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Vendas agosto: Onix disparado, Ka no pódio e Sandero no top 5

chevrolet-onix

O mês de agosto se encerra com boas notícias para o mercado brasileiro: apesar dos Jogos Olímpicos, as vendas se mantiveram estáveis e seguem apontando recuperação para o horizonte do segundo semestre. Estes são os dados preliminares da Fenabrave.

Novo Ka

Na liderança isolada, o Chevrolet Onix (primeiro mês da versão reestilizada) emplacou 12.422 unidades, abrindo boa margem para o segundo colocado Hyundai HB20 (10.263). Fechando o pódio, o Ford Ka teve 7.043 emplacamentos, seguido pelo Palio (6.751).

Renault Sandero Dynamique 1.6 2015

Outro bom resultado foi o do Renault Sandero que, prestes a receber novos motores, emplacou 6.657 unidades e se garantiu no top 5. Já o Toyota Corolla não conseguiu manter o pique da primeira quinzena, que mostrava o sedã em terceiro, mas ainda assim fechou o mês com 6.030 carros na sexta colocação. Já o VW Gol afundou nada menos que 25% nas vendas e ficou apenas na nona colocação.

nissan kicks vs honda hrv carplace (27)

Na briga particular dos SUVs, melhor de novo para o Honda HR-V, em oitavo, mas com o Jeep Renegade a pouco mais de 400 unidades de distância, na décima colocação. Um pouco mais abaixo, o Fiat Mobi repetiu o feito do mês passado ao deixar o rival VW up! para trás, e desta vez superando também o VW Fox.

fiat mobi like on carplace (1)

Apoiado em promoções, o Ford EcoSport tem conseguido superar o Renault Duster na disputa pelo terceiro lugar entre os SUVs, enquanto Ford Ka+ deixou para trás o Fiat Siena e subiu ao pódio dos sedãs de entrada, atrás somente do líder Chevrolet Prisma e do Hyundai HB20S. O Etios Sedan, vale lembrar, não possui versão 1.0.

Nova S10

Já entre os comerciais leves, a maior notícia é o crescimento da Chevrolet S10 (13%), voltando a ameaçar a Toyota Hilux pela liderança das picapes médias. Lá na frente, tudo como antes: as Fiat Strada e Toro seguem dominando o setor. Confira os rankings abaixo:

Vendas agosto – Automóveis

1) Chevrolet Onix: 12.422
2) Hyundai HB20: 10.263
3) Ford Ka: 7.043
4) Fiat Palio: 6.751
5) Renault Sandero: 6.657
6) Toyota Corolla: 6.030
7) Chevrolet Prisma: 5.848
8) Honda HR-V: 4.906
9) VW Gol: 4.525
10) Jeep Renegade: 4.483
11) Toyota Etios: 4.094
12) Hyundai HB20S: 3.857
13) Fiat Mobi: 3.840
14) VW Fox: 3.212
15) Toyota Etios Sedan: 3.188
16) Ford Ecosport: 3.072
17) VW up!: 3.003
18) Fiat Uno: 2.835
19) Renault Logan: 2.521
20) Ford Ka+: 2.418

Comerciais leves

1) Fiat Strada: 6.009
2) Fiat Toro: 4.291
3) VW Saveiro:  3.838
4) Toyota Hilux: 2.876
5) Chevrolet S10: 2.769
6) Chevrolet Montana: 1.921
7) Ford Ranger: 1.511
8) Renault Oroch: 1.271
9) Fiat Fiorino: 933
10) Mitsubishi L200: 868

Fonte: Fenabrave
Fotos: Arquivo CARPLACE e Divulgação

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Comitê Olímpico Internacional fará reclamação por faixa religiosa de Neymar no pódio

Na festa após a conquista da inédita e tão esperada medalha de ouro pelo futebol brasileiro, uma coisa chamou mais a atenção de dirigentes do Comitê Olímpico Internacional (COI) do que a felicidade da torcida e dos jogadores da Seleção: a faixa religiosa que Neymar ostentava na cabeça durante a cerimônia de premiação.

