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Cinco mil pessoas se despedem de jovem assassinada a tiro durante assalto na Capital

Foto: Cláudio Costa
Foto: Cláudio Costa

Cerca de cinco mil pessoas se despediram no final da tarde desta quinta-feira (16) da estudante Meirylane Thaís, 19 anos assassinada com um tiro durante um assalto ocorrido no início da noite desta quarta-feira (15), no centro de João Pessoa. O velório da estudante aconteceu durante toda a tarde desta quinta-feira (16) na Central de Velório Rosa Master, no centro de Itabaiana.

O secretário de Segurança Pública e Defesa Social, Cláudio Lima, o comandante geral da Polícia Militar, coronel Euller Chaves, além de diversos militares participaram do velório.

Ao conceder entrevista à Imprensa, o coronel Euller Chaves disse que não está descartada qualquer hipótese para explicar o assassinato da estudante.

A polícia já está de posse das imagens feitas para câmeras da rua onde o crime aconteceu e que já estão sendo analisadas.

Sobre o crime Meirylane Thaís,que cursava o 2º período do Curso de Biomedicina de uma universidade particular de João Pessoa, foi assassinada com um tiro durante um assalto ocorrido no início da noite desta quarta-feira (15) no centro de João Pessoa.

O tenente Santana, da Força Tática do 1º Batalhão, contou ao repórter Washington Luiz do Sistema Arapuan de Comunicação que jovem, que tinha 19 anos, caminhava pela Rua Barreto Sobrinho e na esquina com a Rua Adelino Cunha, no bairro de Tambiá, ele foi abordada por dois homens de moto.

Um dos homens, sacou de uma arma, anunciou o assalto e exigiu que a universitária entregasse a bolsa. Ele fez como o bandido mandou e logo em seguida, ele exigiu ela entregasse também relógio.

Nervosa, a estudante demorou a tirar o relógio e nesse momento o homem disparou um tiro acertando a cabeça da estudante que morreu no local. Logo em seguida, os bandidos fugiram levando apenas a bolsa da universitária.

O Serviço de Atendimento Móvel (Samu) foi chamado apenas para constatar o óbito.

Paulo Cosme\Cláudio Costa\Esteniel Vieira

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Casar relaxa? Pessoas casadas têm menores níveis do hormônio do estresse

casal-felizUm estudo da Universidade de Carnegie Mellon, nos EUA, mostrou que os casados podem ter sorte no amor e na saúde. Pesquisadores encontraram uma evidência biológica para explicar como o casamento afeta a saúde e faz com que os casados sejam mais saudáveis que solteiros, divorciados e viúvos.

Durante três dias (não consecutivos), os cientistas coletaram amostras de saliva de 527 adultos saudáveis que tinham entre 21 e 55 anos. A cada 24 horas, amostras foram retiradas e testadas para o hormônio do estresse, o cortisol.

Em todos os testes, os participantes casados registraram níveis mais baixos do hormônio do estresse do que os solteiros ou os que já casaram anteriormente. O resultado, publicado na revista Psychoneuroendocrinology, suporta a crença de que os solteiros enfrentam mais estresse psicológico do que os que estão casados.

O estresse prolongado é associado com níveis aumentados de cortisol, que podem interferir na capacidade do organismo para regular a inflamação, que por sua vez, promove o desenvolvimento e a progressão de muitas doenças.

É emocionante descobrir um caminho fisiológico que pode explicar como os relacionamentos influenciam na saúde e na doença.”

Brian Chin, da Universidade Carnegie Mellon

Os pesquisadores também compararam o ritmo diário do cortisol de casa pessoa. Tipicamente, os níveis de cortisol atingem o pico quando uma pessoa acorda e caem ao longo do dia. Os casados mostraram um declínio mais rápido, um padrão que tem sido associado com menos doenças cardíacas e maior sobrevivência entre pacientes com câncer.

