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Oposição reage ao arquivamento de CPI: “Governo teme caixa preta do Empreender”

deputadoO líder da bancada de oposição na Assembleia Legislativa, Tovar Correia Lima (PSDB), avaliou como uma manobra do Governo o arquivamento de cinco CPIs, entre elas, a que pretendia investigar irregularidades no programa de crédito Empreender Paraíba.

Em entrevista ao Portal MaisPB, Tovar afirmou que vai discutir o tema com a Mesa Diretora da Assembleia. “Hoje foi surpreendido com a publicação no DPL (Diário do Poder Legislativo) do arquivamento da CPI. Nós poderemos agir através do Regimento Interno. Tá na cara que o governo não quer abrir a caixa preta do Empreender. O governo tem medo desta Casa. São dois temas que tremem as bases do governo: Empreender e Jampa Digital”, pontuou.

Confira o vídeo:

MaisPB com Bruno Lira

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‘Caixa Preta’ tem cinco denúncias da Paraíba com registros de mau atendimento na Saúde

Foto: Cada cruz representa uma denúncia Créditos: Reprodução/site
Foto: Cada cruz representa uma denúncia
Créditos: Reprodução/site

A Associação Médica Brasileira (AMB) recebeu  cinco denúncias de usuários da saúde em relação a mau atendimento em unidades médicas localizadas na Paraíba, através do programa ‘Caixa Preta da Saúde’, criado há cerca de duas semanas.

As unidades médicas alvo de reclamações na Paraíba, conforme o balanço divulgado pela AMB, são o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena e a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Oceania, em João Pessoa; o hospital Flávio Ribeiro Coutinho, em Santa Rita, na Grande João Pessoa e a unidade mista de saúde Benjamim Maranhão e o Posto de Saúde de Cozinha, os dois últimos no município de Dona Inês, no Agreste, da 160 quilômetros de João Pessoa.

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De acordo com a AMB, em todo o país foram registradas 900 denúncias on line. As reclamações são feitas através do site. A principal denúncia recebida pelo programa é em relação à demora no atendimento tanto nos hospitais públicos como privados, com 58% das queixas.

Conforme a AMB, entre todas as denúncias que chegam através do programa Caixa Preta da Saúde, somente são registradas aquelas que estão de acordo com a política do site.  Mensagens apenas de desabafos, com ausência de denúncias e com exposição de imagens de pessoas físicas e pacientes são descartadas.

O presidente da AMB, Florentino Cardoso, disse que em menos de duas semanas de funcionamento, o projeto está superando as expectativas. “O desafio agora é mobilizar a população dos estados com menor número de denúncias a utilizarem a plataforma, para ajudar a abrir a caixa preta da saúde no Brasil”, enfatizou. Ele lembrou ainda que é importante o envio de fotos e pequenos vídeos, para reforçar a verdadeira situação da saúde no país.

Denúncias

Dentre denúncias registradas em relação a unidades médicas da Paraíba, está a do Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena. Conforme o registro do Caixa Preta da Saúde, faltariam médicos, enfermeiros e leitos para atender satisfatoriamente a demanda existente.

Cada cruz representa uma denúnciaFoto: Cada cruz representa uma denúncia
Créditos: Reprodução/site

Já a outra queixa feita na Capital, em relação à UPA Oceania, o denunciante diz que não foi atendido devidamente ao procurar a unidade com fortes dores abdominais. Servidores teriam dito que o caso não era de ‘emergência’ e nem teriam informado onde o paciente deveria ter o atendimento que necessitava.

A reclamação registrada em Santa Rita, ao hospital Flávio Ribeiro Coutinho, diz que a unidade apresenta caos no atendimento tanto no aspecto clínico como de infraestrutura.

No município de Dona Inês, a denúncia em relação à Unidade Mista Benjamim Maranhão diz respeito à falta de medicamentos, demora para realização de consultas e exames especializados. Já no Posto de Saúde de Cozinha estaria faltando dentista há mais de um ano.

Unidades médicas

Hospital de Trauma – O diretor técnico do Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, Edvan Benevides, disse em relação à denúncia que a unidade médica atende a 18 especialidades na área médica e somente o Trauma de João Pessoa na Paraíba possui plantões presenciais nas áreas de otorrinolaringologia, oftalmologia, urologia, cirurgia toráxica, cirurgia vascular, cirurgia bucomaxilofacial e neurocirurgia.

Benevides disse que o Trauma da Capital é também o primeiro hospital a colocar enfermeiro em todas as ambulâncias de transporte de paciente, antes mesmo até do Samu. “Nosso quadro é decidido de acordo com o dimensionamento preconizado pelo Ministério da Saúde e conselho Federal de Enfermagem”.

O diretor do Trauma da Capital disse que foi ampliada em 100% a quantidade de leitos em relação ao início de 2011. “Para se ter uma idéia, no início de 2011, tínhamos só 148 leitos, sendo 22 de UTI. Hoje temos 43 leitos de UTI, e três de UTI pediátrica e chegamos a um total de 199 leitos”.

Benevides informou também que foi inaugurado o novo Hospital de Traumatologia e Ortopedia da Paraíba, com 93 leitos, sendo 10 de UTI, um bloco cirúrgico e duas salas. No novo hospital estão sendo realizadas 250 cirurgias e 1 e 500 atendimentos ao mês.

“O Hospital de Trauma realiza hoje mais de 6 mil atendimentos ao mês de emergências e realiza mais de mil cirurgias ao mês. O triplo que era feito em 2011. Estamos mostrando com números e estatísticas que a denúncia não procede em nenhum dos itens, tanto que o hospital de Trauma acabou de receber o selo de acreditação hospitalar pela Organização Nacional de Acreditação (ANA)”, reclamou.

UPA Oceania – Najara Rodrigues, diretora multiprofissional da Unidade  de Pronto Atendimento (UPA) Oceania, da Secretaria Municipal de João Pessoa, localizada no Bairro de Manaíra, Zona Leste da Capital, disse que todos os pacientes que procuram atendimento de urgência e emergência são avaliados e passam por uma classificação de risco.

