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Baixa umidade do ar: Cuidados importantes durante a prática de atividades físicas

Estamos vivendo períodos críticos com maior baixa da umidade relativa do ar, o que é preocupante porque tal condição climática provoca dificuldade em respirar, devido ao ressecamento das vias aéreas, dor de cabeça, cansaço prematuro e taquicardia. A umidade do ar é mais baixa principalmente no final do inverno e início da primavera, no período da tarde, entre 12 e 16 horas.

A umidade ideal para se exercitar, segundo a OMS, deve estar fica entre 40% a 70%. Abaixo dessa faixa ocorre um desconforto por causa da perda de líquido pelas células mucosas das vias aéreas e compromete não só a performance, mas a saúde do praticante.

Entre os principais cuidados, é essencial que o praticante de esporte seja orientado por um profissional e que acima de tudo, respeite seus limites individuais. “Costuma ser preocupante quando baixa a umidade relativa do ar, porque ela provoca o maior ressecamento das vias aéreas, potencializando o risco de infecções, alergias e desidratação”, explica a preparadora física Vanessa Menache, sócia-diretora da AV Treinamento Inteligente.

A preparadora física listou alguns cuidados simples a serem tomados para você treinar em baixa umidade do ar com tranquilidade:

– Mantenha o corpo hidratado durante a atividade física. Para isso, beba água antes, durante e depois dos treinos;

– Use roupas com tecidos leves transpiráveis;

– Evite treinar em ambiente não climatizado ou ao ar livre entre 10:00 e 16:00.

Treinamento Inteligente – Localizado no bairro do Itaim Bibi, na capital paulista, o espaço conta com um time de profissionais altamente qualificados e especializados em treinamento funcional embasados no Sistema Core 360.  O estúdio oferece aos seus clientes um programa de treino customizado por meio do relacionamento interdisciplinar e interação com os diversos profissionais da área da saúde como Medicina Esportiva, Nutrição, Fisioterapia e Terapeutas. Site: http://treinamentointeligente.com.br

 

STF decide que tradicional prática da vaquejada é inconstitucional

 (Foto: Valdivan Veloso/GloboEsporte.com)
(Foto: Valdivan Veloso/GloboEsporte.com)

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira (6) derrubar uma lei do Ceará que regulamentava a vaquejada, tradição cultural nordestina na qual um boi é solto em uma pista e dois vaqueiros montados a cavalo tentam derrubá-lo pela calda.

Por 6 votos a 5, os ministros consideraram que a atividade impõe sofrimento aos animais e, portanto, fere princípios constitucionais de preservação do meio ambiente.

O governo do Ceará dizia que a vaquejada faz parte da cultura regional e que se trata de uma atividade econômica importante e movimenta cerca de R$ 14 milhões por ano.

Apesar de se referir ao Ceará, a decisão servirá de referência para todo o país, sujeitando os organizadores a punição por crime ambiental de maus tratos a animais.

Caso algum outro estado tenha legalizado a prática, outras ações poderão ser apresentadas ao STF para derrubar a regulamentação.

Votaram contra a vaquejada o relator da ação, Marco Aurélio, e os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Celso de Mello, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski.

A favor da prática votaram Edson Fachin, Gilmar Mendes, Teori Zavascki, Luiz Fux e Dias Toffoli.

Votos
O julgamento começou em agosto do ano passado. Em seu voto, Marco Aurélio considerou que a proteção ao meio ambiente, neste caso, deveria se sobrepor ao valor cultural da prática.

O ministro detalhou que, no evento, o boi é enclausurado, açoitado e instigado a correr, momento em que um dupla de vaqueiros montados a cavalo tenta agarrá-lo pela cauda. O rabo do animal é torcido até que ele caia com as quatro patas para cima.

“Ante os dados empíricos evidenciados pelas pesquisas, tem-se como indiscutível o tratamento cruel dispensado às espécies animais envolvidas. Inexiste a mínima possibilidade de um boi não sofrer violência física e mental quando submetido a esse tratamento”, disse à época.

Nesta quinta, a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, elogiou a ação de inconstitucionalidade proposta pela Procuradoria Geral da República.

