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Produtores de cachaça da Paraíba fabricam e doam álcool 70% para prefeituras

Diante da pandemia de Coronavírus que se alastra pelo Brasil, um grupo de empresários do município de Areia, no Brejo da Paraíba, se reuniu para praticar a solidariedade. Eles são produtores de cachaça e estão produzindo álcool líquido com concentração de 70% de etanol e distribui o material gratuitamente para a Secretaria de Saúde da cidade e de municípios vizinhos.

O presidente da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia, Thiago Henrique de Albuquerque, conta que a iniciativa surgiu a partir da dificuldade encontrada pelas autoridades públicas na distribuição de álcool para a população, inclusive por falta de estoque dos fornecedores.

“Nós produzimos o álcool combustível para consumo próprio, a partir da ‘cachaça de cabeça’. A Associação dos Produtores de Cachaça de Areia levantou a possibilidade de todos os produtores usarem o resíduo dessa etapa da destilação para produzir o álcool 70%, em vez de produzir álcool combustível. Decidimos dar esse destino mais nobre para esse produto”, explica Albuquerque.

Os 11 produtores associados são orientados a enviar a “cachaça de cabeça” para o Engenho Triunfo, do qual Thiago é responsável técnico pela produção. Neste local, o álcool 70% é produzido e liberado para distribuição. A “cachaça de cabeça” é o primeiro líquido que surge na destilação da cana-de-açúcar fermentada e tem alta concentração de metanol, um tipo de álcool altamente tóxico.

O presidente da Associação dos Produtores de Cachaça de Areia esclarece que a distribuição dos produtos é feita com base na demanda das prefeituras que, por meio de um ofício, solicitam a quantidade de álcool desejada. “Nós contabilizamos que, do que temos para produzir, teremos capacidade de fabricar entre dois mil e 2,5 mil litros de álcool 70%”, estima Albuquerque.

“Atualmente, estamos fornecendo [os insumos] para quase 10 prefeituras da região. Inicialmente, iríamos produzir apenas para as cidades de Areia e Remígio. Só que a procura foi muito grande e não podíamos dar as costas para os municípios vizinhos. Inclusive, o município potiguar de Jaçanã também já recebeu nossos produtos”, completa.

*Com Agência do Rádio Mais

 

 

Areia, na PB, é a quarta cidade com mais estabelecimentos produtores de cachaça no Brasil

O município de Areia, no Brejo paraibano, é a quarta cidade brasileira em número de estabelecimentos produtores de cachaça registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O dado faz parte do Anuário da Cachaça, com dados pioneiros da bebida que é produzida no país. Segundo o estudo, Areia possui sete estabelecimentos registrados no Mapa, perdendo apenas para os mineiros Belo Horizonte (19) e Salinas (9) e São Roque do Canaã, em Sergipe, que tem 10 estabelecimentos.

O Anuário da Cachaça, divulgado na última terça-feira (28), revelou, ainda, que a Paraíba é o sexto estado em número de estabelecimentos, empatado com o vizinho Pernambuco, ficando entre os dez estados com mais estabelecimentos produtores de cachaça registrados no Brasil.

Conforme levantamento realizado até o final de dezembro de 2018, os produtores de cachaça totalizam 951 estabelecimentos registrados no Mapa. Deste montante, a liderança fica com o estado de Minas Gerais, bem acima dos demais, com 421 estabelecimentos, sendo que na sequência aparecem os estados de São Paulo (126), Espírito Santo (74) e Rio de Janeiro (50), evidenciando a concentração da produção de cachaça na região Sudeste com 671 estabelecimentos, representando mais de 70% da produção nacional.

Em seguida aparece a região Nordeste com 138, correspondendo a 14,5%, a região Sul com 99, portanto 10,4%, a região Centro-Oeste com 33, cerca de 3,5% e, por fim, a região Norte, com apenas 10 produtores, com a fatia de 1,05%.

Produtos

Ainda segundo o levantamento, a Paraíba tem 145 produtos cadastrados junto ao Ministério. Entre eles, 36 são produzidos em Areia e outros 33 em Campina Grande, que também entram na lista dos dez municípios com maior número de registros do produto.

