Arquivo da tag: produtores

Areia, na PB, é a quarta cidade com mais estabelecimentos produtores de cachaça no Brasil

O município de Areia, no Brejo paraibano, é a quarta cidade brasileira em número de estabelecimentos produtores de cachaça registradas no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). O dado faz parte do Anuário da Cachaça, com dados pioneiros da bebida que é produzida no país. Segundo o estudo, Areia possui sete estabelecimentos registrados no Mapa, perdendo apenas para os mineiros Belo Horizonte (19) e Salinas (9) e São Roque do Canaã, em Sergipe, que tem 10 estabelecimentos.

O Anuário da Cachaça, divulgado na última terça-feira (28), revelou, ainda, que a Paraíba é o sexto estado em número de estabelecimentos, empatado com o vizinho Pernambuco, ficando entre os dez estados com mais estabelecimentos produtores de cachaça registrados no Brasil.

Conforme levantamento realizado até o final de dezembro de 2018, os produtores de cachaça totalizam 951 estabelecimentos registrados no Mapa. Deste montante, a liderança fica com o estado de Minas Gerais, bem acima dos demais, com 421 estabelecimentos, sendo que na sequência aparecem os estados de São Paulo (126), Espírito Santo (74) e Rio de Janeiro (50), evidenciando a concentração da produção de cachaça na região Sudeste com 671 estabelecimentos, representando mais de 70% da produção nacional.

Em seguida aparece a região Nordeste com 138, correspondendo a 14,5%, a região Sul com 99, portanto 10,4%, a região Centro-Oeste com 33, cerca de 3,5% e, por fim, a região Norte, com apenas 10 produtores, com a fatia de 1,05%.

Produtos

Ainda segundo o levantamento, a Paraíba tem 145 produtos cadastrados junto ao Ministério. Entre eles, 36 são produzidos em Areia e outros 33 em Campina Grande, que também entram na lista dos dez municípios com maior número de registros do produto.

O anuário classifica as bebidas também de acordo com padrões de produção e de envelhecimento, por categorias. Também faz a distinção entre a cachaça, que é feita a partir do mosto (líquido) fermentado do caldo da cana-de-açúcar, enquanto a aguardente pode ser também um destilado alcoólico simples. Outro diferencial, é que no primeiro caso, a composição alcoólica pode variar entre 38% e 48%, e no segundo, entre 38% e 54%. A classificação leva em conta aromas e sabores, como a adoçada, envelhecida, premium, extra premium.

G1

 

Produtores do Nordeste vão ter até 95% de desconto para quitar dívidas

agriculturaProdutores rurais das regiões Norte e Nordeste do Brasil, norte de Minas Gerais e norte do Espírito Santo ganharam hoje (29) o direito de renegociar dívidas de financiamento com recursos dos fundos constitucionais do Norte e do Nordeste (FNO e FNE) contratados antes de 2012. A Lei nº 13.340, publicada nesta quinta-feira (29) no Diário Oficial da União, oferece três benefícios a mais em relação a projetos anteriores: pela primeira vez a região Norte é beneficiada com medida de renegociação de dívida com desconto.

A segunda vantagem é que o percentual de desconto máximo para quem quiser quitar o débito passou de 85% para 95% – justamente para os financiamentos de menor valor. Além disso, foi ampliado o período das dívidas contratadas e que agora podem ser repactuadas. Nas medidas anteriores, o refinanciamento poderia ser feito para dívidas contratadas até 31 de dezembro de 2008. Por esta nova regra, as dívidas tomadas até 31 de dezembro de 2011 poderão ser renegociadas.

A Lei permite ainda que os produtores rurais do Nordeste, norte de Minas Geraise norte do Espírito Santo possam refinanciar o crédito tomado junto aos bancos federais Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Com isso, quase um milhão de operações de crédito podem ser renegociadas. São 782 mil operações no Nordeste e 211 mil na região Norte.