“Sempre haverá os que defendem que vem de longo tempo, se encravou na cultura do nosso povo. Mas cultura se muda e muitas foram levadas nessa condição até que se houvesse outro modo de ver a vida, não somente ao ser humano”, disse a ministra.

G1

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Voto Seguro: Mais de 300 pessoas foram detidas na Paraíba pela prática de vários crimes

major-lucasA Polícia Militar divulgou, na manhã desta segunda-feira (3), o resultado da operação ‘Voto Seguro’, que foi deflagrada na última quarta-feira (28) e terminou na madrugada desta segunda-feira (3), mobilizando mais de 7 mil policiais e 1. 200 viaturas. Nesse período, 306 pessoas foram detidas e apresentadas nas delegacias da Polícia Federal e da Polícia Civil, tanto por crimes eleitorais quanto por crimes comuns.

Em relação aos crimes eleitorais, a PM conduziu 28 pessoas suspeitas de compra de votos, 14 por propaganda boca de urna, 2 por violarem o sigilo do voto e estarem filmando a urna, além de 26 por outras condutas vedadas pela legislação eleitoral, a exemplo de transporte irregular de eleitores e propaganda irregular.

As detenções por crimes desta natureza ocorreram nas cidades de João Pessoa, Campina Grande, São Bentinho, Juazeirinho, Manaíra, Piancó, Araçagi, Pilões, Massaranduba, Alagoinha, Olho D’Água, Bom Jesus, Pombal, Ingá, Belém, Sousa, Princesa Isabel, São Francisco e Cajazeiras, conforme o levantamento que foi feito pelos Centros de Comando e Controle instalados nas cidades de João Pessoa, Campina Grande e Patos.

O coordenador de Comunicação Social e Marketing da PM, major Cristóvão Lucas, disse que mais uma vez a Polícia Militar cumpriu bem seu papel na democracia do Estado. “Foram mais de três meses de planejamento para a segurança das eleições, liderado pelo próprio comandante geral, coronel Euller Chaves, que do início da operação até o final esteve nas ruas ao lado da tropa, e confirmamos mais uma vez o papel fundamental da nossa corporação para que o pleito ocorresse de forma tranquila, importância institucional que foi destacada por juízes e promotores que a PM teve a honra de auxiliar neste período”, avaliou.

O trabalho da Polícia Militar para garantir a segurança das eleições não se limitou ao fechamento das urnas, mas foi até o final das comemorações dos eleitos em cada um dos 223 municípios paraibanos.

Outros números – Além das ocorrências eleitorais, a PM apreendeu no período 17 armas de fogo e entregou nas delegacias 236 pessoas suspeitas de roubo, furto, tráfico de drogas, porte ilegal de arma, ameaça, lesão corporal, agressão física, homicídio e outros crimes.

Assessoria

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Sargento da PM/PB defende que Plano Estadual de Segurança Pública seja colocado em prática

 
sargento pereiraO Governo quer resolver a questão dos roubos a bancos, violência e criminalidade na Paraíba? O que acha de começar pela efetivação do “Plano Estadual de Segurança Pública”?
 
O Plano Estadual de Segurança Pública foi construído a partir do “Fórum Paraíba Unida pela Paz”, ocorrido na primeira gestão do governador Ricardo Coutinho no ano de 2010.  Ao termino do Fórum, deu-se início 07 (sete) Câmaras Temáticas para discutir a problemática da violência na Paraíba.
 
Durante quatro meses, especialistas, entidades de classes, instituições, segmentos sociais e policiais coletaram inúmeras informações a respeito da violência, criminalidade, as necessidades das instituições que compõem o sistema policial na PB, e de seus profissionais. Desta forma, apresentaram alternativas para estas demandas. A partir destas informações, foi montada uma equipe de especialistas, mestres e doutores, objetivando construir teoricamente uma “Política de Segurança Pública Estadual” para ser entregue ao governante.
 