“Esses dados fornecem informações importantes sobre o modo como nossas relações sociais íntimas influenciam nossa saúde”, afirma o diretor e coautor do estudo, Sheldon Cohen, professor de psicologia da Universidade Carnegie Mellon.

Uol

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“Operação Botija” das polícias Militar e Civil de Solânea prende 6 pessoas e apreende armas, drogas e mais de meio milhão de reais

dinheiroUma Operação denominada de “Botija” foi desencadeada pelas Polícias Civil e Militar da 21ª DSPC e 7ª CIPM nesta quarta-feira (08) na cidade Arara, agreste da Paraíba. Foram cumpridos 06 mandados de busca e apreensão e 01 de prisão. Na ação foram empregados cerca de 50 policiais civis e militares de Solânea, Cassrengue, Arara, Riachão e Araruna.

Nas residências foram apreendidos dois revólveres, munições, várias porções de cocaína e maconha, balança de precisão, 04 caixas de cigarros contrabandeados e mais de meio milhão de reais em espécie.

Foram presos Cláudio Clementino de Sousa “Cacau”, 21 anos, Fábio Júnior Vicente de Araújo “Banana”, 23 anos, José Genival de Sousa Barros “Dude”, 18 anos Marinézio Ferreira, 41 anos e Jandeci Ferreira dos Santos, 59 anos.

presos

Segundo o delegado Diógenes Fernandes, o grupo foi preso após as investigações indicarem o cometimento de vários crimes. “As investigações indicaram que o grupo agia no tráfico de drogas, roubo e na comercialização de produtos contrabandeados em toda região”.

Segundo o Capitão Mailson, o dinheiro foi apreendido escondido em um cômodo na casa de um empresário. “Vamos confirmar a origem de todo esse dinheiro, porém as informações indicam que são origem ilícita”. Ainda segundo o Oficial, na casa do empresário foi apreendido um revólver e munições.

O mandado de prisão cumprido decorreu de processo criminal na cidade de Pilões pelo crime de roubo.

Todo material apreendido e os acusados foram levados a Delegacia Seccional de Solânea.

Focando a Notícia com Seção de Comunicação e Marketing _ 7ª CIPM

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2,175 milhões de pessoas tiveram doenças ligadas ao ‘Aedes’ em 2016

dengueA previsão da tríplice epidemia se confirmou. Boletim divulgado nesta quinta-feira, 2, pelo Ministério da Saúde mostra que em 2016 o País conviveu com epidemias simultâneas: dengue, chikungunya e zika. Ao todo, foram 2,175 milhões de casos de infecções, com 846 mortes. Chama a atenção o expressivo número de óbitos provocados por chikungunya.

Durante 2016, 196 pessoas morreram em razão da infecção, 14 vezes mais do que o registrado em 2015, com 14 óbitos Quando o vírus foi confirmado no País, autoridades sanitárias afirmavam que a doença trazia pouco risco de morte. A zika, outra doença também que era tida como “prima fraca” da dengue, provocou 8 mortes.

O boletim indica que a epidemia de dengue ocorreu em todas as regiões do País. Os Estados mais castigados foram Minas (com 2.531 casos a cada 100 mil habitantes), Goiás (com 1.845 casos a cada 100 mil habitantes), Mato Grosso do Sul (com 1.684 casos a cada 100 mil habitantes) e Rio Grande do Norte (com 1.670 casos a cada 100 mil habitantes).

A chikungunya afetou sobretudo o Nordeste. Sete de nove Estados apresentaram níveis considerados muito altos, com incidência superior a 300 casos por cada 100 mil habitantes. No Sudeste, a maior incidência ocorreu no Rio, com 108 casos a cada 100 mil habitantes.

Os casos de zika foram em menor número: 215.319. A maior incidência foi no Mato Grosso (671 casos por 100 mil), Rio de Janeiro (414 casos por 100 mil) e Bahia (340 por 100 mil).

