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Pandemia agrava fome nas favelas pessoenses, alertam pesquisadores

“A primeira necessidade é resolver o problema da fome”. Ao ouvirem a declaração sobre a expansão da pandemia de Covid-19 nas favelas de João Pessoa, pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) alertam sobre o aumento da precariedade nos bairros periféricos da cidade.

Dados do boletim do projeto “Direito à cidade e as lutas pelo espaço urbano: necessidades radicais e utopia” revelam que, com as chuvas e enchentes desta época do ano, as periferias da Região Metropolitana de João Pessoa necessitam mais do que equipamentos de proteção sanitária e de limpeza para o combate ao novo coronavírus (Sars-CoV-2).

“A pandemia agrava uma questão que já é um problema histórico do país e que vem piorando nos últimos anos, com a falta de políticas públicas. Nesse momento, o enfrentamento da expansão da pandemia de Covid-19 em lugares já muito precarizados da cidade continua sendo a urgência”, destaca Rafael de Padua, coordenador do projeto.

Para a estudante de Geografia da UFPB e morada da comunidade Santa Clara (no bairro Castelo Branco I, em João Pessoa), Tatiana Pinho, em momentos como o atual (de quarentena e isolamento social), as soluções quando chegam são baseadas na abordagem da favela como “um espaço que precisa de ajuda” e que “essa ajuda é sempre a de provimento”.

De acordo com a estudante, o desamparo de políticas públicas para as comunidades é evidente, mas a apatia da população para reivindicar direitos é ainda maior.

“Na maioria dos casos, a resolução é o envio e a distribuição de cestas básicas e produtos de higiene. Obviamente, essas ações ajudam muito. Mas há certa obscuridade no campo do entendimento sobre a particularidade de cada localidade e suas maiores necessidades”, acentua Tatiana.

Conforme a estudante da UFPB, para resolver o problema imediato da fome, as necessidades básicas nem sempre são alimentos e é preciso o entendimento de que há condições necessárias para transformar mantimento em comida, como fogão, panelas, gás de cozinha e água potável – “o que implica em impedimento para algumas famílias que estão muito precarizadas”.

Outra questão apontada pela pesquisadora da UFPB é em relação às quantidades de mantimentos que são distribuídas e nem sempre dão para todas as famílias.

“No momento da distribuição, todos os moradores querem. Há uma brutalidade e um egoísmo gritantes diante do receio de não consumir. Mesmo em momentos críticos, quando a solidariedade deveria existir, a estrutura de consumo se potencializa e muitos que realmente precisam acabam ficando sem. Há uma disputa para ganhar a ajuda emergencial”, lamenta Tatiana.

O professor Rafael de Padua afirma que as enchentes e os riscos em ocupações, favelas e bairros que estão em fundos de vale ou em encostas têm somado para o avanço da pandemia e da pobreza em João Pessoa.

“Essa é uma questão que revela também o modo que a cidade é produzida e nos leva a refletir sobre os fundamentos sociais (e não naturais) desses processos. A luta neste momento é pelo básico e pela vida, já que ela está em risco. Mas necessariamente é mais ampla. Envolve consciência (pensamento autônomo) e emancipação social”, aponta Rafael.

Análises dos pesquisadores da UFPB sobre a pandemia de Covid-19 revelam que, entre os dias 15 de maio e 3 de junho, a maior porcentagem dos casos se deu em bairros centrais empobrecidos e nas comunidades periféricas da Região Metropolitana de João Pessoa.

“Em 20 dias, chamou a nossa atenção os acréscimos de casos confirmados em bairros centrais como Jaguaribe (468% de aumento) e Centro (419% a mais no período). Entre os periféricos, houve aceleração de casos no Bairro das Indústrias (384%) e Oitizeiro (330%)”, enfatiza o professor da UFPB.

PB Agora com Ascom

 

 

Pesquisadores da UFPB desenvolvem teste de Covid-19 mais rápido e barato

Projeto de pesquisa intitulado “Desenvolvimento de testes point of care eletroquímicos para diagnóstico de Covid-19”, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), testará pacientes com suspeita de Covid-19 por meio de sensores eletroquímicos, que permitem diagnósticos rapidamente e com custo cerca de cinco vezes mais baixo do que os testes de referência utilizados atualmente.

