Arquivo da tag: pesquisas

Novas pesquisas eleitorais já têm data para serem divulgadas

Conforme analise junto ao site do no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PB), uma nova pesquisa de intenção de voto para governador e senador da Paraíba foi registrada nesta corte eleitoral, e deverá ser divulgado domingo, pelo instituto Real Time Big Data.

Outra protocolada na corte eleitoral tem previsão para sair na segunda-feira. Contratada pelo jornal Correio da Paraíba, está sob a responsabilidade da Método Pesquisa e Consultoria. Até o momento de forma oficial os paraibanos tiveram acesso a pesquisa Ibope, Datavox e Consult.

Ambas novas pesquisas vão analisar os cenários para presidente, governador, senador as duas vagas e deputados federais e estaduais.

pbagora

TSE registra mais duas pesquisas eleitorais na Paraíba com divulgação para esta semana

Mais duas pesquisa eleitorais na Paraíba foram registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste último fim de semana. Os institutos responsáveis pelas pesquisas são o IBOPE e o DATAVOX, contratados pela TV Cabo Branco e pelo site PB Agora, respectivamente.

A pesquisa IBOPE/Cabo Branco foi registrada no último sábado (18) e deve investigar as intenções de voto para os cargos de governador e senador na Paraíba. A previsão de divulgação do resultado da pesquisa é para o dia 24 de agosto, a próxima sexta-feira.

Deve ser aplicado um questionário estruturado através de entrevistas pessoais a uma amostra representativa do eleitorado paraibano. Devem ser entrevistados 812 eleitores. O valor pago pela pesquisa é R$ 65.569,00.

Já a pesquisa DATAVOX/PB Agora, registrada neste domingo (19) deve investigar as intenção de voto dos paraibanos para os cargos de governador, senador e deputados estaduais e federais. a data de divulgação do resultado da pesquisa é no dia 25 de agosto.

Segundo a metodologia explicada, devem ser feitas entrevistas pessoais e domiciliares com aplicação de questionários estruturados e padronizados. Devem ser entrevistados 2 mil eleitores em 70 municípios paraibanos. O valor pago pela pesquisa é de R$ 10 mil.

clickpb

Medida de Temer que acabou com as pesquisas no Brasil revolta estudantes da Paraíba

Aprovada com ampla maioria em plenário, a PEC 241/2016, que limita gastos da União por 20 anos e acaba com a destinação de recursos para pesquisa no país, teve uma grande articulação do governo Michel Temer (MDB). A medida acabou com o sonho de seguir carreira acadêmica, da comunicóloga Gilmara da Mata que ingressou este ano como aluna do mestrado em Comunicação da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), no Campus da Capital, e faz parte do universo de 2.532 pessoas beneficiadas com bolsas de pós-graduação disponibilizadas pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) nas instituições federais de ensino superior na Paraíba.

Ligada ao Ministério da Educação (Mec), no último dia 3 a entidade ameaçou suspender todas as bolsas destinadas aos estudantes de pós-graduação, em virtude do corte no orçamento da pasta governamental. Contudo, no último dia 6 o Mec garantiu o pagamento das bolsas em 2019. Mas, ainda assim, a possibilidade da medida assombra estudantes e professores.

“O mestrado pede de você uma dedicação muito grande. Além das aulas, nós temos que participar de congressos, escrever artigos para revistas científicas, fazer estágio. Tudo isso é um gasto e é difícil conciliar com trabalho. Então, a bolsa é uma ajuda mínima, mas que garante uma certa segurança para você se manter só estudando”, disse a mestranda Gilmara da Mata.

A UFPB, onde ela estuda, é a instituição federal na Paraíba que detém a maior parte das bolsas ofertadas pela Capes (1.708). Ainda assim, a pró-reitora de pós-graduação da universidade, Maria Luiza Feitosa lembrou que há quatro anos o número de bolsas era superior ao que se tem atualmente.

Ela revelou ainda que os novos programas de mestrado e doutorado são os mais penalizados com a falta de bolsas para os estudantes. “A Capes tem feito um controle maior sobre as bolsas e isso afetou os programas mais novos. A gente tem um quantitativo de bolsa razoável, mas foram criados novos cursos e estes têm dificuldades para receber bolsas. A gente tenta fazer um remanejamento, mas é difícil. O que têm reforçado e garantido algumas bolsas para esses novos mestrados e doutorados foram os dois editais lançados pelo Fundo de Pesquisas do Estado da Paraíba (Fapesq), que é do governo estadual”, explicou a pró-reitora.

