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Temer quer aprovar pelo menos idade mínima para aposentadoria, diz líder do PMDB no Senado

O líder do PMDB no Senado, Raimundo Lira (PB), relatou nesta terça-feira (7) que o presidente da República, Michel Temer, defendeu que pelo menos uma idade mínima para aposentadoria seja aprovada ainda neste governo.

Lira foi um dos 13 senadores aliados a Temer que participaram de reunião com o presidente, mais cedo, nesta terça. O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) também estiveram presentes ao encontro.

Segundo Lira, durante a reunião, Temer defendeu idade mínima de 65 anos para os homens se aposentarem e 62, para as mulheres.

Ainda segundo o senador peemedebista, o presidente da República admitiu que uma reforma mais ampla da Previdência deveria ficar para o próximo governo, que será eleito em 2018.

“O presidente acha que é importante uma agenda mínima da Previdência, como, por exemplo, a aprovação de uma idade mínima. E aí, uma reforma mais ampla, ficaria para o próximo governo”, contou Raimundo Lira.

“O presidente considera que já seria um avanço se aprovasse uma idade mínima de 65 anos para homens e 62 anos para mulheres”, acrescentou o senador paraibano.

Atualmente, é possível se aposentar sem idade mínima, com tempo mínimo de 15 anos de contribuição. A proposta original do governo previa uma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, mas a comissão especial da Câmara que analisou a proposta reduziu a idade mínima para mulheres para 62 anos.

Reunião com líderes

Durante a reunião com os líderes da base no Senado, Temer discursou por cerca de 15 minutos e, no pronunciamento, voltou a agradecer aos parlamentares o apoio do Congresso ao governo.

Embora a imprensa não tenha acompanhado o discurso, a assessoria do presidente divulgou a gravação.

Como tem feito em diversos discursos, Temer voltou fazer um balanço sobre indicadores econômicos, como geração de emprego, e sobre projetos aprovados pelo Congresso desde que ele assumiu, como a PEC do Teto e a reforma do Ensino Médio.

“Gostaria de agradecer o apoio do Congresso Nacional e dizer que, efetivamente, governamos juntos. Instituímos quase que um semiparlamentarismo ou um semipresidencialismo. Instituímos isso na prática, sem embargos de termos de fundamentação jurídica. […] Para finalizar, faço um apelo para que insistíssemos na sequência das reformas fundamentais para o país”, declarou o presidente.

Temer não citou, porém, no áudio divulgado pela assessoria, a reforma da Previdência Social.

Câmara

Nesta segunda (6), Temer recebeu, também no Planalto, líderes de partidos da base aliada da Câmara. Aos deputados, o presidente admitiu que a reforma da Previdência pode não ser aprovada “em todo o conjunto”.

O peemedebista afirmou que se empenhará para aprovação da reforma. “Embora você não consiga fazer todo o conjunto do que a reforma previdenciária propõe, mas quem sabe nós conseguimos dar o avanço, até certo ponto que permita a quem venha depois, mais adiante, fazer mais adiante uma nova revisão”, declarou aos deputados.

Em seguida, Temer disse que se o Congresso não quiser aprovar a reforma, “paciência”, e afirmou que uma derrubada da proposta não significará uma derrota do seu governo.

Segundo o colunista do G1 Valdo Cruz, após a reunião com deputados, a equipe de Temer diagnosticou que a reforma não será mais aprovada no atual governo. Segundo o Blog do Valdo Cruz, o presidente declarou que vai insistir no projeto mas que, sozinho, o governo “não tem condições de aprovar a reforma”.

A proposta sofre resistências no Congresso. O líder do PMDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP), disse que o “governo não tem votos” para aprovar uma Proposta de Emenda à Constituição – como é o projeto de reforma da Previdência – que precisa de 308 votos para ser aprovada na Câmara e 49, no Senado.

Já o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou que a reforma não avança porque os deputados “estão machucados”, após barrarem duas denúncias da Procuradoria Geral da República contra Temer.