Participaram desde o Fórum, passando pelas Câmaras Temáticas, até o documento final, a doutora em Psicologia Social – professora Maria Nazaré Tavares Zenaide da UFPB; o ex-subcomandante Geral da PM/PB – coronel Washington França; advogada e mestre Valdenia Aparecida Paulino Lanfranchi (Ouvidora de Polícia); o sargento Astronadc Pereira PM/PB (Psicólogo, especialista em  Criminologia e Psicologia Criminal); Almir Lauriano (Movimento Sou da Paz e titular do CONASP (Conselho Nacional de Segurança do Brasil); coronel PM/PB Francisco de Assis Castro; João Bosco Francisco do Nascimento (presidente do Conselho dos DH/PB); e o secretário executivo da Segurança Pública da PB – delegado Jean Francisco Bezerra Nunes, conforme publicação no Diário Oficial 15.243, de 24 de maio de 2013 (página 9). Todos têm vasta experiência e são especialistas nos temas, além de serem estudiosos das demandas do Fórum. 
 
O documento foi concluído, mas Infelizmente a Paraíba não tomou conhecimento. Um documento que nasceu dá própria sociedade organizada e que deve ser apresentado à Paraíba como Política de Estado.
 
 
 
Focando a Notícia, com sargento Astronadc Pereira

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Amamentar é um desafio? Saiba o que dificulta ou impede a prática

Amamentar é um ato muito benéfico para mãe e bebê. O leite materno é o único alimento do neném nos seis primeiros meses e, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, o recomendado é que a amamentação complementar aconteça até os dois anos de idade. Mas nem sempre isto é possível.

Deborah Secco, Fernanda Gentil e Sandy já declararam sofrer com dificuldades para amamentar, e os motivos são os mais diversos. Deborah contou que suas próteses de silicone trouxeram o problema. A jornalista contou em uma foto nas redes sociais que o seu leite secou. Já a cantora Sandy, disse que seu leite demorou muito a descer.

Muitas mulheres têm dificuldade para amamentar. Saiba por que isso pode acontecer
Thinkstock/Getty Images

Muitas mulheres têm dificuldade para amamentar. Saiba por que isso pode acontecer

A ginecologista e obstetra Maria Elisa Noriler informa que são dois os hormônios maternos responsáveis pela amamentação: a prolactina e a ocitocina. O primeiro estimula a produção de leite “e a ocitocina faz contrair os ductos e facilita a ejetar o leite”, explica.

Quaisquer fatores que impeçam a produção desses hormônios, também impedem que a amamentação seja feita com facilidade, mas a médica afirma que existem versões para administração nasal ou oral deles que possibilitam a prática.

Cirurgias

A reclamação de Deborah Secco é o silicone. Maria Elisa explica que atualmente a prótese é colocada atrás do músculo, com incisões na na axila ou na parte de baixo da mama, e portanto não traz problemas à amamentação.

Cirurgias mais antigas, feitas há cerca de dez anos, eram realizadas com incisões no mamilo, e com a prótese na frente do músculo, e isso sim pode dificultar ou até impedir que a mãe amamente, segundo a ginecologista.

A cirurgia que pode, de fato, impedir a prática é a mamoplastia redutora, conhecida como cirurgia de redução dos seios. “Com a incisão e cicatriz na aréola, a mulher pode ter dificuldade em amamentar porque há chance de ter lesão dos dutos areolares, que levam o leite”, explica Maria Elisa.

Outras condições

A ansiedade, comum a muitas mães é um fator que pode deixar a amamentação mais difícil, ela pode atrapalhar a produção dos hormônios e, consequentemente, do leite materno.

Outro fator muito corriqueiro que deixa o processo mais complicado é o cansaço. As mães, principalmente nos primeiros dias e meses do bebê dormem muito pouco, e Maria Elisa é categórica: “Descansar é fundamental para produzir leite”. Quando pequeno, o neném chega a dormir até 18 horas por dia, mas troca o dia pela noite, então a solução da ginecologista e obstetra é tentar dormir quando o bebê dorme também.

Uma condição muito séria é a depressão pós-parto que pode impossibilitar que mãe amamente sua criança. “Nesse caso, o vínculo afetivo é cortado e a mãe não tem vontade de ficar com o bebê”, conta Maria Elisa. O laço afetivo entre mãe e bebê é muito importante, ele auxilia na produção de prolactina.