“Todos que aqui chegam passam por equipe de profissionais habilitados que avalia o quadro clínico e o classifica por uma de quatro cores. Em todos os casos o paciente é orientado pelo setor de assistência social e encaminhado quando necessário para outras unidades médicas, por isso não há procedência na denúncia”, reclamou.

Ela explicou que quando a classificação é azul, o paciente é encaminhado para uma unidade básica ou para algum especialista. Quando é amarelo, o paciente fica em observação por 24 horas e se for preciso será encaminhado para um hospital de referência. No caso da classificação verde, ele é atendido na UPA mesmo e depois liberado, mas quando é vermelha, o paciente fica na UPA aguardando vaga para ser transferido para um hospital.

Hospital Flávio Ribeiro Coutinho – O Portal Correio tentou entrar em contato com o Hospital Flávio Ribeiro Coutinho, que é filantrópico, no município de Santa Rita, através do telefone, mas as ligações não foram atendidas.

Unidade Mista Benjamim Maranhão e Posto de Saúde Cozinha – Em relação às denúncias das duas unidades de saúde do município de Dona Inês, a secretária da pasta, Taciana Nunes, admitiu que há períodos em que existe falta de medicação porque a aquisição depende de processo licitatório, que é feito sempre no início do ano, mas ela garantiu que a população de Dona Inês irá dispor de todos os itens da Relação de Medicamentos Nacional. “Se alguns itens estão faltando no momento é por conta do tempo que leva todo processo licitatório”.

No caso da demora para atendimento e marcação de exames especializados, Taciana disse que isso acontece porque o município trabalha com o Programa de Pactuação Integrada, em que o município, quando não dispõe de determinada especialidade, precisa transferir o atendimento para outro município.

No caso de Dona Inês, ela informou que os casos de alta complexidade são transferidos para Guarabira ou João Pessoa. “Temos uma cidade com 10 mil e 500 habitantes, e quando solicitamos atendimento de outra cidade temos que aguardar o agendamento lá. Quando isso acontece dispomos para o paciente de transporte do município que o leva até a unidade médica do município referenciado”, explicou.

Já em relação à falta de dentista, Taciana informou que está chamando um odontólogo aprovado no último concurso público e aguarda a apresentação do candidato. “Mesmo assim, os casos de urgência estão sendo transferidas para outras unidades. No município dispomos de cinco equipes de saúde bucal”, completou.

 

Por Luciana Rodrigues

“Macaca, suja, pobretona e preta velha”: Médica se nega a atender criança e é presa

 

Ao ser levada para prestar esclarecimentos sobre o fato no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a médica ainda teria mordido uma das policiais

 

maehospitalmanausApós se recusar a atender uma criança e ofender verbalmente a mãe da mesma, supostamente chamando-a de “macaca, suja, pobretona e preta velha” dentro do Hospital e Pronto Socorro da Criança da Compensa, na Zona Oeste de Manaus, uma pediatra identificada pela polícia como Socorro Pereira foi presa por policiais militares da 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) na noite da terça-feira (10). A médica ainda não quis se identificar para os militares e ainda teria mordido uma PM, que efetuou sua prisão.

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De acordo com a polícia, a mãe da criança denunciou a profissional de saúde depois da mesma se recusar a atender a menor de idade e ficar conversando no corredor com uma mulher. Ela teria se aproximado da médica para saber quando ela iria atender a menor de idade, que apresentava sintomas de vômito e diarréia. Socorro teria respondido de forma ofensiva e a expulsou da unidade com a criança, segundo a denúncia.

A atitude da pediatra foi denunciada à guarnição, que foi até o local e confirmou a ocorrência. De acordo com a polícia, ao perceber a presença dos policiais, a médica se recusou a se identificar e agiu também de forma agressiva contra os militares. Ao ser levada para prestar esclarecimentos sobre o fato no 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), a médica ainda mordeu uma das policiais.

Segundo testemunhas, os outros médicos saíram em favor da pediatra e deixaram de atender os pacientes por alguns minutos. A médica negou o fato e disse que a mãe foi grosseira ao questionar o atendimento e que decidiu sair sozinha da unidade, sem que ela a expulsasse.

Os policiais militares informaram ainda que a médica foi apresentada na delegacia por prevaricação – por ter se negado a prestar atendimento -, desobediência, racismo e resistência à prisão. De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil do Amazonas, na delegacia a mãe não relatou em depoimento nada sobre as ofensas e a pediatra assinou um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por omissão de socorro.

Ainda segundo a assessoria, a médica alegou abuso de autoridade por parte dos PMs e os denunciou na Corregedoria da Polícia Militar (PM), localizada na sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP). Todos foram ouvidos na manhã da quarta-feira (11).

Nota Susam

Em nota repassada à imprensa, a Secretaria de Estado da Saúde (Susam) informa que já determinou a instalação de Comissão de Sindicância para apurar as circunstâncias do incidente ocorrido na noite da última terça-feira (10), no Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste, envolvendo uma médica da cooperativa de pediatria que mantém contrato com a Susam e uma usuária.

“Mediante o resultado dos trabalhos da comissão serão adotadas as medidas administrativas cabíveis, mas enquanto durar a apuração a referida médica está afastada do atendimento. A Susam destaca que, no momento do incidente, 12 médicos estavam de plantão na unidade e que o atendimento transcorria normalmente. A Susam reitera o seu compromisso com a Política Nacional de Atendimento Humanizado do SUS, cujas diretrizes devem ser seguidas por todas as unidades de saúde e profissionais que atuam na rede”, informa o comunicado.

A nota diz, ainda, que “independente da apuração da conduta da médica, a direção do Pronto Socorro da Criança da Zona Oeste reforçou junto à sua equipe esses preceitos, que devem ser seguidos rigorosamente por todos os servidores da saúde”.

Por Geledés, Revista Fórum

Fumaça preta sobe, e votações da manhã não elegem novo Papa

Imagem reprodução TV Globo
Imagem reprodução TV Globo

Os cardeais reunidos na Capela Sistina, no Vaticano, não conseguiram eleger o novo Papa nas duas eleições da manhã desta quarta-feira (13), segundo dia do conclave, na Capela Sistina. Outras duas votações estão marcadas para o período da tarde, após o almoço dos 115 cardeais eleitores na Casa de Santa Marta.

