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Polícias modificam procedimentos para se adequar à Lei de Abuso de Autoridade

Em vigor desde o último dia 3, a chamada Lei de Abuso de Autoridade Lei 13.869/2019 já surtiu ao menos um efeito prático: uma consulta às páginas de instituições de segurança pública na internet revela que, para se ajustar às novas regras, as corporações estão deixando de divulgar fotos e nomes de pessoas detidas que ainda não tenham sido condenadas pela Justiça.

Além de tipificar os crimes de abuso de autoridade, a lei estabelece as penas a que estão sujeitos os agentes públicos que a descumprirem. O Artigo 13, por exemplo, veta o uso da força, da violência ou de grave ameaça para obrigar o detento a exibir-se, mesmo que parcialmente, “à curiosidade pública”. Já o Artigo 38 prevê pena de seis meses a dois anos, mais multa, para o agente público responsável por investigação que, antes de decisão judicial, atribuir culpa a qualquer investigado ou denunciado.

A lei se aplica a todo servidor público, incluindo promotores e procuradores. E também prevê sanções para o responsável que deixar de comunicar a detenção de alguém ao juiz ou à família do preso; prolongar a prisão sem motivo justificado; decretar a condução coercitiva de suspeito sem tê-lo antes intimado a comparecer para depor; mantiver, em uma mesma cela, presos de sexos diferentes ou crianças e adolescentes com maiores de idade; além de prolongar, indefinidamente, qualquer investigação.

Adaptação
Em todo o país, forças de segurança pública estão procurando se ajustar à lei. Na última quarta-feira (15), a Polícia Militar do Pará iniciou um ciclo de palestras para capacitar os policiais sobre as implicações da Lei de Abuso de Autoridade. A proposta da corporação é, em conjunto com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), percorrer todas as unidades militares do estado. As guardas civis de Contagem (MG) e de Paulo Afonso (BA), entre outras, também já reuniram seus integrantes ou divulgaram orientações sobre os novos procedimentos.

Já a Secretaria de Segurança Pública da Bahia determinou que as polícias Militar e Civil deixem de apresentar presos e de divulgar seus nomes e fotos. “Nos casos de procurados pela Justiça com mandados de prisão, a SSP entende que a divulgação das imagens atende a um bem maior, o direito constitucional do cidadão à segurança pública”, informa a pasta, que vai disponibilizar, em seu site, uma cartilha para orientar policiais militares e civis.

Chefe da divisão de comunicação da Polícia Militar de Goiás, o tenente-coronel Sandro Mendonça confirmou à Agência Brasil que a entrada em vigor da lei aprovada em agosto do ano passado já trouxe mudanças para o dia a dia da corporação.

“Houve sim um impacto. Suspendemos, em definitivo, a divulgação de qualquer foto e de nomes, para não corrermos o risco de sermos enquadrados por suposto constrangimento. Estamos orientando todos a evitar comentar detalhes de processos disciplinares em andamento, principalmente em fase inicial. E já pedimos à Corregedoria para preparar um documento para os oficiais saberem como orientar seus subordinados”, detalhou Mendonça.

Para o tenente-coronel, a insegurança inicial que a lei vem despertando é natural e típica de novidades que acarretam mudanças práticas. “Muitos operadores da área estão inseguros, mas isto se deve ao fato deste ser um assunto muito novo, sobre o qual ainda não há uma jurisprudência [conjunto de decisões dos tribunais que representa a interpretação jurídica majoritária sobre o assunto]”, comentou Mendonça, citando a divulgação da foto de procurados pela Justiça como um dos exemplos em que a Polícia Militar goiana ainda tem dúvidas sobre a melhor forma de agir.

“Antes divulgávamos a foto destas pessoas para pedir o auxílio da população, que nos ajudava com informações. Agora, por receio, estamos evitando fazer isto. Pelo menos até que a interpretação da lei esteja pacificada”, acrescentou Mendonça.

Para o tenente-coronel Orlandino Lima, chefe da assessoria de comunicação da PM paraense, é cedo para julgar o mérito da lei. “Será preciso algum tempo até conseguirmos avaliar seu real impacto. No nosso caso, estamos tomando mais cuidado não só com a divulgação de nomes e fotos, mas também com as abordagens policiais, que precisam ser feitas, mas não podem resultar em constrangimento desnecessário ou coação”, disse Lima.

