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Campanha cara prejudica candidatos dos trabalhadores e minorias

 

urnaEmbora tenham se programado durante anos para enfrentar as eleições, deputados e senadores estão assustados com os altos custos das campanhas. E passaram as últimas semanas desfilando um rosário de queixas nas lideranças dos partidos, segundo informações de gabinetes da Câmara e do Senado.

As principais reclamações são o aumento dos valores em relação a 2010 (bem maior que o esperado), a redução de contribuições partidárias e, ao mesmo tempo, a situação desproporcional pela qual eles têm de enfrentar em relação aos candidatos que recebem grandes doações.

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Muitos dos beneficiados com maiores recursos terminam em mandatos com pouca representatividade popular e que acabam defendendo no Legislativo interesses de grandes grupos econômicos. Do outro lado dessa movimentação, encontram-se os candidatos cujos assessores têm se esmerado em realizar jantares, ações entre amigos e eventos diversos para arrecadar recursos como forma de bancar o difícil período eleitoral.

Alguns parlamentares desistiram de se recandidatar e outros apontam a situação financeira como principal dificuldade para manter a cadeira. “É claro que essa influência é maléfica e deixa o Congresso cada vez mais desproporcional. Só conseguiremos acabar com tamanha distorção, de fato, com a reforma política”, enfatizou o líder do governo na Câmara, deputado Henrique Fontana (PT-RS), ao avaliar o quadro.

“Não há problema em se fazer uma campanha mais barata, até deveríamos todos tentar isso. O problema é concorrer com adversários que gastam fortunas enquanto se faz essa campanha barata. Só vamos conseguir resolver isso quando conseguirmos isolar o poder econômico do processo eleitoral”, acrescentou, na mesma linha, o senador Humberto Souto (PPS-MG).

Diferença grande

Conforme levantamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgado recentemente, enquanto em 2010 o gasto com a campanha de um deputado federal ficou, em média, em R$1,1 milhão, este ano a previsão é de R$3,6 milhões. Já o gasto para a campanha de um senador, subiu de R$4,5 milhões para R$5,6 milhões. A estimativa foi feita com base nas previsões orçamentárias apresentadas por todos os candidatos registrados na Justiça Eleitoral.

Além disso, gastos com comitê de campanha, tirando os profissionais especializados, ficam, por baixo, em R$ 12 mil a R$ 15 mil mensais, diz um assessor, o que ajuda a inflacionar a conta total. A previsão feita atualmente é de que, somados, os custos de todas as candidaturas formalizadas no TSE nas eleições deste ano – 25.381 disputando cargos na Presidência da República, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados, Assembleias Legislativas e Câmara Distrital do Distrito Federal – chegarão a um montante R$24 bilhões a mais que o de quatro anos atrás, de acordo com dados do próprio tribunal.

A distorção fica mais gritante quando se percebe que as bancadas do empresariado, evangélica e do agronegócio estão sempre bem preparadas para apoiar em massa candidaturas que os representem. Essa concorrência diminui as chances de candidatos históricos que, há anos, têm representado os trabalhadores e se destacado em áreas como direitos humanos e direitos das minorias.

Perspectiva preocupante

Em outubro passado, estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) mostrou que, em função dessas distorções, a Câmara dos Deputados, nas próximas eleições, corre o risco de passar por uma renovação só vista anteriormente em 1990, da ordem de 61% dos componentes. No caso do Senado, a renovação também ocorrerá, mas não de forma tão expressiva, uma vez que apenas um terço das cadeiras estarão em disputa.

Na avaliação do analista político Antonio Carlos Queiroz, do Diap, se não houver uma grande articulação das entidades sindicais, a bancada que defende os trabalhadores no Legislativo correrá o risco de ficar pequena diante de deputados e senadores menos comprometidos com as questões trabalhistas e causas sociais. “Essa perspectiva é preocupante”, ressalta.

Como se não bastasse esse problema de ordem econômica, parlamentares têm apresentado outras dificuldades na recondução de candidaturas. Jean Wyllys (Psol-RJ), que foi defensor da autorização para casamento entre pessoas do mesmo sexo e contribuiu para o andamento de muitas matérias na Comissão de Direitos Humanos, quase não se candidatou.

