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Procuradora se irrita em entrevista e arranca microfone de repórter; assista

O jornalista Ricardo Martins, da TV Bandeirantes, de Uberlândia (MG), foi agredido por uma procuradora durante uma entrevista, nesta quarta-feira, 20, para o programa local “Brasil Urgente”.

Ao “Uol”, ele relatou que foi até a Câmara Municipal da cidade para gravar uma reportagem sobre o aumento de salários dos vereadores e acompanhar uma coletiva de imprensa, que iria ser ministrada pelo presidente da entidade. Porém, ao chegar no local, quem estava sob comando da coletiva foi a procuradora Alice Ribeiro.

Martins também contou que ficou assustado com a atitude da advogada ao questioná-la sobre o reajuste de R$ 3 mil nos salários dos políticos. Isso porque, ela começou a xingar o repórter de “capcioso, cretino e ordinário”.

Surpreso com a reação de Alice, o jornalista ainda perguntou à procuradora se ela tinha algum problema pessoal com ele. Em seguida, a mulher arrancou o microfone à força das mãos dele e saiu da sala.

A publicação tentou contato com Alice Ribeiro e a Câmara de Vereadores de Uberlândia, mas não obteve sucesso até o momento.

UOL 

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Não há nada ligando ex-chefe de gabinete a Lula, diz procuradora

Ao contrário do que divulgaram nos últimos dias vários veículos de comunicação, não existem registros de troca de telefonemas entre a ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo, Rosemary Nóvoa Noronha, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Siva. A informação é da procuradora da República Suzana Fairbanks, responsável pelas investigações que culminaram na Operação Porto Seguro da Polícia Federal – em que Noronha foi indiciada por suspeita de tráfico de influência e corrupção passiva.

Os jornais chegaram a falar em centenas de telefones. “Conversa dela com o Lula não existe. Nem conversa, nem áudio e nem e-mail. Se tivesse, nós já não estaríamos mais com a investigação aqui. Eu não sei de onde saiu isso, porque nunca tive acesso a isso. Vocês podem virar de ponta cabeça o inquérito, em toda a investigação”, disse a procuradora, em entrevista à Agência Brasil.

Sobre o ex-ministro José Dirceu, Fairbanks afirmou que, apesar de ele ter sido citado nos e-mails de Rosemary, não há indícios de sua participação no esquema. “Não tem uma relação direta dele de sociedade ou de eventual lucro”, destacou.

Segundo a Agência Brasil, a PF e a Procuradoria têm 600 páginas com conteúdo da investigação sobre a ex-chefe de gabinete, que foi exonerada do cargo, na segunda-feira (28). A PF recolheu e fez cópia da memória de computadores e documentos de Noronha, tanto de sua sala, no escritório da Presidência, como de sua casa.

De acordo com a procuradora, Noronha, devido à posição que ocupava, tinha acesso a pessoas com “os cargos mais altos” e “vendia sua influência”.

Ela teria conseguido a nomeação, em maio de 2010, do diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Rodrigues Vieira, e do diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Rubens Carlos Vieira. Os irmãos são acusados de chefiar a quadrilha.

“Eles sabiam que ela tinha acesso a gente privilegiada dentro do governo. Tanto que se utilizava desse cargo, e aí é que está o crime, para fazer contatos de interesse deles. Agendamento de reunião com políticos, nomeação deles nas agências reguladoras. Ela ficava lá, pegando no pé do pessoal do alto escalão, porque tinha essa proximidade, tinha proximidade física”, disse a procuradora.

“Ela debate muito com eles, ‘vou falar com fulano, vou falar com sicrano’. Mas eu não sei exatamente com quem ela conseguiu isso [as nomeações]. O fato é que estava tentando e ela estava veementemente trabalhando nisso”, acrescentou.

O “pagamento” pelas nomeações, segundo a procuradora, era feito com dinheiro para cirurgias e novas nomeações, agora realizadas pelos irmãos Vieira, supostamente em benefício de Noronha ou pessoas ligadas a ela.

Irmãos Valente

O alvo principal da operação são os irmãos Paulo, Rubens e Marcelo Valente, acusados de comandar um esquema criminoso infiltrado dentro de órgãos federais.

“A documentação dos autos é muito característica. Eles não param de cometer crimes, a polícia até usa essa expressão quando pede as prisões. O fundamento é: eles simplesmente não param de cometer crimes. E foi o que a gente percebeu. É o tempo inteiro, é o modus operandi deles, está na vida deles, eles só fazem isso o tempo inteiro”, disse a procuradora ontem (27) à noite.

