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Confinamento deixa 75% dos alunos ansiosos, irritados ou tristes, diz pesquisa

Os dados são assustadores: 75% dos alunos da rede pública de São Paulo se mostram ansiosos, irritados ou tristes no confinamento.

Com o ensino remoto imposto pela pandemia, metade dos pais desses estudantes diz acreditar que eles não estarão preparados para concluir o ano letivo, e 70% dos que têm filhos entre o 6º e o 9º ano acham que seria melhor que ficassem na mesma série em 2021.

As crianças e os jovens não estão motivados a estudar em casa (57%) e enfrentam problemas na rotina de estudo (62%). O temor de que os filhos abandonem a escola atinge 33% dos pais.

Esse é o resultado de um levantamento que tem o objetivo de mapear as dificuldades decorrentes do fechamento das escolas, realizado pelo Datafolha, em parceria com a Fundação Lemann, o Itaú Social e a Imaginable Futures. Os dados foram encaminhados para o governo do Estado, que nesta sexta-feira (7) anuncia se haverá ou não mudanças no plano de retomada na educação.

Por ora, a regra é que as escolas só serão abertas quando pelo menos 80% da população do estado estiver há 28 dias na fase amarela e 20% há 14 dias. Até a última reclassificação, cerca de 60% estavam no amarelo e, para que se cumpra a previsão de volta às aulas presenciais em 8 de setembro, é preciso que 20% avancem para essa etapa no anúncio de amanhã do governo.

A pesquisa do Datafolha mostra que os estudantes têm se esforçado no confinamento, na medida do possível. Foram 79% os entrevistados que responderam que os filhos haviam feito alguma atividade escolar na última semana.

Apesar disso, é baixo o tempo dedicado aos estudos: apenas 28% dedicam mais de três horas diárias. E, ainda mais grave do que isso: 15% dos alunos não têm nenhum acesso à internet ou contam com redes de má qualidade. São mais de 470 mil crianças e jovens no estado.

Apesar de todas essas dificuldades com as aulas remotas, a volta às presenciais é vista com preocupação, o que é natural e aconteceu também em outros países vitimados pela pandemia que já reabriram as escolas. Dentre os pais da rede estadual paulista, 88% receiam que os filhos possam contrair a Covid-19 na reabertura das escolas. É diferente da sensação dos estudantes: apenas 23% têm medo de voltar.

A pesquisa mostra o que os pais da rede estadual consideram que valerá a pena para que os filhos se recuperem após a retomada das aulas presenciais: seguir com aulas remotas somadas às presenciais (84%), ter aulas aos sábados (69%), ter mais horas de aula por dia (67%) e prorrogar o ano letivo para 2021 (73%).

O Datafolha entrevistou 424 responsáveis por 598 estudantes de 6 a 18 anos matriculados na rede pública, com uma margem de erro de cinco pontos percentuais, para mais ou para menos. A confiabilidade dos resultados é de 95%.

A decisão sobre a retomada na educação deve levar essa realidade em consideração, somada a um cálculo seguro sobre os riscos de propagação da pandemia.

O medo dos pais, ainda que a maioria das pesquisas internacionais apontem como baixa a contaminação de crianças, deve ser visto como consequência inevitável de um tempo traumático e imerso em desinformação. Tornar a volta uma opção das famílias, que poderão equacionar riscos e temores particulares, é o primeiro passo para uma decisão acertada. E o segundo, mais improvável, é tirar da conta o jogo político.

 

FOLHAPRESS

 

 

Vice prefeito Guga Aragão diz que decisão do candidato a prefeito da situação será feita após avaliação de pesquisa interna

Nesta segunda (13), o Vice prefeito e um dos pré-Candidatos da Situação na cidade de Bananeiras, participou de entrevista na Rádio Talismã FM de Belém, onde falou de vários projetos que tem para cidade, além de suas expectativas com relação a uma possível candidatura a prefeito: “fui cobrado pra ser candidato pelas pessoas que me acompanhavam, que acompanhavam a minha trajetória política”, afirmou o Guga.