Para o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, a iniciativa deverá impulsionar o setor rural em regiões do semiárido e de atuação da Sudam e da Sudene, desde o pequeno agricultor familiar a empreendimentos de maior porte. “Ela permitirá não só o pagamento das dívidas, como também a recuperação do crédito de milhares de produtores rurais”, explica. O objetivo é permitir que os agricultores consigam melhorar sua condição financeira sem que suas dívidas sejam enviadas para cobrança judicial ou inscritas na Dívida Ativa da União.

rlkdjdd.png

A nova lei autoriza, ainda, a renegociação de dívidas relativas à venda de lotes para titulação e à utilização da infraestrutura de irrigação de uso comum em perímetros públicos sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) e do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs).

180 Graus

 

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

Aquicultura é discutida por mais de 400 pesquisadores e produtores em Bananeiras

Evento ocorre durante esta sexta-feira (19) e sábado (20), na UFPB, com Seminário e oficinas, para pesquisadores, empreendedores e instituições de parceiras

encontroA abertura do 1º Encontro de Aquicultura da Paraíba (Enaqua) reuniu cerca de 400 participantes nesta sexta-feira (19) no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) da cidade de Bananeiras, no Brejo paraibano. Representantes de cinco Estados do Brasil e da Paraíba estão presentes debatendo as melhores e inovadoras soluções para cadeia produtiva da aquicultura.

O diretor técnico do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, destacou as ações na área da piscicultura que a instituição realiza há alguns anos. “Percebemos o potencial econômico que pode ser desenvolvido nesta área. A cidade de Bananeiras sai na frente pelo complexo que está querendo apresentar ao Estado, onde haverá a unidade de tratamento e as fábricas de peixe e de ração animal. Aqui também está uma das parcerias, a UFPB, com esse trabalho”, comentou.

Ele convocou os empreendedores presentes a começarem a pensar nas inovações para o setor. “Precisamos da força empreendedora de cada um de vocês para que todos contribuam para o crescimento e evolução dessa cadeia produtiva. Os órgãos que participam também ganham com essa parceria, necessárias para que a atividade possa crescer e que a experiência seja proveitosa com todos os conhecimentos envolvidos”, falou.

Já o professor da UFPB, Alberto Cabral, ressaltou as soluções socioambientais viáveis para a construção de uma rede de parceiros sólidos. “Precisamos pensar como cadeia produtiva, que exista produção e co-produção. Precisamos das expertises para a criação de novos produtos e reaproveitar os resíduos da aquicultura. Por que não podemos fabricar ração animal para os pets ou animais de estimação? Aqui encontraremos as soluções”, informou.

O prefeito da cidade, Douglas Lucena, disse que o momento foi construído com o esforço coletivo. “Precisamos continuar a unir esforços para fortalecer um dos pleitos municipais mais importantes, que é a conclusão do complexo de piscicultura de Bananeiras, que dará mais visibilidade à cadeia produtiva”, disse.

O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras. Mais informações e inscrição no site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698.

Tilápia – O aumento da produção da tilápia é um dos principais temas do evento, que segue até este sábado (20). A primeira palestra do Seminário foi sobre o “Cenário atual do mercado de Tilápia no Brasil”, com o secretário executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Ele ressaltou que falta políticas públicas para a produção de peixes no Brasil. Uma das metas em relação à produção de pescados é aumentar o consumo no País.

“Não se sabe quanto se pesca no Brasil, mas sim quanto se consome, pela pequena representação de 2,7 quilos por habitante ao ano. No caso da Tilápia, esse consumo cai mais ainda para 1,3 quilos por habitante por ano. O maior índice de consumo desse peixe no país está no Nordeste, pois no Sul e Sudeste eles só comem o filé. Então, um pouco desses dados, passados pelo Ministério da Aquicultura e Pesca, dá para saber que estamos no lugar certo para negociar as melhorias dos pescados”, concluiu.

Programação – O Enaqua segue com a programação à tarde com um ciclo de palestras técnicas sobre “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia” e “Alternativa econômica para a Piscicultura do Brejo paraibano: policultivo Tilápia x Macrobrachium Rosenbergii”. Já no sábado (20), três oficinas serão realizadas, com 30 participantes cada. “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia”, “Qualidade da água na Piscicultura” e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na Piscicultura” são os temas das oficinas, que serão ministradas a partir das 8h e a partir das 18h.

