Arquivo da tag: Preto

Homem é executado por criminosos em carro preto, em Bananeiras

Um homem foi morto a tiros em Bananeiras, Brejo paraibano, na noite desta terça-feira (15). O crime aconteceu por volta das 18h30 no Distrito de Roma.

Vizinhos contaram ter visto um carro preto se aproximar e um ocupante atirar. A vítima foi identificada como Rafael Gomes dos Santos, de 30 anos.

Informações chegadas à redação do Bananeiras Online dão conta de que o homem estava em frente de sua residência, quando foi surpreendido por criminosos em um carro preto e alvejado com vários disparos de arma de fogo, vindo atingir o rosto da vítima.

Ainda é desconhecido o que motivou o crime. A polícia faz diligências, em busca de prender os acusados. Até o fechamento desta matéria ninguém havia sido preso.

Bananeiras Online

 

 

Caso do fio preto: após ação de Trócolli, MPF dá 90 dias para Aneel investigar irregularidades

 

trocolli_procuradoriaO Ministério Público Federal (MPF), por meio da sua procuradoria, deu um prazo de 90 dias para que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) investigue as irregularidades denunciadas pelo deputado estadual Trócolli Júnior (PMDB) referentes ao caso do chamado ‘fio preto’ da Energisa. Em reunião realizada nessa terça-feira (18), o procurador Yordan Delgado informou ao parlamentar que, ao final da investigação, quer que seja apresentado um relatório constando tudo que foi apurado sobre o caso.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

“Algumas grandes empresas querem fazer com que o povo esqueça os prejuízos que foram causados para a população, mas nós não descansamos, estamos atentos e não vamos permitir que os paraibanos sejam lesados dessa forma. As denúncias feitas contra a Energisa são muito graves e não vamos descansar enquanto tudo não for esclarecido”, afirmou o deputado.

Trócolli ressaltou que, caso sejam comprovadas as irregularidades praticadas pela Energisa, vai exigir que a empresa sofra uma punição. “E se ficar comprovado que a Energisa prejudicou o povo paraibano praticando fraude nas ligações de energia do consumidor nós vamos cobrar, vamos exigir que a empresa seja punida, porque nosso mandato é baseado na defesa do cidadão e não das grandes empresas”, argumentou.

Relembre o caso – no ano passado um funcionário da própria Energisa denunciou que a empresa estaria fraudando as contas dos consumidores paraibanos simulando o chamado ‘gato’ na intenção de lesar o cidadão.

 

 

Assessoria

‘Tucanos vão ter uma surpresa com Padilha’, diz Lula em Ribeirão Preto

A baixa popularidade do ex-ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), que em dezembro do ano passado apareceu na pesquisa Datafolha com apenas 4% das intenções de voto em uma possível disputa pelo governo de São Paulo, parece não desanimar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em encontro realizado pelo Partido dos Trabalhadores na manhã deste sábado (8) em Ribeirão Preto (SP), Lula disse que o desempenho de Padilha na eleição irá “surpreender os tucanos”.

No discurso deste sábado, o ex-presidente ainda teceu críticas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a forma como o julgamento do mensalão foi conduzido e disse que o PT é solidário aos condenados no caso.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Governo de SP
Apesar do discurso positivo sobre a campanha pelo governo de SP, Lula admitiu que a disputa com o PSDB não será fácil. “Os tucanos não brincam em serviço porque ninguém tem um bico daquele tamanho à toa. É bico de um predador, de comedor de filhotinho, temos que ter muito cuidado”, avaliou.

A alta cúpula do PT se reuniu em Ribeirão Preto para lançar a “Caravana Horizonte Paulista”, projeto que vai levar o ex-ministro da Saúde a várias cidades de São Paulo antes do início da campanha eleitoral. Além de Padilha e de Lula, também participaram do encontro o presidente nacional do PT, Rui Falcão, o presidente estadual, Emídio de Souza, o senador Eduardo Suplicy, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia.

Em discurso de mais de meia hora, Lula manteve o mesmo tom de crítica ao governo do PSDB adotado por Padilha na sexta-feira (7), quando os dois participaram de um encontro com cerca de 200 empresários da região. “Acho que poucas vezes em que o PT disputou o governo do estado de São Paulo nós tivemos tantos argumentos e o PSDB esteve tão fragilizado como está hoje. Acho que os tucanos vão ter uma surpresa com o Padilha”, disse.

Lula afirmou ser solidário aos petistas presos por envolvimento no mensalão (Foto: Eduardo Guidini/G1)Em Ribeirão, Lula afirmou ser solidário aos petistas
presos por envolvimento no mensalão
(Foto: Eduardo Guidini/G1)

Críticas ao STF
Sem citar nomes, o ex-presidente aproveitou o encontro para criticar a atuação dos ministros do STF na forma como o julgamento do mensalão foi conduzido. “O papel de um ministro da Suprema Corte é falar nos autos do processo e não ficar falando para a televisão o que ele pensa. Se quer fazer política, entra em um partido político e seja candidato. Quando você indica alguém você está dando um emprego vitalício e um cidadão que quiser fazer política que diga que não aceita ser ministro, que quer ser deputado.”