Sobre o fato de ter em seu mesmo grupo político outro pré-candidato a prefeito o Vereador Ramon Moreira, Guga alegou ter um bom relacionamento e que apesar dos dois disputarem o mesmo espaço tudo esta ocrrendo de maneira ética e que estão preparados para aceitar as decisões do grupo e do povo de Bananeiras:“Não adianta dar murro em ponta de faca, Não adianta querer ser candidato a força, Não tenho nada contra Ramon Moreira, porém quero ser candidato a prefeito pelo meu grupo político”.

Afirmou ainda o Vice prefeito que será feita uma pesquisa interna pra melhor avaliação dos pré-candidatos e que está preparado para servir ao grupo da maneira que for melhor e que se não for escolhido contribuirá  para as eleições para o êxito de  seu bloco político.

 

politicaemrede

 

 

Covid-19: pesquisa aponta que apenas 5 municípios ainda não registraram casos de coronavírus na Paraíba

Novo boletim do Laboratório de Inteligência Artificial e Macroeconomia Computacional – LABIMEC da Universidade Federal da Paraíba – UFPB aponta que o número de municípios que confirmaram pelo menos 1 caso de Covid-19 continuou em (218), e apenas 5 municípios ainda não registraram casos de coronavírus. As cidades com maior número de casos são: João Pessoa (15818), Campina Grande (7775), Guarariba (2581), Cabedelo (1969), Patos (1952) e Mamanguape (1531) e, conjuntamente, essas representam 54,9% dos casos da Paraíba.

De acordo com a pesquisa do LABIMEC, na quinta-feira, dia 02 de julho, a Paraíba apresentava 49536 casos confirmados de Covid-19, 1044 óbitos e 16349 casos recuperados. Quando comparados aos dados do dia 09 de julho, exatamente uma semana depois, observa-se um aumento de 8078 casos confirmados (variação de 16,3%), acréscimo de 152 óbitos (variação de 24%) e uma ampliação de 4255 casos recuperados (variação de 26%).

A mortalidade manteve-se no mesmo patamar no decorrer da semana. Na semana passada, tínhamos 2,1% de mortalidade, ante os mesmos 2,1% dessa semana. Os recuperados representavam 33%, aumentando para 35,8% essa
semana.

A variação acumulada dos casos confirmados e óbitos Covid-19 no Estado foi menor do que a semana passada, seguindo um padrão observado com o comparativo feito a 2 semanas, em outras palavras, apesar das infecções aumentarem, aumentam em um ritmo menor do que os casos e recuperados e do que aumentava a algumas  semanas. Tal fenômeno, pode indicar uma possível eficiência das medidas mais rígidas adotadas pelos governos
municipais e estadual.

Processo de Interiorização do Covid-19

Há um processo de interiorização do novo coronavírus no Estado da Paraíba, entretanto, não houveram confirmações de Covid-19 em novos municípios durante a semana. Mesmo com a situação relativamente controlada, as preocupações com fluxos de pacientes para os hospitais referências deve permanecer e, como forma preventiva, cidades como João Pessoa, Campina Grande, Patos e Cajazeiras devem não só comportar seus pacientes residentes, como também os não residentes.

Percebe-se que João Pessoa gradativamente reduz sua participação nos casos do Estado em contrapartida ao aumento dos demais municípios. Este é um indicativo de que os casos estão se espalhando pelas demais regiões do
Estado.

Portal WSCOM

 

Pobreza aumenta letalidade da Covid-19 na PB, aponta pesquisa

Um estudo desenvolvido por professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) mostra, , que a desigualdade social e regional, os níveis de pobreza e a informalidade do trabalho são condições para maiores riscos de disseminação da Covid-19. O trabalho foi realizados pelos professores Henrique Menezes e Lizandra Serafim, na pesquisa “As ações da Paraíba no enfrentamento à pandemia”.

De acordo com os pesquisadores da UFPB, o estado da Paraíba é marcado por um arranjo administrativo que possui 90% dos municípios com menos de 40 mil habitantes, 60% deles têm menos de 10 mil e as vulnerabilidades socioeconômicas dos diferentes territórios ampliam os riscos associados à disseminação do novo coronavírus (Sars-CoV-2).

Segundo informações dos professores da UFPB, a Paraíba ficou, por mais de 30 dias, como o Estado brasileiro com as menores taxas de testagem da população. Apenas no início de maio passou a realizar testes rápidos em maior volume.

