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Rogério Ceni não resiste à pressão e é demitido pelo Cruzeiro; clube já contacta possível substituto

Chegou ao fim a curta passagem do técnico Rogério Ceni pelo Cruzeiro. Menos de dois meses após a chegada à Toca, o treinador foi demitido no início da noite desta quinta-feira, após reunião com Itair Machado, vice-presidente de futebol do clube.

Ainda no vestiário do Castelão, nessa quarta, após empate sem gols com o Ceará, houve um desentendimento por conta da insatisfação de alguns jogadores com a ausência do meia Thiago Neves na partida. Ele ficou no banco de reservas durante os 90 minutos. Esse episódio foi o estopim para a saída do treinador da Toca. Os auxiliares Nelson Simões e Charles Hebert, e o preparador físico Danilo Augusto também deixam o Cruzeiro.

Antes mesmo de anunciar a saída do treinador, o clube já havia iniciado contato com possíveis substitutos. Dorival Júnior, que treinou a Raposa em 2007, era o preferido, mas não vai assumir nenhum trabalho neste momento por estar com cirurgia marcada. Luiz Felipe Scolari e Adilson Batista, que também têm passagens pela Toca, são nomes especulados.

Houve uma reunião na tarde desta quinta-feira na Toca da Raposa entre o treinador e a cúpula do clube, durante a qual foi definida a saída dele. O contrato de Ceni com a Raposa ia até o fim de 2020. Em um mês e meio, foram oito jogos, duas vitórias, dois empates e quatro derrotas.

Foram oito jogos à frente do Cruzeiro e apenas duas vitórias. Ceni deixa a Raposa em 16ª lugar na competição, com apenas 19 pontos. Mesma pontuação do CSA, primeiro time que figura a zona de rebaixamento – e que ainda joga pela 21ª rodada do Brasileiro, podendo ultrapassar a equipe celeste.

Rogério Ceni durou pouco no cargo de treinador do Cruzeiro — Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes

Rogério Ceni durou pouco no cargo de treinador do Cruzeiro — Foto: Renato Pizzutto/BP Filmes

Depois da discussão no vestiário, a TV Verdes Mares, afiliada da TV Globo em Fortaleza, confirmou que Rogério Ceni teve uma conversa com o vice presidente de futebol do Cruzeiro, Itair Machado, ainda na noite de quarta-feira. O dirigente sugeriu que Ceni pedisse demissão, mas o treinador recusou. Em contato com a reportagem, a diretoria do Cruzeiro não quis comentar o assunto.

Trajetória

A vida de Rogério Ceni no Cruzeiro não foi fácil, apesar do apoio que tem tido da torcida – manifestado pelas redes sociais e nos protestos contra o mau momento do time. Ele assumiu o clube em meados de agosto, diante do Santos, na 15ª rodada do Brasileirão, e começou bem, vencendo o então líder do campeonato.

Ceni também esteve à frente da equipe no segundo jogo da semifinal da Copa do Brasil, diante do Internacional. O Cruzeiro havia sido derrotado por 1 a 0, na primeira partida, ainda com Mano Menezes, e no jogo da volta, o primeiro revés de Ceni com a Raposa – 3 a 0. Foi depois dessa partida que o clima começou a “azedar”.

Depois da eliminação na Copa do Brasil, o meia Thiago Neves deu declarações polêmicas em relação à escalação. Disse que o treinador fez “muitas mudanças para uma decisão”.

Rogério Ceni chegou a rebater o meia, dizendo que ele não ficou satisfeito em ver um amigo no banco. No caso, Edilson. A respeito disso, o diretor de futebol, Marcelo Djian, afirmou que Thiago Neves se exaltou, e que uma reunião entre o elenco teria acontecido.

– Houve excesso do Thiago, mas nós conversamos internamente e está tudo resolvido. Sempre acontece um pouco de estresse quando é uma entrevista diferente, mas já foi conversado. Colocamos tudo que deveria ser falado entre jogador e treinador. E está tudo resolvido – disse, à época, Marcelo Djian.

Marcelo Djian afirmou, há uma semana, que confiava no trabalho de Rogério Ceni — Foto: Globo Minas

Marcelo Djian afirmou, há uma semana, que confiava no trabalho de Rogério Ceni — Foto: Globo Minas

No último dia 22, Marcelo Djian voltou a falar sobre o momento do time e fez questão de afastar qualquer possibilidade de nova mudança no comando técnico. Aproveitou para transmitir confiança no trabalho que vem sendo feito por Ceni. Menos de uma semana depois, a história do treinador no Cruzeiro chegou ao fim.

GE

 

Excesso de café aumenta chance de pressão alta em pessoas predispostas

O consumo habitual de mais de três xícaras de café de 50 ml por dia aumenta em até quatro vezes a chance de pessoas geneticamente predispostas apresentarem pressão arterial alta. A descoberta faz parte de um estudo desenvolvido na Universidade de São Paulo (USP) e publicado na revista Clinical Nutrition.

Estudo anterior mostra, por outro lado, que o consumo moderado de café (de uma a três xícaras por dia) tem efeito benéfico sobre alguns fatores de risco cardiovascular – particularmente a pressão arterial.

