segurança e achamos ela legítima”, ponderou.

 

Portal Correio

Novo promotor abre acusação contra Cristina Kirchner, diz jornal

cristina-kirchnerO promotor argentino Gerardo Pollicita, novo responsável pela investigação do atentado contra a associação mutual judaica AMIA em 1994, que deixou 85 mortos e 300 feridos, deu entrada em uma acusação contra a presidente Cristina Kirchner nesta sexta-feira (13), segundo o jornal “Clarín”.

Ela é acusada de possível encobrimento de iranianos envolvidos no atentado. Também foram indiciados o ministro das relações exteriores, Héctor Timerman, o militante Luis D’Elia e o deputado Andrés Larroque.

Em sua resolução, Pollicita afirma, segundo o Clarín, que deve ser iniciada uma investigação para verificar se houve de fato o encobrimento dos iranianos e se isso pode ser atribuído penalmente aos acusados.

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Pollicita assumiu o caso – que será julgado pelo juiz Daniel Rafecas – após a morte do promotor Alberto Nisman, que investigava o atentado. Nisman foi encontrado morto em seu apartamento na véspera de seu testemunho no Congresso sobre as denúncias feitas contra o governo Kirchner.

Ele havia denunciado Timerman e Cristina, entre outros funcionários de alto escalão do governo, de tentar atrapalhar as investigações sobre o atentado.

Segundo o promotor, em troca de acordos comerciais, o governo teria buscado um acordo com o Irã para que os suspeitos pelo atentado escapassem da Justiça.

De acordo com o “Clarín”, a decisão do novo promotor responsável pelo caso oficializa o fato de ele está convencido de que a exposição de Nisman foi feita com base em informações e provas sólidas – por isso acredita que a presidente e os outros suspeitos devem ser investigados.

Na noite de quinta-feira (12), o governo adiantou que apresentará nesta sexta uma queixa por escrito contra a denúncia de Nisman. “Não existe prova alguma, nem sequer de caráter ‘circunstancial’, que demonstra a existência de condutas atribuíveis à presidente da Nação oua funcionários do governo nacional que podem se enquadrar em ‘atos criminosos’”, diz o texto, adiantado pelo “Clarín”.

Pollicita não pensa o mesmo – por isso decidiu investigar a presidente. De acordo com o jornal, ele vai solicitar ao juiz Rafecas que sejam tomadas ações para recolher documentos em órgãos públicos que poderiam estar ligados ao suposto pacto entre Argentina e Irã firmado no caso AMIA

G1

Jornal publica esboço de ordem feito por promotor para prender Cristina Kirchner

cristina-kirchnerUma nova denúncia tumultua ainda mais a já complicada investigação da morte do procurador Alberto Nisman, responsável por apurar o caso do ataque terrorista à associação judaica AMIA, em 1994.

O jornal “Clarín” afirmou no domingo (1º) que no apartamento de Nisman foram encontrados no lixo rascunhos de uma ordem de prisão contra a presidente Cristina Kirchner. A promotora encarregada da causa da morte Nisman, Viviana Fein, negou a existência desse material em um comunicado divulgado pelo Ministério Público. O chefe de gabinete da presidência, Jorge Capitanich, foi ainda mais longe e, além de desmentir a reportagem do “Clarín” rasgou páginas do jornal numa coletiva de imprensa nesta segunda-feira, classificando a notícia como “lixo”.

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Então, nesta terça, o “Clarín” publicou fotocópias do rascunho do pedido de prisão, desmentindo Capitanich e Fein. A procuradora reconheceu que houve “um erro”, admitindo que esses papéis existem e que eles são parte de sua investigação. Ela também declarou que não recebe pressão do poder Executivo durante a apuração. “Foi um erro de interpretação”, justificou. Fein alegou que ditou a nota desmentindo o “Clarín” por telefone à sua assessoria de imprensa e que houve um “erro de terminologia, de interpretação”.

Já Capitanich voltou a dizer publicamente que a denúncia do “Clarín” é “lixo puro e sistemático”.

Atentados
Os atentados na Argentina contra a embaixada de Israel – ocorrido em 1992 e que deixou 29 mortos – e a associação judia AMIA – de 1994, com 85 mortos – continuam sem esclarecimento e o caso se complicou com a morte do promotor encarregado, Alberto Nisman.

A morte de Nisman aconteceu no mesmo dia em que ele deveria comparecer ao Congresso para explicar sua denúncia contra a presidente Cristina Kirchner, a quem acusou de acobertar participação do Irã no caso relacionado com a AMIA.

Nesse contexto, o pedido de prisão contra a presidente, achado no lixo, pode ser visto como um indício de que ele estava sob pressão antes de ser assassinado, já que, se realmente entrasse com essa solicitação, deixaria a líder do país vizinho numa situação muito difícil.

O procurador argentino Alberto Nisman, que denunciou a presidente Cristina Kirchner de acobertar o envolvimento de terroristas iranianos em atentado a centro judaico em 1994. (Foto: Reuters/Marcos Brindicci/File)O procurador argentino Alberto Nisman, que denunciou a presidente Cristina Kirchner de acobertar o envolvimento de terroristas iranianos em atentado a centro judaico em 1994. (Foto: Reuters/Marcos Brindicci/File)

G1

Corrupção: com ‘R$ 130 bilhões desviados por ano, promotor pede: ‘não vote em quem não tem testemunho saudável’

marinhoO Ministério Público está lançando a campanha ‘O que você tem a ver com a corrupção’ a partir desta quinta (27) no shopping Manaíra e o promotor de Justiça, Marinho Mendes, coordenador da campanha no estado, fará a palestra com o tema: “Passado Sujo não dá futuro: da derrota 7 a 1 para a vitória cidadã”. Ele revelou, em entrevista ao Sistema Arapuan nesta quarta (27), os valores ‘alarmantes’ da corrupção no Brasil e pede que o cidadão ‘vote consciente’.

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Citando fontes de renome nacional e internacional como a Fundação Getúlio Vargas, o Globo, Correio Braziliense e Época Negócias, o promotor destacou que são desviados pela corrupção R$ 130 bilhões. “Isso tem um efeito danoso para toda a população, segundo estudos, cada estado da federação deixa de receber R$ 3,7 bilhões”.

“Imagine os cofres da Paraíba oxigenados com esse dinheiro para investir em Infraestrutura, Saúde e Educação?”, questiona.

Com o montande desviado daria para formar 626 mil médicos por ano, construstir 272 novos aeroportos, aumentar R$ 443 na renda per capita do brasileiro, aumentar em 44 milhões as vagas no ensino médio, tirar da miséria 16 milhões de famílias, construir 429 hospitais de ponta, 36 mil quilometros de estradas.

“Seu voto é o que muda tudo isso. Ele é importante demais. A nossa palestra tem como título ‘passado sujo não dá futuro. Da derrota 7 x 1 para a vitória cidadã’, é para se ter voto consciente”, conta.

Para o promotor, a pior derrota é escolher os representantes que não tenham ‘testemunho saudável’, que ‘você vote por amizade  ou interesse’. Ele destacou que os quatro anos que um político passa sendo corrupto, a sociedade não se recupera mais e alerta: “o tempo não volta”, conta.

Marília Domingues