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Adolescente é detido por produzir e publicar pornografia infantil em redes sociais, na PB, diz polícia

Um adolescente de 17 anos foi apreendido na noite da quinta-feira (11), em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba. De acordo com o delegado Seccional da Polícia Civil, Sylvio Rabello, o adolescente foi detido após investigações da polícia constatarem que ele produzia, armazenava e publicava pornografia infantil nas redes sociais.

Na casa do adolescente, a polícia apreendeu todos os aparelhos eletrônicos. Ao serem analisados, foram encontrados fotos e conversas que constataram a pornografia infantil em diversas modalidades. “O adolescente utilizava do relacionamento que tinha com uma jovem de 16 anos, além de outros relacionamentos na cidade, em que as vítimas eram filmadas durante os atos sexuais”, explicou o delegado.

Segundo o delegado, as investigações começaram após a polícia ouvir os responsáveis de uma das vítimas na Delegacia de Polícia Civil de Catolé do Rocha. “No Procedimento Infracional aberto estão as fotos do relacionamento sexual com a jovem e conversas, além das publicações nas redes sociais”, informou.

O adolescente foi apontado como infrator pelos crimes de publicação, armazenamento e produção de pornografia infantil. Ainda conforme o delegado, ele foi ouvido junto com a mãe e liberado em seguida. “A gente vai pedir uma outra medida ao juizado da Infância da Juventude e ao Ministério Público”, concluiu.

Segundo a polícia, adolescente filmava encontro com jovens na cidade e publicava na internet, na PB — Foto: Polícia Civil/Divulgação

Segundo a polícia, adolescente filmava encontro com jovens na cidade e publicava na internet, na PB — Foto: Polícia Civil/Divulgação

 

G1

 

 

Policia Federal usa sistema criado para Lava Jato contra pornografia infantil

Em sete meses de 2017, a Polícia Federal prendeu em flagrante mais suspeitos de compartilhar pornografia infantil na internet do que em todo ano de 2016. Os rastros deixados são virtuais e eles são a base da investigação dos policiais.

G1 conversou com integrantes da PF. Eles descreveram como a entidade vasculha a Dark Web, a internet profunda, em busca dos computadores dos acusados para tirar da internet potenciais abusadores.

Na última semana de julho, a Operação Glasnost prendeu 27 pessoas em flagrante, o que levou o número de detidos no ano para 81. Em 2016, foram 75.

“Disseminação de material pornográfico na internet é um crime cibernético, mas não puramente cibernético. O meio é cibernético, mas o crime é outro”, diz o delegado Otávio Margonari, do Grupo de Repressão ao Crime Cibernético (GRCC) de São Paulo.

“Quando se investiga a divulgação, vem a produção, o estupro de vulnerável e a posse.”

O que é feito antes da prisão dos criminosos?

A prisão de suspeitos em flagrante é o ápice da operação e não ocorre sem que a PF identifique que o acusado possui em seus dispositivos algum registro de fotos ou vídeos – vale até imagens apagadas – de crianças ou adolescentes nus ou em situações íntimas.

E isso depende da tecnologia. Mas até chegar lá, os policiais têm de navegar pelos cantos mais sombrios da internet.

“As pessoas que se envolvem nesse tipo de crime procuram garantir o sigilo na maior parte do tempo. Mas tem gente que não se importa com isso, acha que, se está em casa ou no escritório, ninguém vai se importar. Geralmente os distribuidores são mais cuidadosos”, conta Evandro Lorens, diretor da Associação dos Peritos Criminais Federais (APCF).

Membro do Serviço de Perícias em Informática (Sepin) do Instituto Nacional de Criminalística, Lorens contou ao G1 como a investigação é feita, da identificação dos alvos até a análise em laboratório dos equipamentos apreendidos.

 

Primeiro, a PF monitora redes de compartilhamento na internet “peer-to-peer” (P2P), em que um arquivo é enviado de usuário a usuário, em vez de partir de um servidor central, como ocorre em serviços de streaming ou de download de empresas de conteúdo.

Durante essa ronda virtual, a polícia encontra de tudo. “Tem o cara que é curioso, que só quer ver foto e não tem contato com criança. Em geral, não é gente com muito conhecimento em informática, tem gente que troca imagem por e-mail, que é muito fácil de rastrear. E tem os caras mais agressivos e com mais conhecimento técnico”.

