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Setembro Amarelo: Assembleia debate valorização da vida e prevenção ao suicídio na Paraíba

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, nesta terça-feira (10), sessão especial para debater o “Setembro Amarelo”, campanha de conscientização e prevenção ao suicídio, iniciada no ano de 2015 por meio de iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

De acordo com o deputado Delegado Wallber Virgolino (Patriota), autor da propositura, a sessão teve como objetivo de criar políticas públicas para prevenção do suicídio e de valorização de psicólogos e psiquiatras, que são os profissionais que atuam diretamente no diagnóstico e tratamento de transtornos mentais.

“Na Assembleia, nós tratamos de tudo e não poderíamos esquecer de tratar da doença do século: a depressão e, consequentemente, de prováveis suicídios. Precisamos debater, criar políticas públicas e esclarecer, porque só sabe o que é depressão quem já teve. Estamos aqui para trocar experiências e, acima de tudo, fortalecer laços entre profissionais de saúde, o Parlamento e os demais segmentos da sociedade”, afirmou Wallber.

O deputado Raniery Paulino (MDB) destacou que a sessão representa o cumprimento da função social da Assembleia para a preservação e valorização da vida. “Lamentavelmente, os dados que são apresentados hoje são muito estarrecedores. Se fala que a cada 40 segundos uma pessoa no mundo tira a sua própria vida. Então, temos que discutir a depressão para saber quais são de fato as causas que levam as pessoas a tirarem a sua própria vida. O momento é oportuno para fazer essa discussão, não apenas no mês de setembro, que é o período do chamamento da atenção, mas de forma perene e constante”, observou.

Já o deputado Dr Érico (Cidadania), que é presidente da Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB, lamentou os índices alarmantes de suicídios na Paraíba e em todo o Brasil e ressaltou a importância da Casa Epitácio Pessoa debater soluções para o problema. “O suicídio é hoje a terceira causa de mortes externas, perdendo apenas para acidentes e homicídios. Então, a Assembleia tem que fazer esse debate para construir encaminhamentos para a elaboração de políticas públicas que tratem do tema e colaborem para reduzir esses números preocupantes de mortes ocasionadas por problemas relacionados à saúde mental”, afirmou.

Para o presidente da Associação Paraibana de Psiquiatria, José Brasileiro, é fundamental dar assistência médica e psicológica a pessoas com transtornos mentais e com de histórico de abuso de drogas. “O primeiro passo é procurar um profissional qualificado que, no caso, é o psiquiatra, que cuida dos transtornos mentais, e também os colegas psicólogos, que fazem um trabalho excepcional nesse cuidado, principalmente na parte de triagem, nos encaminhando os pacientes. Porém, infelizmente a gente não tem dispositivos suficientes para dar suporte a essa condição. Por isso, que a gente tem visto um aumento das doenças mentais, porque os dispositivos para esse tipo de abordagem estão sendo insuficientes ainda nos dias de hoje”, alertou.

A promotora de Justiça da Defesa da Saúde de João Pessoa, Jovana Tabosa, destacou  que o Ministério Público da Paraíba (MPPB) criou um grupo com diversos órgãos públicos do Estado para enfrentar o problema. “Ao final de um ano de trabalho, nosso grupo interinstitucional confeccionou uma nota técnica que estabelece várias diretrizes. O texto-base foi feito, principalmente, pela Universidade Federal da Paraíba e norteia toda a atenção integrada do SUS, como a atenção básica, especializada, hospitalar de urgência e emergência, estabelecendo fluxo e recomendando aos gestores e profissionais de saúde a fazer campanhas publicitárias a respeito da temática, desse fenômeno tão complexo que é o suicídio”, declarou.

Também participaram da sessão especial os deputados Anderson Monteiro, Cabo Gilberto Silva, Camila Toscano e Dr. Érico (presidente da Comissão de Saúde da ALPB); os vereadores de João Pessoa, Carlão e Eliza Virgínia; o delegado da Polícia Civil da Paraíba, Fernando Klayton; o vice-diretor de Gestão de Pessoas da Polícia Militar da Paraíba (PMPB), tenente-coronel Onivan Elias de Oliveira; o presidente da Associação Brasileira de Logoterapia e Análise Existencial (Ablae), Alisson de Meneses Pontes; o chefe de Serviço de Psiquiatria do Hospital Universitário Lauro Wanderley, Roberto Mendes dos Santos; os médicos psiquiatras Tiago Nunes de Araújo e Edival Brilhante; e o pastor da Igreja Assembleia de Deus, Adalberto Guilherme.

Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio

Na sessão ordinária desta terça-feira (10), a ALPB aprovou, por unidade, o Projeto de Lei 338/2019, do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), que institui a Campanha de Valorização da Vida e o Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio.

