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Campanha eleitoral na PB ainda não registrou nenhuma denúncia, mas discurso de ódio nas redes sociais preocupa, diz juiz

Distância do cidadão do processo político eleitoral na Paraíba está fazendo com que o início da campanha eleitoral no Estado da Paraíba tenha um gostinho de ‘paz e amor’.

É que mesmo após uma semana do início oficial da campanha, o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba não registrou, até agora, nenhuma denúncia sequer.

Para o juiz da propaganda eleitoral, Marcos Sales, esse ano as farpas do eleitorado estão mais direcionadas às redes sociais que ao corpo a corpo. Os conflitos que antes começavam nas ruas, agora começam nas redes sociais.

“O eleitor tem se mantido com um certo distancioamento crítico, inclusive com relação ao poder judiciário. Mas, diferentemente das ruas, as mídias sociais trazem em si um certo discurso do ódio, essa é a nossa maior preocupação, por isso fazemos um apelo par aque esse discurso não chegue às ruas, pois eleição passa”, disse.

O juiz ressalta que quem quiser fazer denúncia, deve estar munido de provas, para não ser processado pela denunciação caluniosa.

“O eleitor pode procurar a justiça eleitoral ou pode comunicar o fato via smarphone, porque todo denúncia deve ser efetivada por meio de provas. Se a denúncia for caluniosa, o responsável pagará as medidas cabíveis”, ressatou.

 

 

PB Agora

Ruschel, Follmann e jornalista têm boa evolução; Neto é quem mais preocupa

(Foto: Leonardo Lourenço)
(Foto: Leonardo Lourenço)

Os dois médicos brasileiros que estão em Medellín com os sobreviventes do voo da Lamia concederam nova entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira para atualizar o estado de saúde dos quatro pacientes brasileiros, todos internados no Hospital San Vicente, em Rionegro, referência na Colômbia.

Ao lado do diretor do hospital colombiano, Ferney Rodríguez, o médico intensivista Edson Stakonski e o ortopedista Marcos André Sonagli, que representam a Chape na Colômbia, explicaram o estado de saúde dos jogadores Alan Ruschel, Neto, Jackson Follmann e do jornalista Rafael Henzel.

– Neto é quem mais preocupa. Está sedado, entubado, continua em situação muito crítica, com respiração mecânica e algumas questões pendentes, em cuidado intensivo, com relaxamento muscular, vamos ver como evolui nas próximas 12 a 24 horas – disse Stakonski.

Os três médicos ressaltaram que a evolução de Neto é mais lenta, mas não houve regressão em seu estado clínico.

Todos eles correm risco de ter infecção, pneumonia. Um dos maiores receios em UTI é infecção. Por isso precisamos ter cautela
Edson Stakonski, médico intensivista

– Todos eles correm risco de ter infecção, pneumonia. Um dos maiores receios em UTI é infecção. Por isso precisamos ter cautela – disse Stakonski.

– Só de três deles terem a possibilidade de saírem do leito, já é um grande sinal. Três estão quase se sentando, é uma grande evolução – emendou o médico, sobre Ruschel, Follmann e Henzel.

– Tirá-los da cama é uma evolução bastante importante. Ajuda na fisioterapia e recuperação – disse Sonagli.

Segundo os médicos, Ruschel, Follmann e Henzel estão conscientes e animados, conversando muito com as famílias.

– Follmann está bem, estável, evolui bem. Vai fazer revisão das feridas operatórias ainda hoje – disse Rodríguez.

– Hoje ou amanhã vamos fazer uma limpeza das feridas do Jackson. Não há previsão de aumentar a amputação. Pra cicatrizar melhor e ter um bom prognóstico futuro – completou Sonagli.

– Alan Ruschel está estável, esperamos que ele se mexa um pouco mais, a cirurgia na coluna evolui de forma boa – disse Rodríguez.

Sobre o jornalista Rafael Henzel, os médicos relataram que ele está consciente e, por enquanto, não será feita uma cirurgia nas fraturas da costela.