Lorens conta que o monitoramento passa a abranger outras plataformas conforme se tornam populares. Isso inclui os serviços na Dark Web, cujo acesso necessita de programas especiais pois os endereços são ocultos para mecanismos de busca.

“Lá, como eles se sentem mais confortáveis, porque sabem que a sua autoria está escondida, acontecem coisas mais graves”, diz o delegado. “Muitos são abusadores de crianças, produzem filmes, colocam lá para os outros, esperando o outro para fazer a mesma coisa.”

 

Ele conta que a troca de material ocorre por meio de fóruns, em que os participantes são ranqueados conforme o volume de fotos e vídeos enviados. “Quem publica mais tem mais moral perante os outros. Aí para mostrar que ele é bom mesmo e que ele se dedica àquele fórum faz as crianças segurarem plaquinhas com os nomes do fórum.”

‘Big Brother’ e bate-papo

 

As imagens trocadas pelos monitorados compõem um banco de dados. “Não é um Big Brother gigante, que pega tudo que está acontecendo”, comenta o perito, mas “é o coração do sistema” e o que estiver lá será usado para pegar suspeitos em flagrante.

“É muito agressivo ficar olhando para aquelas fotos, aqueles vídeos”, diz Margonari. “Você olha meio de lado, sabe que é pornografia infantil, tem bebê, umas coisas absurdas, mas isso é a materialidade, o que estou buscando é saber a autoria, quem está publicando aquilo.”

“Além de monitorar tráfego P2P, monitora troca de informação via chat e consegue identificar situações críticas de risco”, diz Lorens. Ele lembra que, durante os preparativos para a Operação Darknet, de 2015, agentes captaram uma conversa de um suspeito que dizia estar esperando a mulher grávida de oito meses dar à luz para abusar da criança.

Tem hora que não dá para esperar

 

“Nesses casos, quando a conversa é crível, a gente tem que antecipar a situação”, diz. “Antes de operações há micro operações para evitar ações em curso. Se o estuprador está abusando da criança, a gente não vai esperar.”

O monitoramento deixa de ser puramente virtual quando os policiais percebem que o crime pode ter repercussão internacional, com efeitos em outros países. Vira uma investigação quando obtêm informações como número de IP ou endereço físico dos suspeitos.

Segundo o delegado Margonari, a PF já tem ferramentas para identificar, em uma casa com vários internautas, quem foi o responsável por um download suspeito.

“As técnicas de investigação estão evoluindo. No passado, era raro conseguir um negócio desses. A gente sabia, na melhor das hipóteses, se aquela conexão tinha publicado material pornográfico infantil. Mas quem era? Putz, podia até ser que tivesse um Wi-Fi e o vizinho estivesse usando.”

Mas ele não abre como a mágica ocorre: “Se souberem como eu consegui chegar à identidade deles, vão mudar a técnica. Preciso aproveitar o que eu desenvolvi. Como? Não vou te contar”.

A hora da operação

 

A partir daí, a PF identifica alvos de uma futura operação e monitora o tráfego de internet deles. Durante as operações, os agentes encontram as mais diversas recepções.

“Quando escutou que era a polícia entrando, o cara engoliu um pen-drive. Foi o primeiro engolido cibernético da história. E ele foi preso, porque tinha mandato para ele. Ficou todo mundo esperando ele cagar pra mandar aquele pen-drive para a perícia”, diz Margonari. “Um cara jogou o computador pela janela, quebrou toda a tela, o perito foi lá, pegou o HD, espetou na máquina e tinha muita coisa.”

 

O objetivo é deter suspeitos contra quem pesam fortes evidências e apreender equipamentos que, depois de passar por análise, podem fornecer provas. Mas a PF criou um equipamento para conseguir fazer prisões em flagrante. É um software que procura no disco rígido do suspeito por imagens suspeitas. Primeiro, ele vê se a máquina possui alguma dos 2 milhões de arquivos do banco de dados. Depois, indica se há imagens que possam caracterizar pornografia infantil –um de seus trunfos é conseguir identificar se há fotos ou vídeos com alta exposição de pele de pessoas com pequena complexão física.

Até imagens apagadas são listadas. Se um arquivo for sobreposto a imagens deletadas, no entanto, a ação fica mais complicada, conta Lorens.