De acordo com o coordenador do projeto, professor Sherlan Lemos, as atividades ainda estão em planejamento e a proposta surgiu a partir de métodos utilizados para diagnosticar câncer de tireoide.

“A metodologia que empregamos é baseada em procedimentos que já vêm sendo testados para diagnósticos rápidos em outros países. É bastante flexível, pois pode ser adaptada ao diagnóstico de outras doenças como a Covid-19”, explica o pesquisador.

Segundo Lemos, a diferença da proposta da UFPB é o emprego de uma “instrumentação muito mais barata e portátil – um sensor eletroquímico”. Para o professor, “uma vez validada, a proposta permitirá o diagnóstico a um preço muito mais baixo e com resultado em poucos minutos”.

O objetivo, com a validação do projeto, é realizar o diagnóstico de Covid-19 rapidamente. “Inclusive em lugares com recursos financeiros e de pessoal mais escassos. Testes point of care específicos irão detectar o vírus SARS-CoV-2 em amostras de soro sanguíneo e saliva baseadas em sensores eletroquímicos e instrumentação eletroquímica portátil”, afirma Lemos.

O professor da UFPB argumenta que serão desenvolvidos dois testes. O primeiro, baseado no diagnóstico da doença pela classificação da resposta do sensor eletroquímico e uma operação de inteligência artificial que exibirá o resultado “positivo ou negativo”. O segundo, pela determinação direta e inequívoca do vírus na amostra, com a ação de um imunossensor construído a partir da relação antígeno e anticorpo do vírus SARS-CoV-2.

“Uma vez produzidos e válidos, os testes são viáveis para produção em maior escala. A execução deles contribuirá diretamente para o monitoramento da pandemia no Estado da Paraíba e no país, pois são mais rápidos e de menor custo que o método referência”, almeja Sherlan Lemos.

Conforme dados do pesquisador, o preço de custo (não obrigatoriamente o que pode ser cobrado) de um teste de referência é cerca de R$250 e o valor do teste com o sensor pode ficar em torno de R$50. “Esse preço é porque adaptaremos na primeira fase do projeto um sensor comercial que já está disponível para o desenvolvimento do teste mais rapidamente. Mas é possível produzirmos esse sensor no futuro por um preço mais baixo”, estima o professor.

PB Agora com Ascom

 

 

Pesquisadores da UEPB desenvolvem ventilador pulmonar e equipamento segue para testes

O enfrentamento à pandemia do coronavírus tem mobilizado pesquisadores em todo o país para desenvolver equipamentos que auxiliem no combate ao covid-19. Na Paraíba não é diferente. Desta vez, os pesquisadores do Núcleo de Tecnologias Estratégicas em Saúde (Nutes) da Universidade Estadual da Paraíba(UEPB) finalizaram o projeto de um ventilador pulmonar mecânico, essencial para a manutenção da vida em casos de deficiência em atividades cardiorrespiratórias, como a insuficiência respiratória, comum nos pacientes graves do novo coronavírus.

Depois do protótipo finalizado, o equipamento agora segue para testes clínicos e regulatórios. após ser aprovado nestes testes, poderá seguir para produção em escala industrial.

O equipamento é fundamental para manter a vida do paciente durante o tempo em que ele não consegue fazer sozinho o movimento respiratório. O modelo de equipamento envolve uma interface do usuário que possibilita a manipulação de diferentes variáveis utilizadas no tratamento por parte do profissional na UTI.

A iniciativa surgiu diante da necessidade do uso do equipamento em hospitais que tratam de pacientes da Covid-19 e da dificuldade de aquisição por parte dos órgãos de saúde em virtude da pandemia, do alto valor de aquisição, bem como da demanda necessária. O primeiro desafio foi encontrar uma solução que apresentasse baixo custo e fosse capaz de ser multiplicada com facilidade. Outra questão que precisou ser superada foi encontrar materiais necessários com o comércio local fechado devido a quarentena.

