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Justiça condena ex-governadora à perda de direitos políticos por 5 anos

A Justiça do Rio condenou a ex-governadora do Rio de Janeiro Rosinha Garotinho e o ex-secretário de Comunicação Ricardo Bruno suspensão dos direitos políticos por cinco anos, or improbidade administrativa. A decisão da 15ª Câmara Cível, por unanimidade, acatou pedido do Ministério Público do Rio (MP-RJ). Os dois podem recorrer.

Durante o período, os dois não poderão votar e ser votados. De acordo com a sentença, eles também terão que ressarcir os cofres públicos em R$ 165.979,44, acrescidos de correção monetária e multa de 1% ao mês. Rosinha e Ricardo Bruno também foram condenados a pagar uma multa civil de igual valor e arcar com as despesas processuais.

A publicação de um informe publicitário deu origem à ação. Segundo o Ministério Público, em outubro de 2004, às vésperas do segundo turno das eleições municipais, o governo do Rio deflagrou diversos programas assistenciais em Campos, reduto eleitoral Rosinha. O governo promoveu o cadastramento e distribuição de benefícios do “Cheque Cidadão” (no valor de R$ 100) e do “Morar Feliz” (entrega de casas populares), além da distribuição extemporânea de material escolar.

No dia 22 daquele mês, o jornal “O Globo” publicou editorial intitulado “Além dos limites”, no qual criticava a utilização de programas do governo para fins eleitorais. No dia seguinte, o governo contratou, com recursos públicos, a publicação de um informe publicitário no mesmo jornal, como resposta ao editorial, a um custo de R$ 165.979,44. O responsável pela contratação foi o então secretário estadual de Comunicação Social.

O MP sustenta que o informe publicitário não apresentava caráter educativo ou informativo, prestando-se apenas a atacar a credibilidade do órgão de imprensa. No recurso, o MPRJ insistiu que os réus praticaram ato de improbidade administrativa e reafirmou fatos e fundamentos da inicial.

De acordo com o voto do desembargador relator Horácio dos Santos Ribeiro Neto, o informe publicitário não teve “o escopo de educar, de informar ou orientar socialmente”, limitando-se a responder as acusações do jornal. Para o desembargador, os dois réus agiram assim com dolo eventual, “pouco lhes importando que, para rebaterem o afirmado no editorial do jornal, o erário tivesse que pagar o que pagou, causando prejuízo aos cofres públicos.”

Até a publicação desta reportagem, o G1 não havia conseguido contato com a defesa dos condenados.

G1

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Hábito de usar fone de ouvido pode levar adolescente à perda auditiva

fone-de-ouvidoQualquer som que esteja em volume alto pode ocasionar o que os especialistas chamam de perda auditiva induzida por ruído, que é a diminuição da audição por contato com barulhos intensos e frequentes. Antes, o problema era mais diagnosticado em profissionais que trabalhavam em áreas que contavam com equipamentos emissores de ruídos. Porém, na atualidade, especialistas identificam um novo público vulnerável à perda auditiva: os adolescentes e jovens.

Nessa história, há mais de um vilão: as baladas com música alta, os shows e –o mais preocupante de todos– o fone de ouvido, que costuma ser utilizado para ouvir música no transporte para a escola, na academia ou mesmo para caminhar por uma rua movimentada.

“Esses locais normalmente possuem um nível de ruído alto, que compete com a música. Por isso, a tendência é aumentar ainda mais o volume”, afirma o médico otorrinolaringologista Fausto Nakandakari, do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“Para ter uma ideia, o ruído de um ônibus gira em torno de 85 decibéis. Então, para ouvir música de forma confortável dentro dele, é preciso colocar o som 20 decibéis acima, chegando perto dos 105 decibéis. Os nossos ouvidos suportam com segurança 30 minutos diários de exposição a esse volume. O problema é que esse tempo costuma ser bem maior no dia a dia do jovem”, diz Nakandakari.

Quando esse limite é ultrapassado com frequência, começa a ocorrer uma degeneração das células localizadas na cóclea, parte auditiva do ouvido interno.