Ele ameaçou, em maio passado, não disputar a reeleição, diante do apoio dado pelo Psol ao pastor Silas Malafaia, que possui posição antagônica às defendidas por Wyllys, principalmente em relação aos direitos civis. Malafaia é o padrinho político da candidatura do pastor evangélico Jefferson Barros, do mesmo estado, a deputado federal, o que complica a situação de Jean Wyllys.

A deputada Erika Kokay (PT-DF), que também teve trabalho atuante na área e possui um eleitorado bem segmentado, realizou eventos para conseguir angariar recursos e as campanhas costumam ser feitas por meio de muito corpo a corpo junto ao eleitorado, nas comunidades.

Em Minas Gerais, o petista Nilmário Miranda, vive situação complicada. Ele também não recebe doações de grandes empresários e a candidatura, segundo informações de colegas da mesma legenda, enfrenta dificuldades. Ele foi o criador da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e ministro da Secretaria de Direito Humanos no primeiro governo do ex-presidente Lula.

Mudança de cenário

Outro nome tido como emblemático nas três últimas legislaturas avisou que não volta em 2015: a deputada Manuela D’Ávila (PCdoB-RS). Manuela afirmou que considera importante renovar a experiência e, neste ano, sai de cena em Brasília para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.

No Senado, os dois desfalques são os senadores Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE) e Pedro Simon (PMDB-RS). Vasconcelos disputa uma vaga como deputado federal. Poderia ter negociado a campanha para reeleição na chapa majoritária em Pernambuco, mas preferiu ser candidato à Câmara, em meio às críticas sobre o processo de doações e o troca-troca na política observado a cada quatro anos.

Simon deixa totalmente a vida parlamentar. Ele tem dito em entrevistas que não tem mais interesse em disputar eleições nem enfrentar todo o desgaste do custo alto das campanhas. “É um sistema perverso. O parlamento e a política precisam ser reformados. Desde esse modelo eleitoral que está em vigor, passando pelas distorções do financiamento de campanhas, aos trabalhos existentes hoje no Congresso”, disse.

Nos últimos anos, mostrou o Diap, a taxa de renovação de parlamentares oscilou entre 43,86% (em 2008) e 44,25% (em 2010). Em 1990, foi de 61,82% e, em 1994, de 54,28%. Em relação à bancada de representante dos trabalhadores, existem hoje, em todo o Congresso, 83 deputados e oito senadores.

Fonte: Rede Brasil Atual

Lei sancionada por Aécio prejudica 70 mil servidores

Reprodução
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Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) considerou inconstitucional a Lei Complementar 100/2007, que igualou servidores contratados aos profissionais concursados em Minas Gerais. Com isso, cerca de 70 mil servidores, lotados na área da educação, terão que deixar os cargos em um prazo de 12 meses.

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) foi ajuizada pela Procuradoria Geral da República. Quando a Lei Complementar foi sancionada por Aécio Neves, já havia duas Ações Diretas de Inconstitucionalidade questionado a vinculação de servidores ao Estado sem concurso público, ou seja, o governo tinha conhecimento da possibilidade de questionamento.

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Mesmo assim, sancionou a lei, o que comprometeu a vida de milhares de servidores. “O governo deve muita explicação aos efetivados. E vamos cobrá-las”, diz a presidenta do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG), Beatriz Cerqueira.

De acordo com a ação, o governo de Minas efetivou aproximadamente 96 mil profissionais na área de educação sem a realização de concurso público. Por unanimidade, os ministros do STF decidiram pela inconstitucionalidade da lei. No entanto, o plenário do STF manteve os direitos adquiridos pelos servidores já aposentados, o que, segundo o governo, representa 16 mil profissionais.

Além disso, os trabalhadores que cumprirão os requisitos para aposentadoria até a publicação da ata do julgamento tiveram seus direitos mantidos. Outros 11 mil designados também não serão atingidos pela decisão, porque já foram aprovados em concurso público.

Os servidores contratados devem deixar o cargo imediatamente e os concursados ainda não nomeados devem ser convocados para assumir os respectivos cargos. Já nos casos em que não há concurso público em andamento, o governo terá um prazo de um ano para regularizar a situação.

