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MP pressiona prefeitos por fim dos lixões na PB; gestores podem ser presos

Um problema que se arrasta desde o século passado e que ainda segue sem uma saída na maioria das cidades paraibanas – a existência dos lixões – pode estar com os dias contados após a intervenção do Ministério Público do Estado (MPPB). Desde o ano passado, o órgão tem celebrado acordos para cobrar uma solução efetiva, sob pena de acionar criminalmente os gestores na Justiça.

Para se ter uma ideia do tamanho da gravidade, dos 223 municípios apenas 13 possuem aterro sanitário. Outros 19 recorrem a cidades parceiras para dar destino aos resíduos sólidos produzidos pela população local.

De acordo com o promotor Eduardo Torres, coordenador da Comissão de Combate a Crimes de Responsabilidade e Improbidade Administrativa (CECRIMP), há muito tempo o Ministério Público vinha tentando solucionar o problema, mas sem êxito. Ele lembrou que os prefeitos pareciam ignorar ações judiciais cujas sentenças já tinham transitado em julgado.

“Antes, nós acionávamos o município, e dessa forma entrava prefeito, saía prefeito, e a coisa não se resolvia. A partir de agora, com as ações criminais contra os prefeitos estamos tendo uma resposta positiva”, afirmou.

Eduardo Torres explicou que o MPPB tem procurado os gestores para firmar um acordo de não persecução penal, que significa que o gestor não será acionado na Justiça, caso resolva a situação no prazo de até um ano. Segundo o promotor, para colocar o plano em prática, o estado foi dividido sem seis regiões, das quais duas já foram alvo dos acordos.

Gestor pode até ser preso se não cumprir acordo

Eduardo Torres acredita que em até um ano gestores de todo o estado já terão sido contactados para a celebração dos acordos. Torres ressaltou que se o gestor não cumprir o que foi pactuado, o acordo é desfeito e o prefeito responsabilizado criminalmente. “Dependendo do caso, o prefeito pode ficar impedido de disputar as eleições e até ser preso”, comentou.

Saída legal

O promotor ressaltou que o Ministério Público não determina como o problema deve ser resolvido pelo município, que pode lançar da construção de aterros sanitários, consórcios municipais ou outra alternativa prevista em lei.

MPPB conscientiza a população

Eduardo Torres também disse que o Ministério Público também atua auxiliando o município com uma espécie de consultoria para conscientizar a população. Segundo ele, caso o gestor tenha interesse equipes dão esse suporte, explicando, por exemplo, a melhor maneira de separar o lixo produzido por cada cidadão.

Famup busca parceria com o Governo

O presidente da Federação de Assistência aos Municípios (Famup), George Coelho, disse que a entidade tem buscado parcerias junto ao Governo do Estado para ajudar os gestores a por fim aos lixões. Ele lembrou que a principal dificuldade encontrada pelos prefeitos é orçamentária, principalmente por conta das sucessivas quedas nos repasses destinados aos municípios. “Estamos buscando alternativas para resolver a situação, solicitando do Governo do Estado que no próximo pacto com os municípios, por exemplo, destine ações e recursos para essa questão dos resíduos sólidos”, destacou.

George Coelho é prefeito de Sobrado, a 42 quilômetros de João Pessoa. Lá, ele disse que o município integra, ao lado de outras 15 cidades, o Consórcio Intermunicipal de Gestão Pública Integrada nos Municípios do Baixo Rio Paraíba (Cogiva).

O prefeito contou que o lixo produzido pelos municípios integrantes do Cogiva será todo reciclado e o rejeito incinerado para a fabricação de produtos cerâmicos.

Problemas ao meio ambiente

O descarte inadequado dos resíduos sólidos provoca uma série de problemas, principalmente à saúde pública e também ao meio ambiente. Um deles é a contaminação do solo e dos rios. A proliferação de insetos e animais transmissores de doenças também é uma realidade nas áreas próximas aos lixões.

O que diz a lei

A prática do descarte do lixo a céu aberto vem sendo proibida desde a década de 1950, mas a eficácia esperada. Naquela época, o governo determinou que o destino final do lixo não poderia trazer inconveniente à saúde e ao bem-estar da população.

O tempo foi passando e as soluções não acompanhavam o ritmo dos problemas provocados pelo descarte inadequado dos resíduos sólidos. No início da década de 1980, a legislação começou a responsabilizar os poluidores, mas de uma forma ainda tímida.

Em 2010, foi criada a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que estabeleceu o prazo de quatro anos para que as prefeituras acabassem de uma vez com os lixões nas cidades.

O prazo acabou e foi mais uma vez prorrogado. Em julho de 2015, os senadores aprovaram o Projeto de Lei 425/2014 prorrogando para 2021 o fim dos lixões.

 

 

portalcorreio

 

 

Flamengo pressiona mas empata sem gols com o Volta Redonda

O Flamengo recebeu o Volta Redonda neste sábado à noite no Maracanã e não conseguiu sair de um empate sem gols. A partida foi válida pela quarta rodada da Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca.