A fumaça preta se ergueu da chaminé da Capela Sistina, onde ocorre a reunião secreta dos cardeais, por volta das 11h40 locais (7h40 de Brasília), indicando que nenhum participante obteve a maioria de dois terços dos votos necessária para eleger o novo pontífice.

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Mais duas votações devem ocorrer à tarde, após o almoço, e a expectativa é que nova “fumaça” se erga por volta das 19h locais (15h de Brasília).

Na única votação da véspera, também não houve nenhum cardeal com mais de 77 dos 115 votos possíveis.

Segundo os vaticanistas, a primeira votação serve para “colocar os nomes na mesa” e definir quais os cardeais que estão realmente na disputa.

Há oito anos, o agora Papa Emérito Bento XVI foi eleito no segundo dia do conclave, após a primeira votação da tarde.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, afirmou que é “normal” o fato de as três eleições não terem tido resultado ainda.

Renúncia
A eleição do novo pontífice ocorre após a surpreendente renúncia de Bento XVI, anunciada em 11 de fevereiro e efetivada em 28 de fevereiro, e que criou uma situação praticamente inédita para a Igreja moderna, em que dois pontífices, um atuante e outro “aposentado”, devem coabitar o Vaticano, a poucos metros um do outro.

O alemão Josef Ratzinger deixou o cargo após oito anos de um pontificado marcado por crises e divisões internas.

Ele deixa para seu sucessor desafios como os escândalos relativos aos casos de pedofilia no clero de vários países, as disputas internas na Cúria Romana e a expansão do secularismo e de religiões concorrentes.

O padre Lombardi afirmou que Bento XVI, que repousa na residência papal de Castel Gandolfo, está acompanhando pela imprensa os passos do conclave.

Favoritos
O cardeal brasileiro Dom Odilo Pedro Scherer é citado, pela imprensa e por analistas, como um dos cotados para ser o novo Papa, ao lado do italiano Angelo Scola, mas a previsão é de a eleição difícil, sem favorito absoluto.

A imprensa italiana especulou que Scola, na primeira votação, teria tido cerca de 50 votos, ficando imediatamente à frente do brasileiro.

Cardeais ouvidos pela agência Reuters nesta terça afirmaram que a decisão poderia levar cerca de 5 dias.

Segundo informou o padre Federico Lombardi, porta-voz do Vaticano, pouco depois de fecharem as portas da capela, os cardeais que entraram na Capela Sistina para eleger o novo Papa estão “em muito boa forma”.

 

 

G1

Enem: Provas devem ser feitas com caneta transparente e apenas de tinta preta

Os estudantes que farão as provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2012 no sábado, 3, e no domingo, 4, devem estar atentos ao tipo de caneta permitido e aos documentos pessoais a serem apresentados. Para fazer as provas e a redação e preencher o cartão de respostas, o candidato terá de usar caneta esferográfica de tinta preta, fabricada com material transparente. Outra cor de tinta impossibilitará a leitura óptica do cartão de respostas.

Todo o material que o candidato levar para a sala de provas, como lápis, lapiseira e borracha, deve ser colocado na embalagem porta-objetos a ser distribuída a todos os participantes na entrada da sala e depositado na parte inferior da carteira. Depois da prova, o estudante deve levar para casa a embalagem com os objetos.

Documentos — Para fazer as provas do Enem, não é obrigatória a apresentação do cartão de inscrição, mas o candidato precisa obrigatoriamente levar documento de identificação original, com foto. Serão aceitos:

  • Cédula de identidade ou RG, emitida por secretarias de segurança pública, Forças Armadas, Polícia Militar ou Polícia Federal
  • Identidade expedida pelo Ministério das Relações Exteriores para estrangeiros
  • Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classe que, por lei, tenham validade como tal
  • Carteira de Trabalho e Previdência Social
  • Certificado de Reservista
  • Passaporte
  • Carteira Nacional de Habilitação, com foto

Em caso de perda do documento de identificação, o candidato deve apresentar boletim de ocorrência com data de no máximo 90 dias antes da prova.

Eliminação — O candidato também deve ficar atento aos motivos que podem eliminá-lo do Enem de 2012:

  • Fazer qualquer espécie de consulta ou comunicação com outro participante
  • Usar lápis, lapiseira, borracha, livros, manuais, impressos, anotações, óculos escuros e quaisquer dispositivos eletrônicos
  • Deixar a sala de provas antes de decorridas duas horas do início do exame

Caderno de questões — Somente os participantes que saírem da sala nos 30 minutos que antecederem o término das provas podem levar para casa seus cadernos de questões. Os três últimos presentes na sala só serão liberados juntos.

Provas — O Enem terá quatro provas objetivas, com 45 questões cada uma, e a redação. No sábado, 3, às 13 horas, serão aplicadas as provas de ciências humanas e suas tecnologias e ciências da natureza e suas tecnologias. O tempo previsto é de 4h30. No domingo, 4, também às 13 horas, será a vez das provas de linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática e suas tecnologias. Os candidatos terão 5h30 para a conclusão.

É fundamental ainda que os participantes do exame verifiquem com antecedência, na página do exame na internet, o local designado para a prova.

Outra providência importante é conhecer previamente o trajeto até o local do exame. Nos dias de provas, os candidatos devem chegar a esse local até as 12 horas (de Brasília).

Assessoria de Comunicação Social

Com contra-ataque fulminante, Ponte Preta vence e afunda o Flamengo

A Ponte Preta iniciou este Brasileiro, depois de cinco edições na Série B, com uma escrita: jamais havia vencido no Rio de Janeiro. Pois nesta quarta-feira conseguiu pela segunda vez – em três jogos no estado – ao bater o Flamengo por 1 a 0, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. O gol de Uendel, iniciado em um contra-ataque puxado pelo goleiro Edson Bastos, deixa o time em nono lugar, de volta ao top 10 do campeonato depois de seis rodadas fora. São quatro jogos de invencibilidade (três vitórias e um empate), que lhe deixam com 30 pontos.

