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ONG e Hemocentro usam personagem de acidente para chamar atenção sobre a doação de sangue

hemocentroO Hemocentro de João Pessoa e a ONG  Doe Sangue PB  encontraram uma nova forma de chamar a atenção da população sobre a importância de doar sangue. Durante a coleta externa realizada neste sábado (13) no  Parque Sólon de Lucena, foi utilizado um personagem que simulava ter sido vítima de um acidente de trânsito.

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“Quando vi esse rapaz ferido no rosto, tive um susto e pensei que fosse verdade”, disse a professora Anaíde dos Santos Silva, 42 anos, que mora no Bairro Costa e Silva e decidiu fazer a sua doação. O mesmo gesto teve o comerciário José Félix do Nascimento, 29 anos, morador do bairro do Geisel, que aproveitou a folga do trabalho para exercer a sua cidadania e fazer um gesto de solidariedade. “Eu sofri um acidente de moto e sei o valor que tem uma bolsa de sangue em momentos como esse”, comentou.

A coleta externa realizada neste sábado foi uma das dez programadas para acontecer durante todo esse mês e que já faz parte do calendário mensal do Hemocentro de João Pessoa. Ainda este mês vão acontecer coletas externas no Dia 17 no município  de Mamanguape;  dia 18 no Sistema Correio de Comunicação, no centro de João Pessoa,  dia 19 no laboratório de análises Clínicas Roseane Dore, no Bairro de Manaíra e fechando a  programação do mês a última coleta externa de sangue  será realizada no dia 20 na Igreja Batista do Jardim Cidade Universitária, no bairro de Manaíra.

A diretora geral do Hemocentro Sandra Sobreira explica que o objetivo das coletas externas é reforçar o estoque e atender à demanda dos hospitais.  A direção do Hemocentro  faz um apelo para que as pessoas compareçam aos locais e façam a sua doação, pois o Hemocentro precisa manter o estoque de sangue regular. Em datas comemorativas o Hemocentro realiza  campanhas para sensibilizar as pessoas sobre a importância do ato de doar sangue, um gesto humano, solidário e que ajuda a salvar vidas.

“ Conclamamos todas as pessoas que por ventura estejam passando por esses locais  que façam a sua doação para  que possamos manter regular o nosso estoque e assim garantir o atendimento a todos aqueles que precisam do sangue”, destacou a chefe do Núcleo de Ações Estratégicas do Hemocentro, Divane Cabral.

Sobre a ONG -, o Doe Sangue PB conta com cerca de 50 voluntários, sendo 30 mais ativos que seguem e divulgam os conteúdos do movimento nas redes sociais Twitter, Facebook e Instagram. Somando todos os seguidores do movimento, cerca de 10.000 são atingidas, mas segundo Thiago, apesar do grande número de pessoas algumas vezes eles encontram dificuldades.

Thiago Gonçalo Gomes idealizou o movimento que sse trabalho voluntário surgiu na observação da necessidade de doação para uma amiga. “ Neste momento eu percebi a dificuldade em conseguir doadores, então surgiu a ideia da criação de uma conta no Twitter para divulgar informações para a população” revelou.

Condições para ser doador de sangue

– Ter idade entre 16 e 69 anos (se for menor de 18 anos é necessária a autorização do responsável legal);

– Pesar acima de 50 quilos;

– Ter dormido normalmente nas últimas 24 horas;

– Estar alimentado, com intervalo de duas horas após o almoço;

– Evitar alimentos gordurosos na véspera e no dia da doação;

– Não ter tido hepatite após os 11 anos de idade;

– Não estar gripado, resfriado, com febre ou diarreia;

– Não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas;

– Não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis;

– Não estar grávida ou em período de amamentação. A menstruação e o uso de pílulas anticoncepcionais não impedem a doação;

– Respeitar o intervalo entre as doações que devem ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres.

As pessoas interessadas em doar sangue e precisarem tirar qualquer dúvida ou marcar uma coleta externa, podem ligar para o telefone (083) 3218-7698.

Assessoria

Personagem gay agora é bom negócio para qualquer ator

Klebber Toledo e Zé Mayer: o casal gay da nova novela das nove, 'Império'
Klebber Toledo e Zé Mayer: o casal gay da nova novela das nove, ‘Império’

Interpretar um homossexual no cinema ou na televisão já chegou a ser visto como um risco profissional, a ponto de deixar o ator marcado para sempre. Não mais. O público amadureceu à medida que os gays foram conquistando seus direitos na sociedade, e, hoje, um personagem homossexual bem construído pode ser o passaporte para o reconhecimento e até o estrelato. Em Hollywood, basta citar os exemplos de Matthew McConaughey e Jared Leto, premiados com o Oscar deste ano de melhor ator e coadjuvante, respectivamente, por Clube de Compras de Dallas, em que ambos vivem homossexuais. Nas novelas brasileiras, a lista de atores que vêm alcançando reconhecimento com personagens gays é cada vez maior. Mateus Solano e Thiago Fragoso, o casal Félix e Niko de Amor à Vida, são prova disso.