No entanto, a decisão, que ainda pode ser questionada via recurso, só é válida após a publicação. O Sind-UTE/MG solicitou uma reunião com o governador Antonio Anastasia e com a Secretária de Estado de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, para tratar de assuntos relacionados à situação dos efetivados.

“Não concordamos com a política deste governo de resolver as questões que envolvem milhares de pessoas por decretos e resolu- ções sem conversar com ninguém”, diz Beatriz.

*Com Portal Minas Livre 

Pressão de religiosos prejudica trabalho de prevenção a aids, diz especialista

O Brasil precisa adotar uma postura mais incisiva na área da prevenção e da infecção por HIV para recuperar o protagonismo mundial no enfrentamento à doença. A opinião é do médico sanitarista e epidemiologista Pedro Chequer. Considerado um dos principais especialistas no tema no país, ele acredita que o Brasil sofreu um “grande retrocesso” nos últimos anos por, entre outras razões, ceder à pressão de grupos religiosos na condução das ações de resposta à epidemia.

Entre as medidas que simbolizam esse recuo, segundo ele, estão a suspensão pelo governo federal, em março deste ano, da distribuição de material educativo para prevenção da aids dirigido a adolescentes. O material – que foi apelidado de “kit gay” pelas frentes religiosas do país, inclusive no Congresso Nacional – era formado por revistas de histórias em quadrinhos, abordava temas como gravidez na adolescência, uso de camisinha e homossexualidade.

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“O Brasil pautou seu programa de aids na fundamentação científica e sempre foi exemplo para o mundo, promovendo campanhas de prevenção abertas, diretas e objetivas, voltadas principalmente às populações mais vulneráveis. De repente, vemos esse grande retrocesso e o Brasil sofre um revés político, deixando de ser vanguardista na área da prevenção e de campanhas”, disse Chequer, que coordenou a política de aids do Ministério da Saúde e dirigiu o Programa Conjunto das Nações Unidas para o HIV e Aids (Unaids) no Brasil.

Ele ressaltou que ainda não é possível calcular o impacto dessas medidas, já que, diferentemente de outras doenças como o sarampo ou o cólera, os sintomas da infecção por HIV podem levar um longo período para se manifestar. O especialista destacou, também, que o Brasil vem promovendo avanços para ampliar a oferta de tratamento gratuito contra a aids para todos os adultos que sejam diagnosticados soropositivos, independentemente do estágio da doença.

Há cerca de dois meses, o Ministério da Saúde submeteu à consulta pública um protocolo de atendimento prevendo que o tratamento seja fornecido ao paciente com aids, que tiver CD4 (células de defesa do organismo) acima de 500 para cada milímetro cúbico de sangue e que não apresentam os sintomas da doença. Pela regra atual, a rede pública de saúde fornece tratamento ao paciente com aids que tiver CD4 abaixo de 500 para cada milímetro cúbico de sangue.

Desde o início de 2013, também podem receber o tratamento casais sorodiscordantes – aqueles em que um dos parceiros tem o vírus e o outro não – com CD4 acima de 500 células para cada milímetro cúbico de sangue, pacientes que convivem com outras doenças, como tuberculose e hepatite, e pacientes assintomáticos com CD4 menor de 500.

A validação das proposições recebidas e a elaboração da versão final consolidada do protocolo será coordenada pelo Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, que deve finalizar o documento ainda este ano. Segundo o ministério, estudos internacionais mostram que o uso precoce de antirretrovirais reduz em 96% a taxa de transmissão do HIV.

“Ampliar a cobertura de tratamento é fundamental porque na medida em que as pessoas são tratadas, elas praticamente não transmitem o vírus. Quando não há transmissão, não há novas infecções. Mas isso [só vai ocorrer] se forem implantados serviços [de saúde] nas regiões mais distantes e criados processos de mobilização com campanhas na mídia, nas redes sociais, nos serviços comunitários e de saúde para promover a testagem”, disse.

O Ministério da Saúde estima que atualmente cerca de 700 mil pessoas vivam com HIV e aids no país, mas 150 mil não sabem que têm o vírus ou a doença. Ao todo, 313 mil recebem tratamento com medicamentos antirretrovirais gratuitos. O Brasil registra, em média, cerca de 38 mil casos de aids por ano. Desde os anos 80, quando teve início a epidemia, foram contabilizados 656 mil casos. Procurada pela reportagem,  a assessoria do Ministério da Saúde não comentou as críticas feitas pelo especialista.