Os pesquisadores da UFPB alertam que a baixa adesão da população ao isolamento social e o posicionamento contrário às medidas de distanciamento para favorecer a reabertura por parte dos setores empresariais são os maiores desafios para os gestores públicos da Paraíba.

Números – Em três meses de pandemia a Paraíba já registrou 49.536 casos confirmados de contaminação pelo novo coronavírus, segundo informações da Secretaria de Estado da Saúde (SES) divulgadas nesta quinta-feira (2). O número de mortes confirmadas por Covid-19 subiu para 1.044 no estado desde o início da pandemia. Já são 218 cidades da Paraíba com casos registrados da doença.

pbagora

 

 

Pesquisa da Consult constata que 63,5% dos paraibanos querem o retorno do comércio

Uma pesquisa realizada pelo Instituo Consult, em parceria com o Sistema Arapuan de Comunicação, mostra que 63,5% das pessoas entrevistas na Paraíba querem que o Governo do Estado libere a retomada do comércio em algumas atividades não essenciais.

Na mesma pesquisa 31,5% dos entrevistados não concordam com a flexibilização das atividades comerciais no Estado e 1% não tem opinião formada sobre o assunto.

A pesquisa foi realizada com 2000 entrevistados entre o dia 18/06 e 22/06 em sete regiões da Paraíba. O resultado está sujeito a uma margem de erro máximo permissível de 2,0%, com confiabilidade de 95%.

 

paraiba.com.br

 

 

Pesquisa revela que 42,62% dos brasileiros temem não conseguir pagar as contas devido à pandemia

Segundo estudo, apenas 29,39% devem pagar dívidas dentro do prazo

Uma pesquisa realizada com 4.909 pessoas, entre abril e maio, pela Acordo Certo, empresa de soluções financeiras, revela que 42,62% dos brasileiros não sabem se vão conseguir pagar suas dívidas e 25,62% pagarão depois do prazo. Apenas 29,39% devem pagar dentro do prazo. Ao mesmo tempo, o estudo revela que 55,4% dos entrevistados aumentaram a intenção de pagar.

“Isso mostra que os brasileiros querem muito quitar suas dívidas e ficar com o nome limpo, mas precisam de acordos acessíveis. Por isso é tão importante ajudá-los a encontrar, negociar e pagar suas dívidas de uma maneira que cabe no bolso”, diz Dilson Sá, CEO da Acordo Certo.

O estudo também constatou que 50,75% acredita que o impacto financeiro causado pela pandemia do coronavírus poderá durar mais de seis meses, seguido de uma parcela de 19,98% de pessoas que espera melhorar a situação em quatro meses. Já os produtos financeiros mais buscados para auxiliar neste momento de pandemia são cartão de crédito (apontado por 32,16%), empréstimo (30,94%) e assistência saúde (10,15%).

Diante do cenário atual, o desemprego é um dos fatores que afeta diretamente na situação financeira da população. Segundo dados divulgados em maio pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a taxa de desemprego no país subiu para 12,6% no trimestre móvel encerrado em abril, indicando o efeito socioeconômico causado pela pandemia de covid-19.

Sobre a Acordo Certo

Acordo Certo é uma empresa de soluções financeiras que tem a missão de ajudar as pessoas a conquistarem seu bem-estar financeiro de uma maneira transparente, segura e 100% online. Por meio de sua plataforma, consumidores já fecharam mais de 2,9 milhões de acordos, somando mais de R$ 1 bilhão em descontos desde sua fundação, em 2016. Atualmente, a Acordo Certo possui mais de 20 empresas parceiras, entre elas varejistas, bancos, financeiras, empresas de telefonia e grupos educacionais. Para saber mais, acesse: https://www.acordocerto.com.br.

 

 

Pesquisa revela aumento do consumo de notícias durante pandemia

A pandemia de covid-19 levou sete a cada dez pessoas a consumir notícias diariamente e a se manter atualizadas sobre os acontecimentos por meio da televisão.

Para 65% dos 831 participantes do levantamento da pesquisa Coronavírus, Comunicação e Informação, elaborada por docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), outras fontes centrais de informação foram a versão online de jornais e os blogs.