O adereço com os dizeres “100% Jesus” fere o regulamento do COI, que não permite manifestações de cunho comercial, político ou religioso nos pódios olímpicos. Em virtude disso, o Comitê prometeu enviar uma carta de reclamação à missão brasileira, segundo o Estadão. Apesar disso, nenhuma punição está prevista tanto para o atleta como para a delegação nacional.Neymar com a faixa no pódio olímpico após a conquista do ouro inédito

Neymar com a faixa no pódio olímpico após a conquista do ouro inédito

Foto: EFE

Para a entidade, a atitude de Neymar ao usar a faixa foi apenas um deslize cometido pelo jogador e demais membros da seleção que não o alertaram para o descumprimento da regra. Ainda segundo o jornal, o COI também acredita que uma sanção mancharia a medalha de ouro conquistada pela Seleção, o que não é a intenção do Comitê.

A “vista grossa” feita pelo COI no caso de Neymar é mais um momento em que a entidade abriu mão de seu rigor contra mensagens consideradas alheias ao esporte durante os Jogos do Rio. Desde o início das Olimpíadas, a organização vem aceitando as mensagens políticas e religiosas de torcedores nas arenas olímpicas, algo comumente proibido pelo Comitê em suas competições. A Justiça brasileira foi responsável pela decisão de permitir o pleno exercício da liberdade de expressão pelo público nas praças esportivas.

Terra

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É ouro! Thiago Braz se reinventa no Rio e troca pressão por topo do pódio

A voz tranquila podia até disfarçar à primeira vista, mas Thiago Braz travava uma guerra constante contra sua mente. Bem antes desta noite, o medo de fracassar vinha sendo a maior armadilha, na qual ele caiu algumas vezes. Mas quis o destino que a confiança viesse no momento e no local certos, justo diante da maior pressão de toda sua vida. Aquele menino inseguro, abandonado na infância pela mãe, acabou acolhido de forma calorosa pela torcida do Engenhão. Foi mágico ver o jovem de Marília superando o sarrafo como se estivesse respondendo a quem duvidou.  Enterrou todos os fantasmas e se reinventou saltando impressionantes 6,03m para levar a medalha de ouro, com direito a novo recorde olímpico.

A conquista teve doses extras de emoção. O ouro só veio no último salto. Pela primeira vez passou a marca de seis metros (o primeiro atleta do continente a fazê-lo, estabelecendo o novo recorde olímpico). Viu o até então campeão olímpico e recordista mundial indoor, o francês Renaud Lavillenie, sucumbir com cara de espanto e levar prata com 5,98m. O bronze ficou com o americano Sam Kendricks, com 5,85m.

Thiago Braz  (Foto: Reuters)Thiago Braz é o novo campeão olímpico do Brasil (Foto: Reuters)

A pressão parecia um fantasma a acompanhar o brasileiro nas grandes competições. Quando não havia torcida ou câmeras por perto, ele brilhava. Melhorava as próprias marcas, ampliava o recorde sul-americano. Criava  expectativa em todos e depois se frustrava. No Pan de Toronto, zerou todos os saltos. No Mundial de Pequim, um mês depois, ficou em apenas 19º lugar e não passou à final. No Mundial indoor de Portland, no início deste ano, acertou apenas um salto e deu adeus precocemente. O próprio Lavillenie colocou em xeque sua capacidade de vencer.

No Rio,o cenário trouxe outras tensões. Antes da prova, um forte vento balançou as bandeiras expostas na cobertura do Engenhão. Após 10 minutos do início da competição, uma  pesada chuva tratou de interrompe-la e adiar a final. Como se não bastasse, o equipamento que muda a altura do sarrafo voltou a dar problema, e a prova foi novamente paralisada. Thiago esperou duas horas para dar seu primeiro salto.

A prova

Apenas o brasileiro e Renaud Lavillenie descartaram a marca 5,50m. O francês ainda foi além, abriu sua participação somente a 5,75m – passando sem sustos. Thiago iniciou a 5,65m e mostrou alívio ao passar de primeira. A partir daí, viu o atual campeão mundial Shawnacy Barber, do Canadá, errar suas três tentativas na marca e dar adeus. Aliás, viu que dali em diante só restavam mais seis competidores.

Ao tentar passar pelo sarrafo a 5,75m, derrubou na primeira tentativa. Fosse aquele Thiago que sucumbia diante da adversidade, talvez tivesse travado e se despedido. Mas a nova versão do brasileiro tentou o segundo salto pouco depois e, desta vez, passou.

