Arquivo da tag: Pesquisa

Pesquisa aponta que 89,7% dos pequenos negócios da PB foram impactados pela pandemia da Covid-19

Uma pesquisa do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) aponta que 89,7%  dos pequenos negócios paraibanos já registraram impactos no seu funcionamento em razão da pandemia do coronavírus. Conforme os números da pesquisa, na Paraíba foram entrevistados 97 empresários, 89,7% deles precisaram interromper ou alterar o funcionamento do negócio em razão da pandemia.

Desse percentual, 47,5% informaram que promoveram mudanças no funcionamento da empresa, enquanto 42,2% decidiram interromper temporariamente as atividades do negócio. Além deles, outros 5,1% dos entrevistados disseram que não mudaram a forma de funcionar, enquanto 5,2% optaram por encerrar de vez as atividades da empresa.

Outro ponto abordado pela pesquisa trata das novas medias que os empreendedores entrevistados resolveram iniciar por causa da crise do coronavírus. Segundo os números, 39% informaram que começaram a realizar vendas online com o uso das redes sociais, 11% a fazerem o gerenciamento das contas da empresa pelo aplicativo do banco e 10% a realizarem vendas por telefone e aplicativos móveis. Nesse mesmo universo, 4% disseram que estão com seus funcionários trabalhando em regime de home office, 4% estão participando de comunidades que são de interesse dos clientes para poder interagir e realizar vendas, 3% fizeram parcerias com empresas locais para entregas ou vendas conjuntas, 3% realizaram pagamento por propaganda na internet e apenas 1% começou a vender através de sites. Já em relação ao futuro, a maior parte dos empresários entrevistados, 45,2%, acredita que a economia deve voltar ao normal em até seis meses.

Outros 36% disseram que isso só deve acontecer em um período entre 7 e 12 meses. Já 17,8% acreditam que a economia vai levar mais de 12 meses para voltar ao normal, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou não quis responder. O objetivo da pesquisa, segundo o Sebrae, foi identificar os principais impactos da crise do coronavírus nos pequenos negócios e como os empresários estão se mobilizando para enfrentar a crise.

 

 

pbagora

 

 

‘Isolamento social tem feito as pessoas consumirem mais bebidas alcoólicas’, alerta pesquisa

O Projeto “Convid – Pesquisa de Comportamento” constatou, por meio de pesquisa, que, nessa quarentena e consequente distanciamento social no país (devido a pandemia do novo coronavírus), as pessoas têm ingerido mais bebida alcoólica e consumido mais doce. A pesquisa também identificou, nesse mesmo período, uma redução no consumo de verduras e frutas.

O levantamento mostra ainda que, durante a pandemia, o percentual de consumo de alimentos não saudáveis em dois dias ou mais por semana aumentou 5% para os embutidos e hambúrgueres; 4% para os congelados; e 6% para chocolates e outros doces.

A maior diminuição na alimentação saudável ocorreu para o consumo de verduras e legumes em cinco dias ou mais por semana. No total, 37% das pessoas que antes comiam frutas e verduras regularmente passaram a ser apenas 33% após a pandemia. O consumo de frutas, legumes e verduras em cinco dias ou mais por semana foi de apenas 13% entre os adultos jovens (18-29 anos); e na população de baixa renda, de 16%.

Ainda conforme o estudo, quase metade das mulheres está consumindo chocolates e outros doces em dois dias ou mais por semana durante a pandemia, representando um aumento de 7% em relação ao consumo antes da quarentena. Entre os adultos jovens, na faixa etária de 18 a 29 anos, 63% está consumindo chocolates e doces em dois dias ou mais por semana.