UNIDADE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING
SEBRAE PARAÍBA

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Produtores e pesquisadores debatem fortalecimento da piscicultura paraibana em Bananeiras

 

I Encontro Paraibano de Aquicultura (Enaqua) será realizado nesta sexta-feira (19) e sábado (20), no Campus de Bananeiras da UFPB

viveiroCerca de 500 produtores piscicultores paraibanos se reúnem nesta sexta-feira (19) e sábado (20) para discutir as estratégias de melhoria da cadeia produtiva aquicultura no Estado durante o I Encontro Paraibano de Aquicultura (I Enaqua), em Bananeiras.  O evento vai ainda apresentar o cenário brasileiro e paraibano da piscicultura e buscar soluções para os problemas encontrados na atividade.

O analista técnico e coordenador de Agronegócios do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira, disse que a Paraíba ocupa o sétimo lugar no ranking da aquicultura continental no Nordeste. “A piscicultura na Paraíba ainda se encontra em desenvolvimento. Esta posição pode ser melhorada com o aumento de área produzida e da intensificação da produção por meio da aplicação de tecnologias e manejos adequados, além da oportunidade da produção em tanques rede que pode vir a se tornar realidade para um maior número de produtores do estado”, destacou.

Ele explicou que a Paraíba possui dois grandes espelhos de água – Boqueirão e Coremas – que podem ser mais aproveitados na produção de pescados, além das cidades de Sapé, Araçagi e outros municípios do Agreste paraibano.  “O Agreste paraibano é a principal região produtora na aquicultura continental do Estado, pois possui um potencial ambiental e econômico. Esperamos desenvolver o agronegócio dos empreendimentos rurais que atuam na cadeia produtiva da aquicultura, através do fomento à inovação, à sustentabilidade, ao aumento da produtividade e à melhoria da gestão dos negócios”, disse Jucieux Palmeira.

Segundo o analista, uma das ações do Sebrae Paraíba para estimular o cultivo da tilápia no Agreste paraibano é o projeto AquiParaíba, que está promovendo uma série de iniciativas em 23 municípios da região (Araçagi, Alagoa Grande, Alagoinha, Areia, Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mari, Mulungu, Pilões, Pilõezinho, Pirpirituba, Sapé, Serra da Raiz, Serraria e Sertãozinho).

O I Encontro Paraibano de Aquicultura faz parte destas ações. Ao longo de dois dias, o foco de pesquisadores e produtores será trocar experiências e buscar estratégias para melhoria da atividade. Estão programadas palestras sobre “Cenário atual do mercado da tilápia no Brasil”, com Francisco Medeiros, secretário executivo da PeixeBR; “A experiência de uma cooperativa que atua na cadeia produtiva da piscicultura no Oeste do Paraná, com Ricardo Krause (Copices); “O beneficiamento de tilápias através de entrepostos móvel de pescado”, com Patrícia Mochiaro (Embrapa); e “Trabalhos desenvolvidos pelos projetos ArquinordesteAquiparaiba”, com Jucieux Palameira, Gustavo Costa (Sebrae Paraíba) e Rui Trombeta (Ecofish).

O evento vai oferecer duas palestras técnicas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”, com Luciana Andrade e Maria de Fátima Lacerda (IFPB), e “Alternativa econômica para piscicultura do Brejo paraibano: policultivo de tilápia x macrobrachiumrosembergii”, com Marino Eugenio (UFPB).

Entre as oficinas estão programadas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”; “Qualidade de água na piscicultura”; e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na piscicultura”.

Para se inscrever no evento, basta acessar o site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698. A inscrição para o seminário custa R$ 20 e para as oficinas R$ 20. Os interessados em participar de todas as atividades pagam R$ 30. O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras.