Estadão

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PB tem 451 pessoas resgatadas de trabalho escravo em 12 anos, diz MPT

trabalho-escravoDados levantados pela Coordenadoria de Análise e Pesquisa de Informações do Ministério Público do Trabalho (CAPI/MPT) mostram que entre 2003 e 2015, pelo menos, 451 paraibanos foram resgatados em diversas regiões do país trabalhando em situação análoga ao trabalho escravo. Os dados foram divulgados pelo Ministério Público do Trabalho na Paraíba nesta sexta-feira (27).

“O nosso Estado é conhecido por ser um polo exportador de mão de obra. Os trabalhadores aceitam trabalhos degradantes, imaginando que não poderiam conseguir nada melhor. Eles se sujeitam a péssimas condições detrabalho e, muitas vezes, são enganados com falsas promessas”, disse o procurador do Trabalho Raulino Maracajá.

Em agosto do ano passado, 17 trabalhadores paraibanos de Patos, foram encontrados em situação de trabalho análogo à de escravidão, na cidade de Lajeado, no Rio Grande do Sul. Os paraibanos eram trancados pelos empregadores em uma cela instalada no baú de um caminhão quando não atingiam metas de venda.

Os trabalhadores paraibanos também afirmaram ter limitações de locomoção e jornada de trabalho excessiva.

De acordo com informações da polícia, os paraibanos recebiam uma quantia insuficiente para alimentação diária e dormiam dentro do caminhão, ou em redes do lado de fora do veículo.

O flagrante ocorreu durante uma operação realizada pela Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Ministério do Trabalho e Brigada Militar. Dois homens foram presos, suspeitos de de exercerem conduta análoga a escravidão.

Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo
A Semana Nacional de Combate ao Trabalho Escravo começou na última segunda-feira (23) e o dia 28 de janeiro é lembrado por ser o Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

A data foi instituída pela Lei nº 12.064 de 2009 e faz referência à Chacina de Unaí, onde quatro funcionários do Ministério do Trabalho, um motorista e três auditores fiscais, foram executados durante uma fiscalização em uma fazenda no Noroeste de Minas Gerais.

A proposta que define o que é trabalho escravo e prevê a expropriação de terras para quem utilizar mão de obra análoga ao trabalho escravo ainda está em análise na Comissão de Constituição e Justiça do Senado.

De acordo com o MPT-PB, a exploração do trabalhador vai desde a retirada de sua liberdade, até casos mais graves como a exploração sexual de crianças e o tráfico de pessoas. O Ministério do Trabalho caracteriza como trabalho escravo moderno aquele em que o trabalhador é submetido a trabalhos forçados, servidão por dívidas, jornadas exaustivas, condições degradantes, remuneração indigna, supressão de documentos, dentre outras, sendo considerados isoladamente ou em conjunto.

Trabalho escravo no Brasil (Foto: Editoria de Arte/G1)Trabalho escravo no Brasil (Foto: Editoria de Arte/G1)

G1

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TCE-PB dá prazo para demissão de oito mil pessoas no governo

tceDecisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE) dá prazo de 180 dias para que o governador Ricardo Coutinho (PSB) e a secretária estadual de Saúde, Claudia Veras, regularizem a situação funcional de mais de oito mil “codificados” que atuam na Secretaria da Saúde do Estado. Essas pessoas não são concursadas, nem comissionadas e não assinaram nenhum tipo de contrato, mas exercem várias funções, são pagos de forma direta e que custam em torno de R$ 20 milhões por mês.

A decisão é resultado de um recurso de reconsideração interposto pelo governo do Estado em uma Inspeção Especial de Atos da Gestão de Pessoa, do ano de 2015, da Secretaria da Saúde (SES), que teve como relator o conselheiro Nominando Diniz, que já havia determinado providências sobre a situação de 8.521 “codificados”.

Na decisão em que negou provimento ao recurso, o TCE manteve o prazo para que a gestora da saúde estadual apresente um plano de ação para implementar o novo perfil hospitalar e o dimensionamento do pessoal “codificado” identificado no levantamento realizado pelo órgão. Além disso, o TCE pede que o Estado regularize a situação dos codificados que atuam nas áreas administrativas da SES e nas unidades de atendimentos médicos hospitalares, como também que cesse quaisquer contratações de prestadores de serviços e codificados sob pena de responsabilização pessoal pelo aumento do quadro atual, considerado excessivo pelo TCE.

