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Projeto de lei obriga SUS realizar cirurgia plástica reconstrutiva de lábio leporino

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou na terça-feira (10) parecer favorável a um projeto de lei que obriga o Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar cirurgia plástica reconstrutiva de lábio leporino ou fenda palatina. O texto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).

O PL 3.526/2019 estabelece que o SUS, por intermédio de sua rede de unidades públicas ou conveniadas, é obrigado a prestar serviço gratuito de cirurgia plástica reconstrutiva e de tratamento pós-cirúrgico, abrangendo as especialidades de fonoaudiologia, psicologia e ortodontia, bem como de outras intervenções necessárias para a recuperação integral do paciente.

Autor do projeto, o deputado Danrlei de Deus Hinterholz (PSD-RS) alega que são registrados 5,8 mil casos de bebês com fissuras labiopalatais todos os anos no Brasil e, na prática, menos da metade dos recém-nascidos são atendidos pelo SUS.

Segundo o relator, senador Otto Alencar (PSD-BA), a falta de atendimento adequado aos recém-nascidos acarreta problemas na alimentação e na fala dos indivíduos, prejudicando seu desenvolvimento físico, psicológico e social.

“A consequência econômica disso é a subutilização do potencial humano de parcela não desprezível da população, com efeitos deletérios sobre a geração de riqueza e, por extensão, sobre a arrecadação tributária, afetando a sustentabilidade das contas públicas”, argumenta em seu voto.

Custos

Ainda conforme a relatoria, o ônus do atendimento obrigatório aos pacientes será repartido entre União, estados, Distrito Federal e municípios, a quem compete financiar a provisão de serviços de saúde pelo SUS. As correções desses defeitos congênitos se enquadram como serviços de saúde de média e alta complexidade.

“Especificamente no caso da União, existe dotação orçamentária de R$ 49,1 bilhões na Lei Orçamentária Anual de 2019 para cobrir a Ação 8585 (Atenção à Saúde da População para Procedimentos em Média e Alta Complexidade). Isso implica que a União pode ajustar a alocação de recursos na área da saúde para cumprir as disposições do projeto sem a elevação global de despesas, de modo a não impactar adversamente o cumprimento do limite de despesas primárias do Poder Executivo federal no âmbito do Novo Regime Fiscal, instituído pela Emenda Constitucional 95, de 2016”, explica o relator.

Otto Alencar disse ainda que a iniciativa é correta e que a cirurgia não é uma questão de estética, mas corrige um problema que atrapalha muito os pacientes.

— Não é uma cirurgia plástica. Às vezes a pessoa pensa que a fenda palatina é só uma cirurgia plástica. Não é. Dificulta a alimentação, causa uma série de problemas para  as pessoas que são portadoras. Portanto, é uma necessidade do paciente fazer a cirurgia — disse o senador, que também é médico.

 

clickpb

 

 

Vítimas de explosão em fábrica passam por cirurgia plástica e estão em estado grave

traumaO Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena confirmou, na manhã desta terça-feira (7), que é grave o estado de saúde das vítimas da explosão em uma fábrica na cidade de Sousa (Sertão do estado, a 427 km de João Pessoa) transferidas para a Capital.

De acordo com boletim médico, as vítimas de queimadura passaram por cirurgia plástica e permanecem internadas na unidade de saúde. Três trabalhadores da fábrica, homens de 50, 38 e 36 anos, estão em estado grave. A quarta vítima transferida para João Pessoa, um homem de 35 anos, tem quadro clínico considerado gravíssimo pela equipe médica.

A explosão em uma caldeira da fábrica de gênero alimentício Vó Ita Frios aconteceu na manhã dessa segunda-feira (7) e duas pessoas morreram ainda no local. “Devido à força da explosão, os funcionários foram arremessados e morreram na hora. Parte de estrutura da fábrica foi destruída”, informou o sargento Damião Bernardo, do 6º Batalhão de Bombeiros Militar, ao Portal Correio.

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Estima-se que pelo menos outras 19 pessoas tenham ficado feridas. Os quatro feridos em maior gravidade tiveram que ser transferidos para o Trauma de João Pessoa, enquanto os outros foram atendidos no Hospital Regional de Sousa.

 

Portal Correio

Mulheres contam como a plástica vaginal mudou suas vidas

Getty Images
Getty Images

A fisioterapeuta Luana*, 29 anos, percebeu, ainda na adolescência, por volta dos 14, que os pequenos lábios de sua vagina cobriam os grandes lábios, o que é incomum na anatomia do corpo feminino. Por causa do tamanho aumentado do órgão, sempre que fechava as pernas ela sentia um incômodo.