“Quando o ruído cessa, as células voltam ao estado normal, mas esse processo de degenerar e recuperar não resiste muito tempo. Em um período de cinco a dez anos, em média, essas células morrem e acontece a perda auditiva permanente”, explica a fonoaudióloga Daniela Dalapicula Barcelos, especialista em audiologia pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia.

Segundo Daniela, anos atrás, o problema era atenuado por conta da própria tecnologia dos dispositivos de música, que funcionavam por pouco tempo entre uma troca de pilha e outra. O mesmo não acontece com os gadgets modernos, que podem ficar ligados durante o dia inteiro antes de serem carregados. O design do fone também influencia: os que são colocados dentro do ouvido são os mais prejudiciais.

Para perceber se o adolescente está com algum nível de perda auditiva, alguns sinais devem ser observados: necessidade de aumentar o volume da televisão para ouvir, dificuldade de entender o que as pessoas falam em ambientes amplos, ansiedade e irritação causados por não ser compreendido e até alterações no sono e nos batimentos cardíacos.

A perda auditiva só pode ser confirmada por meio de exames médicos e, uma vez constatada, não pode ser revertida. “O tratamento é a colocação de aparelhos auditivos”, fala otorrinolaringologista Nakandakari.

Cuidados necessários

A melhor saída, então, é prevenir. Os especialistas garantem que é possível levar uma vida social ativa sem prejudicar a audição. “Não precisa deixar de ir a festas, basta fazer uma compensação. Se o adolescente é assíduo em casas de show, deve evitar o fone de ouvido. Se ficou exposto a sons elevados por muito tempo em um dia, pode fazer repouso auditivo nos dias seguintes”, afirma Daniela.

Sempre que possível, deve-se preferir o som ambiente –no computador, no celular ou ao jogar games. Ao usar fones, o volume médio do dispositivo não pode ser ultrapassado.

“Uma dica prática para saber se o som está trazendo riscos à audição é verificar se outra pessoa consegue ouvir o ruído do fone. Mesmo estando ao lado de quem escuta uma música, o ideal é não ouvir nada”, declara a fonoaudióloga Isabela Papera de Carvalho, responsável pelo setor de audiologia de uma empresa de aparelhos auditivos com sede na cidade do Rio de Janeiro.

Um som com intensidade acima de 80 decibéis já é considerado alto. “É a intensidade do som de um secador de cabelos e de um liquidificador”, diz Isabela.

Exames preventivos, como a audiometria, também são importantes para diagnosticar precocemente problemas auditivos e devem ser feitos a cada dois anos.

“Se a pessoa trabalha em um local que tem muito ruído, como uma casa noturna ou uma academia, ou se faz uso diário de fones de ouvido, deve reduzir esse intervalo para um ano ou até seis meses, conforme recomendação médica”, afirma a fonoaudióloga Daniela.

Uol

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Como diferenciar a perda de memória comum de uma complicação

memoriaCom a população mundial envelhecendo, inclusive a brasileira, surgem cada vez mais questões relacionadas à memória. Parte dos neurocientistas acreditam que o desfecho inexorável do envelhecimento para o cérebro seria o desenvolvimento de uma doença neurodegenerativa, entre elas, a doença de Alzheimer. Bastaria, para isto, que todos nós vivêssemos por mais de 120 anos.

Pessoas que nunca tiveram facilidade para guardar nomes, dados, datas, ou informações no geral, não têm mais ou menos risco de desenvolver alguma doença neurodegenerativa, como Alzheimer, no futuro

À medida que a idade avança ocorre um processo natural (fisiológico) de morte das células nervosas (neurônios). Isto não significa, entretanto, que um indivíduo de 60 anos tenha um desempenho cognitivo necessariamente pior que um outro de 30 ou 40. Ao contrário, embora ocorra este processo de perda de neurônios, o “amadurecimento” do cérebro proporciona um maior número de contatos (conexões) entre cada uma das células (plasticidade neural).

