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“Toda decisão pode ser revista”, diz socialista sobre possibilidade de Ricardo Coutinho não disputar Senado Federal, em 2018

Cresce no jardim girassol a torcida para que o governador Ricardo Coutinho (PSB) volte atrás da decisão de não disputar uma vaga no Senado Federal, nas eleições de 2018. Dessa vez quem engrossou a torcida pela candidatura do governador na chapa majoritária encabeçada pelo secretário João Azevêdo (PSB) foi o vereador Tibério Limeira (PSB).

Em entrevista ao PB Agora, Tibério colocou em dúvida a decisão de Ricardo de permanecer no cargo até o final do mandato e ressaltou que até o dia 07 de abril o governador poderá mudar de postura.

“O governador Ricardo Coutinho já anunciou a decisão de permanecer no cargo. Mas é claro que toda decisão pode ser revista e naturalmente ele tem prazo até 07 de abril e até lá ele pode decidir se vai permanecer até o final do mandato ou não. Acho que essa é uma decisão que cabe a ele como a pessoa interessada e como líder desse processo”, disse.

Já sobre a pré-candidatura de João Azevêdo (PSB), Tibério colocou no rol das decisões irreversíveis.

“A pré-candidatura de João, que será uma candidatura no próximo ano, está mantida como representante do projeto do PSB e isso não muda mais. Acredito que a gente tenha uma boa perspectiva de vitória e acredito também que a presença do governador Ricardo Coutinho nessa chapa fortaleceria o processo, assim também como a permanência dele no Governo também fortalece o projeto. Então nos próximos três meses essas discussões vão evoluir e o PSB achará a melhor solução para esse processo a fim de vencer as eleições de 2018”, arrematou.

 

PB Agora

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Agevisa alerta para possibilidade de o câncer de mama também afetar o homem

O câncer de mama também pode afetar os homens. E, nestes casos, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca), os resultados podem ser ainda piores do que nas ocorrências relacionadas ao câncer de mama feminino, pois a grande maioria da população masculina sequer imagina ou aceita a possibilidade de que isto possa ocorrer.

Como parte das atividades relacionadas à Campanha Outubro Rosa, a Agência Estadual de Vigilância Sanitária incluiu o tema em uma das edições do mês de outubro do Momento Agevisa, informativo radiofônico que vai ao ar todas as quintas-feiras dentro da programação do Jornal Estadual da Rádio Tabajara AM (1110) e FM (105.5). A edição foi dedicada aos esclarecimentos sobre o câncer de mama masculino e ressaltou o entendimento de que o conhecimento sobre o problema é fundamental para que se possa, não somente evitar a doença por meio da prevenção, mas, sobretudo, para que as pessoas (notadamente os homens) passem a ter a oportunidade de tratar precocemente a doença caso ela venha a se manifestar, segundo observou a diretora-geral Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

O câncer de mama masculino, conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), ocorre na ordem de 1% em relação à mesma doença no universo feminino. Ou seja: para cada cem mulheres diagnosticadas com a doença, há uma ocorrência envolvendo um homem. Apesar da enorme diferença percentual, o instituto chama a atenção para o fato de que o câncer de mama masculino mata proporcionalmente mais do que o feminino.

Para dar uma ideia clara da gravidade do problema, o Inca informa que aproximadamente 180 homens morrem todos os anos vitimados pelo câncer de mama, número este equivalente a 36% do total de pessoas do sexo masculino diagnosticadas com a doença. Entre as mulheres, o percentual de mortes é de 25% do total de pacientes diagnosticadas com a doença.

Ainda segundo o Inca, entre as principais causas do câncer de mama em pessoas do sexo masculino estão as alterações genéticas e hormonais, além de alimentação rica em gordura e excesso de álcool. Os sintomas da doença (conforme os especialistas) se apresentam em forma de protuberância ou inchaço, em alguns casos com incômodo e dor; pele ondulada ou enrugada; vermelhidão ou descamação da pele da mama ou do mamilo, e/ou inchaço nos linfonodos (ínguas ou gânglios) axilares.