O empate do Rubro-Negro, o segundo seguido na Taça Rio, custou a liderança do Grupo C, que agora é do Bangu, que venceu a Portuguesa na sexta-feira. Com 8 pontos, o Fla é o vice-líder, e ainda pode perder a posição na rodada, já que a Cabofriense joga neste domingo.

Uribe, do Flamengo lamenta chance perdida durante partida contra o Volta Redonda no estádio do Maracanã
Uribe, do Flamengo lamenta chance perdida durante partida contra o Volta Redonda no estádio do Maracanã

Foto: Thiago Ribeiro / Agif / Estadão

O Volta Redonda se mantém na segunda posição do Grupo B com 7 pontos, mas também tem sua posição ameaçada. O Vasco, que encara a Cabofriente neste domingo, tem 5 pontos e pode chegar a 8.

Na próxima rodada, o Fla encara o Madureira na terça-feira, novamente no Maracanã. O Voltaço visita a Cabofriense.

O JOGO

O Flamengo entrou em campo com uma equipe inteiramente reserva. Com os titulares poupados após a vitória sobre a LDU na última quarta-feira pela Libertadores, e com algumas baixas entre os reservas por lesão, como os atacantes Vitinho e Berrío e o zagueiro Rhodolfo, Abel Braga lançou mão de vários jogadores jovens oriundos da base do clube.

Mesmo diante de um Flamengo desfalcado e com uma escalação inédita, o Volta Redonda não arriscou e adotou uma postura cautelosa desde o início do jogo. Até a parada técnica, a equipe do Sul-Fluminense ainda se arriscou em alguns contra-ataques, mas na segunda metade do primeiro tempo, só deu Mengão em campo. Os erros de finalização, entretanto, foram muitos, e as duas equipes foram para o intervalo sem mexer no placar.

A primeira boa chegada do Fla foi aos seis minutos. Arrascaeta dominou na direita e enfiou na área para Ronaldo, que entrava em velocidade. O volante foi ao fundo e cruzou para o meio. Uribe tentou a finalização mas a zaga chegou junto e a bola não chegou ao gol.

Aos 13, Trauco tentou jogada na linha de fundo mas perdeu a bola. A zaga tentou afastar e a bola bateu no lateral rubro-negro e voltou para o meio da área. Após bate rebate, ela sobra para Vítor Gabriel entre a pequena área e a marca do pênalti, mas o atacante fura e perde grande chance.

O Voltaço tentou responder aos 18 com um cruzamento da esquerda que Marcelo aproveitou de cabeça. A bola, porém, saiu a esquerda do gol de Gabriel Batista.

No minuto seguinte, o gol quase saiu. Arrascaeta recebeu na intermediária e lançou Uribe pela direita. O atacante entrou na área e rolou para o meio na saída do goleiro. A bola cruzou a pequena área mas Vítor Gabriel não alcançou.

Aos 32, Trauco dominou no bico da área e tocou por cobertura para o meio da área. Vítor Gabriel tentou desviar de primeira e Douglas Borges defendeu. No rebote pela direita, Lucas Silva encheu o pé mas a bola foi na rede pelo lado de fora.

O Flamengo continuava em cima, pressionando pelo primeiro gol. Aos 37, bola alçada na área, o goleiro rebate e Arrascaeta emenda de voleio, e manda à esquerda do gol.

As duas equipes retornaram sem alterações para o segundo tempo. O Rubro-Negro, entretanto, reduziu o ritmo e os primeiros quinze minutos foram ‘sonolentos.’ Mas então, Vítor Gabriel sofreu falta próximo à área pela direita e Trauco cobrou no ângulo, obrigando Douglas Borges a fazer grande defesa.

O lance, e a entrada do meia Diego no lugar de Lucas Silva acenderam o Flamengo. Em seu primeiro lance, o 10 do Flamengo deu belo passe para Uribe, mas o atacante demorou e não concluiu para o gol.

O Voltaço ameaçou aos 25. Bola cruzada na área, a zaga rebate e Marcelo, da entrada da área, acerta chute e Gabriel Batista espalmou.

A pressão rubro-negra aumentou após os 30 minutos. Com o Volta Redonda inteiro em seu campo, o jogo virou um ataque contra defesa.

Aos 32, foi a vez de Ronaldo tentar de fora da área. Com um chute forte, o volante mandou uma bola perigosa sobre o gol do Volta Redonda.

No minuto seguinte, Uribe cabeceou e acertou o travessão após cruzamento de Arrascaeta. Na sequência, o Uruguaio tentou o chute colocado, mas Douglas Borges, a essa altura o melhor em campo, salvou o Volta Redonda mais uma vez.

O lance mais polêmico do jogo aconteceu aos 46 minutos. O goleiro Douglas Borges bateu roupa num chute de longe de Diego e o zagueiro Hugo Moura apareceu livre para tocar para a rede. A assistente errou e assinalou o impedimento e o árbitro anulou o gol legal.