Outra determinação é que o Governo do Estado adote preceitos constitucionais como a contratação por excepcional interesse público ou processo de seleção simplificado, com a devida divulgação no Diário Oficial do Estado da relação de todos os servidores que recebem a remuneração na condição de codificados, com os respectivos nomes, CPF, valor e a unidade de trabalho.

O Estado também deverá elaborar para envio à Receita Federal, as guias de recolhimentos previdenciários dos meses de janeiro de 2013 a dezembro de 2016 e fazer os ajustes necessários junto à Secretaria da Administração para a inclusão da folha de codificados nas informações enviadas ao TCE acerca da folha de pagamento de pessoal vinculada à administração direta do Poder Executivo já que informa que tem 127.383 servidores, sendo 112.089 na administração direta e 15.294 na indireta, deixando de registrar 8.521 “codificados”.

No caso de descumprimento da decisão, o governador Ricardo Coutinho e a secretária de Saúde, serão responsabilizados no julgamento das contas de 2017, pois já não poderá alegar que não foi alertado das irregularidades apontadas.

Jornal Correio da Paraíba

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Pessoas que falam palavrões são mais honestas, diz estudo

Quando você quer causar uma boa impressão com alguém, provavelmente vai segurar a língua e não falar nenhum palavrão na sua frente. Afinal, foi isso que nos ensinaram desde cedo.

A ciência acabou de provar que um “porra” ou “caralho” bom colocado na frase pode ter um efeito positivo na conversa. Por quê? Pessoas que falam palavrões são mais honestas, um estudo revelou.

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Pesquisadores fizeram três experimentos para chegar a essa conclusão. Primeiro, eles pediram para 276 voluntários contarem a frequência que usavam palavrões e fazer um teste de honestidade.

Depois, 73 mil pessoas foram analisadas no Facebook por meio de um aplicativo, com o objetivo de medir a relação profanidade/integridade no status deles. Por fim, os estudiosos utilizaram dados sobre o uso da palavrões e índice de honestidade em cada estado americano.

O resumo da ópera é aquele que você já sabe: palavrão e honestidade andam juntos.

“Quando você filtra as palavras que usa durante uma conversa, provavelmente também filtra o que está dizendo”, explicou um dos pesquisadores, David Stilwell, da Universidade de Cambridge. “Alguém que usa palavrões em geral não está adotando nenhum desses filtros.”

Fonte: iG

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Redes sociais validam o ódio das pessoas, diz psicanalista

celularNas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos de seus amigos e seguidores e se sentir, de alguma forma, validado.

Além disso, a linha entre uma ameaça virtual e uma ação criminosa é tênue, como ocorreu no caso da chacina ocorrida em Campinas (SP) no começo do ano, quando um homem matou a ex-mulher, o filho e outras dez pessoas durante uma festa de Ano Novo.

Essa é avaliação que o psicanalista Contardo Calligaris, doutor em psicologia clínica e autor de diversos livros, faz sobre a disseminação dos discursos de ódio nas redes sociais, que para ele deveria ser “perseguida”. “Deveríamos ter limites claros ao que é o campo da liberdade de expressão, que é intocável, e o momento em que aquilo se torna uma ameaça.”

Em entrevista à BBC Brasil, ele ressalta que as redes também trazem efeitos muitos positivos, refuta discursos de que o mundo está mais violento e fala de sua esperança de que os brasileiros se tornem “cidadãos melhores”. Confira os principais trechos:

BBC Brasil: Temos observado casos de violência brutal: chacinas como a de Campinas, a morte de um ambulante espancado em uma estação de metrô, atentados, matanças. Vivemos uma época de mais intolerância ou apenas sabemos mais sobre ela?