Stakonski contou que conversou com os dois membros bolivianos da tripulação que sobreviveram ao acidente. Ambos reforçaram que não houve qualquer comunicação de emergência do piloto para os passageiros, apenas a recomendação de praxe para que colocassem o cinto de segurança, preparando-se para o pouso.

Os médicos voltaram a dizer que qualquer teoria sobre o motivo de eles terem sobrevivido é mera especulação e que não se sabe ainda a posição de cada um no avião.

Globoesporte.com

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Incêndio destrói vegetação da zona rural de Areia há vários dias e preocupa moradores

incendioUm incêndio na zona rural da cidade de Areia, no Brejo paraibano, vem preocupando moradores da região há vários dias.

De acordo com informações, o incêndio teria iniciado há cinco dias e já atingiu diversas propriedades rurais da cidade.

Os moradores da região não sabem precisar o que teria causado o incêndio, o que levanta a suspeita de a prática ser criminosa.

Por conta da situação, os próprios agricultores estão tentando apagar o fogo do jeito que podem, mas as chamas insistem em destruir a vegetação.

Há 40 dias, aproximadamente, um outro incêndio também destruiu parte da  vegetação local.

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Incêndio destrói mata há vários dias e preocupa moradores em Alagoa Grande

Foto reprodução TV Cabo Branco
Foto reprodução TV Cabo Branco

Um incêndio no Distrito de Canafístula, na zona rural de Alagoa Grande, no Brejo paraibano, vem preocupando moradores da região há vários dias.

De acordo com informações, o Corpo de Bombeiros foi acionado, mas teria informado que não enviou equipes por conta do difícil acesso à serra. Há informação também que só atende a chamados desse tipo quando a situação põe risco a plantios, animais e pessoas.

Por conta da situação, os próprios agricultores estão tentando apagar o fogo do jeito que podem, mas as chamas insistem em destruir a vegetação.

A causa do incêndio ainda não foi descoberta e só uma perícia no local pode solucionar o caso.

Os bombeiros disseram que nessa época do ano incêndios como esse são comuns por conta das altas temperaturas.

Veja fotos:

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Contra o relógio: tempo de descanso até a decisão preocupa Bernardinho

‘Só mais uma pergunta, a Itália já está descansado”. A frase descontraída do técnico Bernardinho no fim da entrevista coletiva deixou clara a principal preocupação do treinador antes da final de domingo. Depois de bater a Rússia por 3 sets a 0, parciais de 25/21, 25/20 e 25/17, e garantir a vaga na decisão olímpica pela quarta vez seguida, o comandante começou a fazer contas. E o resultado não foi nada animador. Entre o fim da semifinal e o início da disputa pela medalha de ouro no Maracanãzinho, o time masculino de vôlei do Brasil terá pouco mais de 30 horas de recuperação.

A bola volta a subir às 13h (de Brasília) de domingo. Com jogadores sofrendo com o desgaste físico, Lipe e Lucarelli eram dúvida para a semifinal, jogaram e serão novamente avaliados, Bernardo também se preocupa com as horas de sono de seus atletas. Nos últimos seis jogos, o Brasil atuou por volta das 22h30. Ou seja, os jogadores se acostumaram nos últimos dez dias a irem dormir depois das 3h da manhã.

– Temos pouco mais de 30 horas até a partida. Muito pouco. E pior: com os jogos noturnos, os atletas tem ido dormir sempre às 3h, 4h da manhã. Não sei se vão conseguir dormir antes. E no domingo a final será às 13h. O sono da tarde não é o mesmo do sono da noite. É complicado – avisou Bernardinho, técnico responsável por levar o Brasil a quatro finais seguidas nos Jogos.

Bernardinho Brasil x Rússia (Foto: Juan Mabromata / AFP)Bernardinho comemora a fácil vitória pela Rússia: após um ouro e duas pratas, técnico volta a levar o Brasil à uma final olímpica (Foto: Juan Mabromata / AFP)

 

Luta pela sobrevivência

Depois de uma primeira fase irregular, com três vitórias e duas derrotas, o Brasil vem se superando a cada partida. Passada a pressão inicial, o time cresceu durante a competição. Foi assim contra a França, jogo que podia decretar a eliminação precoce, diante da Argentina, classificada como líder do Grupo B, e na vitória contra a atual campeã olímpica, a Rússia, na semifinal. Para Bernardinho, o time mostrou capacidade e caráter na hora certa.