FICHA TÉCNICA

FLAMENGO 0 X 0 VOLTA REDONDA

Local: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)

Data: 16 de março de 2019 (Sábado)

Horário: 19h(de Brasília)

Árbitro: Pathrice Wallace Correa Maia (RJ)

Assistentes: Rachel de Mattos Ribeiro (RJ) e Fabiana Nóbrega Pinto (RJ)

Cartões Amarelos: Hugo Moura (Fla); Gelson (VRE)

Renda: R$ 607.564,00

Público: 26.603 (25.342 pagantes)

FLAMENGO: Gabriel Batista, Rodinei, Thuller, Hugo Moura e Trauco; Piris da Motta, Ronaldo (Renê) e De Arrascaeta, Lucas Silva (Diego), Uribe e Vítor Gabriel (Kleber)

Técnico: Abel Braga

VOLTA REDONDA: Douglas Borges, Luis Gustavo, Allan, Heitor e Luiz Paulo; Bruno Barra, Bileu (Gelson), Marcelo e Douglas Lima (Alyson); João Carlos e Wandinho (Fernandinho)

Técnico: Toninho Andrade

 

 

Gazeta Esportiva

 

 

Governo pressiona contra projeto que proíbe cobrar bagagem aérea, diz senador

Woman carries your luggage at the airport terminalA um mês do início da cobrança de bagagens no transporte aéreo, o projeto que pode suspender a determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) ainda não foi votado pela Câmara dos Deputados.

De acordo com o senador Humberto Costa (PT-PE), autor da proposta que já foi aprovada no Senado, os deputados estão sofrendo pressão de membros do governo para não votar a matéria.

De acordo com a Resolução 400 da Anac, as empresas aéreas vão poder cobrar pela bagagem despachada de quem comprar bilhetes de viagem a partir de 14 de março. Na tentativa de impedir a cobrança, os senadores aprovaram um projeto em dezembro do ano passado. Para entrar em vigor, entretanto, é preciso que o projeto seja aprovado também pela Câmara.

De acordo com Costa, o projeto ainda não caminhou na Câmara devido à ação de integrantes do governo e lobistas do setor de empresas aéreas. Não há previsão para que a proposta entre na pauta da Casa.

Estadão

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Passagem de avião fica mais cara e pressiona a inflação

aviãoO Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) apresentou variação de 0,34%, na primeira prévia de setembro, o que indica aceleração de 0,02 ponto percentual, em relação à última pesquisa (0,32%). O levantamento é feito pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), no Recife, Rio de Janeiro, em Salvador, São Paulo, Belo Horizonte, Brasília e Porto Alegre.

Em três dos oito grupos pesquisados houve aumento no ritmo de correção e o maior impacto sobre a inflação foi constatado em educação, leitura e recreação (de 0,50% para 0,92%). Essa alta foi provocada, principalmente, pelo avanço de preço da passagem aérea (de -3,39% para 4,20%).

Em alimentação, a taxa subiu de 0,69% para 0,76% com destaque para as frutas (de 5,61% para 8,45%) e no grupo habitação (de 0,10% para 0,11%). Neste último grupo, o motivo foi a conta de luz com um recuo menos expressivo do que na apuração passada (de -1,14% para -0,63%).

Já em transportes, o índice desacelerou passando de 0,11% para 0,01%, efeito da redução observada no preço da gasolina (de -0,64% para -0,98%). Em saúde e cuidados pessoais, ocorreu alta com taxa inferior à registrada no último levantamento (de 0,50% para 0,44%). O mesmo ocorreu em relação ao grupo comunicação (de 0,16% para 0,01%) .

Já em vestuário foi verificada queda mais intensa (de -0,12% para -0,17%), movimento também constatado em despesas diversas (-0,08% para -0,10%).

Os itens que mais influenciaram o avanço do IPC-S foram: mamão papaya (37,99%); show musical (8,25%); refeições em bares e restaurantes (0,64%); plano e seguro de saúde (1,05%) e tomate (13,87%). Em compensação, os itens que ajudaram a diminuir o impacto foram: batata-inglesa (-15,47%); gasolina (-0,98%); tarifa de eletricidade residencial (-0,63%); alface (-11,36) e cebola (-20,71%).

Agência Brasil

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Inter pressiona, perde pênalti no final e busca empate contra o São Paulo

interA fase do Internacional parecia não dar sinais de melhora. No Beira-Rio, os colorados conseguiram ir buscar um empate diante do São Paulo, depois de sofrerem gol de pênalti e lutarem contra uma retranca são-paulina. O Inter finalizou 25 vezes, contra apenas quatro dos paulistas – bem postada, a defesa são-paulina contou com boa atuação de Denis. Os gaúchos tiveram chance de virar o jogo quando também tiveram pênalti a seu favor. Batida por Valdivia aos 45 da segunda etapa, a bola foi para fora.

O empate marca a 13ª partida consecutiva sem vitória, o maior jejum da história do Internacional. É também a segunda partida sobre o comando de Celso Roth, terceiro comandante no Brasileirão, e que estreou perdendo para a Chapecoense. Com 23 pontos, o clube gaúcho corre risco de terminar a rodada na zona do rebaixamento.

Quem foi bem: Denis, São Paulo
O goleiro São Paulo apareceu em lances cruciais, com três grandes defesas consecutivas: Ariel bateu forte, de dentro da área, o goleiro espalmou; na sequência, cruzamento da esquerda, Paulão ficou cara a cara, outra defesa de Denis. Novo cruzamento e Eduardo Sasha mergulhou de cabeça, mas o são-paulino ainda apareceu outra vez. Boa atuação que evitou a vitória do Internacional.