UFCG. Na Universidade Federal de Campina Grande, o pró-reitor de pós-graduação, Benemar Alencar, também confirmou as dificuldades dos novos programas em conseguir bolsas via Capes. Segundo ele, nos últimos anos o número de bolsas disponibilizadas tem se mantido. No entanto, mas a maior parte dos programas recentes de mestrado e doutorado ficam sem o benefício para os alunos.

“O número de bolsas que nós temos tem se mantido o mesmo desde 2013, mas a desproporção vai aumentando a medida que os novos cursos ficam sem bolsas, que também não receberam reajuste”, comentou o pró-reitor, Benemar Alencar.

 

 

PB Agora

Presidente de partido considera ex-presidente Lula favorito em 2018: “As pesquisas mostram que é!”

charlintonO Professor Charliton que é presidente estadual do PT da Paraíba,concedeu entrevista o PB Agora nesta quinta, (26) e declarou toda sua paixão pelo ex-presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT), ao fazer uma projeção política acerca dos possíveis presidenciáveis para as eleições de 2018. Avesso ao governo do atual presidente Michel Temer (PMDB), Machado afirmou que Lula é imbatível.

“As pesquisas mostram que é e precisamos observar a situação do pais que tende a piorar, onde todos os índices mostram que o Brasil esta passando por uma grande estagnação econômica, desemprego alto e é claro que o Brasil terá uma alternativa para que a esquerda possa disputar 2018”, frisou.

Charlinho enumerou algumas condições indispensáveis para a vitória de Lula

“É importante que ela esteja unificada, que ela tenha um único sentimento que é a retomada de um programa social e o nome de Lula sem sobra de duvidas é o nome mais forte com 35% em todas as pesquisas, demonstrando que seu legado tem muita força histórica e condições para disputa em 2018”, destacou.

Machado também saiu em defesa da da ex-primeira dama Marisa Letícia, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (AVC) e continua internada no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo. Minutos após a informação circular entre os veículos de comunicação, muitas manifestações começaram a ocorrer nas Redes Sociais.

“Não tem como não se assustar com o nível de ódio propagado na internet, e em especial nas Redes Sociais. O antipetismo superou os limites elementares da civilidade política, e pessoas não tiveram a vergonha de desejar publicamente a morte de uma mulher que nada fez contra ninguém. O erro dela, pela lógica grotesca deles, é ser a esposa do melhor presidente que o Brasil já teve, do homem que tirou milhões da miséria. Um operário que conseguiu ser por duas vezes presidente do Brasil, e isso eles nunca irão perdoar”, pontuou.

Henrique Lima

PB Agora

Acompanhe mais notícias do FN nas redes sociais: FacebookTwitterYoutube e Instagram

Entre em contato com a redação do FN:  WhatsApp (83) 99907-8550. 

E-mail: jornalismo@focandoanoticia.com.br

 

 

 

Ministério da Saúde oferece R$10 milhões para pesquisas em saúde infantil

dinheiroUniversidades e institutos de pesquisa de todo o Brasil têm prazo, até o dia 13 de janeiro, para inscrever trabalhos voltados para a saúde da criança. O edital lançado nessa segunda-feira (17) pelo Ministério da Saúde destina R$ 10 milhões para financiar pesquisas em áreas como, por exemplo, a do desenvolvimento motor e cognitivo infantil.

“A gente já tinha lançado, há cerca de um ano, um edital para a questão da prematuridade. Agora, a gente está avançando para além da prematuridade, em um esforço de pesquisa e inovação para os primeiros 1.000 dias da criança – fase decisiva para que elas tenham desenvolvimento saudável. Além de tratar a criança, de fazer com que ela viva, a gente quer que ela tenha plena capacidade cognitiva, que ela esteja com a alimentação adequada”, explicou o secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do Ministério da Saúde, Carlos Gadelha.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Os projetos de pesquisa deverão ter abordagem inovadora e determinar quais combinações de intervenções são mais eficazes para prevenir e tratar as consequências do nascimento, crescimento e desenvolvimento não saudáveis, e saber quando as intervenções são aplicadas com mais eficácia, além de integrá-las, de maneira prática, em um ciclo de cuidado contínuo. Amamentação, alimentação da mãe, forma de atendimento à mãe e ao bebê, tecnologias para diagnóstico de doenças, tudo isso pode ser alvo de pesquisa financiada pelo edital.