A principal autora do estudo, Andreia Machado Miranda, pós-doutoranda no Departamento de Nutrição da Faculdade de Saúde Pública da USP (FSP-USP), explica que essa conclusão chama atenção para a importância da relação entre o consumo de café e a prevenção da pressão alta. “Como a maior parte da população não tem ideia se é predisposta ou não para desenvolver a pressão alta, o ideal é que se faça um consumo moderado de café. Até onde nós sabemos, pelos nossos estudos e por outros já publicados, esse consumo moderado é benéfico para a saúde do coração”, apontou.

A escolha do café para avaliar essa associação se deu por ser uma das bebidas mais consumidas entre os brasileiros. A pesquisa aponta que ele pode ser protetor para a saúde do coração se usado de forma moderada, mas também pode ser vilão para pessoas predispostas a hipertensão e em doses exageradas. Segundo Andreia, isso ocorre porque o café é uma mistura de mais de 2 mil compostos químicos.

Cafeína

“A hipótese do nosso estudo é que mais de três xícaras podem aumentar as chances [de pressão alta] pela presença da cafeína. A cafeína está associada com a resistência vascular, ou seja, a dificuldade com a passagem do fluxo nos vasos, e também provoca vasoconstrição, que é a contração a nível dos vasos sanguíneos, o que dificulta a passagem do fluxo e tudo isso faz com que haja um aumento da pressão arterial”, explicou.

Os polifenóis, por sua vez, seriam os responsáveis pelas ações benéficas. “São compostos de origem vegetal que não são sintetizados pelo organismo, então precisam ser obtidos pela dieta. Eles têm elevado poder antioxidante, tem uma ação antitrombótica, que significa que impedem a formação de trombos nos vasos, e promovem uma melhoria da vasodilatação, ao contrário do efeito da cafeína”, elencou a pesquisadora.

Dados

A pesquisa é baseada em dados de 533 pessoas entrevistadas no Inquérito de Saúde do Município de São Paulo (ISA), de 2008. O levantamento estadual obteve dados sociodemográficos e de estilo de vida, como idade, sexo, raça, renda familiar per capita, atividade física e tabagismo por meio de um questionário aplicado a mais de 3 mil participantes. Além disso, foram colhidas informações sobre consumo alimentar e feita coleta de sangue para análises bioquímicas e extração de DNA para genotipagem. Em visita domiciliar, foram medidos o peso, a altura e a pressão arterial dos voluntários. Para a pesquisa desenvolvida por Andreia, foi utilizada uma mostra representativa de adultos e idosos.

“Com todos esses dados, fizemos o estudo de associação entre pressão arterial, genética e influência do café. Foi aí que concluímos que indivíduos que tinham uma pontuação mais elevada no score, ou seja, que eram geneticamente predispostos [a pressão alta], e que consumiam mais de três xícaras de café por dia, tinham uma chance quatro vezes maior de ter pressão alta em relação a quem não tinha predisposição”, explicou a pesquisadora.

Pesquisa

A pesquisa, que tem apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), vai avaliar agora o efeito do consumo de café em pacientes com doença cardiovascular – particularmente a síndrome coronariana aguda, causada por obstrução na artéria coronária, que irriga o coração. Os pesquisadores vão avaliar, durante quatro anos, os dados de acompanhamento de 1.085 pacientes que sofreram infarto agudo do miocárdio ou angina instável e foram atendidos pelo Hospital Universitário da USP.

 

Agência Brasil

 

 

Obesidade pode aumentar casos de diabetes e pressão alta

A obesidade aumentou 60% na última década entre os brasileiros, segundo dados do Vigitel, um estudo do Ministério da Saúde que entrevista brasileiros acima dos 18 anos das capitais para saber sobre alimentação, hábitos, diagnóstico e comportamentos que possam contribuir para doenças crônicas.

E junto com a obesidade, aumentaram os casos de diabetes e pressão alta. O consultor e cardiologista Roberto Kalil lembra que a pressão alta não dá sintomas, é uma doença silenciosa. O professor da Faculdade de Saúde Pública da USP e membro do comitê de especialistas sobre dieta e saúde da OMS Carlos Augusto Monteiro explicou que algumas mudanças simples e baratas ajudam a ter uma vida mais saudável.

A comida de ‘verdade’, como frutas, legumes, arroz, feijão, folhas, ainda é a melhor para a saúde. Ela tem mais substâncias benéficas preservadas, livre de processos, ingredientes e aditivos que fazem os sensores da saciedade do cérebro não funcionarem direito. Por isso, se você não tiver como fazer sua própria comida para levar para o trabalho, não tiver como comer em casa, as melhores opções continuam sendo os restaurantes por quilo.

Palmas é a capital com menor número de obesos no Brasil

Índices
O Rio de Janeiro é a capital com pior índice de hipertensão e diabetes. Segundo o Ministério da Saúde, 56% dos cariocas estão acima do peso. No mesmo estudo, 32% dos entrevistados contou que tinha hipertensão e 10% sofriam de diabetes. Segundo a pesquisadora da Fiocruz Dora Chor, a grande maioria da população do Rio não tem acesso a espaços públicos para praticar atividade física. Isso reflete nos índices.

Já Palmas é a capital mais magra do Brasil. A cidade tem muitos parques urbanos, o que ajuda a ficar em forma. Segundo o Ministério da Saúde, o número de obesos em Palmas é o menor entre as capitais: 14,7%. A média brasileira é de quase 19%.