Quem foi mal: Eduardo Sasha (Inter) e Buffarini (São Paulo)
O Inter teve mais posse de bola e finalizou mais de 20 vezes ao gol são-paulino, sem sucesso. Parte disso se deve à fraca atuação de seu ataque. Nico López pouco fez durante a primeira etapa, e foi sacado no intervalo. Eduardo Sasha tentou e se movimentou, mas desperdiçou chances importantes, e também acabou substituído. O São Paulo, por sua vez, quase levou a virada no final, em dois lances com participação direta de Buffarini: no primeiro, não saiu do chão e viu a bola passar para o gol de Ernando. No segundo, fez pênalti em Eduardo, mas, para sua sorte, Valdivia desperdiçou.

Sob nova direção
Tanto São Paulo como Internacional vivem momentos de começo de trabalho com novos treinadores. Os paulistas tiveram a estreia de Ricardo Gomes, mas o time ainda mostra muito do DNA de Edgardo Bauza: postura forte na defesa, ataque tímido, mas aproveitando as poucas oportunidades que cria – faltou entretanto, volume de jogo e iniciativa. Celso Roth fez sua segunda partida pelo Inter: seu time buscou o ataque, teve a bola, mas desperdiçou dezenas de finalizações – poderia ter vencido.

Estreantes melhoram o Inter. Mas não o suficiente
Dois estreantes em campo melhoraram o rendimento do Internacional. Ceará, pela direita, conseguiu vitória pessoal e bons cruzamentos. Foi com ele a principal jogada ensaiada do Colorado: a cobrança de lateral na área. Assim, ao menos cinco lances tentaram levar perigo ao gol de Dênis. Eduardo Henrique, por sua vez, errou alguns passes, mas teve rendimento melhor do que Fernando Bob no meio-campo do time vermelho.

São Paulo “desdentado”, Inter não aproveita
O ataque do São Paulo começou a partida totalmente ineficiente: a bola não parava no pé dos homens de frente, e nenhuma jogada trabalhada aparecia. O time comandado por Ricardo Gomes só foi finalizar pela primeira vez aos 31 minutos – até então, o Inter já havia chutado sete bolas, mas sem precisão. A melhor chance foi aos 15 minutos, e terminou na boa defesa de Dênis.

Vacilo deu a vantagem aos visitantes
Se o Internacional era melhor, a primeira descida na área colorada rendeu frutos ao São Paulo: dentro da área, Paulão deslizou no carrinho e derrubou Hudson – Cueva bateu e colocou os paulistas na frente. Depois do gol, nos minutos finais da primeira etapa, o Inter tentou retomar o controle do jogo, e teve uma chance com Valdivia e Paulão, em bate-rebate, mas a bola foi para fora.

Metralhadora colorada, milagres são paulinos
A volta para o segundo tempo teve uma sequência de grandes oportunidades para o Internacional, em lances consecutivos: Ariel, de pé esquerdo; Paulão, de pé direito; Sasha de cabeça. As finalizações, todas de dentro da área, pararam em Denis, que fez grandes defesas. O quarto chute desviou em Lyanco, e ainda bateu na trave antes de sair.

Empate e quase virada
No finalzinho, a pressão colorada deu resultado: Ernando empatou aos 39 minutos. Aos 45, Buffarini cometeu pênalti e deu ao Inter a chance de ouro de sair com a virada e os três pontos: Valdivia correu para a cobrança e bateu forte, mas para fora. Final eletrizante, 1 a 1 no placar.

FICHA TÉCNICA
INTERNACIONAL x SÃO PAULO

Local: Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Data: 21 de agosto de 2016 (domingo)
Horário: 16h (de Brasília)
Árbitro: Gilberto Rodrigues Junior (Fifa-PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite (ambos de PE)
Gols: Cueva, 36’/1º (0-1); Ernando, 39’º/2ºT (1-1)

INTERNACIONAL: Danilo Fernandes; Ceará (Andrigo), Paulão, Ernando e Artur; Fabinho, Eduardo Henrique, Seijas e Valdívia; Eduardo Sasha (Willian) e Nico López (Ariel).
Técnico: Celso Roth.

SÃO PAULO: Denis; Buffarini, Maicon, Lyanco e Mena; João Schmidt; Kelvin (Wesley), Hudson (Carlinhos), Michel Bastos (Gilberto) e Cueva; Chavez
Técnico: Ricardo Gomes.

Uol

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Atlético-MG sofre, mas se recupera em duelo direto com o Atlético-PR e pressiona líderes

© Vinnicius Silva/Raw Image/Gazeta Press
© Vinnicius Silva/Raw Image/Gazeta Press

Depois de perder por 3 a 0 para o Santos, o Atlético-MG se recuperou no Campeonato Brasileiro. Na manhã deste domingo, no Independência, a equipe mineira fez novo confronto direto, contra o xará paranaense, e levou a melhor com vitória por 1 a 0, com gol marcado por Robinho.