Os voluntários, oriundos de 24 estados e também de outros países, responderam questionário on-line, entre os dias 12 e 19 abril.

Por meio dos resultados, observa-se que o que mais se privilegiou foram a atuação do governo federal (81,46%), a divulgação de descobertas científicas (73,89%) e o que se recomendava como medidas de prevenção contra a doença (72,32%). Outros tópicos que despertaram interesse foram a reação de outros países frente ao problema (65,7%), números relativos ao total.

l de óbitos e casos confirmados da doença (59%), causas e sintomas de covid-19 (52,5%) e redes de solidariedade que se formaram com o objetivo de prestar ajuda a pessoas que estivessem passando necessidades (51,3%).

Compartilhamento

A maioria dos entrevistados declarou compartilhar conteúdos referentes à pandemia. A periodicidade variou. Enquanto mais da metade (57,2%) afirmou divulgar às vezes; 22% fizeram diariamente e 1,4% com outra frequência. No total, cerca de um quinto (19,4%) disse que não publicou nada.

Teor de conteúdos

Em relação ao teor dos conteúdos compartilhados, o que mais se viu foram alertas de autoridades (54,8%), reportagens e artigos jornalísticos (49,9%), áudios e vídeos de especialistas (44,5%) e informações sobre causas e sintomas (28,2%).

Na outra mão, nota-se que 58,4% receberam reportagens e artigos jornalísticos, 53,4% memes e 52,3% áudios e vídeos de especialistas. Aqui, ficaram praticamente parelhos as fake news e os alertas de autoridades, com 47,7% e 47,4%.

Mudança de rotina

Segundo a professora Daniela Zanetti, uma das autoras da pesquisa, assinada com Ruth Reis, a preferência pelos formatos televisivo e online de noticiários tem a ver com a mudança de rotina que foi promovida durante a pandemia.

“Quando a gente fez essa pesquisa, foi exatamente quando houve maior isolamento social. A média no Brasil era maior. Todos os veículos vêm noticiando que vem caindo essa taxa, meio que voltando a uma normalidade que não existe. Então, realmente, aumentou o consumo de meios de comunicação jornalístico. Se a gente estava em uma via de menos consumo de televisão, tudo migrando para as redes [sociais] ou fonte de informação variada, percebemos que nesse período a televisão e esses canais mais institucionalizados voltaram a ter mais força, e também começou mais o consumo multitelas”, pontua.

“Se se pensa em uma rotina de estar sempre na rua, em vários ambientes, mas não estar em casa para ligar a TV, você vai acessar o dispositivo que está mais à mão, que é o celular. Então, ficando em casa, a televisão fica com mais uma tela, que pode estar facilmente sendo usada enquanto você faz outras coisas. Isso foi uma coisa que nos ocorreu”, acrescenta.

Perguntada sobre a possibilidade de se considerar os resultados obtidos pelo levantamento como um sinal de que parte da população tornou a confiar mais na imprensa, após desacreditá-la, Daniela diz que não há como se fazer tal afirmativa.

“Acho que é preciso agregar mais pesquisas em relação a isso. Agora, com certeza, os meios de comunicação têm tido esse papel importante de esclarecer com dados mais fidedignos.”

 

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Agência Brasil

 

 

Isolamento prejudica sono, trabalho e prática esportiva, segundo pesquisa da UFPB

Uma pesquisa do Departamento de Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) investiga se o isolamento social em domicílio, para contenção do contágio por Covid-19, alterou a rotina das pessoas adultas.

Segundo os dados preliminares, já se percebe que o distanciamento social tem provocado alterações negativas no cotidiano das pessoas, em aspectos como sono, trabalho, atividades religiosas e de autocuidado, sobretudo prática de atividades físicas.

O distanciamento social também alterou o cuidado com as crianças e com os idosos, atividades de ensino e de lazer. Mas nem todas as modificações foram apontadas, inicialmente, como negativas, a exemplo das relações familiares, que, para algumas pessoas, melhoraram.

O levantamento é realizado por meio de questionário on-line. Até esta quinta-feira (4), a pesquisa, que teve início em 26 de maio, já tinha recebido aproximadamente 200 respostas em menos de dez dias. A meta é atingir pelo menos 500 participantes.