Leia quadro explicativo:

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por Thais Araujo, da Agência Brasil

Ingerir leite e fibras antes da academia prejudica o rendimento

Foto: Shutterstock
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Antes de ir para a academia sempre bate aquela dúvida: o que comer (ou não comer)? A alimentação antes do treino deve ser rica em carboidratos complexos para evitar a fadiga muscular e garantir que o praticante tenha energia para aguentar a maratona e exercícios. Alguns alimentos, contudo, além de não contribuir, podem prejudicar o rendimento durante o treino.

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A personal trainer da Fit Premium de Curitiba, Andressa Peters e Silva, listou os principais alimentos que devem passar longe do seu prato antes da atividade física e afirma: “A dieta deve ser balanceada, as refeições menores e os intervalos mais curtos”.

O que não comer antes do treino 

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Fibras: alimentos como aveia e granola são de lenta digestão e estimulam a atividade intestinal, por isso, podem provocar gases e desconforto abdominal durante a prática do exercício.

Alimentos gordurosos: eles levam muito tempo para serem digeridos e costumam provocar sensação de mal-estar quando ingeridos em grande quantidade. Além disso, são calorias vazias que demorar para fornecer ao corpo a energia que ele precisa. Coxinhas, hambúrgueres, chocolates e batatas fritas definitivamente não são boas ideias.

Leite: algumas pessoas têm dificuldades de processar a lactose, o que pode gerar um desconforto gástrico. Se você treina de manhã, experimente trocar o leite comum pelo de soja.

Enlatados: alimentos enlatados e condimentados, como salsichas, não são digeridos com facilidades, além de conterem grande quantidade de sódio e conservantes, o que pode aumentar as chances de desidratação.

 

 

Uol

Muito tempo de televisão prejudica desempenho de crianças na pré-escola

televisaoPassar muitas horas em frente à televisão não faz bem para a saúde das crianças. O hábito, como vários estudos científicos já mostraram, as torna mais sedentárias, incentiva o consumo de alimentos não saudáveis e, consequentemente, eleva o risco de obesidade e prejudica o desempenho em atividades físicas.

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Agora, um novo estudo feito na Universidade de Montreal, no Canadá, apontou para outro tipo de prejuízo que o tempo prolongado de televisão pode causar: o acadêmico. Segundo a pesquisa, cada hora a mais do que o tempo recomendado em que uma criança de dois anos passa em frente à televisão prejudica a aquisição de vocabulário, habilidades matemáticas, capacidade de prestar atenção na sala de aula e seu desempenho em atividades físicas na escola.

Limite — A Academia Americana de Pediatria (AAP) recomenda que crianças de dois anos de idade não passem mais do que duas horas ao dia em frente à televisão. “Parece que todo tempo a mais do que isso tem uma considerável influência negativa para a criança”, diz Linda Pagani, pesquisadora do Centro de Pesquisa Saint-Justine da Universidade Montreal e coordenadora do estudo.

A pesquisa de Pagani, divulgada nesta quarta-feira pela universidade, foi feita com cerca de 2.000 crianças de 2,5 anos que frequentavam a pré-escola. Seus pais responderam a um questionário relatando por quanto tempo os filhos viam televisão diariamente. Segundo os resultados do estudo, o prejuízo nas habilidades de aprendizado foi observado quando as crianças passavam mais do que duas horas ao dia em frente à televisão – e quanto maior era esse tempo, mais prejudicadas elas foram.

“O desempenho de uma criança no jardim de infância pode influenciar a sua produtividade no futuro. Esses resultados sugerem a necessidade de que os pais se conscientizem de que deve haver limites em relação ao tempo de televisão que uma criança assiste ao dia”, diz Pagani.

Veja

Mau hálito prejudica vida social de crianças

Foto: Shutterstock
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Já é difícil para um adulto enfrentar os problemas decorridos da halitose, para uma criança a situação é ainda mais delicada. O mau hálito pode atrapalhar o relacionamento com o grupo, uma vez que é desagradável conversar com alguém e sentir o odor da boca. Em um estudo feito pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, 63% das crianças, entre três e 14 anos, tinham problemas com mau hálito.