A ação faz parte do Programa Grandes Desafios Brasil: Desenvolvimento Saudável para Todas as Crianças, em conjunto com a Fundação Bill & Melinda Gates e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). O governo federal entra com metade do financiamento e a Fundação Gates com a outra metade.

“A comunidade cientifica participa, mas o projeto também é voltado para gestores. Se qualquer pessoa que está no serviço de saúde, que cuida da saúde – seja formado em medicina, seja biólogo, alguém da área de farmácia ou enfermagem – tiver uma boa ideia, algo diferente, ela pode concorrer e ganhar o edital, e sua sugestão pode ser apresentada para incorporação pelo sistema de saúde”, explicou Gadelha.

Segundo o secretário, o edital é uma forma de o governo voltar a atenção da comunidade científica para as necessidades da população. Todos os projetos aprovados podem, depois, ser incorporados à rede pública de saúde. As inscrições podem ser feita no portal do CNPq.

Fonte: Agência Brasil

Consultor do instituto 6Sigma diz que por divergência de interesses não vai mais comercializar pesquisas eleitorais

cesarEm entrevista a Rádio Campina FM, o consultor do grupo 6Sigma, Pedro César Coelho, revelou que o instituto não vai mais comercializar pesquisas eleitorais este ano devido ao confronto de interesses. Desde 2008, que o 6Sigma vem realizando pesquisas eleitorais, se destacando por acertar a maioria das consultas, batendo inclusive o Ibope. As pesquisas já foram divulgadas em veículos como TV Itararé, TV Master e Campina FM.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook
Pedro César explicou os boatos e especulações que tomaram conta das redes sociais, sobre um possível cancelamento de registro e da divulgação de uma pesquisa com números da disputa ao Governo do Estado no segundo turno das eleições 2014.

Pedro frisou que o registro foi retirado segundo normas do TSE e que foi apenas uma pesquisa com resultados abortados.

– Temos adotado estratégias, pois algumas empresas e partidos teimam em segurar os números da pesquisa. Especulou-se muito sobre um registro de uma pesquisa. Na verdade existiam dois registros, uma pra ser divulgada no dia 12, sexta-feira, e uma pesquisa para o sábado. O registro da pesquisa do sábado foi tirado seguindo todas as resoluções do TSE – elucidou.

Enfático, ele disse ainda que a pesquisa não foi divulgada devido a cláusula vigente, que diz que caso uma das partes envolvidas não queira o resultado não pode ser veiculado.

– Todo mundo fala que pesquisa é o retrato do momento e se forem olhar no site a pesquisa é de uma semana atrás. Como ela é comprada pelo Sigma tecnologia, existe uma cláusula que diz que caso o candidato não deseje a gente não divulga. E como ficou defasado, o contratante resolveu por bem não divulgar e gerou um monte de especulação – ressaltou.

César finalizou explicando que a diretoria decidiu não mais comercializar pesquisas devido às divergências de interesses. A pesquisa do 6Sigma para governador deveria ter sido divulgada no sábado, o que gerou especulações. Algumas pessoas chegaram a afirmar via redes sociais, que os números da pesquisa haviam vazado. Ontem Pedro César divulgou uma nota desmentindo o vazamento das informações.

PB Agora

Advogado que impugnou nove pesquisas na PB anuncia ação judicial contra o IPESPE

Francisco-GuedesO advogado Francisco Ferreira, que durante o primeiro turno conseguiu impugnar nove pesquisas eleitorais na Paraíba, anunciou na noite desta quarta-feira (15) que estrará ingressando na Justiça com um pedido de investigação por fraude contra o Instituto IPESPE. O jurista acredita haver um ‘esquema criminoso’ financiando a compra de resultados de pesquisas no Estado.

