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Volta às aulas exigirá cuidado com emocional de alunos e professores

A discussão sobre a volta às aulas vem mobilizando a todos sobre o impacto que esta decisão poderá trazer em meio a uma pandemia que não dá trégua. Além das questões relativas aos protocolos de higienização e distanciamento, a consultora educacional e psicóloga Carla Jarlicht destaca que é preciso maior atenção aos aspectos emocionais, tanto de professores quanto de alunos. “Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola”, destaca a pesquisadora. Abaixo segue entrevista com a educadora.

Quais os principais desafios dos professores na volta das aulas presenciais?

Serão muitos os desafios. E vão dos aspectos estruturais e organizacionais da escola, que deverá atender aos protocolos, aos aspectos emocionais, que envolvem não só o acolhimento dos alunos como também o das famílias. Todos estão, em alguma medida, sensíveis a tudo que vem acontecendo e, de certa forma, inseguros, ansiosos e um tanto esperançosos com o que está por vir. E, embora o professor seja parte desse coletivo, no momento em que a escola abre, é ele o catalisador de todas esses vetores, portanto o desafio será grande e seu papel ainda mais fundamental.

No retorno ao ensino presencial, esse novo encontro, apesar de muito esperado por todos, demandará do professor novas estratégias para a reinvenção tanto das relações afetivas quanto do trabalho pedagógico em si, repensando os projetos, de acordo com a avaliação diagnóstica dos alunos, contemplando novos encaminhamentos, além de outros combinados para a rotina, que será inteiramente diferente. Essa nova realidade será um grande desafio para todos na escola, sobretudo para os professores que são o porto seguro dos alunos, suas famílias e coordenação. Portanto, o acolhimento deve também se estender a eles. Gestores e coordenadores precisam estar abertos para ouvir esses profissionais nas suas demandas e trabalhar em parceria.

– A execução dos protocolos de segurança dos alunos deve ficar sob responsabilidade, principalmente, dos professores. Como lidar com mais esta preocupação?

A preocupação talvez não seja tanto em relação à execução dos protocolos de segurança, que serão seguidos, mas à garantia de que eles funcionarão 100%. Por mais que os professores se dediquem, se empenhem, criem as mais criativas estratégias para colocar em prática tais protocolos seria mais saudável e realista termos clareza de que não há como garantir o rigor, porque escola não é apenas a sala de aula, não é relação um para um, inúmeras podem ser as intercorrências quando há pessoas envolvidas e a situação em que vivemos, atualmente, ainda é frágil e ponto. Lidar com esse fato é fundamental para evitarmos expectativas irreais. Seria extremamente injusto colocarmos todo o peso dessa responsabilidade no colo do professor. O caminho não pode ser esse e precisamos evitar sobrecarregar um profissional já bastante requisitado. Sendo assim, como escola é o lugar do encontro, seria fundamental criar um espaço para diálogo transparente com as famílias e a comunidade para que, juntos, possam pensar sobre esse retorno às aulas e sobre como viabilizar a prática de tais protocolos. Discutir, ponderar, acalmar as angústias, alinhar as expectativas e planejar soluções possíveis. Mais do que nunca, num contexto como a de uma pandemia, precisamos pensar coletivamente, compartilhando a responsabilidade entre todos os envolvidos.

– Você vê, tanto na rede pública quanto particular, alguma mobilização no sentido de preparar o professor para a nova realidade?

Sabemos do abismo que existe entre as redes pública e particular, abismo esse que, com a pandemia, foi escancarado e aprofundado. Os professores de ambas as redes foram pegos de surpresa e alguns tiveram apoio de suas escolas, colegas e secretarias de Educação, a maioria, nada disso.

