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Vendas: Natal deve ter 2º pior resultado desde 2001

shoppingO Natal deste ano deve ser o segundo pior em vendas desde 2001 e a perspectiva é que o faturamento retroceda para o nível de 2012, segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC). Com 3,6 milhões de desempregados a mais do que em dezembro de 2015, o brasileiro está inseguro para comprar a prazo. Quando opta por pagar à vista, procura gastar menos.

O clima de incerteza afeta até mesmo os lojistas de shoppings, que normalmente são mais otimistas. No fim de semana, os shopping centers tiveram bom fluxo de consumidores, mas com vendas abaixo do esperado.  A expectativa é que esse quadro melhore a partir de hoje, quando os brasileiros recebem a segunda parcela do 13.º salário.

“O consumo está sem espaço e as vendas não estão evoluindo”, afirma a economista da CNC, Izis Ferreira. A demora para a economia se ajustar fez com que a entidade ampliasse a projeção de queda de vendas para o Natal, de 3,5% para 4,0%. Ela explica que apesar de o porcentual de retração ser menor – no Natal de 2015, a queda foi de 7,1% –, este ano será de “queda sobre queda”.

Izis observa que até a confiança dos empresários do comércio, que se recuperava rapidamente, parou de crescer de novembro para dezembro, segundo o indicador que será divulgado hoje pela CNC.

A falta de otimismo entre os comerciantes é atestada pelo presidente da Associação de Lojistas de Shoppings (Alshop), Nabil Sahyoun. “No fim de semana, o fluxo de pessoas nos shoppings foi bom, mas a conversão em vendas foi baixa”, observa. Isso significa que houve mais gente circulando, mas pouca gente comprando.

Sahyoun acredita que houve antecipação de compras por causa da Black Friday, a megaliquidação do fim de novembro. Além disso, com o crédito limitado, a elevação do desemprego e o clima de insegurança, ele projeta para as vendas de Natal dos shoppings queda maior do que a registrada no ano passado. No Natal de 2015, a retração foi de 2,8% sobre o ano anterior.

Apesar do prognóstico ruim, na avaliação do economista da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Emílio Alfieri, este não será o pior Natal do Plano Real. Segundo dados da ACSP, que mede o volume de vendas na cidade de São Paulo, o principal mercado consumidor do País, as vendas em dezembro do ano passado na capital paulista caíram 14,5% em relação ao ano anterior. Para este ano, a perspectiva é de retração de 6%. “A queda está perdendo velocidade.”

Na primeira quinzena deste mês, houve um recuo de 7,2% no movimento do comércio em relação ao mesmo período de 2015. “Foi uma queda maior do que a esperada”, observa Alfieri, lembrando que novembro tinha fechado com retração de 2,2% na comparação anual. O economista frisa que o cenário é nebuloso e que poderá ocorrer alteração. “O grande teste será a partir de amanhã (hoje), quando ocorre o pagamento da segunda parcela do 13.º salário.”

Popular. Os lojistas das ruas de comércio popular são os únicos que ainda têm perspectivas de ampliar as vendas de Natal, apesar da recessão. Segundo Claudia Urias, presidente da Univinco, que representa 4,5 mil lojistas espalhados pela 25 de Março e 16 ruas da região, o comércio local espera aumentar entre 3% e 6% o volume de negócios neste ano em relação ao anterior. “No sábado, as lojas da região receberam mais de um milhão de pessoas.”

Mesmo com o grande fluxo de gente, Claudia observa que o gasto médio nas compras tem sido menor. Essa tendência foi observada até nas vendas do atacado, com corte de 50%.

Estadão

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Desempenho do ensino médio em matemática é o pior desde 2005; Português subiu

escolaO nível de aprendizado dos brasileiros no ensino médio piorou em matemática e chegou no ano passado ao pior resultado desde 2005, início da série histórica do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica), informa o jornal Folha de São Paulo.

A nota de português subiu, mas ficou abaixo do nível registrado em 2011. Por outro lado, o desempenho subiu nessas duas disciplinas nos dois ciclos do ensino fundamental.

As notas na prova, junto com indicadores de reprovação e evasão, compõem o Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

O índice é calculado a cada dois anos, com as médias do Brasil, Estados, municípios e por escola. Os dados mais recentes se referem à avaliação realizada em 2015.

De acordo com a escala de proficiência do Saeb, os resultados de matemática indicam que os estudantes não seriam capazes, por exemplo, de fazer cálculos simples de probabilidade.

