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Miriam Belchior é a nova presidenta da Caixa Econômica Federal

Foto: Agência Brasil A Ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior substituirá Jorge Hereda na presidência da Caixa
Foto: Agência Brasil
A Ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior substituirá Jorge Hereda na presidência da Caixa

A ex-ministra do Planejamento Miriam Belchior será a nova presidenta da Caixa Econômica Federal. A informação foi confirmada no início da noite de hoje (10) pelo Palácio do Planalto. Ela tomará posse no cargo no dia 23 deste mês.

Miriam recebeu o convite da presidente Dilma Roussefff, durante audiência na manhã desta terça-feira. A ex-ministra substituirá a Jorge Hereda, que presidiu a empresa por quatro anos. De acordo com o Palácio do Planalto, Hereda continua na instituição “até a conclusão de uma transição e a formação da nova equipe”.

Miriam Aparecida Belchior tem 57 anos e assume a Caixa após passar quatro anos à frente do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão.

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Em 2002, ela participou da equipe de transição do primeiro governo Lula. De 2003 até junho de 2004, exerceu o cargo de assessora especial do presidente da República. No mês seguinte, tornou-se subchefe de Articulação e Monitoramento da Casa Civil. Em 2007, ela foi para a Secretaria Executiva do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Em abril 2010, tornou-se coordenadora-geral do PAC, antes de ser confirmada como chefe da pasta do Planejamento.

Formada em engenharia de alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Miriam Belchior tem mestrado em administração pública e governamental da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

A ex-ministra foi casada com o ex-prefeito de Santo André Celso Daniel, assassinado em 2002.

Agência Brasil

De trabalhadora arrastada a presidenta xingada, 2014 expôs condição da mulher

movimentoO fortalecimento dos setores mais conservadores foi um dos temas mais debatidos por organizações populares e analistas políticos neste ano. As cenas de violência e intolerância se multiplicaram e tiveram como alvo os mesmos grupos oprimidos historicamente, entre eles as mulheres.

No início do ano os movimentos feministas se revoltaram com uma pesquisa inusitada. Cerca de 26% dos entrevistados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) concordam que mulheres com roupas “que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Essa banalização incentiva desde os casos de assédio sexual no transporte público até os estupros na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), uma das mais tradicionais do país.

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Em entrevista à Radioagência BdF, a pesquisadora Flávia Rios analisa as relações de gênero e o que houve de mais marcante em 2014. Doutora em sociologia pela USP, ela explica que a violência contra a mulher ultrapassa as barreiras de classe. Da trabalhadora arrastada por uma viatura da Polícia Militar a presidenta xingada durante a abertura da Copa do Mundo, nenhuma mulher foi poupada.

Radioagência BdF: Flávia, falando em conquistas e violações de direitos, que fatos marcaram 2014 para as mulheres?

Flávia Rios: Eu tenho algumas imagens que me marcaram em relação às mulheres nesse ano. Imagens que me chocaram. Uma delas foi o caso da Cláudia, o assassinato dela. Uma mãe de quatro filhos, uma trabalhadora arrastada. Essa eu acho que foi a cena mais marcante de 2014. Especialmente porque simboliza as condições de opressão da mulher negra, pobre, que vive na favela. As condições intercruzadas e o tipo de morte chocaram o Brasil e o mundo, e mobilizou os movimentos sociais. Muitos coletivos se organizaram a partir de Cláudia. Por outro lado, do ponto de vista legal, as pessoas responsáveis estão na ativa.

Um segundo caso foi o da abertura da Copa do Mundo, os xingamentos que a presidente recebeu. Xingamentos feitos em português, inglês, e que remontam a dimensão dos estereótipos da mulher e reduzem a figura da mulher mesmo em uma posição super elevada. Eu falei inicialmente de um caso de uma mulher em uma posição fragilizada na sociedade e agora uma chefe de Estado também vivenciando uma experiência de um estupro coletivo e simbólico, tendo sua imagem, sua figura, sendo ridicularizada e sexualizada o tempo todo por xingamentos que até então nunca se tinha ouvido na história do país para se referir a uma pessoa que ocupava uma posição mais elevada do Executivo. Então, são imagens simbólicas que marcam duas dimensões. Uma dimensão na base da pirâmide social e outra também em uma dimensão mais elevada em termos de política.