A plasticidade neural é a diferença que faz com que uma pessoa, aos 60 anos de idade, diga que está na melhor fase de sua vida cognitiva, embora talvez não tenha mais a velocidade e capacidade de armazenamento de informações de uma pessoa mais jovem.

A preocupação com a memória deve começar quando esta queixa é percebida pela própria pessoa e seus familiares ou pessoas próximas, mas, principalmente, quando começa a interferir nas atividades do cotidiano. Cabe aqui ressaltar que pessoas que nunca tiveram facilidade para guardar nomes, dados, datas, ou informações no geral, não têm mais ou menos risco de desenvolver alguma doença neurodegenerativa, como Alzheimer, no futuro.

O segredo, no final das contas, é proporcionar para o cérebro desafios cognitivos constantes como aprender coisas novas e adotar hábitos de vida saudáveis ao longo da vida. Na dúvida, consulte sempre o seu médico.

minhavida

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Após perda de prestígio, Ricardo Marcelo fica com pior gabinete da Assembleia Legislativa

ricardo-marceloApós mais de quatro anos ocupando o melhor gabinete da Assembleia Legislativa da Paraíba, o ex-presidente da Casa, Ricardo Marcelo (PEN), recebeu agora o pior gabinete dentre os 36 alojamentos dos parlamentares da ALPB.

Sem mais nenhum prestígio que o cargo de presidente lhe confere, Ricardo Marcelo ficou com o pior gabinete da AL. A sala fica perto da garagem e nem o banheiro está funcionando.

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O gabinete que RM desejava era o mesmo que tinha antes de ser presidente e que estava com Gilma Germano. Agora perence ao o deputado Genival Matias (PT do B).

No começo do mês outro parlamentar que passou por “maus bocados” foi o deputado Tovar Correa (PSDB). Ele tinha a garantia de que se instalaria em um dado gabinete, mas ao chegar no local se deparou com o colega João Bosco Carneiro (PSL) já instalado.

Assim como Tovar, Ricardo Marcelo também é da bancada que fez oposição à nova Mesa Diretora da ALPB. Por outro lado, os deputados governistas, estariam tendo outro tratamento.

Segundo informações publicadas na Coluna de Laerte Siqueira, governistas e deputados de oposição estão engasgados com o tratamento que o colega Edmilson Soares (PEN) está recebendo. De acordo com muitos insatisfeitos, ele tem o gabinete mais caro do parlamento. É mais “rico”, inclusive, que o do presidente. O custo, segundo os parlamentares, chega a R$ 400 mil. Edmilson foi vice-presidente do parlamento na legislatura passada e teria apoiado Galdino com a condição de não ter seus benefícios de vice cortados. Está gerando ciumeira geral.

PBAgora

Brasil tem 5 milhões de celulares bloqueados por roubo ou perda

celularApós o roubo e furto de celulares subir 150% no estado, a Polícia Civil de São Paulo começou a pedir às operadoras o bloqueio dos aparelhos para tornar o crime menos atrativo. No Brasil, telefones móveis travados por terem sido roubados ou perdidos compõe um banco de dados que já tem mais de 5 milhões de registros, segundo a associação ABR Telecom.

O número de aparelhos incluído no Cadastro de Estações Móveis Impedidas em janeiro deste ano era de 5.074.594. O número é o equivalente à média mensal de smartphones vendidos no Brasil no terceiro trimestre de 2014, quando as lojas do varejo bateram recorde nesse segmento.

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Esse número é 2% superior ao contabilizado em dezembro de 2014, de 4.959.662. O avanço e o volume total, no entanto, não são suficientes para mostrar que houve uma escalada de roubos de celular no Brasil, já que nem todo aparelho alvo de criminosos vai parar no Cemi.

Além disso, o número é cumulativo, ou seja, considera o número total de aparelhos uma vez incluídos e não retirados no cadastro -caso o dono recupere seu celular, é possível desbloqueá-lo.

‘RG do celular’
Se o volume total de celulares bloqueados cadastrados no Cemi não servir como indicador de criminalidade, em São Paulo, as estatísticas de violência mostram uma explosão de crimes visando os aparelhos. Em 2014, de todos os objetos roubados no estado, 20,6% eram celulares. O índice de roubo do item subiu 149,59% no ano. Por isso, a polícia vai pedir o bloqueio dos aparelhos assim que um boletim de ocorrência for aberto.