Bebida alcóolica

Outro fator de alerta que a pesquisa revelou foi o aumento do consumo de bebida alcóolica. Do total dos entrevistados, 18% relatou aumento no uso de bebidas alcoólicas durante a pandemia, sendo o índice similar para homens e mulheres. O maior aumento (26%) no uso de bebidas alcoólicas ocorreu entre as pessoas de 30 a 39 anos, e o menor (11%) entre os idosos. O aumento do consumo de álcool foi associado à frequência de se sentir triste ou deprimido.

paraiba.com.br

 

 

Compras por aplicativos têm alta de 30% durante pandemia, diz pesquisa

Durante o primeiro mês de isolamento social devido à pandemia de covid-19, as compras feitas por meio de aplicativos cresceram 30%, no Brasil, de acordo com levantamento do Instituto Locomotiva, divulgado nesta quarta-feira (29). A alta foi significativa em dois grupos populacionais: o de pessoas com mais de 50 anos de idade e o das classes C, D e E, que, somadas, representam mais da metade dos consumidores do país.

Quase metade (49%) das pessoas abordadas pelo instituto declarou que pretende ampliar as compras por aplicativos, após o fim do isolamento social. Além disso, cerca de um terço (32%) pontuou que planeja reduzir as idas a lojas físicas.

A pesquisa mostra que a mudança de padrão no consumo também se refere aos produtos colocados nos carrinhos. Enquanto 39% dos entrevistados disseram estar comprando mais alimentos, 53% afirmaram ter diminuído a aquisição de itens de lojas de departamento.

Uma parcela das pessoas consultadas pelo instituto passou, inclusive, a lançar mão de plataformas online para obter produtos básicos, como alimentos, os de higiene pessoal e de limpeza. No total, 15% dos entrevistados informaram à entidade que não costumavam solicitar entrega de alimentos. Com a pandemia, porém, começaram a fazer pedidos de produtos dessa categoria. A taxa é a mesma em relação a medicamentos. Por outro lado,  os percentuais de pessoas que ainda preferem ir a mercados e farmácias permanecem elevados, sendo de 60% e 45%, respectivamente.

Segundo o presidente do Instituto Locomotiva, Renato Meirelles, a expansão do mercado online já era prevista para antes mesmo da pandemia. Ele avalia, contudo, que esse movimento demoraria mais para acontecer, não fosse o contexto da covid-19. Por isso, avalia que as circunstâncias atuais acabaram se tornando propulsoras do fortalecimento dos aplicativos.

A pesquisa foi feita ouvindo 1.131 consumidores com idade igual ou superior a 16 anos. O questionário foi aplicado em 72 cidades de todos os estados brasileiros, nos dias 14 e 15 de abril.

Delivery de comida

De acordo com a pesquisa, 10% dos entrevistados não faziam pedidos de delivery de comida, mas passaram a fazer com a pandemia; 25% já eram clientes, mas intensificaram os pedidos e 21% mantiveram o mesmo nível de encomendas.

Apenas 15% reduziram o uso dos aplicativos de refeições, o que pode ter ligação com o fato de que muitas pessoas têm demonstrado preocupação com a desproteção dos entregadores.

Direito do consumidor

A pesquisa mostra ainda a tendência de parte dos consumidores em gastar menos dinheiro. Com o intuito de economizar, 55% dos entrevistados afirmaram que irão comparar mais os preços dos produtos antes de fechar uma compra. Reduzir o volume de produtos em relação ao que adquiriam antes da pandemia é o objetivo de 45% das pessoas questionadas pelo instituto. Outros 55% comentaram que voltarão a comprar normalmente aquilo que já consumiam.

A atenção com relação ao valor dos produtos é um fator importante. De acordo com relatório da Fundação Procon SP, divulgado na segunda-feira (27), 84,6% dos 1.813 consumidores participantes da sondagem depararam com preços abusivos em estabelecimentos comerciais. A prática predominou entre produtos com maior demanda durante a pandemia, como álcool em gel e máscaras hospitalares. Os produtos alimentícios, de higiene pessoal e de limpeza apareceram em menor número, mas a percepção de elevação do custo foi a mesma.