O projeto, que tem a finalidade de promover palestras e seminários para ampliar a divulgação sobre o tema durante o mês de setembro, também estabelece 10 de setembro como Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio e a Caminhada Anual pela Vida, a ser realizada no último domingo do mês, encerrando a campanha.

“Trata-se de uma problemática que aflige o mundo todo. A propositura vem contribuir para alertar e promover o debate sobre o suicídio e as suas possíveis causas; colaborar para a redução de casos no estado; e estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de ações integradas, envolvendo a população, órgãos públicos, instituições públicas e privadas”, argumentou Adriano na justificativa do projeto.

 

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Setembro Amarelo: profissionais de saúde mental chamam atenção para a prevenção ao suicídio e sintomas da depressão

Apontada como uma das principais causas de suicídio no mundo, a depressão, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta 322 milhões de pessoas pelo mundo. Entre 2005 e 2015, o número de casos da doença cresceu 18%. Quando não diagnosticada e tratada, a doença pode resultar, em seus casos mais graves, no suicídio.

No Brasil, 5,8% da população sofre com a doença. São mais de 11,5 milhões de pessoas diagnosticadas com a depressão, que atualmente é vista como o mal do século. Esse número coloca o país como o 5º do mundo em número de casos. Já em relação aos transtornos de ansiedade, o Brasil é líder no mundo com 18,6 milhões de pessoas.

DEPRESSÃO

A depressão é um transtorno mental que produz alterações do humor. Essas alterações são caracterizadas por uma tristeza profunda, aliada à baixa autoestima, distúrbio do sono, falta de apetite e dores. Ainda de acordo com dados da OMS, as mulheres estão mais suscetíveis a quadros depressivos do que os homens. A doença pode ser classificada como leve, moderada ou grave, de acordo com a intensidade dos sintomas. Durante um quadro grave, o paciente tende a não ser capaz de realizar nenhuma função social.

No entanto, a psicóloga Hanna Jarine explica que nem todo caso de suicídio ou da tentativa de suicídio é resultado de uma depressão. Outros transtornos como o de Humor Bipolar, Esquizofrenia também podem ter como consequência o pensamento ou o comportamento suicida. “As pessoas que estão passando por alguma fragilidade emocional, algum momento de doença mental, aliadas ao medo e a sensação de não suportá-las, fazem com que estas desejem sanar suas dores, e o caminho que veem é com o pensamento do suicídio, não como forma de morrer, mas o ato de ser a única maneira de apagar essas dores”, analisou.

Hanna ressaltou que é comum aliar um comportamento suicida a algum transtorno mental, mas ela acrescenta que outros momentos de fragilidade emocional podem apresentar esse tipo de comportamento. “Por exemplo, alguém que esteja passando por um luto, a perda de alguém, então vem esse desejo de morte, já que atrela a sua felicidade, a sua qualidade de vida a outra pessoa. Alguém que acabou um relacionamento e também via essa fonte de felicidade no outro tem esse desejo de se matar porque é como se a vida não fizesse mais sentido. Mas são coisas passageiras, diferentemente de quem está com algum transtorno”, disse a psicóloga.

Ao identificar um comportamento suicida, seja de um familiar ou de um amigo, estudiosos da saúde mental orientam que esse sentimento não seja ignorado. A primeira atitude é procurar entender o sofrimento da pessoa, compreender as dificuldades e orientá-la a procurar um profissional. “A partir do momento em que a pessoa pensa que sua vida não faz sentido, esta é a hora de procurar um psicólogo ou um psiquiatra e ambos irão avaliar se existe a necessidade de um tratamento medicamentoso”, afirmou Hanna Jarine. É importante estar atento ao comportamento dessa pessoa e assim que notar uma fragilidade emocional profunda e, com isso, um desnivelamento de sua rotina, é bem possível que ela precise de ajuda psicológica. “A primeira coisa que a pessoa faz quando percebe que alguém está com comportamento suicida é validar o sofrimento da pessoa, ou seja, antes de dizer para a pessoa que o que ela sente é uma besteira, deve-se entender de fato o quanto é difícil, e oferecer-se para ajudá-la. É preciso estar ciente de que a pessoa que pensa em suicídio não está bem e orientá-la a procurar um profissional para falar sobre o assunto. A pessoa precisa entender que a vida vale a pena e que é necessário continuar”, observou a psicóloga.

PB Agora

 

 

Setembro Amarelo: ALPB promove campanha de prevenção ao suicídio

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) aderiu ao ‘Setembro Amarelo’ e iniciou, nesta terça-feira (03), ações da campanha de valorização da vida e prevenção ao suicídio, com a distribuição de laços com funcionários, imprensa e cidadãos que visitaram a Casa. Na próxima terça-feira (10), a ALPB, através da Comissão Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional, realizará uma grande mobilização para prevenir a depressão e os casos de suicídios no Estado.