O anuário classifica as bebidas também de acordo com padrões de produção e de envelhecimento, por categorias. Também faz a distinção entre a cachaça, que é feita a partir do mosto (líquido) fermentado do caldo da cana-de-açúcar, enquanto a aguardente pode ser também um destilado alcoólico simples. Outro diferencial, é que no primeiro caso, a composição alcoólica pode variar entre 38% e 48%, e no segundo, entre 38% e 54%. A classificação leva em conta aromas e sabores, como a adoçada, envelhecida, premium, extra premium.

G1

 

Produtores do Nordeste vão ter até 95% de desconto para quitar dívidas

agriculturaProdutores rurais das regiões Norte e Nordeste do Brasil, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo ganharam hoje (29) o direito de renegociar dívidas de financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste (FNO e FNE) contratados antes de 2012. A Lei nº 13.340, publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União, oferece três benefícios a mais em relação a projetos anteriores: pela primeira vez a região Norte é beneficiada com medida de renegociação de dívida com desconto.

A segunda vantagem é que o percentual de desconto máximo para quem quiser quitar o débito passou de 85% para 95% – justamente para os financiamentos de menor valor. Além disso, foi ampliado o período das dívidas contratadas e que agora podem ser repactuadas. Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2008. Por esta nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011 poderão ser renegociadas.

A Lei permite ainda que os produtores rurais do Nordeste, norte de Minas Geraise norte do Espírito Santo possam refinanciar o crédito tomado junto aos bancos federais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com isso, quase um milhão de operações de crédito podem ser renegociadas. São 782 mil operações no Nordeste e 211 mil na região Norte.

Para o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a iniciativa deverá impulsionar o setor rural em regiões do semiárido e de atuação da Sudam e da Sudene, desde o pequeno agricultor familiar a empreendimentos de maior porte. “Ela permitirá não só o pagamento das dívidas, como também a recuperação do crédito de milhares de produtores rurais”, explica. O objetivo é permitir que os agricultores consigam melhorar sua condição financeira sem que suas dívidas sejam enviadas para cobrança judicial ou inscritas na Dívida Ativa da União.

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A nova lei autoriza, ainda, a renegociação de dívidas relativas à venda de lotes para titulação e à utilização da infraestrutura de irrigação de uso comum em perímetros públicos sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

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Aquicultura é discutida por mais de 400 pesquisadores e produtores em Bananeiras

Evento ocorre durante esta sexta-feira (19) e sábado (20), na UFPB, com Seminário e oficinas, para pesquisadores, empreendedores e instituições de parceiras

encontroA abertura do 1º Encontro de Aquicultura da Paraíba (Enaqua) reuniu cerca de 400 participantes nesta sexta-feira (19) no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) da cidade de Bananeiras, no Brejo paraibano. Representantes de cinco Estados do Brasil e da Paraíba estão presentes debatendo as melhores e inovadoras soluções para cadeia produtiva da aquicultura.

O diretor técnico do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, destacou as ações na área da piscicultura que a instituição realiza há alguns anos. “Percebemos o potencial econômico que pode ser desenvolvido nesta área. A cidade de Bananeiras sai na frente pelo complexo que está querendo apresentar ao Estado, onde haverá a unidade de tratamento e as fábricas de peixe e de ração animal. Aqui também está uma das parcerias, a UFPB, com esse trabalho”, comentou.

Ele convocou os empreendedores presentes a começarem a pensar nas inovações para o setor. “Precisamos da força empreendedora de cada um de vocês para que todos contribuam para o crescimento e evolução dessa cadeia produtiva. Os órgãos que participam também ganham com essa parceria, necessárias para que a atividade possa crescer e que a experiência seja proveitosa com todos os conhecimentos envolvidos”, falou.

Já o professor da UFPB, Alberto Cabral, ressaltou as soluções socioambientais viáveis para a construção de uma rede de parceiros sólidos. “Precisamos pensar como cadeia produtiva, que exista produção e co-produção. Precisamos das expertises para a criação de novos produtos e reaproveitar os resíduos da aquicultura. Por que não podemos fabricar ração animal para os pets ou animais de estimação? Aqui encontraremos as soluções”, informou.

O prefeito da cidade, Douglas Lucena, disse que o momento foi construído com o esforço coletivo. “Precisamos continuar a unir esforços para fortalecer um dos pleitos municipais mais importantes, que é a conclusão do complexo de piscicultura de Bananeiras, que dará mais visibilidade à cadeia produtiva”, disse.

O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras. Mais informações e inscrição no site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698.

