Arquivo da tag: pioneiro

Prefeito de Solânea abre clínica veterinária municipal com projeto pioneiro no Estado da Paraíba

O Governo de Solânea é pioneiro na abertura de clínica veterinária com finalidade exclusiva de castração de cães e gatos para controle populacional. A VETCLIN foi aberta ontem (14) e já está funcionando na rua Josafá Soares Pereira, no Conjunto Santa Mônica.

Hoje (15) iniciaram os cadastros para o agendamento de castração dos cães e gatos. Toda a estrutura física e de atendimento da Clínica Veterinária segue os padrões de funcionamento do Conselho Regional de Medicina Veterinária (CRMV). “Trouxemos um projeto inovador que vai melhorar tanto o bem estar animal quanto o da população. Estamos gratos a todos os envolvidos que não mediram esforços para concretização da clínica e ficamos felizes por nos tornarmos referência para que os demais municípios implantem a iniciativa”, disse o prefeito de Solânea, Kayser Rocha. Na estrutura física a clínica possui recepção, consultório, sala de medicação pré-anestésica e recuperação, sala de cirurgia com temperatura controlada, sala de esterilização, área de higienização e canil.

Michel Ramom, que é um dos veterinários responsáveis pela clínica, explicou que o cadastro vai priorizar animais de famílias contempladas por projetos sociais do Governo Federal, cães e gatos atendidos em projetos de proteção aos animais de Solânea e animais de rua errantes e semierrantes. “O animal será examinado se tem condições físicas e fisiológicas adequadas ou precisa ser tratado. Para então realizarmos o procedimento de castração” esclareceu. O horário de funcionamento é de segunda a quinta das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 17:00, com exceção da sexta que a clínica funciona até às 12:00.

Benefícios da castração

Segundo a veterinária Rafaela Rodrigues, que também irá atender na clínica municipal, a castração tem inúmeros benefícios: facilita a adoção dos animais, impede a reprodução descontrolada – principalmente de animais de rua errantes e semieerrantes – e a proliferação e desenvolvimento de doenças nos animais, além de doenças transmitidas aos homens. “O projeto vem sendo elaborado e aperfeiçoado desde o começo da gestão de Kayser. Como é pioneiro, tivemos que passar por sucessivas avaliações do CRMV e seguimos todos os critérios para a implantação. É um sonho e um projeto de governo que se concretizam com muito zelo e responsabilidade” contou a Secretária de Desenvolvimento Social e Cidadania do município, Márcia Belísio.

                     

Assessoria de Comunicação

 

Campanha busca recursos para documentário sobre projeto pioneiro contra ditadura

VIDAL CAVALCANTE/FOLHAPRESS
VIDAL CAVALCANTE/FOLHAPRESS

A história que Ana Castro e Gabriel Mitani querem contar parece ficção, eles mesmos admitem. Mas, infelizmente, não é. Os dois jornalistas estão produzindo o documentário Coratio, que irá mostrar o trabalho feito por um grupo de advogados entre 1979 e 1985 para salvar documentos que provam a prática de tortura durante a ditadura (1964-85). Nesta semana, a dupla lançou uma campanha de arrecadação para terminar o filme e mostrar que a violência cuja memória o projeto Brasil: Nunca Mais quis preservar ainda é praticada nos dias de hoje.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Em pleno regime autoritário, advogados retiraram dos arquivos judiciais processos levados aos tribunais castrenses, uma operação que garantiu a primeira comprovação de violação de direitos humanos a partir de fontes oficiais. “O uso da tortura não cessou. Você tem o Amarildo, mais de 6 mil pessoas desapareceram no ano passado do Rio, muitas delas pelas mãos de policiais que deveriam nos proteger. Então esse modus operandi da PM continua. Antes eram subversivos, universitários ou agricultores mais politizados, agora é na periferia, a população jovem. Pessoas que têm menos voz. Mas a forma de operar é a mesma”, afirma Ana.

O documentário pretende contar a história de um grupo de advogados que, em 1979, com o privilégio de ter acesso aos processos de seus clientes, percebeu que aquele material poderia ser destruído com o processo de redemocratização que se almejava próximo – mas que só se oficializou em 1985 – e decidiu fazer cópias deles. “Já se sabia que os militares brasileiros eram muito disciplinados e adoravam documentar o que faziam. E os advogados começaram a ficar com medo de que tudo aquilo fosse destruído com a redemocratização, o que era comum em ditaduras. No Estado Novo [na era Getúlio Vargas], se via quartéis em chamas”, recorda Ana.

Mas, naquela época, fazer cópias não era fácil e barato. E eles procuraram o cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, e o reverendo presbiteriano James Wright para ajudá-los. Com o apoio dos dois, uma campanha de arrecadação sem revelar seu real objetivo conseguiu, estima-se, US$ 250 mil. O dinheiro enviado pelo Conselho Mundial de Igrejas (CMI), protestante, geralmente chegava ao Brasil trazido sob as roupas de religiosos ou por pessoas com passaporte diplomático.

Com os recursos, os participantes do projeto compraram máquinas copiadoras e contraram pessoas para fazer o serviço. “Eles acharam que iriam conseguir copiar 10% dos processos, mas em cinco anos conseguiram xerocar todos os 710 processos que estavam na Justiça Militar”, explica Ana.