Tecnologia caseira

 

O nome oficial do mecanismo é Localizador de Evidências Digitais. Ele foi criado pelo perito Wladimir Leite em 2010. A criação de tecnologia dentro de caso para combater o crime é outra característica da PF.

“Na Operação Hashtag, não usamos nenhuma ferramenta comprada no mercado. Era tudo caseiro”, conta o delegado Margonari. Na prática, todos os grupos regionais da PF podem criar ferramentas. Mas é o Setor de Perícia de Informática, de Brasília, o responsável por centralizar a padronização de ferramentas vindas de todo o Brasil.

Um dos exemplos é o Iped, um sistema criado para extrair e indexar grandes massas de dados, criado para suprir uma demanda da Lava Jato. Já há serviços privados que separam conteúdo e classificam informações de um HD, mas eles não conseguiriam trabalhar na velocidade necessária para abastecer a investigação. “O peritos fizeram as contas e concluíram que passariam anos rodando a ferramenta ininterruptamente”, diz Lorens. “O Iped é 20 mais rápido.”

E completa: “Quando não há ferramenta de mercado, fazem a concepção do zero”.

G1

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Mulheres brasileiras são as que mais veem pornografia, diz pesquisa

(Foto: BBC)
(Foto: BBC)

Uma pesquisa realizada pelos dois maiores sites de pornografia da internet afirma que o Brasil e as Filipinas estão em primeiro lugar em uma lista de consumo de conteúdo erótico pelo público feminino.

Nos dois países, 35% do consumo de pornografia é realizado por mulheres e 65% pelos homens segundo o “Pornhub” e o “Redtube”.

A pesquisa, porém, é contestada por sites concorrentes. Um deles afirma que não seria possível fazer esse tipo de medição. A Argentina ficou em quarto lugar, com 30% e o México em oitavo, com 28%. Esses países superaram a média mundial para mulheres, de 24%.

Preferências
A pesquisa afirma ainda que as categorias mais procuradas pelas mulheres que consomem pornografia na internet são “lésbicas”, “trios” e “squirt” (ejaculação feminina). Elas também se interessam em ver sexo entre homens gays.

O tempo em que cada um permanece nos sites também foi medido. A média mundial é de 10 minutos e 10 segundos para as mulheres, e 9 minutos e 22 segundos para os homens.

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Mas ainda que vários setores desta indústria concordem que o consumo do produto entre as mulheres aumentou, alguns produtores de pornografia com perspectiva feminina, como Erika Lust Film, dizem que a sondagem do Pornhub e do Redtube não é científica e questionam os resultados.

O Pornhub e o Redtube são dois sites de internet que oferecem conteúdo pornô grátis – apesar de terem conteúdo “premium” por meio de assinaturas. Eles atraem um tráfego de 40 milhões de usuários únicos por mês.

Utilizando o que chamam de um “software analítico”, fizeram uma recente atualização de uma investigação sobre as preferências femininas intitulada: “O que as mulheres querem”. A resposta, segundo a pesquisa, seriam cenas lésbicas, sexo a três e uma categoria chamada “squirt” (ejaculação feminina).

Estes foram os termos usados em buscas por conteúdo mais populares entre as mulheres no último ano, segundo o Pornhub. Outros termos procurados são sexo oral, massagens e vídeos de celebridades.

A conclusão é que o número de mulheres que entram nos sites triplo X aumentou e o que elas mais buscam nesses ambientes são situações que reflitam o prazer feminino.

“Com certeza há um crescimento entre as mulheres, porque as mulheres assistem pornografia, e toda a população mundial consome mais”, disse à BBC Mundo Pablo Dobner, diretor executivo e cofundador do Erika Lust Films, uma empresa baseada em Barcelona que produz conteúdo adulto sob uma perspectiva feminina.

“Há uma demanda, mas a maioria das mulheres quere algo muito mais sincero, limpo e sexualmente inteligente em relação ao que é possível encontrar na maioria dos outros portais”, afirmou.

Ele chama de outros portais justamente sites como Pornhub e Redtube, seus concorrentes diretos, que oferecem conteúdo gratuito. O Erika Lust Films cobra pelo produto e estuda entrar em uma disputa judicial com seus concorrentes.