Thiago Braz  (Foto: Reuters )Thiago Braz superou os medos e foi campeão diante da torcida brasileira (Foto: Reuters )

A 5,85m, mais um show de facilidade para Lavillenie, que esbanjava confiança. Também restavam na disputa o polonês Piotr Lisek, o americano Sam Kendricks e o tcheco Jan Kudlica. Foi então que Thiago, enterrando de vez os medos dos grandes eventos, subiu 5,85m logo de primeira e levantou a torcida.

O francês respondeu passando de cara por 5,93m. Muito incentivado pelo público, Thiago veio na sequência, mas derrubou o sarrafo. Andava de um lado para o outro enquanto esperava sua próxima chance. A pressão finalmente parecia alimentar Thiago de forma positiva. Na segunda chance, igualou a melhor marca de sua carreira. Para melhorar, viu Kendricks, Kudlica e Lisek darem adeus. A prata estava garantida.

Lavillenie sentiu então pela primeira vez a animosidade da torcida. Foi muito vaiado, mas ignorou a pressão a princípio. Passou pelo sarrafo a 5,98m, sem sustos, e quebrou o recorde olímpico. Para ter chance de ouro, Thiago decidiu pular essa altura. Tentaria saltar a 6,03m, o que representaria romper pela primeira vez na carreira a mítica barreira dos seis metros.

Lavillenie foi o primeiro a arriscar-se na altura. Errou a tentativa. Mas Thiago não teve potência para alcançar o sarrafo. Na segunda chance, o francês falhou. E se irritou. Parecia estar prevendo uma derrota amarga. Thiago não desperdiçou a brecha. Foi incrível. Impecável. Passou limpo a 6,03m e levantou o Engenhão. A torcida já comemorava a iminente vitória e vaiou Lavillenie, que reclamou fazendo sinal de negativo. Não adiantou de nada. Errou mais uma vez e teve que engolir. Thiago, a quem ele se referia como inconstante e suscetível à pressão nos grandes eventos, cresceu no maior dos palcos. O título era brasileiro.

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De volta ao pódio! Arthur Zanetti leva prata e vê rival grego ser campeão

A Arena Olímpica prendeu a respiração. Olhares aflitos tentavam dá força, tentavam ser o suporte de Arthur Zanetti na final das argolas. O bi olímpico estava em disputa. Não veio. O ginasta voltou ao pódio olímpico nesta segunda-feira, mas viu seu posto no topo passar de mãos. Atual campeão mundial, o grego Eleftherios Petrounias bancou a marra de se considerar favorito, cravou tudo, levou o ouro com 16,000 e frustrou o bi do brasileiro. Ao anfitrião restou a prata. Amarga? De jeito nenhum. Zanetti comemorou o resultado,  sabia que o rival era forte, o respeitava muito. Na Olimpíada do Rio de Janeiro, o brasileiro mostrou que ainda está entre os melhores do mundo com 15,766 pontos, mas um degrau abaixo do grego. O russo Denis Ablyazin completou o pódio com 15,700.

Arthur Zanetti ginástica olimpíadas (Foto: Agência Reuters)Ablyazin, Petrounias e Zanetti formaram o pódio das argolas nos Jogos do Rio (Foto: Agência Reuters)

– Essa medalha tem gosto especial por ser em casa, pelo tanto que trabalhei. O problema de muita gente é só julgar o ouro. Estar em uma final já é grande coisa. Vocês não sabem o que eu passei para estar aqui e ganhar essa medalha. Veio a prata, estou muto feliz. Acho que é um resultado incrível. Vai ficar na minha memória – disse Zanetti.

O roteiro era para ser igual ao de Londres. Estrategicamente diminuiu a nota de dificuldade na classificatória e conseguiu o desejado quinto lugar. Por sorteio anterior aos Jogos, a posição o colocaria como último a se apresentar. Uma colocação privilegiada. Só que desta vez o grego Eleftherios Petrounias não deixou espaço para ninguém depois que se apresentou, foi absoluto no decisão, praticamente não errou nada e conseguiu um impressionante 16,000.

Arthur Zanetti, Rio 2016 (Foto: Reuters)Arthur Zanetti vibra após a apresentação que lhe garantiu a medalha de prata nas argolas (Foto: Reuters)

Se no evento-teste de abril Zanetti estava no topo do pódio e Petrounias em segundo, os dois sabiam que nada estava encaminhado àquela altura. O melhor ginasta é o melhor na hora da final. Nesta segunda, o melhor foi o grego, terceiro campeão olímpico das argolas na história de seu país.