Hoje ainda estamos em meio a uma pandemia e existe uma pressão para que se volte ao estado de normalidade. Não gosto de generalizar porque há diferenças entre as redes e dentro das mesmas, mas se os professores não estavam preparados antes, quando precisaram migrar do ensino presencial para o ensino remoto, também não estão sendo preparados agora, diante da possibilidade de retorno. E isso é um equívoco porque gera ainda mais ansiedade e insegurança em um momento de fragilidade.

Embora haja uma divergência de opiniões em relação à retomada das aulas presenciais em meio a uma pandemia, uma coisa é certa: é preciso planejar esse retorno e preparar o professor é também o incluir como protagonista nesse processo. Portanto, o quanto antes as escolas começarem a dialogar e preparar o seu corpo docente ( e toda a equipe escolar), mais tranquilo e seguro será o retorno para todos, porque é preciso tempo para toda a reestruturação ser empreendida. E por reestruturação não falo apenas da questão física, dos novos espaços e ambientes. Refiro-me especialmente ao âmbito emocional, já que todos estiveram diante de uma situação completamente inesperada e de muitos lutos.

Portanto, é preciso trabalhar com calma, resgatando os aprendizados vividos pelo isolamento físico e priorizando o material humano, para que essa reinauguração do ano letivo possa acontecer de maneira orgânica e plena.

– Muito se fala na higienização das unidades escolares e muito pouco sobre a parte psicológica que pode estar afetando as diversas comunidades de ensino do país. Que tipo de trabalho deveria estar sendo feito antes de se pensar na volta às aulas?

Como José Pacheco, grande educador português, lembra sempre: “Escola não é um edifício, escola são pessoas”. Sendo assim, para além de todos os cuidados de higienização, que são importantíssimos, temos que focar na saúde emocional de crianças e adultos. A situação vivida ainda é delicada sob muitos aspectos e, sobretudo, o aspecto emocional. Muitas e diversas foram as perdas, não podemos fechar os olhos para isso, não será possível continuar de onde havíamos parado, como se tudo tivesse sido um feriado prolongado. É preciso reconhecer a nossa vulnerabilidade para podermos entendê-la como potência, no sentido de que esse exercício de autoconhecimento pode nos direcionar para a busca de estratégias mais efetivas para lidar com as questões que forem se apresentando.

A gestão das escolas precisará apoiar seus professores e as famílias oferecendo uma escuta ativa às suas demandas, criando fóruns de conversa que acolham suas dúvidas, fragilidades e questões. Por sua vez, os professores precisarão estar ainda mais conectados com seus alunos, com suas demonstrações de afeto e mudanças de comportamento. Muitas vezes, uma sala de aula muito silenciosa revela inseguranças, medos, angústias. O mesmo pode acontecer em relação a uma agitação exagerada ou episódios de choro, desentendimentos entre os alunos. Há uma infinidade de possibilidades de demonstrações de afeto não há receitas para lidar com elas. Para cada uma, terá que se pensar uma forma de abordagem. Ouvir e acolher a criança e o adolescente é sempre o primeiro e mais precioso passo. Além do olhar atento e da escuta, criar rodas de conversa e outras dinâmicas que possam favorecer o diálogo e a elaboração desses conteúdos afetivos é fundamental. E esses trabalhos tanto da gestão quanto dos professores podem começar a ser implementados virtualmente, com apoio da equipe de psicologia da escola. Podem ser realizadas reuniões por equipe e individuais bem como reunião geral de pais e das famílias.

– Muitos pais não estão dispostos a deixar seus filhos voltarem às aulas presenciais. Como atender a esta demanda sem prejudicar o ensino do aluno?