Lula não concedeu entrevista aos jornalistas, mas também se referiu aos petistas presos no mensalão, dizendo que o partido “se solidariza com os companheiros que estão na prisão”. “Temos que ter um julgamento justo. Se os companheiros erraram e tiverem provas, tudo bem. Se tiverem provas contra mim, eu tenho que pagar. Se tiverem provas contra a Marta, ela tem que pagar. O nosso partido não deixou sujeira embaixo do tapete. Queremos a transparência neste país”, disse.

Caravana
Após o encontro em Ribeirão, a caravana do ex-ministro da Saúde segue, ainda neste sábado (8), para visitas a Brodowski (SP) e Barretos (SP), sem a presença de Lula. A primeira etapa da viagem pelo interior paulista passará nos próximos dez dias por cidades como Sertãozinho (SP), Pirassununga (SP), Leme (SP), Araras (SP), Piracicaba (SP), Limeira (SP), Americana (SP) e terminará em Campinas (SP). A segunda etapa da caravana será feita no Vale do Ribeira.

O presidente nacional do PT, Rui Falcão, fez questão de ressaltar que a caravana servirá para debater os problemas de cada região, mas que o movimento não faz parte da campanha eleitoral. “A lei nos impede de fazer propaganda e campanha antes das datas estipuladas, mas não nos impede de conversar e debater sobre os nossos problemas. É isso que nós estamos fazendo com esse projeto”, disse Falcão.

Encontro do PT em Ribeirão Preto reuniu lideranças do partido neste sábado (8) (Foto: Eduardo Guidini/G1)Encontro do PT em Ribeirão Preto reuniu lideranças do partido neste sábado (8) (Foto: Eduardo Guidini/G1)

G1

Comercial do Gol com gato preto gera protestos contra VW e será tirado do ar

golNos últimos dias, a fanpage da Volkswagen no Facebook sofreu um bombardeio de manifestações contrárias à propaganda “Superstição”, que tem sido veiculada exclusivamente na televisão. Queixas foram registradas no Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) e até em sites de reclamação alimentados por consumidores.

O comercial do Gol 1.0 completo, produzido pela Almap BBDO, mostra o motorista usando o jato de água do para-brisa para expulsar um gato preto que está sobre o capô enquanto o locutor fala “não dá pra contar só com a sorte”. A cena revoltou donos de gatos e associações de proteção aos animais, que consideram a campanha um incentivo aos maus tratos – especialmente porque o gato preto é sempre associado a crenças sobre azar.

Em resposta aos protestos, a Volkswagen publicou hoje uma nota de esclarecimento, dizendo que “em respeito e atendimento às manifestações acerca do tema” o comercial será retirado do ar amanhã (06/02). Na retratação, a montadora também diz que não teve a intenção de estimular ou sugerir qualquer tipo de desrespeito e que os animais sempre serviram de inspiração para as campanhas da empresa. Para exemplificar, cita filmes como o do Cachorro-Peixe (SpaceFox) e do “Cachorro Pug falante” (Jetta) – confira no fim da página.

Não conseguimos encontrar o vídeo publicitário na internet (caso alguém tenha o link, por favor, coloque nos comentários). Mas reproduzimos aqui algumas das imagens que usuários do Facebook usaram para demonstrar sua indignação.

revistaautoesporte.

Aos 68, morre o advogado Vanderley Caixe, em Ribeirão Preto (SP)

O advogado Varderley Caixe, 68, morreu na tarde desta terça-feira em Ribeirão Preto (313 km de São Paulo). Caixe era natual de Ribeirão Preto, mas morou por muito tempo em João Pessoa onde ajudou a fundar o PT e foi candidato a prefeito da Capital em 1986.

O corpo do advogado, ex-militante das Faln (Forças Armadas de Libertação Nacional) –que atuou no período de repressão do governo militar–, está sendo velado na Câmara de Ribeirão desde as 3h desta quarta-feira.

O velório acontecerá até as 15h. Em seguida, o corpo seguirá para o cemitério da Saudade, no Campos Elíseos, onde será enterrado.

Caixe estava internado havia pelo menos 20 dias após ter caído e fraturado a cabeça do fêmur. O seu estado de saúde se agravou desde então.

Atualmente, Caixe era advogado assistente do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

HISTÓRICO

De acordo com o advogado Daniel Rondi, da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) de Ribeirão Preto, Caixe foi muito importante para a advocacia local pelos trabalhos desenvolvidos em relação aos direitos humanos, com a publicação de centenas de artigos sobre o tema.

Perdemos, neste 13 de novembro de 2012, o comandante VANDERLEY CAIXE
CIDADÃO PARAIBANO, DO BRASIL E DO MUNDO.