“Nós passamos cinco meses aqui de muita tensão. Um desgaste para os deputados da base que votaram com o presidente, muito grande. Não adianta a gente negar. Os deputados estão machucados. Então, o governo precisa dar uma conversada com os líderes, dar uma reorganizada na base”, afirmou Maia.

G1

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Veneziano trata PMDB como autoritário por retaliação após votação

O deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) se pronunciou na noite desta quinta-feira (10) sobre a decisão de seu partido de suspendê-lo, e mais cinco outros parlamentares, por 60 dias, por terem votado a favor da denúncia contra o presidente Michel Temer. Segundo o paraibano, a sigla vai deixando de ser democrática e toma uma guinada para o autoritarismo. 

“Uma frase que simboliza e retrata é de um partido democrático a um partido autoritário, ou seja, desconhecer a liberdade de convencimento dos seus partidários nunca foi ato do PMDB, passou a ser neste instante. Então eu tenho a lamentar profundamente essa extrema guinada comportamental de um partido que se fez forjado a partir de lutas democráticas num partido autoritário”, disparou.

Sobre qual decisão irá tomar a partir desta medida, incluindo uma possível saída do partido, o deputado afirmou que ainda irá se reunir com os outros cinco companheiros punidos para poder se manifestar.

“Na próxima semana eu vou me reunir com demais outros companheiros para tomar uma decisão conjunta. Acho que nós devemos recorrer desta decisão, repito, que é autoritária, contraria aos princípios que regiam o PMDB. Mas eu vou esperar para me pronunciar em relação ao que vamos fazer depois de me reunir com os outros cinco companheiros. Qualquer decisão que vai ser tomada, será conjuntamente”, afirmou o deputado.

O Palácio do Planalto deve retaliar, além de Veneziano, os deputados Celso Pansera (RJ), Laura Carneiro (RJ), Sérgio Zveiter (RJ), Jarbas Vasconcelos (PE) e Vitor Valim (CE).

 

portalcorreio

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PMDB suspende por 60 dias deputados que votaram contra Temer

O PMDB decidiu suspender por 60 dias os seis deputados que votaram pela aceitação da denúncia contra o presidente Michel Temer, informou em nota nesta quinta-feira a direção do partido.

Sessão da câmara durante votação da denúncia contra Temer
Sessão da câmara durante votação da denúncia contra Temer

Foto: Lula Marques/ Agência PT

O PMDB decidiu fechar questão em relação à votação da denúncia, um fato raro no partido. Com a decisão, os parlamentares que votassem pela denúncia poderiam sofrer sanções partidárias.

Entre os seis que votaram contra Temer estão o autor do relatório pela aceitação da denúncia, derrotado na Comissão de Constituição e Justiça, Sérgio Zveiter (RJ), Celso Pansera (RJ), o ex-ministro do governo Dilma Rousseff, e Jarbas Vasconcelos (PE). Ainda foram favoráveis à denúncia Laura Carneiro (RJ), Veneziano Vital do Rêgo (PB) e Vítor Valim (CE).

Na nota, o partido informa que os seis parlamentares já foram comunicados da decisão, assim como o Conselho de Ética do partido.

Terra

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Janot pede ao STF 15 dias para investigar “PMDB da Câmara”

Horas antes de a Câmara impedir o julgamento da denúncia de Michel Temer por corrupção passiva, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), mais 15 dias de prazo para a realização de investigações no inquérito que apura o crime de organização criminosa do PMDB da Câmara ligado ao presidente.

O procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot
O procurador-geral da República do Brasil, Rodrigo Janot

Foto: Adriano Machado / Reuters

Ao final desse prazo, conforme petição encaminhada ao STF na tarde de quarta-feira, Janot pede que os autos sejam encaminhados para a Procuradoria-Geral da República (PGR) a fim de avaliar o resultado das apurações em conjunto com outro inquérito contra o presidente por obstrução de investigações.

A equipe de Janot, conforme a Reuters publicou na terça-feira, ainda não definiu se vai acusar criminalmente Temer por obstrução de investigações e organização criminosa em uma única peça ou em duas separadas. O cenário ideal, segundo uma fonte, seria uma única acusação pelos dois crimes.