UOL

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Jovem negro tem 13,4 vezes mais chances de morrer na Paraíba, pior índice do Brasil

negroNo Brasil, um jovem negro corre 2,5 vezes o risco de morte de um jovem branco. No nordeste, o perigo para eles é 5 vezes maior. Em alguns Estados da região, como a Paraíba, chega a 13,4 vezes. Os números fazem parte do Índice de Vulnerabilidade Juvenil à Violência e Desigualdade (IVJ 2014), pesquisa realizada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública a pedido do governo federal que foi divulgada pela Folha de S. Paulo.

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O estudo usou dados de 2012 do Datasus (banco de dados do Sistema Único de Saúde) para calcular as taxas de homicídio de jovens negros (pretos e pardos) e brancos de 12 a 29 anos. O resultado não é novidade: a desigualdade racial ainda é expressiva em nosso cotidiano, especialmente em relação à violência. Em todos os Estados brasileiros, com exceção do Paraná, os jovens negros têm mais chance de serem assassinados que os jovens brancos. Os piores números são observados na Paraíba (risco de 13,4 vezes), Pernambuco (11,5), Alagoas (8,7), Distrito Federal (6,5) e Espírito Santo (5,9).

Os menores números, por sua vez, foram encontrados em Tocantins (1,8), Rio Grande do Sul (1,7), São Paulo (1,5), Santa Catarina (1,4) e Paraná (0,7). Neste último, o jovem branco tem mais risco de ser alvo de homicídio que o negro.

A mesma pesquisa aponta ainda que, dos quase 30 mil jovens assassinados em 2012, 76,5% eram negros. Além disso, de 2007 a 2012, enquanto o total de homicídios de jovens brancos caiu 5,5%, o de jovens negros subiu 21,3%.

Terra

VEJA aponta Ruy como o melhor deputado da PB; Wilson Filho é o pior

ruy e wilsonA Revista VEJA divulgou, neste final de semana, mais uma edição do Ranking do Progresso, com os melhores parlamentares de 2014. Pelo quarto ano consecutivo o deputado federal paraibano, Ruy Carneiro (PSDB), apareceu entre os melhores deputados do Brasil.

Somadas as notas dos quatro anos da atual legislatura, Ruy Carneiro aparece em primeiro lugar – com a maior e melhor média – entre os 12 deputados da Paraíba. Já o deputado Wilson Filho (PTB) é o último, com a menor média.

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“O primeiro agradecimento é a Deus que me deu a oportunidade de representar os paraibanos nos últimos quatro anos. Vamos seguir trabalhando com sensibilidade aos grandes temas do Brasil e da Paraíba”, disse Ruy.

A divulgação, pela quarta vez consecutiva, do Ranking do Progresso – avaliação anual objetiva do desempenho de senadores e deputados foi feita pela VEJA, em parceria com o Núcleo de Estudos sobre o Congresso (Necon) e o Instituto de Estudos Sociais e Políticos da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Iesp-Uerj).

Entre os 513 deputados federais do Brasil, Ruy Carneiro apareceu nos últimos quatro anos sempre entre os 40 melhores do País. Sendo em 2012 o 19º colocado; em 2011 o 34º; em 2013 ficou em 38º, e agora em 2014, o 40º.

O ranking da VEJA permite refletir não apenas sobre a etapa derradeira de mandatos iniciados em 2011, ano em que se fez o primeiro levantamento, como também convida a um balanço do país espelhado por seu Parlamento. Foram analisados os eixos: Governabilidade, relações trabalhistas, simplificação das regras e poda da selva tributária, marco regulatório, combate a corrupção, melhor gestão do gasto público, infraestrutura, menor carga tributária.

Veja um quadro resumo do ranking:

MaisPB com Assessoria

Policiais Civis da Paraíba têm o pior salário do Nordeste

Reprodução/Facebook/Polícia Civil
Reprodução/Facebook/Polícia Civil

Ao contrário do que o Governo do Estado alardeia pelos quatro cantos da Paraíba, a remuneração dos policiais civis paraibanos está entre os piores salários do Nordeste do país. Entre as nove unidades da federação da região, o reconhecimento financeiro dos delegados de polícia, por exemplo, ocupa a última posição. No Nordeste, agentes e escrivães do nosso estado recebem maiores salários apenas do que os pagos em Alagoas. Os dados da falta de estímulo do governo para com os policiais da Paraíba foram revelados no Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2014, divulgado há poucos dias, pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Os delgados da Paraíba, por exemplo, têm o pior salário do Nordeste. Em 2012, um delegado de polícia tinha remuneração inicial bruta de R$ 7.133,82. Na região, os policiais paraibanos recebiam menos que um delegado potiguar (R$ 9.185,40), pernambucano (R$ 9.319,96), baiano (R$ 9.677,29) e sergipano (R$ 10.732,42). No Nordeste, eles tinham o salário menor que dos delegados do Maranhão (R$ 12.029,87), Piauí (R$ 12.154,36), Alagoas (R$ 12.593,95) e Ceará (R$ 12.706,25).

