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Bolsa Família reduziu 25% da taxa de extrema pobreza, aponta Ipea

O Programa Bolsa Família reduziu as taxas de extrema pobreza em um quarto (25%) e de pobreza em 15%. A conta é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que analisou a evolução das condições de vida dos mais pobres entre os anos de 2001 e 2017.

“Em 2017, as transferências do programa retiraram 3,4 milhões de pessoas da pobreza extrema e 3,2 milhões da pobreza”, descreve estudo publicado esta semana e disponível na internet. Os dados sobre a renda dos mais pobres foram obtidos nas Pesquisas Nacionais por Amostra de Domicilios (Pnad/IBGE), que eram bianuais e a partir de 2016 passaram a ser contínuas.

Somados, os contingentes de pessoas que se beneficiaram com essa mobilidade de classe (6,5 milhões) equivalem à população do Maranhão (Censo de 2010). No total, o Bolsa Família transfere recursos a 14 milhões de famílias ou 45 milhões de pessoas, número semelhante a de toda população da Argentina.

Para Luiz Henrique Paiva, especialista em políticas públicas e um dos autores do estudo, o Bolsa Família “é um instrumento muito bom para reduzir a pobreza. Ele não é só não é mais efetivo porque ainda é modesto”, opina fazendo referência à média de R$ 188 que cada família recebe.

 

Agência Brasil

 

 

Quase metade dos brasileiros até 14 anos vive em situação de pobreza

Mais de 40% de crianças e adolescentes de até 14 anos vivem em situação domiciliar de pobreza no Brasil, o que representa 17,3 milhões de jovens.

Em relação àqueles em extrema pobreza, o número chega a 5,8 milhões de jovens, ou seja, 13,5%.

O que caracteriza a população como pobres e extremamente pobres é rendimento mensal domiciliar per capita de até meio e até um quarto de salário mínimo, respectivamente.

Os dados são da publicação “Cenário da Infância e da Adolescência no Brasil”, que será divulgado amanhã (24) pela Fundação Abrinq.

Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O estudo relaciona indicadores sociais aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), da Organização das Nações Unidas (ONU), compromisso global para a promoção de metas de desenvolvimento até 2030, do qual o Brasil é signatário junto a outros 192 países.

“Algumas metas [dos ODS] certamente o Brasil não vai conseguir cumprir, a menos que invista mais em políticas públicas voltadas para populações mais vulneráveis. Sem investimento, fica muito difícil cumprir esse acordo”, avaliou Heloisa Oliveira, administradora executiva da Fundação Abrinq.

“Se não houver um investimento maciço em políticas sociais básicas voltadas à infância, ficamos muito distantes de cumprir o acordo”, disse.

Um dos exemplos de metas difíceis de serem cumpridas está relacionada à educação, mais especificamente ao acesso à creche.

“Você tem uma meta, que entra no Plano Nacional de Educação [PNE], de oferecer vagas para 50% da população de 0 a 3 anos [até 2024]. Se você não aumentar o investimento e a oferta de vagas em creches – hoje estamos com 27% de cobertura –, não chegaremos em 50% para atender o PNE. Essa é também uma meta dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável [da ONU]”, explica Heloisa.

Outra meta distante do cumprimento é sobre a erradicação do trabalho infantil.

“O acordo [com a ONU] prevê que, até 2025, os países erradiquem todo tipo de trabalho escravo e trabalho infantil. Nós [Brasil] ainda temos 2,5 milhões crianças em situação de trabalho. Se não houver investimento na erradicação do trabalho infantil, essa meta certamente não vai ser alcançada”, avaliou.

Segundo Heloisa, o relatório ressalta o quanto os jovens são vulneráveis à pobreza.  Ela compara que, enquanto as crianças e adolescentes representam cerca de 33% da população brasileira, entre os mais pobre esse patamar é maior.

“Se você fizer um recorte pela pobreza cruzado com a idade, você vai perceber que entre a população mais pobre tem um contingente ainda maior de crianças e adolescentes [40,2%]. Esse é um ponto importante que ressalta o quanto as crianças são vulneráveis à pobreza”, diz.