Por ora, a denúncia também pode não contar com as delações que estão sendo discutidas pelo empresário Lúcio Funaro ou pelo ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Se essas colaborações forem fechadas posteriormente ao oferecimento da denúncia, fatos relatados por eles poderão ser incluídos em um eventual aditamento da acusação.

O procurador-geral trabalha para oferecer ao menos mais uma denúncia contra Temer até 15 de setembro, último dia útil de trabalho antes de deixar o comando do Ministério Público Federal.

Em uma decisão de 28 de junho, quando enviou a denúncia por corrupção passiva contra o presidente para a Câmara autorizar, Fachin já havia se manifestado a favor de investigar Temer no inquérito referente ao PMDB da Câmara por organização criminosa.

“Como consequência do desmembramento aqui deferido, nada obsta que o suposto crime de pertinência à organização criminosa, cuja suspeita inicial foi apontada em face de Michel Miguel Elias Temer Lulia e Rodrigo Santos da Rocha Loures passe a ser investigado no âmbito do Inquérito 4.327, onde se apuram suspeitas envolvendo pessoas ligadas ao cognominado ‘PMDB da Câmara dos Deputados’. Por essa razão, é de se deferir o pedido de extração de cópias do presente inquérito para juntada naqueles autos”, disse, na ocasião.

Janot, entretanto, reforçou na manifestação de quarta que –na linha do que defende a Polícia Federal– deseja que Temer e os ministros da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, sejam investigados por organização criminosa no inquérito referente ao PMDB da Câmara.

“Ocorre que o avanço nas investigações demonstrou que a organização criminosa investigada no Inquérito 4.483/STF, na verdade, ao que tudo indica, é mero desdobramento da atuação da organização criminosa objeto dos presentes autos”, disse Janot referindo-se ao inquérito 4.327.

“Por isso, no que tange a este crime específico (organização criminosa), mostra-se mais adequado e eficiente que a investigação seja feita no bojo destes autos e não do Inquérito 4.483/STF”, acrescentou o procurador-geral.

Janot esclareceu que não se trata de uma nova investigação contra o presidente, mas apenas de readequação daquela já autorizada no que concerne ao crime de organização criminosa.

Reuters

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Ex-diretor da Odebrecht confirma ao TSE que Temer pediu apoio financeiro às campanhas do PMDB

claudiomelloO ex-diretor de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho confirmou em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na noite desta segunda-feira, que participou de um jantar com o presidente Michel Temer, em 2014, no qual o peemedebista pediu apoio financeiro às campanhas do partido nas eleições daquele ano.

Em sua oitiva, que durou cerca de 40 minutos, o ex-executivo disse que o encontro ocorreu no Palácio do Jaburu, quando Temer concorria à reeleição como vice-presidente na chapa da persista Dilma Rousseff. Além dele e de Temer, participaram o então presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, o ministro Eliseu Padilha, entre outros peemedebistas.

Melo Filho confirmou o conteúdo da delação premiada que fez à Justiça em dezembro do ano passado, no âmbito da Operação Lava-Jato. “Eu participei de um jantar no Jaburu juntamente com Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha, atual ministro da Casa Civil. Michel Temer solicitou, direta e pessoalmente para Marcelo, apoio financeiro para as campanhas do PMDB em 2014”, afirmou o ex-executivo na delação. Ontem, ao depor, Melo Filho reforçou que Temer usou a expressão “apoio financeiro”e que não foi definido diretamente com ele quanto seria repassado.

Na semana passada, em depoimento ao TSE, Marcelo Odebrecht disse que doou ao PMDB, após o jantar com Temer, R$ 10 milhões. Na oitiva, Marcelo chamou Temer de “um dos caciques do PMDB” e contou que a doação foi feita para atender ao seu “grupo político” e não, necessariamente, à campanha presidencial. Na campanha de 2014, o PMDB recebeu oficialmente R$ 11,3 milhões da Odebrecht e da Braskem, braço petroquímico da construtora.

