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Morador de Guarabira revela precariedade das vias da cidade após as fortes chuvas

As recentes chuvas na Paraíba, tem feito diversos moradores de cidades denunciar as precariedades dos serviços públicos. Ontem 13, em Guarabira por exemplo, um morador denunciou a precariedade das vias da cidade após as fortes chuvas que atingiram a região o vídeo viralizou.

No vídeo, ele está no Centro da cidade e mostra as vias completamente inundadas e destaca que fios elétricos se partiram e oferecem riscos à população. Em tom de denúncia, o morador comenta sobre a obra de drenagem da região que custou, segundo ele, R$ 6 milhões aos cofres da Prefeitura de Guarabira, atualmente sob o comando do prefeito Zenóbio Toscano (PSDB).

“Muito perigoso para Guarabira, a obra de R$ 6 milhões. O fio acabou de cair. Isso é no Centro, não é em outro canto não. A obra, a drenagem, de R$ 6 milhões. Repetindo, R$ 6 milhões. Vejam como se encontra [as ruas alagadas], afirmou o morador.

Veja o vídeo:

pbagora

 

 

Com riqueza incalculável sob seu solo, cidade da Paraíba sofre com precariedade e pobreza

pedras-preciosasO brilho, o luxo e o valor exorbitante da turmalina paraíba contrastam com a vida precária dos habitantes do distrito de São José da Batalha, berço da pedra preciosa. Como a extração é irregular, os exploradores não recolhem tributos pela utilização econômica dos recursos minerais localizados nas minas da região. Paralelamente aos lucros exorbitantes, obtidos com a extração ilegal da gema, a população do pobre município de Salgadinho (PB) convive sem qualquer contrapartida da riqueza que é usurpada de seu solo.

Segundo dados do aplicativo Identificação de Localidades e Famílias em Situação de Vulnerabilidade (IDV), do Programa Brasil Sem Miséria, do Governo Federal, 65,7% dos domicílios de Salgadinho estão localizados na zona rural. Dos 3.508 habitantes do município (Censo IBGE 2010), 815 são pessoas, de 15 anos ou mais de idade, que não sabem ler e escrever. Dos domicílios particulares permanentes, 63% têm saneamento inadequado e outros 22,2% possuem saneamento semi-adequado.

Ainda segundo o IDV, 26,3% das pessoas residentes em domicílios particulares permanentes possuem renda de até 70 reais, e 42,6% dos habitantes permanentes de Salgadinho possuem renda de até 1/4 do salário mínimo.

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“As pedras que são exibidas em eventos luxuosos por celebridades e magnatas internacionais, e que são alugadas por atrizes de Hollywood para desfilarem no tapete vermelho do Oscar, deveriam também proporcionar aos habitantes de São José da Batalha e Salgadinho o progresso social, possibilitando melhores condições de vida, direitos fundamentais básicos para o desenvolvimento do ser humano, como proclamado pela Constituição Federal e pelos tratados internacionais”, propõe o procurador da República João Raphael Lima.

Da redação com MPF

Precariedade do futebol da Paraíba ‘cai na boca’ da mídia nacional

bandeira-paraíbaA precariedade do futebol paraibano ‘caiu na boca’ da mídia nacional. O jornal O Globo, na sua página esportiva LancePress, trouxe um artigo onde afirma que os jogadores da Paraíba só conseguem se destacar se jogarem fora do estado. O texto faz uma análise de como anda o esporte por aqui e mostra que o amadorismo predomina.

Quantos jogadores paraibanos você conhece? Hulk, Júnior, Marcelinho Paraíba, Durval e quem mais? Por qual motivo os nomes dos jogadores paraibanos não estão na ponta da língua dos brasileiros?

A precariedade do Campeonato Paraibano e o amadorismo que ainda é predominante no futebol local não permitem que os filhos da terra tenham destaque nacional. O caso de Givanildo Vieira de Sousa, o Hulk, é uma prova disso. Ignorado pelos clubes locais, ele precisou jogar em outros estados e ganhar destaque no Japão e em Portugal para obter reconhecimento. Após a transação milionária para o Zenit da Rússia e algumas convocações para a Seleção Brasileira, Hulk caiu nas graças da torcida.

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No estado, é comum trazer atletas de outras localidades, pois muitos garotos paraibanos desistem no meio do caminho. Os clubes de Campina Grande, agreste da Paraíba, a 120 km da capital João Pessoa, não oferecem mais as categorias de base. A preferência é focar no time principal e trazer jogadores para compor o elenco. Os poucos que sobraram do tempo das famosas ‘escolinhas’ nos dois maiores clubes da cidade só aparecem de vez em quando na lista dos convocados para as partidas. Emanuel Sousa, o Birungueta, é um exemplo.