Diante desses sintomas, a diretora-técnica de Ciência e Tecnologia Médica e Correlatos da Agevisa/PB, Helena Teixeira de Lima Barbosa, disse ser importante que os homens procurem imediatamente um centro médico especializado para realizar os exames e, conforme o caso, iniciar o tratamento. Nos casos de diagnósticos positivos, Helena Lima observa que o câncer de mama em pacientes do sexo masculino geralmente já se encontra em estágio avançado, e isto se deve principalmente ao desconhecimento e à consequente falta de prevenção por parte dos homens.

“Em face da seriedade e gravidade do câncer de mama masculino, os homens devem ficar atentos e procurar se manter cada vez mais informados sobre o problema. Nos casos daqueles que tenham histórico da doença em suas famílias, estes, ao invés de esperar o aparecimento dos sintomas para buscar ajuda médica, devem se consultar com especialistas, pois o histórico familiar aumenta a probabilidade da ocorrência do câncer de mama masculino, da mesma forma que ocorre em relação ao problema no universo feminino. E quanto mais cedo a doença for diagnosticada, maiores serão as chances de cura”, enfatizou a diretora-geral da Agevisa/PB, Maria Eunice Kehrle dos Guimarães.

Assessoria 

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Superintendente do Detran admite a possibilidade de aplicar resolução que parcela multa no cartão de crédito

Agamenon Vieira é superintendente do Detran-PB (Foto: Walla Santos)

O Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) já estuda a viabilidade para implantar a resolução do  Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicada nesta quarta-feira (18) que permite o pagamento de multas de trânsito com cartões de débito ou crédito.

“Vamos analisar os pró e os contras desta resolução”, declarou Agamenon Vieira, superintendente do órgão na Paraíba, sem, no entanto, prevê a entrada em vigor da medida anunciada pelo Contran.

Agamenon Vieira admite que “Se é bom para o povo vai adotar o sistema”, mas que o Detran-PB deve levar algum tempo para se adequar a resolução. “O importante é envidar esforços para se adequar a todas as exigências da resolução”.

De acordo com a resolução, que já está em vigor,  o valor da multa poderá até ser parcelado em cartão de crédito, mas com a devida cobrança de juros pela entidade financeira do cartão.

Com a nova regra, cada órgão de trânsito (Detrans, prefeituras, Polícia Rodoviária, Der e Dnit) poderá habilitar empresas financeiras para oferecer a alternativa de pagamento por cartão e quitar dívidas dos proprietários de veículos.

ClickPB

 

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Cássio admite compor chapa majoritária com Romero em 2018: ‘Não excluo a possibilidade’

O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) não descartou, nesta segunda-feira (2), a possibilidade de compor uma chapa majoritária com a presença do prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSDB). O tucano reafirmou, porém, que está disposto a abrir mão de disputar um mandato nas eleições do próximo ano para beneficiar o aliado, se for necessário.

“Eu não estou excluindo a possibilidade de Romero ser candidato a governador e eu estar compondo uma chapa para o Senado ao lado dele, até porque são duas vagas para o Senado, mas se preciso for numa composição, eu já tenho 30 anos de mandato, uma folha de serviço prestada à Campina Grande e à Paraíba, minha contribuição está dada”, disse.

O senador ainda voltou a admitir  disputar o mandato de governador e destacou que a oposição tem vários nomes para encabeçar uma chapa majoritária em 2018.

“Eu posso ser candidato a governador. Nunca descartei essa possibilidade, mas essa decisão não é minha, em caráter individual. Eu acredito que já tive duas oportunidades de ser governador, ainda disputei uma terceira eleição, que foi a de 2014. Você tem o nome de Romero, de Luciano Cartaxo, que ainda não tiveram as chances de disputar, tem ainda o nome de Maranhão”, falou.

paraiba.com.br

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Manoel Júnior descarta possibilidade de Maranhão como candidato ao governo em 2018

(Foto: Walla Santos)

O vice-prefeito de João Pessoa, Manoel Júnior (PMDB), afirmou em entrevista nesta segunda-feira (14) que o senador José Maranhão não pretende ser candidato ao governo do Estado em 2018. Manoel Júnior ainda falou que o discurso de Maranhão dentro do partido é de que não haverá aproximação com o PSB.