“Partimos da ideia de que precisávamos produzir um equipamento que não dependesse de compras externas e componentes difíceis de encontrar. Não só por este momento, mas visando também o futuro, pois sabemos que é necessário internalizar a produção desse equipamento e neutralizar os riscos”, comentou Widson Gomes de Melo, pesquisador do Nutes e um dos idealizadores do projeto.

O tempo de finalização do projeto foi menos de um mês. Duas semanas foram dedicadas ao desenvolvimento do projeto e testes de componentes. E mais uma semana para finalização do protótipo, que agora vai iniciar os testes clínicos, regulatórios e depois seguir para produção em escala industrial. O tempo recorde se deu devido à necessidade de um equipamento produzido nessas condições para atender à saúde pública.

“Temos trabalhado intensamente para apresentar essa solução com rapidez. Estamos numa guerra contra o vírus e temos que ser rápidos no desenvolvimento de produtos que possam contribuir com os órgãos de saúde”, destacou o outro idealizador do projeto, professor Misael Morais, doutor na área de Processamento da Informação e coordenador geral do Nutes.

O ventilador mecânico é mais uma iniciativa do Nutes no enfrentamento à pandemia da Covid-19. Antes, os pesquisadores já haviam desenvolvido um protetor facial, cujas doações já ultrapassaram 15 mil unidades em todas as regiões do Estado. Também foram desenvolvidas duas plataformas: a Ecovid, que permite monitorar os casos do novo coronavírus nos hospitais, em tempo real, e a Unicontrol, em parceria com a empresa 3Wings, que permite o gerenciamento de leitos nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) dos hospitais preparados para tratar dos casos de Covid-19.

 

clickpb

 

 

Pesquisadores da UFPB criam respirador mais barato do país e empresas podem solicitar produção

A Agência de Inovação Tecnológica da Universidade Federal da Paraíba (INOVA-UFPB), finalizou o desenvolvimento do protótipo de ventilador pulmonar que é o mais econômico já produzido até o momento no Brasil. De acordo com os inventores, o custo estimado do aparelho será de R$ 400,00, mais barato do que o da USP que custará R$ 1 mil reais e 37,5 vezes mais barato do que um ventilador no mercado que custa R$ 15 mil.

A equipe de pesquisadores e servidores da UFPB foi responsável pelo pedido de patente, mas não pela fabricação, que deverá ser feita por empresa com autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e o aparelho ainda precisa passar por testes pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO). Nesses últimos caso, acredita-se que em face da urgência as tramitações burocráticas e testes sejam aceleradas.

O projeto tem licença aberta para os interessados em produzir o ventilador pulmonar. Os interessados deverão entrar em contato com a INOVA-UFPB por meio do e-mail: inova@reitoria.ufpb.br.

O equipamento também é de rápida montagem e programação, sendo possível concluir a montagem e deixá-lo plenamente operável em 60 segundos. Outro detalhe é que ele não é um respirador de emergência, podendo ser usado indefinidamente; ou seja, um substituto aos convencionais comercializados atualmente.

Os inventores tiveram como missão garantir uma alternativa nacional viável que pudesse ser disponibilizado com um baixíssimo custo para hospitais.

O produto faz uso da tecnologia touch-screen, é equipado com sistema multibiométrico e tem conectividade wireless. Inclusive é possível acessá-lo, monitorá-lo e operá-lo em tempo real remotamente por meio de aplicativo em dispositivos móveis (smartphones).

No dia 30 de março de 2020 as imagens do protótipo já estavam disponíveis nas redes sociais. No dia 31, foi realizada nova força tarefa com os inventores, a equipe da Diretoria de Propriedade Intelectual da INOVA-UFPB e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (CGDI/EDIR-PE/SEDIR-PB/INPI) para preparar a redação do pedido de patente. No dia 01 de abril o pedido de patente foi finalizado e no dia 02 foi protocolado no INPI.

A iniciativa tem a coordenação do diretor Presidente Prof. Dr. Petrônio Filgueiras de Athayde Filho, que fez a demanda do projeto no dia 28 de março de 2020 para que fosse desenvolvido um ventilador pulmonar por pesquisadores do Centro de Ciências Exatas e da Natureza (CCEN). A equipe composta por Railson Ramos, Mario Ugulino, Válber Almeida, Tiago Maritan e Marcos Alves concluíram em 48 horas a missão.