“O bebê não pega o peito”, é uma reclamação muito comum das mães. A ginecologista afirma que nesses casos, a mãe deve ser orientada. Maria Elisa conta que é frequente o leite não descer nos primeiros dias: “É muito comum que descida do leite aconteça apenas no terceiro dia”. E uma crença errada é de que se o bebê pegar apenas o mamilo, o leite desce: a aréola também deve estar na boca do neném, de acordo com a ginecologista.

Contra indicação

Algumas doenças podem até não interferir na produção ou descida do leite, mas se mãe ou bebê portarem-nas, a amamentação é contra indicada.

“Mulheres HIV positivo não podem amamentar”, conta Maria Elisa, por conta do risco de contágio.

Mães que têm câncer e estão fazendo tratamentos quimioterápicos também precisam consultar o médico sobre a permissão de amamentar, pois alguns destes tratamentos contrainidicam a prática.

Mulheres com herpes zoster ativa – que se trata da reativação do vírus da catapora, causando erupções dolorosas na pele – também não deve dar o seio ao filho.

Uma doença do bebê, que é identificada no teste do pezinho e impossibilita a mãe de amamentar é a galactosemia. “O bebê tem deficiência na proteína que converte galactose em glicose, e pode acumular a substância”, conta a ginecologista.

 

iG

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MPPB alerta sociedade do uso da internet para a prática de crimes e cobra cooperação

mppbO Ministério Público da Paraíba (MPPB), assim como todas as demais instituições que compõem o Ministério Público brasileiro, está subscrevendo nota técnica divulgada nesta quinta-feira (28) pelo Conselho Nacional de Procuradores Gerais (CNPG), alertando a sociedade quanto ao uso da internet para a prática de crimes e a necessidade de que os provedores e aplicativos cooperem com as autoridades responsáveis por combater os ilícitos.

De acordo com a nota, as empresas estrangeiras que prestam serviços no Brasil vêm ignorando a legislação brasileira, o que inviabiliza muitas investigações ainda em seu início e resulta em riscos, como tráfico de drogas, pornografia infantil, crimes de ódio e até mesmo terrorismo na rede.

Os Ministérios Públicos reiteram que têm buscado a negociação com as empresas de aplicativos à internet, como o Facebook e o WhatsApp, com o objetivo de garantir a proteção da sociedade quando as ferramentas são usadas como instrumentos para práticas criminosas. No entanto, a nota aponta que as empresas se negam a cumprir e adequar a questão do acesso aos dados, mesmo com ordem judicial, utilizando principalmente o argumento de que não se submetem às leis brasileiras.

Essa negativa resulta em bloqueios judiciais temporários, como o que aconteceu no WhatsApp em 19 de julho, e que acabam prejudicando todos os usuários. “Não se trata de ofensa ao direito de acesso à internet ou à garantia de liberdade de expressão aos cidadãos, mas, pelo contrário, de regulamentação que confere especial proteção aos usuários de internet, considerando o risco peculiar a que estes se sujeitam ao participarem da rede”, esclarece a nota.

O bloqueio judicial temporário é a última medida prevista na negociação com as empresas. Antes, conforme previsto no Marco Civil da Internet, o Ministério Público faz uma advertência na tentativa de obter os dados necessários para a investigação. Se não houver acordo, é aplicada multa. Se o valor da multa for acumulado e a empresa ainda assim não colaborar, pede-se o bloqueio das contas para pagar as multas. Se nada disso resolver, a Justiça decide sobre a suspensão temporária do serviço.

Segundo a nota, deve haver proporcionalidade entre a política de segurança dos aplicativos e, ao mesmo tempo, cooperação para a obtenção de provas com as autoridades competentes. “Somente uma sociedade informada e ciente da real situação pode ter consciência quanto a consequências e riscos do uso dessas aplicações, bem como colaborar no debate, visando encontrar o devido equilíbrio entre a privacidade, a liberdade de expressão e o direito de proteção de seus bens jurídicos tutelados por atuação do poder-dever do estado”, concluem os Ministérios Públicos.