Radioagência BdF: A subrepresentatividade no Congresso Nacional é mais um exemplo de como se dá discriminação de gênero?

FR: É a primeira vez que a lei eleitoral de cota mínima de 30% para mulheres se faz efetiva, e os partidos com medo de sanção tentam colocar mulheres para se candidatar. Então, teve um incremento no número de mulheres que se candidataram, isso é positivo e diz respeito a uma conquista dessas mulheres, e também por sua vez teve uma melhor representação nesses cargos legislativos quando comparados a 2010. Ainda que os dados sejam bastante alarmantesHoje nós temos uma mulher para cada 10 deputados federais.

Radioagência BdF: Por que a violência seja física, sexual e psicológica ainda faz parte da nossa realidade?

FR: Primeiro, diz respeito ao estímulo que a cultura brasileira constrói o tipo de masculinidade. As relações de gênero no Brasil perpassam por dimensões culturais, educacionais, de formação, mas você encontra padrões comportamentais em todas as classes sociais. Mas o comportamento violento masculino é algo marcante em todas as classes sociais, independentemente de escolaridade. Eu acho que diz respeito à forma como cultura machista e patriarcal é construída e o lugar da mulher. Espera-se que mulheres estejam em certos lugares. E por mais que hoje no Brasil tenhamos mulheres que estudam mais, mulheres têm mais anos de escolaridade, esse incremento educacional não corresponde a um aumento equivalente do seu salário, nem mesmo das suas posições no mercado de trabalho.

Radioagência BdF: Em termos de políticas públicas para a igualdade de gênero, que avanços são necessários para os próximos anos?

FR: Do ponto de vista das mulheres são as conquistas no que diz respeito a autonomia do corpo. Essa é uma das principais lutas, bandeiras, marchas. A defesa do aborto. Essa é uma pauta muito significativa porque diz respeito a autonomia da mulher e a possibilidade de ela decidir. Outras conquistas dizem respeito à luta por representação política. Muitas pautas femininas e feministas não conseguem avançar no Executivo e no Legislativo justamente porque somos mal representadas. Uma representação maior das mulheres, conquistas via partido, de forma partidária, mas também dos movimentos sociais e articulação podem promover e garantir melhorias nas condições das mulheres, que dizem respeito a questão da violência, do parto, da saúde, do tratamento e também da representação nos meios de comunicação, porque esse também é um dos vetores da má representação das mulheres e estímulo a comportamentos masculinos absolutamente violentos.

Radioagência BdF: Entre os fatos positivos de 2014 (se eles existem), o que você ressaltaria em relação às mulheres?

FR: Eu gostaria de marcar um evento super significativo que aconteceu nesse período que é a memória de uma escritora muito influente no seu período, que conseguiu reconhecimento internacional, que foi Carolina Maria de Jesus. Os movimentos sociais ergueram essa mulher e a produção e reflexões dela, e trouxeram os centenários espalhados Brasil afora, mostrando o vigor da mobilização coletiva no que diz respeito à reconstrução da memória e da produção de discursos das mulheres no Brasil.

 

Por Daniele Silveira,

Da Radioagência BdF

Presidenta da Câmara de Areia recebe Medalha como uma das melhores vereadoras do Brasil

 

ana paulaA presidenta da Câmara de Vereadores de Areia, Ana Paula Gonzaga está em Belo Horizonte, onde recebeu na manhã desta sexta-feira (28), a Medalha Tiradentes Colar de Ouro, concedida a presidentes de Câmara, em dia com o Tribunal de Contas. A comenda foi entregue em sessão solene no encerramento do 1° Seminário Nacional de Membros de Mesa Diretora das Câmaras Municipais, que começou na quinta-feira (27), realizado no Centro de Convenções.

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O evento teve a participação de vereadores de todo o país. São condecorados aqueles que demonstraram respeito e transparência com o dinheiro público, com significativos trabalhos prestados à comunidade.