Estamos hospedados na vila. Os jogadores andam por lá e se sentem como o Neymar. Todo mundo conhece a gente, a expectativa das pessoas é grande.
Bernardinho

– Estamos hospedados na vila. Os jogadores andam por lá e se sentem como o Neymar. Todo mundo conhece a gente, a expectativa das pessoas é grande, das mais simples aos conhecedores de vôlei. A partir do jogo contra a França, lutávamos pela sobrevivência. E o time mostrou capacidade para lidar com isso. Estávamos com as costas da parede. Contra a Argentina, um time teoricamente menos capacitado, a pressão era toda nossa. E dois se contundiram. Mais uma vez o time mostrou que tinha caráter porque ser o melhor nem sempre é o suficiente. Temos sempre que dar o nosso melhor. Sufocamos a Rússia, eles não conseguiram sair. Foi a nossa melhor atuação. A Itália tem armas diferentes, será um jogo diferente – avisou.

globoesporte

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Extermínio de animais doentes preocupa ONGs na PB e projeto causa polêmica

exterminio-de-animaisApós ser aprovada pela Câmara o Projeto de Lei que torna crime a violência física ou mental contra animais, autoridades paraibanas defendem o extermínio de animais doentes como forma de combate o Calazar no Estado.

Para as autoridades, a medida visa proteger a saúde pública, já grupos de defesa animal alegam que cidades do interior estariam armazenando cães em locais inadequados, sem estrutura e defendem o controle populacional com a castração.

Especialistas em saúde pública afirmam que cães e gatos que vivem nas ruas podem transmitir doenças que oferecem risco à saúde humana, como raiva e calazar, que pode ser transmitida através de mosquitos infectados, que picam animais doentes e podem infectar humanos. Apesar de a doença ter cura para os humanos, os especialistas continuam defendendo o extermínio.

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Em Sumé, é onde a ideia de matar os animais está mais amadurecida, de acordo com a Secretaria de Saúde da Cidade, a possibilidade de sacrifício é levada em conta, pois há muitos animais na rua.

A prefeitura do Município de Sumé, a 265 km de João Pessoa, é uma das cidades que vem se reunindo para tentar solucionar o problema. De acordo com o secretário de Saúde municipal, Antônio Carlos, existe uma estrutura local e a possibilidade de sacrifício de cães é levada em conta apesar de garantir que não tomará política de extermínio indiscriminado de cães e gatos, mas apenas dos animais doentes e que sejam nocivos à saúde humana.

Já ONGs de proteção animal em João Pessoa, apontam que as cidades do interior não tem suporte para custear ou garantir o tratamento correto e as devidas acomodações desses animais, que segundo elas sofrem com má alimentação, falta de cuidados e chegam a morrer nos canis.

A ONG Harpias denunciou que em Sumé há denúncias de que os animais mortos estão no mesmo local que os vivos, a céu aberto e sem cuidados. Além disso, ela alega que os animais não podem ser sacrificados sem confirmação dos laudos. Além disso, a ONG aponta que as cidades devem promover a castração dos animais de rua que é o método mais indicado para o controle populacional, alertando ainda que só colocar para adoção não resolve a situação porque a taxa de adoção é pequena.
Em João Pessoa, o trabalho do Centro de Vigilância Ambiental e Zoonoses, ligado a Secretaria de Saúde, é de recolher animais que estejam doentes, oferecendo risco a população ou ao trânsito.

De acordo com a médica veterinária Suely Silva, os animais que chegam ao local passam por um período de observação para avaliação da saúde e exames. “Os animais chegam e são feitos exames para detectar doenças. Estando bem de saúde, o animal vai para adoção e fica conosco até ser adotados, mas se estiver com alguma doença, como o Calazar, ele tem que ser sacrificado porque a doença não tem cura nos animais e eles podem ajudar a infectar os outros”, falou.

Além dos testes de saúde, os animais não dóceis também correm o risco de serem sacrificados. “Se for dócil e não apresentar comportamento agressivo, vai direto para adoção. Se o animal for de comportamento difícil, nós tentamos ressocializá-lo para que seja adotado”, concluiu a veterinária.