– É momento. Se daqui a uma hora colocar para competir, o resultado vai ser diferente dos oito finalistas. No momento, o grego foi o melhor. Ele mereceu a vitória, está em uma fase muito boa como atleta. Ele veio para disputar o ouro, como o chinês (Yang Liu) também, que acabou errando a saída e ficando fora. A saída determina muita coisa. Se não acertar, vai para o fim da fila. Achava que eles dois e o Arthur disputariam o primeiro lugar – disse Marcos Goto, técnico Zanetti.

O grego foi o melhor no momento, mas a história dessa rivalidade – que só fica dentro da competição, eles são amigos -, ainda vai ter mais capítulos. O posto de número 1 das argolas hoje é de Petrounias, em 2020 pode ser novamente de Zanetti.

PROVA A PROVA

Adversários não faltavam para tirar o título de atual campeão olímpico. O primeiro candidato foi o chinês You Hao, o que apresentou maior nota de dificuldade na classificatória. O atual vice-campeão mundial arriscou e pagou. Teve poucos balanços, mas quase caí na saída. Em uma final, não há espaço para falhas grandes. A nota 15,400 (0,4 menor do que na classificatória) praticamente o tirou da briga pelo pódio.

Eleftherios Petrounias argolas ginástica olimpíadas (Foto: Agência Reuters)Eleftherios Petrounias em sua apresentação: grego conquista a medalha de ouro (Foto: Agência Reuters)

Era a vez então do maior adversário de Zanetti, Eleftherios Petrounias, atual campeão mundial das argolas. Sempre muito firme, o grego cravou tudo. Ele falava que a meta era chegar aos 16,000 pontos e conseguiu exatamente isso na final. Com o objetivo alcançado em pontuação, o abraço emocionado no técnico mostrava confiança. O ouro estava quase nas suas mãos. Só era preciso esperar até o fim, até a apresentação do anfitrião.

O belga Dennis Goossens entrou na final como coadjuvante e assim continuou com a nota 14,933. O xará russo de sobrenome Abliazin não se contentou com a mesma posição, queria ser protagonista. Ele também cravou quase toda sua série, só deu um passo para trás na saída e conseguiu 15,700 pontos.

Arthur Zanneti  (Foto: REUTERS/Mike Blake )A concentração de Zanetti nas argolas: ginasta foi o último a se apresentar e ficou com a prata (Foto: Reuters/Mike Blake )

Campeão mundial de 2014 e líder da classificatória, Liu Yang era a esperança da China de voltar ao topo do pódio das argolas, mas repetiu o erro do compatriota You Hao, falhou na saída e conseguiu 15,600. O francês Danny Pinheiros (15,233) e o ucraniano Oleg Verniaiev (15,466) ficaram pelo caminho.

Arthur Zanetti foi o último e sabia quanto precisava tirar para entrar no pódio e quanto precisava para o bi olímpico. A nota era muito alta. Poucas vezes o brasileiro superou os 16,000 pontos, e nunca em uma competição como um Mundial ou na Olimpíada de Londres. Ele fez o máximo que pôde, mas cometeu leves falhas de execução e um pequeno passo na saída. Conseguiu 15,766 pontos, o suficiente para a voltar ao pódio olímpico, mas com uma prata. O ouro ficou mesmo nas mãos do favorito grego.

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Do quase ao pódio: Poliana é bronze após desclassificação de francesa

O fôlego guardado para o sprint final não foi suficiente. Ali, naqueles metros finais, Poliana Okimoto foi engolida pelas rivais que vinham lutando com ela pela medalha de bronze durante todo o percurso dos 10km. A brasileira via seu sonho escapar depois de quase duas horas de briga intensa no mar de Copacabana. À sua frente, bem mais felizes do que ela, estavam a francesa Aurelie Muller e a italiana Rachele Bruni. A brasileira teria de se contentar com o quase. Ainda se refazia do esforço e do resultado, procurava pelo abraço do marido-técnico, até ver no placar seu nome ganhar a terceira posição. A análise da arbitragem tirava  Muller do pódio por ter segurado Bruni na hora da batida no pórtico de chegada. A prata e o bronze tinham novas donas. A Federação Francesa entrou com recurso, mas ele foi negado.