A vereadora recebeu a Medalha emocionada com o reconhecimento de seu trabalho, realizado durante o mandato de presidenta da Câmara de Areia até dezembro de 2014

“Fiquei muito honrada em receber a Medalha Tiradentes, porque mostra o reconhecimento de todas as nossas lutas”.
Instituto Tiradentes

O Instituto Tiradentes foi criado em Viçosa/MG, em 2003, por um grupo de vereadores da Zona da Mata do Estado, com o objetivo de estimular e apoiar as iniciativas de ação comunitária e difundir o ideário de Joaquim José da Silva Xavier (Tiradentes) para as novas gerações. O diretor do Instituto é o prefeito de Viçosa/MG, Angelo

Atualmente o Instituto realiza eventos de capacitação por todo o Brasil, para qualificar gestores públicos, estimulando o debate entre empresários, políticos e intelectuais sobre temas ligados à administração pública.

Assessoria PMA

Após reunião com Dilma, Vital garante que presidenta virá a PB em visita eleitoral

vitalzinhoO senador e candidato ao Governo, Vital do Rego Filho (PMDB), esteve em Brasília em reunião com a presidente Dilma Rousseff (PT) e contou que a candidata a reeleição para a Presidência da República virá ao estado da Paraíba durante a campanha eleitoral.

Segundo o peemedebista, Dilma determinou aos seus assessores que agendassem uma visita a Paraíba. Entretanto, esta data ainda não deve ser revelada, já que as visitas da presidente começam a ser agendadas somente após o dia 19, de acordo com Vital.

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Por outro lado, o senador não quis comentar sobre a situação envolvendo a aliança com o PT. “Está nas mãos dos advogados”. Vital também não comentou o fato de que os coordenadores da campanha de Dilma na Paraíba serão Charliton Machado, Giucélia Figueiredo e o prefeito Luciano Cartaxo, todos petistas e aliados do governador Ricardo Coutinho (PSB).

Pedro Callado

 

Renato Rabelo: O que está por trás dos ataques à presidenta Dilma

renato_rabeloDurante a entrevista, que foi concedida durante passagem do presidente do PCdoB em Curitiba em ato comemorativo pelos 92 anos do Partido, Renato alertou sobre a investida de setores de extrema direita, as “viúvas do golpe militar”, alimenta movimentos fascistas. Os quais, segundo do líder comunista, encontram espaço amplo na imprensa conservadora.

Renato também refletiu sobre movimentos que defendem o “Volta, Lula”, o que denominou como “bobagem”. E reafirmou que o que é necessário para o país e o avanço dele é a quarta vitória do povo, relegendo a presidenta Dilma Rousseff.

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“O próprio Lula tem dito, não, a Dilma tem se colocado numa posição importante, ela deve terminar sua experiência, primeira mulher na presidência da República, e nós acreditamos que o presidente Lula está certo. Ela é criticada pelas qualidades”, observou o dirigente do PCdoB.

Sobre o “cavalo de batalha” promovido pela oposição acerca da compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, o líder comunista afirmou que a mídia, que compõe o bloco de oposição, tranforma tudo a partir de uma posição. “Em um ano eleitoral tudo vem com posição embutida”. E acrescentou, “evidentemente casos como esse devem ser apurados, ams com isenção”. Postura que,s egundo Renato, não é a apresentada pela mídia. Ele ainda defendeu que, “para época, foi um negócio correto”.
Portal Vermelho

A juventude tem força e vontade de lutar, diz presidenta da UNE

Vic BarrosQuinta mulher a presidir a maior entidade da juventude brasileira, a pernambucana Vic Barros termina esse movimentado ano de 2013 enxergando uma geração de jovens com mais vontade de debater e participar dos rumos do país. Eleita para dirigir a UNE logo antes da onda de manifestações que reverberou em todo o Brasil, ela acredita que “a luta pela construção desse novo mundo parte da juventude”.

