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Com Selic em queda, poupança pode passar a render menos que a inflação

Com a taxa básica de juros, a Selic, em queda, os rendimentos da poupança devem perder para a inflação. Isso pode acontecer porque os rendimentos da poupança são 70% da Selic, mais a Taxa Referencial (TR), que está zerada.

Atualmente, a Selic está em 5% ao ano e o Banco Central já sinalizou que a taxa deve cair em dezembro para 4,5% ao ano e encerrar 2020 nesse patamar. Com isso, os rendimentos da poupança vão passar de 3,5% para 3,15% ao ano. Já a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deve fechar 2019 em 3,31% e 2020, em 3,60%, de acordo com estimativas do mercado financeiro.

Se for considerada a previsão mensal, a inflação deve chegar a 0,36%, em novembro, e a 0,35%, em dezembro, enquanto a poupança vai render 0,29% ao mês, com a Selic em 5%, e 0,26% ao mês, se a taxa básica cair para 4,5% ao ano.

Os investidores que têm poupança antiga e não retiraram os recursos recebem rendimentos maiores. Isso porque todos os depósitos feitos até 3 de maio de 2012 rendem 0,5% ao mês (ou 6,17% ao ano), mais TR. A partir de 4 de maio de 2012, a nova regra de cálculo da poupança passou a ser 70% da Selic mais TR, sempre que a taxa estiver abaixo ou igual a 8,5% ao ano. Acima de 8,5% ao ano, o rendimento é 0,5% ao mês mais TR.

O diretor executivo de Estudos e Pesquisas Econômicas da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira, afirma que essa nova realidade de a poupança render pouco veio para ficar. “É uma realidade porque os juros vão ficar baixos. Vão cair de novo agora no mês de dezembro, possivelmente para 4,5% ao ano. Isso quer dizer que a poupança vai render 3,15% ao ano. E já começa a ser um problema porque esse rendimento deve ser menor que a inflação”, disse.

“Vamos passar aqui no Brasil pelo que aconteceu nos Estados Unidos e na Europa. Nessas economias, os juros eram altos. As pessoas aplicavam em renda fixa. Havia investimentos garantidos e altos. Só que as taxas de juros foram caindo e aí reverteu a situação – a maioria dos americanos e europeus atualmente aplica na bolsa de valores. Vamos ter esse cenário no Brasil – quem quer maior rentabilidade vai ter que assumir risco”, disse.

Oliveira aconselha a quem optar por investir em ações e não tiver conhecimento do mercado financeiro a buscar os fundos de ações. “Há duas formas de aplicar na bolsa. Uma delas é aplicar diretamente em ações de uma empresa. Esse tipo de escolha só deve ser feito por pessoas com mais conhecimento. Para os iniciantes, a melhor alternativa é entrar em fundos de ações. Porque no fundo tem um gestor que conhece o melhor papel para comprar e ele vai diluir a carteira para minimizar os riscos. Vai escolher diversos tipos de empresas, como financeiras, bancos, varejo, de energia”, disse.

Caso não queira correr riscos ou tenha a intenção de fazer reserva de emergência, a recomendação é analisar as taxas de administração dos fundos de renda fixa. Para Oliveira, com a Selic cada vez menor, a tendência é que as instituições financeiras reduzam as taxas de administração para atrair mais clientes. Outra opção é analisar os títulos do Tesouro Direto, como o Tesouro Selic. Os investidores podem analisar também outras opções de investimento disponíveis no mercado.

Os investimentos em fundos e no Tesouro Direito têm cobrança de Imposto de Renda, além de taxas de administração, que devem ser analisadas por quem decide investir.

Reflexos na economia

Oliveira destaca que os menores rendimentos da poupança podem trazer consequências não somente para o bolso dos poupadores, mas também para a economia do país. “Como deixar o dinheiro na poupança não vai nem manter o poder de compra, isso pode fazer com que as pessoas parem de poupar e destinem dinheiro para consumo”, disse.

Outro fator é a redução de recursos para o financiamento habitacional. Atualmente, 65% dos recursos de poupança são destinados aos financiamentos habitacionais.

Agência Brasil

 

 

Quais investimentos são mais rentáveis que a poupança

Segundo uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira da Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), em 2017, menos de 10% da população brasileira investiu o dinheiro em aplicações com alta lucratividade.