Finda essa parte, o grupo organizou a documentação e, em 1985, lançou o livro Brasil: Nunca Mais, que compila alguns dados. À época, o trabalho foi assinado por dom Paulo, uma maneira de resguardar a identidade e evitar represálias contra os participantes. A íntegra do trabalho foi doada à Universidade de Campinas (Unicamp) e permaneceu guardada durante mais de duas décadas, até que, em 2011, o Ministério Público Federal e entidades da sociedade civil firmaram um convênio para a digitalização do material. “Era praticamente a primeira Comissão da Verdade. Há nomes de torturadores, médicos que faziam atestados de óbito falsos, detalhes sobre torturas, nomes de grupos de esquerda perseguidos”, afirma a jornalista.

“Muitas pessoas que fizeram processos de anistia usaram esses documentos. Eles eram muito importantes porque antes era a palavra dos torturados contra a dos torturadores. Foram os primeiros documentos abertos, sem pedir permissão para ninguém. Até hoje, se briga muito porque não se tem acesso à documentação da Aeronáutica, da Marinha.”

Em pouco tempo, o livro se tornou o mais vendido, mesmo tendo sido lançado sem estardalhaços e ainda sob o temor de represálias. Ana, que faz doutorado a respeito do assunto, percebeu que poucas pessoas conheciam essa história e, por isso, em junho do ano passado, em meio às manifestações que balançaram o país, teve a ideia do documentário.

“A gente começou a ver o tipo de ação da polícia, o tipo de criminalização dos movimentos sociais, o tipo de desmerecimento em parte da mídia e notar que a história estava se repetindo”, afirma. Por isso, o documentário não ficará só na história e deve ouvir pessoas que lutam, hoje, por democracia plena e justiça. “A história é linda. Mas a gente achou que tem que trazer para hoje também. E mostrar o que isso tem a ver com a gente. Tem tudo a ver. Se a gente não discutir, isso vai se perpetuar eternamente”, afirma. “Um dos nossos entrevistados disse que a gente chegou à democracia sem passar pela Revolução Francesa. Não mudou a mentalidade da população.”

Em nove meses, os jornalistas entrevistaram dez pessoas e devem ouvir mais 15 até setembro. Os idealizadores querem entregar a história para o público no ano que vem. “Estávamos fazendo por nossa conta, mas agora acabou o dinheiro. Queremos fazer uma coisa profissional, para as pessoas verem mesmo, uma coisa legal. E para isso a gente precisa de equipamentos melhores de áudio, trabalhar na finalização. E por isso resolvermos fazer o financiamento coletivo”, explica.

A dupla está usando o site Catarse e precisa arrecadar R$ 20 mil até o dia 11 de abril. Caso falte um centavo, a campanha é considerada malsucedida e, o dinheiro, devolvido a quem contribuiu. É possível colaborar com valores entre R$ 25 e R$ 1.000. A contrapartida é a inclusão dos doadores nos créditos do filme, além de brindes.

 

 

Gisele Brito, da RBA

Detentos terão ensino superior com campus dentro de presídio da Paraíba; projeto é pioneiro no país

presídioO Presídio Regional do Serrotão, localizado no município de Campina Grande (distante 122 quilômetros de João Pessoa), receberá uma unidade acadêmica da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) no segundo semestre deste ano. O projeto de criação do Campus Avançado da UEPB, como será chamado, surgiu a partir de uma iniciativa da instituição de ensino em parceria com a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado. O projeto tem como objetivo levar educação e assistência social aos apenados.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A implantação do Campus Avançado da UEPB no Serrotão é um projeto pioneiro no Brasil. Cerca de R$ 1,5 milhão foi investido no projeto.

Além disso, a instalação de uma universidade dentro do complexo penitenciário tem a intenção de expandir e fortalecer as políticas públicas direcionadas à ressocialização dos presos. “Queremos desmistificar a ideia de que apenados são delinquentes e mostrar a eles que tanto a sociedade quanto o Estado, se preocupam com as condições em que eles retomarão à liberdade”, explicou o secretário de administração penitenciária do Estado, Valber Virgolino.

A expectativa é que o novo campus da UEPB inicie suas atividades em julho, oferecendo aos detentos cursos que vão desde a alfabetização até o nível superior, bem como os profissionalizantes. A população carcerária será beneficiada também com aulas preparatórias para exames supletivos relativos aos ensinos fundamental e médio.

De acordo com informações divulgadas pela instituição de ensino, já foram confirmadas as realizações de seis atividades educativas: oficina de leitura, curso Pré-vest solidário e o Pré-vest Comunitário, curso de rádio comunitária, horta comunitária e um projeto de esportes.

Ainda segundo Virgolino, no que concerne aos cursos profissionalizantes e de ensino superior, serão disponibilizadas aos presos disciplinas ligadas a diversos campos de conhecimento, dentre eles as correspondentes as áreas do Direito e de Ciências da Saúde.

O primeiro curso a ser oferecido no campus penitenciário será o de Ética e Direitos Humanos, destinado exclusivamente aos agentes penitenciários do Serrotão. A aula inaugural da unidade de ensino será ministrada pelo representante da Unesco, professor Timothy Ireland. O especialista em Direitos Humanos ressaltou a importância e satisfação em contribuir com a execução do projeto. “É algo fantástico pensar na ideia de ter uma universidade funcionando dentro de um presídio”, declarou Ireland.

 

 

Amanda Gabriel