 

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A psicóloga Miriam Barros, especialista em terapia familiar, explica que as crianças podem simplesmente se afastar, colocar apelidos e fazer daquilo motivo de chacota no grupo. “Isso acontece por imaturidade, porque as crianças querem se sobressair no grupo ou porque não tem noção do quanto aquilo afeta o amigo que tem o problema, um exercício que pode ser feito é ajudar a criança a se colocar no lugar do outro”, diz.

 

Segundo a especialista, o melhor caminho para os pais é tratar o caso com naturalidade, não ignorar o problema e procurar ajuda de um profissional.

 

Profissional da halitose
Como dificilmente a causa do mau hálito é gástrica – em quase 90% dos casos a origem é bucal – o primeiro passo é procurar um dentista. Se a saúde oral está bem e a halitose persistir, o recomendado é consultar um especialista em halitose. “Garanto que seguindo este caminho e estando nas mãos certas, o problema será resolvido”, indica a dentista Paula Rollemberg, especialista em halitose. Uma vez com diagnóstico em mãos, o tratamento é feito de forma multidisciplinar, com otorrinos, nutricionistas, gastros, entre outros.

De olho nas causas
As causas do mau hálito são diversas – cáries, problemas gengivais, aparelho ortodôntico que dificulta a higiene, baixa salivação (xerostomia). Esta última pode ser causada por maus hábitos, como muito tempo de jejum ou pouca ingestão de água. Inflamações nas vias respiratórias – sinusite, amigdalite, rinite ou adenoide – também fazem com que a criança respire pela boca, o que causa uma diminuição da saliva.

 

A halitose também pode ser proveniente das amídalas. Alguns tipos de amídalas têm cavidades que retêm alimentos, o que provoca a proliferação de bactérias e, posteriormente, o mau hálito. “Os pais devem ficar atentos a qualquer alteração no hálito da criança e procurar um profissional para evitar que a criança sofra com a halitose”, afirma o dentista Marcos Moura, presidente da Associação Brasileira de Halitose – ABHA.

 

Nada de bafinho em casa
Os pais devem estimular a higiene oral desde a fase em que a criança não tem  dentes. “É preciso fazer uma correta higiene da gengiva e língua com uma gaze umedecida para remover restos alimentares”, recomenda Moura.

 

Quando o primeiro dentinho nascer, já é momento de usar a escova. “Quando o dente está na cavidade bucal já pode ser colonizado por bactérias que causam a doença cárie e se a escovação e o controle da ingestão de carboidratos fermentáveis não acontecerem, a lesão de cárie irá surgir”, explica a dentista Sandra Kalil Bussadori, professora da APCD – Associação Paulista de Cirurgiões-Dentistas.

 

Na fase que vai até os cinco anos, a criança tende a imitar os pais. “Por isso a importância dos pais escovarem os dentes na frente das crianças, é uma forma de estimular esse hábito”, indica Marcos Moura.

 

É importante lembrar-se de limpar a língua. É nela que ficam as papilas gustativas – responsáveis por sentirem o gosto do alimento. Os espaços entre as papilas podem acumular restos de comida que, se não forem removidos, fermentam e provocam o bafinho indesejado.

Beta
Terra

Excesso de álcool na gravidez prejudica desenvolvimento cognitivo dos filhos

Foto: Dnaumoid/Stock Photo
Foto: Dnaumoid/Stock Photo

O consumo de álcool por mulheres durante a gravidez pode trazer implicações ao desenvolvimento cognitivo das crianças quando estas estiverem em idade escolar. De acordo com uma pesquisa realizada na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, crianças cujas mães admitiram utilizar álcool em uma quantidade de três ou mais doses por ocasião por mais de nove dias durante toda a gestação tiveram pontuação média menor no teste de avaliação cognitiva a que foram submetidas. O trabalho da psicóloga Luciana Inácia de Alcântara aponta ainda que os meninos, filhos destas mães, apresentaram problemas comportamentais.