Os irmãos Paulo Rodrigues Vieira, ex-diretor de Hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA); Rubens Carlos Vieira, ex-diretor de Infraestrutura Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac); e Marcelo Rodrigues Vieira, empresário, foram presos na última sexta-feira (23), acusados de formação de quadrilha.

Segundo a procuradora, eles vendiam pareceres a grupos empresariais para os mais diversos fins. “O processo do Tribunal de Contas da União que gerou toda essa investigação era a concessão de áreas no terminal do Porto de Santos que não tinham sido licitadas”, disse.

A investigação da Operação Porto Seguro começou com um inquérito civil público para a apuração de improbidade administrativa. O ex-auditor do Tribunal de Contas da União (TCU) Cyonil da Cunha Borges de Faria Júnior revelou ao Ministério Público Federal e à Polícia Federal que lhe foram oferecidos R$ 300 mil para que elaborasse um parecer técnico a fim de beneficiar um grupo empresarial do setor portuário que atua no Porto de Santos, a empresa Tecondi (Terminal para Contêineres da Margem Direita), em um contrato com a Companhia Docas de São Paulo (Codesp).

“Ele [Cyonil] é um corrupto que sofreu um golpe, porque recebeu um calote do pagamento, não pagaram tudo e ele resolveu denunciar o esquema. Eram R$ 300 mil [o prometido] e ele recebeu R$ 100 mil, e ficou cobrando os outros R$ 200 mil”, destacou.

redebrasilatual

Juiz mantém no cargo procuradora acusada de contrabando

Para defender uma “garantia do povo brasileiro”, prevista na Constituição, o juiz da 4ª Vara Federal de Brasília, Itagiba Catta Preta Neto, concedeu uma decisão liminar para manter no cargo uma procuradora da República acusada de contrabando. Gisele Bleggi Cunha foi afastada da função depois que a maioria dos membros do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF), em duas decisões, entenderam que ela não passou no estágio probatório de dois anos, por excesso de faltas, compra e venda de uma motocicleta contrabandeada da Colômbia, e outras atitudes que, de acordo com o relator do caso, demonstraram pouca “sensibilidade”, por “misturar interesses institucionais com familiares”.

As decisões do Conselho foram tomadas em maio e junho deste ano. Na liminar de quinta-feira passada (14), o juiz Itagiba Catta Preta suspendeu as determinações do Conselho, porque elas aconteceram depois de 29 de janeiro, quando já haviam se passado dois anos do estágio probatório de Gisele Cunha. Portanto, agora, ela já é uma procuradora “vitalícia”, no jargão jurídico, e só pode perder o cargo depois de uma decisão judicial transitada em julgado, como prevê a Constituição O CSMPF é um conselho administrativo, sem poder judicial. “Somente por sentença judicial transitada em julgado pode perder o cargo de Procuradora da República. É garantia do povo brasileiro, não da autora”, frisou Catta Preta em sua liminar.

No conselho, o relator do caso, o subprocurador-geral da República Rodrigo Janot, disse que o prazo de vitaliciamento de Gisele Bleggi estava suspenso enquanto durasse o inquérito administrativo a que ela respondeu. O juiz da 4ª Federal discordou. Afirmou que o início da investigação e a decisão do Conselho foram longos demais. “Além disso, o prazo entre a instauração do inquérito e o ato impugnado parece ter excedido muito o fixado em lei”, afirmou Catta Preta em sua liminar.

Apoio

A tese do juiz tem o apoio até de alguns opositores de Gisele. O Congresso em Foco ouviu opiniões de vários procuradores da República nos últimos dias. Os que defendem o afastamento dela dizem que a série de episódios polêmicos em que se envolveu (veja) justifica sua saída “pelo conjunto da obra”.

Entretanto, esses mesmos procuradores acreditam que Gisele tinha um forte argumento em sua mão, o calendário. “Já estou vitaliciada”, disse a procuradora à reportagem uma vez, repetindo a linha de argumentação que depois viria a ser adotada também pelo juiz Catta Preta.

Eleições

A decisão do Conselho que afastou a procuradora aconteceu às vésperas de duas eleições para quatro vagas no colegiado. Na rede interna do Ministério Público, o procurador Luiz Francisco de Souza defendia a absolvição de Gisele Bleggi e chegou a ameaçar Rodrigo Janot de perder o seu voto.

Não adiantou. Na primeira eleição, Janot ficou em primeiro lugar, com 377 votos, e foi reconduzido ao cargo. Também foi eleita Elizeta Ramos. Na segunda disputa, foram eleitos a subprocuradora Helenita Acioli e Augusto Brandão de Aras.

Como resultado das eleições, deixam o CSMPF os subprocuradores José Flaubert e João Francisco Sobrinho.

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