A inclusão dos aparelhos no Cemi necessita da informação do número de Identificação Internacional de Equipamento Móvel, o Imei, uma espécie de “RG do celular”. O número, que pode ser um alienígena para donos de celulares, é fácil de achar. Está no verso dos aparelhos ou dentro do chassi, abaixo da bateria. Se ficar difícil de encontrar, basta digitar “*#06#” no teclado (Veja vídeo acima).

Sem ligação
Destino do Imei dos aparelhos bloqueados, o Cemi foi criado em novembro de 2000 para que as operadoras possuíssem um só sistema que mostrasse quais eram os celulares que não deveriam ser usados por quaisquer clientes. A gestão dele ficou a cargo da ABR Telecom, uma associação das próprias teles para elaborar tecnologias a serem adotadas pelo setor.

O bloqueio apenas impossibilita o aparelho de fazer ou receber chamadas telefônicas, além de trocar SMS. Isso ocorre porque as ligações que entram na rede das teles são identificada pelo número de Imei do aparelho que as efetua. A partir do momento que um desses “RGs” é localizado, o celular entra para o Cemi. O travamento não é capaz, porém, de incapacitar o celular de acessar a internet via redes de Wi-Fi ou de servir para armazenar arquivo.

A ABR Telecom também gerencia a portabilidade de números de uma empresa para outra, além de ser a entidade supervisora da infraestrutura ociosa que as grandes empresas têm de colocar à disposição das pequenas companhias.

 

 

G1

‘A perda do meu irmão mutilou minhas emoções’, lamenta deputado, que afirma que dedicará mandato ao esporte

raniere-e-ricardo-barbosaEleito no último pleito em outubro, o deputado estadual Ricardo Barbosa chega à Assembleia Legislativa desanimado. Não por conta do vasto trabalho que precisa ser feito na Casa, mas por conta da saudade deixada pela morte de seu irmão, Raniery, que morreu durante as eleições.

“Não chego com o vigor que gostaria em decorrência da morte do meu irmão. A perda dele mutilou minhas emoções, meus humores. Tenho dito aos meus amigos que não tenho me sentido, ainda, deputado”, afirmou.]

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Apesar da dificuldade, em entrevista ao Sistema Arapuan, o deputado eleito encontra forças para lutar pelas causas que sempre defendeu, como saúde e esporte.

“Especialmente no esporte teremos uma ação bastante forte. Este é um período pré-olímpico. Tive uma participação importante na criação da Vila Olímpíca em João Pessoa. O Déde ia passar por uma pequena reforma e eu lutei para que trouxéssemos mais recursos e fizéssemos uma verdadeira reformulação no local”, frisou o deputado.

Você pode acompanhar a entrevista do deputado Ricardo Barbosa na rádio Arapuan FM 95,3 ou pelo site da rádio

João Thiago

Perda de água chega a quase 40% nas maiores cidades do Brasil

aguaA cada 10 litros de água tratada nas 100 maiores cidades do país, 3,9 litros (39,4%) se perdem em vazamentos, ligações clandestinas e outras irregularidades. O índice de perda chega a 70,4% em Porto Velho e 73,91% em Macapá.

Os números são do Ranking do Saneamento, divulgado hoje (27) pelo Instituto Trata Brasil, com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento de 2012.

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O estudo considerou a perda no faturamento, ou seja, a diferença entre a água produzida e a efetivamente cobrada dos clientes. De acordo com o instituto, o indicador de referência para a perda de água por faturamento é 15%. Dos 100 municípios da lista, quatro têm nível de perda menor ou igual ao patamar. Em 11 deles, as perdas superam 60% da água produzida.