O desenvolvimento cognitivo está relacionado à abstração, atenção, linguagem receptiva, função executiva, concentração, memorização e ao julgamento crítico. ” Mesmo em uma amostra relativamente restrita de mães e crianças e, com dados por vezes conflitantes em relação ao consumo de álcool durante a gestação referido pelas mães, associações significativas, mesmo com uso leve e moderado de álcool, foram observadas” conta a pesquisadora. O trabalho foi orientado pelo professor Erikson Felipe Furtado.

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Para a pesquisa, Luciana entrevistou pais e cuidadores de 86 crianças entre 8 e 9 anos, cujas mães, em 2001, no terceiro trimestre de gestação, foram questionadas sobre o consumo que faziam de álcool. Essas mulheres frequentavam, na época, um serviço obstétrico da rede pública no município de Ribeirão Preto.

Segundo dados do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (CEBRID) de 2005, levantados pela pesquisadora para o doutorado Consumo de álcool na gestação e sua relação com o desenvolvimento cognitivo dos filhos em idade escolar, 5,7% das mulheres consomem bebida alcóolica, e um estudo publicado em 2007 pelo grupo da pesquisa em Ribeirão Preto, chamado Programa de Ações Integradas para Prevenção e Atenção ao Uso de Álcool e Drogas na Comunidade (PAI-PAD), aponta que 22% das mulheres fazem uso de álcool durante a gravidez.

Esse grupo desenvolve um projeto iniciado em 2001, o Gesta-Álcool e Infanto-Álcool, sobre exposição fetal às bebidas alcoólicas. As entrevistas iniciais que Luciana utilizou para o trabalho são provenientes dos primeiros levantamentos deste grupo.

Testes

A avaliação cognitiva das crianças, iniciada em agosto de 2009 e finalizada em outubro de 2010, visava estimar a capacidade de raciocínio geral delas e foi feita por um teste individual e não-verbal, comumente aplicado entre os 3 anos e 6 meses e 9 anos e 11 meses de idade. Este teste utiliza a Escala de Maturidade Mental Columbia (EMMC). No levantamento de 2001, mães e cuidadoras responderam um questionário sobre questões sociodemográficas e sobre seu estado de saúde geral. Neste formulário, também relatavam se faziam uso de álcool durante a gravidez. Mais recentemente, já com esses filhos frequentando o ensino fundamental, os pais ou cuidadores foram submetidos ao teste chamado Child Behavior Checklist (CBCL 6-18 anos), que permite que se avalie saúde mental de crianças por intermédio de perguntas feitas aos pais.

Síndrome Fetal do Álcool

O efeito mais severo da exposição pré-natal ao álcool já identificado corresponde a Síndrome Fetal do Álcool, descrita inicialmente em 1973. A síndrome consiste em anomalias no desenvolvimento físico, comportamental e cognitivo de pessoas expostas à bebida desde sua gestação. ” Achados clínicos incluem retardo de crescimento pré e pós-natal, disfunção do sistema nervoso central e dismorfias faciais” conta a pesquisadora. Entretanto nenhum caso desta síndrome foi observado na amostra analisada.

Luciana atenta para a importância de mais estudos na área, com mais casos de exposição e com a utilização de marcadores biológicos, para possibilitar uma detecção precoce dos efeitos adversos do uso do álcool na gravidez e extensão dos danos no desenvolvimento cognitivo. Isso possibilitaria a criação de possíveis intervenções para redução dos danos causados aos bebês e futuro adultos. ” Nossos resultados podem ser úteis na realização de outros estudos na área de álcool e drogas, assim como na formulação de políticas públicas de prevenção e tratamento dos distúrbios do espectro alcoólico fetal” finaliza.

isaude

Em Solânea no interior da Paraíba estiagem prolongada prejudica criadores de gado

 

A estiagem causada pela falta de chuva na região do Brejo paraibano por mais de oito meses, está preocupando quem negocia com o gado na feira livre dos pequenos municípios. Os criadores de gado estão sofrendo por conta da estiagem prolongada, principalmente na região do Curimataú e Brejo da Paraíba.

Os animais estão magros para o comércio. De acordo com informações do caminhoneiro Gilson Gomes Monteiro em entrevista ao Diário do Brejo, no sertão da Paraíba vário cabeças de gado já morreram em consequência deste período de seca. Isto representa um prejuízo muito grande para quem negocia com animais. Os criadores não têm pasto nem água, eles estão em situação difícil para conseguir recursos para comprar alimentos para o rebanho.