A representante destaca ainda a importância de analisar os indicadores do ponto de vista regional, uma vez que a média nacional não reflete o que se passa nas regiões mais pobres.

Em relação à renda, o Nordeste e o Norte continuam apresentando os piores cenários, com 60% e 54% das crianças, respectivamente, vivendo na condição de pobreza, enquanto a média nacional é de 40,2%.

“Quando olhamos para uma média nacional, tendemos a achar que a realidade está um pouco melhor do que de fato ela está. O Brasil é um país muito grande, muito desigual, então se você olhar os dados regionais, vai ver que as regiões mais pobres concentram os piores indicadores de educação, de acesso à água e saneamento, de acesso a creches, por exemplo”.

O relatório mostra que 18,4% dos homicídios cometidos no Brasil em 2016 vitimaram menores de 19 anos de idade, um total de 10.676. A maioria desses jovens (80,7%) foi assassinada por armas de fogo.

O Nordeste concentra a maior proporção de homicídios de crianças e jovens por armas de fogo (85%) e supera a proporção nacional, com 19,8% de jovens vítimas de homicídios sobre o total de ocorrências na região.

A violência é a consequência da falta do investimento nas outras políticas sociais básicas, segundo Heloisa.

“Os outros índices influenciam diretamente a estatística da violência. Se você investir na manutenção das crianças e adolescentes na escola até completar a educação básica – que está prevista na lei brasileira, que seria até 17 anos –, se investir na proteção das famílias, na disponibilização de atividades e espaços esportivos para crianças e adolescentes, você vai ter um número muito menor de jovens envolvidos com a violência”, conclui.

Heloisa destaca que há uma relação direta dos altos índices de violência com as estatísticas de pobreza. “A prova de que isso é uma relação direta é que, entre esses 10,6 mil crianças e adolescentes assassinados [em 2016], a maioria deles, mais de 70%, são jovens negros, pobres e que vivem em periferia. Portanto, são adolescentes que vivem em situação de vulnerabilidade social, ou seja, poderia ser evitado com investimento em enfrentamento da pobreza, melhorando a qualidade de moradia, educação e saúde”, acrescenta.

Para reduzir a violência e os homicídios nessa faixa etária, Heloisa alerta que não basta investir em segurança pública. “O melhor indicador da segurança pública é a evasão escolar zero”, diz.

Ela cita um estudo, realizado pelo sociólogo Marcos Rolim, do Rio Grande do Sul, com jovens que ficaram na escola e outros que saíram precocemente.

“O resultado que ele encontrou é que os jovens que permanecem na escola não se envolvem com violência, portanto, há uma relação direta e o melhor investimento para segurança pública é a escolarização, é a manutenção dessas crianças na escola”.

Os indicadores selecionados para o Cenário da Infância e da Adolescência podem ser encontrados no portal criado pela Fundação Abrinq Observatório da Criança e do Adolescente.

Agência Brasil

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Seca causa extrema pobreza no Piancó e padre faz apelo por doações de cestas básicas

secaO padre Djacy Brasileiro, de 58 anos, atuante na defesa do povo sertanejo, usou sua força na internet para pedir mais uma ajuda para as vítimas da seca: cestas básicas. Segundo o padre, centenas de famílias que moram em cerca de 20 municípios sertanejos que integram a região do Vale do Piancó estão passando por uma situação de extrema pobreza e fome depois da escassez de água.

Ele divulgou uma carta suplicando pela ajuda dos governos estadual e federal e da população em geral. Brasileiro é pároco da cidade paraibana de Pedra Branca, no Sertão do estado a 445 km de João Pessoa e revelou condições de extrema pobreza na região com a falta de água e alimento.

“Os sertanejos precisam de água e alimentos. Não custa nada socorrê-los, repito, com cestas básicas: feijão, arroz, macarrão, açúcar, café etc. Socorrer as vítimas da seca, neste momento, com água e cestas básicas deve ser prioridade número 1 para qualquer governante sensível e humano”, diz um trecho da carta.