Até a última sexta-feira (24), o Procon SP havia recebido 4.061 denúncias de preços abusivos ou injustificados. Em nota, acrescenta que 25,2% dos entrevistados relataram problemas nas compras feitas pela internet. As queixas mais comuns são demora na entrega (45%) e entrega não efetuada (27,1%), o que, diz o Procon SP, sinaliza que as empresas de transporte têm tido dificuldades na logística, que devem ser sanadas, para que os consumidores não tenham seus direitos violados.

Para realizar o balanço, equipes do órgão fiscalizaram 2.115 farmácias, supermercados e hipermercados de 154 cidades do estado de São Paulo. A ação resultou em 1.830 notificações a estabelecimentos.

Agência Brasil

 

 

Número de presos no Brasil aumenta 900% em 30 anos, diz pesquisa

Em cerca de 30 anos, o número de presos no Brasil subiu de 90 mil, em 1990, para mais de 800 mil no ano de 2019 – um acréscimo de quase 900%. O alerta é do pesquisador da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Gênesis Cavalcanti, por meio da dissertação “A crise estrutural do capital e o grande encarceramento: o caso brasileiro”, realizada no Programa de Pós-Graduação em Direitos Humanos, Cidadania e Políticas Públicas (PPGDH) e sob a orientação do professor Gustavo Barbosa.

De acordo com Gênesis Cavalcanti, que coordena o Laboratório de Pesquisa e Extensão em Subjetividade e Segurança Pública (Lapsus) da UFPB, esse fato não se deu pelo aumento de crimes, mas pelo olhar de políticas punitivas.

“O surgimento do Estado neoliberal, fundado na competição e na responsabilidade individual sem limites, entendia que os delitos seriam realizados após uma escolha racional do indivíduo, que determinaria sua conduta a partir do risco ou da recompensa”, explica.

Para o pesquisador e também professor do curso de Direito da UFPB, passou-se a punir atos que não eram criminalizados, direcionados especialmente às populações negras e pobres.

“Nossa história, marcada pela completa inferiorização dos povos negro e indígena, foi o que possibilitou o controle e a punição deles. Da escravidão ao hiperencarceramento em condições indignas de sobrevivência: é a realidade que a elite do país impõe aos grupos sociais marginalizados no Brasil”, enfatiza Gênesis Cavalcanti.

Conforme dados apontados pelo pesquisador, apesar de ricos, pobres, brancos e negros cometerem crimes, os processados criminalmente e os encarcerados são, em maioria, de classe baixa e negros.

“Assim, seguimos a mesma lógica dos países capitalistas centrais, principalmente os Estados Unidos, no modo de lidar com os grupos sociais indesejáveis ao sistema capitalista: encarceramento”, argumenta.

Cada sistema de produção exerce, afirma Gênesis Cavalcanti, influência nas formas de punir e o neoliberalismo, imposto em resposta à crise estrutural do capital, tem gerado efeitos diretos nas ações de vigilância e extermínio dos excluídos.

“As políticas criminais surgidas no contexto neoliberal não encontraram resistências na realidade marginal latino-americana, especialmente no Brasil – nem mesmo nos períodos em que estavam no poder governos progressistas”, atesta.

A tendência, consoante os pensamentos do estudioso, é que haja um acréscimo dessa realidade, diante da conjuntura política realizada atualmente no Brasil.

“A vida política atual é marcada por discursos autoritários e pautas antidemocráticas. O projeto ‘anticrime’, que se tornou lei (13.964/2019), deve intensificar a situação de hiperencarceramento, colocando a prisão como o centro da questão criminal”, distingue.

Gênesis Cavalcanti cita – dos novos rumos para a superlotação no cárcere – o tempo máximo de cumprimento das penas privativas de liberdade (de 30 para 40 anos), execução provisória das penas (em condenações com pena igual ou superior a 15 anos de reclusão nos crimes dolosos contra a vida) e o aumento do tempo para mudanças nos regimes de prisão (fechado, semiaberto e aberto).

Número de presos e as drogas

Segundo dados do Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias (Infopen), em 2017, a quantidade total de pessoas presas por tráfico de drogas no Brasil era de mais de 176 mil, representando quase 30% da população carcerária.

