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Prefeito eleito de Alhandra descobre articulação de pistoleiros para impedir sua posse

mendesrenatoO prefeito eleito Alhandra, no litoral sul da Paraíba, a 32 km, acredita que uma ação da bandidagem possa interromper seu mandato ainda a posse. Renato Mendes (DEM) disse que tem ocorrido uma articulação de pistolagem para que ele não assuma a prefeitura, cuja posse acontece neste domingo. Ele não quis entrar em detalhes de como seria a ação dos pistoleiros.

De acordo com o prefeito eleito, a situação econômica de Alhandra é caótica. “Vou herdar uma Prefeitura fora de controle”. Segundo Mendes, o atual gestor passou deixou o município completamente abandonado. “Tá tudo entregue as baratas”, avalia.

Renato Mendes promete fazer um grande governo e aconselha a sociedade municipal a se preparar para o futuro. “O povo não aceitou o modelo de gestão implantada nesses quatro anos, por isso que eu tenho que me preocupar em realizar uma grande gestão, de honrar meus amigos, de cuidar de cada comunidade”, garantiu.

Portal do Litoral

 

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Pistoleiros atiram 18 vezes, erram alvo e matam comerciante com um tiro, no Sertão

Caso foi registrado em Catolé do Rocha
Caso foi registrado em Catolé do Rocha

Um comerciante da cidade de Catolé do Rocha, a 434 km de João Pessoa, no Sertão do estado, morreu na manhã desta quarta-feira (3), por volta das 7h40 da manhã, quando estava sentado em frente ao seu estabelecimento, no bairro do Batalhão. O homem de 54 anos era muito popular na cidade e foi vítima de bala perdida.

Segundo informações do Soldado Pierre, do 12º Batalhão de Polícia Militar, a vítima estava sentada na porta do seu estabelecimento, em companhia de um outro homem e enquanto conversavam, os dois foram surpreendidos por dois homens em uma moto, que efetuaram cerca de 18 disparos contra os dois.

Os disparos seriam direcionados ao homem que fazia companhia ao comerciante, que segundo informações da PM, corriqueiramente agia de forma suspeita na região e possivelmente a ação desta manhã seria um acerto de contas. Dois 18 disparos, nenhum atingiu o homem, que conseguiu correr e se esconder.

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O comerciante foi atingido por apenas um disparo no peito, vindo à óbito ao dar entrada no Hospital Regional.

A Polícia Militar deu início à diligências na região, mas até o momento não se sabe o paradeiro dos homens que efetuaram os disparos.

 

Portal Correio

Pistoleiros instalam Estado de sítio no oeste da Bahia

Funai/Paulo Afonso (BA)
Funai/Paulo Afonso (BA)

A região oeste da Bahia é formada pela união de 24 municípios, entre eles o município de Cocos, onde reside um grupo indígena Xakriabá. Os principais municípios são: Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Santa Maria da Vitória.

Existe na região uma privilegiada bacia hidrográfica, com topografia plana e clima com estações definidas, o que tornou possível a expansão das lavouras de sequeiro e a implantação de projetos de irrigação, especialmente nos municípios de Barreiras e São Desidério.

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A região oeste da Bahia fica à margem esquerda do rio São Francisco, banhada pelas bacias dos rios Grande, Preto, Corrente e Carinhanha, formada por 29 rios perenes. Geograficamente está inserida na região mais rica em recursos hídricos do Nordeste brasileiro. As bacias desses rios atingem 62.400 km² o que equivale a 82% das áreas dos cerrados do oeste baiano.

Nas duas últimas décadas, a região sofreu um grande assédio do agronegócio em busca de terra e água para o monocultivo de commodities agrícolas e desenvolvimento da pecuária para exportação, expulsando de lá os pequenos agricultores e populações tradicionais. A região tornou-se, então, a principal fronteira agrícola do estado da Bahia.

O município de Cocos, com cerca de 20 mil habitantes, se localiza a 684 km de Brasília e a 878 km de Salvador.

 

Nos últimos anos, as populações tradicionais (quilombolas, ribeirinhos e povos indígenas) têm se articulado para resistir ao ataque desta frente de expansão do agronegócio, que desconsidera totalmente a existência dessas populações. No município de Cocos, a ausência do Estado tem fortalecido grupos que atuam nos “gerais”, controlam a região e expulsam comunidades de suas terras sempre com o uso de milícias armadas. São rotineiras as denúncias feitas à Polícia Federal da prática de trabalho análogo à escravidão utilizada pelos fazendeiros da região, retornando ao período da Colônia, onde a lei do mais forte impera.