UNIDADE DE COMUNICAÇÃO E MARKETING

SEBRAE PARAÍBA

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

Dívidas com bancos ameaçam produtores rurais paraibanos que podem perder terras

dividasPor conta da seca que castiga o Nordeste brasileiro, não apenas essa que começou em 2012, muitos produtores perderam seus rebanhos e a produção agrícola, não conseguiram pagar suas contas e contraíram dívidas assustadoras aos bancos. Agricultores pedem socorro ao poder público para que auxiliem no perdão das dívidas. Em dezembro deste ano, as terras deverão ir a leilão. Hoje, a Paraíba tem 197 dos 223 municípios reconhecidos pelo Ministério da Integração Nacional como em situação de emergência. E a situação poderá se agravar no próximo ano, pois pesquisadores preveem o ano mais seco desse ciclo de estiagem.

ACOMPANHE O FOCANDO A NOTÍCIA NAS REDES SOCIAIS:

FACEBOOK                TWITTER                   INSTAGRAM

O município de Mulungu, no Agreste paraibano, sofre com a estiagem desde a década de 80, mas apenas registrado os pedidos por meio de portarias e decretos em 1992. Desde esse ano, os produtores rurais começaram a sofrer com a seca. Entre 1994 e 1955, muitos deles não conseguiram pagar suas dívidas, que cresceram por conta dos juros e correções monetárias. O produtor José Casciano da Cunha, 75, que é secretário da Associação Mortuária dos Agricultores de Crédito Rural do Estado da Paraíba, contou em vinte anos, os problemas só aumentaram. Entre 1994 e 1995, ele pediu um empréstimo de pouco mais de R$ 21,4 mil e hoje a dívida está em R$ 57 mil.

A situação sofrida pelos produtores já foi narrada, por meio de carta enviada e entregue pessoalmente por José Casciano da Cunha, ao ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva e a presidenta Dilma Rousseff, em especial na última visita dela a Paraíba, no início do mês passado. No documento, ele pede a Dilma socorro para as dívidas rurais, que reconheça a região onde reside como semiárida, já que estudos já comprovam que com elementos que a área passa por seca (com isso os valores cobrados serão menores) e que acelere o projeto de lei 5.860/2013 aprovado no Congresso Nacional e na Câmara está com Tereza Cristina, do Mato Grosso do Sul, na Comissão de Tributação e Finança para ser julgado.

Ontem, ele conversou com o empresário e ex-senador Roberto Cavalcanti, para agradecer por ter proposto uma audiência, ainda como senador em 2010, para que se discutisse a questão das dívidas dos pequenos produtores e que contou com a presença do superintendente do Banco do Nordeste da época, que havia possibilidade de reavaliar os erros com os valores cobrados. Além disso, pediu para que, como um grande meio de comunicação, o Sistema Correio da Paraíba, pudesse divulgar esses problemas vividos pelos produtores rurais.

Aline Martins /Correio da Paraiba

Produtores da Paraíba investem na produção de abacaxi mesmo no período de estiagem

abacaxiMesmo durante o período de estiagem, que provocou perdas significativas para a agricultura, produtores da Zona da Mata e do Agreste paraibano pretendem continuar investindo na produção de abacaxi. Esse é o resultado de um diagnóstico feito por pesquisadores da Empresa Estadual de Pesquisa Agropecuária da Paraíba (Emepa), que visa medir os efeitos da seca na região e avaliar se a abacaxicultura ainda é uma atividade viável.

O diagnóstico, realizado em 2013, entrevistou 155 produtores dos municípios de Araçagi, Itapororoca e Lagoa de Dentro, regiões que abrangem cerca de 45% da área de abacaxi do Estado, e diagnosticou que apesar da queda de até 80% na produção, os agricultores ainda continuarão investindo nessa atividade.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Segundo o pesquisador da Emepa, Miguel Barreiro Neto, mesmo diante de todo o risco climático e não tendo água para fazer irrigação de salvamento, os agricultores dessa região não tem outra alternativa que dê mais lucratividade que a produção de abacaxi.