De acordo com o presidente executivo da entidade, Édison Carlos, as perdas se refletem diretamente na capacidade de investimento das empresas e podem comprometer a expansão e qualidade dos serviços. “A perda é um reflexo da gestão da empresa. Qualquer autoridade que pensa em saneamento como um negócio, teria que atacar as perdas. Quando a empresa tem perdas muito altas, não consegue nem custear o próprio serviço”, avaliou. “Qualquer litro de água recuperado é um litro a mais que ele vai receber”, acrescentou.

Apesar dos registros, os municípios fazem pouco para reduzir as perdas de água por faturamento, de acordo com o estudo. Entre 2011 e 2012, mais da metade das cidades pesquisadas (51) não reduziu em nada as perdas ou até piorou os resultados no período. Segundo o Trata Brasil, os números sugerem que “diminuir perdas de água não vem sendo uma prioridade entre os municípios brasileiros”.

Apenas 10% dos municípios analisados na pesquisa registraram melhoria de mais de 10% na redução de perdas de água. Em média, de acordo com o levantamento, a melhora nas perdas dos municípios ficou em 0,05% na comparação entre 2011 e 2012.

As soluções, segundo Carlos, variam de acordo com o tamanho e as características de cada município. Em cidades com índices de perda muito elevados, por exemplo, a instalação de equipamentos como controladores de vazão e pressão tem reflexos rápidos na perda por vazamentos.

Em relação ao saneamento, o ranking mostra que, nos 100 maiores municípios do país, 92,2% da população têm acesso à água tratada. Em 22 das cidades, o atendimento chega a 100%, atingindo a universalização do serviço.

No entanto, os dados de coleta e tratamento de esgoto são bem inferiores. A média de população atendida por coleta de esgoto nas cidades avaliadas é 62,46%. Os números do tratamento são ainda menores: em média, 41,32% do esgoto do grupo de maiores cidades do país é tratado. Entre as 10 cidades com piores índices no quesito, três são capitais: Belém, Cuiabá e Porto Velho, sendo que as duas últimas têm tratamento de esgoto nulo.

Considerando acesso à água, coleta e tratamento de esgoto e o índice de perdas, o estudo fez um ranking com os 20 municípios com melhores e os 20 com piores resultados em saneamento. Além disso, o instituto traçou uma perspectiva de universalização dos serviços nos próximos 20 anos, como quer o governo federal, com base na evolução dos indicadores entre 2008 e 2012.

Entre as 20 cidades com melhores resultados, todas atingiram ou atingirão a meta nos próximos anos. No entanto, nos 20 municípios com piores notas, entre eles seis capitais, apenas um deve atingir a universalização se o ritmo de melhoria se mantiver. “É um dado preocupante, na medida em que a gente tem uma meta clara para duas décadas”, avalou Édison Carlos.

De acordo com o presidente do Trata Brasil, a situação só será revertida se as políticas de saneamento entrarem na agenda de prioridades dos gestores públicos e a população pressionar por avanços no setor. “Tem que ser prioridade, principalmente dos prefeitos, mesmo as cidades em que os serviços são operados por empresas estaduais. Isso não tira a responsabilidade dos prefeitos, que têm que brigar por metas mais rápidas e mais amplas. É preciso foco”, avaliou. “O eleitor, o cidadão, tem que cobrar. É investimento, não é milagre”, comparou.

Fonte: Agência Brasil

Atraso em 6 obras do PAC provoca perda de R$ 28 bi

pactoA demora do governo em concluir no prazo obras de infraestrutura incluídas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) causou um prejuízo de R$ 28 bilhões à sociedade, apenas num grupo de seis projetos analisados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O valor é próximo ao que se estima gastar na realização da Copa.

 

O estudo procura medir os benefícios que deixaram de ser gerados para o País apenas pela demora. Leva em conta, por exemplo, o que poderia ter sido a produção agropecuária no Nordeste, caso a transposição do São Francisco tivesse ficado pronta no prazo fixado pelo governo. Ou as receitas de exportação de minérios e grãos que deixaram de ocorrer pelo atraso na construção da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol).

 

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Em todos os casos foi considerado também o custo de oportunidade – o custo do dinheiro público aportado nas obras que ainda não gerou benefícios. “Se o programa deveria ficar pronto em três anos e sai em seis, isso reduz a produtividade global da economia”, diz o diretor de Políticas e Estratégia da CNI, José Augusto Coelho Fernandes.