O Flamengo, que não venceu nas últimas quatro rodadas, está com três pontos a menos e caiu para o 13º lugar. Ainda pode ser ultrapassado pelo Santos, que pega o Fluminense na quinta, e nesse caso ocuparia sua pior colocação neste Brasileiro.

– Hoje, sim, jogamos como Flamengo. Criamos, buscamos, mas a bola não entrou – analisou Ramon, que terá de cumprir suspensão após receber seu terceiro cartão amarelo.

O jogo no Raulino teve o pior público do Flamengo no campeonato, com 2.627 pagantes. Agora, o time joga duas vezes fora de casa, a primeira contra o Coritiba, no sábado, no Couto Pereira. A Ponte Preta terá o Figueirense pela frente, também no sábado, em Campinas.

Flamengo x Ponte Preta, Vagner Love (Foto: Fernando Azevedo / Fla Imagem)Love na briga: atacante teve melhor chance em cabeçada (Foto: Fernando Azevedo / Fla Imagem)

Dorival muda o Flamengo

O Flamengo entrou em campo com uma formação diferente da usual, tentando deixar para trás a goleada de 4 a 1 aplicada pelo Internacional na rodada passada. Com Liedson, em seu primeiro jogo como titular, e Bottinelli nos lugares de Thomás e Negueba, o time não conseguiu ser efetivo nos primeiros minutos. Desentrosados, os jogadores apresentaram dificuldades em se encontrar em campo.

Com isso, as jogadas de bola parada se transformaram nas principais oportunidades. Ainda assim, as finalizações não aconteciam. A Ponte Preta fez o seu papel no primeiro tempo e se postou na defesa para aproveitar os contra-ataques. Foi assim que marcou o seu gol, curiosamente depois de um cruzamento do adversário para a sua área.

Aos 20 minutos, Edson Bastos segurou com tranquilidade um cruzamento de Ramon e lançou com precisão Luan na ponta esquerda. Sem a pressão de Léo Moura, ele teve tranquilidade para tocar a bola no meio da área e encontrar Uendel, que tocou com categoria para abrir o marcador, aproveitando a demora dos jogadores do Flamengo em recompor a defesa.

O gol acordou o Flamengo, que passou a fazer maior pressão no ataque. Teve boas chances com Bottinelli, duas em cobrança de falta e outra num chute de dentro da área, e com Vagner Love, que fez jogada individual e parou em Edson Bastos. O goleiro voltou a trabalhar numa conclusão de Ramon. Antes do fim do primeiro tempo, a Ponte Preta reclamou de um pênalti de Welinton em Uendel, não marcado pelo árbitro Elmo Alves Resende, de Goiás.

Edson Bastos salva a Ponte Preta

Para buscar o resultado, Dorival Júnior decidiu fazer uma mudança ousada. Colocou Negueba, que vinha sendo titular, no lugar do volante Amaral. O atacante entrou pelo lado esquerdo, mas o time continuou enfrentando as mesmas dificuldades para encontrar espaços na defesa da Ponte Preta.

Os visitantes não mudaram sua forma de jogar. O técnico Gilson Kleina apenas colocou Roger no lugar de Giancarlo, trocando um atacante por outro. Dorival fez o mesmo do outro lado, tirando Liedson – que não conseguiu uma finalização sequer em seu primeiro jogo como titular – para dar uma chance a Hernane.

O Flamengo só levou algum perigo pela primeira vez aos 22 minutos, quando a defesa da Ponte Preta afastou mal um cruzamento de Negueba, e Ramon chutou por cima. Depois da chance perdida, Dorival fez a sua última substituição, colocando Nixon, em sua estreia nos profissionais, no lugar de Ibson, que saiu de campo vaiado. O time passou a atuar com quatro atacantes, mas ainda sofrendo para finalizar.

Com um sistema bem definido de jogo, a Ponte Preta teve mais uma boa chance aos 24, com André Luis, que havia substituído Luan, bem defendida por Felipe. Edson Bastos apareceu três vezes com destaque. Defendeu uma cabeçada de Welinton, salvou uma cabeçada à queima-roupa de Vagner Love, na melhor oportunidade rubro-negra, e pegou um chute de longa distância de Negueba.

A dificuldade em conseguir o gol deixou o Flamengo com os nervos à flor da pele, e Dorival acabou expulso, assim como havia acontecido no empate por 0 a 0 com o Botafogo. Apesar dos sustos, a Ponte Preta manteve sua tranquilidade e aproveitou-se do desespero adversário. A equipe, que já havia derrotado o Botafogo e perdeu para o Vasco no Rio, terá a chance de alcançar uma trinca carioca: enfrentará o Fluminense na 30ª rodada.

Globoesporte.com

De cara nova, mas sem identidade, Fla pega a Ponte Preta empolgada

Já passa da hora de o Flamengo decidir se vai ser um time em processo permanente de formação ou emplacar no Campeonato Brasileiro. A evolução que parecia evidente com a chegada de Dorival Júnior acabou freada pelos três últimos resultados: empates com Botafogo e Sport e derrota por goleada para o Inter. O Rubro-Negro continua vagando pelo meio da tabela. Afastado da zona de rebaixamento e distante do G-4. O resultado contra o Colorado deixou a luz da desconfiança acesa e reforçou a necessidade de reação imediata. Sem contar o tema Adriano, que tumultuou o início de semana da equipe com as duas faltas a treinos do camisa 10. Ele foi advertido pela diretorida e corre risco de ter o contrato rescindido em caso de nova ausência. Nesta quarta-feira, os cariocas recebem a Ponte Preta, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, pela 22ª rodada, às 19h30m (de Brasília).

Os dois times têm 27 pontos. A Ponte está em 11º, uma posição à frente do Flamengo, que tem uma partida a menos. A Macaca nada tem a ver com o momento do adversário e curte uma invencibilidade de três rodadas. A série invicta inclui vitórias sobre Portuguesa (2 a 1) e Atlético-GO (3 a 1) e empate com o líder Atlético-MG (2 a 2). O triunfo sobre o Dragão, no último domingo, ampliou a diferença da Macaca para a zona de rebaixamento. São oito pontos de vantagem para o Sport, que abre o Z-4. Permanecer distante da degola é o principal objetivo do clube. Uma classificação para a Sul-Americana é vista como a segunda meta a buscar.