Contardo Calligaris: Eu tendo sempre a diminuir sempre os gritos de horror, que são plenamente justificados, mas tendo a diminuí-los porque a sensação de que estamos em um mundo mais violento no médio e longo prazo é sempre falsa. Estamos em um mundo infinitamente menos violento do que era dois séculos atrás, por exemplo – essa é a progressão. Mas claro, é um gráfico que sobe e desce.

Nos casos recentes, um é diferente do outro. Uma coisa é o espancamento de um ambulante que tentou ajudar as travestis, de populações particularmente expostas à violência coletiva – aqui realmente se trata de um crime de ódio, de ódio à diferença.

Quase sempre são crimes inspirados pelo horror e medo de poder se identificar com a vítima – a sensação de que “eu mato o morador de rua ou a travesti que eu poderia vir a ser e tal de forma que eu nunca virei a ser essa mesma pessoa”. É a base fundamental de muitos comportamentos racistas, de extermínio de diferentes.

Esse é um tipo de mecanismo de violência, mas outro é o caso da boate em Istambul, por exemplo, que é o desejo de “destruir o local onde os ocidentais se reúnem para suas festas de infiéis porque não quero ser tentado por isso e mato a minha própria tentação de cair na gandaia”.

E outro tipo ainda é episódio de Campinas, que é o que me dá mais pena – aqui tem uma coisa que a imprensa deveria sublinhar muito para que seja ouvida, que é uma história absolutamente anunciada.

Houve, ao longo de cinco anos, vários boletins de ocorrência, a mulher não consentiu com as medidas restritivas que poderiam fazer a diferença. E aí você vai me dizer, “mas a polícia e a Justiça não fariam nada, só iriam à casa do suspeito”, mas isso sim já faria a diferença.

Alguém deveria ter orientado a mulher sobre a possibilidade disso acontecer, mesmo sendo o pai de seu filho. As estatísticas dizem que quando você tem quatro ou cinco boletins de ocorrência depois da separação, as chances são grandes de você ter episódios de violência.

BBC Brasil: A descrença que a gente vê nesse caso – de que o homem não seria capaz de fazer algo concretamente – também observamos nos casos dos comentários raivosos das redes sociais. Especialmente depois desse caso, mas em tantos outros, em muitos dos argumentos que a gente já leu na internet, muito desse discurso do ódio está explícito. Será que isso é um alerta de que esse discurso estaria passando para o ato e se concretizando na vida real?

Calligaris: Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos pelos seus amigos e seguidores, e se sentir de alguma coisa validado. Ou seja, as redes sociais produzem uma espécie de validação do seu ódio que era muito mais difícil antes de elas existirem e se tornarem tão importantes na vida das pessoas.

Isso não tem remédio porque não podemos voltar atrás, e essa é certamente a parte menos interessante das redes sociais, que em contrapartida têm efeitos sociais muito positivos.

É uma coisa um pouco ridícula ouvir isso de um psicanalista, mas eu acho que o discurso de ódio nas redes sociais é algo deveria ser perseguido, deveríamos ter limites claros ao que é o campo da liberdade de expressão, que é intocável, e o momento em que aquilo se torna uma ameaça e deveria receber imediatamente a atenção da polícia e do Judiciário.

Existe uma linha tênue de passagem entre a ameaça na rede social, a confirmação que ela recebe do discurso de quatro, cinco, ou mil malucos nos comentários – pessoas que vão ter respondido, no caso de Campinas, por exemplo, “vai lá e mata mesmo aquela ‘vadia'” – e a possibilidade de ação criminosa.

Ele é um louco, no sentido geral e num sentido clínico certamente poderíamos especificar melhor. De toda forma, todos nós somos capazes de pensar a forma como essa panela de pressão foi se construindo.

BBC Brasil: Assim como as redes sociais têm essa ambiguidade – um lado positivo e outro negativo – o nosso mundo e nossa sociedade parece caminhar um pouco da mesma forma, dando dois passos para frente e um para trás. Por exemplo, na questão de gêneros, temos uma fluidez maior, mas muitos ataques contra gays e trans. Como fica o indivíduo nesse período em que parece que temos duas realidades: uma abertura maior com relação a alguns assuntos e um preconceito rigoroso sobre eles?