Transportar o gado para vender, também é uma das alternativas para tentar salvar o lucro e não perder tudo com a seca. Por semana Gilson faz mais de dez viagens transportando no caminhão bois para vender nas feiras de cidades como Solânea, Arara, Remígio, Esperança entre outras da região. No trajeto do gado de uma cidade para outra os animais magros sofrem muito e por consequência ficam bem abaixo do preço na venda.

 

 

diairodobrejo.com

Seca na Região Nordeste prejudica cerca de 8 milhões de pessoas

O Ministério da Integração Nacional estima que cerca de 8 milhões de pessoas sofrem com a falta de chuva na Região Nordeste. Desde setembro de 2011, não chove regularmente na região e meteorologistas já consideram esta como a pior seca dos últimos 30 anos.

Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), há possibilidade de chuva em algumas regiões do Nordeste, principalmente no litoral. Mesmo assim, as precipitações não serão suficientes para amenizar a situação. As temperaturas devem variar de 12 graus Celsius (ºC) a 37 ºC .

A Secretaria Nacional da Defesa Civil informou que 1.209 municípios já decretaram situação de emergência na Região Nordeste.

Balanço levantado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) em 5 de julho aponta queda de 80% na produção de milho e feijão na região do semiárido.

No começo do ano, o governo federal anunciou um pacote de R$ 2,7 bilhões para enfrentamento à estiagem. Desse total, R$ 200 milhões é destinado ao pagamento do Bolsa Estiagem, programa voltado aos pequenos agricultores, e R$ 500 milhões para o Garantia-Safra. Foram recuperados ainda, 2.400 poços artesianos ao custo de R$ 60 milhões. Para a Operação Carro-Pipa, foram destinados R$164 milhões, o que benefíciou mais de 2 milhões de pessoas.

Agência Brasil

Greve da UFPB prejudica HU e alunos ficam sem aula

Paralisação começou na quinta-feira e já chegou a 39 das 59 instituições federais

A greve dos professores já atinge mais de 65% das universidades federais do País. No final da tarde desta sexta-feira (18), já eram 39 instituições federais sem aulas. O País tem, ao todo, 59 universidades vinculadas ao governo federal.

Os docentes das Ifes (Instituições Federais de Ensino Superior) começaram o movimento grevista na quinta-feira (17) e definiram que a paralisação será por tempo indeterminado.

Não há um balanço total de alunos afetados pela paralisação, nem de quantos professores aderiram ao movimento. De acordo com o Andes-SN (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior), a greve ainda pode crescer e também se estender para outras instituições, inclusive estaduais.

As principais reivindicações da categoria são valorização da carreira e melhoria da qualidade de ensino e trabalho dos docentes. Além de pedidos específicos de cada instituição.

Além das 39 universidades, os professores do Cefet (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas Gerais, também cruzaram os braços.

Já a Universidade Federal de Juiz de Fora (MG), a Universidade Federal do Sudeste de Minas e a Universidade Federal do Maranhão e a UnB (Universidade de Brasília) devem iniciam a greve na segunda-feira (21). Os professores da UnB (Universidade de Brasília) pretendem dar início à paralisação na próxima terça-feira (22). No mesmo dia, os docentes da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) farão assembleia para decidir se entram em greve.

 Rio de Janeiro No Rio de Janeiro, a greve foi adotada pela UFRRJ (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro) e pela UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Os professores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) estão paralisados e fazem debate no campus da Praia Vermelha.

 

Paraíba

A greve de professores na UFPB (Universidade Federal da Paraíba) e UFCG (Universidade Federal de Campina Grande) começou na última quarta-feira (16) e prejudicou o atendimento do Hospital Universitário, que foi suspenso. Segundo a direção das universidades, mais de 62 mil alunos estão sem aula. 

 

Ceará e Pernambuco

Das três universidades federais de Pernambuco, a primeira a paralisar as atividades docentes foi a Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco), que entrou em greve na terça-feira (15). Situada em área de fronteira com os Estados da Bahia e Piauí, a estimativa do sindicato dos docentes é de que mais de 95% dos cerca de 400 professores aderiram à greve nacional por tempo indeterminado em todos os seus cinco campi – distribuídos em cidades dos três Estados.