Birungueta, mais uma promessa que sai da Paraíba para tentar o sucesso no futebol (Foto: Divulgação)

O atleta chegou ao Treze Futebol Clube ainda menino, com 13 anos, em 2006 e permaneceu até o final da temporada 2014, quando precisou de um espaço maior para mostrar o seu trabalho. Não foram tempos fáceis para chegar até o profissional. Birungueta conta que passou cinco anos esperando jogar uma partida oficial como atleta profissional

– Com 17 anos subi para o profissional onde passei mais quatro anos. Porém, a minha primeira partida com a camisa do Treze no profissional só foi em 2012.

A falta de valorização do atleta local provoca diversas reações nos jovens garotos, quem veem no futebol a realização de um sonho e a possibilidade de galgar uma condição de vida melhor. Alguns, como Hulk, saem da Paraíba ainda garotos para se aventurar no futebol de outros estados. Outros jovens não conseguem jogar fora do estado e não têm oportunidade na casa. Por isso, abandonam o futebol. Birungueta conta que são comuns as desistências dos atletas nessa fase:

– Sempre me esforcei, persevero no meu sonho e consegui (realizá-lo), mas outros amigos não aguentaram as dificuldades e desistiram dos seus sonhos.

E MAIS:

Seguindo a contramão dos poucos jovens atletas que ainda conseguem um destaque maior, Birungueta irá defender as cores do Linense no interior de São Paulo.

– O Linense me abriu as portas e minha expectativa é a melhor possível: fazer um grande Campeonato Paulista e me destacar.

Em 2015 Birungueta vai disputar a Série A do Campeonato Paulista de Futebol, um campeonato bem diferente do Paraibano, onde diversas partidas foram remarcadas devido às más condições dos estádios e a outros fatores que marcam o amadorismo no âmbito local.

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CRM denuncia precariedade e superlotação no Trauma de JP e classifica situação como ‘grave’

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O Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB) denunciou, nesta sexta-feira (25), por meio de nota, a situação de precariedade e superlotação a qual, segundo o documento, se encontra o Hospital de Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. A entidade classificou os problemas encontrados no hospital como ‘grave crise’ e, por conta disso, o Conselho quer que o governo estadual nomeie os médicos que foram aprovados em concurso, mas que não foram convocados ainda.

“Ocorre que, a par dos graves problemas relacionados à superlotação daquela instituição, com a rescisão dos contratos com a Cooperativa de Anestesiologistas da Paraíba (Coopanest), por força de uma decisão judicial transitada em julgado, a escala de plantões – apesar das reiteradas advertências deste Conselho – vem sendo preenchida de forma muito precária e incompleta, com sérios riscos à população, a exemplo de fato lamentável recentemente denunciado a este Conselho”, diz a nota.

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Diante dos problemas percebidos, o CRM quer que os médicos aprovados recentemente em concurso sejam convocados pelo governo. “As dificuldades na contratação de profissionais são conhecidas, mas por outro lado, é notório que o Estado realizou concurso para médicos no qual foram aprovados e classificados 64 anestesiologistas, que aguardam contratação há dois meses, solução mais viável e definitiva para solucionar a grave carência de profissionais, atualmente suprida precariamente por médicos oriundos de outros estados”, completa o documento.

Para o Conselho, a situação em que se encontra o hospital tem uma gravidade extrema. “O CRM-PB reitera sua preocupação com a gravidade extrema da situação e se coloca a disposição do Ministério Público e da classe médica para discutir as possíveis soluções estruturais e conjunturais ora vividas pela saúde pública paraibana, ao tempo em que apela publicamente aos gestores de saúde no sentido de envidar as providências urgentes para solucionar a grave crise que atravessa o HTSUL, principal instituição dedicada ao atendimento de urgência e emergência do nosso meio, salvaguardando assim o interesse maior da nossa sociedade”, finaliza a nota.

 

Blogdogordinho

FOCANDO A NOTÍCIA recebe correspondência denunciando precariedade das prisões em Londrina (PR)

 

Confira:
Distritos de Londrina (PR) estão em situação precária

 

Irma Petra, dom Orlando e padre Edivan Santos em Reuniao
Irma Petra, dom Orlando e padre Edivan Santos em Reuniao

Junto a integrantes da Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Londrina e do coordenador arquidiocesano, padre Edivan Santos, a vice-coordenadora nacional da PCr, irmã Petra Silvia Pfaller, visitou presídios e distritos policiais da cidade, localizada no norte paranaense, entre 18 e 21 de março, e constatou a precariedade do sistema carcerário no estado.