O resultado garante o Atlético-MG no G-4 e ainda pressiona os líderes da Série A, que ainda jogam nesta 21ª rodada. Os mineiros subiram para 38 pontos com a vitória, apenas um a menos que o Palmeiras, que encara a Ponte Preta às 16h, e dois acima do Santos, que enfrenta o Coritiba às 18h.

O primeiro e único gol do jogo foi marcado aos 39 minutos de partida. Carlos invadiu a área pela direita, colocou entre as pernas de Thiago Heleno, que o derrubou. O árbitro Braulio da Silva Machado marcou o pênalti, apesar da reclamação paranaense, e Robinho converteu, deslocando o goleiro Santos.

A arbitragem, por sinal, foi controversa. Antes do pênalti, o trio já havia errado ao anotar impedimento em lance que, com a jogada já parada, acabou em gol do Atlético-MG. Do outro lado, o Atlético-PR reclamou de duas supostas penalidades, em lances de bola na mão dentro da área mineira.

No intervalo, o técnico do Atlético-PR, Paulo Autuori, se mostrou bastante irritado com a atuação do trio de arbitragem e perdeu alguns minutos reclamando com Braulio no centro do gramado. Enquanto isso, era vaiado pela torcida alvinegra, que não tem boas recordações de sua passagem pela equipe.

Já na segunda etapa, se os visitantes tiveram alguma coisa para reclamar foram de sua ineficiência no ataque, com direito a boas chances perdidas logo nos dez minutos iniciais, com André Lima e Lucas Fernandes. Vale lembrar, que o Atlético-PR perdeu Walter, que retornou para o Goiás.

Na reta final do confronto, inclusive, os presente no Independência demonstraram certa insatisfação com o rendimento da equipe, pressionada pelos visitantes – Victor, por exemplo, precisou fazer ótima intervenção para evitar gol de cabeça de Thiago Heleno aos 37 minutos da segunda etapa.

Embora não tenha empolgado seu torcedor, o Atlético-MG comemora uma vitória importante mesmo desfalcado. Fred e Rafael Carioca estiveram suspensos, e Cazares, Marcos Rocha, Erazo, Luan e Júnior Urso estão no departamento médico – fora Douglas Santos e o reserva Uilson, na seleção olímpica.

Enquanto os mineiros sonham com a liderança, o Atlético-PR se distancia cada vez mais do G-4. Com três derrotas seguidas, após perder também para Flamengo e Palmeiras, o time estaciona nos 30 pontos e pode até perder o sétimo lugar, sendo ultrapassado por Ponte, Chapecoense ou Fluminense.

Pela 22ª rodada do Brasileiro, o Atlético-PR tenta se reabilitar na Arena da Baixada, contra o Botafogo, na próxima segunda-feira (29), enquanto o Atlético-MG enfrenta mais um concorrente direto pelas primeiras posições da tabela, contra o Grêmio, em Porto Alegre, domingo (28).

ESPN

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Corinthians afunda o Inter no Beira-Rio e pressiona o Palmeiras

Depois de dois empates seguidos dentro de casa, o Corinthians enfim voltou a vencer. Neste domingo, pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro, a equipe comandada por Cristóvão Borges não apresentou um futebol de encher os olhos dos torcedores, mas fez o necessário para aumentar a crise no Internacional e assumir provisoriamente a liderança da competição, pressionando o arquirrival Palmeiras. Elias, titular pela primeira vez após se recuperar de uma fratura na costela, garantiu o triunfo por 1 a 0 no Beira-Rio.

Com a vitória, o Corinthians assume a liderança provisória do Campeonato Brasileiro, já que soma 33 pontos, um a mais que o Palmeiras, mas que ainda entra em campo neste domingo para enfrentar o Botafogo, no Rio de Janeiro, às 18h30. Já o Internacional despenca para a 13ª posição, com apenas 21 pontos somados e, agora, com nove jogos sem saber o que é vencer na competição.

Quem foi bem: Elias, titular e decisivo

Ricardo Duarte/SC Internacional

Elias voltou ao time titular do Corinthians neste domingo

Depois de ficar afastado por mais de 40 dias após sofrer uma fratura na costela, Elias voltou ao time titular do Corinthians neste domingo. Recuperado há duas semanas da contusão, ele ficou no banco contra Figueirense e São Paulo para recuperar ritmo de jogo e voltou a ganhar uma chance na equipe inicial de Cristóvão Borges. Apesar de não demonstrar um bom volume de jogo, apareceu na hora decisiva, marcando o gol da equipe no primeiro tempo.

Quem foi mal: Ariel, desperdiçou bons ataques

Mais famoso pela presença de área do que por uma movimentação constante no ataque, Ariel pouco contribuiu para evitar um tropeço do Internacional neste domingo. Apesar da pouca criatividade do setor ofensivo colorado, o atacante argentino teve boas chances de gol, mas ou pecava no domínio, ou errava no tempo de finalização. O lance mais claro aconteceu no primeiro minuto da etapa final, quando ele aproveitou um vacilo de Balbuena, mas se enrolou e desperdiçou uma ótima chance na frente de Cássio.