A comunidade indígena Xakriabá da Aldeia de Porcos, município de Cocos, há mais de quatro anos vem sendo atacada no intuito de demovê-los da ideia de se firmarem naquele território e lutarem em defesa de seus direitos.

Em 2014 esses ataques foram intensificados, deixando os indígenas isolados, sem acesso ao atendimento à saúde, principalmente as crianças, idosos e gestantes, que são os que mais sofrem com a falta de atendimento. Na aldeia, há pacientes hipertensos e mulheres grávidas que precisam de acompanhamento sistemático.

Com a imposição dos pistoleiros, as famílias também estão impossibilitadas de ter acesso à cidade de Cocos para realizar serviços básicos e necessários como o recebimento de benefícios e fazer compras. Os veículos que transportam os moradores até a zona urbana de Cocos estão proibidos pelos pistoleiros de transportar os indígenas mesmo que estes paguem pelo serviço. A comunidade indígena está localizada a 110 quilômetros da sede do município em uma área de difícil acesso.

As ações violentas contra a comunidade indígena Xakriabá de Porcos vêm sendo coordenadas localmente por um capataz de fazendas instaladas próximas à aldeia. O mesmo foi devidamente identificado e denunciado às autoridades policiais.

Em 2013, a comunidade indígena, com o apoio do Padre Albanir da Mata Souza, pároco da Paróquia de São Sebastião, da Diocese de Bom Jesus da Lapa, obteve um veículo, junto à Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai), para atendimento à saúde, o que despertou a ira dos fazendeiros, que passaram, então, a ameaçar o Padre Albanir e a liderança indígena Divalci. Esse veículo está, atualmente, impedido pelos fazendeiros de entrar ou sair da aldeia. Albanir está também impedido pelos pistoleiros de celebrar missa em diversas áreas rurais do município sob ameaça de tocaia e morte. As ameaças ao religioso ocorrem diariamente. O mesmo já registrou boletins de ocorrências, identificando autores de ameaças, junto à Polícia Civil e junto ao Ministério Público Federal de Barreiras.

Em maio de 2014, a comunidade foi contemplada com a perfuração de um poço artesiano, mas as obras não foram concluídas devido ao ataque de pistoleiros. A prefeitura municipal foi impedida de realizar obras de melhoria das estradas que iriam facilitar a mobilidade rural e acesso à aldeia. Os funcionários da prefeitura também foram ameaçados pelo mesmo grupo de pistoleiros e fazendeiros e tiveram que suspender os trabalhos sob ameaça de que as máquinas doadas ao município pelo Governo Federal seriam incendiadas.

No dia 3 de junho, o veículo da Sesai, onde se encontrava a família do cacique, foi atacado por dois pistoleiros e obrigado a retornar para a aldeia indígena. Os autores do ataque foram identificados e denunciados. A tocaia à família do cacique ocorreu por volta das seis horas da manhã, quando a liderança seguia para a cidade de Cocos, e em seguida iria a Barreiras, onde seria recebida pelo procurador no Ministério Público Federal. A interceptação ocorreu de forma violenta e o motorista do veículo foi obrigado a retornar depois de ter percorrido cerca de 40 quilômetros em direção a Cocos.

Ao chegarem à aldeia indígena, o cacique foi cercado por aproximadamente 40 homens que o hostilizaram e comemoraram a sua captura. Os pistoleiros responsáveis pelo ataque foram ovacionados e recebidos com gritos e aplausos. Em seguida, um dos pistoleiros, também identificado, fez diversas ameaças ao cacique e informou-lhe que a partir daquele momento o carro da Sesai ou qualquer outro veículo que representasse órgãos de defesa e efetivação de direitos indígenas estavam proibidos de circular naquela localidade, e que, caso a sua ordem não fosse respeitada, os veículos que estivessem a serviço da comunidade seriam incendiados. Estes pistoleiros também foram denunciados junto ao MPF de Barreiras.

Sitiada e ameaçada, a comunidade indígena conseguiu contato com a Funai em Paulo Afonso, Bahia, e solicitou uma visita urgente à área, para exigir providências na proteção aos seus direitos.