A Paraíba é o maior produtor de abacaxi no Nordeste, região que responde por cerca de 38% da produção nacional. Em 2011, foram cultivados no Estado 9.216 hectares e obtidos 276 milhões de frutos, correspondendo a 40,2% da área e 45,2% da produção regional. De acordo com dados do IBGE 2012, as regiões da Mata e do Agreste Paraibano respondem por cerca de 76% da área cultivada e 23% da produção do Estado.

A produção de abacaxi na Paraíba foi fortemente afetada pela pouca disponibilidade de água, especialmente nas suas fases de crescimento e frutificação. Além disso, ocorreram fortes reduções nas reservas d’água, o que impediu que os produtores as utilizassem na irrigação dos seus plantios. O que ocasionou perda de aproximadamente 20 a 40% da produção.

A pesquisa sobre “Prejuízos decorrentes da seca na abacaxicultura da Mesorregião Agreste Paraibano” identificou que nenhum produtor pretende mudar de cultivo ou mesmo sair da agricultura para outro setor de atividade, evidenciando assim que a cultura do abacaxi ainda é capaz de proporcionar uma rentabilidade satisfatória.

De acordo com o diretor técnico da Emepa, Wandrick Hauss de Sousa, para o setor agrícola da Paraíba a cultura do abacaxi é uma atividade de extrema importância, tanto econômica quanto social. Por isso, a Emepa tem dado uma grande contribuição para essa cultura, contemplando-a com atividades de pesquisa, com o apoio do Banco do Nordeste (BNB) e de outros órgãos financiadores de projetos. A partir desse diagnóstico, a Empresa elaborou um projeto, a ser aprovado pelo BNB, que engloba o enfoque sistêmico na abacaxicultura, ou seja, que envolve não só a parte de manejo, mas as partes de pragas, adubação, irrigação, etc.

O presidente da Emepa, Manoel Duré, destacou que a Empresa está sempre investindo em pesquisas para a abacaxicultura, por considerá-la de grande importância para o Estado. Esses diagnósticos sempre darão subsídios para formular projetos de pesquisas e políticas públicas de governo, além de mostrar um perfil da realidade local. “É de interesse do Governo do Estado continuar investindo nessa atividade, pois isto permitirá que a Paraíba continue sendo o maior produtor de abacaxi do País, além de gerar emprego e renda para os agricultores.”

Secom-PB

Ministro da Pesca assina projeto que vai beneficiar produtores de Bananeiras e da região do Brejo

 

Ministro Brigadeiro Átila Maia e Veto Lima
Ministro Brigadeiro Átila Maia e Veto Lima

O ministro em exercício da Pesca, Brigadeiro Átila Maia, assinou nesta sexta-feira (03) um projeto que vai beneficiar o município de Bananeiras e de toda a região do Brejo. Trata-se de um complexo de produção de pescado que vai garantir aos produtores um espaço digno de trabalho resultando em maior rentabilidade.

 

O projeto assinado pelo ministro vai garantir a chegada de uma fábrica de ração, um centro de beneficiamento de pescado e um abatedouro e frigorífico. O complexo será o único no Nordeste e o 5º do Brasil.

 

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

O contato entre a prefeitura e a Câmara Municipal de Bananeiras para que o projeto fosse concretizado teve o intermédio do bananeirense Veto Lima. Ele parebenizou o prefeito e os vereadores que se esforçaram para que o benefício chegasse à região.

 

“Parabenizo o amigo Douglas Lucena pelo seu esforço na busca de projetos importantes para o município tendo em vista que irá fomentar muito mais a atividade econômica já existente no município e região. Aos amigos Ramom Moreira de Lima e Kilson Dantas que estiveram comigo aqui no ministério e mostraram a importância do município na aérea da piscicultura, a amiga Roseli Zerbinato que não mediu esforços em ajudar no projeto e a nossa cidade. Parabéns a todos e em especial a minha querida Bananeiras”, ressaltou Veto.