Outras cidades da Paraíba, como Bayeux, Cabedelo e Santa Rita também estariam com ações de controle populacional de animais de rua e de acordo com o coordenador do Núcleo de Zoonoses da Secretaria Estadual de Saúde, Assis Azevedo, as cidades devem tomar precauções para poder realizar serviços de recolhimento e sacrifício de animais de rua.

“A partir do momento que a prefeitura recolhe esses animais, ela fica responsável por eles. As cidades devem ter estrutura para fazer isso. Elas podem procurar o Zoonoses estadual para orientações. Quanto à eutanásia de animais, a prefeitura só pode realizar isso com os devidos laudos que confirmem a doença e se houver também algo no código de postura do Município. Se o sacrifício for feito sem autorização no código, o Município cometerá um crime”, alertou Assis Azevedo.

paraiba.com.br

Deputado diz que grupo de Galdino não se preocupa com traições

tiãoO deputado estadual Tião Gomes (PSL) voltou a afirmar que o grupo de aliados do deputado Adriano Galdino (PSB) está unido rumo  a Mesa Diretora da ALPB. Segundo o parlamentar, o grupo de eleitores de Galdino é composto por 21 fiéis componentes, que já declaram abertamente seus votos. “Nós temos 21 deputados ao nosso lado. E esses 21 serão os que vão votar em Gervásio[Maia](PMDB) e Adriano no próximo domingo na Assembleia Legislativa”, garantiu Tião.

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O deputado do PSL destacou que a única preocupação do grupo é a de manter-se unido. “Nós vamos fazer diferente na Assembléia porque, pela primeira vez, nós temos uma eleição dupla para o primeiro e o segundo biênio, onde todos os deputados serão contemplados e teremos a democratização da Assembleia”, concluiu.

PB Agora

Jornalista desmaia ao vivo, preocupa espectadores e gera muitas piadas na Internet

jornalistaUm dos principais jornalistas esportivos do País na atualidade, Paulo Vinicius Coelho, o PVC, enfrentou uma situação difícil no sábado. Durante o programa “Rodada Fox”, ele passou mal e até desmaiou no estúdio. No entanto, de acordo com a emissora, foi apenas uma queda de pressão, já que PVC está com virose há dois dias.

PVC passou mal enquanto estava comentando a vitória do Corinthians no amistoso diante do Corinthians-Casuals. O apresentador ao lado dele, Gustavo Vilani, até tentou chamar o intervalo antes do comentarista piorar, mas PVC desmaiou em seguida, quando o programa ainda estava no ar.

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Após o intervalo, Vilani anunciou que PVC já estava melhor e sendo cuidado por médicos. Ele disse que o comentarista nem precisou ir ao hospital e rapidamente se recuperou. Tanto que o próprio PVC apareceu no final do programa fazendo brincadeiras e até prometendo que vai comentar o jogo Boca Juniors x River Plate neste domingo.

Como a visibilidade de PVC é grande, o acontecimento tomou conta das redes sociais. A maioria das pessoas se preocupou com o estado de saúde dele, mas outros também fizeram piadas.

Terra

Brasil se preocupa com nova lei da maconha no Uruguai

maconhaApesar de evitar tratar do tema publicamente, o governo brasileiro se preocupa com os impactos da decisão sobre a maconha no Uruguai, que anteontem se tornou o primeiro país no mundo a legalizar a produção e o comércio da droga.

 

Dilma Rousseff tratou pessoalmente do tema com o presidente uruguaio José Mujica no mês passado, quando ele esteve em Brasília. Na ocasião, Dilma disse que entendia e respeitava a discussão, mas expressou receio em relação aos efeitos da liberação, em especial no Brasil.

 

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Mujica disse que o Uruguai não será uma Amsterdã, destino do chamado turismo da “droga”, e assegurou que todo tipo de controle será usado para evitar que a lei seja desvirtuada.

 

Apesar das promessas de Mujica, o Brasil se prepara para reforçar o controle de pessoas e bagagens, se confirmado o esperado aumento no fluxo de brasileiros ou uruguaios cruzando a fronteira.