Palácio do Jaburu, local onde teria ocorrido um jantar com Temer em 2014 – Divulgação / Palácio do Planalto

Assim como o depoimento de Marcelo, as declarações de Melo Filho foram recebidas com alívio pelo Palácio do Planalto. Temer esperava que Melo Filho não avançasse em informações novas sobre o jantar e sobre doações eleitorais ao PMDB, o que se confirmou no depoimento da noite de ontem.

Mais dois ex-executivos da Odebrecht prestaram depoimento ontem no processo do TSE que pede a cassação da chapa de Dilma-Temer. Primeiro, foi a a vez de Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, apontado como o líder do departamento de propina da empreiteira. Em seguida, o relator do caso, ministro Herman Benjamin, ouviu o depoimento de Alexandrino Alencar, ex-diretor da empresa que seria ligado ao ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva.
O Globo

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Ricardo Marcelo defende consenso no PMDB ou vai partir para outra legenda

(Foto: Walla Santos)
(Foto: Walla Santos)

O deputado estadual Ricardo Marcelo confirmou que permanece no PMDB e que por hora não pretende sair do partido. Entretanto, o parlamentar disse que se não conseguir resolver as questões internas do partido irá cuidar de outra legenda.

“Por hora não pretendo de forma nenhuma sair do PMDB. Agora, se não conseguir nosso intento, aí sim que vou ter que cuidar de outra legenda”, disse o deputado.

O intento ao qual Ricardo Marcelo se refere é a união do partido. Na visão do deputado, o partido precisa ter um consenso e que a questão de ter a bancada dividida, com dois deputados na oposição e dois na situação precisa ser resolvida.

“Aqui mesmo temos a divisão do partido. Quatro deputados, a divisão com dois de um lado e dois de outro. Então essas coisas têm que ser resolvidas. Tem que ter um consenso”, disse Ricardo Marcelo.

O deputado, que é oposição ao governo, disse que ainda não sabe se o PMDB continuará na oposição. Ele defende que, na reunião da executiva marcada para os meados de fevereiro, seja definido um consenso. Caso não haja um consenso, o deputado procurará outra legenda.

clickpb

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Aliado de Temer, Eunício vence eleição e mantém PMDB no comando do Senado

Um dos caciques do PMDB e político próximo ao presidente Michel Temer, o senador Eunício Oliveira (CE) foi eleito para a presidência do Senado nesta quarta-feira (1º). Em sessão que começou por volta das 17h30, com mais de uma hora e meia de atraso em relação ao previsto, o cearense teve o apoio de 61 senadores na disputa com José Medeiros (PSD-MT), que conseguiu 10 votos. 10 senadores votaram em branco.

Todos os 81 senadores registraram presença no plenário. Um a um, eles foram convocados a votar secretamente na urna eletrônica colocada à esquerda da mesa diretora, seguindo como ordem os estados que representam.

Com a vitória de Eunício, os peemedebistas ficam por mais dois anos no cargo que já ocupam constantemente desde a redemocratização, em 1985, com duas exceções: Antônio Carlos Magalhães (PFL, 1997 a 2001) e Tião Viana (PT, outubro a dezembro de 2007).

Também foi escolhida a nova Mesa Diretora do Senado, com Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) e João Alberto Souza (PMDB-MA) como vice-presidentes e José Pimentel (PT-CE), Gladson Cameli (PP-AC), Antonio Carlos Valadares (PSB-PB) e Zezé Perrela (PMDB-MG) como secretários.

A sessão

Apesar de ser do mesmo partido do antecessor, o senador Renan Calheiros (AL), Eunício manteve, durante sua campanha, o discurso de uma gestão diferente, buscando uma conciliação entre os Três Poderes. Renan, quando chefiava o Legislativo, negou-se a cumprir uma decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) que o afastava da presidência do Senado em função de ter se tornado réu.