Pesquisas do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) revelam que o número total de presos aumentou 96% desde o início da vigência da Lei 11.343/2006 – conhecida como a Lei Antidrogas.

Diante desse cenário, Gênesis Cavalcanti acredita que a política antidrogas no Brasil é uma das principais causas pelo aumento da população carcerária no país.

“A ‘guerra às drogas’, apesar de não diminuir o número crescente de usuários, o que se compreende como o seu fracasso (em relação à função oficialmente declarada), está sendo exitosa no aprisionamento de milhares de brasileiros (sua real função)”, acentua o estudioso.

Gênesis Cavalcanti ressalta que há um enfoque político atribuído ao tráfico de drogas, ilustrando-o como um mal que se espalha pelas comunidades e que aumenta o número de ações criminosas.

“Isso forja o traficante como o maior inimigo da sociedade: um ser violento, armado e cruel. A esmagadora maioria das pessoas presas por tráfico de drogas é formada por jovens negros, desarmados, com pequenas quantidades e que atuam como varejistas, extremamente vulneráveis à repressão policial”, reforça o pesquisador.

No tocante às políticas de saúde pública para combater o vício em entorpecentes, Gênesis Cavalcanti afirma que, enquanto houver a criminalização, não será possível a concretização dessas políticas.

“Seja porque o proibicionismo acarreta a falta, ou a dificuldade, de informação sobre as  substâncias, seus efeitos e como se dá seu consumo, seja porque seus usuários ainda continuam sendo criminalizados (apesar de não penalizados)”, adverte.

O pesquisador acredita ainda que descriminalizar o uso de drogas é algo urgente. “Não se trata de estimular o consumo de substâncias, nem desconsiderar a dependência de determinados tóxicos, sejam os legalizados ou não. O proibicionismo é, em verdade, uma decisão política que se mantém pelo fato de ser financeiramente interessante para a classe dominante”, evidencia Gênesis Cavalcanti.

 

portalcorreio

 

 

Número de inadimplentes cresceu em novembro de 2019, aponta pesquisa

O total de inadimplentes, pessoas com contas em atraso, registrado em novembro de 2019, cresceu em relação ao ano anterior, de 62,6 milhões de pessoas para 63,8 milhões. Já os dados anualizados apontam, segundo o Serasa Experian, queda de 3,3%, quando em novembro de 2018 o volume de dívidas atrasadas e negativadas chegava a 234,4 milhões e caiu para 226,6 milhões, nos 12 meses seguintes.

As dívidas negativadas podem geram a inclusão do nome da pessoa inadimplente em listas mantidas por instituições de proteções de crédito, como Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) e Serasa, o que impede a obtenção de empréstimos e financiamentos.

De acordo com o Serasa, em novembro de 2018, cada pessoa inadimplente deixou de honrar, em média, o pagamento de 3,7 contas. A proporção foi reduzida para 3,5 contas em 2019.

Estados

Dos sete estados da Região Norte três apresentam índices elevados de inadimplência.

No Amazonas, mais da metade da população, 55,7%, não conseguiu deixar as contas em dia, em novembro de 2019. A condição de inadimplente também englobava metade dos habitantes de Roraima e 49,4% dos residentes do Amapá. Os estados que ostentavam os três melhores índices eram Piauí (33,2%), Rio Grande do Sul (34,7%) e Santa Catarina (34,8%).

Contas

De acordo com o Serasa Experian, a quitação de contas de serviços de telecomunicação, como de internet e telefone, foi o que mais colaborou para o resultado apurado. Esse setor fechou novembro de 2019 com uma redução de 2,4 pontos percentuais na taxa de inadimplência.

Já as dívidas com bancos e cartões, que permaneciam em aberto, eram a maioria, representando 28,1% do total, com variação positiva de 0,6 ponto percentual, ante novembro de 2018.

