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Pizzolato se entrega à Justiça da Itália após decisão sobre extradição

PizzolatoO ex-diretor de marketing do BB,Henrique Pizzolato se entregou à Justiça italiana nesta quinta-feira (12), após a Corte de Cassação de Roma ter decidido por extraditá-lo, de acordo com informações do Bom Dia Brasil. Ele se entregou na cidade de Maranello.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do mensalão do PT. Segundo o Supremo Tribunal Federal (STF), ele cometeu os crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

A decisão sobre a extradição para o Brasil, divulgada pela Corte também nesta quinta, será agora política e irá para o Ministério da Justiça da Itália, que tem até três semanas para decidir. A Corte de Cassação acatou recurso do governo brasileiro e do MInistério Público da Itália, contra sentença da corte de Bolonha do ano passado que negou a extradição.

A Advocacia-Geral da União informou em seu site que o governo brasileiro foi oficialmente notificado da decisão da corte italiana às 7h, no horário de Brasília.

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Histórico
Em 2013, quando o STF se encaminhava para rejeitar os últimos recursos da defesa e determinar a execução da sentença do mensalão, Pizzolato, que tem cidadania italiana, fugiu para a Itália.

Ele foi preso na cidade de Maranello em fevereiro de 2014 por portar documento falso. Depois, foi solto em 28 de outubro, quando a Corte de Bolonha negou sua extradição e permitiu que ele respondesse em liberdade. No mês seguinte, a Advocacia-Geral da União (AGU) do Brasil apresentou o recurso contra a decisão.

Na sessão desta quarta na Corte de Cassação, a defesa de Pizzolato usou como argumento o caso do ativista italiano Cesare Battisti, que teve o pedido de extradição para a Itália negado pelo Brasil. A defesa do ex-diretor do BB apela para o princípio da reciprocidade, em que a Itália deveria tomar a mesma decisão tomada pelo Brasil. Isso, entretanto, não foi aceito pela Justiça.

Tratamento adequado em presídios
No recurso apresentado pela AGU em novembro do ano passado à Corte de Bolonha, o governo brasileiro busca demonstrar, em 62 páginas de argumentação, que não há motivo concreto e específico para supor que Pizzolato estará sujeito a tratamento que viole seus direitos fundamentais. Segundo a AGU, o Brasil apresentou provas de que Pizzolato terá tratamento adequado enquanto cumprir pena em território brasileiro.

O Brasil também apresentou no recurso garantias de que não houve episódio de violência durante a execução da pena dos condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento do mensalão.

Ainda que a Justiça italiana decida favoravelmente à extradição de Pizzoalato, o governo da Itália pode se recusar a extraditá-lo, já que ele tem dupla cidadania. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais.

‘Inocência no mensalão’
Pizzolato alega inocência no processo do mensalão, afirmando que pagamentos do Banco do Brasil para agências de Marcos Valério foram autorizados para serviços efetivamente prestados. A denúncia que levou à sua condenação dizia que recursos oriundos do Fundo Visanet administrados pelo banco serviram para abastecer o esquema de compra de apoio político.

G1

Justiça da Itália nega extradição de Pizzolato, condenado pelo mensalão

PizzolatoA Justiça da Itália negou, nesta terça-feira (28), o pedido do governo brasileiro para que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão, seja extraditado para o Brasil.

O governo brasileiro pedia que ele fosse extraditado para cumprir a pena de 12 anos e 7 meses de prisão no Brasil. Pizzolato foi condenado por crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

O Brasil poderá recorrer da sentença. O Ministério da Justiça disse que não vai se pronunciar sobre a decisão da Justiça italiana.

Alessandro Silvelli, advogado de defesa de Pizzolato, declarou que o ex-diretor do Banco do Brasil não entendeu a sentença assim que ela foi lida. “Ele está desorientado. Sua saúde está melhor. Pode ser que esta noite ele volte à cadeia em Modena e somente amanhã a sua casa, mas não temos certeza ainda”. Silvelli afirmou que “não foi permitido o recolhimento de provas para uma investigação paralela” e que pesou sobre a decisão do juiz “a denúncia sobre as condições das prisões no Brasil”.

Pizzolato ainda responde a processo por ter entrado na Itália usando documento falso, mas pode responder em liberdade. A Justiça ainda vai divulgar por que negou a extradição do brasileiro, que também é cidadão italiano.