Rio Branco, capital do Acre, foi considerada a capital mais obesa. Segundo a pesquisa, 23,8% da população é considerada obesa e mais da metade está acima do peso. Há alguns anos, pesquisadores já haviam percebido uma mudança de comportamento alimentar na capital. Uma pesquisa realizada entre 2007 e 2008 feita por um professor da Universidade Federal do Acre já fazia um alerta relacionado à má qualidade da alimentação associada a melhoria de renda e estudos da população de Rio Branco.

G1

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Novo líder: Flamengo começa bem, segura pressão e vence o Atlético-PR

Foto: Reginaldo Pimenta / Raw Imagem / LANCE!
Foto: Reginaldo Pimenta / Raw Imagem / LANCE!

O Flamengo conquistou uma importante vitória na Libertadores, na noite desta quarta-feira, no Maracanã. O Rubro-Negro carioca venceu o Atlético-PR por 2 a 1 e assumiu a liderança do Grupo 4. Guerrero e Diego chamaram a responsabilidade e decidiram a favor dos donos da casa, diante de um bom público. Nikão descontou no segundo tempo, dando esperanças para o Furacão, mas o empate não foi possível.

O Flamengo jogou bem na maior parte do tempo e teve lampejos que lembraram o time do Brasileiro de 2016, com trocas de passes envolventes.

O jogo começou debaixo de muita chuva, com o Flamengo sendo empurrado pela sua torcida. Aos seis minutos, Trauco lançou Guerrero entre os dois zagueiros do Atlético-PR. O peruano livrou-se da marcação, chutou em cima do goleiro, mas mostrou raça e ganhou a disputa de bola no rebote, cabeceando para o fundo da rede.

O Maracanã explodiu de alegria com o primeiro gol e sacudiu novamente nove minutos depois. Arão foi à linha de fundo, na direita, e cruzou para o meio da área. Diego recebeu a bola limpa e fez o que dele se espera: a diferença. O meia não vacilou e chutou com categoria, no ângulo esquerdo de Weverton, que ficou sem ação: 2 a 0.

Lutando para esboçar reação, o Atlético-PR chegou com perigo em poucas ocasiões. Do outro lado, o Rubro-Negro carioca queria mais. Diego acertou uma bomba no travessão aos 26. O lance tirou o tradicional ‘uhhh’ da galera. Depois, os donos da casa passaram a trocar muitos passes, valorizando a posse de bola, até o intervalo.

O segundo tempo começou um pouco mais devagar do que a primeira etapa. No entanto, não faltou emoção. Assim como no início da partida, o Atlético-PR tinha muitas dificuldades para encontrar espaços na defesa do Fla. No entanto, aos 13 minutos, os visitantes finalmente encaixaram uma boa jogada e descontaram. Lucho González lançou para Douglas Coutinho, que cruzou da ponta direita para a área, onde Nikão só empurrou para o gol vazio.

Como esperado, o Atlético-PR se animou para buscar o empate e pressionou o Flamengo. A saída de Diego – por causa de uma contusão – causou ainda mais apreensão entre os mandantes. A torcida da casa, então, fez sua parte, cantou alto e incentivou o time da Gávea para segurar a vitória. Nos minutos finais, o Furacão ainda teve um gol anulado por impedimento.

FICHA TÉCNICA:

FLAMENGO 2 X 1 ATLÉTICO-PR

Data/hora: 12/04/2017, às 21h45
Local : Maracanã
Árbitro : Wilson Lamourox (COL)
Auxiliares : Wilmar Navarro (COL) e Dionisio Ruiz (COL)
Cartões amarelos: Deivid (ATP); Donatti e Pará (FLA)
Público e renda: 53.389 pagantes / 58.588 presentes / R$ 3.336.297,50
Gols: Guerrero, 6’/1°T (1-0); Diego, 15’/1°T (2-0); Nikão, 13’/2°T (2-1)

FLAMENGO : Alex Muralha, Pará (Cuéllar, 42’/2°T), Réver, Donatti e Renê; Márcio Araújo, Arão e Diego (Matheus Sávio, 21’/2°T); Trauco, Gabriel (Cirino, 26’/2°T) e Guerrero. Técnico : Zé Ricardo.

ATLÉTICO-PR: Weverton; Jonathan, Paulo André, Thiago Heleno e Sidcley; Deivid (Luiz Otávio, 25’/2°T), Rossetto e Lucho (João Pedro, 29’/2°T); Coutinho, Nikão e Eduardo da Silva (Grafite, 11’/2°T). Técnico : Paulo Autuori.

LanceNet

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A pressão funcionou! Versão beta do WhatsApp traz antigo Status de volta

whatsO WhatsApp lançou há uma semana o Status, um novo recurso de troca de fotos e vídeos que desaparecem 24 horas após sua postagem. Mas o antigo Status, aquele que te deixava colocar uma frase que dizia seu “estado de espírito”, acabou sendo sacrificado por conta disso.

Mas, para os fãs do recurso original do WhatsApp, pode haver uma luz no fim do túnel. O perfil de Twitter @WABetaInfo, que adianta novidades ainda em fase de testes das futuras versões do aplicativo, mostrou que o antigo Status consta em uma versão beta para iOS número 2.17.8.14.