O mote da conciliação foi, inclusive, usado por Eunício em seu discurso no plenário minutos antes da votação. “Os desafios postos exigem liderança, maturidade, firmeza, diálogo e desprendimento. É hora de unir, não é hora de dividir. Hora de resgatar a confiança nesse Parlamento e no Estado e de reaproximar o governo do Congresso e da sociedade brasileira”, afirmou o senador, que se sentou na cadeira presidencial exatamente às 19h47.

A atenção dos colegas, porém, não estava no discurso de Eunício. Nem nas propostas apresentadas anteriormente por José Medeiros. Com a eleição praticamente selada nos bastidores, a maioria dos senadores quase não prestou atenção no que os candidatos disseram, preferindo mexer no celular e ter conversas paralelas.

Nathan Lopes/UOL

Senadores não prestaram muita atenção nos discursos de Eunício Oliveira e José Medeiros

Mais tarde, já eleito, Eunício repetiu o tom. “Digo a todos vocês, colegas que me deram a honra de presidir o Senado, que honrarei esse mandato com toda minha alma e experiência que a vida me deu”, afirmou.

“Nós, senhoras e senhores senadores, vivemos pelo entendimento, vivemos pelo consenso aqui no Congresso Nacional, no coração da democracia. Aqui, cada voto tem o mesmo peso. Aqui, a independência, a autonomia, a dignidade e os grandes interesses da nação superam todos os nossos interesses e todos os nossos outros valores. Cabe a esta Casa a missão de, nesse momento, colaborar no esforço de unir o pais num projeto comum de desenvolvimento”.

Em seu discurso de posse, além de agradecer aos votos dos senadores, Eunício Oliveira fez agradecimentos especiais ao ex-presidente Renan Calheiros e se emocionou ao falar da família, que acompanhou a cerimônia no plenário. “Aproveito para fazer um agradecimento especial a minha mulher. Por coincidência do destino, estamos fazendo hoje 37 anos de casados. Agradeço a minha mulher e aos meus filhos, tão dedicados a esse pai”, discursou. “Homem de fé que sou, agradeço a Deus o destino que ele me reservou. Um garoto nascido no interior do Ceará, sentado aqui nessa cadeira, eu tenho que agradecer a Deus”.

EUNÍCIO SE EMOCIONA AO FALAR DA FAMÍLIA

Mais tarde, em entrevista coletiva, Eunício reiterou que a ” relação com os poderes será de independência, harmonia e diálogo, desde que o diálogo não subordine um poder ao outro” e disse que que a pauta do Senado será “construída com as minorias”.

Além da votação para a presidência do Senado e da escolha da Mesa Diretora, a sessão desta tarde serviu para oficializar as novas lideranças dos partidos no Congresso. Os novos líderes são: Renan Calheiros (PMDB), Paulo Bauer (PSDB), Armando Monteiro (PTB), Omar Aziz (PSD), Vicentinho Alves (PR), Ronaldo Caiado (DEM) e Benedito de Lira (PP).

Renan Calheiros (PMDB-AL), que encerrou nesta quarta-feira sua segunda passagem pela presidência do Senado – e que a partir de agora assume a liderança do PMDB na Casa – aproveitou a sessão para destacar mudanças administrativas e aprovação de leis durante sua gestão. Ele ainda defendeu a decisão da ministra Cármen Lúcia, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), de homologar as delações da Odebrecht na Operação Lava Jato.

RENAN DEFENDE LAVA JATO E FIM DO SIGILO DAS INVESTIGAÇÕES

Em uma de suas últimas falas como presidente do Senado, Renan fez uma ode aos gastos cortados na Casa nos últimos dois anos. “Nós somos 100% transparentes”, disse Renan. “Ao longo de quatro anos, fizemos na Casa muitas mudanças. Eliminamos redundâncias, desperdicios, e conferimos organicidade administrativa. A economia foi de mais de R$ 884 milhões”.

Citado na Lava Jato

Eunício chega ao comando do Senado tendo seu nome citado na Operação Lava Jato.

Em acordo de delação premiada, o ex-vice-presidente de Relações Institucionais da Odebrecht Cláudio Melo Filho disse que a construtora pagou R$ 7 milhões a parlamentares para garantir a aprovação de uma medida provisória de interesse da companhia no Congresso. Um deles seria o peemedebista.