Outro dado bastante revelador do comportamento do brasileiro apontado pela pesquisa é que menos da metade da população brasileira tinha alguma reserva de dinheiro para alguma emergência. Na época, apenas 42% dos brasileiros entrevistados tinham alguma poupança.

Ou seja, o perfil do brasileiro é de não poupar, não ter reservas financeiras e, além disso, de não aplicar o dinheiro, de não investir. E os que investem, geralmente, têm um perfil mais conservador, guardando a reserva em poupanças, por exemplo, que são investimentos não tão lucrativos assim.

Mas é bem possível encontrar um perfil de investimento que seja mais rentável que a caderneta de poupança, e, ao mesmo tempo, não seja tão arrojado, que não gere tantos riscos para o investidor. Quer saber quais? Nós fizemos uma lista com os principais.

Rendimento da poupança

A poupança é o tipo de investimento mais comum entre os brasileiros e os mais diversos bancos oferecem essa opção para os seus clientes. No entanto, é válido observar que é uma maneira de investir bem conservadora.

Isto é, o investidor não corre muitos riscos, o dinheiro fica lá aplicado e não há chance de perdê-lo. Mas a poupança também não gera muito lucro, já que a sua rentabilidade é de 4,55% ao ano e de cerca de 0,37 ao mês.

O que isso significa? Bem, vamos supor que você coloque R$ 100,00 em uma caderneta de poupança. Ao fim de um ano, você vai encontrar R$104,55 reais lá. Um lucro muito pequeno se comparado a outros investimentos.

Alternativas à poupança

Para pensar nas melhores alternativas à poupança, antes de mais nada é preciso considerar o perfil do investidor. Em outras palavras, é necessário levar em conta o quanto a pessoa quer lucrar, para qual objetivo e, em quanto tempo a pessoa quer obter o lucro.

A seguir, nós elencamos algumas alternativas à poupança que têm boa lucratividade.

Tesouro Direto

Se você acompanha o noticiário de finanças e economia, com certeza já ouviu a expressão “investir no Tesouro Direto”, certo? E você consegue imaginar o que seja isso?

Bem, o Tesouro Direto é um fundo de investimentos criado pela Bolsa de Valores de São Paulo em parceria com o Tesouro Nacional. Nesse tipo de investimento, a pessoa que compra títulos da dívida pública empresta um dinheiro para a União e para os estados.

Esse dinheiro emprestado será utilizado para a realização de obras e serviços. E, ao fim de um período pré-estabelecido, a pessoa recebe o dinheiro de volta, acrescido de uma quantidade de juros. Há vários títulos que podem ser obtidos no Tesouro Direto, um deles é o Tesouro Selic, também chamado de Letra Financeira do Tesouro.

Características do Tesouro Selic

O Tesouro Selic possui alta liquidez, ou seja, é um investimento que transforma de maneira rápida os bens e ativos em capital (em lucro). Além disso, é um investimento mais conservador, já que a sua volatilidade também é baixa (é um investimento que não oscila tanto).

Nota-se que, o investidor deve declarar ao Imposto de Renda a rentabilidade obtida durante o investimento, ou seja, este não é um investimento com isenção de IR.

Letra de Crédito Imobiliário (LCI)

A Letra de Crédito Imobiliário (LCI), como o nome já sugere é uma aplicação que está ligada, diretamente, ao setor imobiliário. Em tese, o investidor está emprestando dinheiro para o setor imobiliário e, em troca, recebe uma taxa de juros.

O lucro obtido com uma aplicação do tipo LCI pode variar de acordo com as oscilações do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) que fica muito próxima à taxa de juros Selic- cerca de 6,5% ao ano. Neste caso, diz-se que a LCI é pós-fixada.

Agora, se o investidor for mais conservador, ele pode optar por uma CDI pré-fixada. Com isso, ele sabe exatamente o quanto vai receber ao fim do investimento.

A boa notícia é que a LCI é isenta de Imposto de Renda, isto é, o investidor não precisa declará-la no IR. E, segundo os consultores de finanças, o investimento rende mais do que a poupança.

Certificado de Depósito Bancário (CDB)

No caso do Certificado de Depósito Bancário (CDB), o investidor está emprestando dinheiro para o próprio banco. Ficou curioso para entender? É que o CDB é um título emitido pelos bancos para captar recursos para as suas atividades-fim, isto é, para que eles tenham recursos para realizar financiamentos e empréstimos.