A Polícia Federal poderá enquadrar em tráfico internacional de drogas quem tentar entrar no Brasil com qualquer quantidade de maconha. A pena para tráfico de entorpecentes –três a dez anos de prisão– pode ser acrescida de até seis anos caso fique constatada a “transnacionalidade do delito”.

 

Não se acredita, entretanto, que a nova lei vá inverter as rotas do tráfico. O Paraguai deverá permanecer como o principal produtor de maconha da América Latina. Atualmente, ele é responsável, segundo estimativas da PF, por até 95% da maconha que entra no Brasil.

 

Indagado se a “moda vai se espalhar”, o ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse que “cada país deve, de acordo com a sua realidade, seguir o caminho que acredita ser justo”. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse que a medida não deve ter nenhum impacto sobre a saúde pública brasileira.

 

“A lei brasileira já não criminaliza o usuário. O grande desafio que temos, no Brasil, é montar uma rede de cuidados à saúde para pessoas que sejam vítimas do uso abusivo de drogas, sobretudo o crack”, afirmou.

 

ESPECIALISTAS

Especialistas ressaltam que a ação uruguaia é apenas uma de um conjunto de medidas adotadas na tentativa de recuperar áreas degradadas e combater o aumento da violência no país.

 

“Em vez de responder com caveirões, unidades agressivas de choque e robocops, eles optaram por ações de prevenção e um enfoque mais progressista em relação ao problema. Esta legalização da produção e comércio da maconha é apenas uma das estratégias”, diz o sociólogo Cláudio Beato, do Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG.

 

Uol

Aumento de terceirização preocupa Ministério Público do Trabalho

Procurador-geral chama atenção para projetos de lei que retiram direitos trabalhistas. Problemas relacionados à terceirização são debatidos em São Paulo

Por Bianca Pyl

O aumento da terceirização no Brasil preocupa o Ministério Público do Trabalho. O orgão promoveu na semana passada um fórum em São Paulo para discutir a questão, com a participação de acadêmicos, juízes e demais atores da sociedade civil envolvidos com questões relacionadas à segurança e saúde do trabalho. O procurador-geral do Trabalho Luís Antônio Camargo de Melo defende que o momento é crucial para evitar retrocessos  (veja abaixo vídeo com os principais argumentos do procurador-geral).

 

O procurador-geral Luís Antônio Camargo de Melo,
defende que momento é crucial para defesa de
direitos trabalhistas. Foto e vídeo: Bianca Pyl

“Os trabalhadores sofrem uma ofensiva do empresariado, que tem seus representantes no poder legislativo, temos algumas propostas tramitando no Congresso Nacional que tem por objetivo retirar direitos garantidos na constituição. Uma delas é aquela que pretende definir e regular por lei a terceirização”, explica, referindo-se ao Projeto de Lei (PL) 4.330, de 2004, do deputado Sandro Mabel (PL-GO). O procurador-geral defende que a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) e a Constituição Federal são instrumentos que já garantem os direitos aos trabalhadores e devem ser valorizados.

“Acusada por muitos de ser anacrônica e responsável por não haver um volume maior de crescimento e progresso, a nossa legislação tem um escopo de proteção ao trabalhador muito avançada. O Direito do Trabalho é iminentemente protetivo e surge para estabelecer um equilíbrio jurídico entre patrão e empregado”, afirma.

Terceirização
Existem cerca de 8 milhões trabalhadores terceirizados e 31 mil empresas terceirizadas, segundo o MPT. Os setores que mais terceirizam são os da saúde, da construção civil e bancário. Entre os problemas decorrentes da terceirização estão o aumento do número de acidentes de trabalho e a dificuldade de o empregado conseguir pleitear seus direitos na Justiça. “Por ser empregado de uma empresa e prestar serviço em outro local, isso gera uma série de problemas e complicações, por exemplo,  dificuldade em identificar sua entidade sindical”, detalha Luís Camargo. Quem presta serviço em um banco mas não é empregado direto não será regido pelas normas conquistadas pelo sindicato dos bancários. “Esse empregado é considerado de segunda categoria, cria-se uma dísparidade. Muitas vezes esse trabalhador desempenha a mesma função que os empregados diretos”.