No primeiro turno, as equipes empataram por 2 a 2 no Moisés Lucarelli. Um gol de cabeça de Vagner Love, nos acréscimos, evitou a derrota rubro-negra. Era só a terceira rodada. O Flamengo fazia a primeira partida pós-Ronaldinho, que acabara de deixar o clube via ação judicial. O time comandado por Joel Santana era bem diferente do atual. Da equipe que entrou em campo em Campinas, só Léo Moura, Welinton, Ibson e Vagner Love têm escalação garantida nesta quarta. Marllon e Airton também disputaram aquele jogo, mas não tiveram escalação confirmada para o confronto do returno.

Bem diferente da Macaca. Sete jogadores do atual time do técnico Gilson Kleina participaram daquele empate: Edson Bastos, Tiago Alves, Ferron, Cicinho, Baraka, Renê Júnior e Marcinho. A mudança ficou por conta do esquema: do 4-4-2 para o 3-5-2 com a intenção de reforçar a marcação.

O Premiere transmite a partida para todo o Brasil. O GLOBOESPORTE.COM acompanha todos os lances em Tempo Real, com vídeos exclusivos.

header as escalações 2

Flamengo: o técnico Dorival Júnior terá de fazer duas mudanças na equipe titular. O zagueiro Marcos González e o volante Victor Cáceres vão defender as seleções do Chile e do Paraguai, respectivamente. Na zaga, Thiago Medeiros deve jogar ao lado de Welinton. No meio, Muralha e Amaral são as opções para ocupar a função de primeiro volante. Nas demais posições, o time deve ser o mesmo que perdeu para o Inter. A provável formação: Felipe, Léo Moura, Welinton, Thiago Medeiros e Ramon; Muralha (Amaral), Luiz Antonio e Ibson; Negueba, Love e Thomás.

Ponte Preta: com pouco tempo para trabalhar o time entre um jogo e outro, Gilson Kleina tentou mexer o mínimo possível. São duas novidades em relação à vitória sobre o Atlético-GO. Livre de suspensão, o lateral-esquerdo Uendel entra no lugar de João Paulo. A outra mudança é por opção técnica. Depois de ficar as últimas partidas no banco de reservas para adquirir ritmo de jogo aos poucos após uma lesão no púbis, Renê Júnior ganha a vaga de Ricardinho no meio. Outra novidade está no banco de reservas. Desfalque nos últimos três compromissos devido a um incômodo muscular, o atacante Roger, artilheiro da Macaca no Brasileiro, com sete gols, é opção para a sequência do duelo. Com o esquema 3-5-2 mantido, a Ponte vai a campo com Edson Bastos; Tiago Alves, Ferron e Diego Sacoman; Cicinho, Baraka, Renê Júnior, Marcinho e Uendel; Luan e Giancarlo.
quem esta fora (Foto: arte esporte)

Flamengo: além de González e Cáceres, que servem suas seleções, Dorival Júnior não pode contar com o meia Renato, que se recupera de cirurgia no joelho direito. O volante Maldonado faz fisioterapia após operação no joelho esquerdo e não joga mais nesta temporada.

Ponte Preta: sem problemas de suspensão, Gilson Kleina só não poderá contar com os zagueiros Wescley e Gustavo, ambos no departamento médico.

header pendurados (Foto: ArteEsporte)

Flamengo: Adryan, Cáceres, Ibson, Liedson, Negueba, Ramon, Renato Abreu, Vagner Love e Wellington Silva.

Ponte Preta: Cicinho, Edson Bastos, Gerônimo, Giancarlo, Gustavo Lazaretti, Luan, Lucas e Tiago Alves.

header o árbitro (Foto: ArteEsporte)

Elmo Alves Resende (GO) apita a partida, auxiliado por Guilherme Dias Camilo (MG) e Marcus Vinicius Gomes (MG). Elmo Resende arbitrou seis jogos no Brasileirão, marcou 213 faltas (média de 35,5 por jogo), aplicou 32 amarelos (média de 5,3 por jogo), quatro vermelhos (média de 0,67 por jogo) e um pênalti (média de 0,17 por jogo). O campeonato tem média de 4,9 amarelos, 0,28 vermelho, 36,5 faltas e 0,23 pênalti. O árbitro apitou um jogo dos paulistas na Série A deste ano: Ponte Preta 4 x 1 Coritiba, pela nona rodada.

header fique de olho 2
Flamengo:
artilheiro do Brasileirão ao lado de Fred, do Fluminense, e Luis Fabiano, do São Paulo, Vagner Love tem dez gols no campeonato. O Artilheiro do Amor tem conseguido se destacar, apesar de os parceiros de ataque colaborarem pouco. Thomás e Negueba não têm rendido e recebem muitas críticas.

Ponte Preta: o atacante Luan é o novo xodó da Ponte Preta. Mesmo sem marcar, foi o destaque da vitória sobre o Atlético-GO, infernizando a defesa adversária com muita correria e dribles desconcertantes. Foi dele também o passe para Giancarlo iniciar a vidada da Ponte. Ao fim, teve o nome gritado pela torcida e saiu ovacionado de campo.

header o que eles disseram

Léo Moura, lateral-direito do Flamengo: “Temos que pensar em subir, não olhar para trás. Será um jogo de seis pontos contra a Ponte Preta, depois vamos jogar contra o Coritiba fora de casa. Não foi o dia de ninguém contra o Inter, jogamos muito abaixo do que estávamos apresentando. Cada jogador saiu um pouco envergonhado com o que nosso time fez. A gente precisa vencer”.