Tensão, erros e pouca criatividade

Internacional e Corinthians demonstraram muita tensão nos primeiros 20 minutos de bola rolando. Com muitos erros de passe, o jogo ficava travado na marcação no meio de campo e pouco evoluía no setor ofensivo. Apesar do clube paulista ter mais posse de bola, foram os donos da casa que chegaram com perigo pela primeira vez. Ariel tentou dominar a bola dentro da grande área e a bola sobrou para Valdívia, que bateu para uma defesa estranha (de manchete) de Cássio. Já os visitantes tiveram uma oportunidade com André, que desperdiçou um ótimo cruzamento com um cabeceio sem direção.

Vacilo colorado e oportunismo alvinegro

Quando a etapa inicial parecia que terminaria empatada por 0 a 0, um simples lance de lateral, somado a uma desatenção da zaga do Internacional, resultou no gol corintiano. Uendel cobrou o lateral, Giovanni Augusto recebeu na área e deixou para Romero, que serviu Elias para abrir o placar no Beira-Rio. Com categoria, o camisa 7 bateu chapado no canto do goleiro, sem chance para Marcelo Lomba.

Inter melhora, mas não consegue empatar

Logo na volta do intervalo, Falcão promoveu as entradas de Sasha e do estreante Nico López, nos lugares de Vitinho e Valdívia, respectivamente. As alterações até que melhoraram o futebol apresentado pelo Internacional, que ficou mais com a bola e chegou com mais perigo ao gol defendido por Cássio. No entanto, a maioria delas terminava no pé de Ariel, que não teve uma tarde feliz e desperdiçou boas oportunidades.

Jejum de vitórias

O Internacional não sabe o que é vencer há nove rodadas, sendo dois empates (Coritiba e Ponte Preta) e sete derrotas (Figueirense, Botafogo, Flamengo, Grêmio, Santa Cruz, Palmeiras e Corinthians). O último triunfo aconteceu no longínquo 16 de junho, contra o Atlético-MG, então oitava rodada. Na época, os três pontos davam aos gaúchos a liderança da competição. Hoje, a equipe comandada por Falcão, que assumiu após a demissão de Argel, ocupa apenas a 13ª posição.

Agenda

Na próxima rodada, o Corinthians visita o Atlético-PR, quarta-feira (3), às 21h45 (de Brasília), na Arena da Baixada. Já o Internacional vai ao Independência enfrentar o Cruzeiro, quinta-feira, às 21h, pela penúltima rodada do primeiro turno da competição.

FICHA TÉCNICA

INTERNACIONAL 0 X 1 CORINTHIANS
Data: domingo, 31 de julho de 2016
Horário: 16h (de Brasília)
Local: Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre (RS)
Árbitro: Elmo Alves Resende Cunha (GO)
Assistentes: Bruno Raphael Pires e Leone Carvalho Rocha (ambos de GO)
Cartões amarelos: André e Yago (Corinthians); Ariel e Paulão (Inter)
Gol: Elias (Corinthians)
INTERNACIONAL: Marcelo Lomba; Ernando, Paulão, Leandro Almeida e Artur; Anselmo (Jair), Fabinho, Seijas e Valdívia (Nico López); Vitinho (Sasha) e Ariel
Técnico: Paulo Roberto Falcão
CORINTHIANS: Cássio; Fagner, Yago, Balbuena e Uendel; Bruno Henrique, Elias (Rodriguinho), Romero, Giovanni Augusto (Danilo) e Marquinhos Gabriel; André (Luciano)
Técnico: Cristóvão Borges
Uol

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Comida de bar e restaurante fica mais cara e pressiona inflação pelo IPC-S

restauranteNa primeira semana de outubro, o preço dos alimentos de bares e restaurantes subiu e pressionou a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S). O indicador acelerou para 0,51% – taxa 0,02 ponto percentual acima da registrada na última divulgação.

Das oito classes de despesa usadas no cálculo do índice, cinco mostraram variações maiores de uma semana para a outra. No caso dos alimentos, o avanço foi de 0,55% a 0,61%.

Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos vestuário (de 0,02% para 0,23%); comunicação (de 0,67% para 0,92%); despesas diversas (de 0,11% para 0,16%); e saúde e cuidados pessoais (de 0,50% para 0,52%).

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Na contramão, estão os comportamentos dos grupos educação, leitura e recreação (de 0,64% para 0,45%) e transportes (de 0,51% para 0,49%).

O grupo de gastos com habitação repetiu a taxa de variação registrada na última apuração, 0,48%.

Veja variações de preços de alguns itens:
Bares e restaurantes, de 0,70% para 0,85%
Passagem aérea (de 9,81% para 3,91%)
Seguro facultativo para veículo (de 2,29% para 0,60%)
Calçados (de -0,34% para 0,07%)
Tarifa de telefone residencial (de -0,78% para -0,09%)
Serviço religioso e funerário (de 0,02% para 0,21%)
Médico (de 1,93% para 2,07%)
Eletrodomésticos e equipamentos (de 0,12% para 0,27%)
Tarifa de eletricidade residencial (2,01% para 1,61%).