A Campanha contará com sessão especial, audiência pública, ações educativas, programa na TV Assembleia e panfletagem para conscientização da população, entre outras atividades. Além da campanha informativa, a sede do Poder Legislativo vai receber luzes na cor amarela para lembrar a importância da prevenção. O presidente da Casa, Adriano Galdino, ressaltou que a saúde mental é uma das maiores preocupações da saúde pública hoje, por isso a importância de destacar o tema.

“É importante que a Casa Legislativa dialogue sobre o assunto, pois a maioria das vezes, com orientação e apoio, nós conseguimos preservar vidas. Por isso, a importância da campanha e do cuidado com a saúde mental. Precisamos falar desse assunto, que ainda é um tabu para muitas pessoas, o que contribui para que ocorra muita desinformação no que se refere ao tema na sociedade”, destacou Adriano Galdino.

A data 10 de setembro é internacionalmente conhecida como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e tem como símbolo o laço do abraço na cor amarela. Por conta da data, desde 2015, entidades como o Centro de Valorização da Vida, Conselho Federal de Medicina, Associação Brasileira de Psiquiatria e outras instituições se envolvem em ações destinadas a dar visibilidade à prevenção.

“A campanha pretende discutir políticas públicas que vem diminuir essas tragédias que tem aumentado no país e na Paraíba. No Brasil, a cada 40 segundos acontece um suicídio e na Paraíba a cada 34 horas. Esses números precisam ser mostrados e debatidos na Casa.  É um caso de saúde pública, precisamos apoiar a população e sensibilizar para diminuir esse índice”, disse o presidente da Comissão de Saúde, Doutor Érico.

A Divisão de Psicologia da ALPB vai realizar nos dias 17 e 18 deste mês, nos dois turnos, ações informativas em alguns setores da Casa Epitácio Pessoa, bem como na Escola do Legislativo, com os alunos do cursinho Pré-Enem. O suicídio foi a segunda principal causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos em todo o mundo, em 2016. “Eu tenho o prazer de acompanhar o desempenho do setor de psicologia da Casa e o trabalho realizado, através da diretora Durvalina Rodrigues, tem tratado desse grande problema com bastante eficiência”, ressaltou a deputada Estela Bezerra.

Campanha de Valorização da Vida

Nesta terça-feira (03), a Comissão de Saúde, Saneamento, Assistência Social, Segurança Alimentar e Nutricional da ALPB aprovou o Projeto de Lei 338/2019, do presidente da Casa, Adriano Galdino (PSB), que institui a Campanha de Valorização da Vida, denominada de “Setembro Amarelo”.

O projeto, que tem a finalidade de promover palestras e seminários para ampliar a divulgação sobre o tema durante o mês de setembro, também estabelece 10 de setembro como Dia Estadual de Prevenção ao Suicídio e a Caminhada Anual pela Vida, a ser realizada no último domingo do mês, encerrando a campanha.

“A propositura vem contribuir para alertar e promover o debate sobre o suicídio e as suas possíveis causas; colaborar para a redução de casos no estado; e estabelecer diretrizes para o desenvolvimento de ações integradas, envolvendo a população, órgãos públicos, instituições públicas e privadas”, argumentou Adriano na justificativa do projeto.

 

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ANS reforça orientações para prevenção à dengue, zika e chikungunya

Agência tem orientado operadoras e determina cobertura obrigatória
O combate ao mosquito Aedes aegypti deve ser um esforço conjunto para evitar a proliferação das doenças dengue, zika e febre chikungunya, além da febre amarela. Por esse motivo, a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) reafirma o seu compromisso de disseminar e apoiar as ações preventivas, reforçando junto às operadoras de planos de saúde e aos beneficiários as recomendações do Ministério da Saúde.

De acordo com os dados apresentados no Boletim Epidemiológico da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, foram registrados até meados do mês de março de 2019, 244.068 casos prováveis de dengue, chikungunya ou zika. Um aumento de 176% em relação ao ano de 2018, quando foram registrados para o mesmo período 88.296 casos prováveis das doenças.

Como a eliminação de possíveis criadouros do mosquito é a única forma de prevenção, medidas de conscientização são a ação mais relevante a serem adotadas. Este ano, o Governo Federal preparou podcasts e textos explicativos com orientações sobre o combate ao mosquito e informações relevantes sobre as doenças, para ajudar a população a fugir das fake news.

Confira conteúdo especial do Ministério da Saúde

Veja como combater e denunciar focos do mosquito

A ANS tem orientado as operadoras de planos de saúde a buscar medidas que possam ser adotadas em caráter educativo junto aos beneficiários e prestadores de serviço (hospitais, consultórios, profissionais de saúde), que são os atores que se relacionam diretamente com os consumidores de planos de saúde.

Fora a atuação preventiva, o Rol de Procedimentos da Agência determina que os planos de saúde médico-hospitalares devem oferecer exames de diagnóstico em casos de suspeita e tratamento clínico para as doenças. Para esses casos, o tratamento baseia-se no controle dos sintomas e também é integralmente coberto pelos planos.