De acordo com Manoel Júnior, o partido está focado na reeleição do senador Raimundo Lira, descartando a possibilidade de lançamento de candidatura no cargo de governador. “José Maranhão não é candidato. Ele tem dito e reafirmado isso nas reuniões internas. O PMDB terá uma candidatura que é a do senador Lira ao qual nos comprometemos em apoiar”, destacou o vice-prefeito.

Apesar de considerar que o partido apresenta bons quadros para concorrer ao cargo de governador, Manoel Júnior não acredita que esta seja uma boa hora. “Talvez não seja o momento adequado para que o partido lance candidatura própria. O PMDB já tentou em outras oportunidades a candidatura própria e não chegamos em canto nenhum. Precisamos estar fortes para o espírito do divisionismo que está sendo pregado. Isso não vai colar na oposição”, destacou Manoel Júnior.

Ele ainda declarou que o discurso adotado por José Maranhão internamente do PMDB destoa do que ele vem falando para a imprensa. Segundo Manoel Júnior, não há possibilidade de aproximação com o PSB, apesar de Maranhão não ter descartado esta chance em entrevistas. “Não é isso que Maranhão tem dito e reafirmado a todos nós que fazemos o PMDB”, destacou.

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Cartaxo não vê possibilidade de aliança com Ricardo Coutinho nas eleições de 2018

LucianoO prefeito Luciano Cartaxo (PSD) afirmou que não pretende deixar a aliança com os partidos que o apoiaram na eleição de 2016 e não vê possibilidade de subir no mesmo palanque que o governador Ricardo Coutinho (PSB). Para ele não será possível uma convivência política nas eleições do próximo ano entre o PSD e o PSB, como ocorreu na disputal eleitoral de 2014.

Cartaxo ressaltou ainda a quebra de aliança foi feita pelo PSB e que o apoio ao governador ocorreu ainda no primeiro turno das últimas eleições, quando todos davam como certa a vitória do  senador Cássio Cunha Lima (PSDB). “Nós apoiamos o PSB no momento de maior dificuldade da vida pública de Ricardo Coutinho, poucos acreditaram que era possível reverter uma vitória dada como certa de Cássio, e neste momento nós apostamos no projeto de dar sequencia”.

Luciano destacou que o objetivo do grupo é manter a aliança de 2016. “A minha leitura é de preservação da aliança que foi construída na eleição passada, eu acho que é muito ruim para o estado e para as cidades a gente ficar a cada dois anos tendo, vamos dizer assim, mudando uma aliança que foi construída anteriormente, então não vou fazer aliança com Ricardo”, acrescentou.

A intenção do gestor da capital é continuar a coligação formada para a disputa municipal do ano passado. “Nós já temos uma aliança que veio da eleição de 2016, foram 12 partidos que deram sustentação a nossa campanha. Nós tivemos a maturidade e o diálogo necessário de superar as divergência.  Então eu acredito que essa aliança precisa ser preservada, eu vou fazer o esforço nesse sentido. Nós queremos chegar em 2018, independente de composição de chapa, com maturidade suficiente para apresentar um projeto importante à Paraíba”.

Sobre sua participação na disputa, Cartaxo não revela sua participação, mas enfatiza que pretende continuar junto com os partidos que o apoiaram. “Eu acredito que a renovação política no Estado é fundamental, as coisas precisam avançar cada vez mais. Na hora oportuna os partidos vão ter oportunidade de dialogar”.

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Gilmar vê ‘possibilidade’ de anular delações após vazamentos

gilmar-mendesO ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), afirmou, nesta terça-feira (13) que os ministros do tribunal vão “ter que discutir com seriedade a questão dos vazamentos” de delações premiadas.

“Isso é muito sério. O vazamento seletivo. O vazamento antes de chegar a autoridade, que no caso é o ministro Teori (Zavascki), que é o relator. São muitos os problemas que precisam ser discutidos. O STF tem de tomar posição sobre isso”, disse Gilmar, antes da sessão da 2.ª Turma do Supremo.

Gilmar não descartou a possibilidade de que delações vazadas venham a ser anuladas. “Tem de ser examinado. O próprio relator tem de analisar. (Mas) É possível”, disse.