A nota técnica informa que, de acordo com o Marco Civil da Internet – promulgado em 2014 após ampla participação da sociedade civil –, empresas que prestem serviços no Brasil devem observar a legislação brasileira quanto aos dados coletados, armazenados, guardados ou tratados. Essa norma abrange os registros, os dados pessoais e o conteúdo daquela comunicação, por um período de seis meses.

Em 2016, o Decreto 8.771 estabeleceu que as obrigações a essas empresas estrangeiras que prestam os serviços a brasileiros também se referem à transmissão dos dados às autoridades, sem a necessidade de pedido de cooperação internacional. Com essa determinação, o Ministério Público deve ter acesso aos dados, por meio de uma ordem judicial, sempre que necessário para apurar supostos ilícitos que venham sendo praticados naquele ambiente virtual.

A nota técnica na íntegra:

O Ministério Público Brasileiro e o Conselho Nacional de Procuradores Gerais, considerando ser necessário alertar a sociedade brasileira sobre prejuízos que vêm ocorrendo às investigações relacionadas aos diversos crimes praticados por meio da internet pelo descumprimento da legislação brasileira por empresas estrangeiras que prestam serviços no Brasil, vêm a público expor e relatar o que segue.

Fornecimento de dados e jurisdição

O Marco Civil da Internet (MCI) – norma inovadora e fruto de intenso e democrático debate – trata, entre outros assuntos, da proteção da privacidade dos usuários e do fornecimento de dados pelas empresas provedoras de conexão e aplicações, entre as quais as que prestam o serviço de transmissão de mensagens online e em redes sociais. O MCI estabelece, ainda, que a prestação de serviços de internet a cidadãos brasileiros deve seguir as leis nacionais, visando a efetividade das decisões judiciais e a proteção dos cidadãos, conforme os artigos de 10 a 12 e o art. 5º , inciso XXXV, da Constituição Federal.

Ao prever que esses dados somente podem ser disponibilizados mediante ordem judicial, o MCI explicitou que estão protegidos pela chamada cláusula de reserva de jurisdição, que visa conferir especial proteção aos usuários de internet, considerando o risco peculiar a que estes se sujeitam ao participarem da rede.

Outrossim, o artigo 11 do MCI determina que empresas que prestem serviços no Brasil (a brasileiros), ainda que aqui não possuam filiais, devam observar a lei brasileira quanto aos procedimentos de coleta, armazenagem, guarda ou tratamento de dados de registro, dados pessoais ou dados de comunicações.

Já o Decreto 8771/16, que regulamenta o MCI, deixou claro que tal obrigação também se refere à transmissão desses dados às autoridades brasileiras sempre que requisitados, devendo ser observada a lei processual brasileira, com comunicação direta às autoridades nacionais, sem a necessidade de pedido de cooperação jurídica internacional (mutual legal assistance request). O argumento de que têm sede no exterior e que, por isto, só devem cumprir decisões judiciais emitidas por autoridades de seus países, tem sido reiteradamente utilizado por empresas como Facebook e WhatsApp.

O artigo 15 do MCI prevê que cabe ao provedor de aplicações de Internet – expressão que inclui aplicativos de mensagens instantâneas online e redes sociais – a obrigação de manter os registros de acesso a tais aplicações, sob sigilo, em ambiente controlado e seguro, pelo prazo de 6 (seis) meses. Contudo, essas empresas ou se negam a guardar os registros de acesso pelo período legal (algumas não armazenam por nenhum período), ou os apagam antes de findo o prazo legal e, por tais motivos, vêm descumprindo sistematicamente ordens judiciais brasileiras, o que dificulta ou mesmo inviabiliza a responsabilização cível e criminal de autores de atos ilícitos na Internet.

Modelo criptográfico

O uso do modelo criptográfico nas comunicações ponto a ponto é tema da mais alta complexidade que envolve, de um lado, a política de segurança adotada quanto aos conteúdos das mensagens e a privacidade dos usuários e, de outro, a maior dificuldade na obtenção de provas nas searas cível e criminal. Contudo, habitualmente as empresas utilizam este argumento para também se esquivar da obrigação de fornecer registros de comunicação, dados armazenados e os metadados, que não são criptografados.