Repórter policial há quase 30 anos, advogado e autor do livro Reportagem Policial – Um Jornalismo Peculiar (ed. Realejo), Eduardo Velozo Fuccia também notou “uma certa preocupação” de parte de suas fontes. “Ainda não recebi nenhuma manifestação oficial, mas a preocupação é perceptível”. Para Velozo, a Lei 13.869 não prejudicará o trabalho jornalístico ético e cuidadoso, nem a divulgação de informações de real interesse da sociedade.

“A lei apenas consolida o que a legislação brasileira já prescrevia e que nem sempre era cumprido. É um freio aos desmandos, aos excessos que, eventualmente, eram praticados – em alguns casos, com a anuência da imprensa, que divulgava o nome e a imagem de pessoas que não passavam de suspeitas, sem o devido cuidado para evitar danos morais ou materiais. Inclusive para empresas, que também podem ser injustamente prejudicadas”, declarou o jornalista, discordando dos que consideram que o objetivo da lei é proteger figuras poderosas alvo de investigações.

“Quantitativamente, o abuso afetava mais aos chamados peixes pequenos. No caso de graúdos, os que detém poder político e econômico, os órgãos oficiais sempre tiveram uma cautela maior. Justamente por saberem que podiam ser responsabilizados mais facilmente. Quando não havia esta cautela, na maioria das vezes, era porque o vazamento atendia a algum interesse”, afirmou Velozo, defendendo a discricionariedade, ou seja, a margem de liberdade para o agente público agir sem ferir a legislação.

“Qualquer lei que engesse a ação do agente público [ao prescrever uma única forma de agir juridicamente] pode prejudicar o interesse da sociedade. A divulgação das fotos de pessoas procuradas, por exemplo. Há casos de grande clamor, e se partirmos da premissa de que, quando a instituição policial veicula estas informações, é porque já tem, contra o investigado, um mandado de prisão em aberto, provas, a não divulgação seria um exagero contrário ao interesse da sociedade”, acrescentou o jornalista.

Críticas
Apesar de ser fruto de um debate de dois anos no Congresso Nacional, e de substituir a Lei 4.898, de 1965, a Lei de Abuso de Autoridade não é unanimidade. Criticada nas redes sociais, inclusive por uma suposta “subjetividade”, a nova lei mobilizou associações de magistrados, de membros do Ministério Público, de policiais e de auditores fiscais, além do partido Podemos, que recorreram ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar suspender sua entrada em vigor. No total, há sete ações questionando a constitucionalidade da nova norma, mas não há prazo definido para que o assunto seja julgado. O relator das ações é o ministro Celso de Mello.

 

Agência Brasil

 

 

MP instaura procedimentos para apurar descarte irregular em lixões de 31 cidades da Paraíba

O descarte de resíduo sólido em lixões está sendo investigado em 31 municípios da Paraíba. A Comissão de Combate aos Crimes de Responsabilidade e à Improbidade Administrativa (CCRIMP) do Ministério Público da Paraíba instaurou, entre os dias 18 e 19 de novembro, procedimentos investigatórios criminais para investigar os indícios de descarte irregular dos resíduos sólidos.

De acordo com as portarias, assinados pelo promotor Alcides Orlando de Moura Jansen, todos os procedimentos investigatórios criminais têm como base informações colhidas pelo Centro de Apoio Operacional do Meio Ambiente do Ministério Público da Paraíba.

Ainda segundo a portaria, a Lei 9.605/98 tipifica como crime a conduta de lançar resíduos sólidos, líquidos ou gasosos, ou detritos, óleos ou substâncias oleosas, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou regulamentos. Desde 2010, quando foi publicada a Lei 12.305/10 que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos e um cronograma para eliminação dos lixões até 2021.

Cidades investigadas por descarte de resíduos em lixões

  1. Aroeiras
  2. Boa Vista
  3. Boqueirão
  4. Cajazeiras
  5. Cajazeirinha
  6. Camalaú
  7. Coxixola
  8. Condado
  9. Curral Velho
  10. Fagundes
  11. Juarez Távora
  12. Lagoa Seca
  13. Marizópolis
  14. Mato Grosso
  15. Maturéia
  16. Monte Horebe
  17. Montadas
  18. Natuba
  19. Ouro Velho
  20. Parari
  21. Riachão do Bacamarte
  22. Riacho de Santo Antônio
  23. São Bentinho
  24. São José de Caiana
  25. São José do Bonfim
  26. São José do Sabugi
  27. Serra Grande
  28. Soledade
  29. Taperoá
  30. Tavares
  31. Triunfo

Dados registrados pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) de 2016, disponibilizado pelo tribunal pelo Sistema Sagres, indica que somente 13 dos 223 municípios da Paraíba descartam seus resíduos sólidos em aterros sanitários. Outras 19 cidades utilizam aterros sanitários de municípios vizinhos.