Medição
Mencionada a possível disputa judicial, Dobner argumenta que seus concorrentes não teriam como medir de forma precisa a quantidade de pessoas que acessam seu site segundo o gênero do usuário.

Isso porque não é preciso escrever nome de usuário nem criar uma senha. Segundo ele, mesmo se isso fosse necessário, ainda assim não é possível ter certeza sobre o gênero do consumidor.

“Por isso, sua estimativa de quantos são mulheres e quantos são homens no tráfego maciço que eles têm não está comprovada”, afirmou. “Se formos além da superfície do estudo não encontramos nenhuma referência científica nem estatística. É a palavra deles, sem embasamento técnico”.

Pablo Dobner alega que o único propósito do estudo é promover os sites pornográficos gratuitos na internet. Todas as estatísticas que mencionam são para favorecer o consumo e o tráfego em suas páginas.

Também há uma polêmica relacionada ao tipo de conteúdo que as mulheres preferem ver. Mas Dobner reconhece que as cenas de sexo entre lésbicas são materiais com os quais elas podem se sentir mais confortáveis – porque essas cenas mostram exclusivamente mulheres tendo prazer.

“As mulheres estão buscando mais prazer feminino e reivindicando que o homem não é o único que tem de desfrutar do sexo e que elas também querem sua parte do sexo recreativo, que esteve proibido para elas por tanto tempo”.

Comida junk x gourmet
A empresa Erika Lust Films também não tem uma base técnica para saber o que as mulheres gostam. Eles se focam em trabalhos feitos por mulheres, que têm um mercado crescente. A maioria das produções é pornô heterossexual, e o site contabiliza10 mil visitas por dia.

Dobner afirmou que a intenção de sua empresa é criar um nicho de entretenimento adulto com um produto mais assessível para mulheres e casais. Ele compara o produto com o dos concorrentes em termos gastronômicos.

Segundo ele, tanto em uma lanchonete como em um restaurante de luxo “você come a comida pela boca”. “Mas a experiência é outra. São coisas concebidas de maneira distinta”.

Uma leitora afimou à BBC Mundo pelo Facebook: “Na minha opinião essa ideia de que nós não gostamos do mesmo tipo de pornô que os homens e que precisamos de boa iluminação e de atores que se beijem muito é um mito associado ao preconceito de que nós mulheres não entendemos o sexo sem romantismo”.

 

 

BBC Brasil

Hackers invadem Facebook de prefeito e publicam pornografia

Zé-ArnaldoO prefeito de Amparo, Zé Arnaldo da Silva, teve a sua conta pessoal no Facebook invadida por hackers neste quarta feira (18), Os invasores publicaram e compartilharam imagens pornográficas e causaram transtornos ao gestor municipal, que foi comunicado por amigos sobre a situação.

Ao tomar conhecimento da invasão, o prefeito repudiou o ato e pediu desculpas aos amigos de sua rede social pelo transtorno.

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Zé Arnaldo disse ainda que acionou sua assessoria jurídica e profissionais da área de informática para tentar identificar os responsáveis pela invasão e, assim, a Justiça punir os invasores.

“Considero a invasão um ato covarde e desumano”, comentou.

Nos últimos dias, o prefeito da Prata, Júnior Nóbrega, e o prefeito de São José dos Cordeiros, Fernando Marques Queiroz, também tiveram suas contas hackeadas.

MaisPB

Mulher também curte pornografia?

Orlando/UOL
Orlando/UOL

Ver pornografia na internet é praticamente um comportamento comum a maioria dos homens. São poucos aqueles que não apreciam a excitação rápida proporcionada pelo universo digital. Apesar de terem a mesma facilidade de acesso aos conteúdos eróticos, as mulheres ainda não desenvolveram uma relação similar com a pornografia ou não falam muito sobre isso.

O público feminino que se interessa pelo pornô costuma ser bem menor do que o masculino. No Brasil, um levantamento de 2009 feito pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião e Pesquisa) constatou que 28% dos usuários de sites adultos eram mulheres.

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Nos Estados Unidos e na Europa, estima-se que a audiência feminina também esteja perto dos 30%. Mas, para o cientista Ogi Ogas, do Center for Individual Opportunity, em Boston, nos Estados Unidos, que pesquisa o comportamento sexual por meio da análise dos dados e informações da internet, esse índice é exagerado. “O número é, provavelmente, próximo a uma faixa de 10% a 20%, quando falamos sobre pornografia visual”, diz, com base em seus estudos.