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Em 2012, um escrivão de polícia na Paraíba, em início de carreira, recebia R$ 2.325,52; esse era o mesmo valor pago a um agente de investigação da polícia judiciária paraibana. As duas categorias são à base da polícia civil já que seus integrantes são a maioria dos 1.865 policiais judiciários do estado. A título de comparação, em Sergipe – estado da região que mais reconhece o valor desses profissionais – tanto um agente como um escrivão recebem vencimentos de R$ 4.359,01. Ou seja, quase o dobro do salário pago aos mesmos profissionais que atuam na Paraíba.

Na sequência, os estados da região que pagavam as melhores remunerações aos agentes e escrivães eram: Piauí, com R$ 3.104,55; Bahia, com R$ 2.878,34 (apenas escrivão); Ceará, com R$ 2.787,31 (apenas escrivão); Rio Grande do Norte, com R$ 2.777,93; Pernambuco, com R$ 2.765,78; e Maranhão, com R$ 2.502,31 (apenas escrivão).

Em 2012, Alagoas ocupava a última posição na região quando se tratava de reconhecimento financeiro a policiais civis. Na terra dos marechais, escrivães e agentes de polícia recebiam R$ 2.071,81.

 

BlogdoGordinho

Campos: ‘Dilma será 1ª presidente a entregar país pior do que recebeu’

CC / MARIO FILHO
CC / MARIO FILHO

O candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, reforçou as críticas à presidente Dilma Rousseff, sua adversária na corrida pelo Planalto. Campos afirmou que a petista será “a primeira presidente do ciclo democrático a deixar o país pior do que recebeu”. Sobre sua relação com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ele esclareceu que seu embate é contra Dilma. “Dizer que o governo Lula não foi muito melhor que esse governo Dilma é negar a realidade.”

“Itamar entregou melhor do que Sarney, Fernando Henrique entregou melhor do que Itamar e Lula entregou melhor do que Fernando Henrique. A Dilma vai entregar pior”, afirmou, poupando de críticas os governos anteriores. Campos se comprometeu também a não disputar um segundo mandato caso eleito.

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Alianças partidárias – O ex-governador de Pernambuco ainda criticou a relação do governo com os partidos aliados – e afirmou que a presidente trocou ministérios por tempo de TV na propaganda eleitoral. “A velha política no Brasil é o PMDB dominante, que está no governo da Dilma, mas mantém um pé em cada canoa. Está com um pé no PT e tem uma sublegenda na candidatura do Aécio”, disse, referindo-se ao movimento Aezão, no Rio de Janeiro. No Estado, o partido de Campos está coligado com o PT de Dilma. Segundo Campos, o poder central em Brasília “alimenta as raposas da política atrasada em Alagoas, no Maranhão e no Rio de Janeiro, onde a política tem ligação com crime organizado e com o jogo”. Ele citou nominalmente apenas o senador José Sarney (PMDB) como símbolo desta relação.

Nordeste – Campos afirmou que acredita que seus índices de intenção de voto devem crescer no Nordeste. E que a região tem um sentimento de “frustração” em relação ao governo Dilma. “Creio que vou ganhar as eleições no Nordeste”, disse. Também culpou a presidente pelo atraso de obras importantes na região, onde acusou o PT de fazer terrorismo na campanha: “Há uma campanha terrorista sendo feita sistematicamente dizendo que eu ou Aécio vamos acabar com o Bolsa Família”.

Economia – O presidenciável do PSB também falou sobre a situação econômica no país. Disse que é preciso estabelecer um modo responsável de governar, cumprindo a meta de inflação. “Precisamos tirar o Brasil desse atoleiro, pois com Dilma temos o menor crescimento econômico desde Deodoro da Fonseca”, afirmou. Campos disse ainda que a presidente deixará como legado “um tempo de famílias mais endividadas” e a “Petrobras metida em toda a sorte de confusão”.