“Não queremos esmolas, não queremos sensacionalismo. Queremos solução pra a fome de milhares de pessoas. Não podemos deixar que as vítimas da seca morram de fome. É triste presenciar as pessoas sem ter o que comer em casa. É desolador”, lamentou o padre, acrescentado ter recebido 100 cestas básicas para doação. No entanto, o alimento foi insuficiente. “As cestas ajudaram algumas famílias, mas o número de famintos é grande”.

O padre destaca que a população está adoecendo e muitas famílias sobrevivem apenas com o dinheiro do Bolsa Família. “O valor é insuficiente. O dinheiro, que em alguns casos chega a R$ 350, não dá pra comprar absolutamente nada. Com pessoas doentes, o valor vai pra remédio e o que sobre pra compra de alimentos. O Sertão está virando um deserto”, comentou.

Veja abaixo, na íntegra, a carta do padre:

VÍTIMAS DA SECA CLAMAM POR CESTAS BÁSICAS.

Moro no sertão, convivo com o povo, noite e dia. Conheço de perto sua dura e triste realidade. A cada dia que passa, as vítimas da seca sofrem, e como sofrem. O desespero vai se agigantando. O cenário é desesperador.

O clamor dos sertanejos pobres, sofridos, desamparados, é grande. Falta água, falta comida. Diante dessa triste situação, como Padre, SUPLICO que os governos estadual e federal socorram urgentemente com CESTAS BÁSICAS, esses irmãos do sertão.

Os sertanejos precisam de água e alimentos. Não custa nada, socorrê-los, repito, com cestas básicas: feijão, arroz, macarrão, açúcar, café etc. Socorrer as vítimas da seca, neste momento, com água e cestas básicas deve ser prioridade número um para qualquer governante sensível e humano.

portalcorreio

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Unicef divulga número de crianças que vivem em pobreza extrema

pobreza-no-mundoCerca de 385 milhões de crianças até os 17 anos de idade viviam em 2013 em situação de pobreza extrema, de acordo com estudo conjunto do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e do Grupo do Banco Mundial, divulgado.

Os dados fazem parte do relatório “Terminar com a Pobreza Extrema: Um Foco nas Crianças”, relativo a 2013, que revela que as crianças têm duas vezes mais probabilidade de viver na pobreza extrema do que os adultos.

O Unicef e o Banco Mundial defendem que os governos avaliem regularmente a pobreza infantil e deem prioridade às crianças nos planos de combate à pobreza.

Recomenda ainda que reforcem os sistemas de proteção social, deem prioridade a investimentos na área da saúde, educação, água potável ou saneamento e que moldem as decisões políticas de modo que o crescimento econômico beneficie as crianças mais pobres.

De acordo com o estudo, “19,5% das crianças nos países em desenvolvimento faziam parte de agregados familiares que sobreviviam com 1,90 dólares [1,70 euros] por dia ou menos por pessoa, comparativamente com 9,2% dos adultos”.

Mesmo quando o estudo avaliou os agregados familiares que subsistem com US$ 3,10 [2,76 euros] por dia, por pessoa, as crianças continuam a ser as mais afetadas, havendo 45% de menores que vivem nessas condições, contra 27% de adultos.

Segundo o Unicef, o estudo foi feito na sequência do relatório de referência do Grupo do Banco Mundial, “Pobreza e Prosperidade Partilhada 2016: Assumindo a Desigualdade”, que concluiu que, em 2013, cerca de 767 milhões de pessoas no mundo viviam com menos de US$ 1,90 por dia, metade das quais tinha menos de 18 anos.

“As crianças são afetadas de forma desproporcional, dado que representam cerca de um terço da população estudada, mas metade dos que vivem na pobreza extrema. O risco é maior para as crianças menores – mais de um quinto dos menores de 5 anos nos países em desenvolvimento vivem em famílias extremamente pobres”, diz o comunicado do Unicef.

Segundo o estudo, entre os 767 milhões de pessoasque vivem em situação de pobreza extrema, 385 milhões são crianças com idade de 0 a 17 anos, enquanto 382 milhões se dividem pelos adultos, a partir dos 18 anos. Aliás, é na faixa etária entre os 18 e os 59 anos que se concentra o maior número de pessoas em pobreza extrema (337 milhões), enquanto com 60 anos ou mais são 44 milhões de pessoas.