Redação/Focando a Notícia

Dilma cria agência que levará assistência técnica a médios produtores rurais

Plano da Agricultura e Pecuária para 2013 e 2014 contará com investimento de R$ 136 bilhões
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma RousseffDilma afirmou que a agência possibilitará a superação de desafios vividos pela produção agropecuária

São Paulo – Em cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura e Pecuária para 2013 e 2014, a presidenta Dilma Rousseff anunciou nessa terça-feira (4) a criação da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, que terá como papel levar conhecimento e inovações produzidos pela Embrapa para os produtores rurais. A agência prestará serviços a todos os agricultores e pecuaristas do país, porém, Dilma ressaltou o foco que o novo Plano Safra terá no ‘médio’ produtor.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“O agronegócio brasileiro tem um segmento que temos de ter atenção especial, que antes era comprimido entre o grande e o pequeno, que é o médio negócio brasileiro”, afirmou. A presidenta ressaltou a importância do papel da Embrapa na pesquisa e produção tecnológica, mas afirmou que o país ainda enfrenta dificuldades na difusão de tecnologia.

“Temos relativa difusão de melhores técnicas e práticas. Mas acredito que o caminho a percorrer tem grande espaço, que é a difusão da tecnologia. Isso vai permitir o casamento com a Embrapa, e será uma circulação em mão dupla, de levar conhecimento para o produtor, da classe A à classe E, pois todas elas precisam deste acesso à tenologia.”

Dilma também afirmou que a agência possibilitará a superação de desafios vividos pela produção agropecuária, o que facilitará o caminho do Brasil para se tornar o maior exportador de alimentos do mundo. “Considero que agência é fundamental no processo de transformação do nosso avanço no setor rural brasileiro. Ela pode permitir que todos tenham acesso à tecnologia e nos próximos 10 anos transformemos em um dos países mais competitivos do mundo, o maior exportador de alimentos do mundo.”

Outro ponto que ganhou destaque no Plano Safra deste biênio é a armazenagem de produtos. Foi anunciada uma linha de financiamento específica para investimentos em armazenagens privadas. Serão R$ 25 bilhões nos próximos cinco anos, sendo que R$ 5 bilhões já estarão disponíveis neste ano. O ministro da Agricultura e Agropecuária, Antônio Andrade, afirmou que os investimentos permitirão que a capacidade de armazenagem do país se equipare ao volume da produção.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), órgão que administra os armazéns federais, receberá R$ 500 milhões, anunciou Andrade, sendo que R$ 350 milhões serão investidos em novos armazéns e R$ 150 milhões em melhorias de armazéns antigos.

Plano

O Plano Safra 2013/2014 prevê investimento de R$ 136 bilhões, valor aumentado em 18% em relação ao do plano passado, que previa a liberação de R$ 115,2 bilhões. Desses, R$ 97,6 bilhões serão destinados para custeio e comercialização, e outros R$ 38,4 bilhões, em créditos para programas de investimentos.

A taxa média de juros ao financiamento será de 5,5%, mas algumas linhas terão custo ainda menor. No plano anterior, a taxa de referência ficou em 5,5%. A aquisição de máquinas agrícolas e equipamentos de irrigação terão juros de 3,5 %. A taxa para agricultores de médio porte será de 4%.

As cooperativas poderão ter acesso a R$ 5,3 bilhões por meio de programas como o Desenvolvimento Cooperativo para Agregação de Valor à Produção Agropecuária (Prodecoop) e de Capitalização de Cooperativas Agropecuárias (Procap-Agro). A taxa de juros anual para capital de giro foi reduzida de 9% para 6,5% ao ano.

 

 

Júlia Rabahie, da RBA

Governo começa a separar ‘joio do trigo’ entre produtores rurais

 

O Ministério do Meio Ambiente contratou os serviços de obtenção das imagens de satélites necessárias à construção de um amplo cadastro que mapeará áreas rurais e servirá para o monitoramento de desmatamento, afirmou nessa segunda-feira (26) a ministra Izabella Teixeira.

Os serviços contratados para o Cadastro Ambiental Rural (CAR), uma ferramenta prevista no Código Florestal, serão repassados nesta semana aos estados, que deverão agregar informações locais sobre produção agrícola e afins. O novo código prevê a obrigatoriedade do cadastro para todas as propriedades rurais. A ferramenta deve ficar pronta em dois anos.