“A Paraíba vive hoje um verdadeiro descalabro em termos de pesquisas eleitorais. Instalou-se no Estado uma verdadeira organização criminosa, onde há pessoas com vínculos com certos institutos de pesquisa, determinados grupos político e de parte da imprensa”, acusou o advogado, que ingressará nesta quinta-feira (16) ação representando o Partido Renovador Trabalhista Brasileira (PRTB).

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Francisco, que já conseguiu condenações judiciais com multas contra dois institutos de pesquisa nestas eleições, disse que o IPESPE é ‘reincidente’, e que o resultado da consulta divulgado na noite desta quarta-feira (15) pelo Jornal da Paraíba é um ‘absurdo’.

O advogado lembrou ainda que o Instituto IPESPE descumpriu decisão judicial que determinou a apresentação, aos partidos políticos, da relação dos municípios, bairros e ruas onde residem as 1,5 mil pessoas consultadas na última pesquisa divulgada no primeiro turno.

Para o presidente do PRTB, Fábio Carneiro, a pesquisa realizada pelo IPESPE não consegue convencer ninguém na Paraíba. “Não existe lógica nenhuma de um candidato que perdeu mais de 100 aliados abrir tamanha diferença percentual para um candidato que ganha dezenas adesões diariamente”, disse o dirigente partidário.

 

paraibaja

Veja votos válidos de Dilma, Aécio e Marina nas pesquisas Ibope e Datafolha

urnaPesquisas Ibope e Datafolha divulgadas neste sábado (4) mostram que a candidata Dilma Rousseff (PT) continua na liderança isolada na disputa pela Presidência da República, mas ainda não tem pontuação suficiente para vencer no 1º turno. Aécio Neves (PSDB) está, pela primeira vez, numericante à frente de Marina (PSB) nos dois levantamentos, mas os dois se encontram em empate técnico. A margem de erro das duas pesquisas é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Em votos válidos, no Ibope, Dilma tem 46%, Aécio, 27%, e Marina, 24%. No Datafolha, Dilma tem 44% dos votos válidos, Aécio, 26%, e Marina, 24%.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um voto.

Confira os números:

Ibope, votos válidos
Dilma Rousseff (PT) – 46%
Aécio Neves (PSDB) – 27%
Marina Silva (PSB) – 24%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Luciana Genro (PSOL) – 1%
Eduardo Jorge (PV) – 1%
Outros – 0%

 

 

Segundo o Ibope, Aécio está pela primeira vez numericamente à frente de Marina, mas empatado tecnicamente com ela, não sendo assim possível dizerqual dos dois vai para o segundo turno com Dilma.

SEGUNDO TURNO (votos totais)
– Dilma Rousseff: 45%
– Aécio Neves: 37%
– Branco/nulo: 11%
– Não sabe/não respondeu: 7%

– Dilma Rousseff: 45%
– Marina Silva: 37%
– Branco/nulo: 12%
– Não sabe/não respondeu: 7%

– Aécio Neves: 39%
– Marina Silva: 36%
– Branco/nulo: 15%
– Não sabe/não respondeu: 11%

O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre os dias 2 e 4 de outubro. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”, está registrada no TSE sob o número 01021/2014. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%.

Datafolha, votos válidos
Dilma Rousseff (PT) – 44%
Marina Silva (PSB) – 26%
Aécio Neves (PSDB) – 24%
Luciana Genro (PSOL) – 2%
Pastor Everaldo (PSC) – 1%
Eduardo Jorge (PV) – 1%
Levy Fidelix (PRTB) – 1%
Outros – 1%

Segundo o Datafolha, Aécio Neves e Marina Silva estão em situação de empate, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, mas a curva descendente e contínua de Marina e a curva ascendente e contínua de Aécio favorecem o candidato do PSDB.

SEGUNDO TURNO (votos totais)
– Dilma Rousseff: 49%
– Marina Silva: 39%
– Em branco/nulo/nenhum: 9%
– Não sabe: 3%

– Dilma Rousseff: 48%
– Aécio Neves: 42%
– Em branco/nulo/nenhum: 7%
– Não sabe: 3%

O Datafolha ouviu 18.116 eleitores nos dias 3 e 4 de outubro. A pesquisa, encomendada pela TV Globo e pelo jornal “Folha de S.Paulo”, está registrada no TSE sob o número 01037/2014. O nível de confiança é de 95%. Isso significa que, se forem realizados 100 levantamentos, em 95 deles os resultados estariam dentro da margem de erro de dois pontos prevista.