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“Os distritos estão um inferno. No 5º DP existem 24 vagas, mas se encontravam no dia na nossa visita 106 homens. Muitos presos doentes, com feridas na pele, sarna, furúnculos. Eles reclamaram da falta de água. Há imenso calor nas carceragens e falta atendimento de saúde. Além disso, os presos têm que dormir se revezando, pois não há chão disponível para todos”, relata irmã Petra.

 

Superlotacao_em_uma_das_delegacias_visitadas_na_cidadeNo distrito feminino que visitou, a irmã também encontrou um cenário de superlotação: a capacidade é para 24 presas, mas há 76 encarceradas. “Não há berçário, mas existe uma cela separada para mulheres grávidas, que estava vazia no dia da minha visita. As mulheres me contaram quando alguém está grávida, a juíza determina prisão domiciliar ou envia para Curitiba, no presídio feminino”.

 

De acordo com a vice-coordenadora da PCr, a situação nos presídios que visitou é um pouco melhor que nos distritos, pois a superlotação tem sido controlada pelo Poder Judiciário. Além disso, nos presídios o banho de sol acontece a cada dois dias, enquanto que nos distritos se dá apenas uma vez por semana.

 

Irmã Petra lembrou que em um dos presídios que visitou, havia acontecido um dia antes uma revista violenta com a tropa de choque da PM e os presos apresentavam claros sinais de maus tratos. “Encontramos presos machucados no castigo que foram medicados e levados para o IML”, recordou.

 

A vice-coordenadora da PCr destacou ainda que outra situação preocupante é a falta de assistência jurídica aos presos, especialmente por conta de o Estado do Paraná ainda não ter defensoria pública. Não menos delicada é a situação de pessoas que estão presas em contêineres, onde, de acordo com os membros da PCr de Londrina, as condições dos cárceres são ainda piores.

 

Posturas da pastoral diante das constatações

 

De acordo com irmã Petra, a realidade vivenciada em Londrina será debatida nas próximas reuniões da coordenação nacional da Pastoral Carcerária.

 

Porém, ela adiantou que sem dúvida a PCr exigirá a instalação de defensoria pública no estado, uma vez que já foi realizado um concurso para tal, mas o governo paranaense alega não ter recursos para fazer as nomeações. Também serão feitas denúncias sobre os encarceramentos em contêineres, a superlotação nos distritos e a precariedade nos serviços de saúde e no banho de sol.

 

Repercussões

 

A visita da vice-coordenadora nacional da PCr mobilizou a imprensa de Londrina. Irmã Petra foi entrevistada pelas afiliadas das grandes redes de televisão e de rádio (Globo, Record, SBT e Rádio CBN) e por outros veículos locais.

 

Além da visita às unidades prisionais, irmã Petra participou de um encontro sobre a política carcerária na cidade, reuniu-se com agentes da pastoral e com dom Orlando Brandes, arcebispo de Londrina.

 

Leia também no site da Pastoral Carcerária Nacional

 

Pastoral debate problemas carcerários em Londrina

http://carceraria.org.br/pastoral-debate-problemas-carcerarios-em-londrina.html

 

‘A gente entrou em um inferno’, diz irmã Petra após visita a prisões em Londrina

http://carceraria.org.br/a-gente-entrou-em-um-inferno-diz-irma-petra-apos-visita-a-prisoes-em-londrina.html

 

 

 

Assessor de comunicação da Pastoral Carcerária Nacional para o Focando a Notícia

Em Guarabira, detentos do regime semi-aberto reclamam da precariedade do Presídio Velho

 

Uma movimentação foi registrada na manhã dessa quarta-feira (16), no pátio externo do Presídio Vicente Claudino de Pontes, conhecido como “Presídio Velho”, no bairro do Juá, em Guarabira.

Segundo informações, cerca de 72 detentos do regime semi-aberto, além de outros detentos dos regimes aberto e fechado, reivindicam melhores condições nas instalações elétricas, hidráulicas e no ambiente de pernoite. Pois desde a última reforma, não houve melhoramentos nestes setores.

Em entrevista à imprensa, alguns apenados relataram, entre outros problemas, o espaço pequeno, as camas desconfortáveis e falta de materiais para o higiene das celas.

Os apenados também reclamam a ausência do diretor do presídio, Marcelo Belota, além do fato da direção não aceitar atestado médico como justificativa para ausência.

Em meio a tudo isso, os detentos afirmaram que passarão a dormir na frente do presídio caso não resolvam o problema. Procurada pela imprensa, nenhum representante da direção do presídio quis se pronunciar.

Redação e fotos: Nordeste1

Focando a Notícia