Gilson Kleina, técnico da Ponte Preta: “O Flamengo tomou uma goleada do Inter, e sabemos que é preciso ter muita atenção em jogos contra times do quilate do Flamengo. Eles vão ser muito cobrados, e sabemos que eles vão correr muito na quarta. Temos de ficar atentos com isso e competir do início ao fim”.

header números e curiosidades

* Na história do Campeonato Brasileiro, a Ponte Preta nunca venceu o Flamengo no Rio de Janeiro. Ao todo foram seis confrontos no Rio de Janeiro, com duas vitórias do Fla e quatro empates.

* O único jogo disputado entre Flamengo e Ponte Preta no Raulino de Oliveira pelo Campeonato Brasileiro aconteceu dia 24 de abril de 2004, e terminou sem abertura de placar. Apenas 5.867 pessoas pagaram para assistir à partida.

* A média de gols das partidas entre Flamengo e Ponte Preta em Brasileiros é de 1,8 gols/jogo. Foram marcados somente 32 gols em 17 partidas e apenas em sete oportunidades as duas equipes conseguiram marcar gols no mesmo jogo.

header último confronto v2

Ponte Preta e Flamengo não saíram do empate na última vez em que se enfrentaram. No dia 6 de junho, pela terceira rodada do Brasileirão deste ano, Vagner Love garantiu a igualdade por 2 a 2, no Moisés Lucarelli, ao marcar para o Fla já nos acréscimos. A Ponte chegou a ficar duas vezes em vantagem. René Júnior e João Paulo fizeram os gols da equipe paulista. Renato marcou o primeiro do Rubro-Negro. Com o resultado, os dois times seguiram sem vencer até então na competição. O confronto teve público pagante de 5.365 torcedores.

Globoesporte.com

Com pênalti polêmico, Vasco vence Ponte Preta e reassume a liderança

Trinta minutos do segundo tempo. O estreante William Matheus cai na área, o árbitro Fabrício Neves Correa marca um pênalti polêmico, e muda o jogo e o campeonato. Em uma partida dominada pela Ponte Preta, que teve 13 finalizações contra cinco do Vasco, o time carioca conseguiu uma apertada vitória, de virada, por 3 a 2, e reassumiu a liderança do Brasileirão para a festa da torcida em São Januário. O jogo, válido pela sétima rodada, teve público pagante de 7.547 torcedores (11.082 presentes).

Com o resultado deste sábado, o Vasco recuperou o primeiro lugar da tabela, com 16 pontos. O time volta a campo no próximo domingo, dia 8, contra o Figueirense, em Florianópolis. A Ponte, que se manteve na décima posição, com nove, encara o Palmeiras, também no domingo, em Campinas.

– Senti um toque. Para mim foi pênalti – disse William Matheus.

Na Ponte, o técnico Gilson Kleina preferiu elogiar a equipe.

– O time teve uma postura espetacular. Soube neutralizar os pontos fortes do Vasco, jogou com dinâmica, teve a transição com velocidade, mas se tivéssemos um pouco de capricho, poderíamos ter ampliado, mas isso não aconteceu, merecimento do Vasco, que foi eficiente.

Falhas na marcação do Vasco pontuam o primeiro tempo

Jogadas de velocidade contra falhas na marcação. O primeiro tempo foi um duelo entre o ataque da Ponte e a defesa do Vasco. Sem Romulo, negociado com o Spartak de Moscou, na cobertura, o Vasco abriu uma avenida pela esquerda para Nikão e Roger passarem. E eles passaram.

A Ponte só foi parada com falta. Na primeira oportunidade de gol, Renato Silva derrubou Roger. Nikão cobrou, Prass espalmou, e a bola foi no travessão. No rebote, Roger chutou, mas Dedé apareceu na frente para fazer a torcida vascaína suspirar.

Quatro minutos depois, a Macaca chegou. Após cobrança de lateral, João Paulo Silva fez lindo lançamento, e Roger recebeu nas costas de Felipe para chutar no canto direito de Prass e marcar o primeiro gol do jogo aos 16.

Se a defesa cruz-maltina estava perdida em campo, o meio também não criava. O técnico Cristóvão Borges optou por barrar Diego Souza e entrar em campo com Carlos Alberto. Fellipe Bastos foi a escolha para a vaga deixada por Romulo. Mas nem marcação, nem criação estavam dando certo.

roger ponte preta gol vasco (Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)Roger marca dois gols para a Ponte Preta
(Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo)

Em 20 minutos, o Vasco não tinha finalizado, contra quatro chutes do adversário. Mas na primeira vez que chegou, o time da Colina marcou. Felipe cruzou pela esquerda, Eder Luis furou de cabeça, e Alecsandro cabeceou na sobra para anotar seu quinto gol no Brasileiro e chegar à artilharia isolada.

O gol deu um gás a mais para o Vasco. A torcida se levantou quando Dedé subiu ao ataque e deu um corta-luz para jogada de Eder Luis. Mas as falhas na marcação continuaram.

A Ponte ainda estava melhor, e com contra-ataques velozes chegou à frente do placar. Novamente com Roger. Nikão deu passe para Renê Junior, que tocou para o camisa 9. Renato Silva tentou marcar o centroavante, mas o chute no canto esquerdo entrou por pouco, sem chance de defesa para Prass, aos 26.

Com duas jogadas de gol pela esquerda, Cristóvão mandou Fellipe Bastos ficar na lateral e liberou Felipe para o meio. A mudança melhorou o time. Eder Luis fez tabela com Felipe e chutou pelo meio das pernas de Edson Bastos para balançar as redes. O lance, porém, foi anulado devido ao impedimento do atacante.

O bom primeiro tempo ainda teve uma bola na trave de Nikão, que passou pela marcação de Fagner e Juninho na direita. Na saída para o intervalo, vaias da torcida vascaína em São Januário.

Lucas fura e dá presente para Eder Luis

eder luis vasco ponte preta (Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)Eder Luis recebe presente de Lucas
(Foto: Marcelo Sadio / Site Oficial do Vasco)

O Vasco ganhou um presente logo no início do segundo tempo. Lucas, que havia entrado no lugar de Cicinho, com uma torção no joelho, furou após o cruzamento de Alecsandro, e Eder Luis mandou a bola para as redes, empatando o jogo em 2 a 2, aos três.