Passe livre – Em sabatina promovida pelo jornal Folha de S. Paulo, SBT e Jovem Pan, Campos incluiu em seu discurso de campanha a defesa do passe livre para estudantes – uma das principais demandas dos protestos que agitaram o país há pouco mais de um ano. Afirmou que pretende colocar o tema entre suas propostas para Educação, como forma de permitir que alunos da rede pública possam estudar em tempo integral. Só não esclareceu de que maneira o assunto será tratado, nem como pretende financiar a proposta. “Essa é uma questão das prefeituras e dos Estados, mas o governo federal, sob a nossa liderança, terá solidariedade com as prefeituras e governos estaduais para implantação do passe livre”, afirmou.

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Em tempos de Marcha pela Família, atriz Bete Mendes relembra tortura: ‘a pior perversidade da raça humana’

“Não dá para ter raiva de quem me torturou. A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem”, diz Bete Mendes
“Não dá para ter raiva de quem me torturou. A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem”, diz Bete Mendes

Presa e torturada em 1970, a atriz Bete Mendes encontrou o coronel Brilhante Ustra numa viagem ao Uruguai em 1985. Ela era deputada federal, e ele atuava na embaixada em Montevidéu. Na volta, ela denunciou Ustra ao presidente Sarney. Aos 64, a atriz diz não temer retrocessos, mas pede atenção aos movimentos contra a democracia. Em depoimento publicado domingo, no diário paulistano Folha de S.Paulo, a atriz afirma que superou o trauma com tratamento psicológico e se afirma socialista.

Leia abaixo as declarações de Bete Mendes.

Fui presa duas vezes. Na primeira, não fui torturada fisicamente. Na segunda, foi total. Fui torturada [em 1970] e denunciei [o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra]. Isso me marcou profundamente. Não desejo isso para ninguém – nem por meus inimigos. A tortura física é a pior perversidade da raça humana; a psicológica, idem.

Não dá para ter raiva (de quem me torturou). A gente é tão humilhado, seviciado, vilipendiado que o que se quer é sobreviver e bem. Estou muito feliz, sobrevivi e bem. E não quero mais falar desse assunto.

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Superei isso com tratamento psicológico e com trabalho. Agradeço à família, à classe artística, aos amigos que foram meu alicerce.

Carlos Zara me convidou para fazer a novela “O Meu Pé de Laranja Lima”, e isso me salvou. Continuei o trabalho artístico, fui fundadora do PT, fui deputada federal duas vezes e secretária da Cultura de São Paulo.

Comecei a fazer teatro e cantar com seis anos de idade. Com oito já participava de manifestações de alunos. Era do grêmio do colégio, depois fui para o diretório da faculdade. Em bibliotecas públicas ou pegando livros emprestados lia tudo: Rousseau, Marx, Mao, Lênin, Gorki, Aristóteles. Depois, adotei o codinome de Rosa em homenagem a Rosa Luxemburgo.

Var Palmares

Na adolescência escrevi textos de peças de teatro. Quando fui presa, eles levaram esses textos. Achavam que eles eram prova de crime, que depunham contra mim. Nunca mais os recuperei. Era coisa tão pouca, boba, pessoal.

Quando fecharam as portas à democracia, me senti usurpada, revoltada, aprisionada. Achei que a única saída era entrar numa organização revolucionária contra a ditadura militar. Entrei na VAR-Palmares. Fizemos aquela opção. Foi certa, errada? É difícil julgar hoje.

A minha visão era a revolução socialista: tirar poder dos militares, dos opressores, do capitalismo selvagem. Deixar a gente governar para o bem de todos, com todos participando.

Eu tinha 18, 19 anos e achava que podia fazer tudo. Não tinha consciência do risco imenso que estava correndo. Era atriz de uma novela que explodia no Brasil, “Beto Rockfeller”, estudava ciências sociais na Universidade de São Paulo e participava de uma organização clandestina revolucionária. Aí deu zebra.

O medo era a pior coisa que a gente sentia na época. Historicamente tem que se reconhecer que nós entramos numa ditadura muito mais pesada do que foi dito no passado. Isso vai sendo desdito atualmente pela Comissão da Verdade.

Hoje não tenho medo de retrocesso, mas é preciso prestar atenção em manifestações como de movimentos nazistas em vários países e no Brasil. Por exemplo? O coronel Brilhante Ustra faz parte desse movimento. Ele tem um site. Há jovens fazendo movimento nazista.