Tilápia – O aumento da produção da tilápia é um dos principais temas do evento, que segue até este sábado (20). A primeira palestra do Seminário foi sobre o “Cenário atual do mercado de Tilápia no Brasil”, com o secretário executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Ele ressaltou que falta políticas públicas para a produção de peixes no Brasil. Uma das metas em relação à produção de pescados é aumentar o consumo no País.

“Não se sabe quanto se pesca no Brasil, mas sim quanto se consome, pela pequena representação de 2,7 quilos por habitante ao ano. No caso da Tilápia, esse consumo cai mais ainda para 1,3 quilos por habitante por ano. O maior índice de consumo desse peixe no país está no Nordeste, pois no Sul e Sudeste eles só comem o filé. Então, um pouco desses dados, passados pelo Ministério da Aquicultura e Pesca, dá para saber que estamos no lugar certo para negociar as melhorias dos pescados”, concluiu.

Programação – O Enaqua segue com a programação à tarde com um ciclo de palestras técnicas sobre “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia” e “Alternativa econômica para a Piscicultura do Brejo paraibano: policultivo Tilápia x Macrobrachium Rosenbergii”. Já no sábado (20), três oficinas serão realizadas, com 30 participantes cada. “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia”, “Qualidade da água na Piscicultura” e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na Piscicultura” são os temas das oficinas, que serão ministradas a partir das 8h e a partir das 18h.

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Produtores e pesquisadores debatem fortalecimento da piscicultura paraibana em Bananeiras

 

I Encontro Paraibano de Aquicultura (Enaqua) será realizado nesta sexta-feira (19) e sábado (20), no Campus de Bananeiras da UFPB

viveiroCerca de 500 produtores piscicultores paraibanos se reúnem nesta sexta-feira (19) e sábado (20) para discutir as estratégias de melhoria da cadeia produtiva aquicultura no Estado durante o I Encontro Paraibano de Aquicultura (I Enaqua), em Bananeiras.  O evento vai ainda apresentar o cenário brasileiro e paraibano da piscicultura e buscar soluções para os problemas encontrados na atividade.

O analista técnico e coordenador de Agronegócios do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira, disse que a Paraíba ocupa o sétimo lugar no ranking da aquicultura continental no Nordeste. “A piscicultura na Paraíba ainda se encontra em desenvolvimento. Esta posição pode ser melhorada com o aumento de área produzida e da intensificação da produção por meio da aplicação de tecnologias e manejos adequados, além da oportunidade da produção em tanques rede que pode vir a se tornar realidade para um maior número de produtores do estado”, destacou.

Ele explicou que a Paraíba possui dois grandes espelhos de água – Boqueirão e Coremas – que podem ser mais aproveitados na produção de pescados, além das cidades de Sapé, Araçagi e outros municípios do Agreste paraibano.  “O Agreste paraibano é a principal região produtora na aquicultura continental do Estado, pois possui um potencial ambiental e econômico. Esperamos desenvolver o agronegócio dos empreendimentos rurais que atuam na cadeia produtiva da aquicultura, através do fomento à inovação, à sustentabilidade, ao aumento da produtividade e à melhoria da gestão dos negócios”, disse Jucieux Palmeira.

Segundo o analista, uma das ações do Sebrae Paraíba para estimular o cultivo da tilápia no Agreste paraibano é o projeto AquiParaíba, que está promovendo uma série de iniciativas em 23 municípios da região (Araçagi, Alagoa Grande, Alagoinha, Areia, Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mari, Mulungu, Pilões, Pilõezinho, Pirpirituba, Sapé, Serra da Raiz, Serraria e Sertãozinho).

O I Encontro Paraibano de Aquicultura faz parte destas ações. Ao longo de dois dias, o foco de pesquisadores e produtores será trocar experiências e buscar estratégias para melhoria da atividade. Estão programadas palestras sobre “Cenário atual do mercado da tilápia no Brasil”, com Francisco Medeiros, secretário executivo da PeixeBR; “A experiência de uma cooperativa que atua na cadeia produtiva da piscicultura no Oeste do Paraná, com Ricardo Krause (Copices); “O beneficiamento de tilápias através de entrepostos móvel de pescado”, com Patrícia Mochiaro (Embrapa); e “Trabalhos desenvolvidos pelos projetos ArquinordesteAquiparaiba”, com Jucieux Palameira, Gustavo Costa (Sebrae Paraíba) e Rui Trombeta (Ecofish).