Sanções

O artigo 12 do MCI busca assegurar a eficácia das decisões judiciais brasileiras em tema de dados de Internet. O principal argumento das empresas para o não fornecimento de dados que trafegam em aplicativos de mensagens online ou em redes de relacionamento é o de que tais companhias não se submetem à jurisdição brasileira por não terem sede no país. A suspensão temporária da coleta, armazenamento, guarda e tratamento de registros de dados pessoais, prevista no inciso III do artigo 12, é medida subsidiária a ser adotada quando outras sanções capazes de inibir o descumprimento das ordens judiciais – a exemplo de advertências, multas e bloqueio de contas bancárias dessas empresas–, não forem suficientes para fazer cumprir a legislação vigente. Tais medidas devem ser usadas sempre que necessário, após o esgotamento de outras menos gravosas.

Necessidade de colaboração

Para fazer valer a sua missão institucional prevista na Constituição de 1988, o Ministério Público tem insistido na negociação com as empresas de Internet. Contudo, até o presente momento, os avanços têm sido absolutamente insatisfatórios. Diferentemente do que alegam, as empresas de aplicativos de Internet, como Facebook e WhatsApp, não colaboram de forma plena e efetiva, conforme exigem as leis brasileiras, nem manifestaram real disposição para negociar caminhos efetivos para o fornecimento imediato de dados determinados por ordem judicial.

Uma vez que essas empresas se negam a cumprir as normas brasileiras, fica configurada a inadequação do serviço por elas prestado no país.

Crimes pela internet

A universalização da Internet e o crescimento da convivência humana no mundo virtual tem aumentado exponencialmente a prática de cibercrimes e de crimes comuns, mas graves, tais como tráfico de drogas (doméstico e internacional), divulgação de pornografia infantil, racismo, crimes de ódio, crimes patrimoniais e, no momento em que terão início os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o crime de terrorismo. A cooperação dos provedores de conexão e de aplicações com o Ministério Público e com a polícia é fundamental para deter ou prevenir essas atividades criminosas.

Missão do Ministério Público

Com esta nota técnica, o Ministério Público Brasileiro e o Conselho Nacional de Procuradores Gerais pretendem cumprir seu dever constitucional de prestar informações claras e objetivas à sociedade para melhor esclarecê-la dos problemas que têm sido enfrentados no combate aos ilícitos praticados pela Internet e que apenas poderão ser satisfatoriamente solucionados com a adequação das empresas provedoras de conexão e de aplicações às leis brasileiras, devendo tais pessoas jurídicas colaborar efetivamente com as autoridades nacionais, sob pena de se inviabilizar a investigação e persecução penal ou cível de graves condutas violadoras da lei já nos seus primeiros passos.

É fácil perceber as consequências e riscos do mau uso de aplicações de Internet e as dificuldades que surgem com o descumprimento da legislação em vigor, notadamente o MCI. Somente uma sociedade informada pode colaborar no debate, visando encontrar o devido equilíbrio entre os direitos à privacidade e à liberdade de expressão e os direitos à segurança pessoal e à segurança pública mediante atuação do estado, no seu dever constitucional de prover Justiça para todos.

Subscrevem a nota:

Conselho Nacional de Procuradores Gerais (CNPG) e MP Brasileiro:

Ministério Público Federal

Ministério Público do Trabalho

Ministério Público Militar

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios

Ministério Público do Estado do Acre

Ministério Público do Estado de Alagoas

Ministério Público do Estado do Amapá

Ministério Público do Estado do Amazonas

Ministério Público do Estado da Bahia

Ministério Público do Estado do Ceará

Ministério Público do Estado do Espírito Santo

Ministério Público do Estado de Goiás

Ministério Público do Estado do Maranhão

Ministério Público do Estado do Mato Grosso

Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul

Ministério Público do Estado de Minas Gerais

Ministério Público do Estado do Paraná

Ministério Público do Estado do Pará

Ministério Público do Estado da Paraíba

Ministério Público do Estado de Pernambuco

Ministério Público do Estado do Piauí

Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro

Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte

Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul

Ministério Público do Estado de Rondônia

Ministério Público do Estado de Roraima

Ministério Público do Estado de Santa Catarina

Ministério Público do Estado de São Paulo

Ministério Público do Estado de Sergipe

Ministério Público do Estado de Tocantins

Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC)

