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Marido pensa que matou mulher e comete suicídio

Policial .Rosimere Cardoso Barbosa foi ferida com golpes de faca e pauladas, na tarde desta quinta-feira (5), na Rua do Arame, bairro do Grotão, em João Pessoa.

A tentativa de assassinato foi praticada pelo ex-marido da vítima, identificado pelo pré-nome de Luciano, que cometeu suicídio após as agressões físicas.

De acordo com a Polícia, Rosimere estava separada de Luciano, mas o mesmo não aceitava a separação.

Luciano se armou com armas brancas (faca e pedaço de madeira) para matar a ex-companheira.

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Primeiro Luciano atingiu Rosimere com golpes de faca no tórax e depois a espancou com pauladas na cabeça.

Imaginando que teria ceifado a vida da mulher, o acusado se matou.

Rosimere foi socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, na Capital. De acordo com a enfermeira do Samu, Ana Cristina, a paciente chegou no Trauma “consciente e estável”.

Roberto Targino – MaisPB

Papa Francisco não pensa em fazer mudanças doutrinárias na Igreja

Papa Francisco preside Via Crucis no Coliseu romano   (Alberto Pizzoli/AFP)
Papa Francisco preside Via Crucis no Coliseu romano (Alberto Pizzoli/AFP)

A grande repercussão em torno da eleição do cardeal Bergoglio como primeiro papa latino-americano tem dado origem a muitas especulações em torno dos rumos de seu pontificado. Evidentemente que, ao assumir o nome Francisco, o papa já delineou algumas posturas que vem adotando e recomendando a toda a Igreja, a exemplo do grande santo de Assis.

Para se compreender o percurso que ele vem traçando ao conduzir o imenso rebanho que lhe foi confiado, é fundamental conhecer o papel de são Francisco de Assis na Igreja. Aquele jovem, outrora rico e inconsequente, deu ao chamado do Senhor uma resposta fiel e generosa, que transformou definitivamente a sua vida, pautada a partir de então por simplicidade, humildade e pobreza.

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Além da vivência pessoal de um despojamento que pretendia imitar o próprio Cristo, são Francisco de Assis recebeu do Senhor a missão de legar à Igreja este modelo, começando pela formação de uma comunidade à qual se foi agregando um número cada vez maior de seguidores, que ainda hoje continuam se multiplicando, sob variadas formas de vida consagrada e apostolado.

Assim, podemos constatar que tantos e tamanhos frutos, nascidos da vocação de um só homem, são obras de Deus que perduram até os nossos dias, e agora repercutem no pastoreio universal da própria Igreja através do papa Francisco.

Nosso sumo pontífice instaura, em nível eclesial, a dinâmica própria da vida de espiritualidade, que consiste no autoconhecimento para suscitar as mudanças necessárias ao aperfeiçoamento e, a partir daí, o compromisso com a missão. Sob o papado de Francisco promove-se intensamente a tomada de consciência pessoal, comunitária e institucional na Igreja Católica em busca de uma profunda conversão e retomada de maior radicalidade no seguimento dos valores evangélicos.

Entretanto, ao contrário de certas expectativas alarmistas daqueles que estão sempre à procura das novidades, o papa não cogita promover mudanças doutrinárias, o que estaria em contradição com aquilo que chamamos o “depósito da fé”, do qual ele é o primeiro defensor por conta do próprio ministério que exerce.

Papa Francisco tem se mostrado o grande anunciador da misericórdia – pelos pobres, carentes e marginalizados sob as mais diversas formas. Para essa feição tão característica do seu pontificado certamente contribui a experiência concreta das desigualdades e injustiças que o povo latino-americano compartilha ao longo de sua história.

O grande apelo para a unidade e a fraternidade também estão marcando este período da Igreja que, seguindo o grande ideal do Concílio Vaticano II, no século passado, prossegue abrindo-se ao diálogo com o mundo, incluindo aqueles que professam outros credos, ou nem mesmo o fazem.

A sua presença como liderança mundial já se destacou na preocupação com a paz, a justiça social, a inclusão dos refugiados, a preocupação com uma economia que não leva em consideração a pessoa. São questionamentos que ele tem colocado à sociedade e que, no fundo, são preocupações de todas as pessoas de boa vontade.

Sem perder sua raiz católica, o profundo humanismo que marca a atuação do papa Francisco contempla e acolhe cada pessoa, quem quer que ela seja, com o mesmo amor pelo qual Jesus Cristo morreu na cruz por cada um de nós do mundo todo.

Dom Orani João Tempesta

Ficar viciado na internet é mais fácil do que você pensa

Entenda como até as atividades mais banais da internet desencadeiam uma sensação que oscila entre a ansiedade e o prazer, dois atalhos para o vício

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Você liga o computador, abre o navegador e entra no Facebook. Assim que a página abre, lá está ela: a bolinha vermelha, reluzente no canto do seu monitor. Ícone que entrou pro inconsciente coletivo quase que instantaneamente, ela quer dizer uma coisa só: alguém interagiu com você. Curtiram seu status, compartilharam aquela frase genial que você postou, te marcaram em uma foto. Não importa: a bolinha vermelha é sinal de que alguma coisa está por vir. Essa pequena ansiedade libera dopamina no seu organismo, causando uma silenciosa sensação de prazer. Lado bom: aquela gatinha curtiu seu status. Lado ruim: isso pode te viciar.

A dopamina é a mesma substância que faz as pessoas se viciarem em drogas ou até mesmo em jogos de aposta. Pessoas que checam seus e-mail a cada instante, o fazem em busca de prazer. Mesmo que não saibam, elas estão à procura de boas notícias que podem chegar em sua caixa de entrada a qualquer momento. Daí, nada mais lógico que ficar de olho no smartphone o tempo todo. Essa obsessão é tão grande que faz com que tenhamos a sensação de nosso celular ter vibrado, quando ele nem está no bolso. É expectativa e ansiedade condensadas em seu estados mais densos – e tensos.

Tradicionalmente, antros da perdição sempre foram separados da sociedade de bem por alguma barreira física. Cassinos, só em Las Vegas. Baladas, só para maiores de idade. Mas, como já estamos cansados de saber, a internet não lida muito bem com essa palavrinha: barreiras. Está tudo ao nosso alcance, o tempo todo. O paralelo entre jogos de azar e tecnologia vai além. Estudos mostram que os donos de cassino criam mecanismos para tornar o vício mais cômodo, mais agradável e, por conseqüência, mais frenético e duradouro. Máquinas de caça-níquel são programadas para ter um grande número de quase acertos. Se aparecem três figurinhas iguais, e com quatro você teria ganhado, seu cérebro te induz a continuar apostando, afinal você não ganhou por uma questão de detalhe. Essa técnica aumenta em até 30% o tempo que o jogador fica na frente da maquininha à espera da sonhada cascata de moedas. Cerca de 4% dos apostadores são viciados. Esse número sobe para 10% quando falamos de pessoas que tem sua vida comprometida por causa da dependência em relação à internet.

Os avanços da tecnologia também chegaram à medicina, que já consegue mapear quais áreas do nosso cérebro são acionadas durante as interações com aparelhos eletrônicos. Isso cria um precedente perigoso, principalmente do ponto de vista moral: através do Facebook e do Google, as empresas sabem de tudo que você gosta e o que você faz. A ressonância magnética mostra como seu cérebro se comporta durante uma partida de game online, pra ficar em um exemplo só. Esse cruzamento de tecnologias torna ridiculamente fácil pras empresas lucrarem com um vício, uma dependência. Algo que as marcas de cigarro e bebida já sabem faz um tempo.

Galileu galilei