O evento vai oferecer duas palestras técnicas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”, com Luciana Andrade e Maria de Fátima Lacerda (IFPB), e “Alternativa econômica para piscicultura do Brejo paraibano: policultivo de tilápia x macrobrachiumrosembergii”, com Marino Eugenio (UFPB).

Entre as oficinas estão programadas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”; “Qualidade de água na piscicultura”; e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na piscicultura”.

Para se inscrever no evento, basta acessar o site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698. A inscrição para o seminário custa R$ 20 e para as oficinas R$ 20. Os interessados em participar de todas as atividades pagam R$ 30. O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras.

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Dívidas com bancos ameaçam produtores rurais paraibanos que podem perder terras

dividasPor conta da seca que castiga o Nordeste brasileiro, não apenas essa que começou em 2012, muitos produtores perderam seus rebanhos e a produção agrícola, não conseguiram pagar suas contas e contraíram dívidas assustadoras aos bancos. Agricultores pedem socorro ao poder público para que auxiliem no perdão das dívidas. Em dezembro deste ano, as terras deverão ir a leilão. Hoje, a Paraíba tem 197 dos 223 municípios reconhecidos pelo Ministério da Integração Nacional como em situação de emergência. E a situação poderá se agravar no próximo ano, pois pesquisadores preveem o ano mais seco desse ciclo de estiagem.

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O município de Mulungu, no Agreste paraibano, sofre com a estiagem desde a década de 80, mas apenas registrado os pedidos por meio de portarias e decretos em 1992. Desde esse ano, os produtores rurais começaram a sofrer com a seca. Entre 1994 e 1955, muitos deles não conseguiram pagar suas dívidas, que cresceram por conta dos juros e correções monetárias. O produtor José Casciano da Cunha, 75, que é secretário da Associação Mortuária dos Agricultores de Crédito Rural do Estado da Paraíba, contou em vinte anos, os problemas só aumentaram. Entre 1994 e 1995, ele pediu um empréstimo de pouco mais de R$ 21,4 mil e hoje a dívida está em R$ 57 mil.

A situação sofrida pelos produtores já foi narrada, por meio de carta enviada e entregue pessoalmente por José Casciano da Cunha, ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, em especial na última visita dela a Paraíba, no início do mês passado. No documento, ele pede a Dilma socorro para as dívidas rurais, que reconheça a região onde reside como semiárida, já que estudos já comprovam que com elementos que a área passa por seca (com isso os valores cobrados serão menores) e que acelere o projeto de lei 5.860/2013 aprovado no Congresso Nacional e na Câmara está com Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, na Comissão de Tributação e Finança para ser julgado.

Ontem, ele conversou com o empresário e ex-senador Roberto Cavalcanti, para agradecer por ter proposto uma audiência, ainda como senador em 2010, para que se discutisse a questão das dívidas dos pequenos produtores e que contou com a presença do superintendente do Banco do Nordeste da época, que havia possibilidade de reavaliar os erros com os valores cobrados. Além disso, pediu para que, como um grande meio de comunicação, o Sistema Correio da Paraíba, pudesse divulgar esses problemas vividos pelos produtores rurais.

Aline Martins /Correio da Paraiba

Produtores da Paraíba investem na produção de abacaxi mesmo no período de estiagem

abacaxiMesmo durante o período de estiagem, que provocou perdas significativas para a agricultura, produtores da Zona da Mata e do Agreste paraibano pretendem continuar investindo na produção de abacaxi. Esse é o resultado de um diagnóstico feito por pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), que visa medir os efeitos da seca na região e avaliar se a abacaxicultura ainda é uma atividade viável.

O diagnóstico, realizado em 2013, entrevistou 155 produtores dos municípios de Araçagi, Itapororoca e Lagoa de Dentro, regiões que abrangem cerca de 45% da área de abacaxi do Estado, e diagnosticou que apesar da queda de até 80% na produção, os agricultores ainda continuarão investindo nessa atividade.

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Segundo o pesquisador da Emepa, Miguel Barreiro Neto, mesmo diante de todo o risco climático e não tendo água para fazer irrigação de salvamento, os agricultores dessa região não tem outra alternativa que dê mais lucratividade que a produção de abacaxi.

A Paraíba é o maior produtor de abacaxi no Nordeste, região que responde por cerca de 38% da produção nacional. Em 2011, foram cultivados no Estado 9.216 hectares e obtidos 276 milhões de frutos, correspondendo a 40,2% da área e 45,2% da produção regional. De acordo com dados do IBGE 2012, as regiões da Mata e do Agreste Paraibano respondem por cerca de 76% da área cultivada e 23% da produção do Estado.