Ele aparece com o nome de “tagline” (slogan, em tradução livre). Já na versão beta para Android número 2.17.85 chama-se “about” (sobre). Em uma versão beta anterior, o nome do recurso escondido era “Info” (informação).

O @WABetaInfo testa versões que nem mesmo as pessoas que se inscreveram para ser usuários beta do WhatsApp têm acesso. Para ser um usuário beta no Android, basta ir à página do aplicativo na Google Play e depois em “tornar-se testador”, mas talvez tenha que esperar novas versões do WhatsApp para ver o velho Status.

Como são informações extraoficiais, não se sabe quando (ou se) o WhatsApp oficializará a volta do Status velho. E se isso acontecer, provavelmente ele não vai “matar” a versão nova do Status, mas as duas opções deverão coexistir.

Pelo menos no Brasil, o novo Status do WhatsApp, inspirado no Snapchat, não agradou os fãs do app: em enquete do UOL, 79,41% dos mais de 10 mil votantes criticaram o novo Status.

Poucos aprovaram a cópia de recursos de aplicativos (Snapchat e Instagram) com propósitos diferentes, a mudança de abas na tela inicial (que deixou os contatos um pouco mais escondidos) e, claro, o fim do antigo Status, que muitos usavam para colocar frases poéticas ou mandar indiretas para seus “crushes”.

Nas redes sociais, os lamentos pelo fim do antigo Status renderam a hashtag #KdMeuStatusDoWhats.

Quero voltar agora ao Status antigo, dá?

A resposta, infelizmente, é: oficialmente, o WhatsApp não possui uma ferramenta que faça o aplicativo voltar à versão mais antiga –nem no Android nem no iPhone (iOS).

É importante manter o aplicativo atualizado, porque a cada versão erros são corrigidos, mas se você realmente “não está sabendo lidar”, pode tentar se aventurar.

No iPhone, por conta do sistema iOS, que não dá espaço para personalizações, os passos são complicadíssimos. Até existem alguns tutoriais na internet que mostram como fazer, mas eles requerem paciência e conhecimento técnico. Se você não manja do assunto, procure quem entenda.

No Android, é um pouco mais fácil instalar versões antigas de aplicativos, mas lembramos que não é recomendado o uso de APKs (espécie de arquivo ‘zip’ para Android) que não sejam oficiais. Você corre o risco de pegar algum vírus ou danificar seu smartphone.

Caso queira se arriscar, primeiro desinstale a versão do WhatsApp. Depois habilite a opção “Fontes desconhecidas” em Configurações/Ajustes > Segurança.

Então, baixe no seu celular uma versão anterior do WhatsApp no site APK Mirror e clique no arquivo baixado para começar a instalar, como se fosse um programa do Windows.

Uol

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Dor e alívio! Palmeiras vence o Linense e diminui pressão antes de clássico

palmeirasO Palmeiras viveu um dia de susto e muitas alegrias. A apreensão ficou por conta do entorse no joelho esquerdo de Moisés, ainda no primeiro tempo. Por outro lado, o time não deixou a desejar e derrotou o Linense por 4 a 0, neste domingo, na Arena da Fonte, em Araraquara.

O resultado positivo deu tranquilidade para o técnico Eduardo Baptista e o elenco antes do clássico contra o Corinthians, que será disputado na quarta-feira, na casa do adversário. Apesar de estar na liderança do Grupo C do Campeonato Paulista, o Palmeiras era alvo de críticas da torcida neste início de temporada.

Durante os 90 minutos, o Palmeiras controlou as ações sem dificuldade. O Linense quase não deu qualquer trabalho para o goleiro Fernando Prass. Já o ataque funcionou bem em uma tarde inspirada de Dudu.

Dia de estreia

Pela primeira vez nesta temporada, Mina vestiu a camisa do Palmeiras. O zagueiro colombiano não disputou as primeiras partidas de 2017 por conta de uma lesão muscular que sofrera no fim do ano passado. No jogo deste domingo, ele entrou na vaga de Edu Dracena, que foi poupado e nem sequer viajou para Araraquara.

Lesão e dor

Em disputa com Zé Antônio, Moisés sofreu um entorse no joelho esquerdo e deixou o gramado chorando. O jogador foi substituído por Keno, aos 11 minutos, e deixou preocupada a comissão técnica alviverde. O jogador saiu de Araraquara antes do fim do jogo acompanhado pelo médico Gilberto Cunha e os exames serão realizados em São Paulo. Caso não tenha condições de atuar mais neste Paulistão, ele deve dar vaga para o colombiano Borja ser inscrito na competição. Além dele, o técnico Eduardo Baptista viu Tchê Tchê e Fabiano se lesionarem neste início de temporada. Coincidentemente, Moisés sofreu uma lesão em jogo contra o Linense na última temporada. Por conta de duas contusões na perna esquerda, o jogador e disputou apenas 37 partidas em 2016.

Sem peso nas costas

Willian era um dos jogadores mais pressionados antes da partida deste domingo. Agora, porém, o atacante pode respirar mais tranquilo. Depois de Keno aproveitar falha da defesa adversária, Dudu deu o passe para Willian, que abriu o placar aos 23 minutos. “A cobrança é maior por se tratar de um clube grande como o Palmeiras, mas as coisas acontecem na hora certa. Por mim, faria dois ou três gols por jogo, mas a gente sabe que as coisas não são assim”, disse Willian.