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O julgamento do pedido foi realizado na Corte de Apelações do Tribunal de Bolonha. Pizzolato, que está detido no presídio Sant’Anna di Modena, na cidade italiana de Modena, chegou por volta das 10h locais (7h de Brasília) ao tribunal, onde acompanhou a audiência. Ele foi transferido em um veículo da Polícia Penitenciária.

A sessão começou às 11h locais (8h de Brasília) e foi suspensa às 15h locais (12h de Brasília). Nesse horário, os juízes responsáveis entraram em uma sala reservada para tomar sua decisão.

 

O julgamento do pedido teve início em 5 de junho, mas as juízas responsáveis pelo caso concederam na época um prazo para que a defesa de Pizzolato analisasse documentos apresentados pelo Ministério Público Federal sobre as condições dos presídios brasileiros.

O Ministério Público da Itália havia se posicionado de forma favorável à extradição no primeiro semestre deste ano.

Em maio, a Justiça do país europeu havia rejeitado o pedido da defesa para que ele pudesse aguardar em liberdade a decisão sobre o processo de extradição.

O caso é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano, que tem a decisão final, poderia se recusar a extraditá-lo, mesmo com aprovação da Justiça. No entanto, ao contrário do Brasil, não há proibição na legislação italiana para a extradição de nacionais.

Defesa e acusação
Os advogados do condenado no mensalão alegaram à Justiça italiana que as cadeias no Brasil apresentam condições “degradantes”, que violam o princípio da dignidade humana.

saiba mais

O ex-diretor do BB fugiu do Brasil para não ser preso, mas acabou sendo capturado em Maranello, na Itália, por uso de documento falso em fevereiro deste ano.

De acordo com a Procuradoria-Geral da República, o procurador Eduardo Pellela está desde a última sexta (24) na Itália e irá acompanhar o julgamento. Nesta segunda (27), ele se reuniu com procuradores italianos, para trocar informações sobre o processo.

Em entrevista coletiva em julho deste ano, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o Brasil apresentou à Justiça italiana documentos que comprovam que o presídio da Papuda, no Distrito Federal, e as penitenciárias de Santa Catarina, onde o Pizzolato tem domicílio, têm condições de abrigar o ex-diretor do Banco do Brasil em condições que “respeitam os direitos humanos”.

“Uma das linhas de defesa era dizer que os presídios brasileiros não têm condições de receber o preso. Como o réu também tem direito de cumprir pena em presídios próximos ao domicílio, pedi que indicassem dois presídios em Santa Catarina. Fizemos relatório sobre esses dois presídios para demonstrar que, no cumprimento da pena, não havia ofensa aos direitos humanos”, disse Janot.

 

Paolo Tomassone

Decisão sobre extraditar Pizzolato ‘não será política’, afirma embaixador

O embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombetta, em seu gabinete, em Brasília (Foto: Fabiano Costa/G1)
O embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombetta, em seu gabinete, em Brasília (Foto: Fabiano Costa/G1)

Embora o governo brasileiro tenha recusado, em 2010, a extradição do ex-ativista de esquerda italiano Cesare Battisti, o embaixador da Itália no Brasil, Raffaele Trombetta, afirmou ao G1 que a análise do pedido de extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, marcada para 5 de junho, “não será política”. O diplomata assegurou que a solicitação brasileira será apreciada pelas autoridades da Itália exclusivamente com base em critérios “jurídicos”.

Condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 12 anos e 7 meses de prisão no julgamento do processo do mensalão, Pizzolato fugiu para a Itália a fim de tentar escapar do cumprimento da pena, mas acabou preso pela polícia italiana em 5 de fevereiro, com base em um mandado de prisão internacional expedido pela Interpol. Desde então, ele aguarda em um presídio de Modena, no norte da Itália, uma definição sobre se será extraditado para o Brasil ou se poderá permanecer na Itália, como reivindicou à Justiça italiana.

Quero ressaltar que [a decisão de extraditar ou não Pizzolato para o Brasil] não vai ser uma decisão política. Será com base apenas em elementos jurídicos. Não tem nada de [influência] política, pelo menos para a Itália.”
Raffaele Trombetta, embaixador da Itália no Brasil

“Quero ressaltar que [a decisão de extraditar ou não Pizzolato para o Brasil] não vai ser uma decisão política. Será com base apenas em elementos jurídicos. Não tem nada de [influência] política, pelo menos para a Itália”, afirmou Trombetta em entrevista ao G1 na sede da embaixada italiana em Brasília.