 

G1

Expectativa: quatro pesquisas devem ser divulgadas neste sábado

ELEICOESQuatro pesquisas eleitorais para governador da Paraíba e senador da República devem ser divulgadas neste sábado. Todas – Sigma, Souza Lopes, Ibope e Ipespe – registraram suas pesquisas no último dia 29 de setembro para divulgação no dia quatro de outubro, véspera das eleições.

A Sigma Tecnologia de Informações Ltda foi contratada pela Rádio e Televisão Campina Grande e deve concluir ainda hoje entrevistas com 812 eleitores.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

A Souza Lopes Consultoria e Pesquisa Ltda  foi contratada pela Empresa de Televisão João Pessoa LTDA (Correio) e vai ouvir 1.500 pessoas entre  os dias 02 e 03 de setembro.

A terceira pesquisa será do Ibope Inteligência Pesquisa e Consultoria Ltda foi contratada pela TV Cabo Branco. Desde ontem e até hoje, 812 eleitores devem ser entrevistados.

A Editora Jornal da Paraíba Ltda, por sua vez, contratou  o Ipespe Instituto de Pesquisa Sociais Política e Econômicas. Serão entrevistados até esta sexta-feira (3) 1.500 eleitores.

pesquisa

 

clickpb

Pesquisas eleitorais contêm ‘problemas sérios’ e deveriam ser vetadas, diz estatístico veterano

pesquisaNas últimas semanas, dezenas de pesquisas eleitorais incendiaram o cenário político, expondo uma acirrada disputa entre a candidata Marina Silva (PSB) e a presidente Dilma Rousseff (PT), e até mesmo uma recente reação de Aécio Neves (PSDB), cuja preferência de voto havia caído por conta da ascendente e fulminante chegada da ambientalista à corrida presidencial, após a trágica morte de Eduardo Campos em meados de agosto.

CURTA o FOCANDO A NOTÍCIA no Facebook

Esses estudos serviram de termômetro para o cenário eleitoral e foram amplamente repercutidos na imprensa, nas campanhas políticas, entre analistas, professores e, claro, por parte dos mais de 140 milhões de eleitores brasileiros. Mas, o que foi pouco falado diz respeito a quão precisos são os resultados?

O tema é espinhoso principalmente por dois motivos: um é a complexidade técnica do assunto, e outro diz respeito às discordâncias sobre a metodologia entre alguns estatísticos independentes e acadêmicos, de um lado, e estatísticos dos institutos e sociólogos, do outro. (Ver ao fim da reportagem as explicações dos institutos sobre o método aplicado)

Para o estatístico José Ferreira de Carvalho, professor aposentado da Unicamp e livre docente pela USP, além de consultor da Statistika, em Campinas, as pesquisas eleitorais contém “problemas sérios”, em grande parte por causa da margem de erro, e, por isso, deveria ser “vetadas”.

Ele sustenta que os institutos se valem de uma “amostragem não probabilística”, ou seja, a maneira pela qual os entrevistados são encontrados recai sob o julgamento do pesquisador, e não sob uma forma totalmente aleatória. Isso ocorre porque é mais rápido, barato e fácil do que realizar uma “amostragem probabilística”, na qual cada eleitor teria a mesma probabilidade de ser selecionado.

Assim, por exemplo, para preencher a quota de, digamos, 2.000 eleitores consultados, o entrevistador seria enviado para um lugar na cidade onde seria mais fácil encontrar certo tipo de pessoa buscada – faixa etária, gênero, escolaridade etc. “Tenho respeito pelo problema que eles (pesquisadores) encaram”, disse Carvalho ao Yahoo Brasil. ”Mas fazem a amostra deles apenas para preencher as quotas.”

Essa metodologia ocasionaria um grande problema na margem de erro da pesquisa (aquele dado que diz, por exemplo, 2 pontos percentuais para mais ou para menos), a qual, assim, não pode ser estipulada com precisão, constituindo um grave erro estatístico. “O erro é que é maior do que se preconiza”, afirma o veterano.