Segundo Vic, o crescimento das pautas feministas dentro da entidade tem acompanhado o acirramento de suas lutas mais importantes nos últimos anos, entre elas a ampliação do financiamento da educação pública no Brasil. Um avanço apontado pela presidenta da UNE é a aprovação da legislação que garante royalties do petróleo e recursos do fundo social do Pré-sal para esse setor. Também destaca, nesse início de gestão, as campanhas pela regulamentação do ensino privado, contra os abusos nos reajustes das mensalidades e contra o processo de desnacionalização da educação superior.

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Ela acredita que, no ano de 2014, a juventude organizada estará mobilizada em torno de temas como a democratização dos meios de comunicação e a construção de um plebiscito dos movimentos sociais para a reforma política. “Sabemos que as lutas da juventude brasileira não param de crescer e amadurecer nos últimos anos. Isso terá uma grande dimensão em 2014”, prevê.

Leia abaixo a íntegra da entrevista:

A UNE completou 76 anos em 2013, como está a vitalidade do movimento estudantil?

A energia e os ideais que a UNE carrega, ao longo de todo esse tempo estão melhores e mais jovens do que nunca. Se há uma coisa que nos orgulha no movimento estudantil brasileiro é a sua capacidade de estar sempre à frente. Isso ficou muito claro neste ano de 2013. As manifestações populares e juvenis que varreram o país a partir do mês de junho tiveram, entre suas principais pautas, temas que já estão sendo amplamente discutidos pela UNE e o movimento estudantil nos últimos quatro, cinco anos, dez anos, como a questão do transporte e do passe livre, do aumento das verbas para a Educação no país, da reforma política. O tamanho e o alcance da UNE também foram medidos, neste ano, pela enorme participação no nosso Congresso, em Goiânia, que na sua etapa preparatória envolveu quase dois milhões estudante em universidades de todos os estados do país.

O Congresso da UNE aconteceu exatamente antes das manifestações de Junho de 2013. Qual a sua avaliação desse movimentos de protestos que marcou 2013?

Acho que as manifestações mostraram a grande expectativa da população brasileira pela ampliação da cidadania, dos direitos sociais e escancararam os imensos problemas nas grandes cidades, como é o caso do acesso ao transporte e à saúde pública de qualidade. Outro saldo importante das manifestações foi o fortalecimento do movimento pela reforma política no Brasil, a partir da união de amplos setores da sociedade civil. Desde o período das Diretas Já nunca houve tanta movimentação popular e de entidades representativas para aperfeiçoar o sistema democrático do país. Isso não pode parar.

Uma das vitórias da UNE, em 2013, foi a conquista do royalties do petróleo e dos recursos do fundo social do Pré-Sal para a Educação. Qual será o próximo passo?
A mobilização nacional pelos investimentos na educação pública continuará sendo a maior prioridade da UNE e do movimento estudantil. Celebramos a conquista dos royalties e do Fundo Social do Pré-Sal para esse setor, uma das nossas grandes lutas nos anos anteriores, porque ela representa a transferência de valor de uma riqueza material para o desenvolvimento social e humano de muitas gerações. Porém, sabemos que essa é somente uma etapa da nossa jornada pela aprovação dos 10% do PIB para a Educação, um horizonte que não perdemos de vista. Lamentamos que o Congresso Nacional não tenha ainda aprovado o Plano Nacional de Educação, com essa garantia de investimento e outras metas importantes, que foram democraticamente construídas com forte participação do movimento social e educacional. Ampliaremos a pressão para a aprovação dos 10% e voltaremos às ruas quantas vezes forem necessárias.