Democracia

É um receio. É preciso ser cauteloso em relação a movimentos que podem ser prejudiciais ao avanço democrático. Mas impedir jamais, porque a gente legitima a manifestação de todos, de opiniões diversas. É preciso cuidar da democracia para que esses movimentos não cresçam.

Sou política como qualquer cidadão. Sou cidadã, atriz, socialista. O socialismo se constrói todo dia. Não temos o modelo socialista do passado, mas a gente constrói um novo. Quero continuar trabalhando como atriz e viajar mais. Poder viver essa democracia até morrer. Sonho político? Que o trabalho escravo acabe no Brasil.

Problema de audição? Tenho. É que eu fui torturada. (Fica com os olhos marejados).

 

Pragmatismo Político

 

Criação de empregos formais em 2013 tem pior resultado em 10 anos

empregoA criação de empregos com carteira assinada em 2013 teve o pior resultado em dez anos, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta terça-feira (21) pelo Ministério do Trabalho.

O ano passado somou 1,11 milhão de vagas formais criadas. Na comparação com 2012, quando foram gerados 1,3 milhão de postos, houve uma queda de 14,1%, informou o governo federal.

Os empregos em 2013 também ficaram distantes do recorde histórico de 2,54 milhões apurado em 2010. Em relação aos últimos 10 anos, o resultado superou apenas os de 2003, quando foram criadas 821 mil vagas de emprego com carteira assinada.

Apesar de os números serem ruins, o ministro do Trabalho, Manoel Dias, destacou a geração de mais de um milhão de empregos formais na economia brasileira no ano passado, ao mesmo tempo em que, segundo ele, milhões de trabalhadores estão sendo demitidos por conta da crise financeira internacional em outros países.

A expectativa do ministro do Trabalho é de aceleração na criação de empregos formais em 2014. Em sua visão, serão criados de 1,4 milhão a 1,5 milhão de vagas com carteira assinada neste ano.

Crise financeira
A queda acontece apesar de o governo ter tomado, nos últimos anos, medidas para estimular a economia brasileira e, também, a criação de vagas formais. Entre estas medidas estão as desonerações da folha de pagamentos, a redução do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) para empréstimos de pessoas físicas e as desonerações da linha branca e dos automóveis.

No ano passado, porém, o governo teve de reverter parte dos estímulos para conter a inflação. Por isso, o Banco Central subiu os juros de 7,25% para 10% ao ano no decorrer de 2013, e autorizou nova elevação, para 10,5%, neste mês.

O resultado da criação de empregos formais no ano passado, segundo economistas, também é influenciado pela crise financeira internacional, que tem mostrado efeitos na Europa, ao mesmo tempo em que a China tem registrado expansão inferior aos últimos anos. Nos Estados Unidos, há sinais do início de uma aceleração da economia.

“Tudo hoje está globalizado. Estamos conseguindo ainda o milagre de não sermos afetados por esta onda de desemprego no mundo inteiro”, afirmou o ministro do Trabalho. “Apesar da desaceleração [na geração de vagas formais em 2013], o mercado formal vem apresentado maior dinamismo, por cinco meses consecutivos, frente ao mesmo mês do ano anterior. O que nos dá indicativos de que vamos continuar crescendo neste ano (…) O Brasil é a vedete. Outros países querem saber como estamos criando tantos empregos”, declarou.

Setores em queda
Segundo o Ministério do Trabalho, o setor de serviços liderou a criação de empregos formais no ano passado. No entanto, o total de 546.917 postos abertos foi menor que os 666.160 de 2012. Na indústria de transformação, houve alta: 126.359 trabalhadores foram contratados com carteira assinada em 2013 contra 86.406 no ano anterior.

Houve queda em outros setores. A construção civil contratou 107.024 trabalhadores com carteira assinada em 2013 contra 149.290 em 2012. O setor agrícola gerou 1.872 empregos no último ano; em 2012 foram 4.976. O comércio abriu 301.095 vagas formais em 2013 contra 372.368 no ano anterior.

Distribuição por região
Considerando a distribuição de vagas entre as regiões do país, o destaque foi o Sudeste, com 476.495 postos formais abertos no ano passado, número menor que as 655.282 vagas abertas em 2012. Em segundo lugar, aparece a Região Sul, com 257.275 empregos criados, mais do que os 234.355 no ano anterior.

A Região Centro-Oeste abriu 127.767 postos de trabalho no último ano, contra 150.539 em 2012. A Região Nordeste criou 193.316 vagas formais em 2013, contra 190.367 no ano anterior, enquanto o Norte abriu 62.318 empregos com carteira assinada em 2013, menos que os 71.299 empregos em 2012.