No setor de serviços, constatou-se a mais alta variação, de 0,8 ponto percentual. Nesse caso, as contas atrasadas respondiam por 9,4% do total registrado em novembro de 2019.

O economista do Serasa Experian Luiz Rabi disse que os números sinalizam que as pessoas inadimplentes começaram a organizar seus débitos, aproveitando, principalmente, as últimas ações de feirão de renegociação. Para ele, mais pessoas deixarão essa condição, gradualmente, nos próximos meses.

Agência Brasil

 

 

Pesquisa: para 58%, corrupção ficou igual ou aumentou no governo Bolsonaro

A maioria da população brasileira (58%) considera que desde a posse de Jair Bolsonaro na Presidência da República, há um ano, a corrupção ficou igual ou aumentou. É o que aponta uma sondagem de opinião pública do Instituto Paraná Pesquisas

Levantamento feito pelo Instituto Paraná Pesquisas indica que a maioria da população considera que a corrupção no setor público ficou igual ou aumentou durante o primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro.

A pesquisa mostra que 12% consideram que a corrupção aumentou e 46% opinam que permaneceu igual durante o primeiro ano de governo de Jair Bolsonaro. Para 39,2%, a corrupção diminuiu e 2,8% não souberam opinar.

A pesquisa utilizou uma amostra de 2.222 pessoas, distribuídas por sexo, faixa etária, escolaridade, nível econômico e posição geográfica.

O levantamento de dados foi feito através de entrevistas telefônicas com habitantes com 16 anos ou mais em 26 Estados e Distrito Federal e em 166 municípios brasileiros entre os dias 14 a 18 de dezembro.

Fonte: Brasil 247

 

Smartphones usados em excesso prejudicam crianças, revela pesquisa

Uma pesquisa realizada pela Agência de Esportes do Japão descobriu que a força física e a capacidade atlética das crianças sofreram queda. A agência disse que isso se deve em parte ao uso de smartphones.

O estudo, realizado anualmente no Japão, verifica as atividades físicas, tais como corridas e lançamentos de bolas, assim como o estilo de vida das crianças. A pesquisa deste ano cobriu mais de 2,1 milhões de estudantes do quinto ano do curso primário e do segundo ano do curso ginasial.

A média nacional da capacidade física teve queda em comparação ao ano passado, tanto no caso dos meninos como das meninas. A média dos meninos do quinto ano caiu para o nível mais baixo desde que a pesquisa começou a ser realizada em 2008.

O estudo descobriu que as crianças, especialmente os meninos do curso primário, passam mais tempo assistindo à televisão ou utilizando smartphones.

O tempo médio que os estudantes do curso ginasial passam praticando atividades atléticas caiu em mais de 90 minutos por semana.

 

Agência Brasil

 

 

Pesquisa: 83,6% dos jovens são sedentários

Sempre conectados e de olhos vidrados nas telas, sejam de celulares, tabletes, computadores ou televisão. Esta é uma realidade na vida de milhares de adolescentes. Consequentemente, a falta de exercícios resulta numa realidade em que os jovens não se movimentam tanto quanto deveriam, é o que aponta uma pesquisa divulgada na revista The Lancet. No Brasil, segundo os dados, 83,6% dos jovens são sedentários e limitar tempo de uso de eletrônicos pode ser caminho para reverter essa realidade.

O estudo mostra que 80% dos jovens, entre 11 e 17 anos, em todo mundo não praticam a atividade física mínima diária para estarem saudáveis, ocasionando, consequentemente, uma vida sedentária. A médica do Hospital do Hapvida em João Pessoa, Ivna Soares Toscano, afirma que é possível combater o sedentarismo na adolescência e, até mesmo, antes dessa fase. “A melhor forma de combater o sedentarismo é estimulando a prática de atividade física desde a infância e adolescência, incluindo esse hábito na rotina da criança”, assegura.