No dia 19 de junho, a Coordenação Regional da Funai de Paulo Afonso se dirigiu até a aldeia de Porcos com vistas a averiguar a situação e buscar soluções para o conflito. No dia anterior surgiram boatos na região de que haveria um atentado contra a equipe da Funai e a ameaça se cumpriu. O fato ocorreu por volta de 18hs30min, quando os funcionários públicos retornavam da reunião ocorrida na Aldeia de Porcos. O veículo que conduzia a equipe federal foi alvejado por disparos de armas de fogo de grosso calibre.

A equipe de servidores da Funai compareceu à Polícia Civil de Cocos e registrou boletim de ocorrência. A perícia do veículo foi solicitada pelo coordenador regional da Funai de Paulo Afonso.

A situação e fatos vêm sendo denunciados aos órgãos competentes, mas nenhuma solução tem sido apontada ou executada até o presente momento. Famílias estão separadas em função do domínio que os pistoleiros exercem sobre as áreas que dão aceso à aldeia. Estão com o direito de ir e vir negado, vivem exiladas. Quem está na aldeia não pode sair e os que estão na cidade não podem retornar à aldeia.

Nesta região, como evidente, fazendeiros e pistoleiros instalaram um “Estado” à parte, onde o Estado brasileiro não se impõe e a violação de direitos de cidadãos é flagrante, cotidiana e permanente.

Manifestamos solidariedade aos Xakriabá da aldeia de Porcos, no município de Cocos, às comunidades tradicionais do oeste baiano, bem como, ao Padre Albanir da Mata Souza. Defendemos que se cumpra a Constituição reconhecendo e demarcando o território tradicional Xakriabá e a efetivação de seus direitos, inclusive o de ir e vir. Exortamos as autoridades e órgãos públicos para que restabeleçam o Estado de Direito na região, tomando medidas emergenciais e estruturantes para a proteção dos Xakriabá da aldeia de Porcos, das comunidades tradicionais e do Padre Albanir, que estão sob risco de vida e sendo desrespeitados em sua dignidade devido à ganância de latifundiários, representantes do agronegócio predatório.

Denunciamos o vínculo umbilical existente entre as ações destes fazendeiros e seus pistoleiros com os discursos de incitação ao crime, proferidos por parlamentares da Frente Parlamentar Agropecuária, e as pautas anti-indígenas defendidas pela bancada ruralista no Congresso Nacional, a exemplo das PECs 215/00, 237/13, 416/14 e do PLP 227/12.

 

 

brasildefato

Pistoleiros ameaçam famílias acampadas em usina falida de deputado federal

usinaO latifúndio voltou a usar as suas velhas práticas de opressão em uma ocupação nas terras de uma falida usina ‘de propriedade’ de um deputado federal por Alagoas. Na madrugada do último sábado (6), um bando de pistoleiros efetuou diversos disparos de arma de fogo, incendiou os barracos de lona e ameaçou os acampados.

As famílias estão no Acampamento Santo Antônio da Lavagem, na propriedade da Usina Laginha, desde 11 de junho deste ano. A usina pertence ao deputado federal João Lyra, que está com processo de falência tramitando no Tribunal de Justiça e mantém um débito trabalhista com a maioria dos trabalhadores rurais ali acampados.

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A ação foi descrita pelos acampados como rápida. Eles relatam que os ‘pistoleiros’ chegaram ao local em seis veículos grandes, modelo caminhoneta, e em duas motocicletas. “Foi tudo muito rápido, eles chegaram assim, perguntaram quantas pessoas tinham, gritando, atirando. Muita gente correndo, caindo, pensei que iria morrer (sic)”, enfatizou a trabalhadora, apenas identificada por Carminha.

Nenhum acampado foi atingido pelos disparos. O Pelotão de Operações de Policiamento Especiais (Pelopes), da Polícia Militar, esteve no local momento após a prática criminosa. Na ocasião, os militares recolheram cerca de 40 cápsulas deflagradas de pistola 380. “Esse armamento é de grosso calibre, o que demonstra que não são pequenos grupos atuando na região”, destacou um dos militares que não quis ter a sua identidade divulgada.

Cápsulas encontradas pelos camponeses após o ataque

A direção do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), movimento que acompanha o acampamento, esteve na Delegacia de Polícia Civil da cidade para prestar queixas, entregar outras oito cápsulas deflagradas encontradas pelos trabalhadores, além de confeccionar um Boletim de Ocorrências. “Pelo menos para ver se o Estado nos garante segurança”, enfatizou o coordenador da Zona da Mata, Cristiano dos Santos.