Primeiro, vale dizer que é importante legitimar essa preocupação das famílias e isso precisa ser entendido dentro do atual contexto que ainda é muito frágil e indefinido. Mais uma vez, o acolhimento das famílias e suas preocupações precisa ser objeto de trabalho por parte das escolas, que por sua vez, terão que se perguntar sobre a real possibilidade de atender a essa demanda sem sobrecarregar professores e alunos. Pode parecer algo muito simples e trivial para quem está de fora, mas não é. Não podemos pensar que a aula remota é a aula presencial transmitida de outra maneira. E que, em sendo assim, os alunos que estão online estariam vivendo a mesma situação de aprendizagem que os que estão em sala de aula. Isso é um equívoco. É preciso colocar que a experiência da escola é insubstituível. Escola é o lugar do encontro, como já disse. É lá que as crianças convivem, socializam e aprendem umas com as outras, com os professores e educadores. Portanto, pensar um cenário de aprendizagem onde parte da turma esteja em sala e outra parte online é pensar numa exceção, onde haverá perdas de diferentes formas para todos. Caberá, porém, a cada escola decidir como proceder de acordo com o que estiver determinado por lei, que defende o direito à educação plena da criança e do adolescente. Sendo assim, o mais interessante e produtivo seria investir em soluções que possam atender ao coletivo, a um retorno às escolas a seu tempo, de forma saudável, segura e cheia de afeto.

 

Governo da PB disponibiliza aplicativo com internet gratuita para alunos e professores

O Governo da Paraíba disponibilizou, nesta segunda-feira (6), o aplicativo “Paraíba Educa” para alunos e professores da rede estadual de ensino junto com um pacote de internet móvel gratuito. A ferramenta faz parte das estratégias de ensino remoto adotadas durante a suspensão das aulas presenciais por causa de pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

A Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia assinou contratos com quatro operadoras de telefonia para garantir que os estudantes paraibanos acessem os conteúdos do regime especial de ensino sem nenhum custo.

Para baixar o aplicativo, é preciso ir até a loja de aplicativos do smartphone com versão Android, digitar “Paraíba Educa” na busca, selecionar e baixar.

Para acessar o conteúdo, o usuário deve utilizar os mesmos dados do login e senha cadastrados na plataforma “Paraíba Educa”. Assim que o acesso for realizado, o pacote de dados móveis é disponibilizado.

G1

 

Professores da UFPB irão participar da campanha nacional ‘Fora Bolsonaro’

O presidente do Sindicato dos Professores da Universidade Federal da Paraíba (Adufpb), Fernando Cunha promoveu na ultima semana uma plenária docente para discutir a proposta de calendário extraordinário na UFPB e a participação da categoria na campanha nacional Fora Bolsonaro. A atividade ocorreu por videoconferência – devido às medidas de isolamento social decorrentes da pandemia de covid-19 – e reuniu cerca de 60 professores e professoras.

Na ocasião, a plenária docente concordou com a proposta de o sindicato participar dos atos virtuais e simbólicos (com atividades de rua) que estão sendo organizados no país pelas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo dentro da campanha Fora Bolsonaro. Além disso, a entidade também tomará parte no ato nacional a ser realizado no dia 2 de julho pela Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), que também inclui na pauta o Fora Bolsonaro. Além de ações virtuais, a atividade prevê atos simbólicos, como a afixação de cartazes e cruzes simbolizando as vítimas da covid-19.

Indagado como enxerga as medidas do Governo Federal diante dos movimentos sindicais o presidente Fernando Cunha, disse: “No movimento sindical, os tempos com o governo Bolsonaro têm sido muito difícil. Desde a aprovação da reforma trabalhista no governo Michel Temer, um forte ataque aos movimentos sindicais foi iniciado. Bolsonaro, ao assumir, aprovou a reforma da Previdência que, em si já é uma ampliação da retirada de direitos, ampliando o tempo de trabalho… isso teve impacto no movimento sindical. Na medida em que você tem, entre os trabalhadores uma redução de seu ganho salarial eles fazem as opções de onde vão contribuir. A contribuição sindical é voluntária e a sindicalização garante a autonomia política e financeira dos sindicatos. Na reforma trabalhista também entrou o fim do sindicato como mediador dos vínculos de trabalho entre o empregador e o trabalhador. Então qualquer contato estabelecido entre o empregador e o trabalhador passa a ser validado sem a aprovação do sindicato que aumenta o sucateamento dos sindicatos e do próprio trabalhador. O trabalhador é descartável para esse governo, essa é a visão, o trabalhador não é de interesse deles. Toda a narrativa desse governo é de proteger os empresários e aumentar seus privilégios e ele vem fazendo isso”, comentou.

