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Brasil tem mais pessoas acima do peso que média mundial

gorduraMais da metade da população adulta brasileira está nessas categorias – 58% das mulheres e 52% dos homens.

Na média mundial, 37% dos homens e 38% das mulheres está acima do peso ou é obesa.

O resultado mundial é puxado para baixo por causa dos baixos índices da África Subsaariana e do sul e sudeste da Ásia. No caso da China, por exemplo, o índice é de 28% para ambos os sexos.

O resultado do Brasil, por outro lado, está na média da América do Sul e abaixo do resultado dos Estados Unidos, onde quase 70% da população adulta está com o peso muito alto.

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No mundo todo, há 2,1 bilhões de pessoas acima do peso, um salto em relação a 1980, com o número chegava a 875 milhões. Segundo os pesquisadores, entre as razões desse aumento está o “sedentarismo em todos os níveis”.

Em números absolutos, o primeiro país no ranking é os Estados Unidos, seguido por China, Índia, Rússia e, finalmente, o Brasil, com 74 milhões.

Fracasso

Considerado um dos mais amplos estudos já publicados, a pesquisa foi liderada pelo Instituto de Métricas e Avaliações de Saúde (IHME), em Washington, e executada por pesquisadores de todo o mundo.

Para Ali Mokdad, do (IHME), nenhum país está vencendo a obesidade, já que ela é um problema relativamente novo. “Vai demorar um tempo para vermos histórias bem sucedidas nessa área”, disse.

Globalmente, a proporção de adultos acima do peso (ou seja, com índice de massa corporal de 25kg/m2 ou mais alto) cresceu de 28,8% para 36,9% em homens e de 29,8% para 38% em mulheres, de 1980 a 2013.

Um dos dados que mais chamaram a atenção dos cientistas foi o aumento da obesidade entre crianças e adolescente em países desenvolvidos: 23,8% dos meninos e 22,6% das meninas estavam acima do peso ou eram obesos no ano passado.

O mesmo ocorreu entre crianças e adolescentes de países em desenvolvimento: de 8,1% para 12,9% em 2013 no caso de meninos e de 8,4% para 13,4% para as meninas.

Desde 2006, o aumento da obesidade entre adultos em países desenvolvidos vem desacelerando, segundo o levantamento.

Consumismo

Na conclusão do estudo, os pesquisadores pedem uma “liderança global urgente” para combater fatores de risco como o consumo excessivo de calorias, o sedentarismo, e a “promoção ativa feita pela indústria, incentivando o consumo de comida”.

Segundo a pesquisa, há mais mulheres obesas do que homens em países em desenvolvimento. Segundo Mokdad, isso se deve ao fato de as mulheres nesses locais assumirem muitas funções – como trabalhar fora e cuidar da família -, as deixando sem tempo para controlar seu peso.

Nos países desenvolvidos, entretanto, há mais homens obesos do que mulheres. Moktad disse que isso se deve às longas horas gastas para ir do trabalho até a casa, além de fatores como um maior sedentarismo, usando computadores.

O professor Hermann Toplak, da Universidade de Graz (Áustria), disse que “nas últimas décadas, a modernização do nosso mundo, com toda a tecnologia que nos cerca, nos levou a um cenário de sedentarismo em todos os níveis”.

De acordo com ele, a falta de atividade física faz com que o autocontrole entre em uma espiral. Crianças e adultos, segundo ele, não estão construindo uma massa muscular funcional e “o comer clássico foi substituído por um consumo descontrolado de comida” ao longo do dia.

Os cientistas analisaram dados de pesquisas, como algumas feitas pela OMS (Organização Mundial da Saúde), governos, e artigos científicos.

BBC Brasil

Pessoas abaixo do peso têm mais chance de morte que obesos

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Pessoas que estão abaixo do peso ideal correm mais risco de morte precoce do que indivíduos obesos, diz um novo estudo divulgado pelo site do jornal britânico Daily Mail.

Pesquisadores do St. Michael Hospital, em Toronto, analisaram os dados de 51 estudos e descobriram que adultos excessivamente magros era quase duas vezes mais propensos a morrer prematuramente do que as pessoas em peso normal.