 

clickpb

 

 

Pesquisadores conseguem combater sintomas do Alzheimer com canabinoide

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP) conseguiu combater os sintomas do Alzheimer usando um composto canabinoide. Os testes apresentaram bons resultados em ratos em que houve a simulação dos estágios iniciais da doença. Os resultados forma publicados na revista científica Neurotoxicity Research.

Para os experimentos foi usado o composto sintético ACEA (Araquidonil-2′-cloroetilamida) em animais em que receberam no cérebro a droga estreptozotocina (STZ), que provoca uma deficiência no metabolismo dos neurônios. Em seguida, foram aplicados teste da memória nos ratos, com o reconhecimento de objetos.

São colocados objetos novos no ambiente onde estavam os animais. Os ratos que não estavam sob o efeito da droga exploraram mais os locais com as novidades, enquanto aqueles com Alzheimer mantiveram o mesmo interesse por todo o ambiente. Os testes foram repetidos com o intervalo de uma hora e de um dia, para avaliar memória de curto e longo prazo.

Resultados

A partir daí, os ratos passaram a ser tratados com o ACEA, uma forma sintética de um dos compostos extraídos da maconha. Ele se liga ao receptor CB1, presente especialmente no hipocampo, parte do cérebro relacionada à memória e que é afetada pelo Alzheimer.

Segundo a coordenadora do estudo, professora Andréa Torrão, os resultados da administração do canabinoide foram “bem positivos”. De acordo com a pesquisadora, foi verificada uma “reversão do déficit cognitivo”. Segundo ela, isso significa que o composto foi capaz de impedir a progressão da doença que foi simulada em uma fase inicial.

Andréa disse que o ACEA tem sido usado por diversos grupos de pesquisa no mundo, porém, ainda existem aspectos não investigados, que a equipe do Instituto de Ciências Biomédicas tentou avaliar. “Ele foi bem descrito bem mais recentemente. Mas tinha muitas outras perguntas, lacunas, que a gente queria entender”, enfatizou.

Apesar dos bons resultados, as pesquisas com o canabinoide no instituto foram paralisadas. “Os complexos canabinoides estão muito caros para a gente importar com os cortes de verbas que tem sido feito nos últimos anos”, ressaltou a pesquisadora. Por isso, o grupo tem usado outras substâncias que agem em outros aspectos do Alzheimer.

Agência Brasil

 

 

Pesquisadores de SP e Texas estudam causas do estresse crônico em crianças

Um grupo de pesquisadores do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em parceria com colegas da Texas Tech University (TTU), dos Estados Unidos, desenvolve um estudo que pretende identificar, nos dois países, causas comuns do estresse crônico, principalmente em crianças.

Abuso infantil
Abuso infantil é uma das principais causas do estresse em criançasMarcello Jr/Arquivo da Agência Brasil

O estresse crônico normalmente está relacionado à pobreza, abusos, conflitos familiares e uso de drogas. “Já detectamos que é comum, nas duas regiões, a alta prevalência de abuso infantil”, destacou a pesquisadora Andrea Parolin Jackowski, professora da Unifesp e coordenadora do projeto do lado brasileiro.

Informações preliminares do estudo indicam que, apesar das diferenças culturais, há semelhanças significantes nas reações das crianças dos dois países ao estresse tóxico: crianças que vivem em extrema pobreza em East Lubbock, no Texas, ou no centro-sul de Los Angeles, por exemplo, apresentam efeitos cognitivos e comportamentais semelhantes aos das que moram em favelas no Brasil.

“O que a gente percebe é que, independentemente do país que você resida, seja em um país como os Estados Unidos, que é um país desenvolvido, ou um país como o Brasil, que é um país em desenvolvimento, o estresse afeta da mesma forma o desenvolvimento da criança. Claro que existem diferenças culturais, que têm um papel importante, mas é uma forma de a gente poder fazer uma comparação entre as populações”, disse Parolin.