Calligaris: As redes sociais proporcionaram, por um lado, coisas que eram impensáveis anos atrás. Por exemplo, tem um ódio coletivo que se manifesta contra a comunidade trans, alimentado por figuras sinistras que comandam até igrejas, e isso é alimentado, apesar de poder ser caracterizado como um crime de incitação ao ódio.

Mas, por outro lado, alguém que não se reconhecia no seu corpo, uma trans que morava no interior do Mato Grosso e achava que era um monstro, único do tipo e destinada a uma vida escondida, de repente descobre que tem pessoas como ela pelo mundo afora, e grupos, e pessoas dispostas a escutar, a dar conselhos. Isso é o outro efeito positivo das redes.

Agora é verdade que fundamentalmente as redes sociais são construídas no modelo da sociedade contemporânea, ou seja, você vale o apreço que você produz. Ou no caso, o número de “likes” que suas postagens conseguem receber.

Isso aconteceria mesmo que as redes sociais não existissem. Ou seja, na sociedade contemporânea, você não vale os seus diplomas ou nem mesmo o que é a sua história – o que importa é quem e quantos gostam de você. Assim é o funcionamento da sociedade contemporânea, gostemos dele ou não.
Agora, o problema é que, quando você vive, se alimenta do apreço dos outros, é muito fácil se enredar em formações de grupo absolutamente espantosas.

Então o discurso de ódio, por exemplo, se alimenta porque é uma coisa “maravilhosa”: você constitui, pelas redes sociais, um imenso grupo de pessoas que pensam absolutamente a mesma coisa que você – o que é trágico porque frequentar e trocar mensagens com quem diz “é isso mesmo, meu irmão” é de um tédio mortal.

BBC Brasil: E isso tem a ver com as bolhas informacionais e com algoritmos que “pensam por nós” e reforçam esse comportamento…

Calligaris: Sim… eu acho que deveríamos ler aquilo com o qual não concordamos, não só o que concordamos. Eu, como colunista, penso isso. Para que ler algo que você sabe que vai concordar?

BBC Brasil: Falando sobre esse reforço de ideias ainda e sobre avanços e atrasos, há o que parece ser um incômodo sobre a conquista de direitos dos outros – e aqui falo especificamente sobre a mulher. A psicanálise explica por que essa conquista incomoda tanto alguns grupos da sociedade?

Calligaris: O que mais me surpreende é, por um lado, a tremenda insegurança de quem se ofende com os direitos de uma maioria oprimida.
Essa inquietação tem uma força ideológica muito mais ao redor de pessoas que sobrevivem ou acham que sobrevivem graças a precárias posições de vantagem.

Tem um monte de homens um pouco perdidos porque ficou cada vez menos claro o que é esperado deles. Também não sabemos mais como defini-lo – ele já não é o provedor. Essas são mudanças lentas.

BBC Brasil – Você falou sobre a vantagem – isso é sempre identificado com o brasileiro, de forma geral, aquele que sempre quer levar vantagem em tudo, o malandro. Mas temos um revés disso com grandes políticos e empreiteiros sendo presos, a corrupção mais combatida, que pode mostrar que “não vale mais tanto a pena”. Isso pode mudar esse comportamento de apontar ou dedo e não olhar para si, nunca pensar na sua própria responsabilidade?

Calligaris: Essa é a grande esperança, embora eu não acredite que ela vai mudar a qualidade ética da nossa classe política tradicional. A Lava Jato tem esse aspecto de dilúvio universal nas casas das pessoas, mas não estou vendo os efeitos disso ainda.