Exames e procedimentos cobertos pelos planos de saúde

Dengue

Os testes rápidos, a sorologia Elisa (IgG e IgM) e o Antígeno NS1 têm cobertura obrigatória prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde. Além desses, outros exames complementares também podem ser utilizados para o diagnóstico da dengue e são cobertos pelos planos, como: hemograma, contagem de plaquetas, prova do laço, dosagem de albumina sérica e transaminases, além de radiografia de tórax, ultrassonografia de abdome e outros exames, conforme necessidade (glicose, ureia, creatinina, eletrólitos, gasometria, TPAE e ecocardiograma). Os exames têm cobertura obrigatória para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

Zika

Os exames devem ser assegurados para gestantes, bebês filhos de mães com diagnóstico de infecção pelo vírus e recém-nascidos com malformação congênita sugestiva de infecção pelo zika. Os exames previstos são o PCR (Polymerase Chain Reaction), para detecção do vírus nos primeiros dias da doença; o teste sorológico IgM, que identifica anticorpos na corrente sanguínea; e o IgG, para verificar se a pessoa já teve contato com zika em algum momento da vida. Os exames têm cobertura obrigatória apenas para os beneficiários de planos de saúde citados acima.

Chikungunya

A sorologia Elisa (IgG e IgM) têm cobertura obrigatória, prevista no Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde, para todos os beneficiários de planos de saúde, sem restrições.

Gerência de Comunicação Social da ANS

 

 

Projeto de Tião Gomes cria o Programa de Prevenção e Combate à Violência nas escolas públicas da Paraíba

Um projeto do deputado estadual Tião Gomes (Avante) tramita na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e propõe a criação do Programa Interdisciplinar e de Participação Comunitária para a Prevenção e Combate à Violência nas escolas da rede pública do estado.

Conforme o Projeto de Lei, o programa deverá priorizar a implantação nas escolas que sofram os maiores índices de violência. Grupos de Trabalho vinculados às unidades serão criados para atuar na prevenção da violência analisando suas causas e apontando possíveis soluções.

“O programa vai desenvolver ações educativas e de valorização da vida dirigidas às crianças, adolescentes e à comunidade, implementar ações voltadas ao combate à violência na escola, com vista a garantir o exercício pleno da cidadania e o reconhecimento dos direitos humanos”, falou o deputado.

O texto do projeto ainda garante a formação de todos os integrantes do grupo de trabalho, onde serão incluídos o corpo docente, os servidores operacionais da rede de ensino, bem como dos membros da comunidade, para prepará-los na prevenção e combate da violência nas unidades de ensino da Paraíba.

“O estabelecimento de ensino e educação deixou de ser um local seguro para alunos, professores, servidores e pais de alunos nos últimos tempos. E esse dado vem aumentando, a exemplo do massacre que ocorreu no Colégio Raul Brasil, em Suzano, São Paulo, onde dois atiradores assassinaram cinco estudantes e dois funcionários. O programa visa auxiliar no combate a violência nas unidades e apontar soluções”, defende o deputado Tião Gomes.

 

portaldolitoralpb

 

 

Prevenção às drogas e álcool no ambiente de trabalho

segundo cálculos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), o Brasil perde por ano US$ 19 bilhões por absenteísmo, acidentes e enfermidades causadas pelo uso do álcool e outras drogas

Os acidentes de trabalho tornam-se problemas constantes devido ao uso de drogas lícitas e ilícitas no ambiente corporativo. As drogas prejudicam o cérebro fazendo com que ele funcione de forma alterada, afetando a concentração, a atenção, a tensão emocional e a capacidade intelectual. Com o uso das drogas a atividade funcional do colaborador é prejudicada, os gastos com despesas médicas aumentam, os atrasos e acidentes tornam-se mais frequentes prejudicando as organizações.

Segundo um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 67% das pessoas com algum tipo de dependência química estão no mercado de trabalho. O Brasil perde por ano US$ 19 bilhões por absenteísmo, acidentes e enfermidades causadas pelo uso do álcool e outras drogas, segundo cálculos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID).

O consumo de drogas é um dos principais problemas de saúde pública no mundo, a dependência química abala o convívio familiar, além de afetar as relações de trabalho e o lazer. Dados da (OIT), aponta que de 20 a 25%, dos acidentes de trabalho no mundo envolvem pessoas intoxicadas que machucam os outros e a si mesmas.

O Maxilabor Diagnósticos, centro de referência nacional e internacional em análises toxicológicas em parceria com o Instituto Brasileiro de Estudo e Avaliação Toxicológica (Ibemax), desenvolveu o Cuide – Programa de Controle do Uso Indevido de Drogas nas Empresas. Os objetivos do programa é promover a segurança, saúde e mais produtividade ao dissuadir o uso de drogas lícitas e ilícitas no ambiente corporativo, com o acompanhamento de profissionais da área de saúde, especialistas em dependência química e comportamentos compulsivos.