O ministro observou que os vazamentos são crimes e trazem consequências. “Às vezes, uma consideração de índole pessoal, sem nenhuma imputação, a acusação já se transforma na interpretação de vocês e no mundo político, uma questão de grandes consequências. Não terá consequências penais, não terá relevância do ponto de vista jurídico, mas vai ter consequência.”

Após o presidente Michel Temer pedir celeridade nas investigações em andamento, Gilmar ponderou que a velocidade não é o preponderante no momento. “O que é importante é, de fato, esclarecer esses episódios, os vazamentos, e resolver esse tipo de questão. Não sei se se vai conseguir dar celeridade ou não a um processo que é mega, que tem tantas delações”, disse.

Já houve vários vazamentos de delações e interceptações telefônicas desde o início da Operação Lava Jato. Um dos mais emblemáticos foi o da conversa telefônica entre a então presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em março de 2016, divulgada pelo juiz Sergio Moro, da 13.ª Vara Federal de Curitiba. Na sexta-feira passada foi divulgada a primeira das 77 delações de funcionários e dirigentes da Odebrecht, atingindo Temer e o núcleo duro do governo federal, além de dezenas de políticos. Outro vazamento emblemático foi o conteúdo da delação do senador cassado Delcídio Amaral.

Ajustes

Mendes afirmou que é “inevitável” fazer ajustes na legislação que prevê a delação premiada – regulamentada na Lei 12.850, de 2013, que definiu organização criminosa e foi sancionada pela ex-presidente Dilma Rousseff.

“Claro que ela trouxe benefícios, mas vai precisar ser ajustada. Tudo que leva a esse empoderamento leva a abusos. Hoje tem disputas entre o Ministério Público e a Polícia Federal para quem vai ter acesso, porque eles sempre atribuem os vazamentos à outra parte, pode ser os advogados também”, opinou Gilmar.

Uol

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Gilmar Mendes comenta sobre possibilidade de novas eleições presidenciais

(Foto: Walla Santos)
(Foto: Walla Santos)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes, concedeu entrevista durante evento na Esma, em João Pessoa. Ele disse ser contra a eleição unificada e comentou o julgamento das contas da chapa Dilma e Temer – exercício de 2014. “O Tribunal tem grande responsabilidade institucional porque certamente é uma decisão que, se levada ao extremo, traria graves consequências. Por isso tem que ser bem ponderada”, disse ele, lembrando que o processo tem muitas peculiaridades.

“Primeiro é saber se esse processo vai prosseguir em relação ao presidente Temer agora; uma vez que ele foi movido contra a chapa. Depois saber se o Tribunal entende – se responder que o processo prossegue em relação a ele (Michel Temer) – se a ação é procedente”, explicou Gilmar Mendes, lembrando que se for julgada no ano que vem e se houver a possibilidade de cassação, teria que haver eleição indireta. “Não seria mais uma eleição direta, como ocorreria se a decisão fosse tomada este ano”, disse Gilmar Mendes

No entanto, o ministro vê uma precipitação muito grande em torno do julgamento desse processo e diz que antes de qualquer coisa, é preciso levar em conta que esse processo é histórico – é a primeira vez que se faz uma impugnação a candidatura presidencial. “Portanto ninguém precisa ficar frustrado se o Tribunal não condenar”.

O tribunal fará um levantamento muito rigoroso do que aconteceu na campanha de 2014, disse o presidente do TSE. Para ele, só isso já algo extremamente positivo. “Pois nós saberemos como foi feita a campanha de 2014. Se houve abuso, que abusos foram praticados, inclusive para orientar as próximas eleições, as próximas campanhas”. O ministro também foi questionado sobre os possíveis pedidos de impeachment de Temer pela oposição no Congresso.

O ministro disse ser contrário à realização de eleições unificadas porque, na sua opinião, as lógicas das eleições são diferentes.