Em outubro, os pesquisadores do Texas vieram a São Paulo para conhecer os lugares pesquisados – como a região da cracolândia, no centro da capital paulista – e verificar in loco a realidade em que vivem as crianças que estão sendo estudadas pela coordenadora do projeto brasileiro. Em 2017, será a vez de os pesquisadores brasileiros irem aos EUA.

“A gente quer entender qual é o papel da cultura, das questões culturais no próprio desenvolvimento da criança, se são fatores protetores, aquilo que pode deixar o ambiente mais saudável e impedir que essa criança tenha uma doença no futuro. E entender também um pouco mais quais são os fatores de risco, porque existem questões que são muito peculiares de cada cultura”, ressaltou.

A pesquisa brasileira está sendo financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O intercâmbio entre os pesquisadores recebe apoio do programa São Paulo Researchers in International Collaboration (Sprint – em português, Pesquisadores de São Paulo em Colaboração Internacional).

Agência Brasil

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Pesquisadores alertam que água do açude Boqueirão pode envenenar população

Reprodução/TV Correio
Reprodução/TV Correio

Segundo declarações de pesquisadores durante audiência pública realizada na Assembleia Legislativa da Paraíba, a água do açude Epitácio Pessoa (Boqueirão) não é propícia para consumo. Dentre os profissionais ouvidos, a médica e pesquisadora Adriana Melo, pioneira nas pesquisas sobre microcefalia, alertou que “a população pode estar sendo envenenada. Não se deve retirar água do Boqueirão”.

A audiência, que ocorreu na tarde desta terça-feira (29), foi de propositura da deputada estadual Daniella Ribeiro (PP), presidente da comissão especial para acompanhar a crise hídrica em Campina Grande e região, área que é abastecida pelo reservatório, que também está próximo de entrar em colapso devido à escassez de água.

A também pesquisadora Mônica Lopes, do Instituto Butantan, mostrou através de gráficos que estudos feitos nas águas do Boqueirão causaram anomalias e mortes em peixes cujos genes se assemelham aos de serem humanos. “A água não deve ser utilizada, pois matou os animais ou deixou anomalias. Não é uma água própria para consumo”, explicou. O estudo contemplou a água de outros açudes e também do Hospital Pedro I, em Campina Grande.

O professor Fabiano Thompson, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, disse que não teria coragem de dar água de Boqueirão para um filho dele, demonstrando preocupação com a qualidade do açude. Segundo ele, foram feitas duas coletas no reservatório e ficou comprovada uma alta carga bacteriana. “Dentre os problemas que podem ser causados por essa água, diarreia seria o menor deles”, alertou Thompson, destacando ainda que Boqueirão possui uma grande concentração de metais pesados, como zinco e cobre.

Já o professor de Geografia da Universidade Estadual da Paraíba, Ozéas Jordão, disse que a situação de Boqueirão é crítica e merece ser discutida com seriedade, buscando minimizar os efeitos da falta de água na região.

A audiência pública contou ainda com a participação de representantes da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa), Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), Ministério Público, Secretaria de Saúde de Campina Grande e Defesa Civil das localidades abastecidas pelo açude.

portalcorreio

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Pesquisadores da UFPB desenvolvem novo método para tratamento do Alzheimer

pesquisaOs pesquisadores do Programa de Pós-Graduação em Neurociências Cognitiva e Comportamento (PPGNeC) da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) desenvolveram novo tratamento para o mal de Alzheimer.

O método de estimulação cerebral com eletrodos está sendo testado há um ano, em pareceria com a Associação Brasileira de Alzheimer, e conta com 30 profissionais de medicina, psicologia, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e biomedicina.

De acordo com a pesquisadora do PPGNeC, Suellen Andrade, o sistema é eficiente para pacientes nos estágios leve e moderado e que o método testado na UFPB está melhorando a memória e concentração de mais de 40 pacientes idosos.

O tratamento consiste em três sessões por semana, com meia hora de duração cada. Para Suellen “nossa perspectiva é que o aparelho seja inserido no SUS como um serviço de rotina e, no futuro, o próprio paciente possa usar em casa com a ajuda de um familiar. É portátil e não é caro”.