Em relação ao calendário extraordinário da UFPB, o sindicato apresentou proposta de realização de uma plenária unificada dos três segmentos da comunidade universitária já no mês de julho e também de plenárias dos centros para se discutir o ensino remoto e o semestre letivo 2020.1. Na avaliação da ADUFPB, o semestre só deve ser reiniciado se as condições mínimas para o ensino e a aprendizagem forem garantidas pela universidade.

Várias intervenções e análise foram realizadas ao longo do evento. O professor Carlos, por exemplo, avaliou que a UFPB vem conduzindo o processo de aulas remotas de maneira burocrática. A professora Maria de Fátima Rodrigues lembrou que os problemas não se limitam ao ensino, mas atacam também a extensão e a pesquisa. E o professor Antônio Joaquim Feitosa destacou os docentes não podem ser obrigados a utilizar aparelhos pessoais (computadores, celulares) para realizar atividades públicas.

Para o professor Marcelo Sitcovsky, as universidades devem continuar desenvolvendo atividades relacionadas ao enfrentamento da pandemia e seus reflexos nas mais variadas áreas da vida social. “Realizar atividades que envolvem ensino, pesquisa e extensão, colocando toda nossa capacidade a serviço da sociedade. Temos condições de promover ações amplas direcionadas para comunidade interna e externa”, avaliou. Segundo ele é preciso indicar que a UFPB busque com o governo federal acessar o Fundo de Democratização das Comunicações no sentido de adquirir hardware e software para a comunidade acadêmica.

Na avaliação da professora Juliana, a formação universitária não se dá apenas pelo ensino curricular. “A pesquisa e a extensão também formam e ensinam, e muito. A UFPB deveria focar em ampliar o fomento de ações de pesquisa e extensão (que inclui ensino não curricular) da comunidade acadêmica com vistas a apoiar a sociedade no enfrentamento da pandemia de covid-19”.

Para isso, segundo ela, “é necessária uma política de fomento e suspensão de alguns pontos da resolução 52, que amplie a carga horária dedicada a essas atividades. Além disso, temos as atividades de gestão que incluem a necessidade de planejamento coletivo, envolvendo o conjunto de professores, técnicos e estudantes para pensar essas estratégias e planejar um futuro quando for possível o retorno presencial que vai precisar de novas condições de organização física e institucional”.

pbagora

 

Secretaria de Educação da Paraíba esclarece que professores concursados substituíram prestadores de serviço

O secretário da Educação e da Ciência e Tecnologia, Claudio Furtado, se pronunciou sobre notícias de que a sua pasta teria demitido professores agora no mês de março, informando que em 2020 o ano letivo começou com a contratação de 1.000 novos professores que prestaram concurso público, os quais foram inseridos no sistema para pagamento dos salários. Com isso um certo número de prestadores de serviços teve que sair para que os novos efetivos pudessem assumir suas funções, conforme prevê a lei.

Outro problema, segundo o secretário, é que alguns gestores de escolas não informaram na plataforma Saber – ambiente virtual que auxilia as ações dos dirigentes e acompanha a situação das escolas estaduais da Paraíba – os encargos e dados corretamente dos professores, tanto dos prestadores de serviço como de efetivos.

“Nessa plataforma Saber, quando a folha vai ser fechada, em torno do dia 10 de cada mês, a Secretaria de Estado da Educação observa os dados e, a partir do momento que o professor não está com encargo, isso faz com que o salário não seja pago corretamente. E foi isso que gerou problemas para alguns professores, sendo que, no caso dos efetivos, foi a questão da produtividade, e para alguns prestadores de serviço a perda do salário, devido a falta da informação”, explicou.