“Nós votamos para prefeito e vereador com uma lógica, e votamos para a eleição nacional com outra lógica. Então a mim me parece que esses fundamentos devem ser levados em conta”, argumentou. Mendes também avaliou o argumento da maioria dos que defendem a unificação, que é a redução dos custos das eleições. “Nós temos que conviver com os custos da democracia”, disse.

clickpb

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Por 7 votos a 4, Supremo rejeita possibilidade de ‘desaposentação’

stfO Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira que a regra da desaposentação é inconstitucional. Com a decisão, o trabalhador que se aposenta proporcionalmente e continua contribuindo não pode renunciar à aposentadoria atual para pedir um benefício em valor mais alto no futuro. O julgamento tem repercussão geral – ou seja, o entendimento precisa ser aplicado em processos similares que aguardam solução em tribunais de todo o país. Hoje, cerca de 70 mil processos estão paralisados, aguardando a posição do STF. O INSS também será obrigado a adotar o mesmo entendimento na análise de pedidos de novos benefícios.

O placar ficou em sete votos a quatro. Votaram pelo fim da desaposentação Teori Zavascki, Dias Toffoli, Edson Fachin, Luiz Fux, Gilmar Mendes, Celso de Mello e a presidente do tribunal, ministra Cármen Lúcia. Por outro lado, defenderam o direito à revisão dos benefícios Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio Mello, Rosa Weber e Ricardo Lewandowski.

Segundo a Advocacia Geral da União (AGU), existem no Brasil um milhão de aposentados que voltaram a trabalhar e continuam contribuindo para a Previdência Social. Em uma estimativa conservadora que leva em conta somente as aposentadorias ativas em dezembro de 2013, o impacto de uma decisão legitimando a revisão dos benefícios chegaria a R$ 588,7 milhões mensais e R$ 7,7 bilhões por ano. Em 30 anos, a despesa total poderia ser de R$ 181,9 bilhões, sem levar em conta novos segurados.

O governo federal tentou convencer os ministros a adiar o julgamento, temeroso de uma derrota no plenário. O objetivo era deixar o Congresso Nacional votar primeiro a Proposta de Emenda Constitucional da previdência, em vez de deixar o STF definir as regras da desaposentação. Nos bastidores, ministros que querem evitar gastos extras do governo em tempos de crise avaliaram que o julgamento não traria prejuízo aos cofres públicos, já que a tendência era mesmo barrar a possibilidade de revisão dos valores de aposentadorias.

Por parte dos trabalhadores, também havia interesse no adiamento da votação, por receio de que o tribunal banisse a regra da desaposentação. Foram apresentadas duas petições também pedindo para adiar o julgamento: uma do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP) e outra da Confederação Brasileira dos Aposentados e Pensionistas (Cobap). No início da sessão de hoje, Cármen Lúcia disse que o assunto deveria ser definido logo, diante da quantidade de processos paralisados aguardando a posição do tribunal. Os demais integrantes da corte concordaram.

— Não há razão plausível para a modificação da pauta, ao contrário, é recomendada a conclusão de julgamento de todos os processos já iniciados. O Judiciário não pode condicionar suas pautas a processos em andamento. A prioridade, portanto, tem de ser processos que já estão em tramitação, há uma longa pauta a ser cumprida. A circunstância de haver diálogo com a sociedade sobre a reforma da Previdência não justifica que a atuação do Poder Judiciário tenha de ser interrompida a aguardar outras circunstâncias — disse Cármen.

Foram julgados três processos. Em 2014, quando começou o julgamento, o relator de um dos processos, ministro Luís Roberto Barroso, propôs que o trabalhador desaposentado receba benefício maior que o primeiro, mas menor do que se ele tivesse esperado o tempo certo para se aposentar com a integralidade dos proventos. O valor seria 24,7% do primeiro benefício. Barroso chegou a esse percentual pela fórmula de cálculo da aposentadoria, que leva em conta o tempo de contribuição, o valor de contribuição, a idade do trabalhador e sua expectativa de vida. O cálculo da desaposentação consideraria a idade e expectativa de vida na época em que foi concedido o primeiro benefício.

Para Barroso, não seria justo com a pessoa que trabalha por mais tempo receber o mesmo valor pago a um contribuinte que se aposentou precocemente. Daí a adoção da fórmula. A solução proposta por Barroso reduziria o impacto aos cofres públicos para cerca de R$ 20 bilhões em 20 anos.