Nas planilhas de pagamento de propina, Eunício é identificado como “Índio”. O novo presidente do Senado disse, na época da divulgação das delações, que “jamais recebeu recursos para a aprovação de projetos ou apresentação de emendas legislativas”.

Relação com o poder

Eleito senador em 2010, Eunício já foi deputado federal por três mandatos e ministro das Comunicações do governo do petista Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2004 e 2005. Agora, ele é o terceiro na linha sucessória. Na ausência de Temer e do presidente da Câmara –que será eleito na quinta-feira (2)–, Eunício é quem assume a Presidência da República.

Com o atual governo, a relação do novo presidente do Senado é estreita. Ele foi o relator da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) do Teto, que congela o limite dos gastos públicos por 20 anos. O texto foi aprovado com o apoio de 53 senadores e apenas 16 contrários.

O tema, que gerou intensos debates na sociedade, foi considerado prioritário no início da gestão Temer. Em sua defesa, Eunício ressaltava, à época, que a PEC não limitava gastos na saúde e na educação, principal argumento dos críticos da proposta.

Agora no comando do Senado, Eunício deve colaborar com Temer, que pretende tocar reformas polêmicas, como a da Previdência, que tem previsão de passar pelo crivo dos senadores até o final do primeiro semestre.

Relembre todos os presidentes do Senado desde a redemocratização:

  • José Fragelli, PMDB, 1985-1987
  • Humberto Lucena, PMDB, 1987-1989
  • Nelson Carneiro, PMDB, 1989-1991
  • Mauro Benevides, PMDB, 1991-1993
  • Humberto Lucena, PMDB, 1993-1995
  • José Sarney, PMDB, 1995-1997
  • Antônio Carlos Magalhães, PFL, 1997-2001
  • Jader Barbalho, PMDB, fevereiro a setembro de 2001
  • Edison Lobão, PMDB, setembro de 2001
  • Ramez Tebet, PMDB, setembro de 2001 a 2003
  • José Sarney, PMDB, 2003 a 2005
  • Renan Calheiros, PMDB, 2005 a 2007
  • Tião Viana, PT, outubro a dezembro de 2007
  • Garibaldi Alves Filhos, PMDB, dezembro de 2007 a 2009
  • José Sarney, PMDB, 2009 a 2013
  • Renan Calheiros, PMDB, 2013 a 2017
Uol

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Raniery evita comentar clima no PMDB e defende que Lira pode ser unanimidade em 2018

Raniery-PaulinoO deputado Raniery Paulino está pouco à vontade para comentar sobre o clima dentro do PMDB com a explícita divisão de grupos que ocorre na legenda. Se, de um lado estão os apoiadores do governador Ricardo Coutinho (PSB), e, do outro, os que rejeitam uma nova aliança com o socialista, o deputado ressalta que o nome do senador Raimundo Lira pode ser o conciliador, uma espécie de caminho do meio em torno da união para 2018.

“Tenho maior estima ao senador Raimundo Lira. Ele tem conseguido, na Paraíba, o que poucos políticos conseguem, que é a unanimidade”, avaliou. Para Paulino, o senador peemedebista é, atualmente, “a unanimidade dentro do grupo liderado por Cássio, por Cartaxo, por Ricardo e no PMDB”. “Então pode até ser um candidato único na Paraíba, sem adversários. Pacificação geral na Paraíba em torno de Lira, é o que eu estou defendendo”.

O deputado informou que pretende se reunir com o senador e com o presidente do PMDB, José Maranhão, nos próximos dias e que isso faz parte da rotina no partido. Ele também justificou o fato de não querer dar declarações públicas sobre as questões internas do partido porque “o momento não ajuda”. E ainda destacou o encontro que será promovido no próximo dia 20, em João Pessoa. “Já houve a convocação e, a partir daí, deve haver uma sinalização neste sentido”.