Esse embate, inclusive, já gerou problemas para o consultor, que chegou a ser processado pelo Conselho Regional de Estatística (Conre) por “improbidade profissional”. A entidade, que regula a profissão, perdeu o processo, disse ele.

Outro grande problema consiste no aval da Justiça Eleitoral às pesquisas, considerando que elas precisam ser propriamente registradas. “O fato de os tribunais registrarem as pesquisas faz com que sejam cúmplice do mal feito”, alertou Carvalho.

Institutos e alguns analistas políticos, por outro lado afirmam que as pesquisas eleitorais tem resultados comprovados, mas o estatístico é enfático: “Não está provado coisa nenhuma”.

Ele reconhece que as vezes os institutos acertam resultados, mas alertou que isso não deve ser motivo para que continuem sendo divulgados. “Cada vez que acertam, colocam isso em letras garrafais na 1a página, e quando erram deixam passar.”

Seja como for, independentemente das provas matemáticas de Carvalho a respeito dos erros das pesquisas, o fato é que elas têm muitos efeitos no processo eleitoral. “As pesquisas eleitorais são importantes para medir o retrato do momento, o grau de satisfação, a expectativa do eleitorado”, disse o analista de comunicação política Gaudêncio Torquato, da GT Consultoria. Ele falou ao Yahoo em uma entrevista no fim de agosto.

E em uma coisa eles concordam: esses estudos ajudam a moldar a decisão do eleitor.  Por exemplo, uma pessoa que não quer a reeleição de Dilma pode escolher votar em Marina por julgar que ela tem mais chances do que Aécio, que seria sua escolha inicial.

“As pesquisas eleitorais tendem a favorecer os candidatos que estão na dianteira, os quais vão encontrar mais patrocinadores. As doações serão maiores para aqueles com mais pontos nas pesquisas”, afirmou o Torquato.

Carvalho, por sua vez, quis se distanciar de mais polêmica, mas disse: “Acredito que a pesquisa manipule (a escolha do eleitor), mas não sei se (os institutos) fazem intencionalmente.”

Com o argumento nessa direção, nas eleições presidenciais de 2014 alguns candidatos presidenciais de certa popularidade, mas pior colocados nas pesquisas, como Luciana Genro (PSOL) e Eduardo Jorge (PV) têm repetidamente solicitado aos eleitores para que votem por convicção no primeiro turno, ou seja, que escolham o candidato com o qual mais se identificarem, para depois, se for o caso, escolherem o “menos pior” em um iminente segundo turno.

A cruzada de Carvalho, que se disse um militante contra as pesquisas eleitorais, já não tem mais o mesmo fôlego de anos atrás, contida pelo fraco eco de suas afirmações fora da academia, pelo processo sofrido e por ele ter mais coisa na vida para fazer.

“Não falo mais sobre isso porque já encheu a paciência”, disse ele, resignado.

É atribuído a Otto von Bismarck, líder que formou o Império Germânico do fim do século 19, a frase “se você gosta de leis e salsichas, é melhor não saber como são feitas”. Dependendo do que se escolher gostar, isso pode valer também para pesquisas eleitorais.

Funcionamento

Como funcionam as pesquisas eleitorais?

Primeiramente, todas as pesquisas são registradas no Tribunal Superior Eleitoral e as entrevistas são realizadas em todo o país.

Grosso modo, os institutos de pesquisa (Datafolha, Ibope, Vox Populi etc.) consultam poucos milhares de eleitores (o montante varia de pesquisa a pesquisa), levando em conta a diversidade de gênero, idade, escolaridade, cor, entre outros dados básicos, a fim de estabelecer comparações e relações mais amplas com o eleitorado.

A Folha de S. Paulo, divulgou uma explicação bastante simplificada do processo do Datafolha, que pode ser vista aqui.

Veja também como o Ibope explica sua pesquisa aqui aqui.

O posicionamento mais técnico de Carvalho sobre o assunto está em um artigo publicado conjuntamente com o professor Cristiano Ferraz, da Universidade Federal de Pernambuco (UNPE), em 2006.

Para acompanhar os resultados e interpretações, acompanhe Plínio Fraga, blogueiro do Yahoo.

 

yahoo