Suellen também relatou que a cada dois meses, novas pessoas são inseridas no estudo e que para confirmar se o idoso é um possível candidato, basta procurar a clínica de psicologia da UFPB e deixar o número de telefone que a equipe do projeto entrará em contato e dará seguimento aos procedimentos necessários.

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Aquicultura é discutida por mais de 400 pesquisadores e produtores em Bananeiras

Evento ocorre durante esta sexta-feira (19) e sábado (20), na UFPB, com Seminário e oficinas, para pesquisadores, empreendedores e instituições de parceiras

encontroA abertura do 1º Encontro de Aquicultura da Paraíba (Enaqua) reuniu cerca de 400 participantes nesta sexta-feira (19) no campus da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) da cidade de Bananeiras, no Brejo paraibano. Representantes de cinco Estados do Brasil e da Paraíba estão presentes debatendo as melhores e inovadoras soluções para cadeia produtiva da aquicultura.

O diretor técnico do Sebrae Paraíba, Luiz Alberto Amorim, destacou as ações na área da piscicultura que a instituição realiza há alguns anos. “Percebemos o potencial econômico que pode ser desenvolvido nesta área. A cidade de Bananeiras sai na frente pelo complexo que está querendo apresentar ao Estado, onde haverá a unidade de tratamento e as fábricas de peixe e de ração animal. Aqui também está uma das parcerias, a UFPB, com esse trabalho”, comentou.

Ele convocou os empreendedores presentes a começarem a pensar nas inovações para o setor. “Precisamos da força empreendedora de cada um de vocês para que todos contribuam para o crescimento e evolução dessa cadeia produtiva. Os órgãos que participam também ganham com essa parceria, necessárias para que a atividade possa crescer e que a experiência seja proveitosa com todos os conhecimentos envolvidos”, falou.

Já o professor da UFPB, Alberto Cabral, ressaltou as soluções socioambientais viáveis para a construção de uma rede de parceiros sólidos. “Precisamos pensar como cadeia produtiva, que exista produção e co-produção. Precisamos das expertises para a criação de novos produtos e reaproveitar os resíduos da aquicultura. Por que não podemos fabricar ração animal para os pets ou animais de estimação? Aqui encontraremos as soluções”, informou.

O prefeito da cidade, Douglas Lucena, disse que o momento foi construído com o esforço coletivo. “Precisamos continuar a unir esforços para fortalecer um dos pleitos municipais mais importantes, que é a conclusão do complexo de piscicultura de Bananeiras, que dará mais visibilidade à cadeia produtiva”, disse.

O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras. Mais informações e inscrição no site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698.

Tilápia – O aumento da produção da tilápia é um dos principais temas do evento, que segue até este sábado (20). A primeira palestra do Seminário foi sobre o “Cenário atual do mercado de Tilápia no Brasil”, com o secretário executivo da Peixe BR, Francisco Medeiros. Ele ressaltou que falta políticas públicas para a produção de peixes no Brasil. Uma das metas em relação à produção de pescados é aumentar o consumo no País.

“Não se sabe quanto se pesca no Brasil, mas sim quanto se consome, pela pequena representação de 2,7 quilos por habitante ao ano. No caso da Tilápia, esse consumo cai mais ainda para 1,3 quilos por habitante por ano. O maior índice de consumo desse peixe no país está no Nordeste, pois no Sul e Sudeste eles só comem o filé. Então, um pouco desses dados, passados pelo Ministério da Aquicultura e Pesca, dá para saber que estamos no lugar certo para negociar as melhorias dos pescados”, concluiu.

Programação – O Enaqua segue com a programação à tarde com um ciclo de palestras técnicas sobre “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia” e “Alternativa econômica para a Piscicultura do Brejo paraibano: policultivo Tilápia x Macrobrachium Rosenbergii”. Já no sábado (20), três oficinas serão realizadas, com 30 participantes cada. “Elaboração de Co-produtos a base de Tilápia”, “Qualidade da água na Piscicultura” e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na Piscicultura” são os temas das oficinas, que serão ministradas a partir das 8h e a partir das 18h.