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As complicações associadas ao baixo peso incluem doenças pulmonares, cardiovasculares – como insuficiência cardíaca – quedas e lesões devido a uma menor taxa de massa muscular, além de suicídios em decorrência de doenças mentais.

A obesidade, por sua vez, também coloca as pessoas em risco por conta das diabetes, doenças cardiovasculares, pressão alta e derrame.

O estudo recente categorizou as pessoas pelo Índice de Massa Corporal, que é utilizado como um indicador da gordura do corpo. Para homens e mulheres adultos, a variação de 18,5 a 24,9 é considerada saudável; 25,0 a 29,9 indica que o indivíduo está acima do peso e mais de 30 indica obesidade.

Na outra extremidade da escala, um IMC abaixo de 18,5 é considerado abaixo do peso, enquanto que a pontuação menor do que 16 é classificada como “magreza severa”.

Joel Ray, autor do estudo, acredita que a maior ênfase está voltada à obesidade, e o peso abaixo da média tem sido ignorado. “Este é um problema importante de saúde pública”, disse.

Um estudo do Centers for Disease Control and Prevention de 2010 mostrou quase 2% dos americanos adultos acima dos 20 anos está abaixo do peso ou tem um Índice de Massa Corporal de 18,5.

Fatores ligados ao quadro incluem ainda a desnutrição, uso de drogas ou álcool, tabagismo, pobreza e saúde mental.

 

 

Terra

Beber tequila ajuda a perder peso

Um grupo de pesquisadores afirmou que beber tequila ajuda a combater o aumento de peso. Segundo eles, os açúcares encontrados na bebida possuem enorme potencial no combate a protuberância.

Testes mostraram que os açúcares da planta agave elevam os níveis de um hormônio intestinal que “diz” ao cérebro que é hora de parar de comer. O mesmo hormônio mantém a comida no estômago por mais tempo, aumentando a sensação de saciedade.

Além disso, os açúcares ligeiramente doces conhecidos como agavins não são processador pelo corpo, o que significa que não se transformam em gordura. Essa não absorção também deixam a pessoa livre de dores de cabeça ou outros efeitos secundários que adoçantes artificiais podem causar.

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Beber tequila ajuda a perder peso? Pesquisadores afirmam que açúcar encontrado na bebida mexicana combate a obesidade

Os testes realizados em camundongos mostraram que aqueles que receberam água com agavins comeram menos e perderam mais peso do que os animais que receberam água com adoçante artificial. As pesquisas foram realizadas pelos pesquisadores da Reunião Nacional da American Chemical Society, em Dallas.

Infelizmente, para muitos, os agavins perderam suas propriedades quando processados, o que significa que beber tequila não terá o mesmo efeito dos testes.

Fonte: Daily Mail

 

Bebês com baixo peso podem ter hiperatividade e depressão na infância

Arquivo/Agência Brasil
Arquivo/Agência Brasil

Um estudo apontou que os bebês nascidos com peso abaixo do normal têm maior chance de desenvolver hiperatividade e depressão na infância. Para chegar à conclusão, a pesquisa feita pela Universidade de São Paulo (USP) de Ribeirão Preto comparou a saúde mental de 665 crianças, com idade entre 10 e 11 anos.

Segundo a pesquisadora responsável, Claudia Mazzer Rodrigues, o estudo dividiu as crianças em cinco grupos de peso: muito baixo (abaixo de 1,5 quilos), baixo (1,5 kg a 2,5 kg), insuficiente (2,5 kg a 3 kg), normal (3 kg a 4,25 kg) e muito alto (acima de 4,25 kg). Esses valores são usados como referência pela Organização Mundial da Saúde.

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No estudo, constatou-se que as crianças com peso muito baixo representam a maioria das que têm quadros de problemas mentais. Entre as 665 crianças avaliadas, 6,9% apresentavam indicadores de depressão. Os cientistas usaram questionários respondidos pelos pais e pelas próprias crianças.

No Brasil, de 0,4% a 3% das crianças sofrem de depressão. Entre os adolescentes, esse número varia de 3,3% a 12,4%. Quem tem a doença na infância e na adolescência apresenta mais chances de desenvolver depressão em idade adulta.