G1

Bahia pressiona o Flamengo e arranca empate nos acréscimos

flamengoOs poucos torcedores do Bahia que foram ao Moacyrzão, em Macaé, usaram um sucesso do carnaval para provocar: “Ah, é lepo, lepo”, cantavam nesta quarta-feira. O placar não diz muito sobre a euforia. Mas a circunstância com que o empate por 1 a 1 contra o Flamengo foi conquistado pode justificá-la. Apesar de ter pressionado boa parte do jogo com mais posse de bola e oito vezes mais finalizações que os rubro-negros (24 a 3), somente aos 46 minutos saiu o gol de falta de Anderson Talisca. Paulinho fez o do Fla, logo no início da partida.

Na saída de campo, o jogadores rubro-negros mostraram insatisfação com a arbitragem. A primeira reclamação foi com um pênalti não marcado em cima de Alecsandro. A segunda foi a falta sobre Henrique que resultou no empate – na cobrança, o zagueiro Titi ainda empurrou a barreira.

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– Não houve falta ali (no lance que rendeu gol ao Bahia). Infelizmente, foi um jogo complicado, o Flamengo lutou, mas não conseguimos. A fase está difícil, mas vamos tentar focar para tentar vencer – disse Everton.

Na segunda partida como técnico do Flamengo, Ney Franco vê o time perto da zona de rebaixamento, com cinco pontos, três a menos que o Bahia, que tem um jogo a mais por fazer. Dependendo dos resultados, o Rubro-Negro pode parar no Z-4 ao fim da sexta rodada do Campeonato Brasileiro. A postura da equipe contribuiu para a vitória não vir. Paulinho fez de cabeça após boa jogada de Everton, aos 10. Mas depois disso o que se viu foi um time recuado, sem muito padrão de jogo, perdido. Por isso as vaias da maioria dos 10.924 presentes (9.614 pagantes).

Com este panorama, a bola acabou, por consequência, mais tempo nos pés do Bahia. Em certo momento do primeiro tempo, a diferença chegou a ser de 68% de posse tricolor contra 42%. Talisca, seja em bolas paradas ou com a função de criar jogadas ofensivas, era o mais acionado. Alecsandro, puxado na área, reclamou de pênalti e não foi atendido, no lance mais importante do seu time após o gol.

Maxi Biancucchi também incomodava na frente. Perdia gols. Ajudou ao lado do companheiro de ataque a elevar ainda mais a superioridade nas finalizações: 24 do Bahia contra três do Fla, que mal aproveitava os contra-ataques. Na chance que teve, Alecsandro perdeu cara a cara, de cabeça. A recompensa baiana veio na falta cobrada por Talisca no fim da partida, aos 46 minutos do segundo tempo: 1 a 1.

No próximo domingo o Flamengo visita o Santos, 16h (de Brasília), no Morumbi. O Bahia pega o Fluminense, sábado, 18h30, na Arena Barueri.

 

 

Globoesporte.com

Movimento ocupa e pressiona CRMs por registro de médicos estrangeiros

Foto: Diego Borges/Diário online.
Foto: Diego Borges/Diário online.

Integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) ocuparam na quarta (18) as sedes dos Conselhos Regionais de Medicina do Ceará e de Pernambuco para pressionar os órgãos a agilizarem o processo e concederem o registro profissional que permitirá aos médicos estrangeiros e brasileiros formados no exterior exercerem a medicina no Brasil pelo Programa Mais Médicos, do Governo Federal.

 

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“Nós estamos pressionando porque o povo não pode esperar mais, as filas estão grandes nos hospitais. Têm municípios que estão sem médicos há dois meses”, disse Reginaldo Silva, integrante da direção do MST no Ceará. Segundo ele, só na capital Fortaleza 11 médicos brasileiros já desistiram de atuar pelo programa devido às áreas pobres e vulneráveis e à precariedade das condições de trabalho. Ele afirmou que os médicos brasileiros não querem ir para áreas de risco, nem deixar os estrangeiros irem.

“Para nós, isso é um absurdo. Os estrangeiros já estão acostumados a trabalharem em brigadas internacionais, então para eles o programa é mais uma missão do que um emprego. Como vai ficar o povo destas áreas de risco, de pobreza? Os médicos estrangeiros já estão acostumados com isso e os médicos brasileiros querem trabalhar em ‘padrão Fifa’”, ressaltou.

Com o fim do processo de adaptação e formação dos primeiros grupos de médicos estrangeiros cadastrados no Programa Mais Médicos, nesta semana, os profissionais ficam dependendo apenas dos registros para começarem a trabalhar. No entanto, ainda não há garantias de quando isso irá ocorrer.

Apesar de afirmar que o processo para concessão dos registros está em andamento e dentro do prazo do programa, o secretário do Conselho Regional de Medicina do Ceará (Cremec), Dalgimar Bezerra, não garantiu a entrega do registro para cerca de 30 médicos estrangeiros, a maioria cubanos, nesta sexta-feira (20).

“Nós tínhamos conseguido uma liminar para não registrar os médicos, mas foi derrubada pelo Tribunal da 5ª Região em Recife. Com a derrubada da liminar, o processo [de registro dos médicos] está normal, mas estamos apelando para outras instâncias federais”, revelou.