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Produtores e pesquisadores debatem fortalecimento da piscicultura paraibana em Bananeiras

 

I Encontro Paraibano de Aquicultura (Enaqua) será realizado nesta sexta-feira (19) e sábado (20), no Campus de Bananeiras da UFPB

viveiroCerca de 500 produtores piscicultores paraibanos se reúnem nesta sexta-feira (19) e sábado (20) para discutir as estratégias de melhoria da cadeia produtiva aquicultura no Estado durante o I Encontro Paraibano de Aquicultura (I Enaqua), em Bananeiras.  O evento vai ainda apresentar o cenário brasileiro e paraibano da piscicultura e buscar soluções para os problemas encontrados na atividade.

O analista técnico e coordenador de Agronegócios do Sebrae Paraíba, Jucieux Palmeira, disse que a Paraíba ocupa o sétimo lugar no ranking da aquicultura continental no Nordeste. “A piscicultura na Paraíba ainda se encontra em desenvolvimento. Esta posição pode ser melhorada com o aumento de área produzida e da intensificação da produção por meio da aplicação de tecnologias e manejos adequados, além da oportunidade da produção em tanques rede que pode vir a se tornar realidade para um maior número de produtores do estado”, destacou.

Ele explicou que a Paraíba possui dois grandes espelhos de água – Boqueirão e Coremas – que podem ser mais aproveitados na produção de pescados, além das cidades de Sapé, Araçagi e outros municípios do Agreste paraibano.  “O Agreste paraibano é a principal região produtora na aquicultura continental do Estado, pois possui um potencial ambiental e econômico. Esperamos desenvolver o agronegócio dos empreendimentos rurais que atuam na cadeia produtiva da aquicultura, através do fomento à inovação, à sustentabilidade, ao aumento da produtividade e à melhoria da gestão dos negócios”, disse Jucieux Palmeira.

Segundo o analista, uma das ações do Sebrae Paraíba para estimular o cultivo da tilápia no Agreste paraibano é o projeto AquiParaíba, que está promovendo uma série de iniciativas em 23 municípios da região (Araçagi, Alagoa Grande, Alagoinha, Areia, Bananeiras, Belém, Borborema, Caiçara, Cuitegi, Duas Estradas, Guarabira, Lagoa de Dentro, Logradouro, Mari, Mulungu, Pilões, Pilõezinho, Pirpirituba, Sapé, Serra da Raiz, Serraria e Sertãozinho).

O I Encontro Paraibano de Aquicultura faz parte destas ações. Ao longo de dois dias, o foco de pesquisadores e produtores será trocar experiências e buscar estratégias para melhoria da atividade. Estão programadas palestras sobre “Cenário atual do mercado da tilápia no Brasil”, com Francisco Medeiros, secretário executivo da PeixeBR; “A experiência de uma cooperativa que atua na cadeia produtiva da piscicultura no Oeste do Paraná, com Ricardo Krause (Copices); “O beneficiamento de tilápias através de entrepostos móvel de pescado”, com Patrícia Mochiaro (Embrapa); e “Trabalhos desenvolvidos pelos projetos ArquinordesteAquiparaiba”, com Jucieux Palameira, Gustavo Costa (Sebrae Paraíba) e Rui Trombeta (Ecofish).

O evento vai oferecer duas palestras técnicas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”, com Luciana Andrade e Maria de Fátima Lacerda (IFPB), e “Alternativa econômica para piscicultura do Brejo paraibano: policultivo de tilápia x macrobrachiumrosembergii”, com Marino Eugenio (UFPB).

Entre as oficinas estão programadas: “Elaboração de co-produtos a base de tilápia”; “Qualidade de água na piscicultura”; e “Projetos técnicos de viabilidade econômica e de regularização ambiental na piscicultura”.

Para se inscrever no evento, basta acessar o site: https://www.sympla.com.br/i-enaqua—encontro-paraibano-de-aquicultura__78698. A inscrição para o seminário custa R$ 20 e para as oficinas R$ 20. Os interessados em participar de todas as atividades pagam R$ 30. O I Enaqua é uma realização do Sebrae Paraíba e da UFPB – Campus Bananeiras.

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