Especialistas definem como causas da depressão em crianças, como perda de vínculos afetivos, divórcio dos pais, falta de apoio familiar e violência física ou psicológica. Os pais devem ficar atentos aos primeiros sinais de alerta, que são queda do rendimento escolar, mudanças repentinas do estado de ânimo, isolamento e tristeza.

 

 

Agência Brasil

Fique de olho no ganho de peso durante a gravidez

gravidaGanhar peso na gravidez é importante, mas com cautela e acompanhamento, pois os limites para manter a saúde da mãe e do bebê são bem definidos e os cuidados começam antes mesmo da gestação. Isso porque o peso pré-gestacional, o Índice de Massa Corporal (a relação em que peso é dividido pela altura ao quadrado) da mãe e os quilos ganhos, durante os nove meses, são fatores que influenciam o peso do bebê ao nascer e a saúde futura da mãe. E esse peso da criança pode ser um indício importante de desenvolvimento de doenças no futuro, muitas vezes ainda na infância.

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Então, ficar de olho nesse fator durante o pré-natal, com acompanhamento rigoroso do obstetra não é exagero para ninguém. Não há um número mágico de quilos que se pode ganhar. Existem algumas tabelas que ajudam a obstetra a individualizar a avaliação para cada gestante. Ganhar peso de menos pode impactar no peso e tamanho do feto. Outro problema são dietas muito restritivas, elas vão refletir diretamente na nutrição desse bebê. A falta de alimento afeta o desenvolvimento de uma gestação saudável, até porque a deficiência nutricional abate primeiro a mãe e depois a criança.

Como se vê, o importante é não ter exageros, nem para mais e nem para menos. É fundamental avaliar os hábitos alimentares: muita gente acredita que tem uma alimentação saudável, mas, às vezes, passa muitas horas sem comer, não consome todos os grupos alimentares nas refeições, entre outras falhas que precisam ser corrigidas durante a gestação e mantidas após. E considerar alguns fatores tão importantes quanto e que, infelizmente, não há como mudar: a biologia e a genética podem fazer diferença. Se essa mãe tem “tendência” a engordar, deve ter atenção redobrada. Pergunte a sua mãe, tia, vó como foi a gravidez delas?

Com ganhos exagerados, as chances de desenvolver diabetes gestacional, hipertensão e pré-eclâmpsia são mais altos. Não dá para cometer deslizes. Para estas, passado o parto, o peso e a distribuição da gordura adquiridos na primeira gravidez costumam ser alterações que persistem por mais tempo, sendo mais difícil perder peso. Por isso é tão importante evitar excessos durante os nove meses e se possível se preparar antes de engravidar.

É aí que entra a luta contra o sedentarismo. Além da alimentação balanceada, incluir exercícios durante a gravidez podem ajudar no equilíbrio dessas “forças”. Ficar de preguiça nove meses vai fazer diferença. Separe uma horinha para se mexer, com orientação e acompanhamento. Aliás, esse é outro momento de importante orientação do obstetra: e quais exercícios podem ser feitos para manter a evolução natural do peso e sem colocar em risco a gravidez? E melhor: quais podem ajudar a ter um parto mais tranquilo?

Fica combinado assim: agora que já sabe a importância de manter o peso recomendado, separe suas dúvidas e leve para seu obstetra. Isso vai ajudar na consulta e vai te deixar mais confortável para passar por esse momento especial sem comprometer a saúde de seu corpo e do seu bebê.

 

 

minhavida

Limão pode ser um forte aliado na hora de perder peso, você sabia?

limãoHá quem não compreenda as inúmeras virtudes do limão à saúde humana: seus valores nutricionais, poderes curativos e até mesmo suas possibilidades diversas de utilização na culinária. Isto se deve ao fato de seu gosto forte, azedo, e como dito, incompreendido. Costuma-se ter a idéia errônea de que o consumo do limão traz mais prejuízos ao corpo do que benefícios agregados, que a sua ingestão causa danos e agressões ao estômago e aparelho digestivo. Mas, ao contrário do comumente pensado, esta fruta possui o poder de eliminar toxinas, ajudar no combate ao ácido úrico e pode até auxiliar no emagrecimento!