Poliana Okimoto ganha bronze na maratona aquática (Foto:  Adam Pretty/Getty Images)Poliana beija a medalha (Foto: Adam Pretty/Getty Images)

O ouro  continuava com Sharon van Rouwendaal (1h56m32s), atual vice-campeã do mundo na distância e que também disputou os 400m livre na piscina nos Jogos do Rio. Ana Marcela Cunha, uma das favoritas, terminou em 10º lugar. Se o hino tocado por direito era o da Holanda, a torcida esperava pela execução dele para entoar o nacional. Era esse peso que aquela medalha de Poliana tinha. Para eles e para ela.

– Não estou nem acreditando. Treinamos tanto, esperamos tanto… Aí na hora não acreditamos, demoramos para a ficha cair. Eu merecia essa medalha, eu construí ela. Quero só agradecer a todos que me deram apoio, sem eles não seria possível. Em Londres foi uma experiência difícil, e agora tentei deixar isso de lado, porque tinha a chance de a água estar fria…Treinei em água fria, me preparei para todo tipo de mar. Mas Deus é brasileiro, deixou o mar tranquilo, com uma água boa. Fiz a melhor prova da minha vida. No fim eu estava morta, mas dei um gás no sprint. Eu não sabia sobre a medalha, e enquanto não saiu o resultado oficial… aí que descarrega, que vem o choro – disse.

Há quatro anos, Poliana amargava um dos momentos mais difíceis da carreira. As águas do  lago Serpentine, no Hyde Park, pareciam tranquilas, mas escondiam um perigo para alguém tão magrinha. Estava preparada e se sentia competitiva até os 18ºC. A temperatura no dia marcava um grau a mais e ainda assim o corpo gritou. Quando entrou na quinta volta das seis previstas, levantou o braço. Era o sinal de desistência. Deixou o local de cadeira de rodas, com um quadro de hipotermia. Nesta segunda-feira, depois de um ciclo discreto, ela viu a praia calma, parecendo uma piscina, do jeito que lhe é favorável.

Chegou cedo para se preparar. Poucos metros separavam a caminhada do hotel até a praia, feita próxima a Ana Marcela. Ela séria, a companheira mais descontraída. Copacabana ainda estava preguiçosa às 7h15. Mas as duas estavam em alerta há muito tempo. No ensaio da cerimônia de premiação, o nome que era anunciado não era o dela, mas o da companheira de seleção e clube. As duas davam de ombros e tentavam manter o foco pela inédita medalha da modalidade.

Poliana Okimoto Maratona aquática olimpíadas pódio (Foto: Agência Getty Images)Poliana leva a maratona aquática pela primeira vez a um pódio olímpico (Foto: Agência Getty Images)

Cada uma querendo escrever uma página mais bonita na trajetória olímpica. As duas estiveram juntas em Pequim 2008. Na ocasião, Ana ficou em quinto e Poliana em sétimo. Ao longo dos anos ajudando a transformar o Brasil numa potência das águas abertas. Em 2009, Poliana fez o que parecia improvável duas vezes. Foi a primeira mulher brasileira a conquistar uma medalha num Mundial de Esportes Aquáticos, com o bronze em Roma nos 5km, e o título da Copa Mundo da maratona aquática vencendo nove das 12 etapas. Em 2013, voltou a brilhar ganhando um ouro nos 10km e uma prata nos 5km no Mundial de Barcelona. Mas no ano seguinte, teve uma fissura no disco da coluna cervical. Em 2015, foi para Kazan. Ficou em sexto lugar nos 10km. Por ali, quem continuava a dar as cartas era Ana Marcela, que conquistou uma medalha de cada cor e acabou sendo eleita a melhor maratonista do ano pela Federação Internacional.

A prova

Poliana Okimoto Rio 2016 (Foto: AFP)Poliana Okimoto se manteve na briga desde a primeira perna da prova (Foto: AFP)

As  brasileiras iam se mantendo no pelotão da frente. A polonesa Eva Risztov tomava a iniciativa de puxá-lo. Na cola, Poliana aparecia. Ana ficava um corpo atrás da compatriota. As nadadoras ficavam emboladas nos primeiros 2,5km. Na metade da prova, a francesa Aurelie Muller, atual campeã do mundo, era o destaque. Na terceira, a holandesa Sharon van Rouwendaal conseguia desgarrar um pouco. Mas a distância logo se perdia. Eva Risztov encostava. Ana Marcela surgia nadando forte, aparecia em sétimo. Poliana passava pela boia em terceiro.