Quando foi eleita, anunciou que uma das grandes preocupações da gestão seria a regulamentação do ensino privada e a desnacionalização do ensino superior. Por que?
Desde o período de abertura e privatização das universidades brasileiras, principalmente durante a década de 1990, nenhum governo criou mecanismos sérios e eficientes para garantir a qualidade do ensino particular e promover a sua função consitucional de garantir o direito básico à Educação. Isso ficou insustentável. O Brasil, vergonhosamente, faz vista grossa ao verdadeiro supermercado do ensino particular que, em grande parte das vezes, tem compromisso somente com o lucro de grupos econômicos já milionários, oferecendo diplomas como se fossem um produto qualquer. Essas gananciosas empresas, disfarçadas de universidades, não têm oferecido condições básicas aos alunos, desconsideram a necessidade da pesquisa e extensão universitária, intimidam o movimento estudantil e contam com um sistema de fiscalização ainda negligente. Tudo isso sem contar os já conhecidos abusos nos reajustes das mensalidades. Precisamos ampliar a nossa luta pelo chamado Projeto de Lei das Mensalidades (PL 6489/06), que obriga as universidades a terem mais transparência, evitando a exploração dos alunos. Esse cenário torna-se ainda mais grave com a entrada de grandes grupos internacionais no mercado da educação do país. Temos aí uma questão não somente de lucro abusivo de mercado, mas de ameaça à própria identidade e soberania nacional.

Você é a quinta mulher a presidir a UNE, como está o espaço voltado para as questões feministas e a luta contra o machismo?

Há atualmente um crescimento inevitável da participação feminina em todos os espaços, fruto de um acúmulo histórico das lutas feministas e da necessidade de se construir uma sociedade mais progressista, laica, igualitária, sem opressões e preconceitos. A luta pela construção desse novo mundo parte da juventude e, mesmo sabendo que ainda existe preconceito e machismo no próprio movimento estudantil, percebo que o conjunto das jovens e dos jovens brasileiros está mais perto da luta feminista. Uma juventude mais feminista é, automaticamente, uma juventude mais democrática, que reconhece a enorme injustiça histórica ligada à questão de gênero. Isso é visível no Brasil com o crescimento de movimentos importantes , as mobilizações feministas pelas redes sociais, a denúncia de práticas machistas dentro e fora da universidade e o maior número de estudantes mulheres ocupando espaços no movimento estudantil. Junto com a minha eleição para a UNE, diversas outras mulheres foram eleitas para Uniões Estaduais de Estudantes, para DCEs e DAs de todo o Brasil. Vale lembrar também, com muito orgulho, que pela primeira vez os movimentos secundarista, universitário e de pós-graduandos são dirigidos por presidentas. No entanto, a luta continua e precisamos aprovar uma reforma política que garanta a participação da mulher nos espaços de poder, já que ainda existem pouquíssimas mulheres em cargos legislativos e executivos, como senadoras e prefeitas. É preciso também repudiar e punir de forma exemplar, além de incentivar mais campanhas e criar instrumentos mais eficazes de combate à violência contra as mulheres.

Qual a sua previsão para as lutas e mobilizações do movimento estudantil para 2014?
Sabemos que as lutas da juventude brasileira não param de crescer e amadurecer nos últimos anos. Isso terá uma grande dimensão em 2014, quando teremos algumas pautas centrais. Entre elas destaco a pressão pela aprovação do Plano Nacional de Educação, o fortalecimento da luta dos movimentos sociais sobre a reforma política e a mobilização pela democratização dos meios de comunicação. Precisamos de maturidade e unidade para conseguir intervir nessas questões. Além disso, é preciso consolidar a plataforma de reivindicações do movimento estudantil para todos os candidatos das eleições nacionais, mostrando qual é o Brasil que a UNE e os movimentos sociais esperam. É hora de avançar muito mais e, para isso, a juventude precisa manter seu fôlego, sua rebeldia e sua consciência transformadora nesse ano de 2014.

 

http://www.vermelho.org.br

Presidenta Dilma promete passagem de avião com preço equivalente à de ônibus

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A presidente Dilma Rousseff (PT) disse na sexta-feira (3) que o plano de subsídio lançado pelo governo federal para apoiar a expansão da aviação regional no país deverá garantir que o preço das passagens aéreas seja equivalente ao das tarifas de ônibus.

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A promessa foi feita em discurso em Uberaba (MG) durante a abertura da Expozebu, tradicional feira pecuária que ocorre no município do Triângulo Mineiro.

Dilma citou o projeto ao falar de investimentos no aeroporto local.

“O morador aqui de Uberaba vai poder acessar uma viagem de avião a um preço mais ou menos equivalente a uma viagem de ônibus. Em algumas cidades isso ocorrerá no Brasil”, afirmou Dilma.