Ainda segundo Cristiano, na semana passada, durante as vésperas do festejo de São Pedro (29/06), o mesmo grupo esteve no local, mas desta vez derrubando os barracos de lona e destruindo as plantações. “Só que usando um veículo de grande tração, um trator”, explicou.

“Vamos ter de esperar que outro trabalhador rural venha a tombar para que efetivamente a segurança pública em Alagoas funcione? Porque pelo jeito teremos outro Jaelson Melquiades, outra irmã Dorothy, outro Chico Mendes e estes crimes não serão esclarecidos, farão apenas parte de uma estatística”, desabafou Josival Oliveira, dirigente nacional do MLST.

Fotos: Railton Teixeira

Pistoleiros executam advogado criminalista na cidade de Natal (RN)

 
O advogado criminalista Antônio Carlos de Souza foi assassinado, na noite da quinta-feira (9), dentro do banheiro de um bar, no bairro de Nazaré, zona Oeste de Natal. O advogado foi surpreendido por dois homens que o seguiram dentro do banheiro, o advogado foi morto com vários tiros na cabeça.
A informação foi confirmada pelo tenente PM Styvenson, mas também pelo irmão da vítima que esteve no local, e o major Jorge que é proprietário de uma empresa de segurança.
O advogado Antônio Carlos é bastante conhecido na área policial e judiciária do Rio Grande do Norte, tendo atuado em vários casos. De acordo com a polícia, os homens que cometeram o assassinato chegaram no bar em um veículo Doblô, cuja placas ainda não foram identificadas.

Ivan Filmagem, com informaçoes do portal bo

Sem Terra sofrem ataque de pistoleiros e tem seus barracos queimados no Pará

Na noite da terça-feira (9), dezenas de fazendeiros e pistoleiros, fortemente armados, atacaram o acampamento do MST Frei Henri, no município de Curionópolis, no Pará. Muitos tiros de armas de fogo foram disparados na direção do acampamento e alguns barracos construídos no meio das roças, próximos ao acampamento, foram incendiados. A ação violenta dos fazendeiros e pistoleiros causou pânico entre as famílias no meio da noite.

À tarde, o Relator do Direito Humano a Terra, Território e Alimentação, Sérgio Sauer – que está na região desde a última segunda-feira realizando uma missão que investiga denúncias de violações dos direitos de trabalhadores rurais – visitou o acampamento.

O acampamento Frei Henri está localizado em terra pública federal na margem da rodovia PA-275, que liga os municípios de Curionópolis a Parauapebas. Há três anos, 280 famílias vivem no local, que estava ocupada ilegalmente por um fazendeiro de Parauapebas.

Os pistoleiros cercam o acampamento desde a última sexta-feira (05), quando os trabalhadores rurais começaram a preparar a terra para o plantio de mandioca, arroz, feijão, milho e hortaliças. Durante a noite, pelo menos 20 homens armados mantêm a área cercada.

Devido à ação violenta dos fazendeiros e a ameaça de ataque ao acampamento, as famílias interditaram, desde a noite desta terça-feira, a rodovia que liga Curionópolis a Parauapebas.

Grilagem

No início da ocupação, o pecuarista ainda tentou regularizar o imóvel em nome de sua filha, mas o programa Terra Legal negou o pedido, já que ela já era proprietária de outro imóvel numa área de Assentamento no município.

No início da ocupação, a então juíza da Vara Agrária deferiu medida liminar em favor do fazendeiro autorizando o despejo das famílias. No entanto, tão logo o programa Terra Legal informou que o imóvel está em terra pública federal e que, portanto, não pode ser regularizado em nome da filha do fazendeiro, os advogados da Comissão Pastoral da Terra (CPT) ingressaram com pedido de revogação da liminar perante a Vara Agrária e perante o Tribunal de Justiça do Estado. Os pedidos, no entanto, ainda não foram decididos.

Frente à situação, em nota os Sem Terra exigem que os policiais da Delegacia de Conflitos Agrários investigue a ação violenta dos fazendeiros e pistoleiros, apreendam as armas em poder do grupo criminoso e efetue a prisão dos responsáveis.

Também pedem que o (Incra) ingresse urgentemente com ação de retomada da terra pública e libere a área para que as famílias possam morar e produzir em paz, além da investigação por parte do Ministério Público Federal sobre prática do crime de ocupação ilegal de terra pública pelo fazendeiro.