Dudu inspirado e o primeiro de Raphael Veiga

O Palmeiras empolgou depois do primeiro gol e, logo na sequência, ampliou o placar. Depois de lançamento do goleiro Fernando Prass, Willian e Dudu fizeram boa troca de passes até a bola chegar em Raphael Veiga, que mandou para o fundo do gol, aos 25 minutos. Foi também o primeiro gol dele pelo clube.

Jogada ensaiada e fim do jejum

Mesmo com a vantagem no placar, o Palmeiras não diminuiu o ritmo no segundo tempo. Em jogada ensaiada, Dudu cobrou escanteio na esquerda, a bola desviou em Zé Antônio, do Linense, e sobrou para Michel Bastos, que só teve o trabalho de completar de cabeça. O meia não marcava um gol desde o dia 11 de maio de 2016, na vitória do São Paulo por 1 a 0 sobre o Atlético-MG, pelas quartas da Copa Libertadores.

Em alerta

O Palmeiras ficou alerta até nos instantes finais do jogo.  Em uma das únicas oportunidades do Linense, Em um contragolpe da equipe do interior, o goleiro Fernando Prass fez bela defesa. No rebote, Vitor Hugo evitou o gol do adversário quase em cima da linha.

Garçom Dudu e Barrios

Lucas Barrios também conseguiu deixar o seu na partida. Dudu deu mais uma excelente assistência para o atacante paraguaio, que mostrou oportunismo para marcar o quarto do Palmeiras.

FICHA TÉCNICA

LINENSE X PALMEIRAS

Data: 19 de fevereiro de 2017, domingo
Horário: 17h (de Brasília)
Competição: Campeonato Paulista (4ª rodada)
Local: Arena da Fonte, em Araraquara (SP)
Árbitro: Luiz Flavio de Oliveira
Auxiliares: Tatiane Sacilotti Camargo e Gustavo Rodrigues de Oliveira
Público e renda: 10.208 pessoas R$ 626.090.
Cartões amarelos: Caíque, Zé Antônio (Linense); Yerry Mina, Lucas Barrios (Palmeiras)
Gols: Willian aos 23 do 1º tempo; Raphael Veiga aos 25 do 1º tempo; Michel Bastos aos 8 do 2º tempo; Lucas Barrios aos 36 do 2º tempo

LINENSE: Victor Golas; Bruno Moura, Rodrigo Lobão, Lucas Silva (Magno Alves) e Bruno Costa (Thiago Santos); Caíque, Zé Antônio, Thiago Humberto e Diego Felipe; Giovanni (Felipe Pereira) e Gabrielzinho. Técnico: Guilherme Alves.

PALMEIRAS: Fernando Prass; Jean, Yerry Mina, Vitor Hugo e Egídio; Felipe Melo (Thiago Santos); Michel Bastos, Moisés (Keno), Raphael Veiga e Dudu; Willian (Lucas Barrios). Técnico: Eduardo Baptista

Uol

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Zenóbio crê em aliança do PSDB com PMDB e vê pressão para Cássio disputar o governo em 2018

zenobio-toscanoApesar da polarização política entre PMDB e PSDB  há quase duas décadas em Guarabira, o prefeito Zenóbio Toscano (PSDB) disse achar possível que a união  entre as legendas e o PSD  em João Pessoa deva ser levada para o cenário estadual na disputa eleitoral de 2018.

Em entrevista ao jornalista Heron  Cid, na MaisTV, canal de vídeo do Portal MaisPB, Zenóbio Toscano lembrou da aproximação das legendas  em nível nacional e, segundo ele,  a mesma “conciliação”  que existiu em João Pessoa  poderá  ser estendida à Paraíba toda.

Para Zenóbio Toscano, haverá pressão da oposição pela candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB)  mas,  sendo mantida a coalizão dos partidos,  será necessário uma discussão para escolha do melhor nome dos  indicados para o pleito.

Confira entrevista 

MaisPB

Palmeiras vence Inter e afasta pressão do Santos na briga pelo título

palmeirasO desempenho oposto ao resultado. Em uma tarde de futebol truncado, o Palmeiras ganhou ainda mais folga na liderança do Campeonato Brasileiro. Diante de mais de 30 mil pessoas no Allianz Parque, o time comandado por Cuca derrotou o Internacional pelo placar de 1 a 0, neste domingo, e se aproximou ainda mais da conquista do título.

O resultado positivo conquistado graças ao gol do meia Cleiton Xavier, aos 18min do primeiro tempo, deixa o Palmeiras a apenas uma vitória da meta definida por Cuca para encerrar o jejum de 22 anos sem conquista da Série A. Com 70 pontos, a diferença para o vice-líder subiu para seis com o tropeço do Flamengo no último sábado.

A quatro rodadas do fim da competição, o Santos surge como principal perseguidor e única ameaça ao título palmeirense. O clube de Vila Belmiro chegou aos 64 com a vitória de virada sobre a Ponte Preta (2 a 1), em duelo ocorrido na manhã deste domingo.

O Internacional, por outro lado, se complicou na briga contra o rebaixamento. O time colorado tem 38 pontos e não vence há três partidas. Foi ultrapassado pelo Vitória, que venceu na rodada, e por isso volta à zona de rebaixamento.