Afirmar, simplesmente, que as mulheres não gostam de pornografia significa reforçar um mito simplista, na opinião de Ogas, autor de dois livros acerca do desejo sexual (“A Billion Wicked Thoughts”, ou “Um bilhão de pensamentos maldosos”, em tradução literal, escrito com Sai Gaddam, e “Unlocking the Sexy in Surrender”, algo como “liberação da sensualidade na entrega”, em tradução livre, escrito com Marianne Brandon e Sai Gaddam. Nenhum dos dois foi lançado em português.) “Vemos que existem duas categorias bem distintas relativas aos interesses sexuais femininos: mulheres que gostam de pornô, que são a minoria, e aquelas que não estão interessadas”, resume.

Para Léa Santana, especialista em gênero e políticas públicas pelo NEIM (Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher), da UFBA (Universidade Federal da Bahia), também pesquisadora sobre pornografia feminista, acreditar que as mulheres não curtem pornô equipara-se ao estereótipo segundo o qual elas não dariam tanta importância ao sexo. “Mulheres assistem pornô, sim, cada vez com mais interesse e curiosidade”, afirma.

Conteúdo machista

O médico ginecologista Jorge José Serapião, professor de sexualidade humana na Faculdade de Medicina da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), observa em sua prática como terapeuta sexual que as mulheres preferem o erotismo à pornografia. “De modo geral, elas não gostam de cenas em que identificam uma submissão da mulher. Elas apreciam mais quando a pornografia é só uma manifestação de erotismo”, explica.

A ideia de que, do ponto de vista sexual, as mulheres valorizam menos a imagem do que os homens não condiz com a realidade biológica, na opinião do médico. Portanto, não seria suficiente para justificar a falta de interesse de parte do público feminino pela pornografia. “Em relação aos estímulos, homens e mulheres são semelhantes. Culturalmente, algumas diferenças se impõem”, pondera.

Se o pornô ainda não seduz a audiência feminina na mesma proporção que a masculina, o problema, para Léa Santana, está na produção desses conteúdos, que considera machistas. A pesquisadora ressalta que a maioria dos filmes não respeita o desejo das mulheres. “Dentro da indústria do cinema pornográfico, a maioria dos produtores, câmeras, diretores e distribuidores são homens. Os filmes refletem esse perfil, são pensados por homens para agradar homens”, diz.

Pornô feminista

A falta de identificação com os conteúdos disponíveis na internet é justamente o que faz com que Carla de Jesus, 36 anos, agente comunitária de saúde no Rio de Janeiro (RJ), não sinta vontade de assistir a vídeos eróticos. “Alguns são tão bizarros que tenho vontade de rir. Acho todos tão forçados e superficiais que não me atraem”, revela.

Como alternativa à pornografia voltada ao público masculino, já existe o chamado pornô feminista, em que a mulher não é vista apenas como objeto de prazer. Entretanto, esse tipo de produção ainda não ganhou muita popularidade.

A partir dos dados que coletou das buscas de conteúdo sexual na internet e visitas a sites adultos, o cientista Ogi Ogas avalia que o mercado de erotismo feminista não é muito promissor. “Mulheres que gostam de pornô tendem a gostar do mesmo tipo de pornô feito para homens. Para as mulheres que não gostam, provavelmente, não há muito o que possa ser feito para que isso seja atraente para elas”, acredita.

A preferência da artista visual Maria Antonia Mion, 26 anos, de Curitiba (PR), que vê pornografia com regularidade, corrobora com a visão do pesquisador norte-americano. Apesar de já ter assistido ao pornô feminista, ela prefere os filmes considerados machistas.

O fato de o pornô feito para mulher trazer mais história, por exemplo, não é um diferencial que agrada à artista. “Quando procuro um pornô na internet, não estou muito a fim de ver história, às vezes quero uma coisa ‘fast food’, mesmo”, fala.

Para Maria Mion, a pornografia estimula sua vida sexual. Ela só sente falta de filmes mais bem produzidos, com maior qualidade técnica.