“Regularizar a propriedade do ponto de vista ambiental é muito mais do que foi paulatinamente colocado no debate nacional. É trabalhar a produtividade, a competitividade. A base de informação séria só começará com o Cadastro Ambiental Rural”, afirmou ela em evento da Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

Segundo a ministra, o cadastro poderá representar “segurança jurídica e transparência de informação para a competitividade da agricultura brasileira”, colaborando para evitar barreiras sanitárias.

Por outro lado, a ministra deixou claro que a criação do cadastro também servirá para punir produtores que não estiverem agindo legalmente. “Nunca o Brasil teve essa informação. Vamos lançar auto de infração eletrônico… Agora vamos saber quem faz e quem não faz de fato; a hora é separar o joio do trigo.”

A ministra disse que já tem assegurados recursos para aquisição de imagens anualmente para os próximos cinco anos. “O cadastro vai trazer para todos conhecimento da realidade que ninguém sabe. Se me perguntarem quanto temos de recuperar de área degradada (qualquer resposta), é chute”, disse.

Jeferson Ribeiro, da Reuters
Focando a Notícia

Demora e burocracia agravam problema da seca no Nordeste, reclamam produtores

Os produtores rurais da região do semiárido do Nordeste estão reclamando da demora e da burocracia nas ações governamentais anunciadas para socorrer as cerca de 10 milhões de pessoas que sofrem com a maior estiagem dos últimos 40 anos na região.

Os trabalhadores do campo cobram ações mais rápidas contra os prejuízos já causados pela falta de chuva.

Segundo representantes de produtores rurais ouvidos pelo UOL, apesar dos vários programas e ações anunciados pelo governo federal e estaduais, boa parte da ajuda não consegue chegar às vítimas da seca, seja por problemas logísticos ou por excesso de exigências.

Foto 87 de 87 – 7.nov.2012 – Após longos períodos de seca, a cidade de Macaubas, interior da Bahia, recebe pouca chuva nesta manhã. Apesar de ser escassa, quando chove, a população é benefeciada já que, recentemente, houveram muitas queimadas na região Alcio Brando/ BAPress

No Nordeste, mais de mil municípios estão em situação de emergência pela estiagem.

Desde o agravamento da seca, no início do ano, várias ações e envio de recursos foram anunciadas pelos governos federal e estaduais.

A principal política pública é o envio diário de carros pipa a todas as comunidades afetadas pela estiagem. Outras ações –como apoio a distribuição de alimento para os animais e crédito para os produtores– estariam enfrentando problemas.

Segundo os nordestinos afetados, apesar de não faltar água potável, há outras carências graves e que causam prejuízo econômico.

O principal problema apontado pelos produtores é a falta alimento para os animais, que representavam a renda de muitos sertanejos.

O rebanho continua morrendo nos terrenos e sítios da zona rural. Além disso, os financiamentos anunciados pelo governo federal não estariam chegando ao produtor rural.

“A ajuda não está chegando nem na quantidade, nem velocidade que a gente entende que seria necessária. Estamos fazendo uma série de cobranças ao governo federal e estadual. Tivemos hoje [quarta-feira] uma reunião com o arcebispo de Recife e Olinda [Dom Fernando Saburido] para darmos início a uma campanha de arrecadação de água para consumo humano. Temos municípios entrando em colapso. Pedimos também para a Igreja cobrar o governo. Vamos tentar criar uma conta e pedir aos empresários que depositem recursos para realização de obras para que se somem às que o governo diz que vai fazer, como cisternas e barragens subterrâneas”, afirmou o presidente da Fetape (Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Pernambuco), Doriel Barros.

Segundo Barros, diante do cenário “gritante”, os trabalhadores e produtores rurais pretendem se organizar e cobrar medidas mais enfáticas, na próxima semana, ao governo federal e aos governadores.

“Estamos indo a Brasília com representantes das federações estaduais do Nordeste para organizarmos um evento regional. A ideia é fazer reunião chamando governadores, a presidente Dilma e ministros para discutirmos ações. A situação está séria, e a burocracia é grande. O que percebemos é que o governo não se preparou para enfrentar um momento como esse”, disse.