Para que isso seja possível, segundo a presidente, haverá subsídio do governo. “Queremos incentivar a aviação para cidades médias. Por isso, criamos uma estrutura de subsídios que vão assegurar o fluxo de passageiros.”

Segundo a presidente, o projeto de interiorização da aviação regional prevê investimentos em 280 aeroportos brasileiros.

Esses terminais, afirmou ela, serão ampliados e reequipados. “Iremos garantir uma estrutura mínima de pátio, pista e terminal.”

O projeto está a cargo da Secretaria de Aviação Civil e do Banco do Brasil, que é o agente financeiro responsável pelos investimentos.

Apesar de ter dividido o palco da Expozebu com o senador Aécio Neves (PSDB), virtual adversário de Dilma em 2014, os dois mal se falaram na feira. O tucano não discursou e deixou o local pouco depois do início da solenidade.

 

 

Fonte: Folha de S. Paulo

Presidenta anuncia investimentos de R$ 265 milhões para enfrentamento da violência contra mulheres

Gustavo Miranda/
Gustavo Miranda/

A presidenta da República, Dilma Rousseff, anunciou a criação de unidades que serão conhecidas como Casa da Mulher Brasileira. No primeiro momento cada unidade federativa receberá uma dessas casas. A medida faz parte do programa “Mulher: Viver sem Violência”, lançado na manhã desta quarta-feira (13), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

Ao lado da ministra Eleonora Menicucci, da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR), a presidenta Dilma Rousseff afirmou que serão investidos aproximadamente R$ 265 milhões até o final do próximo ano na iniciativa. Segundo ela, a meta é “avançar até que todos os governos tenham tolerância zero com a violência contra as mulheres”, crime que ela definiu como vergonha para a sociedade.

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“Hoje é mais um dia em que afirmamos o compromisso de honrar as mulheres”, disse a presidenta, que também citou a luta contra a exploração sexual de mulheres.

De acordo com a SPM/PR, o objetivo é dar uma resposta “mais forte, integrada e humanizada” do governo federal para a violência contra as mulheres. O programa vai congregar os serviços públicos e organizar o atendimento às vítimas. Boa parte desses instrumentos foram criados e mantidos a partir do Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. Campanhas educativas e de utilidade pública para prevenção e enfrentamento à violência também compõem o rol de ações.

A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) foi representada por Patrícia Barcelos, secretária-executiva da pasta. A ministra Maria do Rosário está em Porto Alegre para acompanhar o velório de Márcia Santana, secretária de Políticas para as Mulheres do Rio Grande do Sul, que faleceu na madrugada desta quarta-feira (13). Inclusive, Márcia Santana foi homenageada pela presidenta durante o evento no Palácio do Planalto.

Disque 100 e 180 – No seu discurso, a presidenta Dilma Rousseff também destacou o fortalecimento dos canais de comunicação do governo federal para recebimento de denúncias de violações dos Direitos Humanos e de violência contra as mulheres, respectivamente o Disque 100 e Disque 180. Conforme a presidenta, essas são as duas principais ferramentas disponíveis para a população denunciar situações irregulares.

Creches – A presidenta Dilma aproveitou a oportunidade para reafirmar o compromisso de construir 1,5 mil escolas de educação infantil em todo o país ainda neste ano.

Assessoria de Comunicação Social

Presidenta Dilma cancela agenda no Chile e segue para Santa Maria

DilmaA presidenta Dilma Rousseff segue ainda na manhã deste domingo (27) do Chile para Santa Maria, no Rio Grande do Sul, para acompanhar o socorro às vítimas do incêndio na boate Kiss em Santa Maria, que durante a madrugada deixou, pelo menos, 180 mortos e mais de 200 feridos.

A presidenta está acompanhando a tragédia desde as primeiras horas do dia quando, por telefone, ofereceu ao governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, “toda a ajuda necessária”. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto, desde cedo Dilma determinou a todos os ministros que deem apoio em suas respectivas áreas.

A presidenta, que participava no Chile da reunião da  Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) com a União Europeia (UE) cancelou a participação hoje em três reuniões bilaterais com autoridades da Argentina , Letônia e Bolívia por causa da tragédia.