Em relação ao encontro promovido pelo senador Raimundo Lira na quinta-feira (12) com os deputados federais Hugo Motta, Veneziano Vital do Rêgo e André Amaral e com o deputado estadual Nabor Wanderley, Raniery considerou a reunião natural, mas ressaltou que desconhece a pauta. “Eu acho que um encontro entre companheiros do mesmo partido é normal, faz parte do espírito partidário. Não vejo nada de estranho disso. A pauta eu desconheço, vi só a foto, que eu achei muito boa. Inclusive cabe mais gente nela”, disse. Questionado sobre quem mais poderia ter participado do encontro, o deputado declarou que “todo o partido, que não tem dificuldade de se encontrar. De minha parte não”.

blogdogordinho

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Após encontro de Lira, Maranhão convoca reunião da executiva estadual do PMDB

maranhãoA crise no PMDB da Paraíba parece estar longe de um final. Poucos minutos após o fim de reunião da Bancada do PMDB, envolvendo o senador Raimundo Lira, os deputados federais Veneziano Vital do Rêgo, Hugo Motta e André Amaral, além do deputado estadual Nabor Wanderley, no qual acertaram uma comunicação maior com o governador Ricardo Coutinho, o presidente da legenda no Estado, senador José Maranhão, convocou uma reunião da executiva estadual para o próximo dia 20.

Diferentemente do posicionamento tomado pela bancada, de aproximação com o governador Ricardo Coutinho, Maranhão defende a manutenção da aliança que o PMDB realizou ano passado juntamente ao PSD, o PSDB e o PP – grupo oposicionista do governador.

CONVOCAÇÃO

O Presidente Estadual do PMDB da Paraíba, Senador José Maranhão, vem por meio deste, convocar vossa excelência, para reunião da executiva estadual do PMDB, para tratar de assuntos do interesse do partido.

A reunião será realizada na próxima sexta-feira, dia 20/01/2017, a partir das 09h30, na sede do PMDB, em João Pessoa.
Caso haja impossibilidade do comparecimento, justificar ao partido.

João Pessoa-PB, 12 de Janeiro de 2017.
SENADOR JOSÉ MARANHÃO
Presidente Estadual do PMDB da Paraíba

Da redação

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“Não fui convidado”, conta Veneziano sobre confraternização do PMDB; Maranhão nega

veneO deputado federal Veneziano Vital do Rêgo (PMDB) afirmou nesta quinta-feira (29) que não foi convidado para festa de confraternização do PMDB da Paraíba, comandada pelo presidente estadual do partido, senador José Maranhão.

“Ali não foi uma confraternização do PMDB, eu lastimo pela falta de cortesia, em não fazê-lo em relação a outros quadros do PMDB e lastimo profundamente porque é mais ou menos o retrato do que foi o PMDB nesse ano de 2016”, criticou.

Já Maranhão negou que o convite não tenha sido feito ao parlamentar. Segundo sua assessoria de comunicação, ligações foram feitas a Veneziano, que não teria atendido os telefonemas. Ainda de acordo com a assessoria, um convite foi enviado ao deputado pelo Whatsapp.

Veneziano contou que ficou surpreso com a confraternização, porque segundo ele, “havia muito menos peemedebistas do que integrantes de outras legendas”.

“Parece-me que a confraternização de ontem não foi do PMDB. não fui convidado, não sei se é porque sabidamente os integrantes do PMDB que o conduzem não se sentiriam a vontade em convidar por saber que o ambiente não seria o mais adequado para que lá nós estivéssemos”, disse fazendo referência a seus adversários políticos que participaram da confraternização, como o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) e os deputados federais Rômulo Gouveia (PSD) e Pedro Cunha Lima (PSDB).

A confraternização do PMDB aconteceu na noite dessa quarta-feira (28), no restaurante Gulliver Mar, na orla de João Pessoa. O jantar oferecido por Maranhão foi marcado pela presença políticos que fazem oposição ao governador Ricardo Coutinho (PSB). Além de Cássio, Pedro e Rômulo, estavam presentes o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSDB), e o vice-prefeito diplomado Manoel Júnior (PMDB).

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