Em relação ao Brasil, a pesquisa apontou que 83,6% dos jovens são sedentários. A médica explica que apesar dos índices serem altos, impor limite é um caminho para solucionar esta realidade. “Limitar o tempo de uso de tela diária, incentivar a prática de outras atividades como esportes, jogos que não sejam digitais, estimular o convívio com outros jovens dentro dessas atividades e criar uma rede de apoio a esse jovem para que ele desperte interesse por outras atividades que não somente o uso de telas são algumas alternativas para mudar os altos índices de sedentarismo em nosso país”, afirma.

Apesar da tecnologia proporcionar uma variedade de entretenimento como jogos, aplicativos, vídeos, que chamam a atenção do jovem para a tela e não para a atividade física, Ivna Soares Toscano lembra que o uso excessivo provoca outros males que vão além do sedentarismo.

“Prejudicam o aprendizado, podem gerar transtornos emocionais como ansiedade, isolamento, síndrome do pensamento acelerado, distúrbios do sono, obesidade, transtornos compulsivos e alimentares, déficit de crescimento e dificuldades nos relacionamentos”, elenca.

Mais dados – A pesquisa foi desenvolvida por quatro cientistas que analisaram a evolução em 15 anos (2001 a 2016) de 1,6 milhão de jovens estudantes em 146 países, apresentando as seguintes conclusões: no período total da pesquisa houve pouco avanço, as meninas se exercitam menos e o sedentarismo está presente tanto em países ricos como pobres. O país onde os jovens são mais sedentários é a Coréia do Sul (94,2%) e o que possui menos jovens sedentários é Bangladesh (66,1%).

MaisPB

 

 

DIA DAS CRIANÇAS: Pesquisa revela que 73% dos consumidores planejam ir às compras neste ano

Uma pesquisa feita pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito, o SPC Brasil, aponta que 73% dos consumidores planejam ir às compras no Dia das Crianças. Com isto, a expectativa é de que o varejo movimente cerca de R$ 10,3 bilhões.

Segundo o levantamento, os produtos mais procurados serão bonecas e bonecos (45%), roupas e calçados (33%), jogos de tabuleiro (26%), além dos carrinhos e aviões de brinquedo (18%).

O estudo aponta ainda que quase oito em cada dez consumidores (77%) pretendem pesquisar os preços antes de comprar. De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, entre esses, a grande maioria vai usar a internet para obter informações dos produtos.

“Com o crescimento que nós estamos tendo da internet, 71% das pessoas vão obter informações sobre os produtos e 49% vão percorrer as lojas do shopping. 46% falaram em loja de rua e 19% até falaram em supermercados, que hoje já tem aí a sua seção, muitas vezes, de brinquedos. Os shopping centers acabam sendo um lugar aonde as pessoas aproveitam para fazer diversas atividades, então ele acaba sendo aí o preferido para as compras”, revela.

Quando indagados se costumam gastar mais do que podem para presentear no Dia das Crianças, a maioria das pessoas (77%) respondeu que não. Por outro lado, um em cada dez (20%) entrevistados reconhece assumir despesas acima de suas possibilidades financeiras e 10% pretendem deixar de pagar alguma conta. De acordo com o educador financeiro do SPC Brasil, José Vignoli, a consequência de gastar além do orçamento, muitas vezes, é a inadimplência.

“No ano passado, por exemplo, pelos entrevistados, 11% admitiram ter ficado com o nome negativado por conta de compras feitas no dia das crianças e 5% permanecem nesta situação. Para tudo há limite e o excesso de parcelamentos pode atrapalhar. Na pesquisa foi declarado que farão de 3 a 4 parcelamentos, já estaremos aí avançando em 2020, e passando pela época de Natal e festas de final de ano, que sempre consomem mais. Então é muito importante que as pessoas consumam com consciência agora no Dia das Crianças”, enfatiza.

O grande problema é que, divididos entre a vontade de agradar e os limites do próprio orçamento, muitos pais se veem em uma situação um tanto quanto complicada. De acordo com o levantamento, 33% dizem que foram ou irão acompanhados da criança, ao passo em que 55% não foram ou não pretendem ir acompanhados. No entanto, mais de um terço, ou seja 36% das pessoas, admite que há pressão da criança para adquirir o presente que ela quer, sendo que 19% afirmam não ceder e 17% acabam comprando o produto.