Com o intuito de afastar do ambiente de trabalho o uso de substâncias psicoativas muitas empresas buscam programas, alternativas e ações eficazes para combater esse perigoso inimigo da saúde e da segurança. Com técnicas consolidadas o uso de drogas deve ser abordado nas empresas focando a qualidade de vida para os colaboradores. Para o professor Dr. Anthony Wong vice-Presidente do Fórum Internacional de Testagem de Álcool e Drogas, “o programa Cuide é relevante para qualquer empresa, desde uma pequena organização com até 50 funcionários a uma multinacional com mais de 50 mil funcionários. A adesão ao programa é de 99,5% de todos os colaboradores, inclusive de quem já faz uso de substâncias psicoativas. O indivíduo que utiliza as drogas não quer ser refém delas, ao enxerga uma oportunidade de sair do julgo da escravidão causada pelas drogas”, afirma Wong.

A epidemia de crack e o uso abusivo de álcool são problemas muito sérios no Brasil. O crack não só circula nas ruas das cidades, mas muitas vezes começa em casa acabando com toda estrutura familiar. No ambiente de trabalho, as drogas lícitas e ilícitas são causas predominantes de acidentes, acarretando baixa produção e eleva o absenteísmo. Anthony Wong ressalta que a prevenção é sempre mais econômica do que o tratamento. “O programa Cuide é justamente uma forma humanitária, sensata e bem-sucedida em promover a prevenção do uso de drogas nas empresas e até nos lares”, conclui o professor Wong.

Sobre o Maxilabor

Fundado em 1999, o Maxilabor é um laboratório de análises toxicológicas com expertise para analisar as quatro matrizes: cabelo, saliva, urina e ar expirado. Essas análises são realizadas em território brasileiro, nas instalações da empresa, em São Paulo. Considerado um Centro de Referência Internacional em exames toxicológicos, o laboratório tem excelência em seus serviços e, por isso, sua gestão é baseada nos requisitos da Norma Internacional ISO 17025, sendo o primeiro laboratório deste segmento a obter tal acreditação (Certificado – CRL 0270).

Os laudos emitidos pelo laboratório são aceitos no exterior, pois a CGCRE/INMETRO mantém acordos de reconhecimento mútuo com 58 organismos de acreditação de 46 países, o que confere a aceitação da acreditação em todos esses países.

assessoria de imprensa

 

 

No Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, esclareça os principais mitos e verdades sobre a doença

Foi instituído em 26 de abril o Dia de Prevenção e Combate à Hipertensão, doença crônica que atinge um em cada quatro brasileiros. Apesar da alta incidência, o problema ainda gera muitas dúvidas entre a população. Para ajudar a conscientizar as pessoas sobre os cuidados básicos que podem ajudar a evitar esse tipo de problema, além de outras doenças mais graves que podem ser decorrentes da hipertensão, o Dr. Lucas Silva Possebon, especialista em cirurgia cardiovascular da SulAmérica, esclarece alguns dos principais mitos e verdades relacionados ao tema.

Adotar hábitos de vida saudáveis, como uma boa alimentação e a prática de atividades físicas com regularidade, contribui para manter a pressão arterial a níveis mais baixos.

Verdade! Adotar hábitos de vida saudáveis desde a infância e a adolescência reduz as chances de desenvolver hipertensão. Para evitar o problema no futuro, além de outras doenças cardiovasculares, recomenda-se uma ingestão controlada de sódio e de álcool, assim como evitar o tabagismo. A prática de atividades físicas também é muito importante para reduzir o risco de hipertensão. Cerca de 30 minutos de atividade moderada durante cinco dias na semana já é suficiente. E vale lembrar que evitar o sedentarismo ajuda a controlar não só a pressão arterial, mas também a prevenir outros problemas de saúde.

O histórico familiar pode influenciar no desenvolvimento da hipertensão.

Verdade! O fator genético tem contribuição importante no desenvolvimento da hipertensão, embora ainda não existam variantes genéticas para que os médicos possam predizer o risco de determinada pessoa desenvolver o problema. Vale ressaltar, no entanto, que essa predisposição associada a fatores ambientais, como a qualidade da alimentação do indivíduo, tende a contribuir de forma mais incisiva para o surgimento da hipertensão arterial.

Se eu não apresento sintomas de hipertensão, então significa que não tenho o problema.

Mito! A hipertensão é uma doença silenciosa e, quando os sintomas se manifestam, normalmente é um sinal de que o quadro já está agravado, ou seja, a pessoa pode ter desenvolvido alguma doença mais séria como consequência da pressão alta. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, apenas um em cada cinco adultos mantém a pressão arterial sob controle.