Furtado adiantou que quando se percebeu a situação foi realizada uma reunião com todos os gerentes regionais, os quais receberam as planilhas de todos os professores que tinham ocorrido o problema para checar se realmente é professor excedente (devido à nomeação dos concursados), ou verificar se houve erro de informação, uma vez que tinha professor que esteve em sala de aula; e no caso dos efetivos para consertar o encargo, colocando a produtividade.

“Então os gerentes regionais estão fazendo uma espécie de auditoria – amanhã terá continuidade –, junto com os diretores, em todos os casos, e vão repassar para a Gerência de Recursos Humanos; e todos os que tiveram problemas por erro de informação do encargo vão ser corrigidos e estes professores receberão em folha extra que deve sair até dia 10 de abril. Os que forem excedentes ficaram sem salários por causa da entrada dos mil novos professores concursados”, observou.

O secretário enfatizou ainda que a plataforma Saber possui todas as informações e registra as atividades da escola e, caso os dados não sejam bem preenchidos e dentro do prazo (até o dia 10 de cada mês), ocorrem problemas como esse. E pontuou: “Além disso, teve o fato da contratação dos mil novos concursados, sendo necessário, portanto, o ajuste na quantidade de encargos dos dados do sistema, como por exemplo remanejar professores efetivos de um local para outro, teve a ampliação das escolas cidadãs, e tudo isso modifica o mapa de distribuição de encargos didáticos. Todos os anos existem problemas no sistema, mas nos anos anteriores não tinham mil novos professores sendo contratados e entrando no sistema”.

O professor que tiver alguma dúvida sobre sua situação pode entrar em contato com a Gerência de Recursos Humanos – GRH da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia pelo E-mail: grh@see.pb.gov.br ou pelo  WhatsApp: (83) 3612-5656.

 

clickpb

 

 

O Brasil fabrica maus professores  

OS CENÁRIOS EDUCACIONAIS SÃO TÃO GRAVES QUE, NO BRASIL, OS CURSOS DE PEDAGOGIA DESPREZAM OS CONTEÚDOS BÁSICOS, A SEREM PRATICADOS EM SALAS DE AULA, E ADOTAM ATIVIDADES QUE NÃO FORMAM PEDAGOGOS PREPARADOS PARA LECIONAR.

Em 2008, a especialista em ensino superior e pesquisadora do núcleo de políticas públicas da Universidade de São Paulo, disse que os cursos de pedagogia alimentam e mantêm as péssimas escolas, que são incapazes de formar os bons professores para lecionar os conteúdos fundamentais e avaliar aprendizados.

Em nenhum país do mundo civilizado, ninguém será chamado de Médico, caso não tenha as competências necessárias para a aplicação dos conhecimentos básicos de medicina.

De modo semelhante, qualquer pessoa mal informada sobre os direitos e deveres fundamentais da humanidade, jamais deveria receber o honroso título de Bacharel em Direito.

Bacharéis em medicina, direito, engenharia, e em tantos outros cursos de graduação, são tão competentes quanto foram as aulas transmissoras de conhecimentos, e de conteúdos, que alicerçaram todos os longos anos de estudo, conduzidos e avaliados por bons professores, durante as provas, experiências laboratoriais e relatórios de pesquisas, necessários às avaliações teóricas em práticas operacionais.

Ninguém que se julgue profissional pode assim ser chamado caso não tenha domínio dos conteúdos fundamentais, associados à profissão que ele afirmativamente diz ter.

É inaceitável que maus médicos, advogados engenheiros, e principalmente os maus professores, queiram ter o direito de assim serem chamados, se revelam inconcebíveis limitações, e mesmo assim, concluíram algum curso de graduação, embora falem e escrevam cometendo erros de ortografia.