As duas equipes agora terão dez dias antes de retornarem aos gramados. O Palmeiras pode se aproximar ainda do título no próximo dia 17, quando encarará o Atlético-MG, no Independência. Na mesma data, o Internacional recebe a Ponte Preta. Ambos os duelos estão marcados para as 21h (de Brasília).

Quem foi bem: Yerry Mina

Enquanto o setor ofensivo com Dudu e Jesus viveu uma tarde ruim, Yerry Mina mais uma vez sobrou no sistema defensivo. O zagueiro colombiano deu sustentação à zaga palmeirense e ainda se mostrou à vontade para iniciar o trabalho de ataque do time de Cuca. Muito da pouca eficiência do Inter deve-se a mais uma ótima atuação do camisa 26 do Palmeiras.

Quem foi mal: Gabriel Jesus

No último jogo antes de se apresentar à seleção brasileira, Gabriel Jesus novamente não correspondeu. O camisa 33, grande estrela palmeirense, se movimentou e procurou o jogo, mas acumulou erros de passes e decisões equivocadas, que atrapalharam o time. Nem a mudança de posicionamento para a ponta desafogou o atacante, agora há oito partidas sem anotar gols.

Cleiton Xavier ressurge na hora H

Mauro Horita/AGIF

Único meia especificamente de criação do elenco palmeirense, Cleiton Xavier ganhou uma nova chance neste domingo. Pela primeira vez titular desde 21 de agosto, o camisa 10 mostrou-se participativo e ainda acabou premiado com um gol. Oportunista, o veterano de 33 anos aproveitou desvio de Thiago Santos e abriu o marcador no Allianz Parque. No segundo tempo ele não suportou as dores no ombro e acabou substituído por Fabiano.

Palmeiras sofre com conhecidos problemas

Rubens Cavallari/Folhapress

Mesmo com a opção mais ofensiva de Cleiton Xavier e o retorno de Róger Guedes ao time titular, o Palmeiras sofreu com mais uma tarde de desempenho aquém do esperado. Diante de um Inter com a marcação bem encaixada, o líder do campeonato dependeu das bolas paradas para assustar Danilo Fernandes. No primeiro tempo, as duas finalizações ao gol saíram desta maneira.

Internacional se fecha no Allianz Parque

O Internacional se apresentou como um time compacto e bem armado defensivamente no Allianz Parque. As linhas próximas na intermediária resguardaram o gol de Danilo Fernandes e permitiram pouco sossego do Palmeiras no ataque. Jesus e Dudu, bem marcados, foram forçados a erros com os quais não estão acostumados a apresentar.

Cuca não ‘recupera’ Gabriel Jesus

Rubens Cavallari/Folhapress

O treinador palmeirense colocou como missão a si próprio resgatar o futebol pleno de Gabriel Jesus. Cuca escalou o artilheiro palmeirense no Brasileiro como centroavante, mas mudou a ideia inicial com a atuação bem apagada na primeira etapa. Alecsandro entrou como referência, e Jesus posicionou-se na ponta direita. A alteração, no entanto, pouco alterou a tarde ruim do camisa 33.

Celso Roth desiste de William no meio

Rubens Cavallari/Folhapress

O treinador colorado apresentou uma novidade na escalação do Internacional: a opção por William no setor de meio-campo. Sem vitórias nos cinco jogos em que o camisa 2 atuou mais avançado e com a derrota parcial ao final da primeira etapa, o treinador voltou com o campeão olímpico na lateral direita e optou por lançar o jovem Diego, destaque do time B.

Tensão

A atuação abaixo do esperado refletiu no comportamento dos torcedores nas cadeiras do Allianz Parque. Sem o setor Gol Norte, fechado pela última vez em virtude de decisão do STJD, o torcedor sentiu a tensão da partida. Fora os gritos dos organizados, as manifestações mais fortes sugiram em lances pontuais, como um desarme bem executado de Thiago Santos sobre Anderson.

Gramado reformado suporta forte chuva

Rubens Cavallari/Folhapress

A grande discussão da semana em torno da partida recaiu sobre as condições do gramado no Allianz Parque. Reformado durante os últimos dez dias, inclusive com trechos totalmente trocados, o terreno de jogo suportou a forte chuva que atingiu São Paulo durante o primeiro tempo. O piso apresentou, segundo análise da própria WTorre, 75% das condições ideais.

Ficha Técnica

Palmeiras 1 x 0 Internacional
Data:
06/11/2016
Local: Arena Allianz Parque, em São Paulo-SP
Hora: 17h00 (de Brasília)
Público: 31.967 pessoas
Renda: R$ 2.112.446,12
Árbitro: Pericles Bassols Pegado Cortez (PE)
Assistentes: Clovis Amaral da Silva (PE) e Cleberson do Nascimento Leite (PE)
Cartão Amarelo: não houve
Cartão Vermelho: não houve
Gol: Cleiton Xavier aos 16 minutos do primeiro tempo.

Palmeiras: Jailson; Jean, Mina, Vitor Hugo e Zé Roberto; Thiago Santos (Gabriel), Tchê Tchê, Cleiton Xavier (Fabiano), Róger Guedes (Alecsandro) e Dudu; Gabriel Jesus. Treinador: Cuca.