A defesa de Pizzolato alegou ao tribunal de Bologna, responsável pelo julgamento do caso, que os presídios brasileiros não têm “condições dignas”. A apelação do ex-dirigente do banco público levou a corte italiana a questionar o Ministério Público do Brasil sobre a situação das penitenciárias do país.

Na ocasião, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo e ao Ministério da Justiça indicações de presídios que respeitem os direitos humanos. Mas Janot  ainda não recebeu resposta para enviar ao tribunal italiano.

Pedido de extradição
Na tentativa de repatriar Henrique Pizzolato ao Brasil para que ele cumpra a pena pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, o governo federal encaminhou ao Executivo italiano um pedido de extradição.

O processo é polêmico porque o ex-diretor do Banco do Brasil tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo da Itália pode se recusar a extraditá-lo.

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O embaixador da Itália disse que, ao contrário do que prevê a Constituição brasileira, a carta italiana não opõe restrições à eventual extradição de um de seus cidadãos.

O Ministério Público italiano já se manifestou a favor da extradição de Pizzolato, mas a decisão final será tomada pelo tribunal de Bologna em audiência marcada para o dia 5 de junho. Na ocasião, a corte poderá decidir pedir mais informações antes de analisar o caso. Pizzolato poderá recorrer ao próprio Judiciário de eventual decisão pela extradição.

Segundo Raffaele Trombetta, caberá ao Executivo italiano apenas chancelar a posição da Justiça após ser expedida a sentença sobre o caso.

“Não é uma decisão que caiba à embaixada ou ao governo italiano. É a Justiça italiana que tem de considerar todos os aspectos”, explicou o diplomata.

“Ainda que o ato final seja assinado pelo ministro da Justiça [da Itália], será feito somente com base em elementos jurídicos, não políticos. Do ponto de vista italiano, não é um assunto político”, declarou.

A Itália não aceitou e ainda não aceita o que aconteceu no caso Cesare Battisti. Não aceita que ele agora possa ser um homem livre aqui no Brasil. É claro que não gostamos disso.”
Raffaele Trombetta, embaixador da Itália no Brasil

Na última quarta (30), o procurador-geral da República anunciou que o Ministério Público brasileiro vai dar suporte ao advogado italiano que o governo do Brasil vai contratar para defender junto à Justiça do país europeu o retorno de Pizzolato.

Efeito Battisti
Mesmo garantindo imparcialidade na análise do caso do único fugitivo do mensalão, o embaixador disse que o governo italiano ainda não “aceita” a decisão do Palácio do Planalto que negou a extradição do ativista Cesare Battisti à Itália sob a justificativa de “fundado temor de perseguição”.

“Quero ressaltar que a Itália não aceitou e ainda não aceita o que aconteceu no caso Cesare Battisti. Não aceita que ele agora possa ser um homem livre aqui no Brasil. É claro que não gostamos disso”, afirmou.

O imbróglio envolvendo a extradição do ativista para o país europeu se transformou em uma das maiores polêmicas da diplomacia brasileira durante o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Condenado à prisão perpétua na Itália pela autoria de quatro assassinatos na década de 1970, Battisti foi preso no Rio de Janeiro em 2007. Dois anos depois, a despeito dos apelos do governo italiano para extraditá-lo, o então ministro da Justiça, Tarso Genro, concedeu refúgio ao ex-ativista de esquerda.

No último dia de seu governo, Lula acatou parecer elaborado pela Advocacia Geral da União (AGU) que recomendava a manutenção de Battisti em território brasileiro. Em 2011, ao analisar recurso do Executivo italiano, o STF decidiu, por seis votos a três, manter a decisão do ex-presidente da República de negar a extradição. No dia seguinte ao julgamento, o ex-ativista foi libertado do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.

Indagado se o desfecho do caso Battisti pode influenciar a futura decisão italiana em torno do pedido de extradição de Pizzolato, o embaixador foi taxativo: “De jeito nenhum. São dois assuntos distintos, diferentes”.