Ele explica que a dificuldade em administrar megaprojetos não é exclusiva do Brasil. Porém, os prazos estourados tornaram-se praticamente uma regra, o que merece atenção.

 

A CNI propõe que o próximo governo, seja qual for, intensifique o programa de concessões em infraestrutura. Para Coelho, esse é um campo em que a economia pode aumentar sua produtividade, visto que as reformas trabalhista e tributária demorarão a sair e gerar efeitos. Sugere, também, iniciativas para melhorar a qualidade dos projetos e para facilitar o licenciamento ambiental.

 

O estudo faz parte de um conjunto de 43 documentos-propostas que serão entregues aos presidenciáveis em junho, quando a entidade pretende fazer um debate dos candidatos com os industriais. Foram analisados o aeroporto de Vitória, o principal projeto de esgotamento sanitário em Fortaleza (Bacia do Cocó), a transposição do São Francisco, a Fiol, a duplicação da BR-101 em Santa Catarina e as linhas de transmissão das usinas do Madeira. A maioria dos projetos ainda está em andamento.

 

Atraso

 

Das obras selecionadas, a que causou maior prejuízo foi a transposição do São Francisco. Originalmente estava prevista para terminar em junho de 2010 (eixo Leste) e dezembro de 2012 (eixo Norte). Como isso não ocorreu, o estudo estima quanto deixou de ser produzido pela agropecuária local, já considerando um crescimento proporcionado pela disponibilidade constante de água. E subtraiu da conta o custo da energia que deixará de ser gerada pela redução do fluxo de água para a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

 

Os economistas da CNI chegaram a um total de R$ 11,7 bilhões de 2010 a 2015. A isso, foram somados R$ 5 bilhões referentes ao custo de oportunidade do dinheiro aplicado na obra, orçada em R$ 8,2 bilhões. A história da transposição segue o roteiro clássico de obra atrasada no País. Segundo o estudo, foi iniciada em 2005, baseada num projeto pouco detalhado de 2001 – que, evidentemente, estava desatualizado. Seguiram-se vários ajustes.

 

Para andar mais rápido, foi dividida em 14 subcontratos. Mas o que em tese ia acelerar a construção virou um pesadelo gerencial. A própria presidente Dilma Rousseff reconheceu que o governo subestimou a complexidade do projeto.

 

O Ministério da Integração Nacional afirma que a licitação da obra, em 2007, passou pelo crivo do Tribunal de Contas da União. Os ajustes ocorrem principalmente porque os canais, que chegam a 477 quilômetros, passam por diferentes tipos de terreno. Foi necessária, também, a negociação com concessionárias de água e esgoto. Segundo a pasta, a obra será concluída em 201.

 

jornal O Estado de S. Paulo.

Perda do FGTS com ações já é de R$ 662 milhões só em 2014

FGTSO patrimônio líquido das aplicações em recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) em ações da Petrobrás e da Vale diminuiu R$ 662 milhões este ano. Os dados consolidados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) até o fim de março apontam que o montante aplicado nos fundos encerrou dezembro em R$ 5,588 bilhões, mas agora está em R$ 4,926 bilhões.

A queda no patrimônio dos fundos se acumula nos últimos anos e ocorre por diversos motivos. No caso da Petrobrás, há uma insatisfação de parte do mercado com a política de controle de preços do combustível promovida pelo governo. Em relação à Vale, houve uma rejeição no processo de como o governo atuou na troca de comando da empresa e, mais recentemente, há um temor com a desaceleração da economia chinesa – a empresa é grande exportadora de minério de ferro para o país asiático. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) fez um alerta para que os países emergentes se ajustassem à “nova China” por causa da expectativa de crescimento menor para o país.

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“Grande parte do problema desses fundos é o mesmo enfrentado pelos acionistas que compram ações diretamente da Petrobrás e da Vale: a mudança na forma de gerenciar essas empresas no governo Dilma”, afirma Ricardo Rocha, professor de finanças do Insper.