Na construção civil, alto índice de acidentes de trabalho preocupa autoridades (Foto Fernanda Forato)

No encontro, intitulado “Seminário sobre terceirização e precarização nas relações de trabalho”, realizado na quinta-feira (13) na Procuradoria Regional do Trabalho da 2 Região (PRT-2), também foram destacados outros problemas e impactos da terceirização. O professor doutor da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Minas Gerais Márcio Túlio Viana, um dos palestrantes, destacou que muitas empresas adotam a prática como forma de externalizar custos e minimizar riscos. “A empresa cobra responsabilidade e tenta se desresponsabilizar. Ela pode reagir de forma rápida em relação ao mercado, se tiver uma crise, por exemplo”, diz, ressaltando que a situação é mais grave quando empresas optam terceirizar funções internas.

“O processo de ‘coisificação’ do trabalhador começa quando a empresa decide quem irá contratar, o corpo é escolhido de acordo com as características exigidas pela empresa contratante da terceirizada”, explica, ressaltando que o trabalhador terceirizado não se reconhece como semelhante do trabalhador contratado diretamente. “Ele é uma subespécie de trabalhador, trabalhador de segunda categoria, flutuante, oscilante. Por isso não se unem para reivindicar seus direitos”, avalia.

Ainda segundo dados do MPT, o empregado terceirizado costuma ter baixa escolaridade, ser migrante ou filho de migrante. O problema afeta sobretudo mulheres. “Estas características marcam uma discriminação de gênero e refletem a deficiência educacional no Brasil. Ninguém é terceirizado por opção, mas sim porque é a única forma que sobrou para trabalhar, sem perspectiva de evolução”, analisa Jorge Luís Souto Maior, juiz do Trabalho da 15 Região e livre-docente da Universidade de São Paulo, outro dos participantes.

Ele contou  histórias de direitos não respeitados como a da ascensorista de um Tribunal de São Paulo que há oito anos não tirava férias porque, a cada ano, a empresa prestadora mudava, assim como seu contrato de trabalho. “A perspectiva do terceirizado é muito dura, invisibilizado, no sentido de estarem há anos em um mesmo lugar e as pessoas nem se darem conta dele”, avalia. Outra dificuldade é em relação a verbas rescisórias. E em alguns casos, as empresas somem sem pagar nada aos trabalhadores. “As empresas terceirizadas não tem capital suficiente para o quadro de funcionários que têm, o proprietário não tem condições de assumir os encargos trabalhistas”, explica o juiz.

Artimanhas legais
O juiz relata ainda que empresas terceirizadas fazem rodízio dos trabalhadores que exercem as funções de vigilantes e ajudante geral para dificultar o vínculo empregatício. “Essas pessoas trabalham cinco dias seguidos e folgam um, que não necessariamente é o domingo. Estão cada dia em um lugar”, conta.

Ele cita também situações em que o empregado presta serviço em São Paulo, mas recebe menos do que o mínimo paulista de salário porque a empresa terceirizada é do Paraná. “Isso dificulta se o empregado quiser fazer uma reclamação trabalhista, ele nem sabe a quem recorrer, não conhece seu patrão”. E aponta que grandes empresas que terceirizam, quando processadas, conseguem mandados de seguranças e recorrem de sentenças, cujos valores em muitos casos são irrisórios. “Recorrer para não pagar verbas rescisórias, que tem o caráter da urgência, recurso utilizado para alimentação, com custo menor do que o processo em sim é muito comum.”

O raciocínio de que a  terceirização gera emprego é perverso, defende o magistrado. Não vislumbro possibilidade de terceirização lícita em contraposição ao ilícito, que por si é degradante, segregadora, transforma a pessoa em coisa.  Precisamos, por meio do direito destruir este fenômeno e não aprofundar e justificar a existência deste fenômeno. Considero um absurdo a existência de terceirização no setor público”.

Veja vídeo com posicionamento do procurador-geral do Trabalho, Luís Antônio Camargo de Melo, sobre terceirização:  

 reporterbrasil