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Dentre as frutas onde está presente ácido cítrico como princípio ativo (a laranja e a tangerina, por exemplo), o limão consegue ser o campeão em virtude da queima de adiposidade. Este ácido consegue ter ação adstringente, com atividade semelhante a de um “detergente” expelindo todas as toxinas e gorduras, fazendo uma espécie de desintoxicação no organismo. Vale lembrar também que o limão tem efeito alcalinizante, consegue tornar a acidez de vários líquidos do corpo, e também do sangue, mais neutros, propiciando uma guinada no metabolismo, o que é essencial para quem deseja perder peso. Seus feitos não param por aí: o limão também ajuda a fortalecer e regenerar tecidos com inflamações das mucosas e sua ingestão proporciona efeito diurético, uma maravilha para quem pretende expulsar de vez toda a gordura extra!

garotabeleza

Ter um amante pode ajudar a perder peso, diz pesquisa

Foto: Getty Images
Foto: Getty Images

Ser infiel pode ser uma das formas mais eficazes para perder peso. Essa conclusão é de uma pesquisa realizada pelo site Undercover Lovers, do Reino Unido, que promove encontros entre pessoas casadas. Os dados são do jornal Daily Mail.

O levantamento contou com a opinião de 3 mil membros adúlteros do site. Constatou que pouco mais da metade dos homens e 62% das mulheres disseram que haviam eliminado quilos extras ao ter um caso. Em média, eles deram adeus a 2,2 kg e elas, a 3,7 kg.

Craig Jackson, professor de psicologia da Universidade da Cidade de Birmingham, na Inglaterra, disse que a conclusão realmente tem um fundo de verdade. “Engajar-se em um caso coloca uma enorme quantidade de pressão. Dizer mentiras e evitar confrontos diretos causam muito estresse. Ser estressado traz uma gama de efeitos sobre o corpo. Você produz adrenalina e cortisol (hormônio do estresse), a frequência cardíaca sobe, respira mais rápido, aumenta a pressão arterial e os níveis de serotonina. Tudo isso pode queimar calorias”, explicou.
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Fora isso, as mudanças de comportamento também colaboram. Dividir o tempo entre dois ou mais diminui horário para almoçar, petiscar. As pessoas também tendem a querer alcançar melhor aparência para agradar o novo amante. E fazer mais sexo ajuda a queimar mais calorias.

Aos homens que já se animaram com a ideia, um alerta. Pesquisadores da Universidade de Florença, na Itália, descobriram que maridos que traem suas esposas têm risco aumentado de ataque cardíaco. Uma razão pode ser que os que embarcam em relações extraconjugais podem ter uma vida familiar infeliz e a depressão tem sido associada a um aumento da possibilidade de doença cardíaca. Já um relacionamento feliz parece protegê-los de problemas cardiovasculares.

 

 

Ponto a Ponto Ideias

Comer fora de casa aumenta risco de excesso de peso e hipertensão

self-serviceEntre os paulistanos, quem tem o hábito de comer fora de casa tem também maior risco de estar acima do peso. Essa é a conclusão de um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (ver foto em destaque), que ainda mostrou que a variedade de alimentos consumidos em restaurantes e lanchonetes, mais ricos em gordura, está associada a um maior índice de hipertensão.

O estudo se baseou em dados do Inquérito de Saúde de Base Populacional no Município de São Paulo (ISA-Capital), feito entre 2008 e 2009 e financiado pela Secretaria Municipal da Saúde. Foram 834 pessoas entrevistadas, entre adolescentes, adultos e idosos, das quais 32% afirmaram fazer pelo menos uma refeição fora de casa por dia.

Segundo os resultados da pesquisa, 59% dos frequentadores de restaurantes apresentam excesso de peso ou obesidade. Já na população geral adulta da cidade de São Paulo, 47,9% se enquadra na categoria de excesso de peso, de acordo com a pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) de 2011. Ainda segundo o estudo, 26% dos que comem fora têm hipertensão. Na população geral, de acordo com a Vigitel, esse índice é de 22,5%.

As refeições mais frequentemente realizadas fora são as intermediárias, como o lanche da manhã ou o lanche da tarde: 45% dos que comem fora afirmaram ter consumido essas refeições em estabelecimentos comerciais; 30% consomem o almoço; 15% consomem o café da manhã e 10% consomem o jantar. A média de calorias consumidas fora de casa por refeição foi de 628 calorias.