A maior parte da perda de patrimônio este ano está concentrada na Vale: queda de R$ 458,49 milhões. Na Petrobrás, o recuo é de R$ 203,34 milhões. Com relação a rentabilidade, os fundos que investem na petroleira perderam 6,72%, e os da mineradora recuaram 12,31%.

Pelo menos para os fundos do FGTS que investem em ações da Petrobrás, houve um alívio em março. Segundo a Anbima, esses fundos subiram 14,98%, revertendo parte das fortes quedas de janeiro (13,93%) e fevereiro (5,74% ). Já os fundos da Vale caíram 4,79% no mês passado.

A melhora da Petrobrás acompanhou a subida da Bolsa. Em março, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) – principal termômetro do mercado acionário do País – avançou 7,05%, a maior alta mensal desde janeiro de 2012. As ações das empresas estatais puxaram o índice e foram impulsionadas pela queda na popularidade do governo, o que, para analistas, indica uma chance maior da oposição nas eleições de outubro e a possibilidade de uma gestão considerada menos intervencionista pelo mercado assumir o País a partir de 2015 e, assim, estabelecer uma política de preços para a petroleira.

“A queda da aprovação acabou criando uma aposta de que possa haver uma mudança de governo e de política para as empresas estatais, mas é muito numa expectativa que pode ou não se confirmar”, afirma Silvio Campos Neto, economista da consultoria Tendências.

Apesar da perda de rentabilidade dos últimos anos, as aplicações em FGTS se revelam positivas no longo prazo. De agosto de 2000 até quinta-feira, quem adquiriu ações da Petrobrás teve ganho de 251,94%, segundo cálculo do Instituto FGTS Fácil. O resultado supera largamente o desempenho do tradicional FGTS, cujo rendimento é de 3% ao ano mais a variação da Taxa Referencial (TR), que no período rendeu 88,27%.

Os trabalhadores que aplicaram nas ações da Vale ganharam 621,94% desde fevereiro de 2002. No período, o FGTS rendeu 73,11%.

Dinheiro bom. O investimento de parte do FGTS em ações foi bastante popular no início da década passada e chegou a ter ganhos expressivos, sobretudo antes da crise financeira internacional iniciada em 2008. A aplicação ajudou, por exemplo, a servidora pública Maria Claudia Paiva, de 41 anos, a comprar uma casa própria no bairro da Penha, zona leste de São Paulo. “Eu usei o dinheiro no fim de 2010”, afirma ela, que investiu em papéis da Vale.

Na época do saque, ela juntou os recursos com os do irmão e da mãe para adquirir o imóvel. “Fiquei sabendo da possibilidade de investimento pela imprensa. Na época, foi um burburinho muito grande”, diz ela. “Eu não acompanhava muito, mas sabia que qualquer valor seria melhor do que rendia o fundo de garantia. Foi um dinheiro bom.”

Popularização nos anos 2000. A possibilidade de comprar ações de empresas brasileiras com o uso do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) foi permitida pelo governo brasileiro no início dos anos 2000. O limite para aplicação era de 50% da conta individual de cada trabalhador. O investidor também tinha direito à isenção de Imposto de Renda sobre o preço da ação desde que ela não fosse vendida em menos de um ano. A aplicação lastreada em papéis da Petrobrás começou em agosto de 2000. Na época, o governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso estimou que 320 mil pessoas compraram ações da petroleira com FGTS. O valor chegou a R$ 1,5 bilhão.

No caso da Vale – chamada da Companhia da Vale do Rio do Doce –, o início foi em fevereiro de 2002, também na gestão FHC. De acordo com números do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgados na época, 791 mil pessoas compraram ações das mineradora – 728 mil usaram o fundo de garantia. O valor investido na época superou as expectativas do governo. A demanda somou R$ 3,4 bilhões, mas o limite fixado era de R$ 1 bilhão, o que fez com que os investidores recebessem apenas 29% do que reservaram na época para aplicação. A venda pulverizada das ações da Petrobrás e da Vale foi uma das medidas usadas pela administração tucana para reforçar o caixa do governo. Para exemplificar, toda a negociação envolvendo os papéis da mineradora totalizou R$ 15,3 bilhões, o triplo da oferta, o que garantiu uma receita de R$ 4,4 bilhões.