Determinados grupos populacionais têm maior probabilidade de desenvolver hipertensão.

Verdade! Entre esses grupos está a população idosa. Estudos mostram que 75% das pessoas com mais de 70 anos têm hipertensão arterial, por exemplo. Isso ocorre devido a alterações nas paredes dos vasos, como a calcificação e o endurecimento das artérias, decorrentes do próprio envelhecimento, que favorecem o aumento da pressão arterial. Além disso, alguns estudos já apontaram que pessoas negras também têm uma maior probabilidade de desenvolver hipertensão, embora ainda não se saiba qual o gene que contribuiu para isso.

Pessoas obesas são mais propensas à hipertensão.

Verdade! O excesso de peso é associado a uma maior prevalência de hipertensão independentemente da idade. Se a pessoa ganha 2,5kg de gordura, ela já tem maior risco de desenvolver a doença. Vale alertar que o acúmulo de gordura na barriga, bastante comum entre a população brasileira, também está diretamente associado à hipertensão.

Dormir bem ajuda a controlar a pressão arterial.

Verdade! Durante a fase profunda do sono são produzidos alguns hormônios que atuam diretamente na regulação da pressão arterial. Então, se o indivíduo dorme mal, ele pode ter uma menor produção desses hormônios, e isso vai acarretar em um maior risco de desenvolver doenças cardiovasculares.

Hipertensão tem cura.

Mito! A hipertensão não tem cura, porém mudanças no estilo de vida são recomendadas não só para a prevenção, mas por também reduzirem a probabilidade de problemas maiores decorrentes da pressão alta. Mesmo depois que o paciente já toma remédio, a associação do tratamento medicamentoso com o não medicamentoso – ou seja, a adoção de hábitos saudáveis – é benéfica.

O estresse contribui para elevar a pressão arterial.

Verdade! O estresse participa tanto do desencadeamento quanto da manutenção da hipertensão arterial, ou seja, a pessoa tanto pode desenvolver pressão alta por conta de situações estressantes ou, caso já tem um quadro de hipertensão, pode agravá-lo. Diferentes técnicas de controle do estresse e seu impacto na redução da pressão arterial têm sido estudadas, entre elas a meditação e musicoterapia. Embora ainda não esteja comprovada uma associação dessas atividades com uma menor probabilidade de hipertensão, o certo é que evitar se estressar faz toda a diferença para uma melhor qualidade de vida.

A hipertensão pode aumentar o risco de outras doenças, como infarto e AVC.

Verdade! A hipertensão é associada frequentemente a alterações funcionais ou estruturais de órgãos como coração, cérebro, rins e vasos sanguíneos, aumentando o risco de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e doenças renais. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia, a hipertensão contribui direta ou indiretamente para 50% das mortes relacionadas a complicações cardíacas.

A SulAmérica disponibiliza conteúdos sobre este e outros temas de saúde e bem-estar por meio do site do Programa Saúde Ativa (www.sulamerica.com.br/saudeativa), que tem o objetivo de incentivar a adoção de hábitos de vida mais saudáveis, prevenindo doenças e proporcionando uma melhor qualidade de vida.

Alícia Baptista

 

 

Transitions reforça a importância da prevenção durante mês de combate à cegueira

Cuidados diários com olhos previnem doenças oculares e contribuem para a diminuição dos índices de cegueira em todo o mundo

O mês de abril é dedicado ao combate e prevenção da cegueira em todo o mundo e a Transitions Optical, líder mundial na produção de lentes fotossensíveis, aproveita a oportunidade para ressaltar a importância da prevenção e da proteção dos olhos ao longo de toda a vida, incentivando os cuidados diários com olhos.

De acordo com estimativas da OMS, cerca de 40 milhões de pessoas no mundo são cegas e outras 135 milhões sofrem limitações severas de visão, que poderiam ter sido evitadas se diagnosticadas e tratadas corretamente. No Brasil, 64% dos brasileiros têm alguma dificuldade em enxergar e apenas a metade faz acompanhamento oftalmológico anual. “Como grande parte dos problemas oculares têm início assintomático e evolução rápida e silenciosa, é muito importante tomar as precauções necessárias, como a visita periódica ao oftalmologista. Os primeiros sintomas de alteração visual só serão percebidos nos estágios avançados de doenças como catarata e glaucoma, o que aumenta o risco de cegueira”, afirma a oftalmologista Dra. Márcia Tartarella, diretora da Sociedade de Oftalmologia Pediátrica da América Latina.

A proteção contra os raios UV e a luz azul nociva está entre os principais cuidados que devem ser tomados todos os dias. O aumento da incidência de catarata, por exemplo, está associado diretamente à exposição diária aos raios nocivos do Sol. Assim como doenças mais graves como câncer ocular e a degeneração macular. “Esse cuidado deveria começar já na primeira infância e seguir pela vida adulta. Grande parte da população não tem consciência de que utilizar óculos com proteção contra os raios nocivos do sol é um item tão indispensável quanto o uso diário de protetor solar na pele”, garante a oftalmologista.