A pesquisa foi feita com 826 pessoas em um primeiro levantamento para identificar o percentual de pessoas com intenção de compras no Dia das Crianças. Para avaliar o perfil de compra, em si, foram considerados 614 casos da amostra inicial, gerando uma margem de erro no geral de 3,4 p.p e 3,9 p.p, respectivamente, para um intervalo de confiança de 95%.

 

agenciadoradio

 

 

Governo Bolsonaro faz novo recuo e libera mais 679 bolsas de pesquisa

O governo Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta quinta-feira (3) a liberação de 679 bolsas de pesquisas financiadas pela Capes (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior) que haviam sido congeladas. Com esse anúncio, o corte atinge agora 7.590 benefícios, equivalente a 8% do que havia no início do ano.

Segundo o ministro da Educação, Abraham Weintraub, a liberação dessas bolsas foi possível por causa do descontingenciamento recente de R$ 270 milhões do orçamento da Capes. O órgão ainda enfrenta um congelamento de R$ 549 milhões no orçamento deste ano.

As bolsas estavam vinculadas a programas de pós-graduação. Após a conclusão de determinados estudos, não eram liberadas para que fossem repassadas a novos pesquisadores.

As universidades terão as bolsas à disposição a partir da próxima segunda-feira (7).

A Capes é vinculada ao MEC, que promoveu desde março um corte de bolsas de pesquisas. Os cortes chegaram a atingir 11.811 benefícios, o equivalente a 12% das 92.253 bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado financiadas pela Capes no início do ano.

Parte dos cortes foi revisto, porém. Em setembro, o MEC reverteu o cancelamento de 3.182 bolsas com notas 5 ou acima na avaliação.

Nesta quinta-feira (3), a retomada dessas 679 bolsas com notas 4 foi anunciada. Nenhuma bolsa vinculada a pesquisas vigentes foi atingida até agora, e o governo promete que isso não vai ocorrer.

“Identificamos programas nota 4 que tiveram evolução e são fortes candidatos para se tornar nota 5. Essas bolsas estão sendo abertas em função de tudo isso”, disse o presidente da Capes, Anderson Ribeiro Correia.

Foram liberadas bolsas de 280 programas de pós-graduação que têm notas 4 na avaliação realizada pela Capes e com tendência de melhora positiva na avaliação entre 2013 e 2018. Agora, foram reativadas 271 bolsas para mestrado, 304 de doutorado e 104 de pós-doutorado.

Weintraub disse que estados do Norte serão os maiores beneficiados com o anúncio desta quinta-feira e insistiu que o MEC precisa se ater à questão da qualidade para financiar pesquisas.

“Mesmo em um estado pobre, se o curso for muito ruim, não tem que ganhar bolsa. Isso é dinheiro do pagador de imposto que tem de voltar para a sociedade”, disse o ministro.

O projeto de lei orçamentária do próximo ano, o primeiro desenhado pela atual gestão, prevê uma forte queda dos recursos da Capes, passando de R$ 4,25 bilhões previstos em 2019 para R$ 2,20 bilhões em 2020. O governo tem afirmado que conseguiu um incremento de R$ 600 milhões para o orçamento do ano que vem, o que ainda não é oficial.

O governo informou há duas semanas que descongelou R$ 1,99 bilhão dos R$ 5,8 bilhões que haviam sido contingenciados do orçamento do Ministério da Educação em 2019. Isso foi o que garantiu o aporte de R$ 270 milhões para a Capes. A maior parte do descontingenciamento, de R$ 1,15 bilhão, foi para as universidades e institutos federais.

Restam congelados assim R$ 3,8 bilhões do total retido no MEC neste ano. O ministro promete novos descongelamentos nas próximas semanas.

 

FOLHAPRESS