O professor da UFRJ também acredita que os conteúdos eróticos podem ser benéficos para aumentar a libido feminina, porém, diz que a prescrição desse tipo de material depende de cada paciente. “O uso de material erótico é útil desde que não agrida o sistema de crenças e valores da pessoa, que sempre deve ser considerado em qualquer abordagem médica ou psicológica”, fala Jorge Serapião.

 

Uol

Estudo da ONU encontra mais de 13 mil sites de pornografia infantil na web

pornografiaO escritório da ONU sobre drogas e crime reuniu dados de várias entidades em um estudo sobre abuso e exploração infantil online. O estudou encontrou 13 mil sites de pornografia infantil.

As meninas são as principais vítimas de abuso e exploração na internet, 81% das crianças têm dez anos ou menos e 3% têm menos de dois anos. Os criminosos entram em contato com as crianças por email, redes sociais, sites de bate-papo e jogos online.

O estudo também diz que as crianças estão particularmente em risco, na medida em que não compreendem totalmente as ameaças associadas ao uso das tecnologias e também porque não estão sendo suficientemente alertadas sobre as consequências de compartilhar arquivos, imagens ou vídeos.

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Ainda há defasagem tecnológica que compromete a possibilidade dos pais supervisionarem o que os filhos estão fazendo em frente ao computador.

Um dos caminhos para controlar o que o filho acessa é checar o que o ele já acessou. É bom também instalar filtros que impedem acesso ao que não deve. “Faça um acompanhamento do histórico que está disponível para ir conversando acerca de que locais ele visitou e, assim, estabelecer um diálogo em família”, orienta o diretor do centro de informática da UNB Jorge Fernandes.

paraiba.com.br

Cerco à pornografia online gera problemas no Reino Unido

pornografiaO cerco à pornografia online deflagrado no Reino Unido a pedido do governo começou a trazer consequências negativas para o país. Os provedores de acesso passaram a oferecer formas de bloqueio a seus clientes para que as crianças não possam acessar sites adultos, mas páginas importantes entraram no corte.

A BBC descobriu que os mecanismos oferecidos pelas empresas estão privando os mais jovens de conhecer sites voltados à educação sexual e até mesmo os que dão informações sobre o vício em pornografia. Até endereços de saúde sexual, ajuda sobre abusos domésticos e redução de riscos foram bloqueados indevidamente.

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Por outro lado, há certa incapacidade de bloquear de forma eficiente as páginas com conteúdo efetivamente adulto. Em um dos casos, 7% dos sites testados pela BBC ficaram de fora dos filtros.

Olhar Digital

Investigação contra pornografia infantil prende 348 no mundo

pornogrfiaMais de 300 pessoas, inclusive professores, técnicos e médicos, foram presos no mundo todo sob acusações de pornografia infantil em uma investigação liderada pelos canadenses.

A polícia de Toronto disse nesta quinta-feira que a prisão de 348 pessoas, incluindo 108 no Canadá, 76 nos Estados Unidos e 164 em outros países, da Espanha à Austrália, aconteceu depois de uma investigação de três anos de uma empresa em Toronto que distribuía pornografia infantil.

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“Motivo de preocupação para os investigadores foi o número de pessoas (presas) que tiveram contato próximo com as crianças. As prisões incluíram 40 professores, nove médicos e enfermeiras, 32 pessoas que trabalhavam como voluntárias com crianças, seis agentes da lei, nove pastores ou padres e três pais adotivos”, disse a chefe da Unidade de Crimes Sexuais de Toronto, inspetora Joanna Beaven-Desjardins, em entrevista coletiva.

A investigação, feita por cerca de 30 forças policiais de Austrália, Espanha, Irlanda, Grécia, África do Sul, Hong Kong, México, Noruega e dos Estados Unidos, entre outros, levou à recuperação de 386 crianças, a maioria pré-adolescente, disse.

A polícia começou a investigar as operações de uma empresa de Toronto chamada Azovfilms.com e seu proprietário, Brian Way, em outubro de 2010, e o Serviço de Investigação Postal dos EUA ajudou a vasculhar a base de dados da empresa para encontrar tanto os produtores quanto os consumidores de pornografia, disse Beaven-Desjardins.

O advogado de Way, Nyron Dwyer, não quis dar declarações. O site foi fechado.