Mas, do ponto de vista do cidadão comum, tenho uma pequena esperança de que isso mude um pouco a regra de querer levar vantagem em tudo, aproxime da gente a ideia de que em pequenas operações da vida cotidiana possamos ser tão corruptos no sentido de confundir o público e privado e de tornarmos a convivência publica uma coisa tão problemática. E ao compreender isso, podemos nos tornar cidadãos melhores.

BBC Brasil

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Três pessoas ficam feridas após briga no município de Borborema 

 

sireneA briga por pouco não acabou m morte na Rua da Palha, município de Borborema. Três pessoas ficaram feridas e uma delas teve que ser socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma de João Pessoa, após a tentativa de homicídio.

De acordo com a polícia, João José Joaquim de Sousa foi até a casa das duas vítimas, uma de 18 e outra de 47 anos, e após uma discussão tentou matar as duas pessoas a faca.

Uma das vítimas foi ferida nas mãos e outra no pescoço. Em meio a briga, o acusado também foi golpeado no pescoço.

Um dos feridos, o de 47 anos, foi socorrido para o Hospital de Trauma, em João Pessoa. Já a segunda vítima e o acusado foram socorridos para o hospital da cidade de Serraria e, segundo a equipe médica, o estado das vítimas é estável.

Compareceu no local a viatura 6179 que constatou o fato e acompanhou o acusado no hospital e depois de medicado e liberado, foi conduzido até a delegacia de Solânea para as providências que o caso requer.

 

Focando a Notícia

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Mais de 900 mil pessoas podem sacar abono salarial de 2014 até dia 29

O prazo para sacar o abono salarial de 2014 termina no próximo dia 29 de dezembro, quinta-feira. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), pouco mais de 900 mil pessoas têm direito a receber o dinheiro e ainda não efetuaram o saque. A retirada do benefício pode ser feita nas agências bancárias até o dia 29, mas se o trabalhador tem o cartão cidadão com senha, poderá sacar em um terminal de autoatendimento da Caixa Econômica ou em casas lotéricas até sexta-feira (30).

Agência da Caixa Econômica Federal
Saque do abono salarial ano-base 2014 termina no próximo dia 29 nas agências da Caixa Econômica FederalArquivo/ Agência Brasil

O abono salarial ano-base 2014 está disponível para trabalhadores inscritos no Programa de Integração Social (PIS) ou Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep) com pelo menos 30 dias de trabalho com carteira assinada naquele ano. O PIS é destinado aos trabalhadores do setor privado e o Pasep, aos do setor público. O trabalhador pode consultar no site do MTE a relação de pessoas com direito ao benefício.

O prazo original de saque do abono expirava no final de junho, mas 1,2 milhão de pessoas ainda não tinha feito o saque. Até 19 de dezembro, o MTE registrou 284,8 mil trabalhadores sacaram o benefício. Ou seja, 76% dos beneficiários que perderam o prazo inicial ainda não efetuaram o saque. São R$ 802 milhões disponíveis, considerando o valor médio de saque individual, de R$ 874,84.

O estado de São Paulo é aquele com mais saques pendentes. Dos 395.188 trabalhadores com direito ao abono, 353.054 ainda não retiraram o dinheiro. No Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Minas Gerais, mais de 60% dos que têm direito ao benefício ainda não sacaram.  “Em um cenário de dificuldades e restrições pelo qual passam as pessoas, esse abono salarial poderá ser alento para muitos chefes de família em todo o País”, disse o coordenador-geral do Seguro-Desemprego, Abono Salarial e Identificação Profissional do Ministério do Trabalho, Márcio Borges.

O Ministério do Trabalho recomenda que os trabalhadores não deixem o saque para o último dia, pois caso haja problemas na operação não haverá tempo hábil para a resolução.

Segundo o ministério, é comum os atendentes bancários pensarem que se trata do benefício referente a 2015 e, após checar os dados do trabalhador, informar que ele não tem direito ao saque. Nesse caso, a orientação é explicar que se trata do abono salarial do ano-base 2014. Caso ainda assim os dados não sejam localizados, é possível pedir para fazer uma atualização cadastral no próprio banco.

Agência Brasil

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