Ainda de acordo com levantamento do TCE-PB, 17 cidades paraibanas não informaram como descartam seus resíduos sólidos e outras 174 cidades do estado descartam o lixo de seus habitantes em lixões.

G1

 

MP vai abrir procedimentos neste mês de outubro para investigar doadores do Bolsa Família

 (Foto: Aline Lins)
(Foto: Aline Lins)

O procurador regional eleitoral da Paraíba, João Bernardo, confirmou a existência de casos, na Paraíba, de doares de campanha que são beneficiários do programa Bolsa Família. Ele pretende começar a analisar as denúncias já neste mês de outubro. Será feito um cruzamento de dados da Previdência Social e Receita Federal, inclusive para averiguar se pessoas mortas constam como doadoras de campanhas.

“Então, sendo detectado que há, realmente, indícios de cometimento de ilícito eleitoral, nós vamos chamar essas pessoas, abrir os procedimentos para, caso seja comprovada essa doação, fazer as ações judiciais”, afirmou o procurador.

“Nós tivemos o encaminhamento de algumas denúncias na Paraíba, que passada a eleição, nós vamos, agora, nos deter nessas análises, nesses cruzamentos”, adiantou.

Muitas dessas denúncias chegaram por meio do aplicativo Pardal, segundo confirmou João Bernardo, bem como denúncias de propaganda irregular e compra de voto. “Muitas dessas denúncias de compras de votos por candidatos, com doação de cesta básica, oferecimento de dinheiro, várias dessas realmente têm procedência. Grande porcentagem dessas denúncias feitas pelo Pardal têm consistência, sim, e vão se transformar em ações”, disse o representante do Ministério Público Eleitoral.

Até ontem (02), de acordo com o procurador, o Pardal recebeu 5.323 denúncias, sendo que dessas, 1.590, cerca de 30%, foram descartadas em um primeiro momento porque não havia de fato indícios de irregularidades,  e o restante, cerca de 80%, foram encaminhadas para os promotores eleitorais, e podem ser transformadas em ações eleitorais. “Isso representa mais de 200% do que em 2012”, disse. Em 2012, houve em torno de 2 mil denúncias.

De acordo com João Bernardo, as denúncias provenientes do Pardal podem ser analisadas e transformadas em ações até depois da diplomação dos eleitos. “Elas podem, até o final do ano, até depois da diplomação, serem analisadas e propostas as ações. Desde a questão de propaganda, que aí aplicaria a multa, como a questão de abuso de poder econômico, de poder político, que pode levar até mesmo à cassação do registro, se o candidato for eleito, e também ele ficar inelegível por até oito anos, a partir do final dessa legislatura, ou seja, nós teríamos quase doze anos para eventuais candidatos que tenham seus processos julgados pelo TRE”, disse.

clickpb

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Teste para dengue e mais 20 procedimentos serão obrigatórios nos planos de saúde

Foto: Arquivo
Foto: Arquivo

A partir do dia 1º de janeiro de 2016, os planos de saúde particulares do Brasil terão que ampliar a cobertura obrigatória para os beneficiários, passando a incluir 21 novos procedimentos, além dos 3.195 que já eram oferecidos.

Entre as novidades, estão um exame para deteccção de chikungunya e um teste rápido para dengue, doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Também se tornou obrigatório o implante de cardiodesfibrilador, uma espécie de marca-passo que emite pulsos caso haja arritmia no coração. Ele evita paradas cardíacas e morte súbita.

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Ainda será obrigatória a implantação de uma prótese auditiva ancorada no osso e o oferecimento de um medicamento oral para tratar o câncer de próstata, o Enzalutamida.

Segundo o diretor-presidente da ANS, José Carlos Abrahão, a inclusão dos novos procedimentos, como os testes para dengue e chikungunya, buscam diminuir a “grande judicialização” que havia nesses casos. “Estamos preocupados com a sustentabilidade que não é só econômica, mas fundamentalmente assistencial”, declarou.