Gordura

Segundo a nutricionista Bartira Gorgulho, autora do estudo, o consumo de alimentos gordurosos é facilitado em restaurantes e lanchonetes. “De maneira geral, as pessoas comem mal independentemente do lugar. “Observamos que, quando se come fora de casa, há um consumo maior de gordura. A oferta é maior e as pessoas procuram comer o que não têm tanta oportunidade de comer dentro de casa, como uma variedade maior de carnes e frituras””, diz.

Na opinião do médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), quem come fora de casa não costuma observar o tamanho das porções e, com isso, corre o risco de exagerar. De acordo com ele, os pratos maiores oferecidos pelos restaurantes podem induzir as pessoas a pegar mais comida.

““A comida por quilo é uma grande invenção, mas é preciso refletir o que vai escolher””, diz o nutrólogo.

Um dos erros mais comuns, segundo ele, é servir-se de vários tipos de carboidratos — num mesmo prato arroz, purê de batata e macarrão, por exemplo — ou vários tipos de proteína, como carne bovina, linguiça e frango. “Por outro lado, o espaço para salada geralmente é pequeno. “Esse é o erro mais comum””, diz Ribas Filho.

Para a nutricionista Ariana Fernandes, da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), um dos motivos que elevam a quantidade de calorias das refeições feitas fora de casa é a falta de tempo. “Muitas vezes, as pessoas optam por um lanche rápido, que quase sempre é bem mais calórico que uma refeição balanceada.

Desafio diário

Para quem tem de comer fora todo dia, manter uma dieta balanceada é um desafio. A assistente de marketing Karla Ikeda, de 25 anos, conta que a alimentação diária acaba variando conforme a companhia que ela escolhe. “Se saio com o pessoal que come besteira, acabo comendo também. Mas, sempre que posso, tento comer em restaurante por quilo””, diz.

A estratégia para balancear o cardápio, segundo Karla, é preencher metade do prato com salada e a outra metade com arroz, carne e algum legume cozido.

O brasileiro come fora cada vez mais. A Pesquisa de Orçamentos Familiares do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) aponta que, em 2003, os gastos com alimentação fora do domicílio entre a população urbana representava 25,7% dos gastos totais com alimentação. Em 2009, essa parcela subiu para 33,1%.

 

 

 

Agência Estado

Quase metade da população está acima do peso, diz Saúde

Pesquisa divulgada nesta terça-feira (10) pelo Ministério da Saúde revela que quase metade da população brasileira está acima do peso. De acordo com o estudo, o percentual passou de 42,7% em 2006, para 48,5% em 2011. No mesmo período, a proporção de obesos subiu de 11,4% para 15,8%.

Os números são da pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), que coletou informações nas 26 capitais brasileiras e no Distrito Federal.

O levantamento, divulgado anualmente pelo ministério desde 2006, traz um diagnóstico da saúde do brasileiro a partir de questionamentos sobre os hábitos da população, como tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, alimentação e atividade física. Em 2011 foram entrevistadas 54.144 pessoas de janeiro a dezembro.

O ministério da Saúde considera “acima do peso” as pessoas com um IMC (Índice de Massa Corporal) mais alto que 25, segundo a assessoria de imprensa. O IMC é calculado dividindo o peso pela altura ao quadrado. Acima de 30 no IMC faz a pessoa ser considerada “obesa”.

“Existe uma tendência de aumento do peso e obesidade no país. Agora é a hora de virar o jogo para não chegarmos a países como os Estados Unidos, que tem mais de 20% de sua população obesa”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em coletiva de imprensa.

Ele citou acordos feitos no ano passado entre o governo e a indústria de alimentos e escolas para a redução de sal e gordura na comida. O ministro defendeu ainda a criação de “espaços de saúde”, com máquinas para exercícios em áreas públicas.

O levantamento revela que o sobrepeso é maior entre a população masculina. Mais da metade dos homens – 52,6% – está acima do peso ideal, enquanto 44,7% das mulheres apresentam sobrepeso.