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Sempre cercados de uma onda de curiosidade – em geral alimentada pela questão “vai ter beijo?” -, os gays se tornaram onipresentes na ficção, não só pela necessidade de mostrar o que acontece na vida real, mas também pela capacidade de mobilizar espectadores. Não é exagero dizer que Clara (Giovanna Antonelli) e Marina (Tainá Müller), de Em Família, atraíram mais atenção do que a protagonista Helena (Júlia Lemmertz). Pronta para substituir o folhetim de Manoel Carlos na faixa das 21h, Império entra no ar nesta segunda-feira com nada menos que quatro personagens gays: Xana Summer, um travesti interpretado por um improvável Ailton Graça; Téo Pereira, um blogueiro invejoso que vive de fazer fofoca na internet, vivido por um afetado Paulo Betti; Leonardo, um bonitão aspirante a modelo, papel do jovem galã Klebber Toledo; e – o mais surpreendente de todos – o cerimonialista Cláudio Bolgari, interpretado por José Mayer.

O galã com fama de pegador (de mulheres) surgirá em cena no quarto capítulo como um organizador das melhores festas do Rio de Janeiro. Casado com a ex-miss Brasil Beatriz (Suzy Rêgo), ele esconde de todos – exceto dela – que é homossexual e tem, há dez anos, um caso com Leonardo (Klebber Toledo). “Já faz um tempo que busco papéis diferentes, e acho divertido mexer um pouco com aquela fama de conquistador que se formou a meu respeito por causa de personagens anteriores”, comentou o ator, no lançamento da novela. Ao site de VEJA, ele afirmou que evita planejar suas realizações na profissão e prefere se deixar levar pelo papel. “Cada personagem traz conteúdos diferentes, e é isso que acaba criando, fisicamente, posturas e expressões diferentes a cada novo trabalho.”

Na única cena divulgada pela TV Globo em que o novo casal gay aparece junto, Claudio fala cara a cara com Leonardo, da mesma forma como o Pedro de Laços de Família (2000) faria com Helena (Vera Fischer), Ingrid (Deborah Secco) ou Cíntia (Helena Ranaldi). As fãs que se acostumaram a ver José Mayer em papéis sedutores, desde o Osnar de Tieta (1989), nunca poderiam ter imaginado que seu decantado sex appeal seria usado um dia em terreno gay. Mas a verdade é que o próprio ator nunca se acomodou no papel de galã: “O que existe de mais valioso nesta profissão é a liberdade para romper nossos próprios limites e ajudar o espectador a ampliar sua capacidade de perceber a multiplicidade da experiência humana”.

Vida real – Nas novelas, gênero que muitas vezes parece já ter esgotado todas as histórias possíveis, o universo gay é um terreno fértil e tende a ser explorado com cada vez mais liberdade, abordando desde os direitos civis como a aceitação dos familiares. Para Aguinaldo Silva, autor de Império, a dramaturgia nada mais é do que um reflexo do dia a dia. “Quando escrevo meus personagens, quero retratar um pouco do que vejo na sociedade. Sempre digo que não trabalho com tema, e sim com tramas. Esse é o meu lema quando escrevo uma novela”, contou ao site de VEJA. Tratados com tanto esmero pelos dramaturgos, esses papéis têm atraído o interesse dos atores. Até então com uma galeria de patricinhas mimadas na TV, Tainá Múller, a Marina de Em Família, não escondeu a felicidade de ser escalada para viver uma fotógrafa homossexual. “Há tempos eu queria uma personagem que me tirasse do chão”, comentou logo no início da novela que pode ser vista como um divisor de águas em sua carreira.

A partir desta segunda – já que José Mayer não precisa mais provar a que veio –, a bola está com o belo Klebber Toledo. Lançado em Malhação em 2007 e com cinco novelas no currículo, o ator de 28 anos tem em Leonardo seu personagem mais complexo. Em conversa com o site de VEJA, Klebber preferiu ser comedido ao falar da expectativa em torno do novo desafio. “Procuro não criar um rótulo para ele. É o Leonardo que tem de se classificar”, disse, frisando que seu personagem tem uma “história de amor” com Claudio. “É um relacionamento, não um namorinho, uma ficadinha.” Ele acredita que o casal vai conquistar a simpatia do público e não tem o menor receio de que o novo papel arranhe sua imagem de galã promissor.

Com a nova trama, Aguinaldo discutirá também o direito de permanecer no armário – uma ironia típica do autor para esses tempos de vigilância sexual. Já que Claudio esconde sua homossexualidade – e, pior, é casado com uma mulher –, o namoro tem os problemas típicos de um relacionamento extraconjugal. Com um agravante: o cerimonialista é alvo das fofocas do blogueiro Téo Pereira. Mais jovem e, portanto, com menos explicações a dar para o mundo, Leonardo pressiona Claudio a viver o amor sem reservas. “É um sentimento único. Ele ama mesmo essa pessoa”, diz Klebber, que diz ainda não ter concluído a formação de seu personagem. “Ele é natural, entregue ao que sente. Não sei se vai dar pinta. E sabe que eu nem pensei nisso?”

 

Patricia Villalba