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Foto de bombeiros portugueses exaustos viraliza e emociona o mundo

Há dois dias, Portugal vive a maior onda de incêndios da era moderna do país. A luta dos bombeiros para combater as queimadas gerou grande comoção no mundo inteiro. Entre as fotos que mostram a bravura desses guerreiros, uma chamou mais atenção.

A foto foi tirada pelo bombeiro Pedro Brás e mostra 13 bombeiros dormindo na grama após horas tentando apagar o fogo, visivelmente exaustos, na região de Góis, no centro do país.

PEDRO BRÁS

Segundo informações do El País, os bombeiros deitaram no chão para descansar por aproximadamente 25 minutos, tempo que os caminhões levam para reabastecer os tanques de água.

O povo português se solidarizou com a luta de seus heróis e começou a postar nas redes sociais fotos dos bombeiros trabalhando, com a hashtag #herois.

PEDRO BRÁS
PATRICIA DE MELO MOREIRA (AFP)
PEDRO BRÁS
PAULO DUARTE (AP)
PATRICIA DE MELO MOREIRA (AFP)

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Trabalhadores portugueses exigem política de esquerda e soberana

Portugal

Marcha de protesto da CGTP-IN em Lisboa, com milhares de participantes, no Dia Nacional de Lutas, em 1º de fevereiro.

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses – Intersindical Nacional (CGTP-IN) saudou as lutas realizadas mais recentemente e valorizou os seus resultados, mas exortou os trabalhadores a manterem e intensificarem a resistência, tanto durante o mês de fevereiro (por aumentos salariais e pela satisfação de outras reivindicações laborais e sociais) como na semana de luta e protesto que vai realizar-se a partir de 8 de março.

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Além disso, a confederação instou os portugueses a manterem-se em luta também na ação por “trabalho digno com direitos”, na semana de mobilização que deve culminar no Dia Nacional da Juventude.

No prosseguimento da luta, a central destaca as comemorações populares dos 40 anos do 25 de Abril (da Revolução dos Cravos, de 1975, que derrubou a ditadura) e do 1.º de Maio em liberdade. E avança, desde já, que as eleições para o Parlamento Europeu terão que ser também um momento para exibir o “cartão vermelho” aos executores de uma política que, na União Europeia e em Portugal, “inferniza a nossa vida e hipoteca o desenvolvimento do país”.

A mensagem político-sindical do dia nacional de luta ficou expressa na intervenção de Arménio Carlos e dos dirigentes distritais da CGTP-IN e numa resolução, ratificada pelos participantes nas manifestações. O foco central de diversas mobilizações em Portugal tem sido a política de direita do governo de Pedro Passos Coelho, em sintonia com o plano da troika Banco Central Europeu, Comissão Europeia e Fundo Monetário Internacional de corte dos gastos públicos (sobretudo sociais), enquanto beneficia grandes grupos.

A degradação das condições de vida, o agravamento das desigualdades, a exigência de melhores salários e de emprego com direitos, a determinação de não abandonar a luta foram igualmente bem visíveis nas palavras de ordem gritadas por todo o país, nas faixas e nos cartazes exibidos nas ruas e praças e nos sinais de compreensão e solidariedade de muitos dos que, no sábado passado, ainda ficaram só vendo os manifestantes passarem.

É necessário unidade

“O momento que vivemos exige a união de esforços e vontades, para defender os nossos interesses de classe, nesta luta, que não pára, pela defesa dos nossos direitos e da nossa dignidade e pela construção de um Portugal de progresso e justiça social”, salientou Arménio Carlos, na Praça dos Restauradores, para onde desfilaram, desde o Cais do Sodré, milhares de trabalhadores dos distritos de Lisboa e Setúbal.

Contrariando constantes e insistentes pressões e manobras de sentido inverso, o secretário-geral da CGTP-IN sublinhou que “a ação do movimento sindical que somos – um movimento sindical dos e para os trabalhadores, dos jovens (com e sem vínculo laboral precário), dos desempregados, das mulheres, dos pensionistas e aposentados – implica o alargamento e a intensificação da luta, a partir dos locais de trabalho, de resposta aos problemas concretos e imediatos, para abrir caminho à construção de uma verdadeira alternativa, de esquerda e soberana, forçar a derrubada deste governo e a convocação de eleições antecipadas para acabar com a política de direita.”

Com informações do jornal comunista português Avante!