Ascom

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Três detidos sob suspeita de prática de racha na Paraíba são liberados

motos-apreendidas-4Três dos quatro suspeitos de praticar rachas utilizando motocicletas na BR-230, na Paraíba, que foram detidos durante a operação Velocidade Limitada II, foram liberados no mesmo dia da operação. A informação foi repassada nesta segunda-feira (27), durante coletiva de imprensa realizada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Segundo a polícia, os três suspeitos foram liberados mediante pagamento de fiança equivalente a dois salários mínimos (R$ 1.576) e devem responder por posse ilegal de armas. O quarto suspeito detido durante a operação permanece preso e deve responder por posse ilegal de arma e de munição de uso restrito. Os suspeitos podem responder ainda por prática de racha.

De acordo com a assessoria de imprensa da PRF, a Operação Velocidade Limitada II aconteceu na sexta-feira (24), na região metropolitana de João Pessoa. O pagamento das fianças de três dos quatro suspeitos ocorreu ainda na sexta-feira, mas a informação foi divulgada apenas nesta segunda-feira. Com os suspeitos a polícia apreendeu ainda oito motocicletas, três revólveres e ainda diversas munições, inclusive para fuzil de uso restrito. Outras três motos que também estariam sendo utilizadas para a prática de rachas ainda estão sendo procuradas. Segundo a polícia, os quatro suspeito têm entre 30 e 35 anos.

 

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A operação Velocidade Limitada foi realizada pela PRF em conjunto com o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público Estadual e Polícia Civil. O monitoramento do grupo denominado de ‘299’ começou em 2014, após denúncias anônimas realizadas através do 191, telefone de emergência da Polícia Rodoviária Federal. O grupo de inteligência da PRF encontrou um vasto material audiovisual em redes sociais, postados pelos próprios integrantes do grupo de racha.

Motocicletas apreendidas durante Operação Velocidade Limitada II, na Paraíba (Foto: Divulgação/PRFPB)Motocicletas apreendidas durante Operação Velocidade Limitada II, na Paraíba (Foto: Divulgação/PRFPB)

De acordo com as investigações, os suspeitos praticavam as corridas ilegais aos domingos entre os quilômetros 45 e 65 da BR-230. O número 299 é uma referência ao limite máximo de registro dos velocímetros das motocicletas. Segundo a polícia, ao atingi-lo e registrá-lo em vídeos, o condutor ganhava prestígio entre os demais integrantes.

Três, dos onze alvos da operação, foram detidos pela PRF durante a Operação Semana Santa 2015 na Paraíba, por praticar racha. Na ocasião, um quarto suspeito fugiu após lançar sua motocicleta contra o policial que realizava a abordagem.

A operação Velocidade Limitada II foi dividida em duas fases. Na primeira etapa, na sexta-feira, foram realizados os mandados de busca e apreensão. A segunda,  consistiu no monitoramento da rodovia BR-230 com a utilização de radares e patrulhamento aéreo.

Participaram da Operação Velocidade Limitada II, 75 agentes da Polícia Rodoviária Federal,
promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado e nove equipes da Polícia Civil. O grupo tinha como objetivo cumprir onze mandados de busca e apreensão. Um helicóptero da PRF também foi usado na operação.

Operação Velocidade Limitada
Em novembro de 2011, foi realizada a Operação Velocidade Limitada. Durante a ação foram apreendidos cinco carros de alta performance, usados em competições ilegais.

 

 

G1

Apenas 40% são aprovados na prova prática de direção, diz Detran-PB

AUTO ESCOLAApenas 40% dos candidatos são aprovados que são aprovados na prova de direção de trânsito do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), segundo dados divulgados pelo próprio órgão. O nervosismo é um fator apontado por candidatos e instrutores de autoescolas como o que mais influência no resultado negativo.