O ministro defendeu que a proposta, se aprovada pela maioria de seus colegas, passe a valer em 180 dias. Esse período seria para o poder público se preparar para custear os benefícios e para o Congresso Nacional, se achar necessário, formular uma lei para substituir a decisão do STF. Se os parlamentares não tomarem uma providência nesse período, ficaria valendo o entendimento do tribunal.

O ministro Marco Aurélio Mello, relator de outro processo sobre o mesmo assunto, concordou com a possibilidade de novo cálculo do benefício do trabalhador que se aposenta proporcionalmente. Ele defende o cálculo de maneira integral, e não a sugestão de 24,7% apresentada por Barroso.

Os ministros Dias Toffoli e Teori Zavascki votaram contra a possibilidade de desaposentação, qualquer que seja o percentual. Eles explicaram que a previdência brasileira é de caráter solidário, para sustentar todo o sistema. Portanto, os benefícios não podem ser proporcionais ao volume da contribuição. Ambos também argumentaram que a legislação brasileira não prevê a possibilidade de desaposentação. Pela lei, o benefício concedido pelo INSS seria irrevogável – portanto, não poderia ser alvo de recálculo.

Antes de ser retomado o julgamento, a AGU distribuiu memoriais defendendo que a regra da desaposentação seja barrada pelo STF. Na peça, a advogada-geral da União, ministra Grace Mendonça, ressalta que, pela Constituição, o regime de previdência tem caráter contributivo e solidário. Dessa forma, a contribuição não é propriedade pessoal. Pelo contrário, é obrigatória, imposta a toda sociedade como forma de custear todo o sistema previdenciário.

Segundo a AGU, a aposentadoria tem caráter irrenunciável, por lei. Dessa forma, pedir uma nova aposentadoria com base nas últimas contribuições seria uma forma de evitar o fator previdenciário, mecanismo que beneficia quem espera mais tempo para se aposentar ao levar em conta tempo e valor de contribuição, além de idade e expectativa de vida para definir o valor da aposentadoria.

“Se admitida a possibilidade de renúncia ao benefício e o recálculo para nova aposentadoria, como o segurado contará com mais idade e maior tempo de contribuição, terá um valor maior do benefício, promovendo-se uma autêntica burla à incidência do fator previdenciário”, explica Grace no texto.

O Globo

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Ricardo admite possibilidade de cortes de despesas e atraso no pagamento da folha

ricardoO governador Ricardo Coutinho (PSB) afirmou, nesta terça-feira (21), durante evento no Palácio da Redenção, que não sabe ainda como vai fazer para cumprir o compromisso de pagar a folha de pessoal a partir de janeiro. A dificuldade, segundo ele, ocorre em virtude da queda nos repasses federais ao Estado. Ele admitiu a possibilidade de cortes, mas alegou que não sabe ainda de onde cortar. Na ocasião, o governador fez críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) – que estabelece um teto para o aumento dos gastos públicos pelos próximos 20 anos – e cobrou o repasse do Governo Federal para conclusão da obra do viaduto do Geisel.

Questionado sobre o equilíbrio financeiro do Estado, Ricardo Coutinho destacou que os estados dependem muito da economia nacional e que o problema não está na Paraíba, mas sim na retração violenta da economia nacional que não dá sinais de recuperação. Preocupado com a folha de pagamento dos servidores estaduais, ele disse que não tem como prevê se vai conseguir pagar os funcionários em dia, a partir do próximo ano. “O recurso do Fundo de Participação dos Estados (FPE) cai, mas nossas despesas não, pois ainda não paralisamos obras, não fechamos postos e estamos fazendo tudo para não diminuir nada e não desempregar nem prejudicar muita gente”, garantiu.

Porém, o governador admitiu a possibilidade de cortes de despesas na administração estadual para compensar as quedas de arrecadação que comprometem os repasses federais. Ele explicou que de janeiro a setembro deste ano, o imposto sobre Operações relativas à Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços de Transporte Interestadual e Intermunicipal e de Comunicação (ICMS) não foi maior do que o FPE, que é a transferência de recurso da união para os estados. Há noves meses o ICMS está maior em 32%. “É evidente que deve ter mais cortes. Agora, eu não sei de onde, porque quando você chega ao osso, não da mais para você cortar. Estamos numa situação extremamente delicada”, disse.

correiodaparaiba

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