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Funcionário de padre planejou roubo de dinheiro da Romaria da Penha, conclui Polícia Civil

Marcelo trabalhava na casa do padre há 7 anos
Marcelo trabalhava na casa do padre há 7 anos

A Polícia Civil da Paraíba elucidou o roubo do dinheiro oriundo da arrecadação da Romaria de Nossa Senhora da Penha do ano passado e concluiu que o mentor intelectual do crime foi Marcelo Dantas, 28 anos, que trabalhava na casa paroquial, de onde cerca de R$ 40 foram levados, no dia 25 de novembro de 2013. Além de Marcelo quatro foram presos nesta terça-feira (18), durante a operação ‘Sétimo Mandamento’.

“Durante o período investigativo constatou-se que Marcelo arquitetou todo o plano. Ele sabia da movimentação da casa paroquial porque ele trabalhava há 7 anos no local fazendo serviços no imóvel. Ele foi acolhido pelo padre em uma dos projetos sociais”, disse o delegado Wagner Dorta, Superintendente da Polícia Civil na Região Metropolitana de João Pessoa.

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Dorta revelou que foram necessários pouco mais de dois meses para os agentes da Delegacia de Roubos e Furtos, sob o comando do delegado Aldrovilli Grisi, concluírem o inquérito policial. Imagens de circuito de câmeras e depoimentos de testemunhas foram fundamentais a prisão da quadrilha. Dois carros foram apreendidos. O dinheiro não foi recuperado.

Foram presos Marcelo Dantas, 28, Leonardo Lins de Oliveira Lima, 30, Anderson de Lima Silva Fonseca, 32, Anderson Karlos Alves da Nóbrega, 28, e Elias Noberto de Sousa Filho, 31 anos, que é irmão de um traficante que está preso em um presídio federal. Os presos serão levados para a Penitenciária Desembargador Flósculo da Nóbrega, o Presídio do Roger, da Capital paraibana.

Os suspeitos foram presos em João Pessoa, nos bairros de Mangabeira, Oitizeiros e Geisel. “A operação foi vitoriosa e as investigações foram bem conduzidas pelo delegado Aldrovilli Grisi. Todos os suspeitos presos e o inquérito está encerrado”, concluiu Wagner Dorta.

À época, a Pastoral de Comunicação informou que o padre e algumas mulheres foram trancados em um banheiro, enquanto um dos bandidos ficou na porta da casa e o outro concluía o assalto. Além de roubar o dinheiro arrecadado na Romaria, os bandidos ainda levaram valores que estavam guardados em um cofre e serviriam para pagar outras despesas.

Quatro, dos cinco presosFoto: Quatro, dos cinco presos
Créditos: Portal Correio

Delegado: batalhão inteiro planejou morte de juíza por vingança

Patricia AcioliO delegado Filipe Ettori, que comandou o inquérito de investigação do assassinato da juíza Patrícia Acioli, deu detalhes da participação dos três policiais militares que estão sendo julgados nesta terça-feira pelo crime no 3º Tribunal do Júri de Niterói (RJ). Segundo ele, todos tiveram participação direta no homicídio, junto com o PM Sérgio Costa Júnior, que já foi condenado. O delegado afirmou que o batalhão inteiro planejou o assassinato da juíza por vingança, já que ela havia ordenado a prisão de todos por crimes em São Gonçalo.

Ettori afirmou que todos os agentes do Grupo de Ações Táticas e Especiais (Gate) do 7º Batalhão de Polícia Militar (BPM), ao qual pertenciam Jeferson de Araujo Miranda, Júnior Cezar de Medeiros e Jovanis Falcão Junior, aceitaram abrir mão de suas partes em “espólios de guerra” (dinheiro de extorsão a traficantes, apreensões, propinas) para pagar os colegas que praticaram o crime. Nas casas dos três, foram encontradas provas da participação direta no assassinato.

Segundo o delegado, na casa de Medeiros foram encontrados R$ 23 mil em dinheiro e R$ 10 mil em cheques, enquanto na residência de Falcão havia cocaína, maconha, as chaves das duas motos utilizadas no crime. Na casa de Miranda, a polícia encontrou uma touca ninja e capacetes.

“Todos os agentes do Gate respondiam a processos na vara da juíza por homicídios praticados em autos de resistência. Eles atuavam em 20 comunidades de São Gonçalo, e toda a guarnição foi presa no início de 2011 pela juíza, o que estremeceu de vez a relação dos policiais com Patrícia. O comandante do batalhão retirou sua escolta e em março eles começaram a planejar seu assassinato, que em princípio seria cometido por uma milícia, o que não foi efetivado”, explicou o delegado.

Um carro e as motos, além das armas usadas no crime, foram compradas pelos três com o dinheiro das extorsões dos traficantes. Antes de cometerem o assassinato, eles fizeram duas tentativas de matar a juíza – mas, em uma delas, Jeferson, que estava no Fórum controlando a saída de Patrícia, dormiu. Na outra, Patrícia não foi a uma reconstituição de crime em que era esperada. As motos e as armas foram apreendidas em Jacarepaguá, perto da residência de um dos acusados.

Imagens de câmeras de segurança de um estabelecimento comercial filmaram os acusados no carro do comandante do Gate, Daniel dos Santos Benitez, que também foi visto no condomínio da juíza no momento do assassinato. As antenas dos celulares deles também comprometeram os policiais, já que emitiram sinal da região no mesmo horário

O assassinato de Patrícia Acioli
Patrícia foi morta com 21 tiros em agosto de 2011, quando chegava em casa, em Piratininga, Niterói. O caso teve a primeira condenação em dezembro do ano passado, quando o cabo da polícia militar Sérgio Costa Junior, réu confesso, foi sentenciado a 21 anos de prisão. Ele admitiu ter atirado 15 vezes na juíza e obteve a delação premiada, que diminuiu em 15 anos a sua pena.

A Justiça ainda não tem data para os julgamentos dos dois principais acusados do crime: o tenente-coronel Cláudio Luiz Silva de Oliveira, que comandava o 7º BPM (São Gonçalo) na época do assassinato e teria sido o mandante do crime, e o tenente Daniel dos Santos Benitez, que chefiava diretamente o grupo de PMs acusados do crime.

 

 

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