Internacional: Danilo Fernandes; Ceará (Eduardo Sasha), Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Rodrigo Dourado, William, Alex (Valdívia) e Anderson; Aylon (Diego). Treinador: Celso Roth.

 

Uol

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Vasco joga mal de novo, perde do Brasil de Pelotas e vê pressão aumentar

Em mais uma atuação ruim, o Vasco da Gama perdeu por 2 a 1 para o Brasil de Pelotas neste sábado (05), no Estádio Bento de Freitas, pela 34ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. O time carioca chegou a buscar o empate, mas foi apático e previsível. Diogo Oliveira e Marcos Paraná fizeram os gols do time gaúcho, e Douglas deixou o dele.

O Xavante volta a vencer após cinco rodadas, mas mantém apenas chances mínimas de acesso. Com 49 pontos, o time gaúcho tenta embalar contra o Vila Nova nesta terça-feira (08). O Vasco, por sua vez, fica a seis pontos atrás do líder Atlético-GO. Mas a preocupação é maior quanto ao acesso: quatro equipes vêm logo atrás, e a distância para Náutico e Londrina (quinto e sexto colocados) é de quatro pontos. Com 58 pontos e dois tropeços seguidos, o Gigante da Colina tenta recuperação contra o Luverdense, também na terça.

Quem se salvou: Douglas

O meio-campista foi o que mais propôs o jogo por parte do Vasco. Sua presença na área adversária foi um dos poucos aspectos positivos do Vasco, tanto que o gol saiu em uma chegada livre no início do segundo tempo. Douglas só foi mal quando tentou dar uma cabeçada no lateral Marlon e só não foi expulso porque o árbitro não viu. Vale menção a Martín Silva, que apesar de uma possível indecisão no gol sofrido fez várias boas defesas.

Quem foi mal: Jorge Henrique não funciona

Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

Entre todas as deficiências do Vasco no primeiro tempo, o atacante se destacou negativamente por não dar velocidade na ponta esquerda. A dupla com Júlio César deu pouco poder de fogo ao time por aquele lado, e Jorginho resolveu mudar no intervalo. Jorge Henrique saiu para a entrada de Thalles, e a equipe teve mais referência na etapa final.

Vasco joga pouco e paga por isso

Martín Silva teve que fazer duas defesas ainda no primeiro minuto, mas o susto não foi suficiente para dar atitude ao Vasco, que tomou o gol quando a inoperância estava no ápice. Mesmo com maior posse de bola, o time carioca chutou uma única vez durante todo o primeiro tempo – e para fora. A situação mudou após o intervalo, quando o visitante finalmente acordou e conseguiu o empate. Mas foi tão pouco que o time merecidamente tomou o segundo gol e acabou derrotado.

Brasil se ajusta às circunstâncias e é mais agudo

Carlos Gregório Jr/Vasco.com.br

O Xavante começou melhor, mas logo recuou e passou a explorar a falta de ambição do adversário. As saídas em contra-ataque assustaram algumas vezes, mas o gol saiu em um chutaço de Diogo Oliveira durante um cerco à área do Vasco. O time da casa foi muito mais efetivo, e a vantagem poderia ser maior no intervalo. Após sofrer o empate, o Brasil de Pelotas se soltou um pouco mais e arriscou mais vezes, sempre levando mais perigo. Foi premiado com o segundo gol e com a vitória.

Jorginho não consegue dar poder de fogo ao Vaso

Os momentos de ineficácia ofensiva do Vasco nas últimas semanas não têm sido raros. Neste sábado o jogo pelo chão foi previsível demais e a bola aérea também não funcionou. O ataque foi pouco criativo e não encontrou atalhos. Andrezinho rendeu muito pouco, e Nenê só apareceu no segundo tempo, quando finalmente, em poucos lampejos, deu mais qualidade à armação. Após o intervalo o Vasco foi minimamente melhor, mas muito distante de empolgar o torcedor. A derrota, inclusive, tem efeito contrário.

Transmissão da TV irrita torcedores

A recorrente queda de sinal do canal Premiere FC tirou os vascaínos do sério. O problema foi recorrente: começou ainda durante a execução do hino nacional e continuou com a bola rolando. Foram três paralisações na transmissão somente nos 30 primeiros minutos.

Ficha Técnica

Brasil de Pelotas 2 x 1 Vasco da Gama
Data: 05/11/2016
Local: Estádio Bento da Silva Freitas, Pelotas-RS
Hora: 16h30 (de Brasília)
Árbitro: Paulo Henrique de Melo Salmazio (MS)
Assistentes: Leandro dos Santos Ruberdo (MS) e Marcos dos Santos Brito (MS)
Cartões Amarelos: Leandro Camilo, Washington e Xaro (Brasil de Pelotas); Douglas e Madson (Vasco)
Cartão Vermelho: não houve

Gols: Diogo Oliveira aos 27 minutos do primeiro tempo. Douglas aos 4′, e Marcos Paraná aos 41 minutos do segundo tempo.

Brasil de Pelotas: Eduardo Martini; Weldinho, Cirilo, Leandro Camilo e Marlon; Leandro Leite, Washington, Felipe Garcia e Diogo Oliveira (Marcos Paraná); Ramon (Gustavo Papa) e Jonatas Belusso (Nem). Treinador: Rogério Zimmermann.