A produção de abacaxi na Paraíba foi fortemente afetada pela pouca disponibilidade de água, especialmente nas suas fases de crescimento e frutificação. Além disso, ocorreram fortes reduções nas reservas d’água, o que impediu que os produtores as utilizassem na irrigação dos seus plantios. O que ocasionou perda de aproximadamente 20 a 40% da produção.

A pesquisa sobre “Prejuízos decorrentes da seca na abacaxicultura da Mesorregião Agreste Paraibano” identificou que nenhum produtor pretende mudar de cultivo ou mesmo sair da agricultura para outro setor de atividade, evidenciando assim que a cultura do abacaxi ainda é capaz de proporcionar uma rentabilidade satisfatória.

De acordo com o diretor técnico da Emepa, Wandrick Hauss de Sousa, para o setor agrícola da Paraíba a cultura do abacaxi é uma atividade de extrema importância, tanto econômica quanto social. Por isso, a Emepa tem dado uma grande contribuição para essa cultura, contemplando-a com atividades de pesquisa, com o apoio do Banco do Nordeste (BNB) e de outros órgãos financiadores de projetos. A partir desse diagnóstico, a Empresa elaborou um projeto, a ser aprovado pelo BNB, que engloba o enfoque sistêmico na abacaxicultura, ou seja, que envolve não só a parte de manejo, mas as partes de pragas, adubação, irrigação, etc.

O presidente da Emepa, Manoel Duré, destacou que a Empresa está sempre investindo em pesquisas para a abacaxicultura, por considerá-la de grande importância para o Estado. Esses diagnósticos sempre darão subsídios para formular projetos de pesquisas e políticas públicas de governo, além de mostrar um perfil da realidade local. “É de interesse do Governo do Estado continuar investindo nessa atividade, pois isto permitirá que a Paraíba continue sendo o maior produtor de abacaxi do País, além de gerar emprego e renda para os agricultores.”

Secom-PB

Ministro da Pesca assina projeto que vai beneficiar produtores de Bananeiras e da região do Brejo

 

Ministro Brigadeiro Átila Maia e Veto Lima
Ministro Brigadeiro Átila Maia e Veto Lima

O ministro em exercício da Pesca, Brigadeiro Átila Maia, assinou nesta sexta-feira (03) um projeto que vai beneficiar o município de Bananeiras e de toda a região do Brejo. Trata-se de um complexo de produção de pescado que vai garantir aos produtores um espaço digno de trabalho resultando em maior rentabilidade.

 

O projeto assinado pelo ministro vai garantir a chegada de uma fábrica de ração, um centro de beneficiamento de pescado e um abatedouro e frigorífico. O complexo será o único no Nordeste e o 5º do Brasil.

 

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O contato entre a prefeitura e a Câmara Municipal de Bananeiras para que o projeto fosse concretizado teve o intermédio do bananeirense Veto Lima. Ele parebenizou o prefeito e os vereadores que se esforçaram para que o benefício chegasse à região.

 

“Parabenizo o amigo Douglas Lucena pelo seu esforço na busca de projetos importantes para o município tendo em vista que irá fomentar muito mais a atividade econômica já existente no município e região. Aos amigos Ramom Moreira de Lima e Kilson Dantas que estiveram comigo aqui no ministério e mostraram a importância do município na aérea da piscicultura, a amiga Roseli Zerbinato que não mediu esforços em ajudar no projeto e a nossa cidade. Parabéns a todos e em especial a minha querida Bananeiras”, ressaltou Veto.

Redação/Focando a Notícia

Dilma cria agência que levará assistência técnica a médios produtores rurais

Plano da Agricultura e Pecuária para 2013 e 2014 contará com investimento de R$ 136 bilhões
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma RousseffDilma afirmou que a agência possibilitará a superação de desafios vividos pela produção agropecuária

São Paulo – Em cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura e Pecuária para 2013 e 2014, a presidenta Dilma Rousseff anunciou nessa terça-feira (4) a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, que terá como papel levar conhecimento e inovações produzidos pela Embrapa para os produtores rurais. A agência prestará serviços a todos os agricultores e pecuaristas do país, porém, Dilma ressaltou o foco que o novo Plano Safra terá no ‘médio’ produtor.