Morte de animais

A consequência direta da falta de ajuda seria a morte dos animais pelo sertão. Em Pernambuco, a estimativa da Fetape, por exemplo, é que a seca resulte em 800 mil mortes até o fim do ano.

Sem alimento para fornecer aos animais, os produtores estão abandonando os animais, que morrem de fome à beira de rodovias.

No Rio Grande do Norte, a estimativa é que 65% do rebanho morra ou seja vendido antes da hora para abate por conta da falta de alimento.

“O governo federal tem um programa emergencial de crédito, mas que é um mentira, que de emergencial não tem nada. A burocracia é normal. Há um fluxo de projetos no Banco do Nordeste travadíssimo. É um ‘check list’ muito grande. No Rio Grande do Norte, por exemplo, somente 2% do público teve acesso a esse crédito”, disse Gilberto Silva, assessor técnico da Federação dos Trabalhadores em Agricultura do Rio Grande do Norte.

O representante também questiona a falta de distribuição de comida para os animais. “A entrega do milho, que é um paliativo, não chega ao Nordeste porque não há logística. Tudo isso estamos reclamado. Estamos pedindo também a prorrogação do Garantia Safra. O Bolsa Estiagem é um valor irrisório [R$ 80 por mês], uma esmola. Fizemos uma pauta do Grito da Terra, em maio, mas até agora nada foi feito. A situação está complicadíssima.”

Com as previsões de chuva apenas a partir do início do próximo ano, a perspectiva é que os produtores rurais só se recuperem na metade do ano de 2013.

“Mesmo que chova em março, como nos apontam, só teremos produção em junho e julho. O abastecimento que chega pelos carros-pipa é de água potável, e não atende às necessidades dos animais. As adutoras prometidas são demoradas, só vão estar prontas na próxima seca”, completou.

Os mesmos problemas estão sendo enfrentados pelos produtores rurais da Paraíba, onde mais de 80% dos municípios estão sendo afetados pela estiagem.

“A burocracia é muito grande, especialmente para os financiamentos. Nenhum assentado tem como acessar esse crédito. Outra coisa: a política federal do milho para os pequenos produtores foi lançada, mas esse milho não chega ao Nordeste. Recentemente tem melhorado a situação, mas ainda é muito pouca a distribuição. E olhe que a gente vai sempre a Brasília, conversa, mas a demanda é grande”, afirmou Ivanildo Pereira Dantas, assessor técnico da Federação dos Trabalhadores da Agricultura da Paraíba.

Ações

Em resposta ao UOL, no fim da tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Integração Nacional –responsável federal pela coordenação dos trabalhos de assistência às vítimas das seca– informou que apenas autoriza e repassa o dinheiro para crédito especial, com as devidas orientações, ao BNB (Banco do Nordeste), que é responsável pela operação dos financiamentos. Sobre a demora na entrega do milho, o ministério afirma que se trata de responsabilidade da Conab  (Companhia Nacional de Abastecimento).

Em seu site, o BNB informa que destinou, esta semana, mais R$ 500 milhões para Programa Emergencial para a Seca e que os empréstimos estão sendo concedidos.

“Com o aumento, o total disponibilizado para financiar empreendedores urbanos e rurais atingidos pela estiagem na área de atuação do BNB chega a R$ 1,5 bilhão, dos quais o Banco já contratou R$ 1,2 bilhão, com 158 mil operações realizadas, em 1.250 municípios de sua área de atuação. Estão ainda em fase de contratação mais R$ 198 milhões em propostas”, informa a instituição.

A reportagem do UOL também entrou em contato com a Conab e aguarda resposta do órgão.

Nesta terça-feira (13), a presidente Dilma Rousseff lançou o programa “Mais Irrigação”, que prevê investimentos de R$ 10 bilhões, sendo R$ 7 bilhões captados com a iniciativa privada. Ao todo devem ser beneficiados 538 mil hectares de áreas destinadas produção de biocombustíveis, fruticultura, leite carne e grãos

UOL