Em 2008, a especialista em ensino superior e pesquisadora do núcleo de políticas públicas da Universidade de São Paulo, disse que os cursos de pedagogia alimentam e mantêm as péssimas escolas, que são incapazes de formar os bons professores para lecionar os conteúdos fundamentais e avaliar aprendizados.

OS CENÁRIOS EDUCACIONAIS SÃO TÃO GRAVES QUE, NO BRASIL, OS CURSOS DE PEDAGOGIA DESPREZAM OS CONTEÚDOS BÁSICOS, A SEREM PRATICADOS  EM SALAS  DE  AULA,  E  ADOTAM ATIVIDADES QUE NÃO FORMAM PEDAGOGOS PREPARADOS PARA LECIONAR.

 

 

Vereador ouve professores e alunos e busca manutenção de curso profissionalizante Normal em Bananeiras

O Vereador Ramom Moreira (DEM), do município de Bananeiras, PB, ouvindo professores e alunos da Escola Normal “Pedro Augusto de Almeida”, manteve contato com autoridades educacionais para que seja mantido, por parte da Secretaria de Educação Estadual, o curso profissionalizante normal (pedagógico) em Bananeiras. “Nosso município é referência regional em educação, graças a várias opções de formação educacional para a juventude. A manutenção desse ensino profissionalizante para o magistério é algo importante para os jovens e para nossa cidade”, afirmou o parlamentar.

O Vereador manteve contato com o Gerente da 2a. Região de Ensino do Governo do Estado, Prof. Carlos Eduardo, que se comprometeu a avaliar a reivindição junto a Secretaria de educação estadual, com base na demanda estudantil e na estrutura física da área escolar.

Ramom Moreira destacou que “esse pedido é de toda uma região e garantirá o acesso dos jovens a mais uma formação técnica no brejo paraibano”, afirmou.

O parlamentar disse que falará com o prefeito Douglas Lucena e os demais vereadores para que possam, conjuntamente, apoiar o pedido de alunos e professores para a manutenção do ensino normal em Bananeiras.

 

Assessoria

 

 

Bolsonaro diz que governadores do NE pediram veto ao reajuste dos professores

O presidente da República, Jair Bolsonaro, declarou que governadores do Nordeste teriam se posicionado contra o aumento do piso salarial dos professores do ensino básico. Sem dar nomes, o presidente frisou que os gestores pediram veto ao aumento com o intuito de usarem o repasse do recurso do Fundeb “em outras coisas”, disse.

O anúncio do reajuste foi feito pelo presidente e pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, em uma Live. O piso salarial dos professores da educação básica em início de carreira foi de R$ 2.557,74 para R$ 2.888,24. Um aumento de aproximadamente R$ 330.

Este reajuste já estava previsto na Lei do Piso (Lei 11.738), de 2008, que estabelece aumento anual no mês de janeiro.

– Teve gente que chegou por vias tortuosas pra mim, alguns governadores, o pessoal do Nordeste, querendo que a gente vetasse esse reajuste pra sobrar mais dinheiro para que eles investissem em outra área – declarou Bolsonaro.

pbagora

 

Governo federal anuncia aumento do piso dos professores

O presidente da República, Jair Bolsonaro, e o ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciaram por meio de live (transmissão ao vivo) em rede social o aumento de 12,84% do piso salarial previsto no Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Segundo Weintraub, o reajuste anunciado “é o maior aumento em reais desde 2009.”

Assista à live na íntegra:

O ajuste, acima da inflação de 2019 (4,31%), corresponde às expectativas da Confederação Nacional de Municípios (CNM) que já havia previsto o valor mínimo do magistério passaria de R$ 2.557,74 para R$ 2.886,24. Há expectativa entre gestores municipais que uma nova lei sobre o Fundeb seja criada este ano. A lei atual só prevê a manutenção do fundo até este ano. O Ministério da Educação prepara proposta com novas regras.