G1

Jovens a partir dos 11 anos estão viciados em pornografia na web, diz pesquisa

Um estudo publicado pela universidade de Plymouth no Reino Unido alertou que crianças estão se viciando em pornografia na Internet. A situação se torna preocupante fazendo com que despertem sua sexualidade de forma muito antecipada, o que acarretará problemas na vida adulta. O estudo relatou que o acesso à pornografia na web por crianças com idade a partir de 11 anos de idade se tornou prática comum, dando-lhes expectativas irreais sobre o sexo e tornando-as insensíveis a imagens sexuais.

Orientação sexual pode ser intrudizada no ensino fundamental no Reino Unido (Foto: Reprodução)Orientação sexual pode ser introduzida no ensino
fundamental no Reino Unido (Foto: Reprodução)

A Associação Nacional dos Diretores solicita a adição de aulas para orientação sexual no ensino fundamental, para eles, as crianças estão crescendo em um “mundo sexualizado” e necessitam de orientação para lidar com questões como a da pornografia. Ainda segundo a associação os professores precisam responder ao fato de que as crianças tem recebido informações sobre sexo da Internet e a educação sexual contemporânea está irremediavelmente desatualizada para lidar com mundo “sexualmente aberto” ao qual as crianças são expostas hoje.

Entretanto a União Nacional de Professores do Reino Unido discorda, os professores acreditam que o nível fundamental não tem maturidade suficiente para temas como pornografia. Abordar tal tema nas aulas seria um passo muito longo, as escolas devem falar sobre o assunto caso haja solicitação dos estudantes. Segundo os professores os adolescentes são bombardeados com pornografia desde cedo e que eles sabem lidar com assunto.

Em entrevista para Radio 1 da BBC, o conselheiro político Sion Humphreys posicionou-se a favor da inclusão da orientação sexual no ensino fundamental, para ele os professores precisam “ter aulas” sobre o impacto da pornografia nas crianças. O acesso fácil a conteúdo pornográfico oferecido pela Internet é a base da defesa de que alunos a partir dos 10 anos de idade precisam ser educados a respeito da pronografia. De acordo com Humphreys a orientação sexual deveria começar a partir dos 10 anos, mas de forma leve, para “estabelecer as bases”.

Já Siobhan Freegard, fundadora do site orientação a mães Netmums, acredita que a solução ideal seria os pais trabalharem junto com as escolas na questão da pornografia. Ela disse que o assunto é um “campo minado”, muitos não sabem o que fazer ou que dizer a uma criança, uma mãe solteira saberia como tratar o assunto com a filha, já o Pai solteiro não.

De acordo com a BBC o Departamento de Educação do governo não quis comentar sobre a inclusão da orientação sexual para o ensino fundamental. Entretanto disse que cabe a cada escola a melhor forma de ministrar a matéria.

Via DailyMail

Pornografia online pode levar à impotência sexual, diz estudo

Uma pesquisa da Universidade de Pádua na Itália descobriu que usuários frequentes de sexo hardcore na internet são mais propensos a sofrer disfunção erétil quando estão de frente à uma situação real de sexo. O estudo focou-se em jovens, homens, em torno de vinte anos.

O estudo concluiu que quanto mais se aumenta a seleção de pornografia online e experiências pornôs, mais os recipientes de prazer em seu cérebro vão ficando entorpecidos, especificamente para a dopamina (A “recompensa” neuroquímica que você recebe após o sexo).

Por ficar apertando o “botão” de recompensas tão frequentemente, e proporcionando um grande leque de experiências, a pornografia na internet subjuga ou elimina por completo o senso psicológico de recompensa que o sexo tão maravilhosamente nos provê.

Então quando você a vê lá deitada nua e esperando por você, você acha toda aquela situação intimidadora, fica subconscientemente abalado, e as coisas param de funcionar. Esquisito!

O pior de tudo é que o estudo concluiu que parar abruptamente com o web-porn cria uma gama de sintomas de abstinência, como insônia e sintomas de gripe. Todos eles menores se comparados à perda do prazer no sexo e à disfunção erétil.

Ou seja, depende de cada pessoa e quão forte ela é para resisitir a pornografia na internet, afinal, praticamente em quase todos os sites contém imagens excitantes quando não estão explícitas, o que torna mais e mais difícil o usuário deixar de ver.

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