A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, já está a caminho de Santa Maria com o governador gaúcho. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, está em São Paulo e também vai para o Rio Grande do Sul para providenciar apoio na área da saúde. Segundo a assessoria do ministério, uma das possibilidades é a abertura de leitos no Grupo Hospitalar Conceição, em Porto Alegre, que é vinculado ao Ministério da Saúde, para socorrer as vítimas.

A coordenação da Força Nacional do Sul também está sendo deslocada para Santa Maria para  identificar necessidades e tomar previdências.

Da redação com AB

Projeto de irrigação da Codevasf no Piauí terá ordem de serviço assinada na presença da presidenta Dilma

 

Na presença da presidenta Dilma Rousseff será assinada nesta sexta-feira (18), no município de São Julião (PI), a 386 km de Teresina, ordem de serviço para início das obras de infraestrutura do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, que será implantado sob responsabilidade da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf). A assinatura faz parte da programação da visita da presidenta ao Piauí.

As obras do Marrecas-Jenipapo contemplam investimentos de R$ 46,5 milhões, oriundos do Programa Mais Irrigação – Eixo 3 – Projeto de Interesse Social. A empresa contratada está encarregada de implantar toda a parte de infraestrutura hídrica do projeto, como estações de bombeamento, canais e elevatórias. O prazo previsto para execução das obras é de 900 dias.

O projeto de irrigação fica localizado no assentamento Marrecas, distante 31 km da sede do município de São João do Piauí e 499 km da capital Teresina. Ele prevê captação de água com vazão de 1,23m³/s do rio Piauí para irrigar mil hectares distribuídos em 200 lotes familiares de cinco hectares.

Com o projeto, estima-se que 200 empregos diretos e 600 indiretos sejam criados; que a produção agrícola do município mais que triplique, subindo de 5.684 toneladas para 17.584 toneladas; a renda média anual do agricultor familiar salte de R$ 822,06 para R$ 5.427,57; e uma população de 81.136 habitantes seja beneficiada nos 13 municípios da região: São João do Piauí, Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa.
        
Os investimentos poderão transformar o Piauí em um dos grandes produtores de frutas da região Nordeste, especialmente de uva, devido às condições favoráveis de solo, água e sol, indispensáveis para uma produção de qualidade. Os mil hectares implantados em Marrecas-Jenipapo serão para a produção de uva, acerola, goiaba, mamão, melancia, banana, abacaxi e melão, entre outras frutas. Hoje, 75 famílias vivem exclusivamente da produção de frutas no assentamento. Com a implantação desse projeto, outras 200 famílias também começarão a produzir.
         
Mais Irrigação – Lançado em novembro de 2012 pela presidenta Dilma Rousseff, o Mais Irrigação, que é coordenado pelo Ministério da Integração Nacional (MI), prevê investimentos de R$ 10 bilhões – R$ 3 bilhões em recursos públicos, por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), e R$ 7 bilhões em recursos privados. Dos 66 projetos incluídos no programa, 32 estão a cargo da Codevasf, totalizando 350 mil hectares e recursos de R$ 1,6 bilhão.

Dentro do Mais Irrigação, o Piauí será contemplado com R$ 275,7 milhões em investimentos destinados ao aumento da produtividade das áreas irrigadas e ao apoio à agricultura familiar. Do montante de recursos previstos para o estado, R$ 49,7 milhões serão voltados a dois projetos sob a responsabilidade da Codevasf, que estão incluídos em dois dos quatro eixos do Programa.

Na manhã desta quinta (17), o superintendente da Codevasf no Piauí, Valdiney Amorim, falou sobre os investimentos do Mais Irrigação no estado para o programa Bom Dia, Piauí, da TV Clube, afiliada da rede Globo. Assista à entrevista clicando aqui: http://g1.globo.com/pi/piaui/bom-dia-piaui/videos/t/edicoes/v/presidente-da-codevasf-pi-fala-sobre-as-metas-do-programa-mais-irrigacao-no-piaui/2350704/

Assessoria de Comunicação da Codevasf para o Focando a Notícia