Outorgado cidadão paraibano, graças aos trabalhos prestados em prol dos Direitos Humanos na Paraíba, o reconhecimento público também se estendia à conduta com a qual o Companheiro Vanderley Caixe havia se movido, sofrido e vivido os tempos difíceis dessa última metade do século XX, alimentado pelo calor dos que lutam em busca da dignidade humana.

Nascera Vanderley Caixe num momento de grande catástrofe moral e política de nosso planeta. O nazismo e o fascismo se digladiavam com os ideais de liberdade, solidariedade e autonomia dos povos. Era a Segunda Guerra. O segundo flagelo mundial de nosso século. Um ano mais tarde, em 1945, ao horror perpetrado por Hitler e Mussolini se somaria o inaugurado pelos Estados Unidos em Hiroshima e Nagasaki: a bomba atômica. As armas, a partir de então, seriam nucleares, mais potentes, enfim, para o sucesso das guerras promovidas pelos países hegemônicos.

Aos dezesseis anos, em 1960, Vanderley Caixe ingressa na Juventude Comunista. Preparava-se, assim, para atuar, de forma organizada, na luta pela emancipação dos trabalhadores. É um tempo de desejo de mudanças… Tempos de trabalhadores na rua… Tempos das Ligas Camponesas… Tempos de João Pedro e de Elizabeth Teixeira levantarem o campo da Paraíba. Tempos de resistência, de rebeldia.

Em 1966, Vanderley Caixe funda – juntamente com outros Companheiros e Companheiras – a Frente Armada de Libertação Nacional. Durante três anos, Vanderley dirigira essa organização política se opondo, radical e simultaneamente, à ditadura civil-militar e ao regime capitalista. Mas ainda não seria dessa vez. As armas da libertação foram vencidas pelo poder bélico, institucional e financeiro da opressão. Em 1969, direção e membros da Frente Armada de Libertação Nacional são presos. Desceria Vanderley Caixe aos porões da ditadura.

Enquadrado na Lei de Segurança Nacional, Vanderley Caixe percorreria vários cárceres do Brasil: Presídio Tiradentes, Presídio Wenceslau – onde, em 1972, lidera uma Greve de Fome dos presos políticos – Presídio Hipódromo, de onde sai para a liberdade em 1974. Saíra com cicatrizes no corpo, mas a alma intacta. Conhecera, é verdade, a brutalidade, a infâmia e a torpeza. Mas conhecera, também, a enorme beleza humana expressa pelo calor da solidariedade daqueles que, como ele, enfrentaram o horror de nossas prisões e, fora dos cárceres, persistiam na denúncia contra o arbítrio.

Neste mesmo ano, Vanderley Caixe conclui o curso de Direito e transfere-se para o Rio de Janeiro onde exerce advocacia no escritório do Professor Sobral Pinto. Torna-se assessor e coordenador da Pastoral Penal do Rio de Janeiro. Volta a escrever em jornais de oposição ao governo ditatorial. Em 1975, conhece a Paraíba. Em 1976, fixa residência em João Pessoa. Aceitara o convite do Arcebispo D. José Maria Pires de criar e dirigir o Centro de Defesa dos Direitos Humanos da Arquidiocese da Paraíba. Vanderley Caixe fundaria, então, o Primeiro Centro de Defesa dos Direitos Humanos do Brasil, voltado para a defesa dos trabalhadores rurais e urbanos. É o primeiro advogado da Aduf.

Em 1980, funda o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Assessoria e Educação Popular. Esse novo Centro seria acrescido de um trabalho especificamente voltado para as mulheres camponesas. O seu resultado é o lançamento da REVISTA VAMOS. Era tempo de reorganização. Da volta do sindicalismo combativo, das oposições sindicais que iam varrendo as direções pelegas e submissas aos patrões.

Quando de seu retorno a Ribeirão Preto em 1994 – cidade de origem – Vanderley Caixe já havia atuado em quase duzentas áreas rurais em conflito em nosso Estado. Na cidade paulista, instala o Centro de Defesa dos Direitos Humanos, Assessoria e Educação Popular, permanecendo na luta junto aos camponeses. Torna-se assessor jurídico do Sem Terra através da Rede Nacional dos Advogados Populares, advogado dos presos políticos da América Latina, através da Corte Internacional de Direitos Humanos e da Comissão de Direitos Humanos da ONU. Sua solidariedade atuante alcançaria nossos companheiros da América Latina, entre eles, os integrantes da Frente Manoel Rodrigues, no Chile; do Tupac Amaru, do Sendero Luminoso e as presas políticas da Argentina. Com as ferramentas das novas tecnologias, Vanderley Caixe cria a Revista O Berro, de onde intervia, com acuidade, acerca dos problemas do Brasil e da humanidade, em geral.

Como dizia Bertold Brecht, há homens que lutam um dia e são bons, há outros que lutam um ano e são melhores, há aqueles que lutam a vida inteira. Estes são imprescindíveis. Com toda certeza, Vanderley Caixe faz parte da galeria dos imprescindíveis.

Wilma Mendonça
Integrante da Revista O Berro

Da redação com Folha Online