O estudo está sendo conduzido pela pesquisadora Berla Moraes, líder do grupo de pesquisa Vida adulta e cotidiano. Ela explica que a sua percepção de mudanças em uma série de rotinas das pessoas, em função do distanciamento social, foi o que motivou o estudo.

“Acredito que a pesquisa vai contribuir socialmente porque a gente já começou a analisar um pouco e ela já dá indícios de que várias rotinas foram alteradas. Então a gente já começa a perceber que realmente as rotinas tiveram alterações, logo, como terapeutas ocupacionais, pretendemos propor soluções”, diz a pesquisadora.

Os dados também poderão ser utilizados como subsídios para que outras estudos sejam empreendidos. Ela observa que mudanças nas questões emocionais, como medo e ansiedade, podem estar impactando na realização das ocupações cotidianas.

Berla Moraes avalia que é preciso considerar, para as análises, fatores como a classe social dos entrevistados. “Para pessoas com renda mais baixa, por exemplo, pode haver impacto negativo nos relacionamentos, no nível de satisfação com a rotina, nas ocupações cotidianas. Por isso a pesquisa precisa ser bem divulgada para ampliar seu alcance e chegar a todos os públicos”.

Além disso, a pesquisadora adverte que, após o isolamento social, as pessoas vão precisar de tempo para se adaptar à nova normalidade. “Há um risco de terem dificuldades para ajuste do sono, trabalho, lazer, autocuidado”.

Conforme Berla Moraes, a partir do momento que a pessoa tem a consciência de como está sua rotina, é possível ajudá-la a reorganizá-la de modo mais saudável, considerando suas condições de vida.

Os resultados serão disponibilizados por meio do perfil do grupo de pesquisa no Instagram e no site do Departamento de Terapia Ocupacional da UFPB. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos (Conep) do Ministério da Saúde. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail vidaadultacotidiano@gmail.com.

Ascom/UFPB

 

 

Pesquisa da UFPB estuda efeitos do distanciamento social nos hábitos e saúde da população

Uma pesquisa da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) feita pelo Departamento de Terapia Ocupacional do Centro de Ciências da Saúde estuda efeitos do distanciamento social no cotidiano das pessoas, em aspectos como sono, trabalho, atividades religiosas e de autocuidado, sobretudo prática de atividades físicas. O objetivo da pesquisa é investigar se o isolamento social em domicílio, para contenção do contágio por Covid-19, alterou a rotina das pessoas adultas.

O levantamento está sendo realizado por meio de questionário on-line. Até a quinta-feira (4), a pesquisa, que teve início em 26 de maio, recebeu pelo menos 200 respostas em menos de dez dias. A meta é atingir 500 participantes.

Segundo os dados preliminares da pesquisa, o distanciamento social também alterou o cuidado com as crianças e com os idosos, atividades de ensino e de lazer. Mas nem todas as modificações foram apontadas, inicialmente, como negativas, a exemplo das relações familiares, que, para algumas pessoas, melhoraram.

O estudo está sendo conduzido pela pesquisadora Berla Moraes, líder do grupo de pesquisa Vida adulta e cotidiano. Os dados poderão ser utilizados como subsídios para que outras estudos sejam feitos. Segundo a pesquisadora, mudanças nas questões emocionais, como medo e ansiedade, podem estar impactando na realização das ocupações cotidianas.

“Acredito que a pesquisa vai contribuir socialmente porque a gente já começou a analisar um pouco e ela já dá indícios de que várias rotinas foram alteradas. Então a gente já começa a perceber que realmente as rotinas tiveram alterações, logo, como terapeutas ocupacionais, pretendemos propor soluções”, disse a pesquisadora.

A pesquisa considerou para as análises, fatores como a classe social dos entrevistados. “Para pessoas com renda mais baixa, por exemplo, pode haver impacto negativo nos relacionamentos, no nível de satisfação com a rotina, nas ocupações cotidianas. Por isso a pesquisa precisa ser bem divulgada para ampliar seu alcance e chegar a todos os públicos”.