A Universidade Federal Rural de Pernambuco tem a adesão de 90% dos seus 1,1 mil professores, de acordo com o comando de greve. O total de alunos nos seus 40 cursos de graduação é de 15 mil. A expectativa é de expansão da adesão na próxima semana.

Já a Universidade Federal de Pernambuco, com 2,5 mil professores e 32 mil alunos em 93 cursos de graduação presenciais, deflagrou a greve na quinta e ainda não tem um balanço do porcentual de adesão. De acordo com o sindicato da categoria, muitos professores ainda foram à sala de aula nesta sexta-feira para conscientizar os alunos.

Os professores da Universidade Federal do Ceará estão entre os que não aderiram à greve nacional. Os professores associados ao sindicato decidiram convocar nova assembleia para apreciar as propostas negociadas com o governo federal até 31 de maio.

 

Confira as instituições que aderiram à greve

1- UFMA (Universidade Federal do Amazonas)

2- UFRO (Universidade Federal de Rondônia)

3- UFRA (Universidade Federal Rural do Amazônia)

4- UFPA (Universidade Federal do Pará /Central)

5- UFPA (Universidade Federal do Pará /Marabá)

6- UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)

7- UNIFAP (Universidade Federal do Amapá)

8- UFMA (Universidade Federal do Maranhão)

9- UFPI (Universidade Federal do Piauí)

10- UFERSA (Universidade Federal do Semi-Árido) – Mossoró  

11 UFPB (Universidade Federal da Paraíba)

12- UFPB-PATOS (Universidade Federal da Paraíba / Patos)

13- UFPB (Universidade Federal da Paraíba / Cajazeiras)

14- UFCG (Universidade Federal de Campina Grande)

15- UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco)

16- UFAL (Universidade Federal de Alagoas)

17- UFS (Universidade Federal de Sergipe)

18- UFTM (Universidade Federal do Triângulo Mineiro)

19- UFU (Universidade Federal de Uberlândia)

20- UFV (Universidade Federal de Viçosa)

21- UFLA (Universidade Federal de Lavras)

22- UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto)

23- UFSJ (Universidade Federal de São João Del Rey)

24- UFES (Universidade Federal do Espírito Santo)

25- UFPR (Universidade Federal do Paraná)

26- FURG (Universidade Federal do Rio Grande)

27- UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso)

28- UFMT-RO (Universidade Federal do Mato Grosso / Rondonópolis)

29- UFRRJ(Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro)

30- UFVJM (Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri)

31- UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná)

32- IFPI (Instituto Federal do Piauí)

33- IFMG(Instituto Federal de Minas Gerais)

34- UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)

35- Univasf (Universidade Federal do Vale do São Francisco)

36- UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia)

37- UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro)

38- UFPE (Universidade Federal de Pernambuco)

39- UFG (Universidade Federal de Goiás) – Campus Catalão

40- UFAC (Universidade Federal do Acre)

41- CEFET (Centro Federal de Educação Tecnológica) de Minas Gerais

 

Outro lado

Em nota divulgada na quinta-feira, o MEC (Ministério da Educação), informou que “as negociações salariais com o sindicato começaram em agosto passado, quando foi acertada a proposição de um reajuste salarial linear de 4%, a partir de março de 2012”.

Segundo a notificação oficial, o ministro Aloizio Mercadante interferiu diretamente junto a presidenta Dilma Rousseff para acelerar a aprovação do projeto de lei que previa o aumento para a categoria. “A medida provisória foi assinada na sexta-feira (11) e publicada no Diário Oficial, assegurando o reajuste de 4% retroativo ao mês de março, além das gratificações específicas do magistério superior e de atividade docente do ensino básico, técnico e tecnológico”.

Com relação ao plano de carreira dos professores e funcionários, o MEC informou que a “negociação prevê sua aplicação somente em 2013″. De acordo com a nota, os recursos devem ser definidos até agosto deste ano”.

Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Ministério do Planejamento afirmou que a greve dos professores é “precipitada” e que as reinvidicações da categoria serão discutida em reunião marcada para o dia 28 de maio.

PB Agora com R7