Érico Fabres /Correio Paraiba

Hospital Arlinda Marques realiza mais de 380 mil procedimentos em um ano

arlinda-marques2O Complexo de Pediatria Arlinda Marques, que integra a rede de saúde do Estado realizou  cerca de 380 mil procedimentos em  crianças durante o ano de 2013, entre exames, atendimentos de urgência, emergência e internações.  As informações foram repassadas  pelo diretor técnico do hospital, Fabiano Oliveira de Alexandria. Ainda segundo os dados, nesse mesmo período, foram realizadas 2.955 cirurgias nas especialidades de cárdio vascular, neurológicas,  ortopédicas, otorrino, plásticas, dentre outras, entre elas 2.326 cirurgias foram eletivas\pediátricas e 631 de urgência.

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Fabiano Alexandria salientou que o grande número de procedimentos realizados se deve ao fato de que após alguma modalidade de atendimento é comum a criança realizar  exames complementares, como de laboratório e de imagem, e assim, cada um destes exames é contabilizado como procedimento realizado, demonstrando e fortalecendo a importância do Complexo de Pediatria Arlinda Marques para a saúde infantil.

O diretor geral do Hospital Bruno Leandro de Souza explicou que o  Arlinda Marques hoje é referência no atendimento de média e alta complexidade em Pediatria na Paraíba e que o Governo do Estado não tem medido esforços para garantir uma saúde com qualidade e eficiência a população paraibana não só na área de pediatria, mas de uma forma em geral.  “ É visível as ações do Governo do Estado em todas as regiões da Paraíba não só na área de saúde mas também em outros setores considerados importantes para o desenvolvimento do Estado e para o bem estar da população paraibana”, comentou o diretor.

 

O secretário de Estado da Saúde, Waldson Dias de Souza  destacou que o Governo do Estado sempre tem buscado firmar parcerias com entidades e organizações com o objetivo de melhorar a qualidade de vida da população paraibana não só com relação à saúde  mas com a prestação de um serviço com qualidade, eficiência e humanizado como também em outras pastas da administração estadual. ‘Eu acredito que hoje o diálogo, o trabalho conjunto entre as três esferas de governo e a sociedade civil organizada é o caminho para a solução de vários problemas e isso que o governador Ricardo Coutinho vem fazendo a frente dos destinos da Paraíba’, enfatizou o secretário.

 

Waldson Souza explicou que agora a saúde na Paraíba vem sendo feita de forma transparente e clara com a participação dos municípios “Quem está lá no município sabe o que está acontecendo e pode dizer o que deve ser feito para melhorar a situação. Foi justamente isso que o Governo do Estado fez logo no início da gestão e vem fazendo até hoje: ouvindo os reclames da população e juntos buscando a saída para os problemas de forma democrática e direta”, disse o secretário.

Ele lembrou que desde o início da gestão a saúde começou a ser pensada como um sistema, e não como uma colcha de retalhos de eventos separados que, no final, resultava em pouca coisa. “Ao longo desses anos, o Governo do Estado enfrentou problemas para administrar e colocar a saúde para funcionar devido à situação de descaso e sucateamento em que encontrou a rede hospitalar. Mas com determinação e força de vontade e a parceria com os municípios a população paraibana de fato está podendo desfrutar de um sistema de saúde com qualidade e eficiência” avaliou.

Destaques – Dentre as inúmeras ações realizadas pelo Complexo de Pediatria Arlinda Marques durante o ano de 2013 merecem destaque a realização de duas cirurgias consideradas de alta complexidade em neurocirurgia. Uma delas foi uma correção cirúrgica de uma  Cifoescoliose de Alto Valor Angular (Curva Severa) em uma paciente do sexo feminino  e 17  com apenas  17 anos de idade.

De acordo com o neurologista Christian Diniz, chefe do Serviço de  Neurocirurgia Pediátrica do Complexo de Pediatria Arlinda Marques, a Cifoescoliose é uma doença que acomete a coluna vertebral gerando deformações em três planos – deformidades tridimensionais  da coluna – causando diminuição do diâmetro do tórax e abdômen  podendo levar a  alteração-compressão dos órgãos internos.  “Enxergamos no Hospital Arlinda Marques um grande potencial para a constituição de um centro de atendimento e tratamento cirúrgico e não cirúrgico destas e outras doenças que envolvem a coluna vertebral”, afirma o médico Julimar Nogueira, ortopedista e  cirurgião de coluna.