No último dia 10, a Justiça Federal do Ceará concedeu uma liminar dispensando o Conselho Regional de Medicina do estado (Cremec) da obrigatoriedade de registrar os profissionais de medicina formados no exterior. No entanto, a liminar que impedia a atuação dos médicos estrangeiros no Ceará, pelo Programa Mais Médicos, foi derrubada pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF-5) de Recife (Pernambuco) a pedido do governo federal por meio da Advocacia Geral da União (AGU).

Prevenção e atendimento humanizado

Um atendimento com foco na prevenção, na realidade de vida dos pacientes e na humanização da saúde, que inclui visitas domiciliares e a orientação para a mudança de hábitos, é a base do atendimento de médicos do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) formados em Cuba.

Em entrevista para a página do MST, três médicos/as brasileiros/as formados na ilha contam como é a experiência de aplicar no campo, as práticas baseadas nos conceitos cubanos. A paraense Luciana Brandão, que se formou em 2005, na primeira turma de médicos do MST em Cuba, disse que tinha “muita bagagem da teoria e prática cubana” para aplicar no Brasil, mas tinha muito que aprender no sistema brasileiro.

 

Em ordem os médicos do MST Luciana Brandão, Marcos Tiaraju e João Antonio. Foto: Divulgação MST

 

 

Ao voltar para o Brasil em 2006, Luciana se especializou em saúde da família e hoje atende 2350 pessoas do assentamento 25 de Maio, na comunidade São Nicolau (município de Madalena, no Ceará), onde prioriza a prevenção e promoção da saúde, realizando trabalhos de saúde da mulher, do homem, da criança, pré-natal, saúde da gestante e do idoso. Nos finais de semana faz plantão no hospital do município de Madalena, que tem uma população de 19 mil habitantes.

Sobre a prevenção da saúde, a médica chama a atenção para os cuidados com a higiene, sobretudo, com a água nos assentamentos, que precisa ser filtrada ou separada do uso dos animais. Para combater a desnutrição e melhorar os hábitos alimentares da população, que não tem o costume de comer verduras, Luciana começou a plantar uma horta com alface, repolho, couve, rúcula e pepino no posto de saúde. “Ensino eles a plantar e comer verduras; a cozinhar sem óleo”.

Além disso, a médica especializada em saúde da família faz visitas domiciliares para ver de perto os hábitos e a realidade dos pacientes, e assim, identificar os problemas. “Tenho um paciente hipertenso, diabético, com asma, insuficiência renal, e cheguei bem na hora do almoço dele. Ele estava comendo um peixe muito salgado. Disse que ele não ia mais comer o peixe, ia comer ovo cozido. Falei para a esposa dele cozinhar um ovo e disse que eu ia comer o peixe. Mas nem dei conta de comer de tão salgado”, contou para a página do MST.

Segundo Luciana, as medidas preventivas são simples e exigem atenção e coerência. “O trabalho de prevenção e promoção que fazemos aponta para melhoras nas vidas dos pacientes. Muitos falam que antes da gente era diferente, que nunca nenhum médico entrou na cozinha deles, sentou na mesa para comer ou na beirada da cama para conversar quando estão doentes”.

Já para o recém-formado Marcos Tiaraju, que atende no município de Nova Santa Rita (RS), a ideia é fazer um “trabalho diferenciado” com equipes de saúde da família para fazer um tratamento contínuo das comunidades do município e criando condições para o bom desenvolvimento do trabalho. “A gente dedica um tempo maior em cada consulta, cria uma relação com o paciente para que eles nos contem um pouco sobre a vida. A partir disso conseguimos intervir sob um ponto de vista psicológico também. Pessoas que chegam com dores crônicas muitas vezes não precisam ser medicadas: uma conversa de quinze minutos resolve e a pessoa sai de lá sorrindo. Tu não tem que tratar a doença, tem que tratar o indivíduo, o ser humano como um todo”, acredita.

Depois de uma experiência em atendimentos de urgência e emergência no Haiti, o médico João Antônio atende cerca de 475 famílias da comunidade Paus Brancos onde destaca o trabalho de prevenção realizado em conjunto com os pacientes.

Ele contou ao MST que realiza um “processo de resgate” com as mulheres na criação da farmácia viva. “É uma forma de luta contra as grandes empresas farmacêuticas, que impõem esse modelo de medicina hospitalocêntrico, medicamentoso, baseado no tratamento imediato”.

Com os idosos e adultos, João e uma equipe de profissionais promovem um projeto que inclui caminhadas e alongamento a fim de melhorar a pressão arterial, a frequência cardíaca, a temperatura e a disposição dos pacientes. “Muitas pessoas que chegaram com a pressão alta e muitas vezes tomavam medicamentos para a pressão, tiveram uma redução de cinco a dez milímetros de mercúrio com as caminhadas”, revelou.

Medicina em Cuba

O curso de medicina em Cuba dura seis anos e para alunos estrangeiros, inicia na Escola Latino-americana de Medicina, localizada em Havana. Desde o primeiro ano os estudantes tem contato com os postos de saúde, e depois de dois anos, quando são enviados para as diversas universidades cubanas, eles entram em contato com o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior, com prioridade para a atenção primária de saúde e em medicina preventiva, métodos mais baratos de manter a pessoa saudável.

Com informações de José Coutinho Júnior, da Página do MST.