Vasco da Gama: Martín Silva; Madson, Rodrigo, Luan e Júlio César; William (Bruno Gallo), Douglas, Andrezinho e Nenê; Jorge Henrique (Thalles) e Ederson (Dutra). Treinador: Jorginho.

Uol

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É ouro! Thiago Braz se reinventa no Rio e troca pressão por topo do pódio

A voz tranquila podia até disfarçar à primeira vista, mas Thiago Braz travava uma guerra constante contra sua mente. Bem antes desta noite, o medo de fracassar vinha sendo a maior armadilha, na qual ele caiu algumas vezes. Mas quis o destino que a confiança viesse no momento e no local certos, justo diante da maior pressão de toda sua vida. Aquele menino inseguro, abandonado na infância pela mãe, acabou acolhido de forma calorosa pela torcida do Engenhão. Foi mágico ver o jovem de Marília superando o sarrafo como se estivesse respondendo a quem duvidou.  Enterrou todos os fantasmas e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico.

A conquista teve doses extras de emoção. O ouro só veio no último salto. Pela primeira vez passou a marca de seis metros (o primeiro atleta do continente a fazê-lo, estabelecendo o novo recorde olímpico). Viu o até então campeão olímpico e recordista mundial indoor, o francês Renaud Lavillenie, sucumbir com cara de espanto e levar prata com 5,98m. O bronze ficou com o americano Sam Kendricks, com 5,85m.

Thiago Braz  (Foto: Reuters)Thiago Braz é o novo campeão olímpico do Brasil (Foto: Reuters)

A pressão parecia um fantasma a acompanhar o brasileiro nas grandes competições. Quando não havia torcida ou câmeras por perto, ele brilhava. Melhorava as próprias marcas, ampliava o recorde sul-americano. Criava  expectativa em todos e depois se frustrava. No Pan de Toronto, zerou todos os saltos. No Mundial de Pequim, um mês depois, ficou em apenas 19º lugar e não passou à final. No Mundial indoor de Portland, no início deste ano, acertou apenas um salto e deu adeus precocemente. O próprio Lavillenie colocou em xeque sua capacidade de vencer.

No Rio,o cenário trouxe outras tensões. Antes da prova, um forte vento balançou as bandeiras expostas na cobertura do Engenhão. Após 10 minutos do início da competição, uma  pesada chuva tratou de interrompe-la e adiar a final. Como se não bastasse, o equipamento que muda a altura do sarrafo voltou a dar problema, e a prova foi novamente paralisada. Thiago esperou duas horas para dar seu primeiro salto.

A prova

Apenas o brasileiro e Renaud Lavillenie descartaram a marca 5,50m. O francês ainda foi além, abriu sua participação somente a 5,75m – passando sem sustos. Thiago iniciou a 5,65m e mostrou alívio ao passar de primeira. A partir daí, viu o atual campeão mundial Shawnacy Barber, do Canadá, errar suas três tentativas na marca e dar adeus. Aliás, viu que dali em diante só restavam mais seis competidores.

Ao tentar passar pelo sarrafo a 5,75m, derrubou na primeira tentativa. Fosse aquele Thiago que sucumbia diante da adversidade, talvez tivesse travado e se despedido. Mas a nova versão do brasileiro tentou o segundo salto pouco depois e, desta vez, passou.

Thiago Braz  (Foto: Reuters )Thiago Braz superou os medos e foi campeão diante da torcida brasileira (Foto: Reuters )

A 5,85m, mais um show de facilidade para Lavillenie, que esbanjava confiança. Também restavam na disputa o polonês Piotr Lisek, o americano Sam Kendricks e o tcheco Jan Kudlica. Foi então que Thiago, enterrando de vez os medos dos grandes eventos, subiu 5,85m logo de primeira e levantou a torcida.

O francês respondeu passando de cara por 5,93m. Muito incentivado pelo público, Thiago veio na sequência, mas derrubou o sarrafo. Andava de um lado para o outro enquanto esperava sua próxima chance. A pressão finalmente parecia alimentar Thiago de forma positiva. Na segunda chance, igualou a melhor marca de sua carreira. Para melhorar, viu Kendricks, Kudlica e Lisek darem adeus. A prata estava garantida.

Lavillenie sentiu então pela primeira vez a animosidade da torcida. Foi muito vaiado, mas ignorou a pressão a princípio. Passou pelo sarrafo a 5,98m, sem sustos, e quebrou o recorde olímpico. Para ter chance de ouro, Thiago decidiu pular essa altura. Tentaria saltar a 6,03m, o que representaria romper pela primeira vez na carreira a mítica barreira dos seis metros.

Lavillenie foi o primeiro a arriscar-se na altura. Errou a tentativa. Mas Thiago não teve potência para alcançar o sarrafo. Na segunda chance, o francês falhou. E se irritou. Parecia estar prevendo uma derrota amarga. Thiago não desperdiçou a brecha. Foi incrível. Impecável. Passou limpo a 6,03m e levantou o Engenhão. A torcida já comemorava a iminente vitória e vaiou Lavillenie, que reclamou fazendo sinal de negativo. Não adiantou de nada. Errou mais uma vez e teve que engolir. Thiago, a quem ele se referia como inconstante e suscetível à pressão nos grandes eventos, cresceu no maior dos palcos. O título era brasileiro.

globoesporte

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