É válido notar que o CDB também fica indexado ao Certificado de Depósito Interbancário (CDI), por isso oferece uma maior rentabilidade ao investidor. Podem ser pré-fixados, quando o investidor sabe exatamente o quanto de lucro vai obter; pós-fixados e mesmo híbridos.

De forma geral, os títulos CDB costumam ser mais rentáveis quanto mais tempo ficarem investidos.

É interessante notar que o mercado financeiro oferece diversas opções de financiamento e cada qual possui uma rentabilidade específica. É importante consultar o seu gerente para decidir quais têm características mais próximas ao seu perfil.

 

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Saque da poupança é o maior desde 1995 e supera depósito em R$ 41 bilhões

caixa_eletronicoEm meio à crise econômica, os saques de recursos da caderneta de poupança somaram R$ 1,98 trilhão em 2016, o maior montante desde 1995, início da série histórica, informou nesta quinta-feira (5) o Banco Central.

Como os depósitos totalizaram R$ 1,94 trilhão, a captação líquida da caderneta foi negativa em R$ 40,7 bilhões no ano passado, mostram os dados do BC.

É a segunda vez desde 2005 que esse movimento acontece —no ano passado, o montante sacado da caderneta foi R$ 53,6 bilhões maior do que o depositado.

O ocorrido pode ser explicado pela elevação no número de desempregados e pelo aumento da inadimplência, além da baixa rentabilidade da poupança em relação a outros investimentos.

Em dezembro de 2016, a captação foi positiva em R$ 10,6 bilhões. Somente em 1999 e 2002 houve captação negativa no último mês do ano, que é sazonalmente positivo para a poupança, de acordo com as estatísticas do BC.

O volume total aplicado, ou seja, o estoque da caderneta, recuou ao final de dezembro para R$ 664,9 bilhões. No fim do ano passado, estava em R$ 662,7 bilhões.

Folha de S. Paulo

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Saques superam depósitos em R$ 53 bilhões na poupança até outubro

caixa_eletronicoOs saques de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 53,25 bilhões de janeiro a outubro deste ano, informou nesta segunda-feira (7) o Banco Central.

Apesar de o volume ainda ser expressivo, foi registrada uma queda de saques em relação ao mesmo período do ano passado – quando a saída líquida de divisas totalizou R$ 57,05 bilhões, recorde histórico de fuga de recursos para os dez primeiros meses de um ano.

Somente em outubro, a retirada líquida (acima do volume de depósitos) de recursos da mais tradicional modalidade de investimentos do país somou R$ 2,71 bilhões.

Mesmo sendo o décimo mês seguido com saída de valores da poupança superior aos depósitos, também houve recuo em relação a outubro de 2015 – quando a poupança perdeu R$ 3,26 bilhões em aplicações.

A fuga de recursos da poupança acontece em um momento de recessão da economia brasileira, do aumento do desemprego e da taxa de inadimplência – apesar de alguns indicadores apontarem para o início da retomada da economia. A baixa rentabilidade frente a outras opções de investimentos também tem levado poupadores a sacarem recursos da poupança.

Em todo o ano passado, R$ 53,36 bilhões deixaram a poupança. Foi a primeira vez em 10 anos que houve mais retirada do que depósitos da caderneta. Também foi a maior fuga de dinheiro da poupança desde o início da série histórica do Banco Central para um ano fechado.

Saldo da poupança
Apesar de os saques terem superado as retiradas em outubro, volume total aplicado na poupança no fim do mês, ou seja, o estoque da caderneta, registrou novo aumento.

No fim de setembro, o saldo da poupança estava em R$ 642,99 bilhões, avançando para R$ 644,34 bilhões em outubro.

A explicação é que os rendimentos creditados nas contas dos poupadores, que somaram R$ 4,06 bilhões no mês passado, também são incorporados ao estoque da poupança.

Baixo rendimento
Além da crise econômica, o baixo rendimento da poupança também tem contribuído para a retirada de recursos. Enquanto o rendimento dos fundos de renda fixa sobe junto com a Selic (a taxa básica de juros determinada pelo Banco Central), o das cadernetas fica limitado a 6,17% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR) quando a Selic está acima de 8,5% ao ano.

Segundo a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), como a Selic está em 14% ao ano (o maior nível em dez anos), as aplicações em renda fixa, como fundos de investimento, ganham mais atratividade porque o rendimento fica acima do da poupança na maioria das situações. A poupança continua atrativa somente para fundos com taxas de administração acima de 2,5% ao ano.