O outro  procedimento complexo foi um  monitoramento neurofisiológico intra-operatório. A paciente foi uma criança de três anos. Ele explicou que a cirurgia representa um marco na vida de muitas crianças que nascem com problemas congênitos, podendo, em momento hábil, corrigi-los. O médico neurofisiologista Alberto Campos explicou que a cirurgia corrigiu um problema na coluna. A anomalia tem como alteração a retração de estruturas neurológicas sendo elas raízes lombares e sacrais e a própria medula.

As consequências são: redução do crescimento da coluna (paciente com baixa estatura), alteração anatômica lombo-sacra, lesão das raízes e medula pela retração de estiramento consequentemente distrofia e atrofia de modo assimétrico dos membros inferiores, com incapacidade de deambular de modo correto ou mesmo incapacidade completa.

Paulo Cosme

Onze procedimentos cirúrgicos são incluídos no tratamento do câncer

Os recursos para cirurgias oncológicas nos últimos anos foram de R$ 172,2 milhões, saltando para  R$ 380,3 milhões em 2013 


O ano de 2013 começou com novidades no tratamento do câncer. O ministério da Saúde incluiu 11 novos procedimentos cirúrgicos na tabela do Sistema Único de Saúde (SUS).

Com essa ampliação, espera-se aumentar o acesso aos serviços já existentes, contribuir para habilitar novos tratamentos, além de favorecer o diagnóstico rápido e uma maior resolutividade, ou seja, proporcionar a melhoria da qualidade de vida dos pacientes.

Blog da Saúde O câncer representa a segunda causa de morte no País

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Nesta iniciativa, foram revistos os atuais 121 procedimentos existentes por meio de adequação técnica, elaboradas mudanças na forma de organização da tabela, e a inclusão de novos procedimentos, entre eles, os relacionados à cirurgia de cabeça e pescoço, considerados de difícil acesso.

O Ministério da Saúde vai investir R$ 208,2 milhões a mais, ou seja, 121% a mais em comparação com 2011 (R$ 172,1 milhões) para ampliação da assistência.

Para o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, mais recursos e ampliação dos procedimentos melhoram a qualidade do atendimento. “O objetivo destas medidas é instalar serviços onde não existem hoje, e estimular os serviços que já existem a produzir mais e, com isso, reduzir o tempo de espera para tratamento do câncer”, afirma Padilha.

Procedimentos

Os novos procedimentos, que passam a integrar a tabela do SUS, são: Linfadenectomia Mediastinal em Oncologia; Linfadenectomia Seletiva Guiada em Oncologia,  conhecida como “linfonodo sentinela”; Reconstrução para Fonação em Oncologia – a tabela do SUS incluía a prótese, mas não o ato operatório da sua implantação; Traquestomia Transtumoral em Oncologia; Ressecção de Pavilhão Auricular em Oncologia.

Também estão inclusos, Ressecção de Tumor Glômico; Ligadura de Carótida; Colecistectomia; Ressecção Ampliada de Via Biliar Extrahepática; Reconstrução com Retalho Osteomiocutâneo em ; Timectomia.

Mudanças

A portaria 2.948 prevê aumento de cerca de 50% no valor de praticamente todos os procedimentos mantidos ou alterados. Para assistência em radioterapia, a meta é que o SUS conte com 80 centros de atendimento até 2014.

O trabalho de revisão dos 121 procedimentos foi feito pelo Ministério da Saúde com apoio de profissionais do Instituto Nacional do Câncer (Inca), da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e da Associação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Combate ao Câncer (Abiffic).

Atendimento

Nos últimos três anos, os gastos federais com assistência oncológica no País aumentaram 26%. Este aumento de recursos serviu para ampliar e melhorar a assistência aos pacientes atendidos nos hospitais públicos e privados que compõe o SUS, sobretudo para os tipos de câncer mais frequentes, como por exemplo, pele, mama, colo de útero, próstata, pulmão, cólon e reto.

Medicamentos

O Ministério da Saúde incorporou ao SUS o medicamento Trastuzumabe, um dos mais eficientes medicamentos de combate ao câncer de mama. O Ministério investirá R$ 130 milhões/ano para disponibilizar o medicamento à população. Também faz parte do Plano Nacional, a expansão dos serviços de radioterapia no País.