 

Fabiano Costa

Justiça italiana julgará em 5 de junho extradição de Pizzolato, diz PGR

PizzolatoA Procuradoria-Geral da República (PGR) informou nesta sexta-feira (2) que a Corte de Apelação de Bologna (Itália) marcou para 5 de junho o julgamento sobre a extradição do ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão do PT.

No ano passado, depois de ser condenado a 12 anos e 7 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Pizzolato fugiu para Itália e foi preso no dia 5 de fevereiro por uso de documento falso.

A PGR informou que o procurador-geral, Rodrigo Janot, determinou a ida de dois procuradores regionais à Itália para acompanhar a sessão do tribunal.  Segundo o órgão, eles deverão se reunir com autoridades locais e com os advogados contratados pelo Brasil para acompanhar o processo.

Pizzolato poderá recorrer da decisão que for tomada pelo tribunal e, no julgamento, a Corte de Bologna pode optar por pedir mais informações sobre o caso do ex-diretor do Banco do Brasil antes de tomar uma decisão.

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Nesta quarta (30), Rodrigo Janot informou que o Ministério Público brasileiro se unirá ao advogado italiano que o governo do Brasil vai contratar paradefender o retorno de Pizzolato.

Desde que Pizzolato foi preso pela polícia italiana, o Brasil pediu ao governo italiano a extradição para que o ex-diretor do BB cumpra pena no país pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro.

O Ministério Público da Itália já se manifestou a favor da extradição, mas a decisão final será do Tribunal de Bologna, responsável pela análise do pedido de extradição.

O caso de Pizzolato é polêmico porque ele tem dupla cidadania (brasileira e italiana) e, por isso, o governo italiano pode se recusar a extraditá-lo.

 

Filipe Matoso

Ministério da Justiça da Itália pede à Corte de Apelação que mantenha Pizzolato na prisão

PizzolatoO Ministério da Justiça da Itália pediu à Corte de Apelação de Bolonha – isto é, ao tribunal que vai decidir a extradição de Henrique Pizzolato, o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil condenado pelo escândalo do mensalão, – para mantê-lo na prisão. A informação foi dada nesta terça-feira por Eduardo Pelella, chefe-de-gabinete do Procurador Geral da República, Rodrigo Janot.

– Eles (o ministério) fizeram. Agora, é esperar uma decisão dos juizes de Bolonha (da Corte de Apelação de Bolonha) – disse Pelella.

Para o procurador brasileiro, isso é boa notícia: como Pizzolato está preso para fins de extradição (e não pelos documentos que falsificou na Itália), um pedido do Ministério da Justiça para mantê-lo preso é sinal de que a Itália não descarta uma extradição.

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Cabe agora à Corte de Apelação de Bolonha convocar uma audiência para decidir se mantém ou não Pizzolato na prisão.

Pelella está reunido com o Procurador Geral de Modena, Vito Zincane, que confirmou hoje de manhã que Pizzolato foi indiciado e será formalmente denunciado por falsidade ideológica e uso de documentos falsos. Mas disse que este é um “crime banal” na Itália e que não será por isso que Pizzolato vai para a prisão.

O Globo

 

Justiça italiana nega liberdade provisória a Pizzolato por ele apresentar ‘perigo de fuga’

PizzolatoPOZZA DI MARANELLO (ITÁLIA) – A Justiça italiana negou nesta sexta-feira a liberdade provisória ao ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no mensalão, por ele apresentar “perigo de fuga”. Na saída da Corte de Apelação de Bolonha, o advogado de Pizzolato, Lorenzo Bergami, disse que seu cliente falou às autoridades por cerca de meia hora em um “italiano perfeito”. A defesa tenta fazer com que o preso aguarde em liberdade a decisão sobre sua extradição para o Brasil.

Lorenzo Bergami informou que, no depoimento, Pizzolato se manifestou contra a extradição por considerar “político” o julgamento do processo do mensalão no Brasil. O advogado revelou também que o mensaleiro está “tranquilo” e que “não arrancou os cabelos”. Pizzolato deixou o tribunal dentro de um furgão azul para a penitenciária de Modena, às 13h40m (horário local).

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Pizzolato chegou na Corte de Apelação de Bolonha, por volta das 10h10m (horário local), dentro de um furgão da Polícia Penitenciária e seguiu para o 1º andar do Palazzo di Giustizia, onde foi ouvido. Não foi possível vê-lo por conta da película do vidro do veículo. Mais cedo, a mulher do mensaleiro Andréa Eunice Haas chegou ao local, mas muito irritada, não quis falar com a imprensa.