No ano passado, a rentabilidade da poupança foi de 8,15%. Ou seja, ficou abaixo da inflação, que alcançou 10,67%. Descontada a inflação, portanto, quem manteve recursos na poupança ao longo de 2015 viu o dinheiro perder 2,28% do poder aquisitivo, de acordo com a consultoria Economatica. É o pior resultado desde 2002.

Quando a poupança pode ser atrativa
Apesar do baixo rendimento, especialistas avaliam que a caderneta de poupança ainda pode ser uma boa opção, mas somente em poucos casos. Por exemplo: para pequenos poupadores (com pouco dinheiro guardado), para pessoas que buscam aplicações de curto prazo (poucos meses) ou que procuram formar um “fundo de reserva” para emergências.

A vantagem da poupança em relação a outros investimentos é que não incide Imposto de Renda sobre a aplicação.

Nos fundos de investimento, ou até mesmo no Tesouro Direto (programa do governo de compra de títulos públicos pela internet) há cobrança do IR e, na maior parte dos casos, de taxa de administração. Nos fundos de investimento e no Tesouro Direto, o IR incide com alíquota regressiva, ou seja, quanto mais tempo os recursos ficarem aplicados, menor é o valor da alíquota incidente no resgate.

G1

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Saques superam depósitos na poupança pelo 8º mês seguido

porco-quebradoOs saques na caderneta de poupança superaram os depósitos pelo oitavo mês seguido. A retirada líquida (descontados depósitos) ficou em R$ 4,465 bilhões, em agosto, informou hoje (6) o Banco Central (BC). O resultado negativo foi menor do que no mesmo mês de 2015: R$ 7,501 bilhões.

Desde janeiro do ano passado, o único mês em que a poupança teve resultado positivo (mais depósitos do que saques) foi em dezembro de 2015 (R$ 4,789 bilhões). Nos oito meses de 2016, a retirada chegou a R$ 48,187 bilhões.

Os saques da poupança chegaram a R$ 171,831 bilhões em agosto e a R$ 1,317 trilhão nos oito meses do ano, superando os depósitos, que ficaram em R$ 167,365 bilhões e R$ 1,268 trilhão, respectivamente.

O saldo total nas contas ficou em R$ 641,126 bilhões, em agosto. Os rendimentos creditados nas cadernetas totalizaram R$ 4,294 bilhões, no mês passado.

Com os juros e a inflação em alta, outras aplicações têm se tornado mais atrativas. A recessão econômica também contribuiu para a fuga de recursos da poupança. Por causa da crise e do desemprego, os brasileiros têm menos sobra de dinheiro para aplicar na caderneta e precisam sacar mais recursos para pagar dívidas.

Agência Brasil 

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Poupança bateu recorde de retiradas no ano passado

(Thinkstock/VEJA)
(Thinkstock/VEJA)

Depois de 11 meses seguidos de resgate líquido (descontados os depósitos) da poupança, os brasileiros voltaram a aplicar dinheiro em dezembro. No último mês do ano, a captação líquida (depósitos superiores aos saques) ficou em R$ 4,789 bilhões. Apesar do resultado positivo, essa foi a menor captação líquida registrada em dezembro desde 2011 (R$ 3,589 bilhões).

Mesmo com o resultado positivo de dezembro, no acumulado do ano a poupança registrou a maior retirada líquida, na série histórica iniciada em 1995. O saldo negativo do ano ficou em R$ 53,567 bilhões. O BC não registrava retirada líquida anual desde 2005 (R$ 2,720 bilhões).

Em 2015, os depósitos somaram R$ 1,906 trilhão e os saques, R$ 1,959 trilhão. Os rendimentos chegaram a R$ 47,430 bilhões e o saldo ficou em R$ 656,589 bilhões.

O diretor da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, lembrou que no último mês do ano é comum haver mais depósitos em poupança devido a renda extra com o décimo terceiro salário.

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Segundo Oliveira, três fatores explicam o resultado negativo de 2015. Um deles é que a poupança está rendendo menos que fundos de investimento.

“A rentabilidade dos fundos é maior, o que levou muita gente a resgatar dinheiro da poupança e ir para os fundos.”

De acordo com o diretor, o rendimento da poupança está em 8,07%, enquanto dos fundos é de 11,48% ao ano.