Durante a live o presidente também anunciou, ao lado do secretário de Cultura Roberto Alvim, o lançamento do Prêmio Nacional das Artes que irá destinar mais de R$ 20 milhões para produção artística nas cinco grandes regiões brasileiras.

O prêmio terá sete categorias, eruditas e populares, e prevê a seleção de cinco óperas, 25 espetáculos teatrais, 25 exposições individuais de pintura e 25 exposição de escultura, 25 contos inéditos, 25 CDs musicais originais e até 15 propostas de histórias em quadrinhos.

O edital será publicado na próxima semana no Diário Oficial da União e no site da Secretaria Especial da Cultura. O repasse de recursos entre as regiões será dividido de forma igual.

Durante a transmissão, o presidente também comentou a queda histórica dos juros básico da economia, Taxa Selic a 4,5% ao ano e a esperada redução da dívida pública com a baixa dos juros. O presidente salientou a redução dos custos de empréstimos da Caixa Econômica Federal e a diminuição de pessoas inadimplentes. Bolsonaro salientou que a queda de juros ocorre “sem canetada” e “sem interferência”, mas por causa do ambiente de recuperação econômica.

O presidente comemorou a prioridade anunciada pelo governo dos Estados Unidos para que o Brasil se torne membro da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e lembrou a edição de nova medida provisória que ajusta o salário mínimo dos atuais R$ 1.039 para R$ 1.045.

Além do ministro da Educação e do secretário de Cultura, participou da transmissão o secretário de Aquicultura e Pesca, Jorge Seif Junior.

 

agenciabrasil

 

 

PB terá pelo menos 672 bolsas para formação de professores em 2020

As universidades da Paraíba terão pelo menos 672 vagas para a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), que em todo Brasil vai ofertar mais de 60 mil bolsas para a formação de professores da educação básica.

As mais de 600 vagas foram divulgadas em um dos editais do programa – serão dois. O próximo, deve ser publicado em breve com o número de oportunidades.  As bolsas de um edital são na modalidade de residente, enquanto no outro são referentes ao Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID).

As instituições participantes poderão formar um núcleo composto por um Coordenador Institucional, cuja bolsa é de R$1.500, um docente orientador ou coordenador de área, que receberá R$1.400, três preceptores, ou professores supervisores, com benefício de R$765, até 24 beneficiários do Residência Pedagógica e do PBID, com auxílio de R$400, além de seis voluntários.

Todos devem incluir seus currículos e mantê-los atualizados na Plataforma Capes de Educação Básica até 28 de fevereiro. O prazo para cadastro dos projetos se encerra em 2 de março, o resultado final da seleção será divulgado até 10 de abril e o início das atividades se dará no dia 14 do mesmo mês.

MaisPB

 

 

Projeto “Samu na Escola” leva orientações sobre primeiros socorros para alunos e professores da Escola Estadual Padre Geraldo, em Solânea

Dando continuidade ao ciclo de Palestras Educativas, a equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), promoveu na última quinta-feira (24), uma palestra de orientações sobre Primeiros Socorros e como agir em casos de convulsão, desobstrução das vias aéreas( engasgo), queimaduras, entre outras situações de risco à vida.

O “Samu na Escola” é um projeto contínuo que leva informações sobre o trabalho dos socorristas e profissionais e esclarece à população sobre procedimentos. Além da palestra, os socorristas fizeram demonstrações práticas e professores e alunos tiveram a oportunidade de ver como é a ambulância por dentro.

Chamadas falsas impedem de salvar vidas

A Coordenadora do SAMU, Vânia Cândido, fez um enfoque com os participantes sobre as chamadas falsas (o trote), que inclusive podem impedir de salvar uma vida. “Uma pessoa pode deixar de ser salva por conta de uma falsa ligação. É preciso sensibilizar a população sobre esta questão. Professores e alunos também podem ser multiplicadores no repasse de informações”

    

Assessoria de Comunicação