O ex-diretor do Banco do Brasil foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. A prisão de Pizzolato foi determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) depois do julgamento do último recurso, em 13 de novembro do ano passado. A pena deve ser cumprida em regime fechado. A multa é de R$ 1,3 milhão.

Pizzolato autorizou a liberação de R$ 73 milhões da Visanet para a DNA Propaganda, empresa de Marcos Valério, outro condenado no processo, sem garantias dos serviços contratados. Ele teria recebido cerca de R$ 300 mil em espécie.

Condições de prisões podem impedir extradição

O GLOBO teve acesso a duas sentenças de extradição emitidas pelo Tribunal Supremo de Cassação da Itália. Em uma delas, de 18 de dezembro de 2013, o tribunal derruba a extradição de um holandês condenado há 20 anos de prisão no Brasil por tráfico de drogas no Espírito Santo, alegando condições “degradantes, senão cruéis e desumanas” das prisões brasileiras.

O uso de documentos falsos para fugir do Brasil pode fazer com que Henrique Pizzolato seja condenado na Itália a três anos de prisão. De acordo com a polícia italiana, o ex-diretor do Banco do Brasil foi flagrado com uma série de documentos falsos de três países: Espanha, Brasil e Itália, além de 15 mil euros (R$ 45 mil) em dinheiro vivo e grande estoque de comida.

A casa onde Pizzolato se escondia, alugada há um ano por seu sobrinho Fernando Grando, estava com as janelas fechadas para simular que estivesse desabitada, mas os policiais viram que havia consumo de água. Para capturar Pizzolato, eles forçaram uma pane elétrica no apartamento.

 

G1

Pizzolato vai responder por uso de documentos falsos, diz polícia da Itália

Pizzolato em foto feita pela polícia italiana após sua prisão (Foto: Divulgação/Polícia de Modena)
Pizzolato em foto feita pela polícia italiana após sua
prisão (Foto: Divulgação/Polícia de Modena)

O ex-diretor de marketing do Banco do Brasil (BB) Henrique Pizzolato, preso na quarta-feira (5), na Itália, vai responder no país pelo uso de documentos falsos, informou a polícia italiana nesta quinta-feira (6). Diversos documentos falsificados, além do passaporte, foram encontrados com Pizzolato no momento da prisão, segundo a polícia.

O código penal italiano prevê uma pena de até três anos para o crime.

Pizzolato era o único foragido dos 25 condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no processo do mensalão. Ele foi preso na manhã de quarta-feira em Maranello, na província de Modena, norte da Itália, após a expedição de um mandado de prisão internacional.

Segundo Stefano Savo, comandante provincial da polícia de Modena, Pizzolato foi preso em uma vila de casas em Pozza, bairro de Maranello, comuna a 320 km de Roma, conhecida por abrigar a fábrica de carros esportivos da Ferrari.

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De acordo Savo, o ex-diretor do Banco do Brasil ficava sempre dentro de casa, com o imóvel – que aparentava estar vazio – sempre fechado. Apesar disso, os relógios de energia e de água continuavam funcionando – o que poderia indicar que havia pessoas dentro.

Pizzolato tinha a companhia da mulher. Segundo o comandante da polícia, a decisão de se esconder no local foi bem planejada: o ex-diretor e a mulher tinham consigo 14 mil euros (R$ 45,4 mil) – inicialmente, a polícia havia informado que a quantia era de 15 mil euros –, uma grande quantidade de comida e vários documentos emitidos por diferentes Estados e entidades internacionais.

Segundo informou a polícia nesta quinta-feira, foram encontrados com Pizzolato diversos documentos de identidade (RG) emitidos em diferentes regiões da Itália. Ele usava um sobrenome similar ao original. Também foram achados documentos de identidade brasileiros e italianos já vencidos e um documento falsificado espanhol, feito antes de sua condenação no processo do mensalão.

Segundo a polícia local, que já monitorava Pizzolato, inicialmente ele negou ser quem era, mas depois confirmou a identidade ao perceber que havia sido reconhecido. O ex-diretor do BB foi levado para a prisão de Sant’Anna de Modena. A polícia afirma que ele está em uma cela com outros detentos e apresenta bom estado de saúde.