Nesta quarta, a Relatoria do Direito a Terra está reunida com representantes da Comissão Pastoral da Terra (CPT), do MST, do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), do Ministério Público Federal e da Vara Agrária para apresentar as denúncias e cobrar soluções por parte do poder público.

Fonte: MST

Focando a Notícia

Há doze anos pistoleiros não dão trégua à luta do Quilombo Brejo dos Crioulos

Doze anos de luta: pequeno resumo

Mais de 15 incursões pela retomada do território ocorreram de 2004 até o mês passado e em várias delas os Quilombolas foram recebidos à bala por pistoleiros. Em 2007, na retomada do território na Fazenda Vista Alegre de Albino Ramos, dois quilombolas foram feridos por balas de armas pesadas e outros presos ilegalmente. Neste período de 12 anos, houve vastas denúncias da atuação escrachada de pistoleiros armados na região. Vários despejos legais e ilegais foram realizados pela PMMG. A polícia federal realizou algumas ações aprendendo armas nas fazendas dentro do território.


Em 2011, Nesse mesmo processo de retomada, na Fazenda de Raul ArditoLerário, um quilombola foi esfaqueado por funcionário/jagunços da fazenda.Em setembro de 2011 foi necessário um acampamento durante uma semana na porta do palácio do planalto, para depois de 11 anos de luta, conseguir que a presidenta Dilma assinasse o decreto de desapropriação do território. Nessa mesma tentativa de retomada em 14/15 de setembro deste ano, ocorreu a morte de Roberto Carlos Pereira, funcionário/jagunço.

Segundo relato dos quilombolas, confirmado pelo Delegado da Polícia Civil, no sábado, dia 15 de setembro, os vaqueiros do fazendeiro Raul Ardido foram à fazenda retirar o gado, e com eles estava um grupo de pistoleiros armados. Foram flagrados armados pela polícia militar – 3 pistoleiros foram levados no período da tarde, outros 2à noite. Os 5 pistoleiros foram levados para a delegacia de Januária, todos pagaram a fiança e estão soltos e rodando a comunidade – inclusive a área ocupada.

Segundo os quilombolas, estes pistoleiros continuam ameaçando a comunidade.5 quilombolas trabalhadores estão hoje, presos em São João da Ponte. Neste período, várias audiências públicas de direitos humanos foram realizadas. Diante desse novo conflito, no dia 18 de setembro, o superintendente do INCRA de MG, Carlos Calazans, esteve na área reunindo com os Quilombolas.

A comunidade reivindicou a regularização do Território, questionou a morosidade do governo, alertou que já faz um ano da assinatura do decreto de desapropriação e o INCRA ainda não realizou a desintrusão de nenhum fazendeiro no território. Houve a promessa do superintendente do INCRA de que até dezembro de 2012 será realizada a avaliação e a indenização das 11 maiores fazendas que detêm em torno de 70% do território.

Fato

Doze anos de luta, vários conflitos ocorridos, vários quilombolas feridos, o decreto de desapropriação já assinado, uma morte ocorrida e os fazendeiros continuam em suas propriedades, com seus pistoleiros e do outro lado os quilombolas pretos e pobressem o território numa vida cheia de incertezas e insegurança.

Responsabilidade

O governo federal através da inércia e morosidade é o principal responsável por essa situação, mantendo assim o interesse do latifúndio, marginalizando os negros pobres quilombolas.Se houver vontade política, essa desintrusão poderá ser realizada até o final do ano.

O governo estadual através de suas polícias e o poder judiciário que juntamente na maioria das vezes serve ao latifúndio e penaliza os pretos e pobres.

Quando esse processo chegará ao fim?

O clima é tenso. A comunidade plantará e permanecerá nas áreas retomadas. A resistência e luta,das mais de 10 comunidadesde Brejo dos Crioulos, chegou ao limite da paciência. Será que o governo federal quer criar uma Nova Curva do “S” de Eldorado dos Carajás para agilizar a demarcação deste território? Ou ainda aposta no cansaço das comunidades? Entra governo, sai governo e a situação permanece. Muito discurso e nada de concreto. Será que os negros remanescentes de escravos precisarão de mais 500 anos para conquistar a terra livre?

Justiça,Liberdade e direitos para os negros pobres de Brejo dos Crioulos.

Comissão Pastoral da Terra– MG

CPT