“Se forem descontados Imposto de Renda e taxa de administração, que varia em cada instituição a partir de 0,5%, o rendimento dos fundos fica em cerca de 10%”, acrescentou Oliveira.

Além de perder para os fundos de investimento, o rendimento da poupança é corroído pela inflação. A expectativa é que a inflação tenha alcançado 10,5% em 2015, acima, portanto, dos rendimentos da poupança.

O terceiro fator que explica a retirada dos recursos da poupança é a menor renda da população, com o aumento da inflação e do desemprego.

“Tivemos um ano muito difícil, com inflação alta, queda de renda das famílias, juros e impostos elevados e agora com o desemprego crescendo. Isso fez com que muita tivesse que resgatar recursos da poupança para complementar o orçamento. De outro lado, com essas dificuldades menos pessoas tinham dinheiro para guardar.”

Para 2016, a expectativa é “piorar esse quadro porque o desemprego vai crescer e a inflação continuará elevada”. “O que gerou esse resgate maciço de recursos da poupança estará presente em 2016.”

Conforme Miguel de Oliveira, a expectativa é que o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC volte a elevar a taxa básica de juros, a Selic, para conter a inflação. A alta da Selic torna os fundos de investimento ainda mais atrativos.

FONTE: Agência Brasil

Mega-Sena sorteia hoje R$ 38,5 mi; valor rende R$ 267 mil por mês na poupança

mega-senaA Mega-Sena continua acumulada e sorteia, nesta quarta-feira (30), um prêmio de R$ 38,5 milhões para quem acertar os seis números do concurso 1.746. O sorteio será realizado a partir das 20h (horário de Brasília), em Viçosa (MG). Caso o concurso tenha apenas um ganhador e ele queira aplicar os R$ 38,5 milhões na poupança, poderá se aposentar com uma renda de cerca de R$ 267 mil por mês, o equivalente a R$ 8,9 mil por dia. A Lotomania também está acumulada. Confira valores logo abaixo.

Se o sortudo preferir investir todo o valor do prêmio em bens, poderá adquirir 32 imóveis no valor de R$ 1,2 milhão cada, ou montar uma frota com mais de 250 carros de luxo.

A aposta mínima na Mega-Sena é de R$ 3,50 e pode ser feita em qualquer lotérica do país. Clientes com acesso ao Internet Banking CAIXA podem fazer as apostas pelo computador pessoal, tablet ou smartphone. O serviço funciona diariamente, das 8h às 22h (horário de Brasília), exceto em dias de sorteio (quarta-feira e sábado), quando as apostas se encerram às 19h, retornando às 21h para o concurso seguinte.

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Lotomania

A modalidade também está acumulada e pode sortear um prêmio de R$ 4,7 milhões nesta quarta-feira. Para apostar na Lotomania, basta escolher 50 números, dentre os 100 do volante. Ganha quem acertar 20,19, 18, 17, 16 números ou nenhum.

O apostador também pode fazer a Aposta-Espelho, quando o sistema registra uma nova aposta com os números não escolhidos na aposta original. Para concorrer ao prêmio da Lotomania, o apostador também pode registrar o palpite em qualquer lotérica do país. A aposta custa R$ 1,50.

 

 

portalcorreio

Ministério da Fazenda nega confisco de poupança e aplicações financeiras

ministerio-fazendaO Ministério da Fazenda descartou, hoje (13), qualquer intenção de confiscar a poupança ou outras aplicações financeiras. Em nota, a pasta qualificou de falsas as informações que circulam na mídia social sobre o assunto.

“Tais informações são totalmente desprovidas de fundamento, não se conformando com a política econômica de transparência e a valorização do aumento da taxa de poupança de nossa sociedade, promovida pelo governo, através do Ministério da Fazenda”, destacou o comunicado.

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De acordo com o ministério, foi detectado um volume expressivo de troca de mensagens, principalmente no aplicativo Whatsapp, dando conta do confisco de aplicações financeiras. Isso motivou a emissão da nota oficial.

Agência Brasil

Poupança deve manter atratividade, mesmo com menor rendimento

As novas aplicações em poupança devem render menos que a inflação neste ano. Mesmo assim, a poupança deve manter a atratividade em relação a outros tipos de investimentos, na avaliação do vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Ao serem consideradas as projeções para a taxa básica de juros, a Selic, em 7,25% ao ano, e para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – a inflação oficial do país – em 5,5%, em 2013, o rendimento da poupança deve ficar em 5,08%, uma perda de 0,40% em relação à inflação, no ano. Para quem ainda tem depósitos antigos da poupança, o rendimento neste ano será o mesmo de 2012: 6,17% ao ano.