O Brasil também passou a produzir o primeiro medicamento para câncer. Com a produção nacional do Mesilato de Imatinibe, o custo do comprimido do medicamento será de R$ 17,5 (100 mg) e R$ 70 (400 mg). Atualmente, o Ministério da Saúde compra o produto – de forma centralizada – a um preço de R$ 20,6 (100 mg) e R$ 82,4 (400 mg). Com a iniciativa, estima-se que a economia para o Sistema Único de Saúde chegue a R$ 337 milhões, em cinco anos.

A produção nacional do Mesilato de Imatinibe será suficiente para atender a toda demanda existente no SUS – aproximadamente oito mil pacientes hospitalizados. Já no próximo ano, a previsão é que sejam entregues, ao SUS, cerca de quatro milhões de comprimidos do medicamento.

A doença

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células que invadem tecidos e órgãos. Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores malignos, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo. As causas de câncer são variadas, podendo ser externas ou internas ao organismo, estando inter-relacionadas.

As causas externas referem-se ao meio ambiente e aos hábitos ou costumes próprios de uma sociedade. As causas internas são, na maioria das vezes, geneticamente pré-determinadas, e estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas.

Os tumores podem ter início em diferentes tipos de células. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

Saiba mais na página especial do Portal Brasil 

Fonte:
Ministério da Saúde
Portal Brasil

Promotoria de Defesa da Criança e do Adolescente de CG registra 2.433 procedimentos

A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Criança e do Adolescente de Campina Grande divulgou relatório de atividades relativo ao período de janeiro a dezembro de 2012. Conforme os registros do Cartório da 1ª Promotoria, o balanço das atividades aponta para um total de 2.433 procedimentos.

Só de atendimento à população com orientações jurídicas foram 480 procedimentos. Reclamações instauradas foram 213 e reclamações arquivadas chegaram a 111. No que diz respeito a acompanhamentos psicossociais, a Promotoria de Justiça registrou 238 casos.

Ainda foram realizadas 106 audiências na Promotoria; dez fiscalizações em instituições que abrigam crianças e adolescentes em situação de risco; cinco fiscalizações  em creches e escolas da rede pública de ensino em Campina Grande;  e duas reuniões com órgãos governamentais e entidades não-governamentais.

O relatório da 1ª Promotoria da Criança e do Adolescente campinense ainda registra cinco audiências públicas com a comunidade nos bairros; um termo de compromisso; quatro recomendações a órgãos públicos e privados; um inquérito civil público; 916 ofícios expedidos; e 341 denúncias recebidas da SNDH/PR – Disque 100 e em apuração.

MPPB

Efeitos da greve: mais de 105 mil procedimentos e 700 cirurgias deixaram de ser feitas no HU

Cento e cinco mil procedimentos e mais 700 cirurgias deixaram de ser feitas dentro do Hospital Universitário Lauro Wanderley (HU), em João Pessoa por causa da greve que já dura mais de sessenta dias. A informação é de um dos diretores da unidade hospitalar, Drº Valério Vasconcelos.

Dentre os procedimentos que não estão sendo disponibilizados pelo hospital, estão os tratamentos nas clínicas, exames e consultas ambulatoriais, além de atendimentos em várias especialidades. Segundo Valério, apenas os serviços de psoríase, serviço de tuberculose, de hipertensão pulmonar e de hanseníase.

O diretor falou que os casos de emergência e urgências que existem dentro do HU estão sendo atendidos normalmente, entretanto, muitos casos estão sendo transferidos para outras unidades hospitalares da cidade.

“Os casos mais graves estão sendo atendidos no HU, mas normalmente, os pacientes são encaminhados para outros setores da cidade”, disse.

Desde o início da greve, em 17 de maio, cerca de 300 profissionais da área médica estão de braços cruzados e segundo o diretor não existe uma perspectiva de quando os procedimentos e as cirurgias voltarão a ser disponibilizados e faz um apelo para que a paralisação tenha fim.

“Nós não temos nenhuma idéia de quando essa greve possa acabar. Nós fazemos um apelo porque causa um grande prejuízo a sociedade, sobre tudo aos pacientes mais carentes”, falou.

Tarcisio Timóteo