Após o gol, a torcida vascaína pediu Diego Souza. Cristóvão mandou todos os jogadores do banco para o aquecimento. Enquanto isso, no campo, João Paulo Silva cruzou pela esquerda, e Nikão chutou por cima do gol. Foi o último lance dele no jogo, substituído por Caio. Na sequência, Roger perdeu um gol de frente para as redes.

Diego Souza entrou na vaga de Eder Luis. Mas a Ponte continuou melhor. Prass até respirou fundo depois de impedir uma jogada de Caio, mas errar ao repor a bola nos pés de João Paulo Silva, que chutou para longe, com o goleiro fora das traves.

Pênalti polêmico muda o jogo

Carlos Alberto pediu para sair e foi atendido. William Matheus entrou em seu lugar. Sete minutos depois de entrar em campo, o jogador fez tabela com Diego Souza e caiu na área, alegando empurrão de Lucas. O árbitro marcou o pênalti e deu cartão amarelo para o volante da Ponte. Diego Souza fez o terceiro gol e levantou a torcida no estádio. Logo depois, William Matheus passou mal e chegou ter ânsia de vômito em campo.

A Ponte ainda teve mais uma chance de empatar, com uma falha de Prass, deixando rebote para Roger. O centroavante furou e perdeu o gol e o ponto que daria duas posições na tabela.

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Ponte Preta ganha primeira e mantém Corinthians na lanterna do Brasileiro

A Ponte Preta conquistou neste domingo sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro. E a vítima foi justamente o Corinthians, que havia sido eliminado pelo time do técnico Gilson Kleina nas quartas de final do último Paulistão. O gol de André Luiz no primeiro tempo assegurou o triunfo, por 1 a 0, no estádio Moisés Lucarelli, em Campinas. O time da capital atuou com os reservas.

Com essa vitória, a Macaca chegou a seis pontos, se afastou da zona de rebaixamento e saltou para a 13ª posição. Já o Corinthians, totalmente focado na Libertadores da América, amarga a lanterna da competição nacional, com apenas um ponto em cinco rodadas.

Pelo Campeonato Brasileiro, o Corinthians volta a campo no próximo domingo, às 16h, contra o Palmeiras, no estádio do Pacaembu. Antes disso, porém, no mesmo local, o Timão recebe o Santos, na quarta-feira, pela segunda partida da semifinal da Libertadores da América. O time de Tite venceu o primeiro jogo por 1 a 0, na Vila Belmiro, e agora joga por um empate.

Já eliminada da Copa do Brasil, a Ponte Preta descansa durante a semana. No domingo, às 18h30m, encara o Botafogo. O duelo está marcado para o Engenhão, no Rio.

Douglas, Ponte Preta x Corinthians (Foto: Celio Messias / Agência Estado)Douglas, do Corinthians, recebe a marcação de dois adversários (Foto: Celio Messias / Agência Estado)

Macaca domina Timão

Adversários nas quartas de final do Campeonato Paulista, Ponte Preta e Corinthians se reencontraram em situação bem diferente. Pelo menos no Brasileirão. Com três empates e uma derrota nas quatro primeiras rodadas, a Macaca recebeu um Timão fragilizado na competição, com um empate e três derrotas.

Com a cabeça nas semifinais da Libertadores da América, o Corinthians tem usado time reserva no campeonato nacional. Mas não tem se encontrado. Melhor para a Ponte Preta, que ousou mais no primeiro tempo e foi para cima do rival da capital. Chegou com perigo em pelo menos quatro oportunidades. E como recompensa, abriu o placar.

No entanto, demorou para que a superioridade da Macaca na etapa inicial se transformasse em gol. Antes tarde do que nunca, porém. Aos 41 minutos, Cicinho fez boa jogada pela direita e cruzou. Roger desviou, e André Luiz completou de cabeça, sem chance para Julio Cesar, que voltava a ser titular após 55 dias.

– O jogo está difícil, mas a vantagem está de bom tamanho. Agora é voltar concentrado para mantê-la. Hoje é dia de vencer – declarou o atacante Roger, ainda no intervalo

Atual campeão brasileiro, o Corinthians não conseguia criar chances. Um time amarrado, sem criatividade, só chegou em duas oportunidades. Uma com Willian, e outra com Elton, sem muito perigo. Desentrosado, o Timão dependia de alguns lampejos do meia Douglas, mas estava complicado para o armador se encontrar em campo.

– Está difícil – resumiu o meia, na saída para o intervalo.

Vantagem mantida

Mesmo depois de um primeiro tempo ruim e em desvantagem no placar, o Corinthians voltou para a etapa final com a mesma formação. Mas Tite não resistiu por muito tempo. Antes mesmo de dez minutos, o comandante efetuou a primeira alteração no Timão: Romarinho entrou no lugar de Willian.

Porém, nada mudou. A Ponte Preta seguia melhor em campo, apesar de o Corinthians mostrar mais ímpeto ofensivo. O time de Campinas só não ampliou aos 13 minutos, porque Roger, sozinho na grande área e sem marcação, pegou mal na bola e mandou por cima do gol de Julio Cesar.

Sem conseguir chegar com perigo ao gol da Macaca, Tite colocou o time ainda mais à frente. Sacou Ramírez e mandou a campo o atacante Adilson. Para quem já estava na lanterna da competição, arriscar não era loucura. Era obrigação. Mas a Ponte, além de marcar bem, contava com a falta de organização do adversário.

A última alteração de Tite na partida também foi no ataque. Aos 24 minutos, o treinador do Corinthians colocou Liedson no lugar de Elton. Com três atacantes, em campo faltava ao Timão qualidade na armação. Douglas, apagado e pouco inspirado, só tentava com bolas alçadas na área.

Empurrada por sua torcida, a Ponte Preta não se intimidou com o início de pressão do adversário e respondeu com contra-ataque. Faltou, no entanto, melhor pontaria. De qualquer maneira, a equipe do técnico Gilson Kleina conseguiu manter a vantagem e conquistar sua primeira vitória no Campeonato Brasileiro.