De acordo com Savo, Pizzolato já tem um advogado que o representa em Modena.

A polícia italiana falou sobre a prisão de Pizzolato nesta quinta-feira (6) em Modena (Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1)A polícia italiana falou sobre a prisão de Pizzolato nesta quinta-feira (6) em Modena (Foto: Paolo Tomassone/Especial para o G1)

Prisão
Os “carabinieri” (polícia italiana) seguiram a pista da localização de Pizzolato durante dois dias. Segundo as investigações, ele não trabalhava nem saía de casa.

Por volta das 11h (8h no horário de Brasília) de quarta-feira, um grupo formado por 10 policiais entrou no apartamento do ex-diretor, situado no andar térreo de um prédio no centro de Maranello.

Mapa fuga Pizzolato (Foto: Arte/G1)

Os policiais encontraram 14 mil euros – em notas de euros e dólares e um passaporte falso, em nome de Celso Pizzolato, irmão mais velho de Henrique e que morreu em um acidente de carro em 1978.

Com 570 pessoas, atualmente a prisão de Sant’Anna de Modena enfrenta superlotação. Sua capacidade total é de 450 pessoas.

Considerado culpado pelos crimes de formação de quadrilha, peculato (crime cometido por um funcionário público ao se apropriar de dinheiro, valor ou outro bem que possui em função do cargo, ou ao desviá-lo em proveito próprio ou alheio) e lavagem de dinheiro, o antigo dirigente do Banco do Brasil foi condenado pelos ministros do STF a 12 anos e 7 meses de prisão.

Fuga pela Argentina
A Polícia Federal (PF) afirmou na quarta-feira que Pizzolato fugiu do Brasil pela fronteira com a Argentina, dois meses antes de ser decretada sua prisão, em 15 de novembro de 2013.

Ele saiu de carro da cidade de Dionísio Cerqueira, em Santa Catarina, e ingressou no território argentino provavelmente no dia 12 de setembro. Depois, percorreu 1,3 mil quilômetros até a capital argentina, Buenos Aires.

As investigações da PF demonstraram que o ex-diretor de marketing do BB embarcou para Barcelona, na Espanha, em um voo da Aerolíneas Argentinas. Da cidade espanhola, segundo os policiais federais, ele seguiu em direção à Itália. A PF não sabe de que forma Pizzolato chegou ao território italiano.

 

G1

Polícia Federal diz que Henrique Pizzolato foi preso na Itália

Pizzolato foi incluído na lista de procurados da Interpol em novembro de 2013 (Foto: Reprodução Globo News)
Pizzolato foi incluído na lista de procurados da
Interpol em novembro de 2013
(Foto: Reprodução Globo News)

A Polícia Federal informou nesta terça-feira (5) que Henrique Pizzolato, condenado no processo do mensalão que estava foragido, foi preso na Itália. De acordo com a PF, a operação foi em conjunto com a polícia italiana.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão por formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro. Sua prisão foi determinada pelo Supremo após o julgamento do último recurso no processo. A pena deve ser cumprida em regime fechado, em presídio de segurança média ou máxima.

Pizzolato anunciou em novembro, por meio do advogado, que deixou o país e foi para a Itália, a fim de evitar a prisão. Ele tem dupla nacionalidade e teria saído do território brasileiro 45 dias antes de ter a prisão decretada.

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A Interpol (polícia internacional) incluiu o nome e a foto do ex-diretor do Banco do Brasil na lista de procurados internacionais, chamada de difusão vermelha.

Em dezembro, o o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que a PF estava empenhada em localizar Pizzolato, mas que nada poderia ter sido feito para evitar a fuga. “Qualquer medida restritiva só poderia ter ocorrido por ordem judicial. Há todo o empenho para localizar o senhor Henrique Pizzolato”, disse.

Cardozo e o diretor-geral da PF, Leandro Daiello, foram convidados a prestar esclarecimentos sobre a fuga de Pizzolato em audiência conjunta nas comissões de Segurança Pública e de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

De acordo com o ministro, depois que o condenado for localizado pela PF, o Supremo Tribunal Federal poderá pedir sua extradição à Itália, se ele estiver no país europeu.

Se o governo italiano negar, o Brasil poderá enviar dados do processo do mensalão para que Pizzolato passe por novo julgamento na Itália.

g1