Estadão

Fonoaudióloga alerta sobre quais são os primeiros sinais de perda de audição

audição“A perda auditiva é tão gradual que às vezes um leigo não tem certeza se ela está ocorrendo ou não”. A afirmação é da fonoaudióloga Roberta Alves de Oliveira, da Direito de Ouvir – especializada em venda, manutenção e suporte técnico de várias marcas de aparelhos auditivos, pilhas e outros acessórios.

É por essa razão que é preciso estar atento a sinais que podem indicar o início do problema. Afinal, quanto antes forem tomadas providências e iniciado o tratamento, melhor para o paciente. “Dependendo da perda auditiva, ela pode ser recuperada”, explica, informando que algumas perdas auditivas são causadas por infecções no ouvido e podem ser tratadas com medicamento. Em outros casos, o tratamento é cirúrgico e, parte das vezes, há perda de células. “Neste caso, é irreversível. Mas quem define a causa e origem da lesão é o médico otorrinolaringologista e é este quem decide qual é o melhor tratamento”, informa. Por isso, é importante estar alerta para os sinais que mostram que é hora de consultar um especialista.

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Nos bebês, a observação deve ser feita pelos ruídos que ele produz nos primeiros meses de vida. “É importante verificar se a criança faz ‘barulhinhos’ com a boca e se brinca com os sons, principalmente após os seis meses”, alerta a fonoaudióloga. Nas crianças, o desempenho escolar pode indicar perda auditiva, mas as brincadeiras também podem ser um indicador. “Deve-se prestar atenção se a criança solicita com frequência que algo que foi dito a ela seja repetido”, ressalta Roberta.

Em se tratando de adultos e idosos, eles próprios já têm condições de avaliar o surgimento do problema. Mas, a contribuição dos familiares é fundamental. “Geralmente, as pessoas afirmam que conseguem ouvir tudo, porém têm dificuldade em entender o que foi dito, principalmente quando estão em um ambiente onde há mais de uma pessoa falando. É de fundamental importância a opinião dos familiares que convivem com o paciente”, acredita a especialista. Ver TV ou ouvir música muito alta, pedir com frequência que algo que foi dito seja repetido e olhar para a boca de quem fala são sinais a serem considerados. Mas, explica Roberta, apenas a avaliação audiológica é capaz de detectar e quantificar a perda auditiva.

Sinais de perda auditiva – A seguir, a fonoaudióloga da Direito de Ouvir indica o ponto a ser considerado quando se suspeita de perda auditiva:

· Você sempre pede aos outros para se repetirem?

· Tem amigos ou familiares que dizem que você não ouve bem?

· Deixa a TV ou o rádio em volume mais alto do que os outros?

· Tem dificuldade em entender conversas com ruídos ao fundo?

· Tem dificuldades em acompanhar conversas em grupo?

· Tem dificuldade em identificar de onde os sons estão vindo?

“Se você respondeu sim a mais de três questões, você pode ter perda auditiva. Nesse caso, procure um especialista”, recomenda.

Sobre a Direito de Ouvir

Fundada em 2005, a Direito de Ouvir foi idealizada pela fonoaudióloga Andréa Campos Varalta Abrahão e projetada pelo empresário Frederico Vaz Guimarães Abrahão, já com vasta experiência no segmento. “Ingressei no ramo de aparelhos auditivos montando a primeira assistência técnica da região. Enquanto Andréa adaptava o aparelho auditivo, eu dava manutenção”, revela o empresário.

A empresa comercializa e faz manutenção em aparelhos auditivos de diversas marcas – o que possibilita uma melhor adaptação em cada caso –, além de oferecer acessórios, pilhas e produtos para limpeza e conservação dos aparelhos. Possui um laboratório próprio com técnicos especializados e oferece suporte completo aos clientes e franqueados.


MaisPB com Assessoria