Van Rouwendaal retomava a ponta. Pela frente, os últimos 2,5km. Era a hora de atacar. Poliana ganhava uma posição. E perdia para a italiana Rachele Bruni. A chinesa Xin Xin também se apresentava para a briga por uma medalha. O ouro já parecia ter dona. A holandesa não era ameaçada pelas adversárias. Poliana caía para quarto, não desistia e lutava muito pelo bronze. Mas no sprint final, era ultrapassada.

Poliana caminhava até o marido e técnico, Ricardo Cintra, cabisbaixa, chorando. E se surpreendeu ao saber que ainda havia esperança após um movimento que poderia levar à desclassificação da francesa. Não acreditou no que viu. Se as lágrimas agora eram de felicidade, as de Ana Marcela não escondia a tristeza. Na metade da prova, teve problemas na hora da alimentação. Não conseguiu se hidratar porque uma outra atleta esbarrou em sua bebida. Depois de dar uma entrevista para as TVs, ela passou pela zona mista com a toalha na cabeça, sem conseguir mais falar.

– Tinha três alimentações para fazer, mas só fiz a primeira. Isso conta muito. Todas se prepararam para estar aqui. Não consegui render, infelizmente. Na segunda, derrubaram minha alimentação. Na terceira, eu não quis perder o pelotão. São detalhes que fazem diferença. Eu não me preparei quatro anos, foram oito anos lutando para voltar, e em um Olimpíada em casa. Era uma das favoritas e tenho certeza de que dei meu máximo. Não foi digno de uma campeã da Copa do Mundo. Estou triste. A Poliana foi pódio, a maratona entrou para a história. Faço parte deste esporte. Fico triste pela minha colocação, mas fiz meu máximo – afirmou.

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Ágatha e Bárbara vão à semi e garantem Brasil no pódio do vôlei de praia

imagem: Adrees Latif/Reuters
imagem: Adrees Latif/Reuters

O Brasil garantiu duas duplas nas semifinais do torneio feminino de vôlei de praia dos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Neste domingo, após a classificação de Larissa e Talita, a parceria formada por Ágatha e Bárbara Seixas também passou pelas quartas de final.

Com duas duplas nas semifinais, o Brasil garante pelo menos uma medalha de bronze no vôlei de praia feminino. Os jogos das semifinais acontecem na terça-feira (16), com a disputa do terceiro lugar no dia seguinte (17). A final acontece na quinta-feira (18).

A partida foi marcada pelo domínio total do Brasil. As duas duplas só demonstraram um clima um pouco mais tenso nos desafios, conversando com o juiz – tanto as brasileiras quanto as russas pareceram discordar de algumas marcações.

No primeiro set, Brasil reage e busca virada

No primeiro set do jogo deste domingo, a dupla russa chegou a abrir 19/13 e parecia caminhar para uma vitória tranquila na parcial. Engano: Ágatha e Bárbara reagiram, empataram em 20/20 e conseguiram salvar set point das adversárias quando o placar apontava 21/20. No fim, com destaque para Ágatha nos saques e nos ataques, as brasileiras viraram e venceram por 23/21.

“Devo dizer que, no primeiro set, a minha parceira me ajudou muito. Houve um momento de desconcentração – elas encaixaram o saque, a luz atrapalhou. O Ágatha fez o saque para a gente defender as bolas. Depois disso a gente entrou no jogo”, analisou Bárbara em entrevista à Rede Globo.

“Esse primeiro set é a cara do nosso time. Não pelo olhar de um time que deixa acontecer os sets, mas pelo olhar de um time que não desiste nunca. Enquanto o árbitro não apitar o último (ponto), a gente não vai desistir”, completou Ágatha.

Controle do Brasil no segundo set

No segundo set, as duas duplas fizeram uma disputa mais equilibrada. Mesmo assim, o Brasil conseguiu estabilizar a virada de bola e fechou em um ataque de Bárbara, garantindo a vaga com vitória por 21/16 na segunda parcial.

Ao fim do jogo, a vitória foi bastante festejada. “A gente tem que comemroar muito essa (vaga na) semifinal. É uma tensão do cacete (antes do jogo), vocês nem imaginam – a gente estava esperando para jogar havia dois dias e meio. Imagina pensando nos adversários, pensando: ‘p*rra, Babi, a gente tem que jogar, a gente quer jogar’”, desabafou Ágatha, comemorando.