Entre os 385 milhões de crianças em pobreza extrema, 122 milhões têm até 4 anos, 118 milhões têm entre 5 e 9 anos, 99 milhões entre 10 e 14 anos e 46 milhões estão na faixa etária entre 15 e 17 anos.

O relatório resultou da análise de dados de 89 países, que representam 84% da população dos países em desenvolvimento. As crianças que vivem em pobreza extrema estão concentradas sobretudo na África subsariana, onde 49% das crianças vivem em pobreza extrema, ao mesmo tempo em que 51% de todas as crianças pobres no mundo vivem nessa região.

“Segue-se o Sul da Ásia, com índice perto de 36%, com mais de 30% das crianças extremamente pobres a viver na Índia”, acrescenta o relatório.

Por outro lado, também faz diferença se a criança vive em meio rural ou urbano. Mais de uma em cada quatro (26%) das crianças em pobreza extrema vivem nas zonas rurais, enquanto nas zonas urbanas são cerca de 9%.

Conta igualmente se o país de residência vive ou não uma situação de instabilidade, sendo que 58% das crianças extremamente pobres estão em países onde há conflitos.

Agência Brasil

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Casserengue concentra o maior índice de pobreza entre os 223 municípios paraibanos

(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

Aproximadamente 87% dos paraibanos que vivem em domicílios agrícolas estão em condição de pobreza ou extrema pobreza. O dado é do Atlas da Extrema Pobreza das Regiões Norte e Nordeste do Brasil, produzido pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) com base nos dados Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Conforme o Atlas da Extrema Pobreza, dos pouco mais de 596 mil paraibanos que moram em domicílios agrícolas, residências nas quais pelo menos 67% da renda provém do setor agrícola, cerca de 328 mil vivem em condição de pobreza e outros 192 mil em estado de extrema pobreza. São considerados pobres ou extremamente pobres, os brasileiros com renda mensal de R$ 140 e de R$ 70 por pessoa, respectivamente, conforme decreto presidencial de 2011.

Entre os 223 municípios, o município de Casserengue, localizado no Agreste paraibano, foi considerado o mais pobre, conforme o Atlas da Pobreza. Completam a lista dos mais pobres: Santana de Mangueira, Gado Bravo, Cacimbas, Dona Inês, Bernardino Batista, Aroeiras, Baraúna, Bananeiras e Riachão.

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Até 60% dos domicílios de Casserengue têm renda familiar per capita de R$ 70 mensais, situação considerada de extrema pobreza. Se levado em consideração o percentual de moradores da área rural, a condição de extrema pobreza atinge até 80% dos habitantes de Casserengue. Nessa condição, Baía da Traição, no Litoral Norte também aparece na lista.

Na Paraíba, o percentual de pessoas em condição de pobreza ou de extrema pobreza em relação ao total de habitantes é de 43%. No caso apenas dos domicílio urbanos não agrícolas, onde nenhum dos residentes trabalha com agricultura, o percentual dos paraibanos extremamente pobres cai para aproximadamente 10%.

 

G1

Agricultura pode ajudar Brasil a erradicar pobreza, diz representante da FAO

agriculturaNos dias 16 e 17 de outubro são celebrados os dias Mundial da Alimentação e Internacional da Erradicação da Pobreza, respectivamente. Dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) indicam que o Brasil tem capacidade e condições de atingir a meta de erradicar a pobreza até 2030. Em 2013, o país saiu do Mapa da Fome da FAO, documento que revela que menos de 5% da população ainda vive na pobreza extrema.

Segundo o assistente do representante da FAO no Brasil, Gustavo Chianca, a agricultura pode ajudar o Brasil a cumprir a meta, mesmo com a crise econômica. “A capacidade que o Brasil tem de aumentar sua produção, dar emprego e melhorar as atividades econômicas na agricultura é muito grande”, disse Chianca.

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De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU), apesar dos avanços, quase 800 milhões de pessoas ainda passam fome no mundo.