Um exemplo é a aposentada Antônia de Sales, que fez o teste cinco vez, mas nunca conseguiu ser aprovada. “Quando eu chego na baliza o prejuízo é total”, desabafou Antônia.

O percurso da prova de direção tem três etapas. O coordenador de pista do Detran-PB, Edvaldo de Oliveira, explicou cada uma delas. Segundo ele, no primeiro momento o candidato passa por uma rampa, em seguida a baliza, por fim a garagem. Há ainda no meio do percurso placas de sinalização que precisam ser respeitas. Para Evaldo o fator psicológico conta muito, pois muitas pessoas dominam as técnicas, mas ficam nervosas.

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Para quem é aprovado na primeira tentativa o sentimento é de muita alegria. Esse foi o caso da estudante Camila Macêdo,  que após o teste contou estar aliviada e bastante feliz. Outro aprovado Gerailson Gomes, permitiu que a equipe da Tv Cabo Branco gravasse o seu teste de dentro do carro. Confiante, Gerailson esteve tranquilo durante toda a avaliação. No fim conseguiu o resultado satisfatório. “Estava muito tranquilo”, contou ele.

 

Do G1 PB

Diretor do Detran culpa autoescolas por espera de até seis horas para candidatos fazerem prova prática

detranO Diretor de Operação do Departamento de Trânsito da Paraíba (DETRAN-PB), Orlando Soares, disse que os problemas enfrentados pelos candidatos que vão ao Detran fazer a prova prática de carro são de responsabilidade das autoescolas. Indagado sobre o tempo de espera dos candidatos para fazerem o teste, que chegou à 6h na última sexta-feira, 04.

Soares disse que os centros de formação de condutores já foram informados pelo Detran para não levarem todos os alunos ao mesmo tempo, “porque eles levam ônibus cheios de alunos e as pessoas têm que esperar mesmo, nós informamos que eles levem mais tarde. Se o atendimento acontece durante todo o dia, não existe a necessidade de todos chegarem às 8h da manhã”, justificou.

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Questionado sobre as acomodações para quem aguarda o momento de seguir para a pista de provas, o diretor de Operações afirmou que existe um espaço com assentos para vinte pessoas próximo à pista, “mas as pessoas preferem ficar embaixo de uma tenda”. Ele afirmou ainda que já foi aprovada e licitada a construção de um espaço confortável para os candidatos esperarem de forma adequada, “essa obra deve começar em breve e vai melhorar muito o cenário que temos atualmente, mas não haverá espaço para 200 pessoas”.

Orlando Soares disse que serão adotadas medidas para reduzir o número de candidatos por dia no Departamento, haverá um agendamento com horários diferentes para as autoescolas, assim como um limite de candidatos para a prova prática. O diretor informou que o sistema é aberto e as autoescolas agendam as provas livremente, mas, segundo ele, enquanto o agendamento não começa a valer o Detran vai limitar a 160 pessoas por dia para fazer a prova de carro. “A culpa não é do DETRAN, é das autoescolas que levam os alunos ao mesmo tempo para fazer a prova, mas vamos limitar. 100 pessoas farão a prova pela manhã e 60 farão a tarde”, explicou.

Ele disse que atualmente o expediente é ‘corrido’, sem intervalo para o almoço, e os funcionários querem terminar as provas, assim como os candidatos, o mais cedo possível. Soares afirmou que nas próximas semanas os dois expedientes serão respeitados.

Outro problema citado pelo diretor de Operações foi o número de veículos levados pelas autoescolas para o Detran, segundo ele, os centros levam poucos veículos e forma-se uma fila de alunos que terão que usar o mesmo carro para fazer a prova. “As autoescolas não têm o menor respeito pelos candidatos. Já fizemos reuniões com o sindicato e os centros já receberam advertência, se não resolverem os problemas haverá centros suspensos.”

Orlando Soares disse que será construída outra unidade do Detran no bairro Valentina de Figueiredo. Lá, segundo ele, haverá outra pista de provas e acomodações para descentralizar da sede em Mangabeira.

Ívyna Souto do Blog do Gordinho