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Nos acréscimos, Love salva o Fla de derrota para a Ponte Preta: 2 a 2

Vencer ainda não é um verbo que Flamengo e Ponte Preta podem conjugar no Campeonato Brasileiro. O Rubro-Negro vive momentos de crise de resultados, de identidade e futuro de incertezas. Sem conquistar uma vitória desde o dia 15 de abril, quando venceu o Americano por 3 a 1 pelo Carioca, a equipe de Joel Santana continua mal, não evolui. Na noite desta quarta-feira, a Macaca foi melhor a maior parte do tempo, vencia por 2 a 1 até os 48 minutos da etapa final, mas não soube segurar o placar. Vagner Love, praticamente no último lance do confronto do estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, decretou o empate por 2 a 2, pela terceira rodada.

Mais do que a discussão em torno de Ronaldinho Gaúcho, que deixou o clube e foi parar no Atlético-MG, o Flamengo e Joel Santana estão no foco dos questionamentos. Com o empate, a equipe carioca ocupa a 11ª colocação, com três pontos. Em três jogos, foram três empates. A Ponte está em 14º, com dois, e também corre atrás do primeiro triunfo.

A pressão sobre Joel só tende a aumentar. Depois das eliminações na Libertadores e Carioca, e de ter ficado um mês sem jogar, além de mais uma pausa de dez dias, o treinador não conseguiu dar um padrão tático ao time.

Na próxima rodada, o Flamengo recebe o Coritiba, no Engenhão, no sábado. A partida será às 18h30m. No domingo, a Ponte Preta visita o Figueirense, no Orlando Scarpelli, às 18h30m.

Nivelados por baixo

No primeiro jogo sem Ronaldinho Gaúcho, a torcida rubro-negra presente ao Moisés Lucarelli demonstrou que a ferida ainda está aberta e, antes de a bola rolar, hostilizou o jogador com os gritos de “Ronaldinho, vai se f…, o Flamengo não precisa de você”. Mas, com o início da partida, ficou claro que o problema do time vai muito além do ex-camisa 10. A chuva em Campinas deixou o gramado com poças d´água. E o jogo começou embolado no meio-campo, com o Rubro-Negro tendo dificuldade para trocar passes.

Bem postada, a zaga da Ponte vigiava Deivid e Vagner Love de perto. E na primeira vez que foi ao ataque, o time paulista fez 1 a 0, aos 15 minutos, em lance marcado por erros grosseiros do Rubro-Negro. O goleiro Edson Bastos fez um lançamento com os pés. No meio-campo, Léo Moura tentou um chute, mas acabou jogando para trás. A bola parou nos pés de Roger, que se embolou com Welinton na área. A jogada seguiu, a bola sobrou no meio da área, Magal furou e deu um presente para Renê Junior, que colocou no fundo da rede. O gol animou o time da casa, que quase ampliou em chute de André Luis. Paulo Victor, mantido como titular mesmo com a volta de Felipe, salvou com os pés.

renato abreu flamengo x ponte preta (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)Renato fez o gol rubro-negro no primeiro tempo, mas não jogou bem (Foto: Alexandre Vidal/Fla Imagem)

O Flamengo não conseguia se encontrar em campo, sentia a falta de um homem de criação e não conseguia articular as jogadas. Kleberson e Ibson pouco acrescentavam. Magal e Léo Moura erravam tudo que tentavam. Sob chuva fina, Joel Santana, postado à beira do campo e de capuz na cabeça, pouco orientava o time.

Quando conseguiu chegar à área adversária, Kleberson bateu fraco, e Edson Bastos não teve problemas para fazer a defesa. Pouco depois, um reflexo do desespero por uma bola que fosse: Love saiu da área, foi ao meio-campo buscar jogo, conseguiu roubá-la e partiu com ela dominada até ser derrubado por Tiago Alves. Sem Ronaldinho, que dominava as cobranças, Renato cobrou, a bola desviou na barreira e entrou: 1 a 1.

O Flamengo teve um gol de Léo Moura acertadamente anulado, a Ponte rondou a área rubro-negra até o intervalo, mas os times erravam muitos passes. Nivelados por baixo, ambos  pecavam pela pouca inspiração.

Macaca domina, retoma vantagem, mas Fla empata no fim

Joel voltou para o segundo tempo com Wellington Silva na vaga de Léo Moura, que reclamou de cansaço muscular. E o Rubro-Negro levou um duro golpe, logo aos cinco minutos. Nikão cobrou falta, Paulo Victor afastou de soco e, no rebote, João Paulo emendou de perna direita: 2 a 1. A bola desviou de leve na cabeça de Marllon.

O Flamengo se resumia aos chutes de longe de Renato. Foram três em sequência, sendo dois deles com perigo para Edson Bastos. Deivid, que mal tocou na bola, foi notado apenas quando recebeu cartão amarelo por reclamação.

A Ponte seguiu com domínio, chegando com perigo ao gol rubro-negro. Aos 20, Joel colocou Bottinelli na vaga de Kleberson, muito apagado, numa tentativa de conseguir um sopro de criatividade. O argentino não conseguiu. De forma desordenada, a equipe tentava se lançar ao ataque, procurou usar as laterais, mas foi infeliz. As poucas chances só apareceram na bola parada, mas sem sucesso. Só Love tentava se salvar.

Aos 28 minutos, Joel queimou a última substituição ao colocar Negueba no lugar de Deivid, substituição que não surtiu efeito. A Ponte seguiu com domínio das ações e teve chances de ampliar. Nikão arriscou de longe, e Paulo Victor pegou.

Os cinco últimos minutos foram de pressão do Flamengo. Deu certo. Aos 48, Negueba cruzou para a área pelo lado esquerdo, e Vagner Love, sempre ele, subiu para empatar: 2 a 2. Terceiro gol do Artilheiro do Amor no campeonato. O atacante Roger, da Ponte, acabou expulso por reclamação. À beira do campo, Joel Santana pedia desesperadamente o fim do jogo. Retrato do momento rubro-negro. Os jogadores da Macaca deixaram o campo furiosos com a arbitragem. Reclamavam da marcação do escanteio que originou o gol de empate.

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