Salário de admissão
O ministério informou ainda que os salários médios de admissão registraram uma alta real (acima da inflação) de 2,59% em 2013, passando de R$ 1.076,23 em 2012 para R$ 1.104,12 no último ano. O crescimento, entretanto, foi menor do que os 4,69% apurados em 2012.

G1

“Rodrigo Soares é o pior presidente que o PT já teve”, detona Giucélia Figueiredo

 

O clima entre a Delegada Federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário na Paraíba, Giucélia Figueiredo (PT), e o presidente estadual do PT não está nada bom. De acordo com o jornalista Luís Torres, a petista fez um desabafo ácido contra o dirigente, durante reunião do diretório estadual, acontecido no sábado (15). “Rodrigo Soares é o pior presidente da história do PT”, disparou Figueiredo.[bb]

Sem demonstrar o menor arrependimento com as duras palavras, Giucélia garantiu que tem propriedade para fazer o ataque, já que, como confessa, o conhece bem, a ponto de dar sua confiança a ele durante a eleição do partido.

“Digo isso com autoridade moral e política porque votei nele pra presidente”, declarou.

Fonte: MaisPB
Foto: Blog Luís Torres

Paraíba tem o 2º pior salário para servidores públicos

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) constataram que a Paraíba tem o segundo pior salário para os servidores públicos.

De acordo com a pesquisa o salário médio no Estado é de R$ 1.304, esse valor é quase 50% a menos do que a média nacional dos servidores públicos que é de R$ 2.458. A Paraíba só perde para o Estado de Alagoas que tem salário de R$ 1.285.

Entre as unidades da Federação, o Distrito Federal registra o salário médio mais alto, R$ 3.713, alavancado pela quantidade de servidores públicos, segundo a Rais.

Entre as categorias de ocupação, de acordo com o IBGE, os funcionários públicos foram os que tiveram o rendimento médio real mais alto em maio de 2012, R$ 2.993. Trabalhadores do setor privado, com e sem Carteira de Trabalho, ganharam entre R$ 1,5 mil e R$ 1,2 mil, respectivamente. Os autônomos tiveram rendimento de R$ 1,5 mil no mesmo período. Essa diferença salarial segue o mesmo padrão desde maio de 2011.

Nos grupamentos de atividades, conforme o IBGE, os serviços tradicionalmente prestados pela administração pública aparecem como os mais bem remunerados. Funcionários das áreas da saúde, da educação, de serviços sociais, da defesa e seguridade social tiveram rendimento médio de R$ 2.391 em maio deste ano. Os serviços domésticos e o comércio, por outro lado, são os setores que registraram os rendimentos mais baixos, R$ 701 e R$ 1,3 mil, respectivamente.

Desde 2004, houve 133% de aumento na folha de pagamento dos servidores federais, de acordo com o Boletim Estatístico de Pessoal do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão (Mpog). De R$ 64,7 bilhões em 2003, os gastos com salários subiram para R$ 151 bilhões no final de 2011.

Há quase três meses cerca de 30 setores do funcionalismo público federal estão em greve, reivindicando aumento de salários. Os setores paralisados ainda estão em processo de negociação com o governo. Segundo argumentou o ministro do Trabalho e Emprego, Brizola Neto, todas as carreiras do serviço público federal nos últimos dois anos tiveram ganho real nos salários acima da inflação do período.

“Algumas [carreiras] chegaram a ter ganho real de mais de 100% acima da inflação nos últimos dez anos. É o que diz a presidenta Dilma Rousseff, que neste momento de crise financeira internacional  em que o Estado brasileiro busca medidas para amenizar os efeitos, a preocupação principal é a manutenção dos postos de trabalho daqueles que não têm estabilidade”, disse o ministro. Ele informou que apesar disso, o governo reconhece a natureza e a legitimidade dos movimentos reivindicatórios e irá tratar as propostas caso a caso.

Para o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores do Serviço Público Federal (Consef), Josemilton Costa, apesar de os salários serem mais altos, os servidores têm menos garantias caso sejam exonerados. Daí a necessidade de revindicar os aumentos.

“Nós não temos negociação coletiva, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pagamento de hora extra,  data-base (renegociação de contrato) ou participação nos lucros. Se o PIB [Produto Interno Bruto] aumenta, não temos participação. Se amanhã for exonerado, vou com uma mão na frente e a outra atrás”, explicou Costa.

Agência Brasil