 

Agência Brasil

Com riqueza incalculável sob seu solo, cidade da Paraíba sofre com precariedade e pobreza

pedras-preciosasO brilho, o luxo e o valor exorbitante da turmalina paraíba contrastam com a vida precária dos habitantes do distrito de São José da Batalha, berço da pedra preciosa. Como a extração é irregular, os exploradores não recolhem tributos pela utilização econômica dos recursos minerais localizados nas minas da região. Paralelamente aos lucros exorbitantes, obtidos com a extração ilegal da gema, a população do pobre município de Salgadinho (PB) convive sem qualquer contrapartida da riqueza que é usurpada de seu solo.

Segundo dados do aplicativo Identificação de Localidades e Famílias em Situação de Vulnerabilidade (IDV), do Programa Brasil Sem Miséria, do Governo Federal, 65,7% dos domicílios de Salgadinho estão localizados na zona rural. Dos 3.508 habitantes do município (Censo IBGE 2010), 815 são pessoas, de 15 anos ou mais de idade, que não sabem ler e escrever. Dos domicílios particulares permanentes, 63% têm saneamento inadequado e outros 22,2% possuem saneamento semi-adequado.

Ainda segundo o IDV, 26,3% das pessoas residentes em domicílios particulares permanentes possuem renda de até 70 reais, e 42,6% dos habitantes permanentes de Salgadinho possuem renda de até 1/4 do salário mínimo.

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“As pedras que são exibidas em eventos luxuosos por celebridades e magnatas internacionais, e que são alugadas por atrizes de Hollywood para desfilarem no tapete vermelho do Oscar, deveriam também proporcionar aos habitantes de São José da Batalha e Salgadinho o progresso social, possibilitando melhores condições de vida, direitos fundamentais básicos para o desenvolvimento do ser humano, como proclamado pela Constituição Federal e pelos tratados internacionais”, propõe o procurador da República João Raphael Lima.

Da redação com MPF

Brasil praticamente eliminou a pobreza extrema segundo Banco Mundial

pobrezaUm novo relatório do Banco Mundial – “Prosperidade Compartilhada e Erradicação da Pobreza na América Latina e Caribe” – mostra que o Brasil conseguiu praticamente erradicar a extrema pobreza. O percentual de brasileiros vivendo em extrema pobreza caiu de 10% para 4% entre 2001 e 2013. A mudança aconteceu mais rápido do que nos países vizinhos.

“De 1990 a 2009, cerca de 60% dos brasileiros passaram a um nível de renda maior. Ao todo, 25 milhões de pessoas saíram da pobreza extrema ou moderada. Isso representa uma em cada duas pessoas que saíram da pobreza na América Latina e no Caribe durante o período”, diz o relatório. O país acabou puxando para cima o desempenho da região como um todo.

 

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Os autores do estudo lembram que, até 1999, os índices de extrema pobreza no Brasil e no resto da região eram parecidos: em torno de 26%. Foi em 2012 que se observou uma redução maior no percentual brasileiro: 9,6%, ante os 12% regionais. Também chamam a atenção os indicadores de mobilidade social nesse período. Atualmente, os do Brasil ficam em terceiro lugar na região, atrás do Chile e da Costa Rica.

Segundo o estudo, o bom desempenho brasileiro se explica por três motivos. Primeiro, graças ao crescimento econômico a partir de 2001, bem mais estável que o registrado nas duas décadas anteriores. Segundo, pelas políticas públicas com foco na erradicação da pobreza, como Bolsa Família e Brasil sem Miséria.

Terceiro, pelo mercado de trabalho nacional: no período da pesquisa, aumentaram as taxas de emprego e o percentual de empregos formais (60% em 2012). O relatório ainda aponta a evolução do salário mínimo, que fortaleceu o poder decompra dos brasileiros.

O site do Banco Mundial diz que enfrentar a pobreza em meio ao atual baixo crescimento econômico é um desafio não só para o Brasil, mas para o resto da região.

“Uma reforma tributária também favoreceria os mais pobres porque, no país, muitas taxas estão embutidas nos preços dos produtos, tornando-os mais caros. Como a maior parte da renda dessas pessoas é gasta com a compra de itens básicos, o fardo dos impostos acaba pesando ainda mais”, diz o site do Banco Mundial.