Os resultados serão disponibilizados por meio do perfil do grupo de pesquisa no Instagram e no site do Departamento de Terapia Ocupacional da UFPB. O estudo foi aprovado pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa para Seres Humanos (Conep) do Ministério da Saúde.

G1

 

Mais de 40% dos brasileiros com Covid-19 têm distúrbios do sono, diz pesquisa do MS

Um levantamento do Ministério da Saúde no Brasil mostra que 41,7% das pessoas com Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, têm distúrbios do sono, como dificuldade para dormir ou dormir mais do que de costume, e 38,7% relataram falta ou aumento de apetite. Além disso, 87,1% dos adultos precisaram sair de casa ao menos uma vez na semana anterior à data da entrevista.

Foram entrevistas mais de 2 mil pessoas no segundo ciclo da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico COVID-19 (Vigitel). “Os resultados que obtivemos com ela vão nos ajudar a entender de que forma a população brasileira está enfrentando a pandemia”, disse a Coordenadora-Geral de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, Luciana Sardinha.

Sair de casa

Segundo a pesquisa, entre os principais motivos que levaram as pessoas a saírem de casa destacaram-se compra de alimentos (75,3%), trabalho (45%), procurar serviço de saúde ou farmácia (42,1%), tédio ou cansaço de ficar em casa (20,5%), ajudar um familiar ou amigo (20,2%), visitar familiares e amigos (19,8%), praticar atividades físicas (13,6%) e caminhar com animal de estimação (5,6%). Os moradores com idades entre 35 e 49 anos (89,8%) das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste (89%) foram os que mais saíram de casa.

Saúde mental

A pesquisa também apurou a frequência com que problemas relacionados à saúde mental incomodaram os entrevistados nas duas semanas anteriores à data da entrevista. Entre os que foram ouvidos pelo inquérito, 35,3% falta de interesse em fazer as coisas; 32,6% disseram se sentir para baixo ou deprimido; 30,7% se sentir cansado, com pouca energia; 17,3% descreveram lentidão para se movimentar ou falar ou estar muito agitado ou inquieto; 16,9% relataram sentir dificuldade para se concentrar nas coisas e; 15,9% disseram se sentir mal consigo mesmo ou achar que decepcionou pessoas queridas.

Para o Diretor do Departamento de Análise em Saúde e Vigilância em Doenças Não Transmissíveis, Eduardo Macário, a questão da saúde mental é muito importante e merece atenção especial. “Eventos relacionados à saúde mental muitas vezes são colocados de lado numa situação como a que estamos vivendo. Mas é fundamental serem monitorados e acompanhados”, afirmou Macário.

Higiene

Sobre as práticas de higiene recomendadas para a prevenção da contaminação pelo coronavírus, o segundo ciclo da pesquisa apontou que o percentual de adultos que relataram higienizar as mãos e objetos tocados com frequência foi maior em mulheres (88,6%). Esta pergunta foi feita nos dois ciclos da pesquisa e a porcentagem de pessoas que segue as práticas de higiene aumentou de 82,7% no primeiro ciclo para 84,6 no segundo ciclo.

Pesquisa

O segundo ciclo da pesquisa Vigitel COVID-19 foi realizado em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), entre os dias 25 de abril e 5 de maio de 2020, e entrevistou 2.007 pessoas com 18 anos ou mais, em todo o país. O monitoramento sistemático dos riscos em saúde pública auxilia os gestores na adoção de medidas, de modo a reduzir o número de pessoas afetadas.

O Vigitel não pergunta ao cidadão qualquer informação de CPF, RG ou dados bancários. As únicas informações pessoais obtidas por meio da pesquisa dizem respeito à idade, sexo, escolaridade, estado civil e raça/cor e são utilizadas nos procedimentos metodológicos da pesquisa para que seus resultados reflitam a distribuição sociodemográfica da população total. Além disso, o Vigitel não faz contato algum com os entrevistados via aplicativo de mensagens (como o Whatsapp, por exemplo).

Os números de telefone contatados foram obtidos por meio de discagem aleatória de dígitos (RDD), seguida por validação dos números sorteados. Todas as entrevistas foram efetuadas por empresa contratada pelo Ministério da Saúde, com questionário eletrônico.

 

portalcorreio