A hipertrofia dos pequenos lábios vaginais, como é chamado o problema, sempre foi motivo de constrangimento para a fisioterapeuta, que não se sentia confortável em se trocar na frente das amigas nem da própria mãe. Conversar sobre o assunto, então, era impossível. “Quando eu usava biquíni, ficava o tempo todo preocupada, porque marcava a calcinha. Mas nunca tive coragem de falar sobre essas questões com ninguém. Só consegui me abrir com o meu marido e com a minha médica”, diz.

“Muitas mulheres têm receio de aparecerem nuas na frente do companheiro, o que pode atrapalhar bastante o relacionamento”, explica a cirurgiã plástica Eliane Hwang Dietrich, que atua no hospital São Cristóvão e no Hospital São Paulo da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo).

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Era o que acontecia com Luana que, durante as relações sexuais, preferia manter as luzes apagadas. “No momento em que meu marido me olhava, eu ficava envergonhada. Não conseguia me sentir à vontade”, afirma. “Eu cheguei a descartar a hipótese de ter um parto normal, quando engravidasse, por vergonha de ficar muitas horas em uma posição em que todos olhariam para a minha vagina”, declara.

Para acabar com tanta insatisfação, há três meses ela passou por uma cirurgia plástica e reduziu os pequenos lábios. Agora, prepara-se para engravidar.

Não é só estética

Outra queixa das mulheres com hipertrofia dos pequenos lábios é a dor durante a relação sexual. O incômodo ocorre por causa do excesso de pele pode entrar no canal vaginal durante a penetração. Era esse o caso da psicóloga Leila*, 46 anos, que realizou a cirurgia para a redução dos pequenos lábios há nove meses. “Machucava durante a relação e também quando eu ficava muito tempo sentada. Em viagens longas, por exemplo, eu chegava ao destino toda dolorida. Eu tinha de ajeitar o lábio para dentro para amenizar”, diz.

Leila percebeu a hipertrofia aos 25 anos, após uma consulta ginecológica. Na época, a descoberta não a incomodou. No entanto, com o passar dos anos, a pele da região íntima tornou-se mais flácida e aumentou de tamanho. Foi aí que ela resolveu operar.

Com a advogada Maísa*, 54 anos, ocorreu algo parecido. Ela notou o tamanho avantajado dos pequenos lábios ainda na adolescência, mas, inicialmente, não se incomodou. “Naquele tempo, não se falava sobre isso. Eu simplesmente não sabia que poderia melhorar o aspecto da minha vagina”, diz. Mas, conforme ela foi envelhecendo, os pequenos lábios aumentaram mais e escureceram um pouco.

“Os ginecologistas diziam que era besteira operar e o meu marido também nunca se importou. Mas aquilo me incomodava e, por isso, eu insisti na cirurgia plástica”, conta Maísa, que fez o procedimento há três semanas.

Rápido e quase indolor

A operação plástica que reduz o tamanho dos lábios vaginais chama-se ninfoplastia e é considerada simples. Exige apenas anestesia local e sedação. “Fazemos pontos que caem sozinhos e a cicatriz é quase imperceptível. Geralmente, após um mês, a mulher pode voltar a ter relações sexuais”, diz o cirurgião plástico Luis Henrique Ishida, diretor da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

“O incômodo após a cirurgia praticamente não existe, se comparado ao bem-estar que a mudança provoca”, diz Maísa. Luana concorda. Uma semana após o procedimento, a fisioterapeuta já estava trabalhando e, 45 dias depois, retomava a atividade sexual com o marido. Dessa vez, com a luz acesa. “Para o meu marido não mudou nada, mas, para mim, mudou muito. Eu me sinto melhor, mais confiante e segura”, diz a fisioterapeuta.

 

Uol

Lipoaspiração volta a ser cirurgia plástica mais realizada no Brasil

LipoaspiraçãoA lipoaspiração desbancou a prótese de silicone e voltou a ser a cirurgia plástica mais popular no Brasil. Ela já tinha ocupado o posto de campeã em 2004, caiu em 2007 e voltou a liderar em 2011.

Em quatro anos, o número de cirurgias plásticas no país quase dobrou: passou de 629.287, em 2008, para 905.124, em 2011 –um aumento de 43,9%.