Uma das formas mais simples e efetivas para evitar possíveis problemas é fazer o uso de óculos com proteção solar. Para os usuários de óculos de grau, a alternativa é utilizar as lentes fotossensíveis. “As lentes Transitions ajudam na proteção contra os raios UV e luz azul, e se adaptam ao nível de luminosidade do ambiente, garantindo maior conforto visual. Temos o compromisso de propagar a importância dos cuidados diários com olhos e, dessa forma, contribuir com a diminuição dos índices de cegueira no país e no mundo”, conta Tatiana Nardez, gerente de marketing da Transitions Optical no Brasil.

Sobre a Transitions Optical

A Transitions Optical é líder mundial na produção de lentes fotossensíveis (adaptáveis) para os fabricantes ópticos em todo o mundo. Em 1990, foi pioneira na fabricação e comercialização de lentes adaptáveis de resina. Como resultado do seu investimento contínuo em pesquisa e desenvolvimento tecnológico, a Transitions Optical oferece uma ampla variedade de produtos, estabelecendo novos parâmetros de performance em proporcionar cada vez mais conforto e proteção UV para a visão. Liderança de produto, foco no consumidor e excelência operacional fizeram da Transitions ® uma das marcas mais reconhecidas do ramo óptico. Para mais informações sobre a empresa e sobre as lentes Transitions, acesse: transitions.com.br

 

Assessoria de imprensa

 

 

SUS amplia prevenção contra casos de Aids

O Ministério da Saúde anunciou ontem a incorporação no SUS de tratamento que previne a infecção pelo HIV. A terapia será ofertada a grupos mais expostos ao risco, como homens que fazem sexo com homens e profissionais do sexo.

O tratamento consiste na administração diária do antirretroviral Truvada, que é uma combinação de outros dois medicamentos (tenofovir e emtricitabina), em pessoas não infectadas pelo HIV que mantêm relações de risco.

No primeiro ano, o tratamento estará disponível para 7.000 pessoas, número que foi tido como insuficiente por especialistas durante discussão sobre o assunto na Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias), que recomendou a terapia.

Segundo eles, o cálculo de 7.000 só atingiria 3,8% dos homens gays e bis -trans, travestis e heterossexuais não entrariam nesse cálculo.

Estimativa feita nos EUA prevê que um quarto dos homens que fazem sexo com homens teriam recomendação para usar a a chamada “prep” (da sigla em inglês para profilaxia pré-exposição).

Se a mesma proporção fosse usada no Brasil, mais de 220 mil pessoas deveriam receber a terapia.

Desde 2012 a OMS (Organização Mundial de Saúde) recomenda a oferta de prep para casais sorodiscordantes (ou seja, em que um dos parceiros tem HIV), homens que fazem sexo com homens, profissionais do sexo e transgêneros (travestis e transexuais).

As taxas de prevalência de HIV são mais elevadas nesses subgrupos populacionais (varia de 5% a 10%), quando comparadas às taxas na população geral (0,4%).

No anúncio de ontem, o ministério não informou quais grupos de risco terão prioridade na indicação da droga. Para isso, segundo o órgão, profissionais da saúde vão realizar uma avaliação da vulnerabilidade do paciente.

“Uma série de critérios deve ser levada em conta antes da indicação da prep, como o número de parceiros sexuais, os outros métodos de prevenção utilizados, o compromisso com a adesão ao medicamento, entre outros”, afirmou Adele Benzaken, diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde.

Para o infectologista Esper Kallás, professor e pesquisador da USP, a quantidade inicial prevista de comprimidos no Brasil não é problema porque a oferta poderá ser redimensionada conforme a demanda. “A incorporação é um grande avanço. Há dez anos, éramos chamados de loucos, antiéticos, havia preconceito. Ver isso sendo transformado em realidade é show.”

O investimento inicial do Ministério da Saúde será de US$ 1,9 milhão na compra de 2,5 milhões de comprimidos, o que deve atender a demanda pelo período de um ano. A distribuição da terapia no SUS começa em 180 dias.

Mario Scheffer, professor do departamento de saúde preventiva da USP, afirma que, pelo fato de a patente do Truvada estar em domínio público, fica aberto o caminho para os genéricos, o que reduziria o custo. Ainda cabe recurso da farmacêutica Gilead, fabricante da droga.

Segundo ele, muitos dos grupos vulneráveis ainda não foram sequer informados sobre a distribuição ou do que se trata a prep. “Vai ter campanha dirigida aos mais vulneráveis informando sobre o novo direito? Faz tempo que o Ministério da Saúde censurou campanhas dirigidas aos homossexuais e profissionais do sexo”, diz Scheffer.