A pesquisa do Ministério da Saúde mostra ainda que o excesso de peso entre homens começa na juventude. Entre os que têm entre 18 e 24 anos, 29,4% já estão acima do peso. Na faixa etária entre 25 e 34, 55% da população masculina apresenta excesso de peso. A porcentagem sobre para 63% na faixa etária entre 34 e 25 anos.

Já entre mulheres jovens (entre 18 e 24 anos), 25,4% apresentam sobrepeso. A proporção aumenta para 39,9% na faixa etária entre 25 e 34 anos, e mais que dobra entre brasileiras de 45 a 54 anos (55,9).

“Uma parte dessa tendência do aumento de peso que é que temos mais pessoas entre 18 e 24 anos com excesso de peso e obesidade. Agir sobre as crianças e adolescentes é fundamental para prevenir uma população obesa”, afirmou o ministro.

Alimentação

Segundo Padilha, um dos fatores do aumento do excesso de peso e da obesidade no Brasil é o consumo de alimentos gordurosos. A pesquisa do Ministério da Saúde revela que 34,6% dos brasileiros comem em excesso carnes com gordura e mais da metade da população (56,9%) bebe leite integral regularmente.

Além disso, 29,8% dos brasileiros consomem refrigerantes pelo menos cinco vezes por semana. Por outro lado, apenas 20,2% ingere a quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde de cinco ou mais porções por dia de frutas e hortaliças.

“Alimentar-se bem é o primeiro passo para ter uma qualidade de vida saudável. Temos que ter maior oferta de produtos industrializados saudáveis. No tocante aos supermercados, o objetivo é colocar produtos saudáveis mais visíveis, como o leite desnatado”, afirmou Padilha.

A pesquisa revela que as mulheres comem mais frutas e hortaliças, enquanto os homens comem mais carne com excesso de gordura. Quem tem mais de 12 anos de escolaridade tende consumir mais frutas e hortaliças, de acordo com o levantamento.

Apesar de “comer pior”, os homens se exercitam mais do que as mulheres. Segundo a pesquisa, 39,6% dos homens fazem exercícios com regularidade. Entre as mulheres, a frequência é de 22,4%. O percentual de homens sedentários no Brasil passou de 16% em 2009 para 14,1% em 2011.

De acordo com o Ministério da Saúde, o sedentarismo aumenta com a idade. Entre homens entre 18 e 24 anos, 60,1% praticam exercícios. Esse percentual reduz para menos da metade aos 65 anos (27,5%). Entre mulheres de 25 a 45 anos, 24,6% se exercitam regularmente. A proporção é de apenas 18,9% entre mulheres com mais de 65 anos.

Capitais

Segundo o Ministério da Saúde, Porto Alegre é a capital que possui a maior quantidade de pessoas com excesso de peso (55,4%), seguida por Fortaleza (53,7) e Maceió (53,1). Na outra ponta da lista, com a menor proporção de pessoas com sobrepeso, estão São Luís (39,8%), Palmas (40,3%), Teresina (44,5%) e Aracaju (44,5%).

São Paulo apresenta 47,9% de pessoas com excesso de peso. A proporção no Rio de Janeiro é de 49,6%, e no Distrito Federal é de 49,1%.

A capital com mais obesos é Macapá (21,4%), seguida por Porto Alegre (19,6%), Natal (18,5%) e Fortaleza (18,4%). As capitais com menor quantidade de obesos são: Palmas (12,5%), Teresina (12,8) e São Luís (12,9%).

Em São Paulo, a proporção de obesos é de 15,5%; no Rio de Janeiro o percentual é de 16,5%; e no Distrito Federal os obesos representam 15% da população.

Pontos positivos

Se, por um lado, o avanço da obesidade preocupa, por outro, a queda do tabagismo é vista como um ponto positivo pelo Ministério. No mesmo levantamento, a taxa de fumantes ficou em 14,8% – é a primeira vez que o número cai para menos de 15%. O número de fumantes pesados – que fumam mais de 20 cigarros por dia – também caiu e está em 4,3%.

O governo também comemorou o crescimento do número de exames de mamografia feitos por mulheres com entre 50 e 69 anos de 2007 até agora.

“Na minha avaliação, tanto a questão do tabagismo quanto da mamografia mostram que o povo brasileiro adere sim às medidas de acesso à saúde”, apontou Padilha.

G1