Os dados, obtidos com exclusividade pela Folha, são de pesquisa da Isaps (Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética), em conjunto com a SBCP (Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica), que será divulgada hoje.

Em 2011, foram feitas 211.108 lipos contra 91.800 em 2007–um aumento de 130%. No mesmo período, foram 148.962 cirurgias de aumento de mama (um crescimento de 54,5%).

Segundo Carlos Oscar Uebel, presidente da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica, uma das razões pelas quais a lipo ultrapassou as cirurgias de mama foi a preocupação gerada pelos implantes de silicone rompidos das marcas PIP e Rofil.

“Essa retração aconteceu não só no Brasil mas também na França, Itália e Espanha, países onde essas próteses eram bastante usadas. As mulheres ficaram reticentes.”

Segundo dados do Ministério da Saúde, 88 mulheres tiveram que trocar as próteses no SUS no ano passado.

MORTES

Ao mesmo tempo em que se populariza, a lipo também acumula mortes, muitas vezes atribuídas à imperícia profissional ou à falta de condições do local onde é feita.

Por ano, oito pessoas morrem no país durante o procedimento, segundo a Isaps. A SBCP ainda prepara um levantamento do número de mortes e das possíveis causas associadas a elas.

Para José Horácio Aboudib, presidente da SBCP, a banalização do procedimento é a principal responsável por mortes e outros problemas.

“A lipo é feita por muitos médicos que não são cirurgiões plásticos e que não receberam treinamento adequado. O local também é negligenciado. Você não vê paciente morrendo no Einstein, no Sírio ou em outros hospitais de ponta.”

Para Carlos Uebel, as mortes preocupam mas são poucas em relação ao número de procedimentos realizados. “Temos um dos menores índices do mundo, mas é um problema sério: 85% das denúncias [de mortes ou intercorrências] que chegam ao Cremesp [Conselho Regional de Medicina] são de médicos que não têm especialidade em cirurgia plástica.”

Ele explica que a lipo tem limitações nem sempre respeitadas. “Eles podem ultrapassar os 5% [de retirada de gordura] do peso corporal, operam fora do ambiente hospitalar e sem a presença do anestesista. É uma técnica muito segura, desde que feita adequadamente.”

VICE-CAMPEÃO

Em números absolutos, o Brasil é vice-campeão mundial em cirurgia plástica. Só perde para os Estados Unidos, que realizou 1,1 milhão de procedimentos em 2011.

“Se levarmos em consideração a população total dos dois países, veremos que o número de cirurgias per capita em ambos é muito próximo, apesar do poder aquisitivo dos americanos ser muito superior”, afirma Aboudib.

Outra novidade da pesquisa ficou por conta da blefaroplastia (correção das pálpebras), que teve um aumento de 120%. “Os homens também têm feito muitas cirurgias de pálpebras. Elas começam a pesar e isso dificulta a leitura”, diz Aboudib.

Folha de São Paulo

Clínica Escola de Campina Grande realiza primeira cirurgia plástica estética

 

A Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande, FCM-CG, realizou neste mês, a primeira cirurgia plástica estética na Clínica Escola. O procedimento cirúrgico realizado foi a blefaroplastia superior, que compreende a remoção do centro da pálpebra. Na última quarta-feira, 18, a paciente Elza dos Santos Silva fez a primeira consulta de avaliação.

“Agradeço a FCM e aos profissionais da Clínica Escola, eles me ajudaram bastante. Provavelmente eu não teria condições financeiras para fazer a cirurgia, então foi muito bom. As pessoas que trabalham aqui são muito atenciosas. Estou me sentido mais feliz”, afirmou.

Segundo o cirurgião plástico-ocular, Bruno Furtado Carneiro de Cunha, os benefícios para a paciente foram irrefutáveis. “A cirurgia resolveu uma restrição de campo esférico superior, proporcionando um ganho estético e o aumento da auto-estima da paciente”, disse.

O médico-residente, Dorgival José de Araújo, destacou a importância que a IES assume ao realizar cirurgias dessa natureza e o ganho educacional por ter acompanhado o procedimento cirúrgico. “Futuramente, com mais procedimentos cirúrgicos como o realizado, a Clínica poderá se tornar uma referência na área de cirurgia plástica. Para mim, a vivência foi única, até então nunca tinha presenciado um procedimento como esse, não tinha tido a oportunidade”, finalizou.


ASCOM Cesed – Facisa/FCM/Esac para o Focando a Notícia