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INSS: Gadelha diz que reforma da Previdência é ‘remédio amargo’ e fala em nova revisão de perícias

leonardo-gadelhaO presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), Leonardo Gadelha, afirmou nesta quarta-feira (18) que ao menos 1,2 milhões de pessoas serão chamadas para realizar uma nova perícia para rever auxílios doença e destacou que a reforma da previdência é importante para o Brasil não virar uma Grécia. “talvez seja um remédio amargo num primeiro instante para que se possa ter no futuro a certeza do benefício”, disse.

Gadelha destacou que a reforma da Previdência é importante para pessoas da sua própria geração e tranqüilizou que para as pessoas mais velhas pouquíssima coisa irá mudar. “Quem está aposentado ou na iminência de fazer terá os direitos preservados”, afirmou.

O presidente afirmou ainda que essa reforma é necessária para que não aconteça com o Brasil situação semelhante à Grécia onde do dia para a noite benefícios foram cortados em até 40%. “Temos uma medida que talvez seja impopular, um remédio amargo nesse primeiro instante para que se possa ter no futuro a certeza que vai contar com esse benefício”, explicou.

Nova Perícia – Leonardo Gadelha afirmou que uma nova perícia será feita com pessoas que recebem auxílio-doença. Devem ser convocada ao menos 1,2 milhão de pessoas. O presidente tranquilizou os beneficiários afirmando que eles serão avisados por carta e após receber a notificação pode entrar em contato com a central através do 135 e munir-se dos documentos necessários para se apresentar. “Se a pessoa tiver uma patologia crônica irá migrar para a aposentadoria por invalidez que paga mais que o auxílio-doença”, explicou lembrando que a natureza do auxílio é provisória e que havia pessoas recebendo há até 20 anos.

Com informações da Band News. 

Marília Domingues

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Espera por perícias do INSS chega a até 125 dias na Paraíba, aponta DPU

inssO tempo de espera para realização de perícias das agências do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para concessão de benefícios está chegando a até 125 dias. Foi o que apontou um relatório divulgado pela Defensoria Pública da União (DPU), que recomendou na sexta-feira (14) a suspensão do Programa de Revisão dos Benefícios por Incapacidade (PRBI) do INSS, até que as perícias para concessão de novos benefícios seja regularizado.

A Lei de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991) prevê que o primeiro pagamento do benefício deve ser efetuado até 45 dias após a apresentação, pelo segurado, da documentação necessária à concessão. Na Paraíba, a cidade de Guarabira é a primeira da lista, com 125 dias de espera até a concessão. Em Sapé são 99, em Monteiro 98.

A lista segue com Itabaiana (84), Patos (69) ePombal (62). Em João Pessoa, na Agência Centro, foram quatro dias a mais que os 45 permitidos. Nas cidades de Esperança (48) e Alagoa Grande (47) a diferença excedida foi de pouco dias. A ação foi realizada em conjunto com os defensores regionais de direitos humanos da Defensoria Pública da União (DPU). Uma cópia do documento também foi encaminhada à Gerência do INSS na Paraíba.

O G1 entrou em contato com o INSS na sexta-feira (14), quando o documento foi divulgado, mas a assessoria do INSS informou que não iria se manifestar sobre o assunto no momento.

O programa de revisão de pagamentos do INSS está fazendo um pente-fino na situação de quem está recebendo benefícios por auxílio doença e incapacidade há mais de dois anos. De acordo com o governo, existem, atualmente, 840 mil beneficiários de auxílios-doença e 3 milhões de aposentados por invalidez recebendo esses auxílios.

A Defensoria Pública da União ressalta que, ultimamente, os agendamentos chegam a demorar até 197 dias. Os defensores públicos deram 10 dias para o INSS se pronunciar sobre a recomendação. Se isso não acontecer, o órgão avalia ingressar com uma ação judicial para tentar obrigar o INSS a suspender a revisão dos benefícios.

Ao todo, informou a Defensoria, há 530 mil beneficiários com auxílio-doença e 1,1 milhão de aposentados por invalidez com idade inferior a 60 anos que passarão por avaliação.

G1 PB

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