Jornal do Brasil

Governo federal diz que mais de 980 mil paraibanos superaram extrema pobreza

bolsa-familiaDados divulgados pelo Governo Federal revelam que 980,8 mil paraibanos superaram a extrema pobreza. Os números são do programa ‘Brasil Sem Miséria’ e indicam que essa quantidade de pessoas que estão fora da linha da extrema pobreza é registrada por conta das alterações implantadas no Bolsa Família, sob a responsabilidade do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

O Governo Federal divulgou dados sobre a atuação de diversos programas sociais no estado. Em janeiro deste ano, por exemplo, na Paraíba foram atendidas 524,8 mil famílias. No ano passado, foi pago aos beneficiários paraibanos do Bolsa Família o total de R$ 1,1 bilhão.

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Em 2014, no total de repasses do Bolsa Família, a Paraíba só ficou atrás da Bahia (R$ 3,2 bi), do Ceará (2,1 bi) e do Maranhão (2,2 bi).

No Nordeste, estão 51% das famílias beneficiárias do Bolsa Família e 42% das famílias no Cadastro Único. Além disso, 36% dos beneficiários do BPC são nordestinos.

A queda de 57,3% no número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos em situação de trabalho infantil é destaque na região. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, houve redução de 49,8% no trabalho de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, no mesmo período.

No que se refere à inclusão produtiva urbana, até 19 de janeiro deste ano, em 140 municípios, já haviam sido registradas 49,7 mil matrículas pelo Pronatec. Uma das mais baixas taxas do Nordeste. A Paraíba ganhou apenas de Sergipe (44,7 mil) e do Piauí (41,4 mil).

De setembro a agosto de 2014, dentro do programa Crescer, foram realizadas 406,8 mil operações por cadastro único e 286,3 mil entre os beneficiários do Bolsa Família. Os programas atenderam em setembro do ano passado 28,2 mil microempreendedores individuais por cadastro único e 14,9 pelo cadastro do Bolsa Família.

O programa Água Para Todos, entre 2003 e 2014, instalou 87,6 mil cisternas para atender paraibanos com água para consumo humano. No mesmo período, para produção, foram 6 mil cisternas instaladas na Paraíba.

Ainda foi incluído nesse levantamento os números do acesso a serviço de educação no estado. O governo federal complementou recursos para creches atenderem 14,2 mil crianças com pais atendidos no Bolsa Família. No total, em 2014, foram repassados ao estado R$ 19,6 milhões.

No Nordeste, estão 51% das famílias beneficiárias do Bolsa Família e 42% das famílias no Cadastro Único. Além disso, 36% dos beneficiários do BPC são nordestinos.

A queda de 57,3% no número de crianças e adolescentes de 5 a 15 anos em situação de trabalho infantil é destaque na região. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013, houve redução de 49,8% no trabalho de crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos, no mesmo período.

Para debater as demais ações e serviços do Sistema Único da Assistência Social (Suas), o Colegiado Nacional de Gestores Municipais de Assistência Social (Congemas), com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, promove em Olinda (PE), de quinta-feira (5) até sábado (7), o Encontro Regional no Nordeste. A ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, participa da abertura oficial do evento na sexta-feira (6), a partir das 8h, no Teatro Guararapes do Centro de Convenções.

 

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MDS aponta que mais de 980 mil paraibanos saíram da linha de extrema pobreza

ministérioA Paraíba tem 980,8 mil pessoas que saíram da linha de extrema pobreza nos últimos anos. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (11), pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza (MDS) e fazem parte do Plano Brasil Sem Miséria, implantado desde 2011.

Segundo a divulgação, o plano Brasil Sem Miséria vem conseguindo estes números através de ações de educação e saúde em conjunto com o programa Bolsa Família, que atende a 525 mil famílias paraibanas. Contabilizando o pagamento do mês de dezembro, o repasse total de recursos do programa para as famílias atendidas no estado chegou a R$ 93,9 milhões em 2014, ultrapassando a marca dos R$ 27 bilhões em todo o país.

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Além do Bolsa Família, o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), com 43 mil matrículas registradas em 132 municípios paraibanos e o Água Para Todos, com 39,9 mil cisternas de água para consumo humano instaladas vem ajudando a diminuir a quantidade de pessoas em extrema pobreza no estado.

 

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