Diante das próximas rivais, a dupla promete manter o foco. “Em nenhum momento a gente desacreditou. Vamos dar aqui 300%, em 10ª marcha. Estamos muito felizes”, disse Bárbara.

Uol

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Atletas já podem encaminhar plano esportivo para participar do programa Bolsa Pódio

Atletas de esportes individuais pré-selecionados para o Programa Atleta Pódio já podem enviar, a partir da quinta-feira (18), seu Plano Esportivo ao Ministério do Esporte para obter apoio complementar a sua preparação para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016, no Rio de Janeiro.

Divulgação / Gov. São Paulo O programa visa complementar a preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016

  • O programa visa complementar a preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos e os Jogos Paraolímpicos de 2016

Os atletas aprovados receberão a Bolsa Atleta Pódio no valor mínimo de R$ 5 mil e máximo de R$ 15 mil, o valor será pagos diretamente aos beneficiados. A permanência do atleta no programa será reavaliada anualmente e estará condicionada ao cumprimento do Plano Esportivo e à permanência entre os 20 primeiros do ranking mundial de sua prova.

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Os demais apoios previstos no programa – contratação de treinadores e equipe multidisciplinar, participação em treinamentos e competições, aquisição de equipamentos e materiais e realização de exames e outros procedimentos médico-científicos – serão viabilizados por meio de convênios das respectivas confederações com o Ministério do Esporte. Esses convênios serão publicados até o início de agosto.

De acordo com o Ministério, será aportado R$ 1 bilhão a mais de investimentos públicos federais no ciclo olímpico de 2013 a 2016. Desse total, dois terços virão do Orçamento Geral da União e um terço de patrocínios de empresas estatais. O objetivo é colocar o Brasil entre os dez primeiros países nos Jogos Olímpicos e entre os cinco primeiros nos Jogos Paraolímpicos do Rio de Janeiro.

 

Elaboração do Plano Esportivo

O Plano Esportivo deve conter, entre outros dados, a previsão de participação em treinamentos, intercâmbios e competições internacionais durante o ciclo olímpico até 2016 com os respectivos calendários, a identificação do principal treinador do atleta, os resultados esportivos dos últimos três anos, a posição em que se encontra no ranking internacional de sua prova no momento do envio do pedido, a principal meta (classificação almejada) a ser atingida pelo atleta nos Jogos Rio 2016, as metas intermediárias que ele pretende alcançar nas competições que vai disputar até o Rio 2016, as comissões técnica e multidisciplinar que vão acompanhá-lo, os recursos materiais necessários, os procedimentos científicos que ele deseja fazer e a estimativa de custos de cada ação prevista.

 

Análise dos Planos

Os Planos Esportivos serão analisados por Grupos de Trabalho formados formados por servidores do Ministério do Esporte e representantes do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), do Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) e das empresas estatais patrocinadoras das respectivas modalidades, quando for o caso.

Os principais critérios de análise considerados pelo Grupo serão a progressão, sem decréscimo, do atleta no ranking internacional, a relevância da meta do atleta para o alcance das metas principais do Brasil para o Rio 2016, a contribuição das metas intermediárias do atleta para o atingimento de sua meta principal, a compatibilidade da equipe multidisciplinar com as metas propostas e a abrangência do Plano Esportivo compreendendo todo o período de treinamento proposto.

O Plano deve ser enviado para:

Secretaria Nacional de Esporte de Alto Rendimento

SNEARSAN, Quadra 3, Bloco A, 1º Andar

Edifício Núcleo dos Transportes Dnit

CEP 70040 902

Brasília DF

 

Brasil Medalhas

O Plano Brasil Medalhas tem o objetivo de apoiar atletas e seleções brasileiras visando aos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016. O incentivo prevê a destinação de recursos para que atletas brasileiros possam aperfeiçoar conhecimentos e se prepararem até 2016. Entre as modalidades já apoiadas por meio de convênios estão basquete, vôlei de praia, hipismo, judô, luta olímpica e tiro esportivo, além de 16 modalidades paraolímpicas.

Recebem os recursos de incentivo, atletas que estejam entre os 20 melhores do ranking mundial de suas categorias, mostrem evolução ao longo dos anos e tenham reais chances de medalhas.

 

 

Fonte:
Ministério do Esporte