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“O agronegócio brasileiro tem um segmento que temos de ter atenção especial, que antes era comprimido entre o grande e o pequeno, que é o médio negócio brasileiro”, afirmou. A presidenta ressaltou a importância do papel da Embrapa na pesquisa e produção tecnológica, mas afirmou que o país ainda enfrenta dificuldades na difusão de tecnologia.

“Temos relativa difusão de melhores técnicas e práticas. Mas acredito que o caminho a percorrer tem grande espaço, que é a difusão da tecnologia. Isso vai permitir o casamento com a Embrapa, e será uma circulação em mão dupla, de levar conhecimento para o produtor, da classe A à classe E, pois todas elas precisam deste acesso à tenologia.”

Dilma também afirmou que a agência possibilitará a superação de desafios vividos pela produção agropecuária, o que facilitará o caminho do Brasil para se tornar o maior exportador de alimentos do mundo. “Considero que agência é fundamental no processo de transformação do nosso avanço no setor rural brasileiro. Ela pode permitir que todos tenham acesso à tecnologia e nos próximos 10 anos transformemos em um dos países mais competitivos do mundo, o maior exportador de alimentos do mundo.”

Outro ponto que ganhou destaque no Plano Safra deste biênio é a armazenagem de produtos. Foi anunciada uma linha de financiamento específica para investimentos em armazenagens privadas. Serão R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos, sendo que R$ 5 bilhões já estarão disponíveis neste ano. O ministro da Agricultura e Agropecuária, Antônio Andrade, afirmou que os investimentos permitirão que a capacidade de armazenagem do país se equipare ao volume da produção.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão que administra os armazéns federais, receberá R$ 500 milhões, anunciou Andrade, sendo que R$ 350 milhões serão investidos em novos armazéns e R$ 150 milhões em melhorias de armazéns antigos.

Plano

O Plano Safra 2013/2014 prevê investimento de R$ 136 bilhões, valor aumentado em 18% em relação ao do plano passado, que previa a liberação de R$ 115,2 bilhões. Desses, R$ 97,6 bilhões serão destinados para custeio e comercialização, e outros R$ 38,4 bilhões, em créditos para programas de investimentos.

A taxa média de juros ao financiamento será de 5,5%, mas algumas linhas terão custo ainda menor. No plano anterior, a taxa de referência ficou em 5,5%. A aquisição de máquinas agrícolas e equipamentos de irrigação terão juros de 3,5 %. A taxa para agricultores de médio porte será de 4%.

As cooperativas poderão ter acesso a R$ 5,3 bilhões por meio de programas como o Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). A taxa de juros anual para capital de giro foi reduzida de 9% para 6,5% ao ano.

 

 

Júlia Rabahie, da RBA

Governo começa a separar ‘joio do trigo’ entre produtores rurais

 

O Ministério do Meio Ambiente contratou os serviços de obtenção das imagens de satélites necessárias à construção de um amplo cadastro que mapeará áreas rurais e servirá para o monitoramento de desmatamento, afirmou nessa segunda-feira (26) a ministra Izabella Teixeira.

Os serviços contratados para o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta prevista no Código Florestal, serão repassados nesta semana aos estados, que deverão agregar informações locais sobre produção agrícola e afins. O novo código prevê a obrigatoriedade do cadastro para todas as propriedades rurais. A ferramenta deve ficar pronta em dois anos.

“Regularizar a propriedade do ponto de vista ambiental é muito mais do que foi paulatinamente colocado no debate nacional. É trabalhar a produtividade, a competitividade. A base de informação séria só começará com o Cadastro Ambiental Rural”, afirmou ela em evento da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Segundo a ministra, o cadastro poderá representar “segurança jurídica e transparência de informação para a competitividade da agricultura brasileira”, colaborando para evitar barreiras sanitárias.

Por outro lado, a ministra deixou claro que a criação do cadastro também servirá para punir produtores que não estiverem agindo legalmente. “Nunca o Brasil teve essa informação. Vamos lançar auto de infração eletrônico… Agora vamos saber quem faz e quem não faz de fato; a hora é separar o joio do trigo.”

A ministra disse que já tem assegurados recursos para aquisição de imagens anualmente para os próximos cinco anos. “O cadastro vai trazer para todos conhecimento da realidade que ninguém sabe. Se me perguntarem quanto temos de recuperar de área degradada (qualquer resposta), é chute”, disse.

Jeferson Ribeiro, da Reuters
Focando a Notícia