Em maio de 2012, o governo definiu que os depósitos feitos até 3 de maio continuariam a ser remunerados pelas regras antigas – Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês. Os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 só têm a mesma regra de remuneração quando a taxa básica de juros, a Selic, for superior a 8,5% ao ano. Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano. Assim, a remuneração, pela nova regra, é 70% da Selic mais a TR. No site do BC, é possível conferir a remuneração de acordo com a data de aniversário da poupança caderneta.

Para Oliveira, continua valendo a pena aplicar em poupança porque as demais aplicações também tiveram redução nos rendimentos líquidos. Ele lembra que a poupança é isenta do Imposto de Renda e de taxa de administração cobrada pelos bancos, diferentemente dos fundos de investimento. “Nesse caso, há incidência de Imposto de Renda que chega a atingir 22,5% do rendimento para aplicações de até seis meses mais taxa de administração cobrada pelos bancos que chega a atingir 4% ao ano em alguns fundos. O padrão [da taxa de administração] é de 2,5% ao ano o que faz o rendimento líquido desses fundos ser inferior ao da caderneta de poupança”, explicou.

Em 2012, mesmo com as novas regras de remuneração, os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 49,719 bilhões em 2012, de acordo com dados do Banco Central (BC). Foi a maior captação líquida registrada na série histórica do BC, iniciada em 1995. Em 2011, o resultado havia sido R$ 14,186 bilhões e anteriormente a maior captação líquida da poupança tinha sido em 2010: R$ 38,681 bilhões.

Agência Brasil

Poupança bate recorde histórico de captação em 2012

 

Em mais um recorde histórico, os depósitos em poupança superaram os saques em R$ 49,719 bilhões em 2012, de acordo com dados do Banco Central (BC), divulgados nessa segunda-feira (7). A maior captação líquida da poupança até então da série histórica do BC, iniciada em 1995, foi registrada em 2010: R$ 38,681 bilhões.

Para o professor de finanças da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Marcos Crivelaro, uma das explicações para o resultado recorde foi a mudança na regra de remuneração da poupança, em maio do ano passado. A medida estimulou os poupadores a manterem os depósitos antigos nas contas, por renderem mais do que aplicações novas. “Ficou como um investimento de longo prazo para as pessoas que não precisam retirar”, diz Crivelaro.

O governo definiu que os depósitos feitos até 3 de maio continuariam a ser remunerados pelas regras antigas – Taxa Referencial (TR) mais 0,5% ao mês. Os depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012 só têm a mesma regra de remuneração quando a taxa básica de juros, a Selic, for superior a 8,5% ao ano.

Atualmente, a Selic está em 7,25% ao ano. Assim, a remuneração, pela nova regra, é 70% da Selic mais a TR. De acordo com o Ministério da Fazenda, com a Selic neste patamar, o rendimento mensal da poupança fica em 0,41% mais TR.

Crivelaro destaca que a poupança é um investimento simples e uma forma de guardar dinheiro para o caso de necessidade futura e assim evitar tomar empréstimo. “É um dinheiro que fica reservado para quando precisar, em momentos difíceis. Mesmo com a queda dos juros, continua caro pedir dinheiro emprestado”, diz. Para o professor, além desses fatores, as pessoas também foram estimuladas a fazer depósitos em poupança em campanhas publicitárias no ano passado. Diferentemente de outros investimentos, no caso da poupança não é cobrado imposto de renda, nem taxa de administração.

Dezembro é o décimo mês consecutivo em que a captação da aplicação mais popular do Brasil fica positiva. Em novembro, os depósitos superaram as retiradas em R$ 4,086 bilhões (R$ 105,060 bilhões de aplicações e R$ 100,974 bilhões de saques).

O relatório do BC baseia-se em dados do Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) – que destina 65% dos recursos para o financiamento imobiliário – e da poupança rural. No caso do SBPE, houve captação líquida de R$ 6,873 bilhões em dezembro e de R$ 37,239 bilhões no ano. A poupança rural registrou captações líquidas de R$ 2,331 bilhões no mês passado e de R$ 12,479 bilhões em 2012.

Com agências