Efeitos colaterais

Nos últimos anos, a discussão sobre a oferta da prep no SUS gerou questionamentos sobre a possibilidade de a terapia criar resistência ou causar efeitos colaterais em pessoas saudáveis, que, dificilmente, seriam convencidas a fazer uso diário de um remédio.

Para Esper Kallás, a profilaxia provoca poucos efeitos colaterais. “São facilmente administráveis.” Ele diz que outra grande vantagem da prep é trazer essas pessoas para o centro de assistência.

“Não é só dar o remédio e prevenir os efeitos colaterais, é dar aconselhamento sobre o uso da camisinha e o teste de HIV com frequência, reduzir o número de parceiros. É uma ação em saúde pública.”

Para Kallás, a relação de custo e benefício da droga é altíssima porque, ao prevenir uma infecção nessa população vulnerável, várias outras pessoas estarão sendo poupadas do risco de se infectar com o vírus.

A prevenção será ofertada nos serviços do SUS que já trabalham com prevenção do HIV. Segundo o ministério, a prep só será indicada após testagem do paciente para HIV, uma vez que ela é contraindicada para pessoas já infectadas pelo vírus. Nesses casos, ela pode causar resistência ao tratamento.

Atualmente, 827 mil pessoas vivem com HIV/Aids no país. Desse total, 372 mil ainda não estão em tratamento, sendo que 260 mil já sabem que estão infectadas e 112 mil pessoas desconhecem o fato.

Com a nova medida, o Brasil se torna o primeiro país da América Latina a utilizar essa estratégia de prevenção como política de saúde pública.

Correio da Paraíba

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Setembro Amarelo: Governo do Estado realiza campanha de prevenção ao suicídio

setembro-amareloO Governo do Estado, por meio da Coordenação Estadual de Saúde Mental, está iniciando a Campanha Setembro Amarelo 2016, que tem por objetivo alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo e suas formas de prevenção. Durante todo o mês, a Rede de Atenção Psicossocial desenvolverá uma programação especial, realizada em sua maioria pelos municípios. Além disso, dia 19 de setembro, às 9 h, no auditório do Centro Formador de Recursos Humanos da Paraíba (Cefor-PB), será realizada  a mesa redonda “Suicídio: Cessar a dor e não a vida”.

A Campanha Setembro Amarelo é realizada desde 2014, por meio de identificação de locais públicos e particulares com a cor amarela e ampla divulgação de informações. O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio é comemorado em 10 de setembro. As ações em alusão à data são realizadas continuamente por meio da Rede Pública, que oferece atenção integral em saúde para casos de tentativa de suicídio.

Para isso, a Rede de Atenção Psicossocial é fundamental para prevenção. “O fato de termos redes de serviço que acolhem e atendem pessoas com estes distúrbios, por si, já tem um efeito preventivo. Outro ponto importante é que ter esta rede permite o acesso de pessoas que nunca tiveram este tipo de problema, mas podem vir a procurar em momentos de dificuldade”, explicou o psicólogo da Coordenação Estadual de Saúde Mental da SES, Lucílvio Silva.

Quem precisa de atendimento para transtornos mentais no Sistema Único de Saúde (SUS) pode contar com os Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Nesses estabelecimentos o paciente recebe atendimento próximo da família, assistência médica especializada e todo o cuidado terapêutico conforme o seu quadro de saúde. Quando recomendado pelo médico, o SUS disponibiliza gratuitamente medicamentos que podem auxiliar no tratamento dos pacientes.

De acordo com o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), de 2011 até julho de 2016, foram registrados 1036 óbitos por suicídio. Não há uma estatística específica sobre as causas de suicídio.  Segundo o psiquiatra e ex-coordenador Nacional de Saúde Mental, Roberto Tykanori, entre os principais fatores de risco estão os transtornos mentais, como: depressão, alcoolismo, esquizofrenia; questões como isolamento social, desemprego, questões psicológicas pontuais, como perdas recentes e desentendimento e dinâmica familiar; além de condições clínicas incapacitantes, como lesões desfigurantes, dor crônica e câncer.

“Esse é o mês no qual fazemos esse alerta internacional de prevenção ao suicídio dizendo que é possível sim prevenir, e o Governo do Estado está cada vez mais preocupado com essa temática. Entre jovens de 15 a 29 anos o suicídio é a segunda causa de morte, por isso o a SES, através da Coordenação de Saúde Mental, está apoiando essa campanha, que é encabeçada pelo Centro de Valorização da Vida e pela Associação Brasileira de Psiquiatria. E para marcar esse mês realizaremos essa mesa redonda no Cefor, onde vamos ter psicólogo, psiquiatra e uma usuária falando desta questão do suicido, mostrando que é possível sim cessar com a dor e não com a vida”, concluiu a coordenadora estadual de Saúde Mental, Shirlene Queiroz.

Secom PB

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